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Enviado da ONU responsabiliza Israel e Hamas por “tragédia”

Mladenov interveio na reunião de emergência do Conselho de Segurança sobre aqueles acontecimentos e frisou que Israel deve “calibrar o uso da força” e só utilizar meios letais como último recurso.

“Deve proteger as suas fronteiras de infiltrações e terrorismo, mas deve fazê-lo de forma proporcionada e investigar, de forma independente e transparente, cada incidente que tenha levado à perda de vidas”, disse.

“O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, não deve usar os protestos como capa para colocar bombas na vala [da fronteira] e criar provocações, os seus operacionais não devem esconder-se entre os manifestantes e pôr em risco vidas civis”, acrescentou.

Mladenov recordou que segunda-feira, em que segundo o Ministério da Saúde palestiniano morreram 60 pessoas e 2.711 ficaram feridas, foi o dia mais sangrento desde a guerra de 2014.

“Este ciclo de violência em Gaza tem de acabar, porque se não, vai explodir e arrastar toda a região para outra confrontação mortífera”, disse.

Mladenov pediu contenção a todas as partes envolvidas e disse que está em contacto com distintos atores para evitar uma escalada da violência.

Os protestos de segunda-feira inserem-se no movimento de contestação designado “marcha de retorno”, iniciado a 30 de março, e ocorreram no mesmo dia em que foi inaugurada a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

LUSA

Presidente da Venezuela ordena “tolerância zero contra os terroristas”

“‘Plomo’ (disparem tiros) contra os grupos terroristas, ‘plomo’ contra eles”, disse o Presidente, fazendo alusão ao ataque realizado segunda-feira por um grupo de 49 homens armados a um comando da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militar), tendo roubado armas e munições.

O Presidente da Venezuela falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, num encontro com governadores e presidentes de câmaras municipais, que foi transmitido em direto e de forma obrigatória pelas televisões venezuelanas, duramte o qual deu a conhecer um Plano Especial de Formação Estratégica para as Entidades Político-Territoriais 2018-2022.

Nicolás Maduro questionou sobre o “que pensam essas pessoas” de que é possível “assaltar um núcleo das Forças Armadas, roubar umas espingardas automáticas e ameaçarem a democracia e que vão ser tolerados”, referindo-se a um assalto a um paiol na segunda-feira, de onde foram roubadas espingardas e munições..

“Zero tolerância, com a Constituição na mão”, frisou.

Por outro lado, referiu-se ao apagão de cinco horas que segunda-feira deixou a cidade de Caracas e os vizinhos Estados de Vargas e Miranda às escuras, que atribuiu a ações dos EUA e grupos aliados para violar a paz no país.

“Ordenámos uma investigação e demonstrou-se com factos que houve um ataque ao sistema que fornece eletricidade a Caracas, Vargas e Miranda. Afortunadamente, as nossas instituições e o nosso povo reagiu rapidamente”, disse.

LUSA

Interpol alerta para aumento da ameaça terrorista em grandes eventos desportivos

Falando à margem de uma conferência sobre segurança realizada em Doha, onde se vai disputar o Mundial de futebol de 2022, Jurgen Stock apresentou um quadro de “espetro de ameaças”. “E, infelizmente, essas ameaças aumentam”, disse Stock aos jornalistas.

“Está a tornar-se mais internacional e mais complexo e precisa mais que nunca da cooperação entre organismos encarregados de aplicar a lei”, acrescentou.

Stock citou ameaças recentes como o hooliganismo no Euro2016, cibercrimes nos Jogos olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e informação sobre risco de ataques terroristas no Mundial de futebol de 2018, na Rússia.

Hassan al-Thawadi, diretor do comité organizador do Campeonato do Mundo do Qatar, assegurou por seu lado que o evento de 2022 será muito “securizado”.

Donald Trump quer pena de morte para atacante

“O terrorista de NYC [Nova Iorque] estava contente, [dado que] pediu para que a bandeira do ISIS [Estado Islâmico] fosse pendurada no seu quarto no hospital. Ele matou oito pessoas e feriu gravemente 12. Deve ser condenado à pena de morte!”, escreveu Donald Trump no Twitter.

