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Consulta inovadora faz abordagem conjunta de doenças do coração e AVC

Forever Young Sapo

“Muitas doenças do coração podem provocar acidentes vasculares cerebrais. Daí ser importante uma abordagem conjunta, pois não se pode separar a patologia vascular cerebral da patologia cardiovascular.” Uma relação que o Heart Center privilegia, o que torna esta consulta inovadora no País. “Não existe entre nós outra unidade que junte estas duas áreas que se interligam: o coração e o cérebro”, confirma o especialista.

No mesmo espaço, faz-se uma abordagem conjunta dos problemas comuns aos dois órgãos. “Dispondo dos mais modernos meios de diagnóstico onde se incluem TAC, Ressonância Magnética, entre outros, permite uma grande eficácia nas atitudes quer diagnósticas quer terapêuticas e, portanto, actuando na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma o médico neurologista.

Quer sejam pessoas já com situações definidas, quer ainda numa perspectiva de rastreio e identificação atempada de situações de risco, “o centro está aberto para todos: os que já tenham sofrido um AVC de qualquer tipo ou apenas um evento suspeito de doença vascular cerebral, isto na perspetiva de identificação e tratamento adequado evitando o pior.

Ou seja, refere Vítor Oliveira, “beneficiarão as pessoas com situações associadas a maior probabilidade de ter um AVC, com os chamados ‘fatores de risco’, entre os quais a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, fumadores ou ex-fumadores e pessoas mais idosas e com doenças cardíacas”. O grande objetivo é, reforça, “prevenir a ocorrência de AVC, sobretudo nas pessoas em maior risco, mas também avaliar e acompanhar os doentes que já tiveram um AVC prevenindo a ocorrência de um novo evento. Devemos ter sempre presente que a atitude mais eficaz é a prevenir.”

O especialista termina ao alertar que “no caso de: boca ao lado, falta de força num braço e dificuldade em falar não hesite em contactar o 112.”

Ó Portugal, quão mal te faz o sal?

Em Portugal, cerca de dois milhões de adultos são hipertensos, dos quais apenas metade sabe que sofre desta doença e só 11% têm a sua tensão arterial devidamente controlada. Além da medicação com um anti-hipertensor (que poderá ser necessária), são primordiais as recomendações para os hábitos e estilos de vida saudáveis: aumentar o consumo diário de frutas, hortaliças e legumes (nomeadamente a sopa), praticar mais atividade física e regularmente, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, perder peso (caso tenha excesso de peso ou mesmo obesidade), reduzir o stress e diminuir o consumo de sal.
É sobre o sal, este inimigo da tensão arterial, que debruçamos hoje a nossa atenção, a propósito do Dia Mundial da Hipertensão, que se assinala anualmente a 17 de maio.
O Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), recentemente elogiado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pela sua adoção estratégica integrada, apresenta como uma das metas para a saúde da população até 2020 a redução do consumo de sal entre 3 a 4% ao ano.
Sabia que apenas precisamos de um grama de sal por dia para viver?
A OMS recomenda a ingestão máxima de 5 gramas por dia. Em Portugal, o consumo de sal é de cerca de 10,7g por dia, portanto mais do dobro da quantidade máxima recomendada. A redução do consumo de sal é um dos fatores que mais contribui para ganhos na saúde das populações, em termos de custo-eficiência. Neste sentido, promovem-se estratégias como aumentar o conhecimento da população sobre sal e o seu teor nos alimentos, bem como intervenções de incentivo à sua redução junto da indústria alimentar. A taxa sobre o sal nos produtos alimentares, à semelhança da medida já preconizada para o açúcar com elevado sucesso na redução do consumo deste, poderá contribuir significativamente para a reformulação dos produtos junto da indústria alimentar.
Saberá Portugal como reduzir o sal? Deixo aqui algumas sugestões práticas para reduzir o sal na sua mesa:
1. Diminua a quantidade de sal que adiciona para tempero ou confeção dos alimentos;
2. Use e abuse das ervas aromáticas, especiarias ou sumo de limão para substituir o sal;
3. Não coloque o saleiro para a mesa;
4. Demolhe muito bem o bacalhau seco. Não sabe bem como o fazer? Primeiro passe as postas de bacalhau por água corrente para remover a maior quantidade de sal. Em seguida coloque as postas com a pele virada para cima num recipiente com água fria e mantenha-o dentro do frigorífico. Certifique-se que muda a água 3 a 5 vezes por dia. Quantas horas se deve demolhar? Depende do peso de bacalhau: acima de 3 kg, deve demolhar cerca 48 a 60 horas; entre 2 a 3 kg, cerca de 40 a 48 horas; e entre 1 a 2 kg, cerca de 30 a 40 horas.
5. Evite o consumo de alimentos ricos em sal: batatas fritas de pacote, enchidos e fumados, aperitivos salgados, conservas e enlatados, determinados tipos de queijo, sobretudo os mais curados, azeitonas, alguns molhos, alimentos pré-confecionados (aqueles que se compram pré-cozinhados e só precisam de ir ao forno ou microondas), sopas instantâneas, bolachas e biscoitos, caldos concentrados de gorduras (aqueles “cubinhos amarelinhos” que se usam para cozinhar e que estão repletos de sal e gordura de má qualidade).
6. Leia muito bem os rótulos dos alimentos. Evite alimentos que, por 100 g, possuem mais de 1,5 g de sal e modere a ingestão dos que têm entre 0,3 e 1,5 g de sal. Alimentos que, por 100 g, possuem valores de sal inferiores a 0,3 g são mais benéficos.

