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ONE adere à plataforma de navegação digital de blockchain “TradeLens”

A ONE está constantemente a fortalecer e a expandir a sua cobertura para atender às exigências desafiadoras do mercado crucial da Ásia, e reconhece que a expansão da colaboração digital é fundamental para a evolução da indústria do transporte marítimo de contentores. Com cinco das seis maiores operadoras do mundo a colaborar, o espectro da plataforma estende-se agora a mais da metade da carga mundial de contentores oceânicos. Os transportadores podem esperar uma maior transparência, assim como uma eficiência acelerada nas cadeias de fornecimento, para acompanhar o comércio global.

Múltiplos processos de transporte e comércio de mercadorias são dispendiosos, em parte, devido a sistemas manuais e baseados em papel. Substituindo essas trocas de informações par-a-par e muitas vezes não confiáveis, a plataforma facilitará a ONE a conectar-se digitalmente, a compartilhar informações e a colaborar com todo o ecossistema da cadeia de fornecimento de envio. Esta ação facilitará à ONE uma maior colaboração na digitalização e trará novas oportunidades, anteriormente indisponíveis.

“Acreditamos que essa abordagem inovadora baseada em padrões e governação abertos pode beneficiar toda a indústria e, ao mesmo tempo, beneficiar os nossos clientes que dependem da indústria mundial de transporte marítimo para movimentar um volume de mais de 120 milhões de TEU por todo o mundo”, afirmou Noriaki Yamaga, Diretor Administrativo, Corporativo e de Inovação da Ocean Network Express, acrescentando ainda que, “As oportunidades para impulsionar uma maior inovação em toda a cadeia de fornecimento de transporte são enormes e estamos entusiasmados com a oportunidade de fornecer a nossa liderança e conhecimento para ajudar a plataforma a evoluir”.

A ONE e a Hapag-Lloyd irão operar em nó de blockchain, participar em consenso para validar transações, armazenar dados e assumir um papel crítico de agir como âncoras de confiança, ou validadores, para a rede. Ambas as empresas estarão representadas no Conselho Consultivo da TradeLens, que incluirá membros de toda a cadeia de fornecimento, para aconselhar sobre padrões de neutralidade e abertura.

Sobre a TradeLens
A plataforma TradeLens foi desenvolvida em conjunto pela Maersk e pela IBM. A TradeLens é uma plataforma de indústria aberta e neutra, sustentada pela tecnologia blockchain, apoiada pelos principais players da indústria global de navegação. A plataforma promove a troca eficiente, transparente e segura de informações, a fim de promover uma maior colaboração e confiança em toda a cadeia de fornecimento global. www.tradelens.com

Podem as máquinas substituir os humanos?

As novas tecnologias, as respostas da Europa às profissões do futuro, a revolucionária tecnologia de Blockchain ou a Inteligência Artificial foram alguns do temas debatidos ao longo do dia neste workshop que se pautou pela diversidade e pela partilha de opiniões, que enriqueceram quem esteve presente e quis saber mais sobre os novos conceitos bem presentes nesta era da transformação digital.

O workshop foi constituído por quatro painéis de oradores entusiastas nos temas abordados e contou com um discurso de abertura de Carolina Paixão, do Núcleo de Estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Serviço Social da Associação Académica de Coimbra. “É um orgulho ter jovens como a Carolina interessados por estes temas, que são atuais e têm de começar a ser pensados, pois mais cedo do que esperamos vamos ter grandes alterações nos nossos empregos, devido à robótica e às novas tecnologia”, referiu Cristiana Gonçalves, Coordenadora da Academia Jovem Aliança.

Durante a manhã o primeiro painel, constituído pelo Prof. Norberto Pires (UC), Prof. Pedro Lima (IST), Prof. Jorge Conde (IPC) e moderado pela Presidente da Associação de Estudantes do ISEC, Ana Rita Gomes, debateu a Inteligência Artificial e a Robótica.

Foi proposta uma reflexão sobre as novas tecnologias, a inteligência artificial e a importância da aquisição de competências para responder aos novos desafios.

