Inicio Tags Indústria Têxtil e Confeção

Tag: Indústria Têxtil e Confeção

Lectra apresenta a solução Connected Development

Conectar pessoas, dados e processos, e trazer mais eficiência para o seio da equipa de desenvolvimento do produto das empresas é o que se pretende com o Lectra Connected Development.

O Connected Development integra modelistas, graduadores, designers técnicos, gerentes, responsáveis pelo custo-margem, colocadores e equipas de prototipagem. Os membros dessa equipa podem conectar-se pelo software de modelagem Lectra Modaris 2D e 3D e o sistema de colocação Lectra Diamino Fashion para estabelecer especificações técnicas através de bibliotecas de padrões e aplicativos móveis integrados, evitando erros e garantindo a qualidade e o ajuste das peças.

Durante a apresentação da solução, a Lectra simulou uma situação real na plataforma de tarefas reais intrínsecas à equipa de desenvolvimento do produto das empresas

Com este simulacro, a Lectra demonstrou que a plataforma é completamente segura e que permitirá rigor na transmissão de informação. “É um processo rígido e altamente controlado na passagem das funções para os responsáveis de diferentes áreas. Mas, sobretudo, a principal vantagem desta plataforma é a redução do tempo usado na gestão de diferentes tarefas e processos”.

Para entrar na plataforma o utilizador terá que se autenticar para aceder à informação e tarefas direcionadas às suas funções ou posição no processo do desenvolvimento do produto. Seja o utilizador o modelista, designer ou comercial, a equipa poderá comunicar de uma forma rápida entre si.

o que eles dizem…

 

Rodrigo Siza

Diretor Regional da Lectra em Portugal e Espanha

“É uma ferramenta que pretende conectar as diferentes equipas e as diferentes etapas do processo de desenvolvimento de produto. Desde as ferramentas tradicionais da Lectra até estas novas soluções, tudo estará integrado na mesma plataforma, o que permitirá gerir uma única versão dos dados relativos a matérias-primas, acessórios ou tabelas de medidas. Pretendemos, por um lado, ter uma plataforma que conecta todas as equipas ligadas ao desenvolvimento de produto e, por outro lado, ter uma plataforma com informação disponível bastante estruturada e o mais atualizada possível”.

 

Roberto de Almeida

Project Director da Lectra

“Esta plataforma contribuirá para uma melhor colaboração entre a equipa de uma empresa. Quando falamos de colaboração falamos de eficiência, através da rapidez dos modelos produzidos em menos tempo e com mais qualidade, o que se traduz num maior conforto para o utilizador final”.

Duarte Azevedo

Diretor Financeiro e Gerente da PA&CO Design Têxtil

“É uma ferramenta extremamente intuitiva e simples. A Lectra está, claramente, a continuar a dar cartas no que diz respeito à inovação, o que a torna num parceiro de excelência para as empresas da indústria têxtil”.

José Manuel Ferreira

CEO da Valérius

“É uma ferramenta útil e com a vantagem de ter uma funcionalidade específica, permitindo medir o trabalho da modelagem, bem como a rentabilidade e produtividade do desenvolvimento de produto da empresa”.

“A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”

Jomro é uma empresa direcionada para o comércio de máquinas para a Indústria Têxtil e Confeção e tem como premissa apostar na escolha de produtos e marcas com qualidade de excelência. Veit, Logopak, Polypack, Human Solutions, Trecolan, Kuris e Schoen + Sandt são as representações da Jomro em Portugal. Tratam-se de marcas alemãs e, como tal, não poderiam corresponder mais à filosofia de Hans-Martin Heidenreich para quem a qualidade, sustentabilidade e confiança justificam o preço dos produtos. “A nossa mais-valia é a qualidade ser sempre superior ao preço”, afirma o nosso interlocutor.

JOMRO 02Questionado sobre qual tem sido a estratégia da Jomro e o seu posicionamento no mercado, o nosso entrevistado segue a mesma linha de pensamento: é alemão, por isso é exigente, rigoroso e trabalha afincadamente. Sobre a solidez da empresa no mercado português, Hans-Martin Heidenreich também não hesitou na resposta: “somos alemães”, disse entre risos. “Conheço só duas maneiras de trabalhar: trabalhar bem ou não trabalhar. Esta é a nossa mentalidade e reflete-se na influência que a Alemanha tem atualmente na Europa e no mundo. Sabemos que o produto alemão é bom e que garante estabilidade e sustentabilidade”, diz-nos o nosso interlocutor.

