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Qual é o ADN da sua empresa?

Presente em Portugal desde 1990, a Makro tem hoje a funcionar dez unidades nas principais cidades e distritos do país.

Fortemente especializada no canal HoReCa, oferecendo uma experiência de compra idealizada para profissionais, baseada em fatores chave como flexibilidade, qualidade, preço e rapidez, a Makro conseguiu construir um caminho de solidez ao longo destes 28 anos de história.

A Makro Portugal faz parte da Metro que tem presença em 25 países. Como multinacional que é, existem algumas práticas que são transversais a todos os países e, naturalmente, sinergias fruto dessa mesma dimensão. “No entanto, em cada país, cada unidade de negócio é parte integrante da comunidade local, e dessa forma a riqueza cultural de cada país é potenciada, assim como as especificidades nacionais, que entendemos serem muito importantes para a gestão de um negócio, especialmente o nosso”, explica Cristina Caeiro.

Em Portugal, a Makro quer ser o parceiro de referência dos seus clientes, no sentido de lhes dar apoio e suporte diário necessário. “Como empresa pretendemos estar próximos e oferecer um serviço personalizado, entender e antecipar as suas expectativas, a fim de responder na íntegra às suas necessidades. Desta forma, apresentamos as soluções adequadas para tornar o seu negócio ainda mais bem-sucedido. Oferecendo-lhes soluções que promovam a sustentabilidade do seu negócio, estamos também a garantir a sustentabilidade do nosso”, adianta a nossa entrevistada.

Por outro lado, a Makro sabe que o seu principal desafio, em Portugal, é comum e transversal a todos os países onde a METRO se encontra presente. “O mundo encontra-se em constante mudança e com isso o negócio dos nossos clientes. Para isso, torna-se fundamental termos a capacidade de desenvolver soluções inovadoras, bem como desafiarmo-nos constantemente, de forma a antecipar as melhores ofertas e oportunidades para o negócio dos nossos clientes e, consequentemente, para o nosso negócio”, afirma Cristina Caeiro.

TOP EMPLOYER PORTUGAL

A Makro voltou a ser distinguida com a certificação Top Employer Portugal pelo 4º ano consecutivo, tanto em Portugal como a nível Europeu. Trata-se de uma certificação atribuída por uma entidade externa, o Instituto Top Employers e que avalia a empresa ao nível da gestão de topo, bem como das condições dadas aos colaboradores dentro da organização. Estratégia de talento, desenvolvimento de liderança, compensação e benefícios, planeamento da força de trabalho e gestão de carreira são alguns dos itens avaliados.

“Este reconhecimento é o resultado de um percurso com foco no investimento no nosso maior recurso – os nossos colaboradores –, estando constantemente atentos e preocupados com as suas necessidades para que possam desempenhar cada vez melhor as suas funções, crescerem com o negócio e, assim, aportar mais valor ao mesmo”, refere Cristina Caeiro para quem é importante que os colaboradores se sintam apaixonados pelo seu empregador.

Cada vez mais a tendência das grandes companhias é, exatamente, trabalhar a employee experience, sendo esta a chave para a retenção de talento dentro da organização.

“O SEU SUCESSO É O NOSSO NEGÓCIO”

Em 2015 a Makro anuncia o desenvolvimento e a implementação de uma nova estratégia em Portugal no sentido de adequar o seu negócio à realidade do mercado. A estratégia passou por uma especialização no canal HoReCa e em particular nos segmentos de hotelaria e restauração. Este processo levou a uma revisão de todo o processo de experiência de compra nas lojas, adequando-se à real necessidade destes segmentos de clientes, no que se refere a fatores chave como flexibilidade, qualidade, preço e rapidez. Desta forma, a empresa oferece hoje em dia uma nova experiência de compra para todos os detentores de cartão Makro.

Neste momento, a Makro comercializa produtos alimentares e não alimentares para profissionais do Canal HoReCa, retalho e profissionais liberais ou por conta própria. Oferece um serviço global a todos os seus clientes mas centra-se e direciona-se cada vez mais para as necessidades dos profissionais da hotelaria, restauração e similares, de uma forma direta e personalizada, sendo que, efetivamente, este setor tem um grande peso no seu negócio.