Autoria: Dr.ª Sandra Alves, Médica e Nutricionista e Membro da Sociedade Portuguesa do AVC

Portugal precisa de maior articulação entre a emergência pré-hospitalar, os Serviços de Urgência e as Unidades de AVC

Existem dois indicadores importantes de qualidade no tratamento do AVC agudo que são a percentagem de admissões nas Unidades de AVC (UAVC) e a percentagem de admissões através da Via Verde. Segundo os dados da Direção Geral de Saúde, apenas 62% dos doentes admitidos nos hospitais por AVC são admitidos em Unidades de AVC e menos de 50% (cerca de 43% na média dos últimos 3 anos) dos doentes admitidos na Unidade de AVC são admitidos através da Via Verde.

“Impõem-se planos de reestruturação da urgência e das redes de referenciação do AVC. Impõe-se uma atualização das condições de funcionamento das unidades de AVC e da respetiva hierarquização para efeitos de referenciação, para que o doente certo vá para o centro certo”, afirma Maria Teresa Cardoso, internista e coordenadora do NEDVC.
“De facto está a começar uma nova era no tratamento do AVC agudo e para o maior número de doentes beneficiar dela, é preciso encurtar o tempo desde o início dos sintomas até à realização da terapêutica de reperfusão. Reconhecer o AVC e ligar o 112 é o passo certo nesse sentido”, observa a internista.

Nos últimos anos ocorreu uma redução expressiva do número de óbitos por doença vascular cerebral em Portugal. Também a mortalidade intrahospitalar por AVC isquémico tem vindo a diminuir, apesar de cada vez se morrer mais no hospital e menos no domicílio. No entanto, a taxa de mortalidade por DVC em Portugal continua muito acima da média europeia e esta patologia encontra-se em primeiro lugar como a doença associada a maior produção hospitalar segundo os dados da DGS (Doenças Cérebro-cardiovasculares em números – 2015).

Maria Teresa Cardoso refere ainda que “atualmente está a acontecer uma grande viragem no tratamento dos doentes com acidente vascular isquémico.  Dispomos da trombectomia (retirada do trombo por métodos mecânicos) até às 6 h, com grande eficácia na reperfusão do vaso e independência do doente aos 90 dias.  Mas esta terapêutica só se aplica a um determinado grupo de doentes com AVC isquémico e só está disponível nos grandes centros. Tal como acontece com a trombólise, o tempo é determinante no sucesso do procedimento e na sobrevida do doente com autonomia. À medida que o tempo passa, a elegibilidade do doente para terapêutica endovascular aproxima-se de zero”.

