Quinta-feira, 29 Junho, 2017
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Autor de ataque em Londres disse querer matar todos os muçulmanos

Uma pessoa morreu e 8 ficaram feridas, ao início da madrugada desta segunda-feira, depois de um homem ao volante de uma carrinha ter atropelado um grupo de fiéis junto a uma mesquita em Finsbury Park, na zona norte da capital britânica.

A Scotland Yard já revelou que todas as vítimas são muçulmanas e que duas pessoas ficaram “gravemente feridas”.

O condutor, um homem de 48 anos, foi detido pela população que o entregou à polícia assim que as autoridades chegaram ao local.

De acordo com o jornal The Guardian, uma testemunha garantiu que, depois do atropelamento, o homem saiu da carrinha e gritou: “Quero matar todos os muçulmanos”. Depois os populares atiraram-no ao chão e detiveram-no.

Numa conferência de imprensa, o subcomandante da Scotland Yard, Neil Basu, revelou que o incidente está a ser tratado como um ataque terrorista.

Homem detido em Londres

A detenção foi feita às 08:05 locais (mesma hora em Lisboa) durante uma operação policial que incluiu buscas a várias casas daquela zona, a mesma onde residiam pelo menos dois dos três autores do ataque.

Na segunda-feira à noite, a polícia anunciou a libertação, sem acusação, de dez pessoas que tinham sido detidas após os ataques. Outras duas pessoas tinham anteriormente sido detidas e libertadas.

A polícia já confirmou a identidade dos três autores do ataque, abatidos pela polícia no local: Khuram Butt, 27 anos, e Rachid Radouane, 30, residentes em Barking, e Youssef Zaghba, 22, do qual foi apenas dito que residia no leste de Londres.

Os três foram abatidos pela polícia oito minutos depois de lançarem o ataque, durante o qual atropelaram transeuntes na London Bridge e esfaquearam várias outras pessoas em Borough Market.

Os ataques fizeram sete vítimas mortais e 48 feridos, 18 dos quais estão em estado crítico.

“Tudo aponta para um atentado terrorista”

“A Suécia foi atacada. Tudo aponta para um atentado terrorista”, disse Lofven, numa breve comparência perante a imprensa.

O chefe do governo confirmou que pelo menos duas pessoas morreram, quando um camião avançou sobre várias pessoas e foi embater na montra de uma loja numa rua pedonal da capital sueca.

A rádio sueca tinha avançado anteriormente que pelo menos três pessoas morreram.

A televisão SVT informou, por seu lado, que pelo menos cinco pessoas morreram.

Segundo os serviços de informações suecos, há “um grande número de feridos”.

Explosão no metro de São Petersburgo

Uma bomba improvisada cheia de estilhaços explodiu dentro de um comboio entre duas estações de metro no centro de São Petersburgo, informou o Comité Nacional Antiterrorista russo, referindo-se a um incidente que fez pelo menos dez mortos.
Inicialmente, as agências noticiosas russas referiram a existência de uma segunda explosão numa estação próxima, mas não há ainda qualquer confirmação oficial, escreve a agência Bloomberg, que cita a russa Interfax.
Esta agência diz que a bomba parece ter sido colocada no comboio e não detonada por um bombista suicida.

O líder da comissão de segurança na câmara alta do Parlamento russo, Viktor Ozerov, foi mais categórico: “Todos os sinais de um atentado terrorista estão lá. O conjunto de medidas contra o terrorismo no país falhou”.

O Presidente russo Vladimir Putin está em São Petersburgo e já afirmou que todas as hipóteses estão a ser avaliadas, incluindo a de um ataque terrorista.

As autoridades locais dizem que há 50 feridos, mas notam que o balanço ainda é provisório.
Toda a rede de metro foi fechada após o ataque e a segurança foi reforçada na cidade, de cinco milhões de habitantes.

