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Redes sociais são uma ferramenta essencial para a maioria das empresas portuguesas

Segundo o Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas divulgado hoje, 46% das empresas utilizam as redes sociais para criar, trocar e partilhar conteúdos online com clientes, fornecedores ou parceiros de negócios, quando, no passado, 45% das empresas o faziam.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) refere que a proporção de empresas que utilizam estes meios de comunicação digital “aumenta com a dimensão da empresa, variando entre 44% nas empresas com 10 a 49 pessoas ao serviço, 57% nas empresas de média dimensão e 73% nas grandes empresas”.

É nas de média dimensão (50 a 249 pessoas ao serviço) que se regista o maior aumento na percentagem de empresas que utilizam redes sociais (cerca de 7 pontos percentuais face a 50% em 2016), afirma o INE.

Por outro lado, 65% das empresas referem ter website, uma proporção que se manteve muito semelhante a 2016 (64%), embora represente um aumento de 13 pontos percentuais face a 2010, quando cerca de metade das empresas tinha uma página oficial na Internet (52%).

“Todavia, até ao ano anterior, os aumentos observados não foram suficientes para uma aproximação significativa do indicador nacional à proporção europeia”, observa o INE.

A proporção de empresas com website também aumenta com a dimensão das empresas: 61% para as empresas de 10 a 49 pessoas ao serviço, 83% nas empresas de 50 a 249 pessoas ao serviço e 96% nas grandes empresas.

O INE destaca o aumento de cinco pontos percentuais das empresas que usam ‘cloud computing’ em 2017: este ano quase um quarto das empresas portuguesas (23%) referem comprar serviços de tecnologias de informação e comunicação de ‘computação em nuvem’ através da internet.

Também esta proporção aumenta com a dimensão da empresa, salienta o INE, sendo uma prática referida por 20% das pequenas empresas, 35% das médias empresas e 55% das empresas com 250 ou mais pessoas ao serviço.

Do conjunto de empresas com 10 ou mais pessoas ao serviço que compraram serviços de computação em nuvem, 80% adquiriram correio eletrónico, 55% armazenamento de ficheiros, e 47% software de escritório. O arquivo de banco de dados da empresa e a aquisição de software de aplicação de contabilidade e finanças foram referidos, respetivamente, por 38% e 33% das empresas, enquanto a possibilidade de executar software da própria empresa e a gestão do relacionamento com clientes (CRM) registam proporções de 26% e 25%, descreve.

O INE observa ainda que quase um terço (30%) das empresas realizou comércio eletrónico em 2016 (os dados relativos ao comércio eletrónico respeitam ao ano anterior ao do inquérito), com destaque para a colocação de encomendas através de redes eletrónicas.

Por fim, apenas um quinto (20%) das empresas com dez ou mais pessoas ao serviço tem pessoal com competências em tecnologias de informação e comunicação, uma proporção que aumenta com a dimensão da empresa: 13% para empresas com 10 a 49 pessoas ao serviço, 50% para empresas com 50 a 249 pessoas ao serviço, e 77% nas grandes empresas.

Descida do desemprego é sinal de “recuperação económica”

O Instituto Nacional de Estatística reviu hoje em baixa de 0,3 pontos percentuais a taxa de desemprego de abril para 9,5%, o valor mais baixo desde dezembro de 2008, estimando para maio uma nova descida para 9,4%.

Comentando estes números, o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social afirmou que evidenciam “uma melhoria muito significativa, de três décimas, face ao mês anterior”.

“É a constatação de que a perspetiva de recuperação da economia portuguesa e do emprego se está a concretizar a um ritmo significativo”, disse Vieira da Silva, à margem do encontro comemorativo dos 20 anos da Rede Construir Juntos, organizado pelo Instituto de Apoio à Criança.

O governante salientou que a taxa de desemprego poderá “já na próxima confirmação situar-se abaixo dos 9,5%”, o que fará aproximar Portugal da média da União Europeia de “uma forma muito mais significativa”.

“Não resolve todos os problemas, nós continuamos a ter uma taxa de desemprego mais alta do que era a tradição da economia portuguesa, mas este é o valor mais baixo desde 2008”, vincou.

Para Vieira da Silva, esta descida “quer dizer que o progresso que se está a realizar é significativo, principalmente porque está a ser acompanhado pela criação de emprego”.

Ressalvando que ainda não conhece os números em detalhe, Vieira da Silva apontou que serão entre 130 mil a 140 mil postos de trabalho a mais dos que existiam há um ano.

