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A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters

A Earth Consulters foi fundada a 1 de julho de 2010, porém, há quanto tempo andava a ser projetada?

A Earth Consulters começou a ser projetada no momento em que se verificou que existiam ainda bastantes lacunas no mercado para responder à legislação no âmbito da formação profissional, e a formação que existia era meramente teórica, sem qualquer componente prática que permitisse capacitar em contexto de trabalho. Começou assim a projetar-se a prestação de um serviço que aconselhasse as entidades da obrigatoriedade da formação profissional em várias vertentes, bem como da importância que esta tem para reforçar a produtividade e competitividade. Iniciamos em 2010, com o propósito de capacitar pessoas e atualmente continuamos com o mesmo objetivo, promovendo e realizando projetos de formação e intervenção inovadores.

Enquanto CEO fale-nos do seu percurso até à constituição da empresa e dos motivos que o levaram a optar por criar uma empresa de consultoria e formação?

O projeto Earth Consulters, iniciou com um «núcleo duro», já com experiência consolidada, de pelo menos 20 anos em formação profissional certificada. Como referi, o projeto Earth Consulters em muito resultou da necessidade de prestar um serviço rigoroso, que respondesse às necessidades que a legislação no âmbito da formação profissional impõe e que em 2010 ainda não era devidamente reconhecida.

Acredito ainda que a “formação não transforma o mundo. A formação aperfeiçoa as pessoas e as pessoas mudam o mundo” e por isso a área da formação profissional e consultoria tem um papel relevante na sociedade. As pessoas têm de ter o desejo de sucesso. Esse desejo tem de ser maior que o medo do fracasso. Temos de nos aperfeiçoar, dessa forma tornamos o mundo melhor.

Apesar de sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que contribuição considera que tiveram, ao longo destes oito anos, na transformação do tecido empresarial português e nos particulares que procuram os vossos serviços?

Incrementamos a produtividade, a competitividade mas também a empregabilidade.

As empresas têm cada vez mais conhecimento da legislação e das normas que regulamentam as atividades profissionais e já não facilitam. Também a Autoridade para as Condições do Trabalho tem feito variadas campanhas publicitárias sobre prevenção de riscos profissionais junto das entidades empregadoras, sensibilizando-os para a importância do desenvolvimento de ações de formação nos mais variados âmbitos.

Prestamos consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no melhor caminho a trilhar, na resolução de problemas jurídicos que tenham inerentes à sua atividade profissional. Prestamos ainda consultoria na área do Marketing e do novo quadro comunitário, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado já saturado em muitos setores de atividade.

Nestes oito anos quais foram os maiores desafios que tiveram de enfrentar?

Crescemos muito. Somos bons. E quando as expectativas de quem nos procura são elevadas, também nós temos de nos superar e ultrapassar muitos obstáculos.

O nosso maior desafio é esse, acompanhar os clientes, as transformações que ocorrem na sociedade e sobretudo no mercado de trabalho, integrando planos de formação inovadores e que superem todas e quaisquer expectativas.

Outro dos nossos desafios é que as empresas e as pessoas, não nos procurem para desenvolver formação apenas pelo caráter da obrigatoriedade que a legislação impõe. Procuramos também, diferenciarmo-nos do restante mercado, impondo metodologias ativas para capacitação em contexto de trabalho, que depois tenham repercussões nos resultados da atividade profissional.

Por outro lado, quais foram as maiores conquistas?

Todos os dias são uma conquista. Todos os dias vestimos a camisola. Todos os dias nos superamos.

A nossa maior conquista é sermos Earth Consulters, é estarmos em todo o lado, e obter o reconhecimento do nosso trabalho. Quem desenvolve formação connosco, com o intuito de se capacitar e informar, volta a contactar-nos para o repetir em outras áreas do conhecimento.

Somos PME Líder 2016, PME Líder 2017, Empresa Gazela 2016, Empresa Gazela 2017, Cliente Aplauso do Millennium BCP, e ainda reconhecidos pela DGERT, pelo IMT e pelo MAFDR para um sem fim de ações de formação homologadas por estas entidades. São o reconhecimento do esforço e dedicação que há em tudo o que fazemos e naquilo que pretendemos ser.

Quando a empresa se apresentou ao mercado a formação nas empresas era algo pouco usual. Entretanto o paradigma mudou e a concorrência, naturalmente, aumentou. Essa foi uma fase complicada?

Há muita concorrência mas isso não nos assusta, e em momento algum isso constituiu algum tipo de obstáculo para a nossa atividade. A Earth Consulters tem vindo a destacar-se no mercado por manter contacto regular com os formandos, apostando em práticas de excelência, desde o primeiro contacto. Queremos ser os melhores, renovando esse objetivo todos os dias. Além do rigor com que atuamos, temos uma equipa vocacionada para o atendimento personalizado ao cliente, prestando apoios necessários na resolução de problemas, fazendo com que os empresários se dediquem apenas ao negócio. Para além disso temos vários protocolos de cedência de salas, que permitem ministrar formação em locais apropriados, que cumpram para o bem-estar dos formandos e a qualidade pedagógica da ação. Por forma a responder a uma das maiores necessidades dos formandos, a proximidade do local de trabalho/residência ao local da formação, a nossa equipa encontra a solução que melhor se adequa às situações. Para a prática, contamos com uma bolsa de formadores, altamente qualificada e com uma experiência profissional enquadrada no setor de atividade a que a formação se adeque.

As nossas práticas são de excelência e os nossos clientes reconhecem-no porque nos procuram não apenas uma vez, mas sim várias vezes, recomendando os nossos serviços a outros, o que nos enche de orgulho, percebendo que estamos no caminho certo.

Na sua opinião, o que é que os portugueses ainda têm de aprender sobre formação profissional?

Ainda há uma parte significativa que não vê a importância da formação complementar nos dias de hoje e que na maioria das vezes realiza a ação apenas para cumprir com a legislação ao invés da aprendizagem e know-how adquiridos. Existe muito ainda a ideia de que a formação profissional é uma medida política, o que não corresponde à realidade. A formação profissional contínua fomenta o espírito crítico e preventivo, incrementando a competitividade e qualificação dos recursos humanos.

Que análise faz acerca do crescimento e desenvolvimento que a Earth Consulters tem revelado ao longo do tempo apesar das oscilações do mercado?

A estratégia sempre foi inovar, acompanhando todos os desafios que a globalização nos colocou. As realidades estão sempre a alterar-se e por isso fazemos questão de acompanhar os nossos clientes o mais possível, conhecendo os seus hábitos, necessidades e problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda, para que também nós possamos chegar a todo o lado e dar resposta às lacunas das Pessoas e Empresas. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar a nossa missão, qualificando também nós, a nossa equipa para que sejam todos capacitados e por isso capazes de implementar a mudança. Os novos paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processos de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados.

Do que é que se orgulha mais desde o dia 1 de julho de 2010 até agora?

Da equipa e dos clientes, ambos na mesma medida. Tenho todos os dias, uma equipa fantástica, com um sem fim de competências, nas mais diversas áreas, que atuam para dar a resposta que os clientes solicitam e que preparam tudo ao pormenor para que o cliente fique satisfeito, com as Pessoas, com o serviço e consequentemente com a Earth Consulters.

Orgulho-me das parcerias que a Earth Consulters tem criado por todo o país, incluindo as ilhas, onde temos uma presença bastante forte. As parcerias são sem dúvida uma das partes mais importantes do nosso trabalho. Não obstante filiais em vários pontos do País, e apesar de todo o nosso trabalho de divulgação, sabemos que existem entidades que estão próximas das populações, como são as juntas de freguesia e que acabam por ter um papel fulcral nas tomadas de decisão dos seus habitantes.

E por fim, não menos importante, o Projeto Criar Bosques, sequência de um protocolo assinado pela Earth Consulters. O objetivo é contribuir para a reflorestação do país, depois dos acontecimentos mediáticos do último Verão. Desta forma, a Earth abraça esta causa e ao longo do ano de 2018, nos meses de Fevereiro, Julho e Dezembro, por cada aluno da ação de formação de Manobrador de Máquinas em Obra, compromete-se a doar o valor correspondente a uma árvore. Todos temos de assumir a nossa parte na responsabilidade social e pequenos gestos podem fazer toda a diferença. A Earth Consulters, apesar de focada no sucesso e no trabalho, não esquece que através da sua marca pode também dar visibilidade a projetos que permitem tornar a Terra, um sítio bem melhor.

Para assinalar o dia de aniversário o que prepararam de especial?

Felizmente estamos com imenso trabalho o que não nos tem proporcionado tempo livre. Será com toda a certeza um dia muito especial, iremos comemorar, mas essa não é nossa prioridade. A maior prioridade neste momento é proporcionar satisfação máxima aos nossos clientes, integrando as suas necessidades nos nossos objetivos.

Quem é David Magalhães?

David Magalhães, sou a tradução de um longo percurso de trabalho e perseverança, aprendi ao longo da vida que as dificuldades não são de todo obstáculos mas sim o encontro de um novo desafio a superar.