O Comité Nacional Antiterrorista anunciou que a segurança seria também reforçada em todas as instalações de transportes importantes, na sequência da explosão. Foram ainda encontrados dois engenhos por rebentar no metro.

Londres: cidade em alerta após ataque

Um agressor foi baleado fora do parlamento britânico pela polícia.

Segue-se  um tiroteio e um fotógrafo da Reuters vê pelo menos uma dúzia de feridos na ponte Westminster.

A cidade de Londres está neste momento sem saber o que esperar.

Rapaz de 12 anos tenta fazer explodir bomba em mercado de Natal

O rapaz, de nacionalidade alemã e iraquiana, e nascido na mesma cidade, terá sido, aparentemente, “fortemente radicalizado” e instruído por um membro do ISIS, de acordo com a revista alemã Focus.

O suspeito colocou uma bomba de pregos caseira numa mochila que levou até ao mercado de Natal a 26 de novembro, mas o dispositivo não explodiu porque o detonador falhou. Um visitante do mercado chamou a polícia depois de encontrar a mochila e especialistas desativaram o dispositivo, segundo a notícia.

A polícia identificou e prendeu o menino, que agora está num centro de detenção de jovens, diz a Focus, acrescentando que o Ministério Público Federal tomou conta das investigações.

Três mulheres detidas quando preparavam ataque contra gare de Paris

As autoridades francesas suspeitam que as três mulheres – de 19, 23 e 39 anos – detidas a noite passada nos arredores de Paris estariam prestes a cometer um ataque que, segundo fontes policiais, poderia incluir a gare de Lyon. As mulheres eram procuradas desde a descoberta, no domingo, de um carro abandonado no centro da capital, com botijas de gás e latas de gasóleo, que terão tentado incendiar.

As três mulheres foram detidas em plena rua, na localidade de Boussy-Saint-Antoine, 25 quilómetros a sudeste do centro de Paris, quando deixavam o apartamento que lhes serviu nos últimos dias de esconderijo.

A mais nova, identificada como Inès M., é filha do proprietário do automóvel abandonado e a principal suspeita de uma investigação que o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, descreveu como uma “corrida contra o tempo”. Surpreendida pelos agentes que esperavam o grupo, a adolescente atacou um deles com uma faca, tendo sido baleada no joelho por outro elemento da patrulha.

“Estas jovens, radicalizadas, fanatizadas, preparavam-se visivelmente para novas acções violentas, que acreditamos estariam iminentes”, revelou Cazeneuve, adiantando que Inès trazia com ela uma carta em que afirmava aquilo que as autoridades já suspeitavam – a sua lealdade ao Estado Islâmico, o grupo jihadista radicado entre a Síria e o Iraque e ao qual se juntaram nos últimos anos centenas de jovens franceses. A jovem era já conhecida dos serviços de informação, por suspeitas de que pretendia viajar para a Síria, e a imprensa adianta que foi o próprio pai quem alertou as autoridades para o seu desaparecimento, no domingo, por temer que ela pudesse deixar o país.

No decorrer das investigações – que tinham já levado à detenção de dois casais, na quarta-feira – as autoridades conseguiram localizar o telefone de uma das três mulheres, o que lhes forneceu a sua localização e informações de que estariam a preparar um ataque numa estação de caminhos-de-ferro da região parisiense.

A agência AFP adianta que as esquadras de polícia receberam quinta-feira um alerta de atentado, avisando que um grupo, activado a partir do estrangeiro, estaria a preparar um ataque durante o dia numa estação de comboio. Segundo as televisões BFM-TV e RTL, os objectivos das três mulheres seria a gare de Lyon, no Sul de Paris, e também a de Boussy-Saint-Antoine, ponto de partida da viagem que estariam prestes a fazer.

Fontes da polícia adiantaram à RTL que as três mulheres pretendiam vingar a morte de Mohammed al-Adnani, porta-voz e um dos principais comandantes do Estado Islâmico, morto num bombardeamento aéreo final de Agosto.

