Inicio Tags Portugal

Tag: Portugal

Mundial faz disparar pesquisas por televisores em Portugal

Assistir ao jogo da Seleção Portuguesa de Futebol numa TV nova em folha é o desejo de grande parte dos consumidores portugueses. Dados do KuantoKusta, comparador de preços líder em Portugal, demonstram que as pesquisas por televisores, no período de 01 a 10 de junho de 2018, aumentaram em 72%, comparando com o mesmo período do ano anterior. O redirecionamento dos consumidores para os sites das lojas registadas na plataforma teve um crescimento ainda mais expressivo, de 94% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o departamento de Business Intelligence do KuantoKusta, o consumidor está a pesquisar por televisores de maiores dimensões (40 ou mais polegadas) e com ecrã de alta resolução (full HD ou 4K). De acordo com Thiago Borba, Diretor de Parcerias Estratégias, modelos com estas características registaram um aumento de 62% em relação a 2017.  “O nosso portfólio de comparação é bastante diversificado, tendo modelos para todos os gostos e para todas as carteiras, nas mais de 100 lojas disponíveis”, complementa.

Resultados deste género reforçam ainda mais a importância que esta categoria tem vindo a ganhar, ano após ano, na vida dos portugueses. Acompanhando esses indicadores, o KuantoKusta está a transformar-se cada vez mais numa ferramenta de apoio do consumidor no momento da compra. Os televisores são um dos artigos mais procurados no e-commerce em geral. Entre as marcas mais pesquisadas no KuantoKusta, em vésperas do Mundial, estão a Samsung e a LG, as maiores vendedoras em território nacional, que representam 82% das pesquisas.

Thiago ressalta ainda a expectativa de que as pesquisas por esta categoria de produtos aumentem “caso a Seleção Portuguesa vença os seus adversários e garanta um lugar nos oitavos de final”.

As lojas vêem os acessos provenientes da plataforma a aumentar. Temos como exemplo a Prinfor, referência no sector de informática e electrónica, que registou um aumento de 242% no tráfego, após investir numa presença mais estratégica nas campanhas do KuantoKusta. Para o Paulo Gonçalves, CEO da Prinfor, o Mundial é um excelente período para investir em estratégias de venda, tendo o KuantoKusta como “um grande parceiro para chegar a um público cada vez maior e preparado para comprar”.

Nos últimos meses, o KuantoKusta implementou diversas ferramentas, como a Click Box, com o intuito de proporcionar ao consumidor uma melhor experiência no momento da tomada de decisão de compra. “Estamos sempre a pensar em funcionalidades que possam ajudar o consumidor, seja na comparação, no histórico de preços, nos alertas ou nas avaliações, bem como a melhorar a performance para os nossos parceiros”, finaliza Thiago.

Portugal e Roménia: cem anos de relações diplomáticas bilaterais

O ano de 2017 teve um significado especial para a história da Roménia e de Portugal, sendo aquele em que se celebraram cem anos de relações diplomáticas bilaterais entre os dois países. Que balanço é possível realizar destes cem anos de ligações entre ambos os países?

Na verdade, o ano de 2017 teve um significado especial para a história das relações bilaterais por ter marcado os 100 anos desde o estabelecimento de contactos diplomáticos entre os nossos países. O ano do Centenário que é naturalmente, também um de balanço, é um ponto alto que reflecte um nível de excelência de diálogo entre os nossos países, tanto no plano bilateral, como europeu e internacional.

Ao longo de 2017 mantivemos um diálogo político intenso. A nível bilateral o ano de 2017 foi de grande dinâmica, traduzindo-se em várias visitas oficiais.

As relações económicas entre os dois países atingiram o ponto mais alto.

A comunidade romena residente em Portugal, a quarta mais numerosa, está mais integrada do que nunca. Para assinalar este Centenário, a Embaixada da Roménia em Lisboa juntamente com o Instituto Cultural Romeno desenvolveu um programa maratona de manifestações de diplomacia sob o título “12 capítulos de criatividade romena”.

Apresentámos eventos de alto nível nas áreas do cinema, literatura, teatro, escultura, pintura, dança, música, fotografia, joalharia, arqueologia, arquitetura e tradições romenas, que, esperemos, tenha ficado na memória de todos.

Dou apenas um exemplo: a exposição “O ouro antigo. Do Mar Negro ao Oceano Atlântico”, que tive o prazer de visitar com Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, uma experiência cultural sem precedentes nos nossos países, cujo objectivo é destacar num diálogo ao longo do tempo, o engenho dos artesãos de Lusitânia e Dacia, influências da civilização latina, mas também o modo em que as técnicas auríferas dos extremos da Europa se encontram, através de semelhanças directas e indirectas.

