Inicio Tags Açúcar

Tag: açúcar

Pacotes de açúcar com menos quantidade estão a chegar às grandes superfícies

O diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, Pedro Graça, disse à agência Lusa que se esperam efeitos na redução do consumo e de doenças como a diabetes, menos desperdício de “toneladas de açúcar deitadas fora” em pacotes que ficam com restos e menor necessidade de importação.

O objetivo é envolver a indústria da distribuição na promoção da saúde, não só pelo que se consome dentro dos próprios supermercados, mas também nos pacotes de açúcar“, diz Pedro Graça.

Para a Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, a mudança “em nada está relacionada com questões comerciais” e está a ser preparada com “os procedimentos e ajustes necessários” no processo de embalagem a serem “adotados individualmente pelas insígnias que já aderiram a este acordo e as que poderão ainda vir a aderir”.

“Até lá, serão ainda escoados os produtos e embalagens já existentes”, referiu à Lusa.

No protocolo, estabelece-se que a partir de 31 de dezembro de 2019 deixam de ser produzidas doses individuais de açúcar que excedam os quatro gramas.

Em 2016, o Ministério da Saúde e as associações da indústria alimentar já tinham adotado um limite de volume, passando de oito gramas para um máximo de cinco a seis gramas.

Pedro Graça indicou que fora do compromisso estão ainda fabricantes de produtos como bolachas ou biscoitos, mas que no prazo de “dois a três anos” se espera que também comecem a reduzir a quantidade de açúcar.

 

LUSA

Menos consumo de açúcar para Portugal em 2017

Adalberto Campos Fernandes falava na sessão de abertura da 1.ª Convenção de Alimentação Coletiva, que decorre em Lisboa, durante a qual sublinhou o sucesso desta taxação que, mais do que os impostos arrecadados, fez com que os portugueses ingerissem menos açúcar.

O sucesso da iniciativa levou o Governo a iniciar um trabalho de busca por outros caminhos, com vista ao combate ao excesso de gordura e sal em alimentos problemáticos, embora o ministro não tenha adiantado quais os alimentos visados nem a forma como a medida será aplicada.

“A matéria está a ser preparada”, disse aos jornalistas à margem da convenção, acrescentando que gostaria que o caminho passasse pela autorregulação.

“Não queremos prejudicar o bom momento que a economia vive”, disse, elogiando a atitude da indústria, que, perante a taxação dos seus produtos, “adaptou-se e gerou novos produtos mais saudáveis”.

LUSA

Não passa sem doces?

Spirulina – Este superalimento é rico em tirosina, um aminoácido que estimula o cérebro a produzir os neurotransmissores dopamina e norepinefrina, que ajudam a controlar o desejo por açúcar e a tendência de comer por impulso.

Vegetais – Incluir vegetais em todas as refeições ajuda o organismo a obter açúcar de forma natural, não sentindo uma necessidade tão intensa de o obter por outras vias.

Frutos vermelhos – São pequenos, doces e mais parecem pequenas gomas. Além disso, possuem açúcares naturais e um vasto leque de nutrientes.

Banana e manteiga de amendoim – Combinar fruta com proteína (morangos e iogurte também dá, assim como amêndoas com queijo cottage e tangerinas) ajuda a aumentar os níveis de saciedade e estimula o cérebro a esquecer a gula.

Frango – As proteínas magras não só promovem uma maior saciedade, como também ajudam a equilibrar os níveis de açúcar no sangue, evitando picos de insulina.

ite – As chamadas gorduras boas são outro exemplo de promotor de saciedade. Além disso, permitem uma maior regulação dos níveis de açúcar no sangue e dão energia a longo prazo.

Tâmaras – Nos momentos de gula mais intensos, as tâmaras são a melhor opção, não só por serem doces, mas por terem uma textura cremosa. Podem ser consumidas no seu estado natural, ou juntamente com maca, sementes de cânhamo ou num smoothie.

Tosta de abacate – Um valente copo de água e uma tosta de pão de cereais barrada com abacate promete manter o estômago entretido por bastante tempo.

