Inicio Tags Setor da construção civil

Tag: setor da construção civil

“Valorizar a Gestão de Projeto”

dav

A DDN – Eng apresenta-se no mercado com a garantia de oferecer os melhores produtos e as melhores práticas na área da Construção Civil. Quais os principais desafios que enfrenta atualmente este setor?

O maior desafio que o setor tem atualmente prende-se com o facto da indústria da construção ter reduzido drasticamente a sua capacidade de produção atendendo á brutal redução de atividade a que foi sujeita de 2008 a 2016 e apresentar atualmente graves dificuldades em responder á procura do mercado.

Durante esse período assistimos à fuga de técnicos qualificados para mercados com grandes necessidades de Mão de Obra, capazes de pagar salários mais elevados e oferecendo boas condições para se manterem emigrados.

A par disso deixaram de entrar na linha de produção da indústria da construção novos técnicos a que se somou a saída da atividade de outros com a reforma. Atendendo a tudo isso urge retomar o ensino profissional em todas as áreas de forma a corresponder às necessidades em volume e qualidade.

A DDN – Eng ajuda os clientes a tornar os seus projeto uma realidade, através da gestão, execução e coordenação dos estudos necessários para valorizar o projeto.

Sim, a DDN oferece uma visão integrada de todo o processo de construção, desde a conceção (projetos) passando pelos licenciamentos junto das entidades, até  à construção.

Os nossos clientes têm atividades que não a construção. Vendem bricolage, artigos de desporto, quartos de hotel, produzem/processam fruta, entre outras, e para assegurarem a expansão da sua atividade ou criam uma estrutura de engenharia interna para acompanhar esse desenvolvimento ou contratam esse serviço fora evitando aumento de custos fixos e sobretudo garantindo os melhores profissionais para a concretização de todo o processo. É a qualidade e o profissionalismo dos nossos gestores de projeto que assegura a preparação de um bom plano para cada projeto com um controlo de risco ao longo do seu desenvolvimento, em termos de custos, prazo e qualidade.

Sabem que o sucesso de um projeto está dependente de várias condicionantes. Que condicionantes são essas?

As principais condicionantes e mais comuns são o custo, o prazo, a qualidade e a relação entre todas as partes interessadas, particularmente as entidades públicas. Infelizmente estas continuam a ser o maior obstáculo ao investimento,  interferindo diretamente com todo o processo de construção e sobretudo ao nível do licenciamento. Para mitigar os riscos associados a estas entidades devemos preparar e acompanhar os projetos de forma que os processos ao entrarem tenham previamente em conta as sensibilidades que vão enfrentar.

E as empresas estão cientes destas condicionantes?

Sim, infelizmente quer do lado dos nossos clientes investidores, quer do lado das empresas de projeto, construção e fiscalização este é o tema do dia. É como se assistíssemos a um Portugal a duas velocidades. O das entidades privadas a empurrar para o desenvolvimento e o das entidades públicas a travar esse desenvolvimento arrastando os processos, demorando apreciações e adiando o investimento bem como a criação de riqueza.

É necessário, nos dias que correm, perceber-se a importância do Gestor de Projeto nas organizações. Qual é, portanto, a importância da gestão de projetos?

A Gestão de Projetos é a forma mais moderna de enfrentar a concretização de um Investimento, proporcionando um formato bem sistematizado e orientado de preparar e conduzir o mesmo até à sua conclusão com um controlo absoluto de todas as etapas, carecendo, contudo, que o modelo de negócio das organizações se adapte a esta realidade de forma a tirar o máximo de partido da mesma.

Com um modelo negócio onde se pratica uma gestão por projeto é possível alinhar os objetivos e indicadores gerais da empresa com os de cada projeto assegurando uma monitorização das partes que depois vão assegurar o todo e com isso o domínio sobre a atividade.

A gestão de projetos assume um papel determinante na melhoria da competitividade das empresas. O que torna, efetivamente, a gestão de projetos sustentável?

A prática de Gestão por Projetos, com recurso a profissionais devidamente habilitados (com certificação IPMA, PMI ou outras) para o efeito é a via mais eficaz para o sucesso individual de cada projeto e das empresas que a praticam pelas razões que expliquei antes, permitindo uma condução cuidada em função de indicadores de projeto alinhados com os indicadores/objetivos gerais da organização.

