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Quatro alunos do secundário criam dispositivo de alerta para incêndios

Depois dos grandes incêndios a que assistiram em 2017, Francisco Relvão, Rafael Amaral, João Carvalho e André Oliveira decidiram usar como tema de projeto para este ano letivo a temática dos fogos e a forma como a tecnologia poderia ajudar a combater este flagelo.

“Sentíamos que a tecnologia podia ajudar”, contou à agência Lusa Francisco Relvão, de 18 anos.

As primeiras ideias eram complexas e de difícil execução, como a criação de satélites “com câmaras de infravermelhos” ou a instalação de câmaras com sensores em postes para detetar o início das chamas, explicou.

A ideia final, desenvolvida nas aulas de Física e em casa pelos quatro alunos de Ciências e Tecnologia, passou a ser mais modesta, mas aplicável no terreno: um dispositivo que acionasse um alerta aquando da passagem das chamas pelo local.

Surgiu então o Mochu, uma pirâmide triangular camuflada, com 15 centímetros de altura, com um pequeno painel solar na hipotenusa do triângulo e que, por dentro, tem um arduino (um micro computador básico), sensores e tecnologia GSM, explicou Francisco Relvão.

A ideia é espalhar o dispositivo “pelas florestas de Portugal, onde é difícil o acesso”, sendo colocado no chão, próximo de uma árvore, direcionado para sul para otimizar a energia solar.

“Basicamente, tem um programa que está a verificar um cabo e, no caso de o incêndio passar estraga o cabo e inicia o processo de comunicação às autoridades”, referiu Francisco Relvão, sublinhando que a ideia é enviar uma mensagem com as coordenadas do dispositivo para a proteção civil ou bombeiros locais.

Neste momento, ainda tem duas possibilidades de atuação – “num dos códigos, o dispositivo verifica de 20 em 20 segundos se o cabo está lá, noutro, o sistema é acionado assim que o cabo fica danificado”.

“Tanto posso pedir ao carteiro para me tocar à campainha quando trouxer uma carta ou posso ver se a carta está na caixa do correio”, simplificou o estudante.

A armadura do Mochu é feita de lã de rocha – um bom isolador térmico – o que deverá permitir o funcionamento do dispositivo em contexto de fogo, sublinhou.

“Nós já fizemos testes e correu às mil maravilhas”, realçou, considerando que, numa situação de aplicação no terreno, poderiam ser colocados vários em diferentes pontos e ser criada uma intra-rede entre os dispositivos para passarem informação entre eles até conseguirem enviar às autoridades.

O trabalho foi feito todo pelos alunos, que no início foram até à Universidade de Aveiro para esclarecer “algumas dúvidas”.

“O objetivo é comercializar o produto”, frisa Francisco Relvão, referindo que a equipa está também a concorrer com o Mochu em vários concursos destinados a ideias produzidas em âmbito escolar.

LUSA

Mais 24 milhões de euros para combate aos incêndios

Segundo a proposta de lei de Orçamento do Estado para 2018 (OE2018), prevê-se ainda aumentar em quase 10 milhões de euros os projetos previstos no programa orçamental de ‘Agricultura, Florestas, Desenvolvimento Rural e Mar’.

A proposta de OE2018 foi entregue à Assembleia da República na passada sexta-feira, dias antes das centenas de incêndios que deflagraram no domingo, sobretudo nas regiões Norte e Centro do país. Este foi considerado o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, e que provocaram, segundo o balanço mais recente, 43 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

Além de provocarem a morte a mais de 100 pessoas, os incêndios deste ano consumiram mais de 550 mil hectares, destruindo habitações, empresas, fábricas e infraestruturas.

Estas situações levaram à intervenção do Presidente da República: numa declaração ao país, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a margem orçamental para 2018 deveria ser usada para dar prioridade à floresta e à prevenção dos fogos, considerando que essa é a “última oportunidade” para se agir nesta matéria.