Ovos mexidos – Este é o melhor ingrediente para um pequeno-almoço capaz de controlar a vontade de comer doces.

Óleo de coco – Adicionar esta gordura saudável e doce ao café, por exemplo, não só dá saúde como permite uma maior sensação de saciedade.

Frutos secos – Um petisco que dá para ‘matar o bichinho’.

Cacau – Naqueles momentos em que a vontade de comer doces é grande, recorrer ao cacau ou ao extrato de baunilha para criar uma receita mais amiga da saúde.

Chocolate negro – Desde que tenha mais de 75% de cacau, pode ser consumido nos momentos de maior gula (com moderação, claro).

Canela – Esta especiaria é termongénica, doce e dá energia, sendo uma ótima alternativa para um snack matinal ou para um café na hora de vontade de comer doces.

Uvas congeladas – Uma mão cheia de uvas congeladas (ou rodelas de banana congeladas) ajuda a controlar a gula e a saciar.

Xarope de arroz castanho – Usar como substituto do açúcar refinado, açúcar mascavado, mel, xarpe de milho, etc. Pode ser usado para condimentar uma tosta de abacate, por exemplo, ou um iogurte com fruta.

 

Agora tem uma desculpa para comer chocolate

E se lhe dissessemos que existe um chocolate que tem a capacidade de retardar o aparecimento de rugas e a flacidez da pele e que não engorda?

Investigadores da Universidade de Cambridge, Inglaterra, desenvolveram o Esthechoc, um produto que promete fazer com que uma pessoa na casa dos 50 aparente ter 30. Trata-se de um chocolate negro com poucas calorias e, de acordo com os fabricantes, é seguro para os diabéticos.

São poucas as pessoas no mundo que não gostam de chocolate, mas muitas delas evitam-no por ser um doce e estar associado a elevadas quantidades de açúcar. Agora pode comer chocolate sem se sentir culpado.

Os testes feitos por estes cientistas comprovaram que depois de se consumir 7,5 gramas por dia de Esthechoc, durante quatro semanas, o corpo humano apresenta maiores níveis de antioxidantes e de circulação de sangue, o que atrasa o aparecimento de rugas e a flacidez da pele.

Anti-ageing Beauty Chocolates (5 of 5)

Esta é a promessa do Esthechoc, também conhecido como Cambridge Beauty Chocolate, um chocolate desenvolvido pelo Dr. Ivan Petyaev da Cambridge University (Inglaterra), que afirma que o produto tem um altíssimo nível de antioxidantes, o que aumenta a micro-circulação sanguínea e melhora muito a aparência da pele.

No entanto, “o chocolate não vai reverter o processo e tornar as pessoas mais jovens, mas espero que possa abrandar o envelhecimento dos tecidos e inibir os processos que são responsáveis pelo mesmo. Todos nós envelhecemos, mas o objetivo deste produto é ajudar a ter algum controlo sobre esse processo”, explicou Ivan Petyaev, da Universidade de Cambridge.

Portugal vai proibir doces nas máquinas de venda automática do Serviço Nacional de Saúde

Esta é uma das medidas anunciadas pelo Governo que também vai taxar as bebidas açucaradas e diminuir a quantidade de açúcar por pacote na cafetaria e na restauração.

Os pacotes de açúcar passam a ter menos quantidade já este mês. A partir de março, ficam proibidas em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) máquinas de dispensa de alimentos com elevados teores de açúcar, sal e gordura trans, processadas a nível industrial. Também as máquinas de venda de bebidas quentes terão de reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas).

De acordo com a versão do Orçamento de Estado, o imposto sobre as bebidas açucaradas vai ter dois escalões. Para bebidas com teor de açúcar até 80 gramas por litro vai ser de 8,22 cêntimos por litro sendo que as que tenham mais do que estes 80 gramas vão ser sujeitas a uma taxa de 16,46 cêntimos.

Um exemplo: numa lata de Coca-Cola de 33 cl, que tem 35 gramas de açúcar, o imposto vai encarecer o refrigerante em 16,46 cêntimos por litro, cerca de 5,5 cêntimos por lata.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas aplaude a taxação sobre as bebidas açucaradas, que entra em vigor em fevereiro, mas ressalva que só faz sentido “se o valor for usado na componente de educação alimentar”. “A legislação diz que reverte para o SNS. Acredito que seja para medidas preventivas relacionadas”, acrescenta.

Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde, destaca uma ação tomada anteriormente para baixar o consumo de açúcares: as orientações dadas às escolas para a oferta alimentar nas cantinas. “Para percebermos o efeitos destas iniciativas, será publicado em março o Inquérito Nacional da Alimentação, que também irá avaliar a quantidade de açúcar que os portugueses ingerem”, adianta. Quando saírem os resultados, será possível perceber se é nas crianças ou nos adultos que há um maior consumo, quais as diferenças entre o norte e o sul.

Tal como o sal, sublinha Pedro Graça, “o açúcar é uma das grandes fontes de preocupação a nível europeu”, uma vez que “é um produto muito barato”, e, na maior parte das vezes, “invisível”, já que a sua maior ingestão ocorre em produtos que não são açúcares, mas onde está presente. Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, diz que “é importante que a indústria alimentar reduza a quantidade de açúcar nos seus produtos”. Como os consumidores estão habituados aos alimentos com um determinado sabor e perfil, se uma empresa reduzir o açúcar dos seus alimentos, isoladamente, pode perder clientes para a concorrência.

Actividade dos “genes saltitantes” aumenta com envelhecimento

Ainda é cedo para afirmar que os tranposões, conhecidos com “genes saltitantes” por serem capazes de sair das suas posições nos cromossomas e mudar para outro lugar na cadeia de ADN, são a causa do envelhecimento. Porém, a teoria está a ganhar mais força. Desta vez, um grupo de cientistas da Universidade de Brown, nos EUA, publicou os resultados de várias experiências realizadas com o modelo da mosca Drosophila que demonstram que existe uma relação causal entre a actividade destes genes e a redução da esperança de vida.

“Até agora houve algumas associações e sugestões que fazem sentido para todos nós, mas a diferença na ciência é que precisamos de informação para sustentar a nossa opinião”, refere Stephen Helfand, professor de biologia na Universidade de Brown e um dos autores do artigo publicado esta segunda-feira na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Assim, foram realizadas várias experiências que apresentam algumas provas e conseguem unir claramente os pontos entre um aumento da actividade dos transposões e o envelhecimento. Ou seja, refere o investigador, “estamos a começar colocar carne no esqueleto” da teoria que já era aceite por muitos cientistas.

A cadeia de ADN, onde os transposões e outros genes fazem parte, está guardada no núcleo das células. Estudos anteriores já tinham demonstrado que, à medida que o tempo passa, as proteínas e outras moléculas que “seguram” a cadeia de ADN (heterocromatina), no núcleo das células, vão ficando mais frouxas. Isto permite que as inquietas sequências móveis de ADN saiam das suas posições nos cromossomas e se mudem para outros lugares, perturbando o funcionamento das células.  A aleatória mudança de sítio dos transposões está envolvida na evolução dos organismos mas por vezes também pode interferir na função de outros genes e provocar mutações.Os transposões constituem cerca de 45% do genoma humano.

A equipa da universidade norte-americana usou a mosca-da-fruta (um modelo animal muito usado pelos cientistas) para vigiar o movimento dos transposões e numa das experiências conseguiu obter imagens que deixam ver os seus “saltos” à medida que o animal envelhece. Para isso, foram introduzidos uns fragmentos genéticos em células de gordura (o que num humano equivaleria ao fígado) que sinalizavam os “saltos” destes genes no genoma. Quando mudavam de lugar, a imagem mostrava um brilho verde. Nas imagens ao microscópio foi possível ver que à medida que o animal envelhecia havia  cada vez mais “luzes verdes” a acender .

O aumento do brilho não era estável. “As moscas atingem uma certa idade e é aí que o movimento dispara de forma exponencial”, explica o investigador principal Jason Wood no comunicado da universidade sobre o estudo. Foi possível verificar que o aumento da actividade dos transposões coincide com o momento em que as moscas começam a morrer.