A sustentabilidade da Gestão de Projetos é assegurada recorrendo às práticas internacionalmente recomendadas, as quais garantem um sucesso final de cada projeto e com isso o da organização.

Existem inúmeros aspetos que poderia destacar na concretização dessa sustentabilidade, mas falo apenas num, referente à recolha e disseminação das lições apreendidas em cada projeto. Com a concretização deste especto da Gestão de Projetos, as organizações criam dinâmicas de aprendizagem e melhoria contínua que proporciona a sua regeneração permanente e crescimento garantido.

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO NO SETOR IMOBILIÁRIO

AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas é uma instituição centenária, de âmbito nacional, com cerca de sete mil associados. Tem como missão defender os interesses dos industriais que representam e o setor da Construção, contribuindo para o desenvolvimento económico e social do país. Que trabalho tem vindo a desenvolver nesse sentido de promover e apoiar as empresas portuguesas?

Falar desta Associação é falar da maior Associação do país, ao nível do setor da construção e a nível do número de associados que apresenta. É uma Associação de referência, uma Associação que tem 125 anos e que tem vindo a sofrer uma evolução qualitativa.

Apostamos na melhoria contínua dos serviços prestados e na defesa qualificada do setor, tendo por objetivo apoiar as empresas e contribuir para que estas possam ser cada vez mais produtivas e competitivas.

O setor da construção sofreu uma mudança significativa há cerca de dez anos para cá. Não há investimento público, pelo que o número de obras/construções diminuíram. O setor foi abanado com as restrições exigidas pelo país e foi o setor que mais sofreu com a austeridade.

Exigiu, assim, dos dirigentes associativos um comportamento diferente. Procuramos ir ao encontro dos associados para pugnar junto dos governos pelo investimento público, criar condições para o investimento estrangeiro e para o investimento estrangeiro

Hoje 30% da faturação do volume de negócios do setor diz respeito à internacionalização. Se antes tínhamos as empresas direcionadas para mercados com a Angola, Moçambique, que representava 63% do nosso mercado, hoje temos uma nova orientação. A Europa não representa para nós o que devia representar, portanto existe uma aposta na procura de novos mercados, nomeadamente, a América Latina. Celebramos um Protocolo de Cooperação com a Câmara de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo Portugal – Cuba para desenvolver o projeto “Global Portuguese Construction” com o apoio do programa Portugal 2020 para promover e qualificar as empresas portuguesas de construção e imobiliário no exterior.

Verifica-se um maior dinamismo na compra de habitação em Portugal que está a ser essencialmente impulsionado pela maior abertura dos bancos ao crédito, pelo aumento da procura internacional e também pelos depósitos bancários pouco atrativos, que fazem do imobiliário uma alternativa de poupança mais rentável. O mercado imobiliário português está numa fase ascendente?

O setor da construção e do imobiliário teve uma perda, nos últimos cinco anos, no valor de 39 mil empresas e 260 mil trabalhadores.

No entanto, começa a verificar-se uma implantação de grandes construtores no país, acrescentando o facto de sermos, hoje, o terceiro país europeu com maior implantação na América Latina, o que define para o setor uma componente muito importante.

Durante muitos anos o imobiliário decresceu bastante. Em 2000 construíamos cerca de 114 mil habitações, há cerca de dois anos passámos para 7 mil habitações. O imobiliário português correspondia, praticamente, à construção de habitações novas. Hoje é diferente. O setor mobiliário vai passar muito pela reabilitação urbana. E, nos últimos anos temos procurado promover a componente da reabilitação no imobiliário português. Realizámos um estudo onde se conclui que a necessidade existente em reabilitar o património imobiliário está na ordem dos 38 mil milhões de euros, o que significa que temos reabilitação para 20 anos, se começarmos já.

Portanto, o imobiliário tornou-se apetecível para o investimento estrangeiro e para o Turismo. A par deste fator, o clima, a segurança, a centralidade geográfica, a riqueza patrimonial são algumas das razões que levam os investidores internacionais a colocarem Portugal no radar.