O presumível autor do ataque, Sayfullo Saipov, de 29 anos, natural do Uzbequistão, que investiu a carrinha contra quem passava numa ciclovia movimentada em Manhattan, foi formalmente acusado na quarta-feira de terrorismo.

O Presidente dos Estados Unidos tinha já admitido enviar o “animal” – como o descreveu – para a prisão de Guantánamo.

“Com certeza que vou considerar isso. Enviá-lo para Gitmo”, disse, numa conferência de imprensa, usando o diminutivo atribuído à base militar norte-americana situada em Cuba que o anterior Presidente Barack Obama prometeu fechar, mas não o fez.

Sayfullo Saipov, que chegou aos Estados Unidos em 2010, tem carta de condução da Flórida e residência em Nova Jérsia. Segundo o jornal New York Times, trabalhava como motorista da Uber e já estaria no radar da polícia norte-americana.

Sayfullo Saipov reconheceu ser o autor de uma mensagem escrita em árabe que fazia referência ao autoproclamado Estado Islâmico, encontrada, a par com uma bandeira do grupo extremista, junto da carrinha utilizada no ataque ocorrido perto do memorial do World Trade Center, durante o interrogatório no hospital, para onde foi levado depois de ter sido baleado.

Formalmente acusado de apoio a uma organização terrorista e de destruição de veículos levando à morte de pessoas, arrisca prisão perpétua se for condenado.

Apesar de o estado de Nova Iorque não prever a pena capital, tendo a prisão perpétua como pena máxima, Saipov pode ser condenado à morte num julgamento federal por terrorismo.

Dzhokhar Tsarnaev, um dos terroristas que perpetraram, em 2013, um atentado contra a maratona de Boston, foi condenado à pena capital, numa sentença possível ao abrigo da lei federal e que gerou inclusive alguma controvérsia no estado de Massachusetts, que aboliu a pena capital em 1947.

O ataque de terça-feira foi o primeiro em Nova Iorque com registo de mortes desde os atentados contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

LUSA

Gigantes tecnológicas acordam bloqueio aos conteúdos terroristas

Os representantes do Google, do Facebook e do Twitter, e os ministros do Interior (Administração Interna) dos países do G7 reuniram-se na quinta-feira e hoje em Ischia (ilha italiana ao largo de Nápoles) e tomaram a decisão de “aplicar em conjunto” um plano de ação que visa bloquear “os conteúdos de caráter terrorista”, declarou à imprensa o ministro italiano Marco Minniti.

“É a primeira vez” que os países do G7 e os representantes dos principais operadores de Internet e redes sociais se sentam juntos à mesma mesa, afirmou o ministro do Interior italiano, recordando que a Internet é “um importante meio de recrutamento, treino e radicalização de combatentes estrangeiros”.

Minniti lamentou que a organização terrorista Estado Islâmico (EI) circule na Internet “como um peixe na água”.

“É tarefa dos autores de conteúdos, dos governos e também da sociedade civil fazer com que a Internet seja novamente um vetor de paz”, declarou por seu lado o seu homólogo francês, Gérard Collomb.

“Temos de fazer mais”, sublinhou Elaine Duke, Secretária de Segurança Interna interina dos Estados Unidos, agradecendo às grandes redes sociais pela colaboração.

A queda de Raqa, um dos últimos redutos do EI na Síria, “é uma derrota militar muito dura, mas isso não significa que o grupo tenha deixado de existir”, alertou Minniti.

A reunião de hoje do G7 começou com uma troca de opiniões precisamente sobre a ameaça dos combatentes estrangeiros em fuga, após a queda de bastiões do EI na Síria e no Iraque.

“Abordámos em pormenor as atividades de prevenção e discutimos a forma de lutar contra o regresso dos combatentes estrangeiros” aos seus países de origem, explicou o ministro italiano.

“Decidimos recolher a informação em conjunto e partilhá-la”, completou.