No dia seguinte, no parlamento, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que “não será seguramente o empenho na consolidação orçamental que frustrará o que é prioritário, que é a segurança e a proteção da floresta”, deixando a porta aberta a propostas de alteração que possam ser apresentadas pelos grupos parlamentares durante a discussão na especialidade da proposta de OE2018.

De Bruxelas, o Governo já obteve luz verde. O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu que as despesas públicas resultantes dos incêndios em Portugal sejam consideradas como “circunstâncias excecionais”, sem consequências na avaliação orçamental a fazer pelas regras europeias.

Sobre a inclusão de quaisquer medidas, o ministro das Finanças, Mário Centeno, disse, na apresentação da proposta orçamental, que elas terão de seguir os princípios de rigor orçamental.

Primeiro-ministro culpa PT pelo colapso do SIRESP

“O colapso do SIRESP resultou do colapso da rede da PT”, declarou ao jornal o primeiro-ministro.

Segundo o Expresso, o Governo responsabiliza a PT “pelas falhas de comunicação na tragédia de Pedrógão Grande e quer forçar a empresa a melhorar a sua rede em áreas potenciais de incêndio, substituindo cabos aéreos (como os que arderam em Pedrógão) por cabos subterrâneos nas estradas que já disponham de calhas técnicas para o efeito — mas que estão vazias”.

“É inadmissível que as redes de comunicações junto as estradas nacionais que já têm calhas técnicas não estejam enterradas e continuem com os cabos aéreos”, disse Costa.

De acordo o jornal, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, está a pressionar a empresa que gere o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, está a negociar com a PT e António Costa já teria falado sobre esta questão com o ‘patrão’ da Altice, Patrick Drahi, que controla a PT.

O primeiro-ministro, segundo o jornal, não comentou as informações sobre as pressões à empresa de telecomunicações.

António Costa remeteu as suas declarações para as conclusões do relatório preliminar do Instituto de Telecomunicações, divulgado esta semana.

“O que falhou foi que grande parte daquela rede (de emergência, do SIRESP) assenta na rede fixa da PT; a rede fixa da PT assenta em cabos aéreos que, obviamente, numa zona florestal que está a arder, ardem. E, portanto, colapsam as comunicações”, disse Costa.

O primeiro-ministro afastou, contudo, intervenções drásticas, como nacionalizar o SIRESP ou “rasgar” o contrato.

“A nacionalização ou qualquer uma dessas medidas não resolveria o problema”, declarou Costa, tendo sido o próprio a assinar o contrato com o SIRESP quando era ministro da Administração Interna, em 2005.

O primeiro-ministro referiu que outras medidas estão a ser tomadas para a resolução do problema.

A ministra da Administração Interna, segundo Costa, “está precisamente neste momento a trabalhar com o SIRESP para que seja dotado das redundâncias necessárias para que este sistema não falhe, além de já ter assegurado o funcionamento pleno de quatro carrinhas que asseguram a ligação a satélite que permita restabelecer as ligações em caso de colapso da rede fixa da PT”.

De acordo com o Expresso, o Governo está a pressionar o próprio SIRESP a exigir melhores serviços da PT.

Ainda segundo o jornal, Pedro Marques está a liderar as conversas com a PT, “mas também a baixar os custos a suportar pela empresa para que os cabos possam ser enterrados nas calhas técnicas”.

“O custo é o principal obstáculo levantado pela PT, que terá de pagar não só pela passagem dos cabos aéreos para subterrâneos como terá de passar a suportar custos pela passagem dos cabos”, de acordo com o jornal.

O Expresso referiu ainda que o “Governo prepara-se para anunciar uma descida dos preços cobrados pelas Infraestruturas de Portugal (IP)” e, na próxima segunda-feira, “os preços cobrados pela IP para a oferta comercial de Canal Técnico Rodoviário terão uma descida de 50%”.