Por detrás de mim existe algo que fez a pessoa que sou hoje. A minha família.

O meu pai não me educou para ser rico, educou-me para ser feliz e é graças a ele que eu sei o valor das coisas e não o seu preço e aproveito esta oportunidade para homenageá-lo pois se eu sou quem sou a ele o devo.

O meu pai é para mim um exemplo, a minha raiz.

Ninguém pode escapar à relação Pai/Filho, ou seja todos somos filhos de alguém. Ainda que alguns se neguem a ser pais e outros a ser filhos.

Qualquer um pode ser pai, mas apenas um grande homem pode ser um bom Pai e eu tive essa sorte. Sempre que me é possível desloco-me ao Porto, nem que seja para um breve almoço, para poder passar alguns momentos com a minha família, e são eles o abrigo perfeito, que sendo as pessoas incríveis que são conseguem transformar pequenos instantes em grandes momentos.

Tudo isto para vos explicar que por detrás de mim existe um alicerce familiar muito importante, pois tal como em qualquer árvore de fruto é fundamental que a raiz seja bem nutrida. A minha família dá-me esses nutrientes, para que a árvore dê os melhores frutos. A Earth Consulters e o seu franco crescimento no mercado são também fruto dessa árvore.

O sucesso da Earth Consulters é um reflexo da pessoa que o meu pai educou e do árduo trabalho de todo o meu percurso profissional.

Na vida não existem derrotas, existem aprendizagens e seguirmos em frente mais capazes de concretizar e realizar.

Aprendi com o  passado a planear o futuro, mas o que há para ser feito, tem de ser feito hoje.

“Em Portugal ainda se formam pessoas para cumprir legislação e não pela aquisição de competências”

Porquê uma aposta nestes setores? Sob que premissa a empresa procurou crescer?

A Earth Consulters é uma empresa de consultoria e formação profissional certificada pela DGERT, e com uma vasta área de cursos reconhecidos por outras instâncias como o Instituto de Mobilidade e Transportes, o Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, entre outras. Quando a Earth Consulters iniciou a sua atividade, há oito anos atrás, existiam ainda várias lacunas no que respeita à legislação no âmbito da formação profissional, que se encontrava já em vigor. Nesse sentido a Earth Consulters, pautou desde sempre a sua atividade, disponibilizando uma série de produtos e serviços que alertasse as Entidades para a obrigatoriedade da formação profissional, cumprindo com a legislação profissional mas também fomentado o crescimento e competitividade sustentáveis das mesmas.

O objetivo da Earth Consulters, centra-se no crescimento, quer da empresa quer dos clientes. A equipa trabalha todos os dias de forma a elevar a missão da formação profissional, capacitando todos os que nos procuram, em especial, no mundo do trabalho.

Sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Que fatores têm contribuído para a sua diferenciação dos demais do setor? Que papel procura assumir no mercado?

O que nos diferencia dos demais do setor, é a relação que criamos e procuramos manter com os nossos formandos e formadores. Queremos ser os melhores com a excelência e profissionalismo que qualquer atividade profissional exige, pelo que atuamos para estar em constante contacto com os nossos clientes, acompanhando-os no seu setor de atividade. O rigor aplicado em todas as tarefas da Earth Consulters, desde processos internos às dinâmicas das sessões de formação, é primordial no dia-a-dia da equipa, amplamente vocacionada e qualificada, para que todo o atendimento a fazer seja personalizado, tudo com o claro objetivo de estar à altura das necessidades dos nossos clientes.

O nosso papel é não estagnar, estarmos sempre preparados para acompanhar os novos desafios da sociedade e dinamismo, com o objetivo único, o crescimento.

Têm como principal objetivo qualificar as empresas e os particulares. Desde 2010, que balanço é possível fazer?

O feedback dos nossos clientes fala por si, o balanço é excecional! Estamos em constante evolução e a par de um crescimento notável, que nos coloca na vanguarda da formação profissional do país. Mais do que sentir que todo o nosso trabalho é recompensado, é sentirmos também que contribuímos para aumentar a competitividade e excelência profissional dos nossos clientes.

Para a Earth Consulters todas as batalhas do dia-a-dia, são um ciclo vicioso que se tem traduzido em evolução, crescimento e sucesso.

A empresa tem uma experiência consolidada na promoção de formação, a nível nacional, com elevado grau de empregabilidade ou em formação obrigatória. Que importância assume a formação profissional nos dias de hoje?

Com o aceleramento do mercado de trabalho e das exigências impostas, tornou-se premente a formação de novos quadros técnicos bem como a capacitação dos que já se encontram no mercado mas que precisam de responder a novas necessidades laborais e legais.

Hoje em dia as competências das pessoas, são um fator de extrema relevância na hora do recrutamento assim como na integração do mercado de trabalho. A velocidade da informação é um fator que incute nas Pessoas o reconhecimento da importância que a formação profissional tem. Tal facto, surge na medida em que há um maior acesso e compreensão da legislação em vigor, com ênfase para o cumprimento das normas instituídas e para as contra- ordenações que podem advir do não cumprimento das mesmas.

O paradigma da formação profissional em Portugal está a mudar. A formação profissional já começa a ser vista como um importante veículo de valorização, quer para o trabalhador quer para a empresa. A própria Earth Consulters sente essa mudança?

Sentimos ainda, que uma parte significativa da população não compreende a importância da formação profissional, e uma outra parte ainda aposta na formação apenas com o intuito do cumprimento legislativo e não da aquisição de competências em si. A Earth Consulters pretende que a formação profissional seja também fonte de aquisição de “know-how”, reforçando junto dos nossos clientes os paradigmas do crescimento económico e competitividade através da sua qualificação.

Cada vez mais sente-se a necessidade de preparar as empresas para os novos desafios que advêm de fatores múltiplos como a transformação digital, a internacionalização, a gestão do capital humano ou o posicionamento no mercado. Mais do que nunca a consultoria assume um papel relevante?

As empresas vão compreendendo a premência e necessidade dos serviços de consultoria por forma a fomentar a sua competitividade e reforçar o seu crescimento económico. Este reconhecimento da importância dos serviços de consultoria surgem após os clientes nos conhecerem na vertente da formação profissional onde são sensibilizados para tantas outras áreas de atuação. Nesse sentido a Earth Consulters, tem uma vasta área de serviços de consultoria que complementam as necessidades que os clientes nos fazem chegar, relativamente às empresas que lideram.

A Earth Consulters obteve várias distinções, Gazela2016 e 2017, Aplauso, PME Líder 2016 e PME Líder 2017. Estas distinções acarretam responsabilidades acrescidas?

Acarreta a responsabilidade de “continuidade”. Trilhamos o caminho da evolução, crescimento e sucesso e isso apesar de nos confortar e encher de orgulho, ao mesmo tempo, impõe-nos a obrigação de continuar no mesmo trilho. Continuamos a trabalhar com ambição e máxima dedicação de forma a estarmos preparados para os novos desafios, que se esperam cada vez mais exigentes.

Em 2018, a Earth Consulters conta, mais uma vez, com a sua Equipa, com os seus clientes e parceiros, para sermos cada vez mais e melhores.

Estas distinções trazem, igualmente, novos desafios à empresa?

A Earth Consulters está sempre predisposta a novos desafios. Não podemos dar nada por garantido, da mesma forma que o sonho comanda a vida, o trabalho delineia o caminho do sucesso e nós gostamos de arriscar e ser ousados, mantendo sempre presente os nossos valores e a nossa missão, com a vontade contínua de sermos os melhores.

A globalização traz novas necessidades, obriga-nos a adotar novas estratégias, daí ter surgido o processo de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados, bem como parcerias consolidadas com outras entidades, nomeadamente organismos de ensino superior, como é exemplo o ISCAC – Coimbra Business School.

“Formar para Qualificar” continuará a ser o lema da Earth Consulters para se assumir como um centro de formação líder no mercado?

“Formar para qualificar” é e será um dos lemas que seguimos com rigor na Earth Consulters, pois as exigências atuais a nível de competitividade e crescimento do mercado de trabalho assim o impõem.

A Earth Consulters trabalha sempre de olhos postos no futuro, apostando nas qualidade dos serviços, procurando estar cada vez mais perto do cliente.

O trabalho vai preencher uma grande parte da vida das pessoas e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que se acredita ser um excelente trabalho, e é isso que a Earth Consulters faz todos os dias, para se continuar a assumir como centro de formação líder no mercado.

CENFIM assume a melhoria do sistema de aprendizagem

O CENFIM  (Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica)  tem vindo a promover a formação, orientação e valorização profissional dos Recursos Humanos (RH). A trabalhar desde 1985 na formação de profissionais para a área da indústria, que marcos destacaria do percurso centro?

O CENFIM tem procurado adaptar os seus planos de ação, a sua estrutura e respetiva organização para uma resposta que possa antecipar as necessidades das empresas do setor metalúrgico e eletromecânico.