Atentado na Líbia reivindicado pelo Daesh

Num comunicado difundido através da agência Amaq, órgão de propaganda do EI, a organização escreve: “Os nossos soldados atacaram o edifício”.

Fontes dos serviços de segurança, citadas pela agência France-Presse (AFP), disseram que um bombista suicida se fez explodir no interior do complexo de tribunais, um edifício no centro da cidade sob o controlo das forças leais ao Governo de União Nacional (GNA) reconhecido pela comunidade internacional.

O atentado coincidiu com a chegada de detidos extremistas islâmicos que deveriam ser presentes ao Ministério Público, segundo a agência de notícias líbia, Lana, citada pela AFP.

“Um grupo de três homens pertencentes ao Estado Islâmico cometeram um atentado suicida contra o complexo de tribunais em Misrata, matando quatro pessoas”, disse à AFP o general Mohammad Al-Ghassri, porta-voz das forças do GNA.

Os três homens saíram do veículo, um primeiro conseguiu entrar no edifício e fazer-se explodir”, disse, acrescentando que as autoridades abateram o segundo e detiveram o terceiro.

Segundo as forças pró-GNA, uma troca de tiros decorreu durante 20 minutos após a explosão entre as forças de segurança e os jihadistas.

As milícias de Misrata, cidade situada 200 quilómetros a leste de Tripoli, são as mais bem armadas do país, dispondo inclusive de aviões MiG e de helicópteros de ataque.

O novo emissário da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, que chegou na terça-feira ao país, condenou o atentado e enviou condolências às famílias.

A Líbia está mergulhada no caos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011.

Dois governos disputam atualmente o poder: por um lado o GNA, reconhecido pela comunidade internacional e sediado em Tripoli; pelo outro uma autoridade que exerce o poder no leste do país, com o apoio do poderoso e controverso marechal Khalifa Haftar.

O Estado Islâmico aproveitou o caos para se estabelecer em Sirte em junho de 2015, mas o o GNA, apoiado por milícias de Misrata e com o apoio aéreo norte-americano, retomou esta cidade em dezembro de 2016.

O ataque de hoje ocorreu 24 horas depois de a aliança de milícias sob o controlo de Misrata ter anunciado o destacamento de dezenas de homens na periferia da vizinha Sirte devido ao aumento da ameaça dos extremistas islâmicos.

Cinco detidos após deteção de explosivos em bairro de Paris

French police officers walk as two people have been detained after a possible explosives laboratory was discovered in Villejuif, south of Paris, Wednesday, Sept. 6, 2017 in Paris. The prosecutor's office said that "elements that may be part of the composition of explosives" were discovered in an apartment (AP Photo/Christophe Ena)

“Entre as pessoas que foram detidas, um estava sinalizado no ficheiro FSPRT [Ficheiro das sinalizações para a prevenção da radicalização de caráter terrorista], o que quer dizer radicalizado”, disse à rádio France Inter o ministro do Interior, Gérard Collomb.

A polícia parisiense disse que um morador alertou as autoridades para atividade suspeita na madrugada de sábado num edifício no 16.º bairro, onde estão localizadas algumas embaixadas e considerado uma zona de classe alta.

Um responsável da justiça disse que o engenho explosivo foi encontrado e desativado, segundo a Associated Press.

Os cinco suspeitos continuavam hoje sob custódia e os procuradores contra terrorismo abriram uma investigação, segundo o mesmo responsável.

O incidente ocorreu no mesmo fim de semana em que um homem matou duas mulheres à facada em Marselha.

Os motivos do crime continuam por esclarecer, embora o ataque tenha sido reivindicado pelo Estado Islâmico.

O parlamento francês deverá aprovar hoje uma nova lei contra o terrorismo.

Duplo atentado no Iraque faz pelo menos 50 mortos e 87 feridos

O EI diz que o ataque foi realizado por vários suicidas.

“O balanço é agora de 50 mortos e 87 feridos” e “poderá ainda aumentar porque alguns dos feridos estão em estado crítico”, disse o adjunto do diretor-geral da Saúde da província de Zi Qar, Abdel Hussein al-Jabri, citado pela agência France-Presse.