“Desta forma, a nossa estratégia encontra-se muito alinhada com o nosso foco na hotelaria e restauração. É o posicionamento da Makro e é esse o caminho que efetivamente estamos a percorrer”, esclarece Cristina Caeiro.

Exemplo disso mesmo é o Dia do Negócio Próprio que se assinala anualmente todas as segundas terças-feiras do mês de outubro, que tem como principal objetivo homenagear a dedicação diária e a paixão dos empreendedores e proprietários de negócios próprios, reconhecendo o seu talento, empenho, ousadia e espírito empreendedor. “Trata-se de uma das diversas iniciativas que, numa base regular, desenvolvemos para os nossos clientes, com especial foco na hotelaria e restauração. Esta é a nossa estratégia, ir ao encontro e antecipar as necessidades dos nossos clientes. Fazê-los sentir que podem contar connosco para muito mais do que ser apenas um fornecedor. Este propósito ganhou agora uma nova força com o lançamento recente da nova campanha de marca que materializa isso mesmo: «O seu sucesso é o nosso negócio»”, acrescenta Cristina Caeiro.

Motivos suficientes para a Makro ter sido novamente reconhecida na 28ª edição dos Masters da Distribuição, com o prémio na categoria Grossista.

MUDANÇA CULTURAL

Tendo desempenhado outras funções na Direção de Recursos Humanos, para Cristina Caeiro o desafio é constante mas sempre com o foco nas pessoas. Enquanto Labour Relations Manager e HR Business Partner, Cristina Caeiro tinha de garantir que o negócio estava alinhado com as práticas laborais em vigor, assegurando assim a sustentabilidade do mesmo, em conformidade com os princípios do Grupo Metro, do qual a Makro faz parte.

O desafio enquanto Culture Manager é um pouco diferente, consistindo em garantir o alinhamento de todos os colaboradores com a cultura da empresa. Assegurar que o ADN da Makro é vivenciado por todos e que todos têm um sentimento de pertença e de orgulho, o que implica uma forte comunicação interna e uma grande proximidade entre todos. “Algo que é desafiante, tendo em conta a dispersão das dez lojas a nível nacional. Por isso mesmo, criámos um grupo de colaboradores, com presença em todas as lojas, denominados de «A Gentes Makro», para dar suporte nesta missão de difundir a cultura e a comunicação em cada uma das nossas lojas, bem como outros projectos de RH, com impacto geral na mudança cultural”, refere Cristina Caeiro.

A missão do Culture Manager, enquanto guardião da cultura da empresa, é a de garantir o alinhamento entre todos, proporcionando o desenvolvimento contínuo das pessoas, suportando os líderes na missão de manter os seus colaboradores comprometidos com o negócio, reconhecendo e aumentando a sua reputação interna e externa como colaboradores. “Tudo isto com o objetivo final de tornar a Makro mais competitiva, mais sustentável e, naturalmente, mais rentável”, elucida-nos a nossa entrevistada.

Quando questionada sobre de que forma os RH transformam a cultura de uma empresa ou o que podem fazer para efetuar essa mudança cultural, Cristina Caeiro não tem dúvidas que os RH deverão ser os primeiros embaixadores da mudança cultural. “Recentemente lançámos um Programa de Reconhecimento aberto a todos os colaboradores que dá a oportunidade a cada colaborador de nomear outro(s) colega(s) que, nas áreas – Marca Própria, Clientes e Mentalidade –, tenha feito a diferença com uma atitude de excelência”, conta Cristina Caeiro.

Com uma cultura de transparência, de feedback, de partilha, de entreajuda, reconhecimento e valorização das pessoas, os colaboradores da Makro estão altamente comprometidos com a empresa. “Vivem a Makro com paixão, têm a Makro no coração”, orgulha-se a Cristina Caeiro.

