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Bancos Alimentares apelam à participação em mais uma Campanha de Recolha de alimentos

Esta ação solidária, bem conhecida dos portugueses, envolve a participação de mais de 40 mil voluntários em cerca de 2.000 lojas distribuídas por todo o país, num convite à partilha de alimentos com quem mais precisa, para que possa ter uma vida mais digna. A campanha prolonga-se até 8 de dezembro no site www.alimentestaideia.pt.

O mote da campanha deste ano apela à participação numa “rede social real” (#RedeSocialReal), numa alusão às redes sociais virtuais sendo que, neste caso, “likes” e partilhas traduzem-se em contributos palpáveis, em forma de alimentos. Cada um dos membros desta rede social real relaciona-se, assim, numa lógica de proximidade e contacto pessoal e não apenas exclusivamente virtual.

A campanha deste ano alarga-se também ao “desporto rei”, unindo dois mundos aparentemente tão diferentes, com a adesão de todos os clubes de futebol da Liga NOS e da Liga Pro, cujos jogos têm lugar este fim-de-semana. A Fundação Liga Portugal mobiliza, assim, os seus adeptos e jogadores, desafiando-os a apoiar esta iniciativa e a reforçar esta rede social real, em benefício de tantos portugueses carenciados.

Uma campanha de âmbito nacional com recolha e distribuição local 

A mecânica de participação na campanha desta rede social real é simples: durante o fim de semana de 30 de novembro e 1 de Dezembro, basta aceitar o convite de um dos mais de 40.000 voluntários e um saco do Banco Alimentar, distribuídos em mais de duas mil lojas, colocar bens alimentares não perecíveis (leite, conservas, azeite, açúcar, farinha, massas, etc.) e partilha-los, assim, com quem mais precisa.

“Os produtos doados serão encaminhados para os armazéns dos 21 Bancos Alimentares em atividade e aí pesados, separados e acondicionados. No final, e ainda com recurso ao voluntariado, o resultado é distribuído localmente a pessoas com carências alimentares, por intermédio de mais de 2.600 instituições de Solidariedade Social, previamente selecionadas e acompanhadas na sua atividade diária. Este é um modelo de intervenção integrada, que permite uma maior proximidade entre quem dá e quem recebe, no contexto de um trabalho conjunto para a inclusão social. Aqui se constitui uma rede social real, que permite lutar contra a pobreza, gerando autonomias e aliviando sofrimentos e carências”, reforça Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

Nesta edição, a campanha volta ainda a propor a contribuição através de vales de produtos, que estarão disponíveis até 8 de dezembro nas caixas dos supermercados. Cada vale tem um código de barras específico associado aos produtos que cada pessoa queira doar ao Banco Alimentar.

O Banco Alimentar disponibiliza ainda o site de doação online www.alimentestaideia.pt, este ano com imagem e funcionalidades renovadas, dando assim a oportunidade de partilhar a todos aqueles que não se deslocam aos pontos de recolha durante o fim de semana, e aos que se encontram ou residem fora de Portugal.

24.262 toneladas de alimentos distribuídos em 2018

No ano passado, os 21 Bancos Alimentares em atividade em Portugal distribuíram 24.262 toneladas de alimentos (com o valor estimado de 34 milhões de euros), num movimento médio de 97 toneladas por dia útil. Prestando assistência a 2.400 instituições, os alimentos foram entregues a perto de 380 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, sob a forma de cabazes ou de refeições confecionadas, de acordo com os dados da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

O Banco Alimentar foi criado em Portugal em 1991 com a missão de lutar contra o desperdício e distribuir apoio a quem mais precisa de se alimentar, em parceria com instituições de solidariedade e com base no trabalho voluntário. Existem atualmente 21 Bancos Alimentares (nas zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Cova da Beira, Évora, Leiria-Fátima, Lisboa, Madeira, Zona Oeste, Portalegre, Porto, S. Miguel, Santarém, Setúbal, Terceira, Viana do Castelo, Viseu). A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares encoraja a rede e representa os Bancos Alimentares a nível nacional e internacional.

Banco Alimentar recolheu 2.270 toneladas de alimentos no fim de semana

Os alimentos vão agora ser distribuídos por um total de 2.600 instituições de solidariedade social, abrangendo mais de 425 mil pessoas “com carências alimentares comprovadas”, indica o Banco Alimentar num comunicado.