No artigo, os investigadores também notam que foram realizadas experiências que comprovam que uma dieta baixa em calorias (que já tinha sido associada ao aumento da esperança de vida) adia o início do aumento de actividade destes genes saltitantes. Outras experiências demonstraram ainda que uma manipulação de certos genes ajuda, como já se suspeitava, a manter mais forte a tal heterocromatina que segura estes genes, fazendo com que os transposões se mantenham mais tempo nas suas posições e aumentando a esperança de vida das moscas.

Mas o tal esqueleto ainda precisa de mais carne. No comunicado de imprensa, os investigadores avisam que já estão a preparar outras experiências. Por um lado, vão tentar aumentar a expressão destas sequências móveis de ADN para ver se, assim, as moscas vivem menos tempo. Outras das abordagens pode passar pelo recurso à recente técnica de edição genética chamada CRISPR (uma técnica que permite escolher um local específico do ADN e cortá-lo, funcionando como uma tesoura) para desactivar este movimento dos transposões no genoma e observar o efeito.

Apesar de este estudo somar alguns argumentos à teoria que já associava os transposões ao envelhecimento e à redução da esperança de vida, Stephen Helfand e Jason Wood sublinham que estes genes saltitantes podem explicar apenas um dos muitos processos que têm impacto na saúde à medida que envelhecemos. “Há muitos mecanismos que influenciam o envelhecimento. Há muitas coisas a acontecer, mas achamos que esta é uma delas”, conclui Jason Wood.

Estas são as frutas com mais e com menos açúcar

A fruta é uma das principais aliadas da dieta por ser fresca, nutritiva e saudável. Mas como qualquer outro alimento, deve ser consumida com moderação ou até mesmo evitada em alguns casos.

Embora seja uma maior preocupação para quem está de dieta, todas as pessoas que procuram uma alimentação cuidada também o devem fazer e optar por consumir algumas variedades em menores quantidades.

É o caso da lichia. Uma chávena com esta fruta tem o equivalente a 29 gramas de açúcar, conta a Women’s Healht norte-americana que destaca o abacate como uma das opções com menos fruta, com cerca de um grama por cada unidade.

Uma das frutas mais comummente excluídas da alimentação das pessoas com diabetes é o figo, uma vez que uma dose equivalente a uma chávena contém 27 gramas de açúcar, enquanto a mesma quantidade de arandos possui apenas quatro gramas.

Usando novamente uma chávena como medida base, a revista diz que uma dose de manga possui 23 gramas de açúcar, uma dose de cerejas tem 18 gramas de açúcar e uma de uvas tem 15 gramas.

As framboesas têm apenas cinco gramas e as amoras sete, tal como osmorangos, o que faz destas frutas ótimas opções para a grande maioria das pessoas.

Mas na hora de saber se uma fruta deve ser consumida regularmente, não basta apenas olhar para a quantidade de açúcar, é preciso avaliar o seu índice glicémico e o possível impacto que terá na quantidade de açúcar no sangue. Este documento do Grupo 4 Work irá dizer-lhe se as frutas de que mais gosta têm um elevado índice glicémico ou não.

Menos açúcar, se faz favor. 10 passos para fazer o desmame, sem ressaca

Sabe-se hoje que o açúcar é um dos maiores males nutricionais da modernidade. As armas não se apontam àquele que está presente naturalmente nos alimentos, como a fruta, alguns legumes e latícinios. Mas a artilharia está pronta a atacar, com propriedade, a quantidade excessiva que se adiciona a produtos, como refrigerantes, bolos ou comida processada. Portanto, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) estipula que devemos ter como teto máximo os 50 gramas diários, há que começar a cortar a torto e a direito e nos exemplos mais gritantes que estão acima citados. Já em março de 2015, a OMS recomendou que o consumo de açúcares simples adicionados à alimentação se mantivesse abaixo de 10% das calorias ingeridas diariamente, aproximando-se idealmente de 5% do total de energia consumida. Isso quer dizer que o que se adiciona aos alimentos (por exemplo a refrigerantes, sobremesas ou cereais de pequeno-almoço) não deveria ultrapassar as seis colheres de chá – só uma lata de refrigerante pode conter dez.