As relações entre os nossos países fortaleceram-se de modo natural, baseadas nas nossas afinidades e aspirações comuns. Temos interesses comuns dentro da União Europeia e de outros organismos internacionais – a Aliança Norte Atlântica e as Nações Unidas. Desenvolvemos uma forte parceria no plano europeu, garantida por interesses mútuos e vontade de contribuir para os esforços de consolidação da União Europeia e dos seus valores fundamentais. Neste espírito de excelente cooperação e numa linha de continuidade simbólica com o programa maratona de eventos dedicados à celebração do Centenário das relações diplomáticas, em 2018, celebramos o centenário da Grande União, e estamos a preparar-nos para no ano de 2019, assumir a Presidência do Conselho da UE no primeiro semestre do próximo ano.

Portugal e a Roménia estão em posições geográficas opostas no mapa da Europa. Embora ambos os povos sejam de língua latina, as suas evoluções foram historicamente diferentes. De que forma é que se tem realizado esta “parceria” e quais são as perspetivas de futuro no crescimento da mesma?

Embora estejam situados nos extremos do continente europeu, os nossos países têm a vocação de pontes de ligação que foram construídos naturalmente, com base em várias afinidades, incluindo as de ordem cultural e do núcleo comum de latinidade.

Define-nos o que eu poderia chamar de vocação civilizacional e cultural que os nossos países desenvolveram. Lucian Blaga, um grande poeta e filósofo romeno, embaixador em Lisboa no período entre guerras, salientou que a Roménia é “ a cidadela oriental do mundo latino” e Portugal “ a cidadela ocidental da latinidade na Europa.”

Também Nicolae Titulescu, nome de referência da diplomacia internacional entre guerras, duas vezes presidente da Sociedade das Nações, designava Portugal como o cavalheiro da Europa, país ligado à Roménia por afinidades espirituais e de origem.

Considero que essas ligações, junto de inúmeros interesses e objectivos comuns, constituem uma base sustentável e proporcionam bons pré-requisitos para o desenvolvimento continuado das relações entre os nossos países.

Neste momento, quais são os principais setores de atividade onde podemos analisar uma maior preponderância nas Relações bilaterais e comerciais entre Portugal e a Roménia?

Atingindo os 100 anos de relações diplomáticas luso–romenas, as relações económicas entre Portugal e a Roménia estão ao mais alto nível registado na história das relações económicas romeno–portuguesas. O comércio bilateral atingiu 679 milhões de euros em 2017, um aumento de 12% em relação a 2016, existindo cerca de 600 empresas portuguesas a actuar na Roménia. Entre os domínios de cooperação tradicional para esses dois ambientes de negócios incluem-se a agricultura, a indústria automóvel, energia renovável, o sector imobiliário – centros comerciais, indústria da defesa e da construção civil.

As evoluções das trocas comerciais confirmam uma relação económica crescente, embora o potencial económico não esteja ainda totalmente explorado, existindo espaço para a intensificação das trocas comerciais bilaterais.

Portugal ou Roménia. Qual dos dois tem ganho mais com esta ligação? Temos mais empresas portuguesas na Roménia ou o contrário?

As estatísticas mostram que os investimentos portugueses na Roménia estão em crescimento, ultrapassando 253 milhões de euros no final do ano de 2017, especialmente nos sectores da energia, indústria automóvel, agrícola e imobiliário.

Em 2016, a Sonae Sierra investiu 180 milhões de euros em parceria com a Caelum Development no centro comercial Park Lake, em Bucareste, e está já a estudar novos investimentos em outras cidades. Apreciamos a qualidade dos investimentos portugueses na Roménia e queremos uma presença de investimento portuguesa ampla, diversificada e a longo prazo no nosso país, dado que a Roménia tem um ambiente económico estável e atractivo. Também incentivamos as empresas romenas a dirigirem-se para o mercado português.

Apesar das mais-valias evidentes desta ligação e do crescimento de ambos os países, o que é que ainda falta para que esta parceria se consolide ainda mais?

A Roménia tem muitas vantagens competitivas e pode ser um íman para as empresas portuguesas, mas primeiro, estas devem saber que existem muitas oportunidades de negócios.

Nesse sentido, o nosso plano de promoção económico é realizado em duas dimensões.

A primeira tem como objectivo fortalecer o diálogo institucional sobre questões de interesse bilateral, como por exemplo, o turismo – um campo em que a Roménia e Portugal assinaram no ano passado um documento de cooperação destinado especificamente à componente de formação profissional – ou as startup – onde a cooperação será formalizada este mês pela assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Ministério dos Negócios, Comércio e Empreendedorismo da Roménia e o Ministério da Economia de Portugal.

A segunda dimensão do plano de promoção económico refere-se à consolidação do diálogo de investimento e comercial no âmbito de negócios, que leve ao desenvolvimento de novos negócios entre as empresas romenas e portuguesas.

Só no ano passado, a Embaixada organizou mais de 300 reuniões B2B entre empresas romenas e empresas portuguesas. A estas são adicionadas as missões económicas, seminários de apresentação da Roménia como destino para o investimento estrangeiro e a participação nas mais importantes exposições internacionais que ocorrem em Portugal, como a Web Summit.