Desde o primeiro dia foi definida uma estratégia assente em três pilares:

– A nossa atividade tem que estar junto das empresas, pelo que rapidamente se implantou no país, com 13 núcleos de formação desde Arcos de Valdevez até Sines;

– Os conteúdos da formação terão que responder a necessidades concretas das empresas, pelo que o desenvolvimento curricular tem sido flexível e adaptado a essas necessidades;

– O domínio das tecnologias, em termos de equipamentos, softwares e recursos humanos deverá estar em sintonia com os avanços que se verificam não só em Portugal, mas também no resto do mundo.

Neste quadro, nos últimos anos desenvolveram-se diversos projetos dos quais destacamos:

  • A implementação de um Sistema de Gestão Integrado de Qualidade, Ambiente, Segurança e Saúde, que se encontra certificado pela APCER pelas Normas NP EN ISO 9001: 2015, NP EN ISO 14001:1999 e OHSAS 18001:1999 / NP 4397:2001, incluindo também a certificação no âmbito da Responsabilidade Social e dos Recursos Humanos.
  • A utilização intensiva das Tecnologias de Informação, não só como apoio à gestão e à tomada de decisão, mas também como parte integrante das Tecnologias de Produção e de desenvolvimento organizacional.
  • A implementação de novos modelos e novos cursos de formação, que facilitem a interacção entre os formandos, as empresas e o centro de formação, ainda que condicionados pelas regras e legislação reguladoras da atividade formativa.
  • O apoio à internacionalização das empresas do setor, através de vários projetos de Cooperação Transnacional no seio da U.E. e também junto dos PALOP’s.
  • A melhoria contínua dos nossos recursos técnico-pedagógicos, com especial incidência na atualização dos programas de formação e respetivos manuais, instalações e equipamentos, em articulação com as empresas do setor.

O CENFIM conta com 13 núcleos distribuídos pelo país. Hoje que principais desafios se colocam à atuação do centro no âmbito da formação profissional?

O principal desafio, e que neste momento é uma preocupação, prende-se com a dificuldade em manter um quadro de colaboradores (Formadores) de excelência, que nos permita desenvolver a atividade de uma forma competente e para responder às necessidades crescentes das empresas.

Outro desafio, e que se prende também com as pessoas, tem a ver com a dificuldade em recrutar formandos, sejam jovens, sejam desempregados ou ativos, para a frequência das ações de formação.

Também a questão relacionada com o modelo de gestão, cuja essência remonta a 1985 e que tem sofrido algumas revezes ao longo dos últimos anos, carece de uma clarificação por forma a tornar mais evidente a participação das empresas, através das suas estruturas representativas.

As empresas já assumem uma nova forma de estar no mercado ou ainda não estão realmente consciencializadas para a importância que o capital humano assume?

As empresas não só estão conscientes da importância das pessoas, como sentem que é o seu principal problema limitativo do crescimento, não só pela necessidade de novas qualificações, mas sobretudo pela escassez de profissionais no mercado. A carência de profissionais qualificados está a impedir o investimento de muitas empresas em novos equipamentos, limitando também o seu potencial exportador, sendo que os dados disponíveis neste momento apontam para um défice de 28 mil novos profissionais só no setor metalúrgico e metalomecânico.

Atualmente, que principais diferenças se verificam na indústria, no âmbito dos RH?

A evolução tecnológica verificada nos últimos anos tem tido reflexos evidentes nas empresas do setor, as quais se têm adaptado de uma forma espetacular, levando mesmo a que em alguns subsetores (indústria automóvel, aeronáutica, aeroespacial, moldes…) existam, em Portugal, empresas a trabalhar ao mais alto nível. A digitalização da economia tem também os seus reflexos na indústria, e o país está mobilizado em torno da i 4.0. Claro que são requeridas novas competências aos colaboradores, os quais têm procurado melhorar as suas qualificações no sentido da adaptabilidade aos novos perfis profissionais.

As empresas estão carentes de novos profissionais, que devem ser altamente qualificados e estarem disponíveis para novos modelos organizacionais.

O CENFIM tem procurado adaptar os seus programas e metodologias para apoiar a resposta a estas novas necessidades, com a consciência de que se não houver um esforço concertado a nível nacional e dos diversos atores intervenientes, dificilmente conseguiremos vencer esta batalha.

Para nós, como já referi, este será o principal desafio que se coloca ao desenvolvimento do nosso país, a qualificação dos recursos humanos, sejam jovens, ativos ou desempregados.

“Pensar a Formação: Ação e Transformação” será o tema do V Congresso Nacional da Formação Profissional, marcado para dia 10 de Maio, no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. A seu ver, que importância assume um congresso desta magnitude para o setor e a sociedade em geral?

Será um momento de reflexão, de troca de experiências, de partilha de informação que, espero, venha permitir não só afirmar a importância da Formação Profissional e dos seus agentes, mas sobretudo valorizar as competências que são adquiridas por seu intermédio.

Este Congresso anual visa dinamizar o setor da formação profissional, juntando os seus principais atores e dinamizadores. Quais são as expectativas para este setor?

A valorização do sistema de aprendizagem, que tem sido o sustentáculo da qualificação nos novos profissionais para o setor da metalurgia e metalomecânica; muitas vezes tem sido posto em causa e ainda hoje, com mais de 30 anos de existência, não é reconhecido como fazendo parte do sistema de educação nacional.

É nosso entendimento que para as empresas do setor metalúrgico e eletromecânico, não só a manutenção mas também o alargamento do âmbito da aprendizagem é de primordial importância, até porque:

  • Pode contribuir de forma relevante para a Estratégia UE 2020;
  • É diferente do sistema de educação formal apresentando uma resposta complementar a este;
  • É o único que providencia uma resposta com dupla certificação e, em simultâneo, se desenvolve em alternância, com formação em sala e prática simulada (no Centro de Formação) e formação em contexto de trabalho (na Empresa);
  • Releva a FPCT – Formação Prática em Contexto de Trabalho, como uma mais-valia no pleno entrosamento entre os principais atores do sistema, isto é, o Formando/a Indústria/ o Centro de Formação.
  • Tem revelado o mais alto e consistente nível de empregabilidade
  • Responde de forma integral a um dos fatores incluídos no Quadro Estratégico Comum para o período 2014 – 2020, que voltamos a transcrever:

Reforço do investimento na educação e formação técnica profissional e, nesse contexto, reforço de medidas e iniciativas dirigidas à empregabilidade; desenvolvimento do sistema de formação dual e de qualidade das jovens gerações, assegurando o cumprimento da escolaridade obrigatória até aos 18 anos, bem como as condições fundamentais para a ulterior integração no mercado de trabalho; 

O CENFIM assume o compromisso de continuar a empenhar-se na melhoria do sistema de aprendizagem e a desenvolver todos os esforços para que o mesmo possa responder às necessidades concretas das empresas e dos jovens, esperando também que quem tem responsabilidades na gestão do sistema de educação e formação comungue das nossas preocupações e, em diálogo ativo com os parceiros sociais, promova as reformas que se tornam necessárias.

Aos gestores dos RH coloca-se o desafio de conhecer as pessoas que trabalham na empresa, avaliando as suas capacidades, potencialidades e desempenho profissional. E que outros desafios lhes são colocados?

Sobretudo o de colaborar no desenvolvimento pessoal de cada colaborador, não só com vista à sua motivação mas também para um melhor desempenho em prol da competitividade da empresa. Para isso terá à sua disposição uma ferramenta essencial que é a Formação Profissional.

A Formação Profissional na profissão do Contabilista Certificado

Em Portugal, a profissão de contabilista certificado (antes designado por técnico oficial de contas) apesar de regulada desde 1995, sofreu profundas alterações através da Lei 139/2015 que transformou a Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas em Ordem dos Contabilistas Certificados, e alterou o respetivo Estatuto, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 452/99, de 5 de novembro, em conformidade com a Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais.

Esta adaptação coletiva dos estatutos das ordens e câmaras profissionais portuguesas teve por base princípios decorrentes das diretivas comunitárias, firmados no memorando de entendimento sobre as condicionalidades de política económica de 2011.

Há dois aspetos fundamentais na questão da formação profissional na ótica dos Contabilistas Certificados.

  1. As associações públicas profissionais não podem, por qualquer meio, seja ato ou regulamento, estabelecer restrições à liberdade de acesso e exercício da profissão que não estejam previstas na lei, nem infringir as regras da concorrência na prestação de serviços profissionais, nos termos dos direitos nacional e da União Europeia (Nº 3 do artigo 5º da Lei n.º 2/2013 de 10 de janeiro que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais).

As associações públicas profissionais não podem, entre outros: operar de forma não concorrencial no mercado (formação); definir e impor regras (e fazer-se pagar de tributos) a outras entidades que operem no mesmo mercado da formação e impor aos seus membros a obrigatoriedade de aquisição formação.

Apesar da questão da formação profissional dos contabilistas certificados estar atualmente legislada, há no seio da classe alguma desinformação, motivada pela ausência de comunicação da Ordem.

