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O Ministro da Administração Interna assina aditamento ao despacho de Situação de Alerta Especial de Nível Vermelho

Foto LUSA

Este aditamento ao despacho de Situação de Alerta Especial de Nível Vermelho determina:

– Aumento do grau de prontidão e mobilização de equipas de emergência médica, saúde pública e apoio psicossocial, pelas entidades competentes das áreas da saúde e da segurança social, através das respetivas Tutelas;

– Aumento do nível de prontidão das equipas de resposta das entidades com especial dever de cooperação nas áreas das comunicações (operadoras de redes fixas e móveis) e energia (transporte e distribuição);

– Dispensa do serviço público dos trabalhadores da Administração Pública que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, salvo aqueles que desempenhem funções em serviço público de prestação de cuidados de saúde em situações de emergência, nomeadamente técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) e enfermeiros do INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica, I. P. e de forças de segurança;

– Dispensa do serviço dos trabalhadores do setor privado que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário, nos distritos em que tenha sido Declarado o Estado de Alerta Especial de Nível Vermelho pela ANEPC;

– Proibição total da utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, independentemente da sua forma de combustão, bem como a suspensão das autorizações que tenham sido emitidas, nos distritos em que tenha sido Declarado o Estado de Alerta Especial de Nível Vermelho pela ANEPC.

A declaração da presente situação de alerta obriga todos os cidadãos e demais entidades privadas, na área abrangida, a prestar às autoridades de proteção civil a colaboração pessoal que lhes for requerida, respeitando as ordens e orientações que lhes forem dirigidas e correspondendo às respetivas solicitações.

A recusa do cumprimento destas obrigações corresponde ao crime de desobediência, sancionável nos termos do n.º 4 do artigo 6.º da Lei de Bases da Proteção Civil.

Alerta para cheias e quedas de árvores devido à chuva, neve e vento

Num aviso à população, após contacto com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Proteção Civil dá conta, para os próximos dias, de “um quadro meteorológico persistente marcado por forte instabilidade atmosférica”, que vai afetar Portugal Continental.

Segundo a ANPC, que cita as previsões do IPMA, a chuva vai ser pontualmente forte e localizada, persistente ao longo dos próximos dias, intensificando-se a partir do final do dia de hoje, embora de forma mais expressiva nas regiões do litoral Norte e Centro, podendo ocorrer associada a trovoada e queda de granizo.

A neve vai cair acima dos 400/600 metros, sendo mais significativa durante a próxima madrugada nas regiões do interior Norte e Centro, com a cota a subir gradualmente na quinta-feira para os 1000/1200 metros, estando também prevista agitação marítima com forte rebentação na costa a partir de quarta-feira.

A ANPC adianta que o vento vai ser mais intenso a partir da tarde de hoje, prevendo-se um agravamento, com rajadas a poderem atingir os 100 quilómetros por hora nas terras altas, entre quarta-feira e sexta-feira, além das previsões não excluírem a possibilidade de ocorrerem fenómenos localizados extremos.

Face às previsões meteorológicas, a Proteção Civil alerta para piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo, possibilidade de cheias rápidas em meio urbano e inundação por transbordo de linhas de água nas zonas mais vulneráveis, bem como inundações de estruturas urbanas subterrâneas devido a condições de drenagem deficientes, danos em estruturas montadas ou suspensas e queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte.

A ANPC aponta igualmente para dificuldades de drenagem em sistema urbanos, nomeadamente durante períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais mais vulneráveis, acidentes na orla costeira e fenómenos geomorfológicos de instabilidade de vertentes devido à saturação dos solos e perda de consistência dos terrenos.

A ANPC recomenda à população que adote uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias, evitar atravessar zonas inundadas, colocação de correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve e ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas mais vulneráveis.

Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente andaimes, placards e outras estruturas suspensas, especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas e evitar praticar atividades relacionadas com o mar são outras das recomendações da ANPC.

LUSA

Fuzileiros patrulham florestas para prevenção de incêndios

A Marinha informa, no seu ‘site’, que a ação dos militares da Marinha teve início às 08:00 de domingo nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro e termina às 20:00 de quinta-feira.