“Isto quer dizer que todos os meses esse valor se consolida em um crescimento líquido de emprego que é relevante e é o complemento necessário para a baixa da taxa de desemprego”, explicou.

“O desemprego pode baixar porque as pessoas podem desistir de procurar emprego ou procurá-lo noutro país. Portanto, é necessário que esta baixa (…) não seja explicada por esses fatores, mas sim pela criação de emprego líquido e é isso que felizmente está a acontecer”, rematou.

Em termos homólogos, o valor provisório apontado para o INE para maio representa uma descida face aos 11,2% observados um ano antes.

A estimativa da população desempregada em abril foi de 490,7 mil pessoas, tendo diminuído 2,4% em relação ao mês precedente (menos 12,2 mil), enquanto a população empregada foi estimada em 4,664 milhões de pessoas, tendo aumentado 0,3% (mais 13,4 mil pessoas) face ao mês anterior.

A estimativa provisória da taxa de desemprego de maio de 2017 foi de 9,4% e, neste mês, a estimativa provisória da população desempregada foi de 484,8 mil pessoas e a da população empregada foi de 4,659 milhões de pessoas.

Produção industrial abranda queda em maio

Comparando com o passado mês de abril, o índice de produção industrial registou em maio uma quebra mensal de 3,7%, quando em abril tinha registado um aumento de 5,3%.

O contributo negativo mais influente para esta diminuição homóloga em maio do índice agregado foi o do agrupamento de bens de consumo, que diminuiu 5,2%, mais do que a quebra de 4% do mês anterior.

O agrupamento de bens intermédios registou uma diminuição de 2,9%, acima da quebra de 3,5% em abril, e o agrupamento de energia foi o único com um contributo positivo para o índice agregado, apesar de a taxa de variação ter passado de 22,7% em abril para 8,0% em maio.

A secção das indústrias transformadoras diminuiu 4,8%, quando em abril tinha tido uma variação de 0,3, enquanto o índice da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio passou de uma taxa de 35,4%, em abril, para 15,7%, em maio.

A secção das indústrias extrativas diminuiu 9,5% em maio, depois de em abril ter registado uma descida de 28,3%.

 

Estado gastou mais em Saúde no ano passado

A intervenção da troika em Portugal trouxe um novo paradigma nos serviços públicos. Foram três anos consecutivos a descer as despesas na Saúde, seguindo a linha condutora ditada pelo programa de resgate de FMI, Comissão Europeia e BCE.

Apesar das muitas queixas e protestos, a tendência manteve-se inalterada até 2014, ano em que o Estado começou a emendar a mão. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2014 Portuga gastou mais 0,7% em Saúde do que em 2013 e no ano passado, seguiu-se a mesma linha.

Em 2015, o aumento foi de 2% em relação ao ano de 2014, uma tendêcia positiva que esconde ainda assim um dado preocupante: graças ao aumento do PIB em maior proporção, o peso relativo dos gastos em Saúde desceu tanto em 2014 como em 2015. O aumento absoluto nos gastos não chegou para compensar o crescimento da produção nacional e enquanto em 2013 o Estado gastou 9,1% do PIB em saúde, em 2014 a percentagem caiu para 9% e no ano passado voltou a descer para 9%.

“Em 2015, estima-se que a despesa corrente tenha crescido 2,0%, equivalendo a 15.887,7 milhões de euros. Nesse ano, a despesa corrente per capita atingiu os 1.533,85 euros”, revela o relatório do INE.

[Notícia atualizada às 11h50]

É preciso “libertar o país do garrote da dívida”, diz CGTP

Face às estimativas mensais do emprego e desemprego de abril do INE, que revelam a persistência de um elevado nível de desemprego, a CGTP defende que para pôr o país a crescer é preciso “aumento do investimento produtivo para substituir importações e permitir que o aumento do consumo interno – que deve ser impulsionado – se dirija para a produção nacional, diminuindo assim a fatura externa”

“É urgente também libertar o país do garrote da dívida e dirigir os recursos disponíveis para o aumento do investimento público, para a dinamização da economia e para a melhoria dos serviços públicos”, acrescenta em comunicado.

A entidade sindical acredita, ainda, que o modelo atual da política económica “privilegia as baixas qualificações, os baixos salários e a precariedade dos vínculos laborais”.