Em 2004, a então Câmara dos Técnicos Oficias de Contas (atual OCC) publicou o Regulamento do controlo de qualidade, do qual resultava a obtenção de uma média anual de 35 créditos, nos últimos dois anos, em formação promovida pela própria “ou por ela aprovada”.

Os termos do “por ela aprovada” foram alvo de queixa na Autoridade da Concorrência (AdC), ao que a Ordem foi condicionada a definir os tais termos “por ela aprovada”, e apresentou o regulamento da formação de créditos para efeitos do controlo de qualidade. Ou seja, o regulamento do controlo de qualidade para ter o respetivo instrumento de aplicação necessitou do regulamento dos créditos, uma vez que a expressão “por ela aprovada” por si só nada definia, e não sendo aceite por lei.

Este novo regulamento continha regras contrárias às leis da concorrência, logo foi condenado pela AdC.

Desta condenação houve recurso para o Tribunal do Comércio que igualmente condenou a OCC à uma coima avultada e declarou “nulas e de nenhum efeito as disposições do Regulamento da Formação de Créditos”.

A OCC recorreu novamente, e agora para o Tribunal da Relação de Lisboa, que remeteu a questão para o Tribunal de Justiça da União Europeia, que em 2013, também volta a condenar clara e inequivocamente o regulamento da formação.

Não obstante todas as condenações, a dita Ordem recorreu ainda o Tribunal Constitucional, que recusou o pedido. Assim, 10 anos este processo chegou ao fim, tendo o Tribunal Constitucional considerado sem fundamento a reclamação apresentada pela Ordem. Esta decisão judicial a partir de Dezembro de 2014 tornou-se irreversível. Sem base legal não é possível falar-se em “créditos”.

Vejamos agora o que diz o novo estatuto dos Contabilistas Certificados.

  1. Os regulamentos aprovados ao abrigo do Estatuto da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 452/99, de 5 de novembro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 310/2009, de 26 de outubro, que não contrariem o disposto na Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, e no Estatuto da Ordem dos Contabilistas Certificados que consta do anexo I à presente lei, mantêm-se em vigor até à publicação dos novos regulamentos (Nº 1 do artigo 5º da Lei n.º 139/2015 de 7 de setembro).

A questão da contrariedade (ou não) dos regulamentos só se aplica aos que estavam em vigor. Não se aplica aos que foram declarados NULOS! O regulamento da formação de créditos foi declarado NULO por atentar contra o direito da concorrência. Uma coisa nula não repristina coisa alguma.

E não estando em vigor há que criar um regulamento que obedeça à legalidade, tanto à lei base das associações profissionais públicas, como às disposições do novo estatuto, que é suficientemente claro ao dizer que a OCC tem de aceitar “(…) como válida toda a formação profissional, em matérias da profissão, que os membros realizem nos mesmos termos que a lei determina para fins do Código de Trabalho em matéria de formação profissional certificada e não podendo a Ordem solicitar outros comprovativos ou requisitos adicionais aos do Código de Trabalho” (Alínea s) do artigo 3º da Lei n.º 139/2015 de 7 de setembro).

E isto não é o equivalente a exigir, sem suporte legal e contrário às condenações proferidas por todas as instâncias judiciais, que o profissional tem de cumprir com o mínimo de horas de formação, nem que essa formação tenha de ser feita em entidades equiparadas pela OCC, e nem que essas entidades tenham de pagar essa equiparação e de submeter o que quer que seja à dita Ordem.

Hoje, os profissionais são livres de escolher a formação profissional que entenderem ser necessária independentemente da entidade formadora, no cumprimento da alínea s) do artigo 3º da Lei n.º 139/2015 de 7 de setembro.

Isabel Cipriano, Vice-presidente da APOTEC

Formação profissional para qualificar

Earth Consulters surge em 2010 com o principal objetivo de qualificar as empresas e os particulares, desenvolvendo ações de formação profissional certificada e obrigatória. Que principais lacunas visava colmatar no mercado?

Quando se iniciou o projeto Earth Consulters existiam ainda lacunas no mercado para responder à legislação da formação profissional em Portugal. Pretendíamos, dessa forma, prestar um serviço que aconselhasse as entidades da obrigatoriedade da formação profissional, em várias vertentes, bem como a importância que esta tem para reforçar a produtividade e competitividade. Atualmente, a Earth Consulters continua a intervir na capacitação de recursos humanos, promovendo e realizando projetos de formação e intervenção inovadores.

Com a premissa de aumentar as competências profissionais dos seus clientes, qual tem sido o elemento diferenciador que destaca a Earth Consulters dos demais no setor?

A Earth Consulters tem vindo a destacar-se no mercado por manter contacto próximo e regular com os formandos, apostando em práticas de excelência, desde o primeiro contacto. Queremos ser os melhores, renovando esse objetivo todos os dias. Além do rigor com que atuamos, temos uma equipa vocacionada para o atendimento personalizado ao cliente, prestando apoios necessários na resolução de problemas, fazendo com que os empresários se dediquem apenas ao negócio, deixando o excedente connosco.

“O nosso sucesso advém dos nossos clientes e por isso, damos uma resposta adequada, de rigor e excelência a quem nos procura tantas e tantas vezes”. Que outros valores definem a Earth Consulters?

A dedicação e ambição das equipas de alto rendimento e que integram a estrutura são considerados os pilares basilares do sucesso. O sucesso aparece quando se tenta atingi-lo. O sucesso não é tudo, mas querê-lo é. Somos produto das nossas decisões. A integridade, credibilidade e solidez, são outros valores enraizados, na medida em que a conduta para com os nossos stakeholders, rege-se sempre por práticas de excelência. Credibilidade e solidez «andam de mãos dadas».

Com formadores qualificados, um departamento de formação dedicado e homogéneo e um departamento comercial que faz acompanhamento em todas as fases.

Damos às pessoas responsabilidade, poucas outras coisas podem ajudar mais as pessoas, deixamos que sintam que confiamos nelas.

A Earth Consulters é uma empresa de Consultoria e Formação Profissional. Que balanço é possível perpetuar do seu percurso até aos dias de hoje?

O balanço que se faz é cada vez mais um balanço positivo e o feedback ainda melhor, com crescimento e evolução consolidados. Tal como um avião, descolamos contra o vento, mas hoje estamos em plena velocidade de cruzeiro e está a ser uma viagem excecional, pelos desafios que se nos apresentam. O trabalho duro, as batalhas invisíveis dentro de nós reforçam o crescimento, observável com a posição que alcançamos no setor da formação profissional. O reforço e consolidação no mercado tem permitido capacitar as empresas a serem mais competitivas e produtivas e darem respostas céleres às exigências laborais.

A Earth Consulters tem como visão a promoção e realização de projetos de formação e de intervenção inovadores, de qualidade e de valor sustentável. Que papel pretende assumir a empresa na sociedade?

Pretendemos assumir o topo, sermos os melhores, o lugar de destaque, alcançando tudo e todos. A Earth Consulters sabe que existe uma percentagem significativa de pessoas que desconhece a legislação e não cumpre com obrigações laborais. Nem sempre é fácil chegar a elas, nem encontrar a melhor estratégia para lá chegar, e fazer compreender que a formação profissional é mais que mera obrigação ou dever. A Earth Consulters quer alargar o seu setor de atividade, tendo já feito pedido de alargamento de áreas na DGERT. Tentar que as pessoas se preparem cada vez melhor para o futuro, mostrar que as limitações, a maior parte das vezes, apenas vivem dentro das suas cabeças. As pessoas têm de ter desejo de sucesso. Esse desejo tem de ser maior que o medo do fracasso. Temos de nos aperfeiçoar, dessa forma tornamos o mundo melhor. As pessoas têm medo de crescer devagar demais, que a aprendizagem corra devagar, devem ter medo é de ficarem paradas.

A Earth Consulters encontra-se sediada na cidade de Viseu. Porquê? Qual é a estratégia e onde está a empresa presente para além desta cidade?

Viseu é central, chamou-me a atenção mas não só, porque muitas coisas me chamam a atenção, só decido avançar para as que me chamam também o coração. Viseu sempre nos pareceu estrategicamente um bom ponto para chegar a bom porto, pela proximidade com várias capitais de distrito. Não obstante Viseu possuir ótimas vias de comunicação, a Earth, quer estar perto das pessoas, para que tenham acesso direto a informação e formação, sem terem de se deslocar. Para alcançar essa proximidade com pessoas e entidades, a Earth alavancou o seu crescimento, abrindo em Portugal espaços em Braga, Porto, Lisboa e Faro, e recentemente nas Ilhas da Madeira e Açores.

Com forte presença no continente e nas Ilhas da Madeira e Açores, a Earth Consulters tem alargado a sua área de atuação, tendo já entrado no mercado de trabalho de Moçambique. Quais as principais diferenças entre os mercados português e moçambicano?

As diferenças são muitas. Existem obstáculos para o crescimento das empresas naquele País, começando pelos recursos humanos pouco qualificados.