“No âmbito do apoio da Marinha à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), para a realização de ações de patrulhamento dissuasor e preventivo contra os incêndios, encontram-se empenhados fuzileiros nos distritos de Portalegre, Setúbal e Faro num total de 13 patrulhas”, é indicado.

Das 13 patrulhas, oito estão no distrito de Faro, três em Setúbal e duas em Portalegre.

De acordo com a Marinha, as patrulhas foram solicitadas pela ANPC através do Estado-Maior-General das Forças Armadas e envolvem até ao momento 61 fuzileiros e 17 viaturas.

“Em Portalegre em especial, os fuzileiros têm atuado junto da população em ações de dissuasão e prevenção contra incêndios, não havendo no entanto a registar nenhuma ocorrência”, refere a Marinha.

No domingo, o Exército também tinha anunciado que os militares iriam efetuar até quinta-feira 71 patrulhas de vigilância e dissuasão em 87 concelhos de 15 distritos do território continental.

Em comunicado, o Exército refere que as patrulhas correspondem a uma “solicitação efetuada pela Proteção Civil”, e vão envolver, “diariamente, 284 militares de 25 unidades do Exército”.

Os militares têm apoiado no combate aos incêndios, assim como em ações de proteção das populações.

No passado dia 16, cerca de 380 militares do Exército e 60 viaturas participaram em operações de vigilância, rescaldo e evacuação de locais afetados pelos incêndios, em dez concelhos do território continental.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

128 pessoas detidas este ano pelo crime de incêndio

As autoridades detiveram 128 pessoas pelo crime de incêndio florestal este ano, significando um aumento de 75% em relação a 2016, indicou hoje a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

“Até ao dia de hoje, as autoridades com competência nesta matéria têm 128 detidos, número bastante superior em relação a 2016, que eram 73”, disse hoje o comandante operacional nacional, Rui Esteves, numa conferência de imprensa sobre o ponto de situação dos incêndios rurais registados entre 29 de agosto e 04 de setembro e as expetativas para a próxima semana.

Segundo o comandante operacional nacional, registaram-se na última semana 439 incêndios florestais, que mobilizaram 2.605 veículos e 221 meios aéreos, sendo os distritos de Castelo Branco e Guarda os mais afetados.

Rui Esteves adiantou que ocorreu uma diminuição do número de incêndios durante os dias 29 de agosto e 04 de setembro em relação à semana anterior, ao registar-se menos 512 fogos.

O mesmo responsável disse também que, na última semana, diminuíram os incêndios diurnos e aumentaram os que tiveram início durante a noite.

Para os próximos dias, o comandante operacional nacional avançou que as temperaturas vão variar entre os 28 e os 32 graus, mantendo-se o risco de incêndio nas classes de ‘elevado’ e ‘muito elevado’ nos distritos do interior norte e centro e Algarve.

Quinze meios aéreos mobilizados para fogos em Vila Real, Santarém e Castelo Branco

De acordo com a adjunta nacional de operações, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), cerca das 09:00 estavam por dominar três incêndios nos distritos de Vila Real, Santarém e Castelo, mas sem populações ou aldeias em risco.

Patrícia Gaspar adiantou também que devido às previsões de tempo quente para os próximos dias foi elevado de amarelo para laranja o alerta especial do sistema integrado de operações e proteção de socorro para incêndios florestais até sexta-feira à noite.

“Efetuámos uma série de pré-posicionamentos preventivos para conferir maior capacidade de resposta sobretudo na zona norte e centro do país

“Neste momento não há populações em risco em nenhum dos incêndios. No incêndio em Paredes, Vila Real, continuam 434 operacionais, 130 meios e já foram mobilizados quatro meios aéreos. Este incêndio já teve três frentes ativas, neste momento tem uma e está a começar a ceder aos meios”, disse Patrícia Gaspar.

Inspeção deteta “falhas notórias” na manutenção dos Kamov

Foram detetadas 99 deficiências no controlo da manutenção dos cinco helicópteros Kamov detidos pelo Estado português, avança o “Público” esta segunda-feira. Segundo a Inspeção-geral da Administração Interna, a responsabilidade destas falhas é de três altos dirigentes da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), incluindo o presidente que se demitiu na semana passada.

Existiram “falhas notórias na esfera da gestão da aeronavegabilidade” por parte da ANPC, diz a análise técnica feita pela Inspeção-geral da Força Aérea, num documento do processo a que o matutino teve acesso.