Em 2014 o mercado imobiliário teve um volume de negócios na ordem dos 12,4 mil milhões de euros, em 2015 passou para 15,2 mil milhões de euros.

Estamos numa fase ascendente e vamos ter crescimento em 2016 também. Conseguimos ter um volume de negócios só no primeiro semestre igual ou superior corresponde ao ano transeunte em Vistos Gold.

Começa a verificar-se, também, uma procura do imobiliário por parte de investidores privados que começam a sentir que a Banca não é muito segura, que apresenta taxas de juros muito baixos, levando os privados a procurar rentabilizar o seu dinheiro de uma forma diferente: investir no imobiliário passou a ser uma fonte de receita.

Verifica-se uma diminuição das transações de arrendamento em prol da compra de habitação. Com a maior abertura da banca, em matéria de crédito à habitação, a primeira opção dos portugueses é a aquisição do imóvel?

A procura da compra é, de facto, efetiva. Portugal gosta de comprar, os portugueses gostam de comprar. É uma questão de cultura e de mentalidade. Temos 81% de proprietários, só temos 19,8% de arrendatários. No entanto, tem-se verificado um crescimento no arrendamento devido ao aumento de turistas no nosso país. Somos o segundo País com menos arrendamento na Europa cuja média ronda os 40%.

De facto, há uma tendência para o aumento do arrendamento apesar de não termos mercado efetivo. Só existirá um mercado, em Portugal, quando existir uma oferta superior à procura.

O setor do imobiliário irá ser mais apetecível nos próximos anos para o investidor privado e estrangeiro, fruto da situação geoestratégica mundial, da particularidade da nossa Banca, da rentabilidade do dinheiro e dos Vistos Gold.

Outro aspeto que se tem verificado é o aumento da compra de imóveis em leilão pela facilidade na obtenção de crédito habitação e o eventual desconto no preço do imóvel, uma vez que os bancos financiam, nestes casos, até 100% do valor da habitação. Que papel tem assumido a banca no mercado do setor imobiliário hoje em dia?

A Banca já teve um papel criticável quando, por razões genéricas, teve de ficar com grande parte do imobiliário. Foi “tentada” a colocar o imobiliário numa situação de desequilíbrio no processo de escoamento do stock. Hoje, esses stocks baixaram consideravelmente, a Banca estabilizou e tem confiança no seu imobiliário. Em números, chegou a ter 160 mil habitações para vender, hoje estamos a falar de um número que ronda os 80 mil. São valores residuais.

Fabrimetal: um contínuo compromisso com o povo angolano

Luís Diogo

No rápido desenvolvimento das infraestruturas de Angola, na criação de emprego, no apoio ao crescimento do setor da construção e na diminuição da poluição ambiental, a Fabrimetal tem procurado estar nas principais linhas da frente?
Nós acreditamos que temos feito o nosso trabalho e de forma muito comprometida com Angola. Empregamos hoje cerca de 450 colaboradores nacionais, e apesar da crise não demitimos qualquer trabalhador. Em 2015, aumentámos em 15% a massa salarial e este ano já efetuamos um ajustamento no subsídio de transporte. Produzimos um produto, com qualidade, que gera um valor acrescentado significativo à economia nacional, pois trata-se de um produto de base para o setor da construção civil. Além disso, concluímos recentemente a implementação de um sistema de controlo de poluição e estamos a aumentar os espaços verdes na fábrica.

De que modo têm conseguido antever as necessidades do mercado, de modo a conseguirem dar uma resposta imediata e adequada às solicitações que vão surgindo?
Temos vindo a reforçar a nossa capacidade produtiva, estando neste momento com uma capacidade mensal de 7.000 tons/mês, não obstante a crise que Angola atravessa. Debatemo-nos ainda com algum receio ou diria mesmo desconhecimento de alguns players que continuam a colocar bastantes entraves à produção nacional, apesar de cumprirmos na íntegra os standards internacionais ao nível do processo produtivo. A nossa aposta continua a ser na qualidade do produto e no reforço dos conhecimentos do nosso capital humano.