Ainda há potencial económico para ambos os países? Quais os setores que podem ser mais preponderantes?

Entre os setores estratégicos com elevado potencial incluem-se as tecnologias da informação, a indústria automóvel, a indústria aerospacial, a bioindústria e as indústrias criativas. Também a cooperação na área das tecnologias inovadoras apresenta um enorme potencial, e aqui não podemos deixar de prestar atenção às startups e ao valor acrescentado que trazem.

É a Roménia o novo El Dorado a leste para os empresários portugueses? O que é a que a Roménia tem que possa ser motivo de atração para os empresários lusos?

Em primeiro lugar, a Roménia é o segundo mercado mais importante da Europa Central e de Leste, o que constitui um aspeto extremamente atrativo para os investidores estrangeiros. Além disso, é um país de grandes dimensões, industrial, com uma mão-de-obra qualificada a custos inferiores à média europeia e com uma boa infraestrutura de Internet. No seu conjunto, a situação macroeconómica da Roménia é uma das mais fortes da UE. Temos um dos maiores crescimentos económicos da União Europeia (+ 6,1% em 2017), a produção industrial aumentou 8,2% e foram criados mais de 100 000 novos postos de trabalho estáveis, a tempo inteiro, resultando no aumento do nível de vida da população. A cooperação romeno-portuguesa é facilitada ainda pelos voos diretos operados, inclusive, pela companhia TAP, que ligam Lisboa a Bucareste. Para além das vantagens económicas evidentes, a Roménia é um país atrativo para os empresários estrangeiros, desde experiências culinárias requintadas até a paisagens deslumbrantes, costumes bem preservados e, o mais importante, pessoas extremamente acolhedoras. 

As trocas comerciais bilaterais passaram a marca dos 610 milhões de euros em 2016 (mais 25% do que em 2015) e com cerca de 600 empresas portuguesas já a exportar ou a operar no segundo maior mercado da Europa de Leste. Quais os desafios daqui para a frente?

É certo que ainda existe um grande potencial de desenvolvimento económico entre os nossos países, sobretudo no que diz respeito à intensificação do comércio bilateral. O mercado romeno é o segundo maior da Europa Central e de Leste. Portugal pode beneficiar das oportunidades existentes na Roménia para comercializar os seus produtos e a Roménia pode aproveitar Portugal, no sentido de este contribuir com os seus investimentos para o crescimento da nossa economia e de abrir portas para mercados terceiros. Para o tornar possível, acredito firmemente que é necessário um esforço coletivo, a fim de criar pontes de ligação e de facilitar contactos entre as partes envolvidas neste processo: autoridades públicas, empresários, associações empresariais, câmaras de comércio e organizadores de feiras internacionais.

Se um empresário português estiver a pensar apostar no mercado romeno, quais os conselhos que deixaria e quais as razões que fazem com que esse passo seja o mais correto?

Em primeiro lugar deveria informar-se em relação ao mercado da Roménia a fim de maximizar as oportunidades de sucesso. Organizamos periodicamente eventos de promoção económica tendo como objetivo a informação sobre o ambiente empresarial da Roménia e a divulgação das oportunidades económicas, de investimento e comerciais existentes no nosso país. Aliás, o próximo fórum económico romeno-português terá lugar no Porto (Palácio da Bolsa), no próximo 18 de abril e será organizado pela Embaixada da Roménia em Lisboa em parceria com a Aicep, a AEP, a ACP e a CCIAT – Câmara de Comércio, Indústria e Agricultura de Timiș. Estarão presentes empresas romenas interessadas em fazer negócios no mercado português e as empresas portuguesas terão a oportunidade de dialogar com estas no âmbito da sessão B2B. As empresas portuguesas interessadas em participar podem registar-se gratuitamente no site da AEP:

http://aep.org.pt/files/enews/NBOWP18021/index.html.

A Roménia é um destino que oferece muitas oportunidades económicas, comerciais e de investimento. A Embaixada está à disposição dos que pretendem descobri-las.

Quatro voos cancelados entre Portugal e Holanda devido a mau tempo

“Devido às condições atmosféricas nos Países Baixos, foram cancelados hoje, no aeroporto de Lisboa, dois voos Lisboa/Amesterdão e vice-versa (um TAP e um KLM). Foi igualmente cancelado o voo da Ryanair Lisboa/Eindhoven e vice/versa”, informou fonte oficial da empresa, pelas 14:00.

No Porto foi cancelado um voo da TAP de ligação de Lisboa/Amesterdão e vice-versa, acrescentou a mesma fonte, que recordou que os aeroportos holandeses estiveram fechados durante a manhã.

O balanço mais recente da tempestade que assola vários países do norte da Europa contabilizou pelo menos três mortes na Holanda e na Bélgica, além de corte de estradas e encerramento de aeroportos.

Com o registo de ventos até aos 143 quilómetros por hora, as autoridades holandesas ativaram o código vermelho, o alerta mais elevado.