Número de mortos em explosão em hospital do Paquistão sobe para 40

“A última informação que temos é de 40 mortos mas [o número] pode aumentar”, disse à agência AFP Saleh Baloch, ministro da Saúde para a província de Baluchistão. “Havia cerca de 40 feridos quando estávamos a transportar as pessoas para os hospitais”, disse o governante, indicando que desde então não há informação atualizada.

O porta-voz da polícia provincial, Ghulam Akbar, disse à agência Efe que, pouco antes da explosão, foi levado para este hospital o proeminente advogado Bilal Anwar Kasi, presidente da Associação de Advogados do Baluchistão, atingido num tiroteio.

No momento da explosão, encontravam-se no local um grande número de advogados que se tinham deslocado ao hospital depois do ataque a Kasi. O porta-voz informou ainda que o hospital foi palco de troca de tiros entre homens não identificados e agentes da polícia.

Segundo o jornal The Express Tribune, entre as vítimas mortais e feridos encontram-se vários advogados e jornalistas que cobriam o assassinato de Kasi. Após a explosão foi declarado o estado de emergência em todos os hospitais da cidade.

O primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou as mortes num comunicado em que afirmou que “não se permitirá que ninguém perturbe a paz”.

Nos últimos meses vários advogados foram atacados na província de Baluchistão, região onde operam grupos armados separatistas que realizam ataques contra as forças de segurança e outras instituições do Estado, além de fações talibãs e grupos extremistas. Há menos de uma semana o advogado Jahanzeb Alvi foi assassinado por atacantes não identificados e em junho o diretor da Universidade de Direito, Amanullah Achakzai, foi também baleado.

Morreu a 85ª vítima do atentado de Nice

Com a morte de Pierre Hatterman, subiu esta sexta-feira para 85 o número de vítimas do atentado ocorrido em Nice a 14 de julho.

Hatterman, psicólogo francês de 53 anos, havia dado entrada nos serviços de reanimação do hospital logo após ataque terrorista, que causou também a morte da sua mulher e do filho de 13 anos. O casal tinha ainda uma filha de 14 anos que também ficou ferida, mas que está a recuperar.

“Todos os meus pensamentos estão com a sua filha, família e entes amados de Pierre Hatterman”, reagiu já Christian Estrosi, o autarca de Nice.

Para além dos 85 mortos, o tunisino Louisej Boolell causou ainda 202 feridos quando decidiu avançar com um camião frigorífico sobre a multidão que assistira momentos antes, na baixa de Nice, frente ao Mediterrâneo, ao fogo de artifício das celebrações do feriado nacional da Tomada da Bastilha.

EUA impõem sanções a terrorista dos atentados de Bruxelas e Paris

O Departamento de Estado informou em comunicado sobre as sanções contra Mohamed Abrini e contra a cisão talibã Jaamat-ul-Ahrar (JuA), a quem se atribui o assassinato de pelo menos 73 pessoas na cidade paquistanesa de Lahore em março.

A medida implica o bloqueio dos ativos que podem possuir sob jurisdição norte-americana e a proibição dos cidadãos deste país em efetuarem transações com os visados.

Abrini é um suposto membro do comando terrorista que promoveu o atentado no aeroporto de Bruxelas em março, com um balanço de 31 mortos, e ainda dos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris, que provocaram 130 mortos.

Conhecido como o “homem do chapéu” por usar esse acessório quando foi detetado pelas câmaras de segurança no dia dos atentados no aeroporto de Bruxelas, Abrini está detido pelas autoridades belgas.

O Jaamat-ul-Ahrar (JuA) é uma cisão do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), o principal grupo talibã paquistanês, e atua na região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão desde a sua formação em 2014, promovendo “múltiplos ataques na região, atacando civis, minorias religiosas, militares e forças de segurança”, segundo o Departamento de Estado.

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