Num país que, apesar dos avanços dos últimos anos, continua a estar em reconstrução, ainda existem fortes privações e debilidades. Quais continuam a ser as principais carências de Angola que afetam significativamente a vossa atividade, enquanto Produtor Nacional?
Efetivamente foram dados fortes avanços mas esta crise que estamos a viver evidenciou ainda mais fortes debilidades que persistem. Todavia entendo que despertou “adormecidos”. No nosso caso particular, temos ainda problemas graves ao nível do fornecimento de energia à fábrica pois o funcionamento da mesma com recurso a geradores é economicamente inviável. Sem energia não conseguimos produzir e sem produção não conseguimos satisfazer os nossos clientes, colocando em causa a própria sobrevivência da empresa. Teremos de fazer investimentos adicionais para garantir o fornecimento contínuo de energia! Entendemos que deve ser feito um esforço adicional no sentido de serem criadas as condições para que a indústria nacional possa continuar a crescer.

Em qualquer organização os recursos humanos desempenham um papel fulcral. Na Fabrimetal, que políticas de desenvolvimento do vosso capital humano têm sido desenvolvidas? Na vossa atuação, a formação contínua ocupa um dos lugares cimeiros?
O capital humano para nós reveste-se de primordial importância. Temos neste momento em curso/execução o plano anual de formação, que decorrerá durante o corrente ano, cuja formação in-job, irá cobrir cerca de 90% do nosso quadro de pessoal. Além da formação completamos também uma parceria com uma entidade de saúde, que além de nos garantir uma melhor gestão dos sinistros de trabalho, irá proporcionar uma formação exaustiva ao nosso pessoal interno afeto ao nosso Posto Médico e também, em caso de necessidade, providenciará cuidados de saúde aos nossos trabalhadores. De forma complementar, estamos também a melhorar as condições de trabalho, com a construção de um novo balneário e de um novo refeitório.

Apesar de estar na vanguarda dentro da área em que atua, a Fabrimetal não coloca nunca de lado a vertente da responsabilidade social. O que têm procurado fazer a este nível? Neste sentido, qual tem sido a importância da vossa plataforma de Responsabilidade Social Corporativa?
Ao nível da responsabilidade social temos feito algumas ações que julgamos serem de primordial importância. Saliento a doação de um camião com 30 toneladas de aço e alguns colchões para a população da Província de Benguela, quando esta foi assolada pelas cheias em 2015. Durante o mês de fevereiro do corrente ano providenciamos a vacina da Febre Amarela a todos os colaboradores. Temos planos para fazer mais ações durante o corrente ano.

Mais do que numa busca pelo retorno imediato dos seus investimentos, qual tem sido a postura das empresas portuguesas no mercado angolano? Dentro da sua visão, neste universo empresarial e na senda da responsabilidade social, há uma espontânea preocupação em fazer a diferença nas comunidades com as quais se envolvem?
A postura da maioria das empresas, aquelas que ainda se mantêm, tem sido de investimento contínuo com uma visão de longo prazo. Congratulo-me hoje por representar uma empresa que, apesar de não ter capitais portugueses, tem uma postura de longo prazo, de compromisso com o povo angolano.
A longa permanência que já tenho neste mercado permite-me hoje afirmar que as empresas portuguesas são as que, na economia real, mais apostam neste mercado. Se olharmos para o setor industrial de Angola, facilmente poderemos verificar que o maior número e com mais antiguidade no mercado são empresas de capital português ou misto (parcerias entre portugueses e angolanos).

Para o decorrer deste ano, que objetivos serão realizados para que a Fabrimetal se continue a afirmar como “o seu parceiro no aço”?
Pretendemos manter sempre os princípios fundamentais que estão no ADN da empresa e do grupo a que pertence. Ética e honestidade na condução dos negócios e uma contínua aposta na qualidade do produto e na valorização do capital humano.
Temos noção que este ano será difícil, teremos de ser prudentes e também resilientes, sem, contudo, deixar de aproveitar as oportunidades que surjam. A nossa postura no mercado é muito transparente e os clientes sabem valorizar isso! Pretendemos este ano concluir a Certificação ISO 9001 e o processo de Acreditação dos nossos laboratórios junto do IAC – Instituto Angolano de Acreditação.

EMPRESAS