A aeronavegabilidade trata-se do conjunto de procedimentos que garante que durante a vida de uma aeronave esta cumpre os requisitos para operar em segurança.

Das 99 deficiências detetadas, 64 dizem respeito a falhas no controlo do tempo de vida útil das peças dos helicópteros, pondo em causa a sua segurança, indica o mesmo documento. Estas podem “conduzir a situações em que as aeronaves se encontrem a operar sem reunirem as necessárias condições de aeronavegabilidade, ficando desde logo comprometida a segurança do voo”.

Outras 16 falhas diziam respeito ao “controlo ineficaz do processo de manutenção”. Isto terá levado à instalação nos Kamov de componentes que não cumpriam os requisitos exigidos. Foram também detetados problemas na configuração do programa informático que regista ao pormenor todas as ações de manutenção.

Incêndios: Proteção Civil apetrecha distritos com equipamentos de coordenação de meios aéreos

A Autoridade Nacional de Proteção Civil deu início à distribuição de novos equipamentos de comunicações pelos Comandos Distritais de Operações de Socorro e de ‘kits’ de apoio à intervenção das Equipas de Reconhecimento e Avaliação de Situação.

Segundo um comunicado da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) vão ser distribuídos 54 Equipamentos de Coordenação de Operações Aéreas (COPAR), três por distrito, que vão equipar os Comandos Distritais de Operações de Socorro (CDOS), e 18 ‘kits’ de apoio à intervenção das Equipas de Reconhecimento e Avaliação de Situação.

Os ‘kits’ de comunicações para a função de COPAR, com capacidade de coordenação da intervenção de meios aéreos pesados, são constituídos por um rádio portátil SIRESP, um rádio portátil de banda alta VHF, um rádio portátil de banda aeronáutica e uma mala de transporte estanque.

Os 18 ‘kits’ de apoio à intervenção das Equipas de Reconhecimento e Avaliação de Situação (ERAS), um por distrito, são constituídos por um rádio portátil SIRESP, um rádio portátil de banda alta, um equipamento GPS e uma mala de transporte estanque.

“Com os ‘kits’ COPAR pretende-se que os CDOS, em ligação com os elementos de comando dos corpos de bombeiros e de acordo com a complexidade e dimensão do teatro de operações, possam posicionar em três locais diferentes do seu distrito estes equipamentos, que integram várias valências, nomeadamente a capacidade de utilização de banda aeronáutica e a georreferenciação, permitindo uma cobertura mais completa do distrito, nomeadamente na capacidade de coordenação da intervenção de meios aéreos pesados”, refere a ANPC na nota enviada à agência Lusa.

Refere ainda que “reforçar a capacidade de gestão, comando e controlo nas operações de combate aos incêndios é absolutamente crucial, ao permitir aproximar todos os seus intervenientes, todos os operacionais e entidades envolvidas (…), agilizando os meios e recursos disponíveis a cada momento e onde cada segundo conta para o sucesso da operação”.

Aquela entidade justifica o reforço de equipamentos operacionais ao dispor nos CDOS para proporcionar aos diversos intervenientes na atividade operacional “as ferramentas adequadas que promovam uma melhoria da eficiência e eficácia da sua atividade, combinando o reforço de equipamentos com a formação e o treino conjunto”.

O reforço da estrutura operacional com equipamentos de comunicações permite “a melhoria substancial da gestão e coordenação operacional das diferentes forças e entidades envolvidas” no Dispositivo Especial de Combate Incêndios Florestais, sublinha.

A medida representa um investimento financeiro superior a 180 mil euros, segundo a ANPC.

Portugal envia ajuda humanitária para a Grécia

O Governo afirmou num comunicado que vai enviar esta terça-feira um conjunto de materiais destinados a “apoiar os refugiados” que se encontram na Grécia.

Os materiais serão enviados através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, informa o comunicado que enumera também que Portugal providenciará “1.000 cobertores, 5.000 esteiras, 10.000 baldes e 500 kits de higiene feminina”. A carga deverá chegar à Grécia dentro de cinco dias.

A entrega destes materiais surge depois de o Ministério do Interior da Grécia ter pedido, através do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia, assistência internacional para lidar com a situação dos refugiados.

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