IMPACTO DA CULTURA DA EMPRESA NO SUCESSO DO NEGÓCIO

A cultura da empresa é o motor do alinhamento e compromisso dos colaboradores. “É através da mesma que garantimos que os colaboradores vivenciam os nossos princípios do negócio, acrescentando valor ao mesmo, servindo bem os clientes, através de uma atitude proactiva na procura da satisfação das suas necessidades, proporcionando ao cliente a melhor experiência de compra de modo a que o cliente seja também ele um embaixador da Makro, recomendando-a, como sendo o seu melhor parceiro de negócio, aos seus amigos e familiares”, explica Cristina Caeiro, acrescentando que a cultura de uma empresa não é mais forte do que o conhecimento, mas sim mais impactante e diferenciadora.

“Se a cultura, que é o ADN da empresa, não estiver bem difundida e não for plenamente vivenciada pelos colaboradores, estes nem sequer se sentirão bem a trabalhar na empresa, por isso jamais estarão comprometidos. Uma empresa sem colaboradores comprometidos, mesmo que tenha um índice de conhecimento de excelência, terá, com certeza, uma dura missão de criar valor para o negócio”, reforça Cristina Caeiro, afirmando que a cultura é um dos pilares centrais da equação do sucesso do negócio.

“Nos negócios estamos sempre a falar de pessoas: os clientes, os fornecedores, os colaboradores e os acionistas são pessoas. Se o seu ADN não for Makro, o impacto no negócio será, com toda a certeza, menos diferenciador. Todos temos que ter paixão pelo que fazemos. A paixão é o que nos move. Um colaborador apaixonado envolve-se, influencia, motiva, faz a diferença e, naturalmente, acrescenta valor ao negócio”, conclui Cristina Caeiro.

“Na Grünenthal acreditamos no valor das nossas pessoas”

Como é que interpreta este resultado?

Acho que podemos concluir que sete é o número da sorte português! Segundo os números do instituto Great Place to Work, mais de 2.500 organizações participaram na competição para as Best Workplaces Europe, representando cerca de 20 países. De facto, fazer parte do grupo das 25 melhores empresas para trabalhar a nível europeu, enche-nos de um grande orgulho.

Por outro lado, este reconhecimento é também uma grande responsabilidade. Estar na vanguarda das melhores práticas de trabalho europeias coloca-nos a responsabilidade de servir como guia e como exemplo no nosso mercado de trabalho.

Para ser considerado uma Best Workplaces Europe, as organizações têm de obter este reconhecimento em pelo menos três países. Portugal foi um destes três países para a Grünenthal, correto?

Sim. Para atingir este resultado a nível Europeu contribuiu a qualificação das nossas filiais em Espanha, em Itália e, claro, em Portugal.

O Grupo Grünenthal está presente em mais de 30 países, com filiais na Europa e América Latina, bem como presença comercial em mais de 150 países. O Grupo emprega neste momento aproximadamente cinco mil pessoas a nível global.

Somos uma empresa com espírito empreendedor, comprometida com a inovação, através de um investimento sustentado em Investigação e desenvolvimento e a nossa ambição é lançar quatro a cinco novos produtos para doentes com necessidades médicas não satisfeitas até 2022.

Em Portugal somos duas empresas. A filial comercial que já está em Portugal há mais de 20 anos. E mais recentemente a filial financeira criada em 2016. Esta nova organização, em conjunto com a sede na Alemanha, é responsável pelos serviços contabilísticos de todo o grupo. É desde Portugal que procedemos às contabilidades de todas as empresas do grupo, quer estejam sediadas na Europa quer na América Latina, num regime que hoje em dia se designa por Shared Services. Isto significa que temos aqui uma equipa muito jovem e dinâmica, altamente qualificada e que fala as mais diversas línguas numa base diária.

No seu entendimento, o que acha que contribui para este resultado? O que acha que torna uma empresa um lugar de eleição para trabalhar?

Acho que, antes de mais, precisamos compreender o contexto de trabalho atual e ter a coragem de adaptar as nossas práticas às novas tendências. O paradigma de trabalho mudou muito nos últimos anos, e as boas práticas em termos de recursos humanos têm de acompanhar essa mudança.