É um país que apresenta sistemas contabilísticos, fiscais e jurídicos semelhantes ao nosso, mas apresenta insuficiências nas infraestruturas económicas, sociais, viárias e energéticas. Moçambique tem uma economia débil, com limitados recursos financeiros sendo o custo de vida desajustado à realidade dos ordenados. Praticarmos os valores de investimento médio que aqui praticamos, seria impensável, traduzir-se-ia num investimento inconcebível de cerca de 10 mil meticais, mais que o salário da maior parte dos Moçambicanos. É o país da África Austral com menor taxa de escolaridade efetiva. A falta de bases para potenciar a aprendizagem na idade adulta é outro problema. Junto com os E.U.A., Maurícias e África do Sul, Portugal é dos países que mais tem investido em Moçambique, com mais de 300 milhões de euros de investimento em 2014. Vivem cerca de 25 mil portugueses na nossa ex-colónia. É um desafio.

Com um reforço e consolidação no mercado bem visíveis, por onde passa o futuro da Earth Consulters? A sua expansão nos Palop é uma realidade?

Nós queríamos muito que fosse uma realidade sólida, mas como deve compreender, as expansões de atividade são um desafio que tem de ser equacionado em muitas vertentes. A vida fecha-nos portas, mas também nos abre outras. Quase nunca vemos as que se abriram, porque ficamos demasiado tempo focados a olhar para as que se fecharam. Nós temos o farol sempre nas que se abrem. Estamos a trabalhar nesse sentido. A alma é o segredo do negócio.

Os planos de formação elaborados pela Earth Consulters pretendem ir de encontro às necessidades dos clientes, proporcionando planos feitos à medida. Quais as áreas de formação disponibilizadas pela empresa?

O nosso core business é baseado na necessidade do cliente em obter formação obrigatória para o exercício de uma determinada área de negócio. A Earth Consulters ministra formação profissional obrigatória e formação à medida. As ações de formação profissional que dispomos são certificadas pela DGERT, o que por si só, já é o reconhecimento da nossa capacidade enquanto entidade formadora. A Earth Consulters dispõe ainda de reconhecimento do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, para ministrar ações de formação na área da Agricultura. Estamos ainda reconhecidos pelo IMT- Instituto da Mobilidade e dos Transportes, IP., para ações de formação na área dos Serviços de Transporte. A Agricultura, os Serviços de Transporte, a Segurança e Higiene no Trabalho, entre tantas outras, são áreas de extrema importância para a economia e por isso apostamos na capacitação de quem as exerce.

De que forma podem ser ministradas?

As ações podem ser ministradas, logo no momento em que haja necessidade expressa para a sua realização. Além das nossas
infra-estruturas, temos nos vários pontos do país, estabelecidos protocolos de cooperação e cedência de salas, que permite ministrar formação em locais apropriados, que cumpram com requisitos para o bem-estar dos formandos e a qualidade pedagógica da ação. Por forma a responder a uma das maiores necessidades dos formandos, proximidade do local de trabalho/ residência ao local da formação, a nossa equipa encontra a solução que melhor se adequa às situações. Para a prática, contamos com uma bolsa de formadores altamente qualificada, e com uma experiência profissional enquadrada no setor de atividade a que a formação se refere.

Refere que a formação profissional certificada e complementar ao exercício de determinadas profissões assume-se cada vez mais como “natural”. Os profissionais estão consciencializados para a importância que a formação complementar assume nos dias de hoje?

Temos ainda uma parte significativa que não vê a importância da formação complementar nos dias de hoje e que, na maioria das vezes, realiza a ação apenas para cumprir com a legislação ao invés da aprendizagem e know-how adquiridos. Ainda existe a ideia de que a formação profissional é uma medida política, o que não corresponde à verdade. A formação profissional contínua fomenta o espirito crítico e preventivo, incrementando a competitividade e a qualificação de recursos humanos.

Inovação é cada vez mais a palavra de ordem no universo empresarial. De que forma a Earth Consulters tem conseguido corresponder às necessidades dos seus clientes num mercado competitivo e exigente?

A estratégia sempre foi inovar, acompanhando os desafios que a globalização nos colocou. As realidades estão sempre a alterar-se e por isso fazemos questão de acompanhar sempre os nossos clientes, conhecendo hábitos e problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar a nossa missão, qualificando também nós a nossa equipa para que sejamos capazes de implementar a mudança. Os paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processo de internacionalização para reforçar o crescimento e expansão em novos mercados.

A Earth Consulters disponibiliza, igualmente, aos seus clientes serviços de consultoria. Quais as áreas de atuação? As empresas compreendem a relevância dos serviços de consultoria para o seu reforço e expansão no mercado?

As empresas vão compreendendo a relevância destes serviços, após nos terem conhecido na vertente da formação profissional, onde são sensibilizados para outras áreas de atuação. Prestamos consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no melhor caminho a trilhar, na resolução de problemas jurídicos que tenham inerentes à sua atividade profissional. Prestamos ainda consultoria na área do Marketing e do novo quadro comunitário, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado já saturado em muitos setores de atividade.

Com uma experiência consolidada na promoção de formação a nível nacional, a aposta da empresa passa pela formação com elevado grau de empregabilidade ou em formação obrigatória para o desempenho de uma área de atividade. Por quem são mais procurados? Empresas ou particulares?

Inicialmente seria mais por empresas que estariam, nessa fase, ainda sem conhecimento da legislação e que apostaram na qualificação dos recursos humanos. Atualmente, podemos afirmar que a discrepância entre Particulares e Empresas é reduzida, uma vez que os Particulares já procuram obter certificação em áreas distintas, como forma de serem mais competitivos, mas também de garantir a empregabilidade.

Eleita PME líder em 2016

Eleita PME líder em 2016 o que podemos esperar da Earth Consulters para 2017?

Tudo o que sonhamos ser, ou que sonhamos que podemos fazer, temos de começar. Arriscar, ser ousados. Pretendemos evoluir, mantendo presentes os valores e a nossa missão. Queremos fazer mais e melhor. Não podemos dar nada por adquirido, pelo que cada dia e não cada ano é um desafio. A nossa dedicação e ambição torna tudo possível, procurando em cada um dos dias, novos caminhos para alcançar o sucesso. Há sempre arestas a limar e novos trajetos para percorrer, e, em 2017, contamos também com os nossos clientes para tornar a Earth Consulters mais e melhor.

 

ENSINO PROFISSIONALIZANTES: BENEFÍCIOS A NÃO DESCURAR

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foto Prof Goncalo XufreA etapa mais notória é a que está associada à transição da escola para a vida ativa em termos profissionais, verificando-se que, comparativamente aos alunos provenientes do ensino secundário meramente vocacionado para o prosseguimento de estudos, os estudantes de cursos profissionalizantes têm tempos de espera mais curtos entre o momento de saída da escola e o do ingresso num emprego.

Em muitas situações este tempo é até nulo, pois os jovens entram nas empresas na sequência da frequência de uma formação em contexto de trabalho, realizada durante o curso. Esta vantagem advém, indubitavelmente, do facto de estes jovens envolverem-se, desde cedo, com a realidade do mundo do trabalho, e de terem sido preparados para o desempenho profissional, sendo detentores de competências específicas, técnicas associadas à atividade profissional e, ainda, de competências transversais muito valorizadas pelas empresas, como o saber trabalhar em grupo, o ser-se pró-ativo ou saber comunicar. Evidente é também a correlação que se estabelece entre o ensino profissionalizante e o sucesso escolar. Esta correlação é muitas vezes confundida com a existência de um maior facilitismo nestes cursos, face aos percursos escolares académicos, mas facilmente se desconstrói esta ideia. Como?

A carga horária dos cursos profissionalizantes é superior à das restantes formações; para poderem concluir os seus cursos, os jovens passam por uma prova de aptidão profissional ou final, realizada perante um júri, depois da elaboração de um projeto que terão de apresentar e defender; e todos os módulos são avaliados (a avaliação incide em todas as temáticas de estudo e não apenas em algumas). Se pretenderem ingressar no ensino superior também realizam exames, com a agravante desses exames incidirem em currículos que não são os seus. Mesmo assim, são muitos os que ingressam no ensino superior. Portanto, estes cursos não serão mais fáceis, serão (isso sim!) mais aliciantes e, como tal, geradores de maior sucesso.

Mas, importa ainda perceber que os benefícios do ensino profissionalizante não se esgotam nestas etapas da vida (de estudante e de jovem à procura de um emprego). Vários estudos realizados pelo Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP) especificam as vantagens e benefícios do ensino e da formação profissional em matérias que vão muito além destas dimensões. Há inclusive dados que apontam para o facto de os países que mais apostam em educação e formação profissional apresentarem melhores condições de vida, taxas de longevidade mais elevadas, índices menores de criminalidade e maiores níveis de participação cívica. Estes são temas que associamos menos à educação e formação profissional mas que, no contexto atual, nos devem fazer pensar e ponderar de que modo a poderemos tornar mais atrativa para os jovens e famílias que, apenas por preconceito, a veem, ainda e muitas vezes, como segunda escolha.