Este novo preçário teve a concordância dos dois reguladores do setor, a ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações e o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

A entrevista na íntegra com António Costa será divulgada pelo Expresso na próxima semana.

Quinze meios aéreos mobilizados para fogos em Vila Real, Santarém e Castelo Branco

De acordo com a adjunta nacional de operações, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), cerca das 09:00 estavam por dominar três incêndios nos distritos de Vila Real, Santarém e Castelo, mas sem populações ou aldeias em risco.

Patrícia Gaspar adiantou também que devido às previsões de tempo quente para os próximos dias foi elevado de amarelo para laranja o alerta especial do sistema integrado de operações e proteção de socorro para incêndios florestais até sexta-feira à noite.

“Efetuámos uma série de pré-posicionamentos preventivos para conferir maior capacidade de resposta sobretudo na zona norte e centro do país

“Neste momento não há populações em risco em nenhum dos incêndios. No incêndio em Paredes, Vila Real, continuam 434 operacionais, 130 meios e já foram mobilizados quatro meios aéreos. Este incêndio já teve três frentes ativas, neste momento tem uma e está a começar a ceder aos meios”, disse Patrícia Gaspar.

Número de bombeiros em Portugal reduziu significativamente

“A verdade é que o número de bombeiros em Portugal entre 2011 e 2015 caiu 10%. E em 2016 subiu 2,54%”, afirmou hoje Mário Centeno, na última audição regimental na Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública desta sessão legislativa.

O ministro das Finanças disse ainda que esta diminuição no número de bombeiros foi superior à média de diminuição de trabalhadores no geral do setor público no mesmo período.

“É uma opção política. A mesma coisa aconteceu na defesa: 15% de queda no número de efetivos na defesa durante o período de ajustamento foi uma queda superior à média do setor público. Portanto, é uma opção política”, acusou o governante.

“Não vale agora vir com lágrimas de crocodilo”, disse.

Os temas estão em cima da mesma depois do incêndio em Pedrógão Grande, que causou a morte a 64 pessoas e feriu mais de 200 pessoas, e depois do assalto a material de guerra em Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, distrito de Santarém.

Além disso, as cativações voltaram hoje ao debate parlamentar, depois de ter sido publicada a Conta Geral do Estado de 2016, que concluiu que a despesa que não foi descativada (ou seja, que não foi autorizada apesar de estar prevista) no ano passado ascendeu a 942,7 milhões de euros, sendo a fatia mais importante a relativa à aquisição de bens e serviços (553,5 milhões de euros), seguindo-se a reserva orçamental, uma verba prevista em todos os orçamentos do Estado para fazer face a imprevistos, (224 milhões de euros).

Nesse sentido, o ministro afirmou, além de não existirem cativações na saúde e na educação, que “ao contrário do que aconteceu em todo o programa de ajustamento orçamental, a lei de programação militar não teve cativações em 2016 e não tem cativações em 2017″.

Citando as contas gerais do Estado passadas, Mário Centeno disse que houve cativações na programação militar de 9,8 milhões de euros em 2012, 12,9 milhões de euros em 2013, 17,3 milhões de euros em 2014, 18,8 milhões de euros em 2015.

Por outro lado, o ministro assegurou que o orçamento da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) foi reforçado em 2016 em 4,8 milhões de euros com saldos de gerência.

Na resposta, o deputado do CDS-PP João Almeida, que no período de ajustamento teve a tutela da ANPC durante dois anos, acusou o ministro de faltar à verdade, pedido que o Governo apresente “prova documental” para a acusação de “opção política” para a redução de bombeiros.

“Entre os anos de 2007 e 2010 houve uma descida acentuada do número de trabalhadores e entre 2012 e 2015 registou-se um aumento significativo do número de efetivos”, afirmou o deputado centrista, citando o balanço social da ANPC de 2015.

De acordo com o documento, há uma “descida acentuada do número de trabalhadores” da Proteção Civil entre 2007 e 2010, “resultante de saídas por aposentação, por procedimento concursal, termo de situações de mobilidade interna e outras situações, tais como a cessação de 22 contratos de avença”.

