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Acidentes rodoviários são uma das principais causas de lesões na coluna

Fonte: Mais Algarve

“É importante manter a coluna e a cabeça bem apoiadas no banco, na altura correta, sem esquecer o cinto de segurança e todas as boas regras de condução como: respeitar os limites de velocidade, manter as distâncias de segurança recomendadas, não ingerir bebidas alcoólicas, usar o cinto de segurança, respeitar períodos de descanso e não utilizar o telemóvel”, explica Bruno Santiago, neurocirurgião coordenador da Campanha Olhe pelas suas costas, acrescentando que “estas recomendações são válidas quer para o condutor quer para os restantes passageiros, que muitas vezes adormecem em viagens longas em posições propícias a causar graves lesões na coluna aquando de um embate”.

Após um acidente rodoviário os sintomas podem não ser imediatos, podendo surgir 12 a 24 horas após o impacto, em casos menos graves. O coordenador da Campanha olhe pelas suas costas recomenda que “se sofreu um acidente rodoviário, esteja atento aos potenciais sinais de uma lesão na coluna: dor no pescoço ou costas, dor ao longo do braço ou da perna, dificuldade nos movimentos por falta de força ou alterações de sensibilidade, como dormência. Respeitar a segurança rodoviária pode salvar milhões de vidas e evitar lesões na coluna, que podem ser altamente incapacitantes ou até levar à morte”.

Também é muito importante ter cuidado com as quedas, sobretudo nos idosos, com os mergulhos em zonas de baixa profundidade e com a segurança no local de trabalho. Estas são as principais causas de traumatismos da coluna que podem mudar para sempre a vida de uma pessoa.

Em Portugal os números dos acidentes rodoviários demonstram um aumento gradual de ano para ano. Em 2018, foram registados mais de 34 mil acidentes com feridos, segundo a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária. “Destaca-se muito o aumento de mortes na sinistralidade rodoviária em 2018, mas isso é apenas a ponta do iceberg, no último ano ocorreram quase 2000 feridos graves, com graves consequências para os próprios e para a sociedade”.

Os acidentes rodoviários são uma das principais causas de morte no mundo, em todas as faixas etárias, e são a principal causa de morte de crianças e jovens adultos (entre os 5 e os 29 anos). Anualmente há cerca de 1,3 milhões de mortes provocadas por acidentes na estrada e as lesões provocadas por estes são já a oitava causa de morte no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Acidentes com fuga do condutor aumentaram mais de 40% em 2016

O documento, publicado esta semana pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), adianta que no ano passado registaram-se 987 acidentes com fugas, entre atropelamentos, colisões e despistes, mais 292 do que em 2015 (mais 42%).

De acordo com o relatório, em 2016 ocorreram 419 atropelamentos com fugas (mais 36% do que em 2015), que provocaram nove mortos (mais dois) e 27 feridos graves (número idêntico a 2015).

Já os despistes em que o condutor fugiu mais do que duplicaram em 2016, tendo ocorrido 89, mais 52 do que em 2015. Os 89 despistes com fuga causaram um morto (nenhum em 2015) e seis feridos graves (mais cinco).

Por sua vez, as colisões com fuga foram de 476 em 2016, mais 126 do que no ano anterior, acidentes que no ano passado provocaram três mortos (menos três que em 2015) e 23 feridos graves (mais três).

Segundo o Relatório Anual de Sinistralidade Rodoviária, no ano passado registaram-se 32.299 acidentes com vítimas (mais 1,1% do que em 2015), 445 mortos (menos 5,9%), 2.102 feridos graves (menos 6,6%) e 39.121 feridos ligeiros (mais 0,8%).

O documento mostra que, desde 2013, o número de acidentes nas estradas portuguesas tem vindo a aumentar ligeiramente, passando de 30.339, em 2013, para 32.299, em 2016, embora as vítimas mortais tenham registado uma ligeira descida em três anos.

Operação Hermes. Quatro mortos em 631 acidentes

A GNR registou, entre sexta-feira e domingo, 631 acidentes, menos 60 do que no ano passado, adiantou à agência Lusa fonte da GNR. Destes acidentes resultaram 13 feridos graves, menos seis do que no mesmo período de 2015, e 251 feridos ligeiros, mais três do que no ano passado.

A terceira fase da operação teve início na sexta-feira nas principais vias de ligação a locais de férias, com a intensificação das ações de patrulhamento

As fronteiras terrestres, de entrada de emigrantes em território nacional, foram igualmente alvo de “atenção especial” pela parte da GNR, que, na sexta-feira, realizou “uma ação de divulgação de conselhos de segurança, sobretudo rodoviária”, em Vilar Formoso, com a participação de elementos da Guardia Civil de Espanha.