Consciente da necessidade de se eliminar, de vez, este preconceito, a Comissão Europeia acaba de lançar um desafio, convidando todos os Estados-Membros, parceiros sociais, operadores de educação e formação, associações, instituições e cidadãos em geral a inscreverem iniciativas que possam dar corpo a uma Semana Europeia de Competências Profissionais, a realizar entre 5 e 9 de dezembro de 2016. O que se pretende é divulgar boas práticas que corroborem o facto de a escolha de percursos de educação e formação profissional poder conduzir a carreiras desafiantes de sucesso e a empregos considerados de qualidade, sem esquecer tudo o que a isso se associa do ponto de vista da integração social, da satisfação pessoal, do bem-estar, da competitividade nacional, etc. Cabe-nos agora unir esforços e agarrar esta oportunidade para, mais uma vez, reafirmarmos a relevância da educação e a formação profissional.

OPINIÃO Gonçalo Xufre Silva, Presidente do Conselho Diretivo da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional

“A ALSUD OFERECE cursos únicos”

Com um novo ano letivo à porta, que novidades apresenta a ALSUD?
Em 2016/17 investiremos em estágios internacionais para alunos e ex alunos (financiamento ERASMUS). É o ano da implementação do EQAVET (sistema de garantia da qualidade de ensino profissional europeu) e o ano da revisão do Projeto Educativo de Escola, feita pelo Conselho Consultivo da ALSUD com os parceiros locais, empregadores, representantes dos alunos e do staff. Vamos avaliar o percurso de 25 anos de ensino profissional em Mértola e traçar o rumo estratégico para os próximos cinco anos, uma espécie de ALSUD 2020.

Os cursos profissionais da ALSUD estão relacionados diretamente com o património e com o seu desenvolvimento. Qual é a razão?
Mértola é Capital Nacional da Caça, é uma Vila Museu e é a sede do Parque Natural do Vale do Guadiana. Os pontos fortes deste território são o seu património natural e cultural e a sua conservação sustentada tendo em vista a sua valorização económica. A Escola oferece cursos únicos que tiram partido das forças deste território, o que atrai alunos de todo o país. Estes encontram em Mértola um ambiente formativo facilitador, e podem trabalhar junto das melhores instituições a nível nacional, graças à articulação entre a escola e os empregadores.

Na sua opinião o ensino profissional ainda sofre algum tipo de estigma comparativamente com o ensino recorrente? Que papel assume a ALSUD na tentativa de contrariar esta questão?
Apesar dos numerosos estudos que demonstram o sucesso do ensino profissional na empregabilidade e na construção de cidadãos válidos, existe uma desvalorização deste tipo de ensino, fruto de uma mentalidade academicista que valoriza em excesso o “Dr”, o que não faz qualquer sentido, pois todas as áreas de trabalho têm conhecimentos específicos, necessários e com valor intrínseco.
A ALSUD tenta contrariar esta ideia, por um lado, propiciando ao aluno oportunidades formativas que melhor o preparem para ser um cidadão consciente e integrado (integração socioprofissional). Por outro, apoia o aluno na construção do seu percurso individual, encaminhando-o para o emprego ou o ensino superior.
Adicionalmente, o sistema EQAVET, reconhecido a nível europeu, ao avaliar e certificar a qualidade da formação, pode ajudar a mudar o olhar sobre este tipo de ensino.

Contrariamente a muitos países da Europa, em Portugal ainda não se aplica, de forma geral, o ensino profissional no secundário. Por que razão isto ainda acontece?
Muitos fatores explicam este atraso. Destaco a ausência de uma política de orientação vocacional nas escolas, digna desse nome, em particular entre os 10 e 15 anos. É uma idade importante para construir ideias esclarecidas sobre as realidades do trabalho e das profissões.

Não será errado o ensino profissional estar desligado do ensino superior? Não faria sentido os cursos profissionais de áreas técnicas estarem ligados aos Institutos Politécnicos?
Os atuais Cursos Técnicos Superiores Profissionais são cursos superiores especificamente desenhados para alunos dos cursos profissionais que querem estudar mais numa determinada área de conhecimento. A ALSUD tem um protocolo de encaminhamento com o Instituto Politécnico de Beja que vai justamente nesse sentido da articulação entre os dois níveis de ensino.

Nos dias de hoje o que considera mais importante a ter em conta na hora de escolher um caminho profissional? Que acompanhamento faz a escola junto dos seus alunos?
Na hora de escolher um caminho profissional é importante identificar-se com uma determinada área profissional, ter experiência real na área e ter noção da sua rede de emprego. Deve ser-se responsável e persistente nos objetivos. Resiliência é fundamental para qualquer área. Ter consciência das suas capacidades (limitações e pontos fortes) e não achar que se está sozinho. Uma escolha não é um caminho sem retorno.
A Escola faz comparações entre as expectativas à chegada e à saída da Escola, para aferir as mudanças e acompanha os alunos neste caminho dando uma formação técnica e geral com estímulos diversificados. Faz acompanhamento social durante a formação, nestas idades de grandes transformações. Organiza programas de empreendedorismo desde o 2º ano para ajudar a definir um projeto de vida individual. Por último, tem um Observatório de Emprego para recolher dados sobre a empregabilidade dos ex alunos, o seu percurso profissional e a adequabilidade entre a formação e o mundo do trabalho.

ALSUD-PUB UM QUARTO

“A TAXA DE EMPREGABILIDADE DOS ALUNOS FINALISTAS DA EPAV É MUITO ELEVADA”

Com uma oferta formativa ampla e diversificada, a Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos – Escola de Hotelaria de Colares (EPAV) forma alunos nas áreas de Cozinha e Pastelaria, Restaurante-Bar, Turismo Ambiental e Rural e Proteção Civil. Numa altura em que os números do desemprego são alarmantes, qual tem sido o foco da EPAV?
O foco da EPAV tem sido os cursos das áreas de hotelaria e turismo, pois estas são áreas em grande expansão local e regional e pelas infraestruturas que servem a escola que possui um hotel de aplicação, no qual os alunos podem em contexto real adquirir as competências necessárias ao desempenho da sua “futura” profissão.

Em Portugal há escolas onde os finalistas não temem o desemprego. São escolas profissionais onde a empregabilidade ronda os 80% e onde os cursos são pensados à medida das necessidades do mercado e com forte componente prática. A taxa de empregabilidade da EPAV tem sido satisfatória?
A taxa de empregabilidade dos alunos finalistas da EPAV é muito elevada, sobretudo nos cursos de turismo e hotelaria. A EPAV não consegue, muitas vezes, dar resposta às solicitações dos empregadores que procuram alunos através da nossa bolsa de emprego para integrarem os seus quadros.

As escolas profissionais apresentam-se como mais-valias quando a meta é promover a integração, num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Olhando para as necessidades atuais do país, o ensino está a conseguir configurar-se em função dos interesses e das carências do país?
A EPAV, tem apostado em desenvolver a sua oferta formativa em áreas prioritárias no que diz respeito às necessidades locais e regionais dos empregadores. O grande desenvolvimento do turismo em Portugal, nomeadamente em Sintra, obriga a que mão de obra seja cada vez mais qualificada face exigências do cliente deste segmento de mercado.

Com mais um ano letivo a começar o número de inscrições na EPAV correspondem às expectativas?
Cada vez mais o ensino profissional é a primeira opção para muitos alunos que terminam o ensino básico, desta forma, apesar de ainda haver vagas para alguns cursos, a procura dos jovens pelos cursos da EPAV é grande, permitindo abrir todas as turmas que nos foram atribuídas. A EPAV pode receber alunos de todo o país pois possui uma residencial de estudantes e permite aos alunos beneficiar de vários apoios.

Se outrora os jovens tendiam a escolher um curso tendo apenas como motivação os seus interesses pessoais, hoje são já muitos os que se preocupam em obter informação sobre as perspetivas de empregabilidade a curto e médio prazo. Neste sentido, qual é o caminho a seguir pela EPAV? Prevê-se a abertura de novos cursos?
A EPAV dentro do seu âmbito de formação procurará acompanhar as necessidades do mercado de trabalho, ajustando a sua oferta formativa a esta realidade.

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AUMENTAMOS AS SUAS COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Earth Consulters é uma empresa de Consultoria e Formação Profissional. Quando surgiu este projeto, que principais aspetos visava colmatar no país?

A Gerência e a grande parte dos colaboradores que formam o «núcleo duro» do projeto Earth Consulters têm já uma vasta experiência, de pelo menos 20 anos na área da formação profissional certificada, pelo INOFOR, IQF e agora pela DGERT. Desta vasta experiência, em 2010 surge a Earth Consulters com o principal objetivo de qualificar as empresas, os particulares e/ ou outras entidades, desenvolvendo ações de formação profissional certificada e obrigatória, dando resposta às mais exigentes necessidades do Mercado, intervindo na sua capacitação. A Earth Consulters tem como visão a promoção e realização de projetos de formação e de intervenção inovadores, de qualidade e de valor sustentável, que contribuam para o desenvolvimento económico, social e humano.