Segundo as agências noticiosas internacionais, o mau tempo obrigou ao encerramento temporário do espaço aéreo dos aeroportos de Amesterdão e de Roterdão, provocando o cancelamento de centenas de voos.

Os dois aeroportos internacionais anunciaram que o espaço aéreo deverá ser reaberto gradualmente ao longo da tarde, altura em que se espera um desagravamento das condições meteorológicas.

O mau tempo também deixou comboios parados e barcos ancorados, bem como obrigou ao corte de várias estradas.

A imprensa holandesa noticiou que esta é a tempestade mais forte desde 1990.

Outros países estão a ser afetados por esta intempérie, como é o caso da Bélgica, onde a tempestade também matou uma automobilista.

Alemanha, Reino Unido e Roménia são outros dos países afetados pelo mau tempo, com relatos de escolas encerradas, portos fechados, interrupção de transportes, queda de árvores e falhas de eletricidade.

LUSA

Portugal disponível para apoiar criação de segundo centro de hemodiálise em Cabo Verde

“Portugal manifesta abertura – quer seja ao nível da ajuda ao financiamento, mas também ao nível técnico, estrutural e de recursos humanos – para ajudar o governo nesse objetivo”, disse Adalberto Campos Fernandes.

O ministro português falava hoje na cidade da Praia, em conferência de imprensa conjunta com o homólogo cabo-verdiano, Arlindo do Rosário, no segundo de três dias de visita que realiza a Cabo Verde.

Cabo Verde dispõe de um Centro de Hemodialise, no Hospital Agostinho Neto, na cidade da Praia, inaugurado em 2014, financiado em 70% pela cooperação portuguesa, que continua a apoiar a estrutura ao abrigo de um protocolo entre os dois países.

“Conhecemos bem a vontade do Governo de Cabo Verde de fazer um novo centro em São Vicente. Estamos a trabalhar, estamos no meio de discussão e de análise, mas a vontade política e muito forte”, sublinhou Campos Fernandes.

Adalberto Campos Fernandes cumpre hoje, na Praia, o segundo dia da sua visita oficial a Cabo Verde depois de segunda-feira ter estado no Mindelo, onde, durante uma visita ao hospital local, presidiu à assinatura de um protocolo tripartido entre os hospitais Batista de Sousa (Mindelo), Agostinho Neto (Praia) e Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN).

O mesmo protocolo será rubricado hoje à tarde durante uma visita do ministro ao Hospital Agostinho Neto.

Durante a manhã de hoje, os dois titulares das pastas da Saúde rubricaram um protocolo na área da formação em medicina geral e familiar e um outro entre o Instituto Ricardo Jorge, de Portugal, e o Instituto Nacional de Saúde Pública, de Cabo Verde, para a cooperação em matéria de doenças transmissíveis por mosquitos.

O ministro da Saúde de Portugal destacou a que esta visita e a assinatura dos protocolos responde à “necessidade de dar consistência e introduzir liderança política” na cooperação entre Portugal e Cabo Verde.

“O protocolo que assinamos abre diferentes áreas de cooperação, reforça as que existem e a nossa determinação é, duas vezes por ano, ao nível político, fazermos o acompanhamento para termos a certeza que, para além de bem, estamos a ir com a velocidade que se impõe para que os resultados sejam cada vez mais efetivos”, disse.

“A nossa vontade é de introduzirmos neste ambiente de cooperação técnica, que tem décadas, uma fortíssima liderança e vontade política para que possamos sistematizar mais e contribuir para que o sistema de saúde de Cabo Verde seja cada vez mais autónomo”, acrescentou.

O ministro da Saúde de Cabo Verde, Arlindo do Rosário, assinalou, por seu lado, que um dos protocolos assinados visa desenvolver a especialização em medicina familiar no âmbito do primeiro curso de medicina implementado no ano letivo 2015/16 em Cabo Verde com o apoio da Universidade de Coimbra.

“Temos necessidade de reforçar a formação pré e pós-graduada, a formação em exercício, permitindo ganhos de competência dos hospitais centrais e, fazendo isso, creio que daremos um contributo importante no sistema nacional de saúde”, disse Arlindo do Rosário.

A cooperação portuguesa na área da saúde remonta ao início da independência de Cabo Verde e traduz-se, entre outros aspetos, no apoio e financiamento às estruturas de saúde, no intercambio de médicos e especialistas, na telemedicina e no envio de doentes para tratamento em Portugal.

Portugal assinou no ano passado um programa global de cooperação de 120 milhões de euros com Cabo Verde para o período 2017-2021, no âmbito do qual se inserem os protocolos agora rubricados na área da saúde.

A visita de Adalberto Campos Fernandes prossegue com visitas a unidades de saúde na ilha de Santiago, participando na quarta-feira na sessão de abertura do Congresso da Ordem dos Médicos Cabo Verde.