Assim, “colocar o doente certo no hospital certo com a equipa certa resultará num maior  número de doentes elegíveis para este tratamento específico. O objetivo ultimo é aumentar a percentagem de doentes a fazer trombólise e intervenção endovascular”, explica a especialista.
O NEDVC considera que assumem particular relevância neste domínio, fatores de educação na saúde, como o reconhecimento pela população dos sinais de alarme do AVC, o seu entendimento como uma situação potencialmente ameaçadora de vida e da disponibilidade de meios específicos de auxílio ao acionar a Via Verde do AVC, chamando o 112.

Reconhecer os sinais de alerta e chamar de imediato o 112 é crucial para o doente poder usufruir do melhor tratamento e ter maior probabilidade de ficar autónomo. Boca ao lado, dificuldade em falar e perda de força no braço, ou num dos lados do corpo, são os sinais de alerta que não podem ser ignorados nem menosprezados.

Especialistas ensinam a população a reconhecer o AVC e identificar fatores de risco

O último dia do 10º Congresso Português do AVC, a decorrer amanhã, terá uma sessão com entrada gratuita exclusivamente dedicada à população, em que intervêm profissionais da saúde de diversas áreas, destinada a ajudar o cidadão comum a reconhecer a doença e identificar fatores de risco e formas de prevenção, considerando-a uma Urgência.

O programa da sessão visa incutir uma atitude proactiva na população e incluirá os seguintes temas e oradores:
Aprenda o fundamental sobre AVC – Prof. Castro Lopes
A importância de uma alimentação saudável – Dra. Sandra Alves
Atividade física necessidade fundamental – Demonstração Prática – Prof. Rui Barros
Cuidar e nutrir depois do AVC  – Dra. Célia Lopes/Chef Fábio Bernardino
Alimentação básica adaptada – Dra. Isabel Cortez
Um exemplo de colaboração jovem – Prof. Diogo Afonso

Mais de 700 especialistas debatem o AVC em Portugal

Organizado pela Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), o encontro contará com a participação de mais de 700 especialistas nacionais e estrangeiros e decorrerá no Sheraton Porto Hotel & Spa.

Para debater os últimos avanços no setor do acidente vascular cerebral, e uma vez que se trata de uma patologia transversal a outras áreas, para além da SPAVC, estarão representadas mais sociedades científicas, nomeadamente a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Família, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia e a Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

O último dia do congresso (sábado) será dedicado à população geral, com uma sessão gratuita às 15h30, onde será explicado porque se trata de uma doença prevenível – combater os fatores de risco  – e tratável – considerar o AVC uma Urgência

Carne vermelha associada a maior risco de AVC

Primeiro a Organização Mundial da Saúde (OMS), agora a Universidade de Wurzburg, na Alemanha.

Depois do organismo ter colocado a carne vermelha entre os dez principais causadores de cancro, o estabelecimento de ensino alemão vem, agora, revelar que este tipo de proteína aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC).

A conclusão surgiu depois dos investigadores alemães terem analisados os dados de saúde de 11 mil pessoas de meia-idade saudáveis e que não apresentavam qualquer fator de risco para AVC, como Diabetes ou doença cardíaca.

Ao longo de 23 anos, os cientistas alemães acompanharam o estado de saúde dos participantes e concluíram que aqueles que consumiam mais carne vermelha apresentavam um risco 47% maior de sofrer um AVC do que aqueles que ingeriam carne vermelha apenas pontualmente.

Para tirar as dúvidas quanto ao impacto da proteína na saúde do coração, os investigadores analisaram outros alimentos ricos neste nutriente e garantem que as carnes de aves, os mariscos, os vegetais, as leguminosas e os frutos secos não apresentam qualquer risco, lê-se no site da Fox News.

Para o autor do estudo, Bernhard Häring, não é preciso banir a carne vermelha da alimentação, apenas se deve moderar o consumo. “Não há problema em comer carne vermelha – magra, de preferência – contudo, há que limitar a quantidade”, alertou o especialista.

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