Entre 2012 e 2015, segundo o documento, “registou-se um aumento significativo do número de efetivos, motivado pela integração, na ANPC, de 18 trabalhadores, resultante da extinção dos Governos Civis, do Conselho Nacional de Planeamento Civil de Emergência e da extinta Empresa e Meios Aéreos — EMA, cujos contratos de cedência de interesse público de trabalhadores cessaram no decurso do ano de 2015″.

Meios aéreos sem condições para combater fogo no Soajo, Arcos de Valdevez

Os dois meios aéreos acionados esta quarta-feira para o combate ao incêndio que lavra desde terça-feira na aldeia do Soajo, Arcos de Valdevez, “foram desmobilizados por falta de condições para operar”, revelou à Lusa a Proteção Civil.

Em declarações à agência Lusa, o segundo comandante distrital do Comando de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo, Robalo Simões, disse que os dois aviões “foram desmobilizados por falta de teto”.

“O muito fumo que se faz sentir, sobretudo junto à barragem do Alto Lindoso, onde os meios aéreos abastecem de água, impossibilitou que pudessem dar o seu contributo no combate às chamas, que se faz agora no terreno com os operacionais que estão posicionados”, afirmou Robalo Simões.

De acordo com aquele responsável, o incêndio, que deflagrou na terça-feira cerca das 09:08, “tem uma frente ativa e lavra numa zona sem qualquer tipo de acesso, em que o combate, no terreno, de faz com ferramentas manuais”.

Robalo Simões sublinhou que “não há casas em risco” e escusou-se a apontar uma previsão para dar o incêndio como dominado, apesar da melhoria das condições meteorológicas relativamente a terça-feira.

“A temperatura quebrou bastante, há mais humidade e o vento é moderado. O combate está a decorrer favoravelmente. Vamos ver como é que as coisas correm”, afirmou.

A Câmara de Arcos de Valdevez acionou na terça-feira à tarde o Plano Municipal de Emergência, na sequência dos fogos que lavram na zona do Soajo e obrigou à evacuação do lugar de Paradela, em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG).

O incêndio provocou “queimaduras ligeiras” em dois habitantes de Paradela. Um terceiro habitante também teve de ser assistido, por inalação de fumos.

Os três foram conduzidos para o Hospital de Ponte de Lima.

Também “morreram vários animais” na sequência deste incêndio florestal.

Câmara do Porto envia equipa para apoiar reconstrução no Funchal

A Câmara do Porto vai enviar na quinta-feira para o Funchal uma equipa multidisciplinar de especialistas “em cenários de catástrofe em Portugal e no estrangeiro” para “avaliar as consequências dos incêndios” que assolaram a região na semana passada.

Em comunicado, a autarquia adianta que a equipa inclui elementos do Batalhão de Sapadores Bombeiros, da Polícia Municipal e da Domus Social e dará apoio na “avaliação e mitigação do ‘stress’ pós-traumático”, na “proteção de edifícios”, na “inventariação do estado do edificado e outras infraestruturas” e na “coordenação e criação de equipas de primeira intervenção”.

“Numa primeira fase viajarão para o Funchal 11 efetivos que se irão encarregar de inspeções ao edificado, execução de escoramentos em edifícios em risco de ruir, levantamento do edificado afetado pelos incêndios, da área florestal ardida e das vias de comunicação afetadas, constituição das equipas de primeira intervenção e promoção do regresso das famílias às suas habitações”, refere a Câmara do Porto.

Numa segunda fase, acrescenta, a equipa terá uma “atuação virada para a emergência psicossocial, numa avaliação do ‘stress’ pós-traumático decorrente dos incidentes”.