Para esta nova geração o sucesso mede-se cada vez menos em ter uma casa maior ou um carro maior. Para esta geração, o sucesso está ligado a experiências. Mais do que uma casa grande, ou um carro grande, o trabalhador atual procura experiências gastronómicas, eventos culturais variados ou viagens que possa partilhar com amigos e família, nomeadamente partilhando fotos no social media. E mais importante ainda, a nova geração, procura ambientes de trabalho flexíveis que lhe permitam ter tempo de qualidade para a família. No seu dia a dia profissional, exige experiências profissionais enriquecedoras e dinâmicas, onde sinta que está a contribuir e onde o seu contributo é reconhecido continuamente. Adicionalmente é fundamental para esta geração trabalhar em ambientes profissionais saudáveis e agradáveis.

Mas as organizações de sucesso não têm as respostas todas. Acredito que ninguém consegue ter as respostas todas para perguntas que ainda estamos a formular. Na minha opinião, o que organizações atuais de sucesso têm em comum, é que estão atentas a esta mudança de paradigma e não têm medo de mudar e de se adaptar. Faz parte da sua cultura da empresa.

Falou do tema da cultura da empresa. Como vê o papel da cultura da empresa na criação de organizações de sucesso?

Pessoalmente acho que a cultura da empresa é a soma daquilo em que acreditamos enquanto organização. Por exemplo, na Grünenthal acreditamos no valor das nossas pessoas. Investimos imenso no desenvolvimento dos nossos colaboradores, disponibilizando formações e experiências profissionais numa base continua e pomos ao seu dispor todas as ferramentas possíveis para facilitar a coesão entre a sua vida familiar e profissional.

Por exemplo, não forçamos os nossos colaboradores a trabalhar o máximo de horas possíveis. Pelo contrário, damos flexibilidade a cada colaborador para ajustar, as suas responsabilidades profissionais às suas necessidades pessoais e promovemos o trabalho com orgulho e com qualidade.

Também acreditamos em correr riscos, e consequentemente cometer erros. O bom profissional não tem que saber tudo, mas tem que ser capaz de aprender e de evoluir. Acho fundamental saber reagir corretamente em situações difíceis em que as coisas não correm como planeado.

Uma vez definidos os princípios pelos quais se rege a cultura de uma organização, qual considera ser o papel de um líder na sua aplicação?

Acho que a cultura da empresa é da responsabilidade de todos os colaboradores. E acredito que essa responsabilidade aumenta quanto maior for a visibilidade de cada colaborador. Na minha opinião, isto é verdade em todas as áreas da vida social. Quanto maior visibilidade tem a vida de uma pessoa, maior a sua responsabilidade em servir como exemplo, para os que observam.

Os diferentes líderes dentro de uma organização têm, por defeito, uma grande visibilidade dentro das equipas que gerem, e mesmo dentro de outras equipas. Neste sentido, acredito que cada líder tem uma responsabilidade acrescida em tornar a cultura da empresa uma realidade. Cabe a cada líder, dentro de uma organização, interpretar estes princípios diariamente. Quase como um ator que dá vida a um guião.

E essa responsabilidade não se esgota quando tudo corre bem. Muito pelo contrário, julgo que é nas situações de stress, onde há deadlines para cumprir, onde as situações que fogem ao que estava planeado e quando parece que nada corre bem, que cada um, mas principalmente um líder, deve atuar em conformidade com os valores da empresa e com a cultura que a organização define.

E agora, o futuro? Como vê o futuro?

Atingir este resultado não é como subir ao monte Evereste. Atingimos o objetivo e regressamos à base. Para nós o objetivo está em constante mudança. É como se o monte estivesse constantemente a mudar de sítio.

Este resultado, não significa que o nosso trabalho está concluído. O mundo não pára. Vamos continuar a “ouvir” as pessoas, a estar atentos às novas tendências de mercado, e principalmente vamos continuar a adaptar-nos e a procurar as melhores soluções para que os nossos colaboradores continuem a sentir orgulho em fazer parte desta equipa!

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