“Esta situação é insustentável, sendo urgente apostar por isso também na valorização do trabalho e dos trabalhadores, criando emprego com vínculos estáveis e salários dignos, aumentando as qualificações e as oportunidades de progredir na carreira, respeitando os direitos dos trabalhadores a todos os níveis para que estes possam contribuir para um efetivo desenvolvimento do país e para a melhoria das suas próprias condições de vida”, conclui.

Entre atrasos e efeito Banif, afinal como ficou o défice de 2015?

O último dia antes do fim de semana prolongado da Páscoa contrariou a normal calmaria noticiosa, pelo menos no que toca à economia. Tudo graças à Execução Orçamental do Estado em 2015 e a uma sucessão de comunicados de três entidades públicas que deram sinais de tensão evidentes.

Tudo começou com o INE: ao contrário do que era esperado, a entidade não divulgou os números do défice do ano passado ao início da manhã. Numa declaração publicada no site oficial, o Instituto anunciou que “dado não estar disponível toda a informação necessária”, os cálculos provisórios das perdas do Estado seriam divulgados apenas no último dia de março.

Imediatamente, o Ministério das Finanças reagiu, com uma resposta em comunicado que negava qualquer responsabilidade no assunto: “O Ministério das Finanças informa que enviou para o Instituto Nacional de Estatística, atempadamente, toda a informação sobre as contas do Estado necessárias ao cálculo do défice e da dívida pública em 2015”. “É, pois, incorreta a informação noticiada que imputa ao Ministério das Finanças responsabilidades num eventual atraso”, acrescentava na altura o ministério de Mário Centeno.

A tensão era evidente, mas o certo é que os famosos dados ‘desaparecidos’ foram encontrados e ainda antes do início da tarde, foi conhecido o cálculo inicial: um deslize de 4,4% do PIB, provocado em grande parte pelos 2,51 mil milhões gastos no processo de venda do Banif ao Santander Totta. O efeito do Banco Internacional do Funchal nas contas foi de 1,4% do PIB, escondendo um défice base que cumpriu ao cêntimo a meta de 3% de perdas para os cofres do Estado.

Mesmo com os dados revelados, faltavam esclarecimentos sobre a causa da polémica; foi então que o Banco de Portugal surgiu em cena para enterrar o assunto: “Para efeitos de finalização da notificação, subsiste uma questão de natureza metodológica que está a ser tratada entre o Banco de Portugal  e o INE”.

O mistério estava assim resolvido; em vez de uma falta de comunicação entre Governo e INE ou BdP, a explicação era uma discrepância entre a forma de contabilização das duas entidades responsáveis pelas estatísticas do sistema financeiro.

Ainda hoje deverá ser divulgada a Execução Orçamental em 2016 até fevereiro, não se esperando qualquer atraso ou dificuldade de recolha e análise de dados por parte da Direção-Geral do Orçamento.

 

Taxa de poupança das famílias volta a bater mínimos e cai para 4,2% em 2015

Nas contas nacionais trimestrais por setor institucional relativas ao último trimestre de 2015, hoje divulgadas, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que, no ano terminado no quarto trimestre do ano passado, a taxa de poupança diminuiu para os 4,2% do rendimento disponível, abaixo dos 4,4% registados nos 12 meses terminados em setembro.

Isto significa que se mantém “a tendência decrescente, embora a um ritmo menor que em trimestres anteriores”, segundo o INE, que indica também que o rendimento disponível aumentou 0,5% em 2015, sobretudo devido ao “acréscimo das remunerações”, que subiram 0,5%.

Este aumento das remunerações, por seu lado, “foi sobretudo determinado pelo comportamento das remunerações pagas pelas sociedades não financeiras, que aumentaram 0,6% no quarto trimestre de 2015″.

A capacidade de financiamento das famílias diminuiu para 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, depois de se ter cifrado nos 1,6% no ano terminado no trimestre anterior.

O INE adianta que, para este resultado, contribuiu sobretudo a redução das transferências de capital recebidas e, em menor grau, a diminuição em 4% da poupança”.

Considerando todos os setores, verifica-se que a capacidade de financiamento da economia portuguesa foi de 1,1% do PIB no final de 2015, em linha com o observado nos 12 meses terminados em setembro.

Numa análise desagregada por setor institucional, o INE refere que “a necessidade de financiamento das administrações públicas aumentou 1,3 pontos percentuais, fixando-se em 4,4% do PIB”, uma deterioração que se deveu ao impacto da resolução do Banif, que teve um efeito de 1,4% do PIB.