 

A empresa iniciou atividade em 2010. Ao longo deste percurso que propósitos foram pretendendo alcançar? Que balanço é possível perpetuar até aos dias de hoje?

O balanço que se faz é extremamente positivo e o feedback intensamente assertório, com um crescimento e evolução consolidados a todos os níveis. Este crescimento tem sido possível, porque a Earth Consulters conta com uma equipa que atua com altos padrões de qualidade, apostando em práticas de excelência, o que se traduz nas constantes e cada vez mais solicitações de grandes empresas, reforçando a nossa posição no setor da formação profissional. Sempre foi nosso objetivo chegar mais longe e a mais pessoas, e esse propósito tem vindo a ser alcançado com a nossa forte presença nas Ilhas da Madeira e dos Açores, alargando a nossa atuação para fora de Portugal Continental. Esta abertura de novos horizontes, já nos permitiu cumprir a entrada no mercado de trabalho de Moçambique, que há muito ansiávamos, por ser um país em crescimento em todos os setores da Economia. Angola e todos os outros PALOP são agora também um dos nossos principais focos de atuação. O reforço e consolidação no mercado têm permitido capacitar as empresas a serem mais competitivas e a darem respostas céleres às exigências laborais.

 

Encontra-se sediada na cidade de Viseu, no entanto dirigem a sua ação a instituições públicas, empresas privadas e a particulares, em qualquer região do país. Como é feito todo este processo para que qualquer pessoa ou instituição possa aceder aos cursos da Earth Consulters a partir de qualquer ponto do país?

Viseu, sempre nos pareceu estrategicamente um bom ponto para chegar a bom porto. A proximidade às várias capitais de distrito, através de AE, temos Aveiro a 30 minutos de distância, Porto, Coimbra, Guarda, Vila Real e mesmo Espanha a cerca de uma hora de caminho e Lisboa a 2h30, e o forte crescimento económico que se fazia sentir na região, fizeram de Viseu um excelente ponto de partida para fazer cumprir os nossos objetivos. Não obstante Viseu possuir ótimas vias de comunicação que nos fizeram chegar sempre longe, a Earth Consulters, como já referido, sempre pretendeu estar perto das pessoas, para que estas se pudessem capacitar, sem terem de se deslocar para longe. Para alcançar essa proximidade com as pessoas e/ou entidades, a Earth alavancou o seu próprio crescimento, abrindo novos espaços em Braga, Porto, Castelo Branco, Lisboa e Faro, e mais recentemente a entrada no mercado da formação profissional nas Ilhas da Madeira e dos Açores.

A Earth Consulters dispõe assim de infraestruturas físicas, bem como de uma equipa pronta a responder de forma célere às tantas solicitações que todos os dias nos cheguem, quer via e-mail, telefone e todos os outros meios de comunicação de que dispomos, para chegarmos eficaz e eficientemente junto de todos.

 

A Earth Consulters possui duas áreas de negócio distintas: a área da formação profissional e consultoria onde disponibilizam soluções à medida do cliente. Quais são as áreas de formação que podemos encontrar na empresa?

O core business da Earth Consulters é imensamente baseado na necessidade superlativa do cliente em obter formação obrigatória para o exercício de uma determinada profissão/ área de negócio.

A Earth Consulters ministra formação profissional obrigatória e planos de formação elaborados à medida do cliente. As ações de formação profissional que dispomos são certificadas pela DGERT- Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho, o que por si só, já é o reconhecimento global da nossa capacidade enquanto entidade formadora para executar formação através das melhores práticas. A Earth Consulters dispõe ainda do reconhecimento do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, através das DRAP – Direção Regional da Agricultura e das Pescas, para ministrar ações de formação na área da Agricultura, setor de forte crescimento económico em Portugal. Estamos ainda reconhecidos pelo IMT- Instituto da Mobilidade e dos Transportes, IP., para ações de formação na área dos Serviços de Transporte. A Agricultura, os Serviços de Transporte, a Segurança e Higiene no Trabalho, entre tantas outras, são áreas de extrema importância para a economia portuguesa e, por isso, apostamos na capacitação de quem exerce estas atividades, para gerar competitividade, crescimento e riqueza também na nossa economia.

 

A Earth Consulters conta com diversas parcerias e tem já uma experiência consolidada na promoção de formação, sobretudo de caráter obrigatório, para o desempenho de uma determinada área de atividade. A população, em geral, mostra-se mais suscetível a procurar formações complementares?

Sim, de facto as parcerias são um meio privilegiado para chegarmos aos clientes e às suas necessidades. Conhecendo o cliente, a nossa equipa dá garantias de todos os serviços de formação e consultoria que lhes podemos prestar, fazendo um acompanhamento de qualidade aos clientes, permitindo que ele se dedique apenas ao seu negócio, enquanto a Earth Consulters, o informa e encaminha para as melhores soluções para dar resposta às obrigações e lacunas que nos apresentam. É neste acompanhamento, neste encontro de soluções que as parcerias resultam como um todo, que é sempre mais que a soma das partes, sendo que o reconhecimento do que é uma parceria, os vínculos que se criam e a fidelização a uma equipa que previne desconformidades e que acompanha a resolução de eventuais problemas, são fatores que contribuem para o sucesso das pessoas e das empresas, numa estratégia de reciprocidade.

 

Qual a importância das parcerias e cooperação realizadas entre a Earth Consulters e as demais instituições?

Como atrás referi, as parcerias são de vital importância para as partes envolvidas, sendo esta a ‘alma do negócio’. Cada um de nós, em cada atividade, tem o objetivo de ser e fazer mais e melhor e só com este pressuposto podemos almejar obter o sucesso.

O nosso objetivo com as parcerias e cooperações, é o de conseguir ter uma relação de maior proximidade com os locais, as pessoas, os hábitos e as necessidades, por forma a garantir a resposta eficaz aos problemas, a sugerir soluções para futuras desconformidades, e a aconselhar serviços e métodos para a obtenção do sucesso.

 

O público-alvo da Earth Consulters é o público em geral, a par dos colaboradores de diversas empresas, com as quais são contratualizados os serviços de formação. As formações podem ser ministradas nas instalações da Earth Consulters ou nas das empresas supracitadas. Como se desenvolve cada uma destas opções de formação? A formação profissional pode ser personalizada?

Claro que sim. Os planos de formação elaborados pretendem ir de encontro às necessidades dos clientes, proporcionando planos feitos à medida para que o cumprimento das suas necessidades seja efetuado de forma confortável para os nossos clientes. O nosso sucesso advém dos nossos clientes e por isso, damos uma resposta adequada, de rigor e excelência a quem nos procura tantas e tantas vezes. Muitas vezes as necessidades que nos chegam ou as soluções que encontramos para os nossos clientes, levam-nos às suas próprias instalações, que por excelência é o local onde vão aplicar as melhores práticas partilhadas nas nossas ações de formação. A proximidade ao local de trabalho, às pessoas que diariamente trabalham umas com as outras e que conhecem as dinâmicas das entidades, resultam na aquisição de um know-how mais eficaz e que pode trazer verdadeiros resultados de sucesso. Sendo a satisfação dos nossos clientes, uma das nossas prioridades, as ações de formação realizadas pela Earth Consulters são ajustadas de acordo com a disponibilidade dos clientes, quer em horários, locais e conteúdos programáticos abordados.

 

Muitas vezes não é possível adequar a oferta formativa existente com as possibilidades de acesso dos clientes. A Earth Consulters disponibiliza cursos financiados?

Neste momento não possuímos cursos financiados. O novo Quadro Comunitário, Portugal 2020, encontra-se ainda pouco desenvolvido na área da formação financiada, nomeadamente para os setores de mercado onde atuamos. Contudo, os valores por nós praticados na modalidade de formação privada, são acessíveis, sendo que compreendemos também as dificuldades que os nossos clientes possam ter, dando sempre a melhor resposta, elaborando também propostas de cotação que eventualmente podem sofrer ajustamentos de acordo com as necessidades, não descurando nunca a qualidade pedagógica exigida e com a qual fazemos questão de trabalhar todos os dias.

 

Que importância assume, nos dias de hoje, uma formação certificada e complementar ao exercício de determinadas profissões?

A formação profissional certificada e complementar ao exercício de determinadas profissões assume-se cada vez mais como natural. A obrigatoriedade da formação para exercer uma determinada profissão está cada vez mais desmistificado e temos nas nossas formações, clientes que frequentam ações de formação não só pela obrigatoriedade mas pela competitividade que isso lhes pode trazer num mercado de trabalho cada vez mais ‘feroz’. As pessoas estão já sensibilizadas para o facto de, sendo a formação de caráter obrigatório, de certeza trará vantagens e quem não as frequentar fica irremediavelmente para trás. A questão da obrigatoriedade em muitos casos nem devia ser colocada, porque o sucesso também se obtém por querer saber mais e pela partilha com outros de práticas de excelência em diferentes setores de atividade.