O balanço da primeira fase da operação Hermes, que decorreu no primeiro fim de semana de julho, elevou-se a sete mortos, mais quatro do que no mesmo período, em 2015, e 530 acidentes, menos 21 do que no ano passado, na mesma fase da operação, segundo os números então divulgados pela GNR.

Vinte e cinco feridos em estado grave (menos um do que em 2015) e 170 pessoas com ferimentos ligeiros (menos 51) foram também contabilizados durante os três primeiros dias da operação, este ano, em comparação com período homólogo, em 2015.

Na segunda fase da operação Hermes, entre 15 e 17 de julho, a GNR registou 620 acidentes, dois mortos e 18 feridos graves. Em relação à mesma fase da operação de 2015, a Guarda registou mais 30 acidentes, menos seis mortos e o mesmo número de feridos.

As próximas fases da operação “Hermes” realizam-se nos fins de semana de 12 a 15 e de 26 a 28 de agosto.

Estudo. Jovens morrem mais na estrada no Verão

De acordo com o Observatório Europeu da Segurança Rodoviária, embora corresponda a 8% do total da população europeia, o grupo etário entre os 18 e os 24 anos representa 15% das vítimas mortais em acidentes de viação. No Verão, a percentagem agrava-se: 21% das mortes da estrada são de jovens, com um estudo encomendado pela Ford à Lightspeed GMI a concluir que as mortes atingem o pico precisamente numa altura em que 68% dos jovens condutores admitem assumir uma postura mais relaxada ao volante.

As viagens mais longas, as idas à praia e aos festivais estão associados a momentos de maior descontracção, descontracção essa que passa também para a forma como os mais novos abordam a estrada.

Segundo a pesquisa, que envolveu mais de 6500 jovens europeus, 57% dos inquiridos reconhecem que conduzem com mais segurança quando a bordo seguem também os pais ou os avós. E 41% admitem correr mais riscos quando levam amigos no carro.

Mais, em matéria de tentações, 45% confessam que se sentiriam tentados a conduzir um veículo sobrelotado; 25% admitiriam a hipótese de aceitar boleia de alguém que sabiam que tinha bebido; e 24% equacionaria a ideia de conduzir depois de consumir drogas.

A maioria do universo de inquiridos (93%) considera que conduz bem, apesar de 54% admitir que nem sempre pratica uma condução tão segura quanto deveria. Resultado: 26% já tiveram um acidente e 20% já tiveram a experiência de estar num carro que foi mandado parar pela polícia.

Só no período de 2004 a 2013, perderam a vida 62 mil jovens em acidentes rodoviários na União Europeia. De acordo com o Observatório Europeu da Segurança Rodoviária, entre os factores mais comuns por detrás dos acidentes que envolvem jovens condutores encontram-se uma má leitura da estrada e uma deficiente capacidade de reacção, motivada pelo consumo de substâncias, stress ou distracções.

A pesquisa encomendada pela Ford permitiu determinar que comportamentos de risco estão por detrás das estatísticas. Os resultados são estes: 57% dos jovens condutores já excederam os limites de velocidade; 43% admitem escrever e enviar mensagens de texto enquanto guiam; 38% atendem chamadas e enviam mensagens instantâneas; 16% já conduziram sem colocar o cinto de segurança; 13% dirigem depois de beber e 11% até já o fez a ver, em simultâneo, vídeos ou programas de televisão nos seus aparelhos electrónicos.

As conclusões agora divulgadas tiveram como base inquéritos levados a cabo pela Lightspeed GMI em Junho, em cinco países europeus – Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha.

Houve mais acidentes mas menos mortes nas estradas

A ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR, adianta que, entre 01 de janeiro e 31 de março, ocorreram 31.573 acidentes rodoviários, mais 2.592 do que no mesmo período de 2015, quando se registaram 28.981 desastres.

Os distritos com mais mortos nas estradas são Lisboa (16), Aveiro (13), Leiria (12) e Santarém (11), de acordo com a Segurança Rodoviária.

Já os distritos com menos vítimas mortais este ano são a Guarda e Viana do Castelo, onde se registou um morto em cada.

A ANSR refere igualmente que 454 ficaram gravemente feridas entre janeiro e março, menos 27 do que no mesmo período do ano passado.

Por sua vez, os feridos ligeiros aumentaram ligeiramente este ano, tendo sofrido ferimentos ligeiros 8.983 pessoas, mais 590 do em que em igual período de 2015.

Os dados da ANSR dizem respeito aos mortos cujo óbito ocorreu no local do acidente ou a caminho do hospital.

 

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