O primeiro ataque – com fogo de armas automáticas – ocorreu num restaurante numa autoestrada à saída de Nassiriyah, dissera antes o diretor-geral de Saúde da província de Zi Qar, Jassem al-Khalidi.

O segundo, um atentado à bomba com um carro armadilhado, visou um ponto de controlo de segurança na mesma autoestrada, especificou um porta-voz do Ministério do Interior iraquiano, Saad Maan.

Esta via é regularmente usada por peregrinos e viajantes provenientes do vizinho Irão, que se dirigem para cidades santas iraquianas de Najaf e Kerbala, mais a norte.

O Iraque vive quase diariamente ataques reivindicados ou atribuídos ao EI, mas a província de Zi Qar tem sido relativamente poupada, havendo registo de poucos ataques com esta envergadura.

A confirmar-se o novo balanço de 50 mortos, trata-se do mais mortífero ataque terrorista no Iraque desde que as forças governamentais iraquianas retomaram completamente o controlo de Mossul, no norte do país, no passado mês de julho.

A 28 de agosto, 11 pessoas morreram e 26 outras ficaram feridas num atentado com um carro armadilhado – reivindicado pelo grupo Estado Islâmico – nas proximidades do mercado grossista de Jamila, no distrito xiita de Sadr City, no leste de Bagdad.

1.628 conteúdos terroristas em 38 plataformas online identificados pela Europol

As atividades de monitorização digital centraram-se principalmente na produção de material terrorista pelos meios de comunicação pertencentes ao Estado Islâmico e Al-Qaida, conteúdo que tinha sido exposto em 38 plataformas ‘online’, explicou a Europol em comunicado.

As autoridades também encontraram conteúdos terroristas na ‘Darknet’, rede fechada e secreta de comunicação na Internet, utilizada para realizar atividades ilegais como propagada ‘jihadista’.

A Unidade de Sinalização de Conteúdos na Internet da Europol é composta por especialistas, analistas e tradutores que formam uma equipa que se destina a lutar contra a propaganda terrorista em linha e outras atividades extremistas, atuando na “rápida eliminação” dos conteúdos presentes na rede.

No entanto, a supressão final do material identificado pelas autoridades comunitárias é voluntária por parte dos prestadores destes serviços ‘online’, de acordo com os seus próprios termos e condições.

Confrontos em Hamburgo entre a polícia e manifestantes anti G20 resultam em 111 feridos

“Bem-vindos ao inferno” é o lema dos grupos de ativistas que tentaram bloquear os acessos ao centro de congressos onde, durante dois dias, decorre a cimeira das principais economias do mundo e as potências emergentes, tendo a polícia recorrido a canhões de água para os dispersar.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, que ia participar num evento no G20, cancelou a sua presença face ao dispositivo de segurança destacado, informaram os organizadores do evento.

A polícia de Hamburgo informou também que tinham sido detetados objetos nos carris de uma estação de comboio, o que afetou a circulação ferroviária em vários pontos.

Cerca de 12.000 pessoas participaram na manifestação de quinta-feira e as forças de segurança identificaram cerca de 2.000 delas, a maioria encapuzados, incluindo elementos de grupos violentos.

Objetos foram arremessados contra a polícia durante a noite, resultando em danos em viaturas, lojas e imóveis, assim como no ferimento de agentes.

A polícia de Hamburgo pediu o envio de novo reforço de efetivos antimotim face à possibilidade de aumentarem os protestos violentos no âmbito da cimeira do G20, de acordo com o semanário Der Spiegel.

O pedido surgiu numa altura em que se sucedem as tentativas de bloqueio e de ataques de manifestantes em diversos pontos daquela cidade do norte da Alemanha contra a realização da cimeira, cuja segurança é garantida por cerca de 19 mil polícias.

O G20 é o grupo dos países mais industrializados do mundo. O objetivo principal do G20 é reunir regularmente as mais importantes economias industrializadas e emergentes para discutir questões-chave da economia global. Um dos temas discutidos no arranque da cimeira, hoje dia 7, é o terrorismo.

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