LUSA

“Portugal pode ajudar a Vezenuela no acesso a alimentos e medicamentos”

Portugal pode contribuir, mesmo nesta circunstância de emergência (…) Há um exemplo muito simples, há hoje muitas dificuldades na garantia de abastecimento das populações em bens alimentares básicos ou de provisão de bens igualmente essenciais como os medicamentos”, disse.

Augusto Santos Silva falava à agência Lusa à margem de um encontro com a comunidade portuguesa, que decorreu no Centro Português de Caracas, e que reuniu centenas de portugueses e lusodescendentes, no âmbito de uma visita do chefe da diplomacia portuguesa à Venezuela.

“Hoje, o principal grupo de produtos que exporta para a Venezuela são produtos agroalimentares, mas pode exportar muito mais e há cinco laboratórios portugueses que exportam medicamentos para a Venezuela e que podem exportar muito mais. Portanto, nós próprios podemos contribuir para superar estas dificuldades, certamente momentâneas, que hoje se vivem aqui”, disse.

Sobre o encontro com a comunidade portuguesa, o ministro considerou ter sido “muito interessante”, pela afluência e pela “franqueza das pessoas que às vezes têm alguma dificuldade, acanham-se um pouco, quando falam com membros do Governo”.

Mas “não foi nada disso” que aconteceu, os portugueses “expuseram os seus problemas com toda a franqueza”, sublinhou.

“Deu também para perceber bem qual é a dimensão das dificuldades que a comunidade portuguesa sente que vive hoje na Venezuela”, disse.

Quanto a essas dificuldades, Augusto Santos Silva indicou que em primeiro lugar está “a questão da segurança” que “é crítica, porque as pessoas conhecem outras pessoas que foram objeto de roubo, algumas de sequestro”.

“Infelizmente nos últimos anos tem havido até casos de assassínio e isso cria um sentimento de insegurança que é preciso contrariar tão rapidamente quanto possível”, defendeu.

A segunda dificuldade que apontou foi “o acesso a bens básicos, alimentares, de medicamentos e de cuidados de saúde”.

“Em terceiro lugar, o clima de aflição que se vive nos últimos dias, por causa da intervenção junto dos supermercados de redes portuguesas, no sentido de impor baixas de preços que as pessoas aqui entendem que não são possíveis, porque colocam esses preços abaixo dos próprios custos de produção”, disse.

Por outro lado, o responsável português precisou que, depois de 30 horas na Venezuela, o MNE tem “uma noção muito clara de quais são os temas principais, e os temas são os relativos às condições económicas e sociais que hoje a comunidade vive aqui”.

“Eu terei a oportunidade de ter uma reunião bilateral com o ministro das Relações Exteriores [venezuelano, Jorge Arreaza], para além da comissão mista. Claro que ele tem temas para me colocar e eu tenho temas para lhe colocar, e estes temas estarão certamente na agenda dessa reunião”, frisou.

LUSA

Portugal e Espanha devem coordenar esforços para uso sustentável da água

A recomendação consta no relatório, hoje divulgado, “Áreas-chave da biodiversidade de água doce na sub-região do noroeste do Mediterrâneo” e tem como um dos enfoques os recursos ribeirinhos transfronteiriços de Portugal e Espanha, como os rios Douro e Tejo.

A organização (IUCN, na sigla em inglês) recomenda que Portugal e Espanha apliquem na íntegra os princípios da Diretiva-Quadro da Água da União Europeia e a Convenção das Nações Unidas para a Utilização dos Cursos de Água Internacionais.

De acordo com o relatório, Portugal tem mais de 30 espécies em áreas consideradas chave em termos de biodiversidade de água doce, e que incluem peixes, plantas, insetos e moluscos, a maioria ameaçados.

Estas áreas, que não são transfronteiriças, estendem-se, nomeadamente, pelos rios Arade, Mira, Sado, Vouga, Alcabrichel, Sizandro e Safarujo.

Uma das espécies, endémica de Portugal, é o ruivaco-do-oeste, que vive nos rios Alcabrichel, Sizandro e Safarujo e a evoluir para o estado de “em perigo” ou “criticamente em perigo”, devido à poluição doméstica e agrícola, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.

Outra espécie nesta condição é o molusco com o nome científico “Belgrandia alcoaensis”, do rio Alcoa, que nasce no concelho de Alcobaça.

Portugal e Espanha juntos têm mais de 80 espécies ameaçadas de peixes, moluscos, insetos e plantas em “áreas-chave de biodiversidade de água doce”, banhadas pelos rios transfronteiriços do Douro, Tejo, Guadiana e Minho.

“Áreas-chave de biodiversidade de água doce” são, por definição, locais importantes para a manutenção global da biodiversidade de espécies e ecossistemas, neste caso na sub-região do noroeste do Mediterrâneo.

O relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza apresenta ainda resultados para França, Itália e Malta.