 

A modernização e inovação tecnológica acarretam desafios constantes. Que estratégia tem adotado a Earth Consulters para acompanhar as exigências do mercado e ser a empresa sólida que é nos dias de hoje?

A nossa estratégia sempre foi inovar, acompanhando também os desafios que o mercado e a globalização nos trouxeram. As realidades estão em constante mudança dia após dia e como já referi, fazemos questão de acompanhar os nossos clientes o mais possível conhecendo os hábitos e os seus problemas para também nós nos sentirmos na vanguarda, para que também nós estejamos em todo o lado, e nos possamos dar a conhecer a todos. Este conhecimento e acompanhamento permite ajustar também o nosso trabalho e ministrar formação aos nossos colaboradores para que possam colmatar as necessidades e acompanhar todas as mudanças.

Os novos paradigmas da era da globalização levaram-nos a adotar novas estratégias, recorrendo ao processo de internacionalização para reforçar o nosso crescimento e expansão em novos mercados. Sabíamos à priori que a entrada no mercado de Moçambique, ainda com muitas lacunas na área da formação profissional, permitiria a modernização das equipas que trabalham nas empresas, bem como a capacitação de outros que procuram trabalho, aumentando a capacidade de produção, fomentando o crescimento económico, social e humano daquele país. O objetivo é adotar novas estratégias de internacionalização que cheguem a outros países.

 

Está prevista a abertura de mais algum curso na Earth Consulters? Por onde passa o futuro da empresa?

A Earth Consulters está sempre a crescer e o futuro está já no próximo segundo.

Enquanto CEO da Earth e mentor de uma equipa que está sempre disposta a dar tudo pelos clientes, preocupa-me que amanhã possa ser retrógado o que planifico hoje, que o futuro não corresponda ao plano que defini e que incentivo os meus colaboradores a ter, contudo trabalhamos a cada momento para mais e melhor, antecipando que o futuro também seja o que planeei.

Contudo, veja o exemplo das condições meteorológicas, a presença de nuvens, vento e alguma humidade, fazem-nos prever que a qualquer momento poderá chover. Mas esta previsão não passa disso mesmo, uma previsão. O futuro nunca pode ser prognosticado com exatidão.

Posso é garantir que a Earth Consulters vai continuar a prestar serviços de qualidade a quem nos procura, trabalhando sempre para alcançar a confiança que os clientes depositam em nós.

CEFOSAP | QUALIFICAR COM O MÁXIMO RIGOR E CREDIBILIDADE

Assumindo a responsabilidade social como premissa máxima, Jorge Mesquita, explica que o tem vindo a desenvolver na sua plenitude o que melhor sabe fazer: formar e qualificar pessoas. A área de intervenção do centro assenta essencialmente no universo sindical, dos sindicatos afetos à UGT e das uniões distritais, mas não só. O universo de atividade foi alargado uma vez que a taxa de desemprego elevada levou à necessidade de criar mecanismos para combater a falta de emprego. “Uma vez que somos transversais a toda a sociedade e dotados de uma abrangência muito grande com sindicatos ligados aos serviços, aos transportes ou indústria, por exemplo… tínhamos de dar satisfação às necessidades dos associados e por isso tivemos de abrir o nosso leque de oferta formativa. Fomos lutando perante uma necessidade de sair das áreas a que estávamos confinados, explicando às entidades reguladoras que a nossa atividade tinha de ser alargada a outras áreas de intervenção e isso foi feito”, explica Jorge Mesquita.

Há que salientar o trabalho notável que todos os dias, no terreno, as estruturas síndicas desenvolvem de norte a sul de Portugal.

Sendo esta uma preocupação da UGT e do CEFOSAP, foi concebida uma matriz de intervenção que prevê a preocupação com as pessoas, não só enquanto são trabalhadores ativos mas também quando precisam de acompanhamento em momentos mais dramáticos como é o caso do desemprego.

No âmbito da formação profissional, todas as iniciativas são monitorizadas, apresentando propostas credíveis, coerentes e funcionais. “Estamos a falar de dinheiros públicos e por isso a nossa preocupação social é enorme uma vez que o dinheiro público é dinheiro de todos “conclui o nosso entrevistado.

Com a formação profissional, o CEFOSAP compromete-se a corresponder a pontos que consideram fulcrais no combate ao desemprego: dar mais e adequadas competências que facilite o regresso ao mercado de trabalho. Por outro lado, no que respeita ao público empregado, muni-los de instrumentos que lhes permita um melhor e reconhecido desempenho ou reorientar o seu percurso profissional, a par da certificação de competências. “O nosso grau de conforto é este, sabendo que estamos a qualificar as pessoas com um nível cada vez mais elevado”, sublinha o diretor.

Sobre a componente da formação sindical, esta assenta em parcerias internas e externas. A CPLP, onde a UGT foi um vetor importante para que fosse criada a CSPLP (Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa), em países lusófonos como Cabo Verde, São Tomé, Guiné, Moçambique e Angola.

“Há uma interação direta com os nossos parceiros em África, não nos limitamos a protocolos à distância. O Secretário-Geral, Carlos Silva, acredita que estar no terreno é parte fundamental do sucesso e os resultados têm sido fantásticos”, afirma Jorge Mesquita.

Registamos um incremento do intercâmbio com os nossos parceiros da CSPLP, destacando a presença de técnicos portugueses das mais diversas áreas de intervenção sindical, na realização de seminários temáticos, com resultados assinaláveis.

Moçambique e todo o seu potencial

“O país tem imenso potencial e merece ser valorizado”, refere Jorge Mesquita. Prova disso mesmo é o acordo tripartido entre o Estado Português e o Estado Moçambicano com três grandes valências, do lado de Portugal, o Instituto de Emprego e Formação Pro-
fissional, a ANEME, a UGT com o seu centro de formação CEFOSAP e do lado de Moçambique está uma equipa idêntica com o INEFP (Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional), AIMO (Associação Industrial de Moçambique) e a OTM (Organização dos Trabalhadores de Moçambique), que permitiu a criação de um centro de Formação da Metalomecânica de Maputo. Na primeira visita de estado do Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa, a Maputo, a convite do Secretário-Geral Carlos Silva, foi realizada uma visita ao Centro de Formação onde se inaugurou o Laboratório de Soldadura, investimento significativo de Portugal.

Estão criadas as condições para certificar alunos que estarão aptos a desenvolver a sua atividade em Moçambique ou nos países vizinhos, de forma reconhecida e que lhes permita ter uma carreira e um salário digno da especialização adquirida, evitando o «dumping» salarial hoje praticado.

Para Cabo Verde está em curso um projeto de parcerias institucionais na área do turismo e setores diretamente relacionados, subjacente a um protocolo entre o Estado Português e o Estado cabo-verdiano. Uma vez mais impulsionado pela UGT e em parceria com os congéneres locais.

Programa de Validação de Competências

O CEFOSAP é um centro reconhecido pela sua atividade neste domínio. Foi convidado pela ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional) para um desafio que foi desenvolver e implementar a metodologia de RVCC, focalizada no âmbito do reconhecimento “na empresa”.

O desenvolvimento deste projeto-piloto contribuirá para a elevação dos níveis de certificação profissional dos trabalhadores no seio do tecido empresarial, disseminar o conceito de aprendizagem ao longo da vida na comunidade empresarial e para valorizar e capitalizar a aprendizagem adquirida por via da experiência profissional e formativa que ocorre nas empresas.

A primeira abordagem na operacionalização deste projeto-piloto envolve a área de Logística do grupo SONAE e a rede CQEP do CEFOSAP.

“Fazia todo o sentido criar um ambiente em que houvesse uma relação de confiança entre quem «constrói» o processo e quem usufrui dele.

Em parceria com a SONAE foi criado um processo de certificação, cujo objetivo será o de ser incorporado naquela organização. Mas amanhã, poderá vir a ser disponibilizado para a rede. Será mais um instrumento crucial na gestão de recursos humanos, explica Jorge Mesquita.

O projeto piloto consistiu num ensaio com quatro pessoas, em que a formação foi inteiramente dada no horário e local de trabalho. “Fazer o reconhecimento do que as pessoas sabem fazer, no local de trabalho, é isto que torna este projeto inovador”, concluiu o nosso entrevistado.

A prova de certificação tem um modelo também inovador, apesar de não haver uma criação de metodologia nova. Há, sim um ajustamento de uma metodologia já existente, mas formatado para funcionar de forma mais fluída e rápida. A validação do reconhecimento de competências foi feita na Sonae através da ficha de análise que a empresa já tinha implementado.

“Olhar para o processo e verificar a realidade daquele grupo empresarial e tentar entrosar com o departamento de recursos humanos”, explica Jorge Mesquita.

Transparência e valores

O CEFOSAP tem sido reconhecido pela inovação, pelo dinamismo e pelo desenvolvimento de parcerias e projetos que garantem às pessoas uma melhor qualificação para uma melhor qualidade de vida. Tem como missão algo que não pode ser deixado ao acaso: o rigor e o profissionalismo, para que as oportunidades possam ser pautadas com critérios de igualdade e ética.

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