Ao mesmo tempo, a Direcção-Geral da Saúde também está a trabalhar num plano para reduzir o consumo de açúcar em Portugal. A primeira medida que trouxe à discussão, em janeiro deste ano, foi a diminuição das embalagens individuais de oito para quatro gramas de açúcar e tornar obrigatório que esses pacotes sejam disponibilizados apenas se forem pedidos. Outra ideia passa por o aumento das taxas dos produtos alimentares com açúcar a mais. Jamie Oliver, o conceituadíssimo chefe britânico, batalha contra os doces há meses e até fez um documentário sobre o assunto. Finalmente conseguiu que o seu governo anunciasse a introdução de uma taxa sobre as bebidas açucaradas, mas só em 2018. O dinheiro gerado com este imposto será investido nas escolas, em programas de desporto e alimentação.

COMO LARGAR O VÍCIO

1. Beber sumos naturais não é o mesmo do que comer a fruta inteira

A fruta quando desfeita em sumo perde a sua fibra e por isso o açúcar torna-se livre e de uma absorção muito mais rápida. Claro que são preferíveis aos refrigerantes. Jamie Oliver limita-os a um copo por dia ou aconselha a juntar água para se beber ainda menos.

2. Apostar em frutos secos

Maria Gray sabe como o açúcar desperta em nós aquela compulsão (existe mesmo o termo sugar craving) e por isso já o largou. Entretanto, no último ano, abriu dois restaurantes de comida saudável – O Local, que existe no Mercado da Vila, em Cascais, e no Palácio do Chiado, em Lisboa. Ali, as sobremesas, deliciosas, não levam uma gota de açúcar. E por isso tem de recorrer a artimanhas para dar a volta ao assunto, como tâmaras, alperces ou coulis de frutas. A canela acelera o metabolismo e reduz a tal compulsão.

3. Ter umas energy bites sempre à mão

Pode fazer uma dúzia de cada vez e guardá-las no frigorífico por mais de uma semana e são ótimas para aqueles picos de necessidade de açúcar. Basta ter 100 gramas de avelãs sem pele, outras tantas de flocos de aveia e sete tâmaras Medjool, duas colheres de sopa de cacaus em pó magro e uma colher de sopa de mel. Depois, picam-se as avelãs grosseiramente, juntam-se as tâmaras e os flocos e pica-se tudo outra vez, antes de adicionar o cacau e o mel. Com as mãos, fazem-se bolinhas e guardam-se no frio.

4. Estar sempre bem hidratado

Beber água. A toda a hora. Muitas vezes o desejo de algo doce vai embora depois de se estar hidratado. Mas se a água por si só significar um enjoo, pode optar-se por chás ou infusões ou águas com frutas (limão ou laranja, por exemplo), hortelã ou canela.

5. Atenção ao pequeno-almoço

A nutricionista Ana Ni Ribeiro relembra um dos principais mandamentos da alimentação saudável: tomar o pequeno-almoço em casa. Mas é importante não cair na tentação de encher um prato com cereais açucarados (há versões sem ele), comer bolos, bolachas ou beber leites achocolatados. “Opte por iogurtes ou bebidas vegetais, compotas sem açúcar e pão integral” E depois, há que comer de três em três horas para nunca se sentir fome e manter os níveis de açúcar estáveis no sangue.

6. Ler os rótulos

Apesar de algumas pessoas que deixaram o açúcar refinado de lado recorrerem ao mel para adoçar alguns alimentos, é importante saber que ele também se traduz açúcar. Assim como todos os nomes que aparecem em rótulos, como melaço, açúcar amarelo, xarope de milho, glicose, sacarose e frutose. Aliás, alerta Ana Ni Ribeiro, “qualquer ingrediente que termine em ‘ose’ é um açúcar. Os mais frequentes são a sacarose, a glicose, a frutose e a galactose. Muitas vezes surgem sob a forma de xaropes.”