A lista das principais ameaças às espécies de água doce na sub-região analisada inclui barragens e captações de água para irrigação e consumo humano, espécies exóticas e poluição doméstica e agrícola.

A União Internacional para a Conservação da Natureza avisa que o aumento da seca no sul da Europa, causado pelas alterações climáticas, levará nos próximos dez anos a uma diminuição da população de uma espécie de libelinha nativa de Portugal, Espanha e França, a “Macromia splendens”.

Portugal faz parte da União Internacional para a Conservação da Natureza através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Associação de Defesa do Património de Mértola, do Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens, da Quercus e da Liga para a Proteção da Natureza.

A IUCN integra organizações governamentais e não-governamentais de mais de 170 países em defesa da conservação da natureza.

LUSA

Venenezuela: O esclarecimento sobre a história do #MetePernilNumFilme

A oferta, porém, não chegou a tempo. E em declarações públicas Maduro não hesitou e disse mesmo que foi sabotagem. Pior: a culpa era de Portugal.

O caso levou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, a reagir, explicando que o pernil em causa era responsabilidade de uma empresa privada e que o Governo português nada tinha a ver com a história.

Entretanto, ficou-se a saber que há uma dívida da Venezuela de cerca de 40 milhões de euros a empresas portuguesas fornecedoras de pernil de porco, dos quais 6,9 milhões são dívida à Raporal. Mas a ‘história interminável’ não acaba aqui e promete durar. É que as autoridades venezuelanas já vieram explicar que as 2.200 toneladas de pernil estão há sete dias “retidas” na Colômbia. A culpa, afinal, será dos EUA e dos seus “aliados”.

Enquanto a polémica ia sendo tratada dentro dos trâmites diplomáticos, nas redes sociais, que tantas vezes são acusadas de serem ‘rastilho’ fácil para ‘incendiar’ celeumas, o caso mereceu tratamento humorístico.

No Twitter, em particular, a ‘saga’ do pernil teve direito a uma curiosa hashtag que continua ativa à conta do sentido de humor de utilizadores: #MetePernilNumFilme.

O exercício é bastante simples: colocar “pernil” nas mais variadas narrativas.

Desde ‘007: Operação Pernil’ às ‘Pernil Wars’, passando por ‘Harry Potter e o Pernil Filosofal’ (ou ‘Harry Potter e o Pernil de Azkaban’, ou ‘Harry Potter e as relíquias do Pernil’… sim, há para todos os gostos), sem esquecer ‘As 50 Sombras de Pernil’ ou ‘À Procura de Pernil’ ou até o mais dramático ‘Pernil do Pijama às Riscas’.

Maduro acusa Portugal de sabotar a importação de pernil de porco

“O que se passou com o pernil? Fomos sabotados e posso dizer de um país em particular, Portugal. Estava tudo pronto, comprámos todo o pernil que havia na Venezuela, mas tínhamos que importar e sabotaram a compra”, disse Nicolás Maduro.

O Presidente da Venezuela referiu que fez um plano e acertou os pagamentos, mas que “foram perseguidos e sabotados os barcos” que traziam o pernil.

Nicolás Maduro lamentou ainda que alguns países tenham bloqueado as contas bancárias que iriam ser utilizadas para efetuar os pagamentos.

Detidos dois suspeitos de tráfico humano de Portugal para o Canadá

Os dois suspeitos, Sónia Fernandes da Cunha, de 40 anos, de Toronto, e Ruben Soza, de 40 anos, de Toronto, foram detidos no dia 19 de outubro.

Ela está indiciada por 10 crimes relacionados com tráfico humano e assalto com uma arma, enquanto ele é suspeito de cinco crimes, relacionados com tráfico humano, anunciaram as autoridades num comunicado.

À Lusa, as autoridades escusaram-se a adiantar a nacionalidade dos suspeitos, dizendo apenas que ambos têm “ligações a Portugal”.

“O Projeto ‘Betrayal’ começou em fevereiro de 2017. Na altura tivemos informações de mulheres traficadas de Portugal para Toronto”, começou por contar à Lusa o detetive Nunziato Tramontozzi, da unidade de Crimes Sexuais e de combate ao Tráfico Humano da polícia de Toronto.

Segundo uma nota da polícia, o caso remonta a maio de 2016, quando uma mulher proveniente de Portugal viajou para Toronto, após ter sido contratada para um trabalho de rececionista.

Na altura, quando se encontrou com os dois suspeitos, foi-lhe oferecido trabalho como massagista numa clínica, porque a vaga para rececionista já teria sido ocupada.

A vítima foi forçada, enquanto fazia massagens, a “vender serviços sexuais”, que foram anunciados no site backpages.com, e foi-lhe “retirado o passaporte”.

As autoridades ainda alegam que os dois acusados conseguiram convencer a vítima a entregar-lhes todo o dinheiro recebido durante esses serviços por questões de “segurança”. Quando a vítima confrontou os suspeitos, foi “violentamente agredida”.