Recordando que as câmaras do Porto e do Funchal “têm colaborado em diversas matérias, depois de um encontro entre os dois autarcas que teve lugar este ano no Porto”, a autarquia portuense diz que, durante os incêndios que causaram três mortos na Madeira e queimaram dezenas de casas e quilómetros de floresta, o presidente Rui Moreira enviou uma mensagem ao seu congénere no Funchal, Paulo Cafôfo, “oferecendo solidariedade e ajuda”, que agora concretiza.

Durante este verão, a Câmara do Porto, através do seu Batalhão de Sapadores, tem já estado envolvida em tarefas semelhantes em concelhos vizinhos, como Vila Nova de Gaia e Gondomar.

António Costa. Verbas para combater incêndios desviadas da segurança interna

O primeiro-ministro António Costa disse este domingo que as verbas que são alocadas ao combate a incêndios florestais, em aluguer de aviões e equipamento de bombeiros, são desviadas da segurança interna, mas não da prevenção de fogos.

“O dinheiro que o Ministério da Administração Interna consome no aluguer de meios aéreos, no equipamento de bombeiros, na formação de bombeiros, na constituição de equipas profissionais, não é dinheiro que se está a desviar da prevenção. É dinheiro que se está a desviar da segurança interna”, disse António Costa aos jornalistas.

Intervindo à margem de uma visita à base aérea de Monte Real, distrito de Leiria, onde se deslocou para agradecer o contributo das tripulações dos meios aéreos de Marrocos, Itália e Rússia no combate aos incêndios em Portugal, o primeiro-ministro frisou que o dinheiro para combater fogos não é investido em instalações e esquadras da GNR e PSP, cujas condições “são uma vergonha nacional”.

“É necessário que se passe a investir na prevenção e é isso que vai passar a ser feito”, argumentou.

Fogo está dominado em S. Pedro do Sul, mas regressa ao parque Peneda Gerês

O incêndio que lavra em S. Pedro do Sul, no distrito de Viseu, está dominado, depois de se ter iniciado há uma semana, no distrito de Aveiro, revela a proteção civil.

Na sua página na internet, às 08:46, a Autoridade Nacional de Proteção Civil informa que este incêndio está dominado.

O fogo está a ser combatido por 833 operacionais, apoiados por 257 meios terrestres.

Um outro incêndio de alguma dimensão, que se iniciou no domingo na localidade de Castro Laboreiro, no Parque Nacional Peneda Gerês, no concelho de Melgaço, distrito de Viana do Castelo, está a ser combatido por 76 operacionais e 26 meios terrestres.

No país, a ANPC regista 29 incêndios, onde estão 926 operacionais, com 306 meios terrestres e dois aviões.

A Proteção Civil destaca na página como “ocorrências importantes” os fogos com duração superior a três horas e com mais de 15 meios de proteção e socorro envolvidos, mas apenas contempla os incidentes do continente, já que as regiões autónomas têm serviços próprios nesta área.

Fogo que lavra em Gondomar tem três frentes ativas

A página da Autoridade Nacional de Proteção Civil, atualizada às 15:15, indica que estão no combate às chamas em Gondomar, distrito do Porto, 276 homens, auxiliados por 53 viaturas e um meio aéreo.

“Estamos a fazer defesa a várias habitações que estão em perigo no lugar de Gens. O fogo reacendeu durante a noite, cerca das 05:00, e chegou a ter quatro frentes ativas, mas uma delas foi entretanto dominada”, disse à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de São Pedro da Cova, Romero Gandra.

A mesma fonte apontou que os bombeiros estão a combater as chamas com a ajuda de militares da GNR, bem como de elementos da Proteção Civil e da Câmara de Gondomar.

Na página da ANPC, este incêndio figura entre as “ocorrências importantes” que são aquelas que decorrem há mais de três horas e mobilizam mais de 15 meios de socorro.

O distrito do Porto, no qual está ativo desde as 00:15 de segunda-feira o Plano Distrital de Emergência, regista 44 ocorrências, estando no terreno 640 operacionais, 192 veículos e dois meios aéreos.

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