7. Beber um caldo de vegetais doces em SOS

A apresentadora Ana Galvão largou o vício há 5 anos. Para trás ficaram os chocolates diários e os cafés com açúcar. De um dia para o outro, depois de perceber que a sua falta de energia poderia estar relacionada com o excesso de doces, deixou de consumi-los. Nos dias mais duros, ainda recorre a um caldo de legumes que prepara em casa e guarda no frigorífico durante alguns dias. “Numa panela coze-se abóbora, nabo, cenoura e uma couve coração, como se fosse fazer uma sopa, durante 15 a 20 minutos. Mas depois o que se ingere, sempre que aparecer aquele desejo, é essa água da cozedura.”

8. Não ter tentações em casa

Esta é a regra mais básica: se não houver à mão de semear, não se come. Por isso, nada de ter a despensa cheia de bolachas, chocolates ou outras tentações doces. E aos poucos, perde-se também a mania de terminar uma refeição com uma sobremesa que não seja fruta. “Quanto menos consumimos, menos temos necessidade”, assegura Ana Galvão, que mantém ativo o blogue Voltar à Terra, onde dá muitas dicas acerca de uma alimentação saudável.

9. Nada de ficar no sofá

Pode pensar-se que não tem nada a ver, mas praticar exercício físico liberta endorfinas, o que dá uma sensação de bem-estar, aumenta os níveis de energia e diminuiu a vontade compulsiva de comer doces.

10. Cortar na quantidade de açúcar das receitas

A maioria dos doces pode ser feito com muito menos açúcar do que aquele estipulado nas receitas e o sabor não se perde. Mas se quiser dar um passo em frente, então pode recorrer a geleias de cereais fermentados (como de arroz ou cevada), pois são ótimos aliados na hora de se cozinhar, muito de vez em quando, uma sobremesa.

Gomas saudáveis chegam a híperes a tempo do Natal

Criada em 2014, a empresa social já recebeu uma encomenda de 3,1 milhões de euros, da grande distribuição nacional e da Pepsi, para o pequeno retalho. Ainda, um distribuidor francês propôs encomendar 42 milhões de euros para vender em toda a Europa, mas Nuno Santos está a ponderar se tem capacidade de produção.

A ideia de fazer guloseimas 0% (de açúcar ou adoçante, glúten, lactose e aromas, corantes e conservantes artificiais) surgiu para resolver um problema social com que Nuno Santos se deparou na Associação das Escolas Jesus, Maria, José, no Porto: o açúcar adicionado aos medicamentos para que as crianças os tomem (nos mais vendidos chega a 90%) está a criar cáries, obesidade e diabetes infantil.

Para resolver o problema, o engenheiro químico associou-se a laboratórios e universidades europeus e passou cinco anos a testar folhas, cascas e raízes e a tentar produzir um excipiente saudável, ao qual adicionou o princípio ativo. Nuno Santos explicou que nenhum ingrediente é doce, mas a conjugação de componentes com uma certa raiz “engana o cérebro e leva-o a acreditar que é doce”. O produto já está pronto, mas ainda decorrem negociações com farmacêuticas. Enquanto isso, e para sustentar financeiramente a ideia, Nuno Santos avançou com as guloseimas. Tem rebuçados, chocolates, pastilhas elásticas, mas serão as gomas a chegar primeiro às prateleiras. Já estão a ser feitas por uma farmacêutica.

A ideia da Doctor Gummy nasceu na esfera de uma entidade social, mas a concretização implicou criar uma empresa, que já registou duas patentes nacionais e uma internacional. Os lucros serão reinvestidos no negócio ou entregues a organizações sociais. “Um negócio pode gerar receitas que servem para apoiar o setor social de forma sustentada”, explicou Nuno Santos.

No último ano, o projeto acumulou prémios e reconhecimentos. Esta semana, ganhou o concurso Creative Business Cup, na Dinamarca, na área de inovação na saúde, e quinta-feira ficou em segundo lugar no prémio do jovem empreendedor da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). Nos dias 25 e 26, vai a Paris discutir com 17 outros projetos a possibilidade de se apresentar em Sillicon Valley. Só oito atravessarão o Atlântico.

EMPRESAS