A campanha contou com 42 mil voluntários e envolveu mais de 2.000 superfícies comerciais de todo o país, decorrendo em simultâneo com operações de recolha de alimentos organizadas pelos 264 bancos alimentares europeus.

No domingo, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome indicou à Lusa que na última campanha foram recolhidas 2.650 toneladas de alimentos.

Isabel Jonet esperava que o volume angariado no fim de semana passado fosse superior, o que acabou por não se verificar.

Banco Alimentar com 42 mil voluntários em dois mil supermercados

“No próximo fim-de-semana temos uma vez mais a habitual campanha saco e esta campanha ocorre em cerca de 2 mil lojas com a ajuda inestimável de 42 mil pessoas que voluntariamente dão o seu tempo com um único fito que é convidar pessoas que vão às compras a partilhar um pouco daquilo que vão comprar para sua casa com as pessoas mais pobres da sua região”, disse à Lusa Isabel Jonet, Presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome.

Este é o convite que é deixado campanha após campanha pelos voluntários que nos dias 28 e 29 de novembro vão vestir a camisola da luta contra a fome em Portugal e vão estar nos supermercados a distribuir sacos pelas pessoas que vão às compras, para que estas colaborem com alguns produtos alimentares.

Estes alimentos serão depois transportados para cada um dos 21 bancos alimentares em atividade em Portugal e depois serão distribuídos logo a partir de segunda-feira através de uma rede de instituições de solidariedade a pessoas com carências.

“Os Bancos Alimentares trabalham nesta lógica: recolha local, distribuição local, onde recolhem, distribuem, aumentando assim, por um lado, a proximidade entre quem dá e quem recebe, mas sobretudo também garantindo o controlo do destino dos produtos”, disse a responsável.

As instituições são o grande parceiro do Banco Alimentar (BA) no terreno, “porque são as instituições que conhecem as famílias, que podem chegar a cada família, mas que também podem através do alimento e do apoio desenvolver projetos de autonomização das famílias”, acrescentou.

Segundo Isabel Jonet, atualmente são apoiadas 425 mil pessoas, através das 2.600 instituições a quem o BA entrega diariamente alimentos.

Essas pessoas são ajudadas tanto com cabazes de alimentos como com refeições confecionadas: os cabazes são entregues às famílias, que vão uma vez por semana a uma instituição buscar um saco de comida, e os alimentos são distribuídos já confecionados em casas das pessoas sob a forma de apoio domiciliário ou na própria instituição, que tem as valências de creche, de ATL, de lar.

Aquilo que garantimos é que tudo aquilo que uma instituição leva do Banco Alimentar chega ao prato de uma família com carências alimentares e que faz parte de um processo integrado de ajuda.

As campanha vai dispor de sacos “amigos de ambiente”, sacos de papel que têm também a vantagem de servir para “alimentar a campanha papel por alimentos que os bancos alimentares desenvolvem ao longo de todo o ano”, no âmbito da qual solicitam às pessoas que doem o seu papel, que é depois encaminhado para um operador de resíduos, que dá alimentos em troca.

Ainda haverá sacos de plástico, para escoar o stock existente em cada um dos bancos alimentares.

As “campanhas saco” são complementadas com outras duas modalidades: um vale, disponível nas caixas dos supermercados até dia 6 de dezembro, que as pessoas podem entregar no valor de um produto, e uma plataforma online no site www.alimenteestaideia.net, onde se pode fazer uma doação.

Na última campanha, os bancos alimentares recolheram 2.650 toneladas de alimento, mas o que Isabel Jonet tem como previsão para esta campanha é o mesmo que tem para todas, “o melhor que pode ser naquele momento porque são aquilo que os portugueses têm vontade e capacidade de ajudar”.

“O Banco Alimentar e as suas campanhas são um dos bons barómetros que há em Portugal para mediar a situação das famílias porque quem contribui para o BA não são as pessoas com mais capacidade financeira, não são os mais ricos, são muitas vezes até os mais pobres e aqueles que com este donativo querem fazer a diferença”, frisou.

Segundo a responsável, o que se verificou desde 2010 foi que no ano em que havia mais crise houve uma quebra na entrada de produtos, mas não no número de sacos disponibilizados, o que significa que “doaram as mesmas pessoas mas doaram menos”.

Nas duas últimas campanhas já se registou um acréscimo nas quantidades na campanha saco e um grande acréscimo na ajuda vale, disse, acrescentando ter a convicção de que “também esta será a melhor campanha que puder ser”.

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