No dia 19 de outubro deste ano, a Unidade de Tráfico Humano, com mandados de busca, conseguiu realizar buscas em várias locais em Toronto, onde deteve os dois suspeitos, obtendo documentos importantes para a investigação, alegadamente o passaporte da vítima.

“Em maio de 2017, uma mulher vítima de tráfico humano relacionada com a atual investigação deu-nos uma declaração sobre o que lhe aconteceu desde que chegou de Portugal. Foi nessa altura que o projeto teve mais intensidade e começou a investigação com outras agências da polícia”, sublinhou.

Além da polícia de Toronto, a operação envolve a agência de Fronteiras do Canadá (CBSA, sigla em inglês), da Polícia Judiciária (Portugal), e da Finch Track, uma agência federal canadiana que investiga transações financeiras em que há a suspeita de ilegalidades.

“O tráfico humano no Canadá já é quase tão lucrativo como o tráfico de droga e de armas. Uma das vantagens é que [os criminosos] podem voltar a utilizar aquelas vítimas. Uma rapariga pode ter sexo com 15 a 20 pessoas por dia e faz 250 mil dólares por ano. É um negócio muito lucrativo que cada vez mais está a aumentar e só através da educação se pode evitar”, concluiu o detetive sargento Nunziato Tramontozzi.

Os suspeitos foram, entretanto, libertados sob fiança e aguardam uma data para julgamento. A polícia de Toronto continua a investigar o caso e está a solicitar a ajuda do público.

Da Península Ibérica para o mundo

Portugal tem no país vizinho o seu mercado natural de expansão. E no mundo global de hoje, o sucesso empresarial implica a expansão. Portugal está a aproveitar devidamente o potencial desta parceria com o país vizinho?

As empresas portuguesas têm feito um grande esforço para se internacionalizar e para aumentar o seu volume de vendas ao exterior. A relação com Espanha tem sido muito importante e, mesmo no período de maior crise económica nos dois países o comércio bilateral não parou de crescer. Numa análise circunscrita ao nível comercial só encontramos motivos para estar satisfeitos. Conclusão diferente tiraremos se analisarmos a dinâmica das relações de comunicação dentro das empresas. Essas não estão tão fluídas  e constatam-se muitas deficiências:

Tais como…

Em primeiro lugar houve uma efetiva deslocalização dos chamados centros de decisão para Madrid nas principais empresas da chamada “primeira linha” internacional e isso, se não é bem gerido, pouco a pouco, vai causando situações de conflito. Depois há um efetivo problema de comunicação: as pessoas muitas das vezes não se entendem. E não é um problema de idioma; é um problema de abertura à multiculturalidade. A globalização exige essa abertura. Quem não entender isso, não a entende nem pode participar no desafio.

Mas entre Portugal e Espanha o problema deve ser colocado?

Claro que sim. Ao nível das Empresas; ao nível dos Governos; mas sobretudo ao nível das Pessoas. É a partir de cada um que começa a transformação. Veja por exemplo um caso ao nível político: qual o interlocutor em Portugal de um Presidente do Governo de uma Região Autónoma de Espanha? Ou vice-versa?… Portugal e Espanha, no geral, conhecem-se mal. Veja por exemplo o tema da última Cimeira de Governos: as relações transfronteiriças. Acha que neste momento há problemas para os Governos resolverem no âmbito das relações transfronteiriças?…

E qual a solução? Olhando para esse panorama atual, que papel a Fundação Luso-Espanhola tem procurado assumir?

A Fundação surgiu há 18 anos para definir um modelo de aproximação equilibrado entre os dois países. E definindo esse modelo de aproximação – que passa muito pela interdependência económica – trazer ao diálogo um elemento novo: a definição de um rumo comum. Durante muito tempo preocupámo-nos em detectar obstáculos à integração, em denunciá-los e sobretudo, em propor soluções que visassem a competitividade empresarial nos dois espaços económicos. Tivemos um primeiro lema “Dois países, um Mercado virado para a Competitividade Internacional”. Depois fomos mais longe, colocámos na discussão também o tema da Inovação como forma estimular aquela competitividade. Como os resultados foram aparecendo ao nível “macro” começamos a “fazer um zoom” e começamos a trabalhar nas Autonomias de Espanha, com algumas regiões de Portugal. E aplicamos aí os nossos conceitos. Hoje estamos a começar a trabalhar ao nível das empresas das mesmas Comunidades Autónomas e Regiões. É um trabalho que exige um grande esforço para as nossas capacidades. Até porque Espanha é muito grande (risos). Mas não deixámos nunca de nos assumirmos como Instituição Portuguesa de vocação ibérica. E isso sempre foi muito respeitado.

Que retrato é possível fazer do mercado ibérico?

Dizia o Prof. Ernâni Lopes, nosso primeiro Presidente, que somos dois países irmãos. E que é por sermos irmãos que não dormimos na mesma cama. Esta imagem creio que diz tudo.

Mas há um efetivo “mercado ibérico”?