Já a capacidade de financiamento do setor das sociedades não financeiras fixou-se em 0,6% do PIB em 2015, “o que correspondeu a mais 0,1 ponto percentual que no [ano terminado no] trimestre anterior”, um desempenho que se deveu ao aumento de 1,1% do valor acrescentado bruto, que “mais que compensou os aumentos das remunerações pagas e dos impostos sobre o rendimento (taxas de variação de 0,6% e 9,7%, respetivamente)”.

As sociedades não financeiras, por seu lado, apresentaram uma capacidade de financiamento de 4,2% do PIB no final do ano passado, o que compara com uma capacidade de financiamento de 2,2% nos 12 meses concluídos em setembro. De acordo com o INE, este comportamento deveu-se a “dois efeitos específicos, afetando negativamente o saldo deste setor em 2014 e positivamente em 2015”.

Por um lado, no quarto trimestre de 2014, “foram registadas contribuições extraordinárias das sociedades financeiras para os fundos de pensões, afetando negativamente o respetivo saldo”, e por outro, no último trimestre de 2015, “o saldo foi afetado pelo impacto da operação de resolução do Banif (1,4% do PIB)”.

Preços na indústria caem 2,9% em fevereiro

O agrupamento de energia foi o principal responsável por esta redução dos preços, sem o qual a queda do índice de preços na produção industrial teria sido de apenas 1,1%, refere o gabinete de estatísticas.

“O agrupamento de energia, com uma taxa de variação de -8,1%, apresentou o contributo mais relevante para a variação homóloga do índice agregado, -2,1 pontos percentuais”, explica o INE.

O índice de preços na produção industrial registou, em fevereiro, uma taxa de variação mensal de 0,4% (0,9% em igual mês de 2015), superior em 0,9 pontos percentuais à observada em janeiro.

O índice de preços na produção industrial tem como objetivo mostrar a evolução mensal dos preços das transações nas atividades económicas para o mercado interno, obtidos com base no inquérito realizado por formulário eletrónico, junto de empresas sediadas em território nacional, que permite recolher mensalmente cerca de 15.000 preços.

 

Proveitos da hotelaria sobem 13,1% em 2015, roçando os 2 500 milhões de euros – INE

O número de hóspedes alojados aproximou-se dos 17,44 milhões (+8,6% face a 2014), enquanto o número de dormidas aumentou em 6,7%, para um total de 48,94 milhões de pernoitas. A taxa ‘líquida’ de ocupação-cama subiu em 2,1 pontos percentuais, para 46,1% da oferta disponível, enquanto rendimento médio por quarto (RevPAR) melhorou em 14,4%, para os 37,8 euros na média do ano.

De acordo com o relatório ‘Atividade Turística’, centrado em dezembro, a hotelaria registou 989,2 mil hóspedes e 2,3 milhões de dormidas no último mês do ano passado, equivalendo a aumentos homólogos de 9,6% e 9,8%, superiores aos de novembro (+7,2% e +8,4%). As dormidas dos mercados externos «reforçaram a sua tendência de crescimento (+7,4% no mês anterior e +11,6% em dezembro), enquanto o mercado interno aumentou mas com abrandamento (+10,8% em novembro e +7,1% em dezembro)», destaca o documento do INE.

A estada média foi 2,29 noites e aumentou ligeiramente (+0,2%). A taxa líquida de ocupação cama situou-se em 28,3% (+2,2 p.p.).
A evolução dos proveitos foi claramente positiva (+14,6% para os proveitos totais e +16,1% para os de aposento) e superou a do mês anterior (+11,9% e +13,1%).

Empresas mais pessimistas em relação às exportações em 2016

As empresas nacionais esperam um crescimento mais lento das exportações este ano. A conclusão está espelhada no boletim estatístico divulgado hoje pelo INE, que dá conta de um maior pessimismo por parte das companhias com maior presença no mercado externo.

“As perspetivas das empresas exportadoras de bens apontam para um crescimento nominal de 1,4% das suas exportações em 2016 face a 2015”, explica o INE, dando conta do efeito negativo da queda do petróleo nas contas finais: “Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as perspetivas reveladas pelas empresas indicam um aumento de 3,2% nas exportações de bens em 2016”.

A volatilidade dos preços do ‘ouro negro’ e a mudança de estratégia económica estão a aumentar a prudência das companhias, que esperam um abrandamento nas exportações em 2016.

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