No entanto, sabe perfeitamente os fatores que o motivaram a mudar-se para Portugal e sabe que a qualidade e evolução da indústria têxtil portuguesa estão a marcar pontos. “Foi uma boa aposta. Portugal está a aproximar-se cada vez da mentalidade alemã. Está a tornar-se bastante rigoroso e disciplinado”, refere.

Enquanto empresa de representações, a Jomro trabalha hoje para empresas alemãs, fabricantes de máquinas de confeção, de renome. “Temos máquinas para a transformação (corte) da matéria-prima têxtil, máquinas para o acabamento, prensagem e de embalar. Este é o nosso forte”, explica-nos o nosso entrevistado.

A verdade é que, ao longo destes 30 anos de presença no mercado português, Hans-Martin Heidenreich assistiu aos altos e baixos da indústria têxtil portuguesa. Quando se mudou para Portugal, na altura, existiam cerca de cinco mil empresas e a indústria têxtil representava 35% do PIB português. O setor definhou, mas hoje, volta a ter uma visibilidade forte no panorama internacional, depois de se assistir à valorização do produto nacional e à aposta na modernização das fábricas. E é aqui que entra a Indústria 4.0.

A Revolução Industrial

A Indústria 4.0 está aí e está a mudar o mercado. É preciso saber o que mudou, que desafios acarreta e qual é o seu impacto na indústria têxtil.

A revolução industrial é uma evolução dos sistemas produtivos industriais que garante benefícios como a redução de custos, de energia, o aumento da segurança e da qualidade, e a melhoria da eficiência dos processos.

Para Hans-Martin Heidenreich, a mudança na indústria têxtil e o ponto de viragem deu-se com a nova máquina de fusão da VEIT, a FX Diamond, onde o “design encontra a tecnologia”. Com esta máquina verificam-se excelentes resultados de fusão graças a um controlo extremamente preciso dos dois importantes parâmetros de fusão – temperatura e pressão. As entrelinhas modernas de alta tecnologia geralmente têm apenas uma faixa de temperatura bastante pequena para uma melhor ligação com a cola. Consequentemente, o controlo exato de temperatura hoje é muito mais importante do que nunca. Para atender a esses requisitos a VEIT desenvolveu um novo e inovador sistema de controlo de aquecimento. “Trata-se de uma máquina-chave com bastante influência e importante para o processo da revolução industrial neste setor”, explica o nosso entrevistado.

Também a BITCOIN, uma moeda totalmente virtual, na opinião de Hans-Martin Heidenreich, faz parte deste processo da revolução industrial e é um elemento importante para a Indústria 4.0, isto porque as máquinas podem faturar e contabilizar, ou seja, a máquina possui uma conta virtual BITCOIN que credita/debita, “ao vivo”, prestações de serviço.

É de senso comum que a revolução industrial terá um grande impacto em todos os setores, no entanto, para Hans-Martin Heidenreich na indústria têxtil, será um processo mais difícil de ser implementado por se tratar de um setor menos automatizável. “Por exemplo, temos representadas nossas com produtos que oferecem todas as possibilidades de serem máquinas integradas na filosofia da Indústria 4.0. São máquinas que trabalham com software e que podem ser controlada remotamente. Mas penso que esta revolução industrial não é transversal a todos os processos intrínsecos à indústria têxtil. Não se trata de um setor que possa ser totalmente automatizado”, realça o sócio-gerente da Jomro.

O E-Commerce

Contudo, no setor têxtil, a digitalização e o comércio eletrónico têm revolucionado modelos de negócio, conferindo muito mais poder de customização e de escolha aos clientes. É o caso do e-commerce, por exemplo. As novas formas de consumo estão a conduzir ao aumento das compras online em Portugal. Mas esta nova forma de comércio tem ainda um grande potencial de crescimento no nosso país, tendo em conta que o comércio eletrónico é responsável neste momento por apenas 8,6% do total de todas as compras efetuadas pelos portugueses, muito abaixo dos 11,3% da média europeia. Mas Hans-Martin Heidenreich considera que o e-commerce não veio para substituir ou fazer concorrência ao comércio tradicional. Trata-se de um processo complementar e que depende do produto. No caso da Jomro o e-commerce é apenas uma alavanca para se vender o produto, é o ponto para iniciar o contacto. “O nosso produto exige formação, exige explicação e exige acompanhamento que não se pode fazer numa loja online. A venda final tem de ser feita pessoalmente”, conclui Hans-Martin Heidenreich.

EMPRESAS