Há. Um mercado totalmente interdependente. A questão que coloco e que ninguém me sabe responder é a de saber como é que chegámos até aqui? Quem é que construiu a boa situação que estamos a viver?…

A UE?…

Sim. Foi importante. Passámos a partilhar soberania nas áreas económicas.

Então na sua opinião quem foi o motor?

Foram as pessoas. Os empresários que arriscaram entrar. Os Bancos que ousaram atravessar a fronteira e abrir caminho às empresas. No fundo todos aqueles que, no dia a dia, não sucumbiram perante as dificuldades de um processo de internacionalização. Porque – diga-se o que se disser – entrar em Espanha (ou de Espanha em Portugal) supõe uma decisão e um processo de internacionalização. Pressupõe investimento e dedicação e a tal abertura à multiculturalidade que falávamos atrás. Vou dar-lhe um exemplo: em Portugal fala-se muito de “parcerias”. Eu nunca entendi esse conceito: ou se vai ou não se vai. Não conheço nenhum caso de sucesso ao nível dessas “parcerias”. Parece-me sempre que são uma forma de parecermos aquilo que não somos. Nestas coisas há que avançar, arriscar e lutar. Claro que com cabeça, prudência, paciência e trabalho. E é por isso que lhe disse acima que o motor da boa relação está nas pessoas.

(Pausa)

Já agora há um outro ponto que eu queria sublinhar: o papel das Embaixadas. Temos tido nos últimos tempos, quer em Espanha, quer na Embaixada de Espanha em Lisboa, excelentes Embaixadores e excelentes equipas de trabalho. Aliás a imagem de eficácia e solidez da diplomacia portuguesa é notável. E com meios cada vez mais escassos. E, logicamente, não há boa diplomacia se não está bem orientada…

Em conclusão: a estratégia da “diplomacia económica” creio que iniciada pelo Embaixador Martins da Cruz resultou.

Mas também ouve um bom ambiente…

Claro que sim. Mas aí porque, na verdade e bem vistas as coisas, os Portugueses gostam muito de Espanha (mesmo que não o digam) e os Espanhóis gostam muito de Portugal. E isso é fundamental.

Existem cerca de 600 empresas portuguesas em Espanha e cerca de 1660 empresas espanholas presentes em Portugal. O que significam estes números?

Na minha opinião, sendo a Espanha cinco vezes maior que Portugal, a densidade das nossas empresas em Espanha é superior à da espanhola em Portugal. Mas a questão de fundo não é só o número: é a dimensão e a qualidade do investimento. Aí creio que teremos que melhorar o nível da nossa presença. Permita-me contudo que lhe chame a atenção para outro ponto: a da presença de gestores portugueses em Espanha. Temos hoje gestores nas principais empresas espanholas. E em lugares-chave. Temos até Presidentes portugueses de multinacionais que operam em Portugal a partir de Espanha. E aí ganhamos seguramente aos espanhóis presentes em Portugal.

O que urge ser modificado para melhorar a competitividade do mercado português?

Portugal vai num bom caminho. As empresas estão num grande esforço. Temos que apostar na competitividade fiscal, criando mecanismos de performance que sejam humanizados e personalizados. Que permitam soluções fiscais justas e possíveis. Por outro lado a Justiça que parecia avançar por um caminho de melhoria, acabou por sofrer penosos atrasos. A greve dos Juízes de que se fala, é um bom exemplo de que algo tem que mudar na Justiça, para melhor. Por outro lado, temos que definir se queremos ter Bancos portugueses bons e fortes, ou não. Sou de opinião de que a perda do controlo do negócio bancário português no exterior vai ser muito penosa para Portugal. E por fim, analisar bem a realidade que temos e trabalhá-la. Eu digo sempre: as empresas espanholas de sucesso quando decidem ir para Portugal (ou para o Brasil), a primeira decisão que tomam é pôr os seus empregados a aprender português. Isso abre o caminho para a solidez dos passos que dão.

Portugal e Espanha só teriam a ganhar com uma maior integração dos dois mercados. Há quem defenda que “podíamos ser um Benelux ibérico”. Concorda?

Concordo que os dois mercados já estão muito integrados. Concordo até que já atingimos uma situação semelhante ao “Benelux”. Por isso entendo que deveremos ser um sub-mercado dentro da UE. Um sub-mercado de sucesso, que sobreviveu bem a uma grave crise e a ultrapassou com seriedade e com esforço. Um sub-mercado que tem muito em comum com os países do sul da Europa. Que tem vocação marítima e continental. Um sub-mercado que já atrai o Mundo. Mas que pode atrair muito mais. Já somos bons para o Turismo. Já somos muito bons no Desporto. Mas eu gostaria que fossemos também tão bons nos Laboratórios, nas Tecnológicas, na Indústria, na Inovação, nos Bancos, nas Pescas, na Agricultura, nas grandes cadeias de valor acrescentado… Portugal merece-o.

EMPRESAS