“Nos últimos 40 anos verificou-se uma evolução tecnológica e dos sistemas. Profissões que deixaram de existiram, outras que nasceram e outras, ainda, que se reinventaram. A interação com máquinas permite-nos evoluir e fazer coisas até então impossíveis No entanto, não nos podemos esquecer da importância da interação humana”, elucidou-nos o professor Norberto Pires

Seguiu-se a área de Data Science e Aplicações sob a perspetiva do Prof. Ricardo Mendes Ribeiro (UM) e da Profª. Carla Silva (FCT) que levou consigo para a sua intervenção a robot Pi.

“Este é um projeto baseado em Inteligência Artificial e modelado por um algoritmo de aprendizagem. A Pi, nossa robot, é uma interface desse mesmo projeto, no qual pretende dar resposta à interação existente entre os nossos computadores, a mesa interativa e as plataformas digitais com conteúdos criados para os óculos VR e AR”, explica Carla Silva.

Durante a tarde e num ambiente de descontração, curiosidade e partilha, o público recebeu o presidente do partido Aliança, Pedro Santana Lopes, e o cabeça de lista do partido às Europeias, Paulo Sande para falarem sobre as respostas da Europa às profissões de amanhã.

O worshop foi finalizado com a chamada tecnologia do futuro: a Blockchain. Foi a vez do Prof. Miguel Pupo Correia (IST), Prof. Dário Rodrigues (IPS), Fred Antunes (APBC) e Nuno Lima Luz (CTSU/Deloitte Legal) debaterem as oportunidades da Blockchain.

“O workshop correu muito bem. Tivemos ótimos painéis com excelentes oradores. O público que estava na sala mostrou-se muito interessado nos temas debatidos, intervindo positivamente. A presença da “PI” dinamizou imenso o evento e estava tudo muito entusiasmado por poder estar em contacto com uma realidade que ainda não é nossa, mas que, muito em breve, vai ser”, disse-nos Cristiana Gonçalves.

DATA SCIENCE SCHOOL

O Data Science School, que incorpora uma Metodologia Pedagógica e Científica Inovadora, é um projeto que se encontra inserido no ISCIAC na Universidade Atlântica pelo seu Centro de Estudos e Investigação em Inteligência Artificial e Ciências Comportamentais (CEII-ACC) através do núcleo de investigação Inteligência Artificial e Aplicações e o núcleo de Educação, Intervenção e Desenvolvimento Comportamental.

“Associado à Investigação e Inovação desenvolvemos produtos com tecnologia diferenciadora para o mercado de software educacional, de gestão e supervisão educacional, comercializando também soluções integradoras na área de educação especial numa lógica de Inteligência Artificial”, explica-nos a professora e investigadora Carla Silva.

Neste âmbito a ISCIAC Software Technologies tem desenvolvido algumas plataformas de conteúdos para óculos de Realidade Virtual e Realidade Aumentada de modo a colaborar de forma integradora neste projeto no qual se insere a PI e outros formatos de Inteligência Artificial.

“Como Cientista e Professora, acredito que a modelação de dados e sua análise e interpretação figura na base de muitas das novas profissões do futuro, que ainda nem sequer são faladas agora, mas numa década o futuro muda exponencialmente”, conclui Carla Silva.

Cloud, IA e o crescimento da tecnologia Blockchain: as previsões do ERP para 2019

© Reamp

Prevê-se que o crescimento do ERP (Enterprise Resource Planning) venha a ser impulsionado por vários fatores, incluindo fenómenos como a integração na cloud, melhores medidas de segurança dos dados e a integração de tecnologias de nova geração, tais como o machine learning e a inteligência artificial (IA). Mas, o que podemos esperar, exatamente, de 2019? Aqui estão as previsões da Sage para o desenvolvimento dos sistemas ERP, durante os próximos 12 meses.

  1. O poder da Cloud

Os sistemas ERP baseados na cloud irão tornar-se na opção predefinida para as empresas que procuram crescer e modernizar os seus processos empresariais num mundo cada vez mais competitivo. Ao longo de 2018, a adoção da cloud tem continuado a crescer praticamente em todas as áreas de negócio, com as organizações a acelerarem a implementação e integração dos seus projetos de forma a transformar as suas funções essenciais. Como tal, a transição de sistemas de ERP antigos para ERP baseados na cloud está a tornar-se numa realidade cada vez mais próxima.

No entanto, a transição dos sistemas ERP para a cloud tem estado relativamente mais lento do que noutras áreas de software, como é o caso do CRM. Isto deve-se principalmente a um conjunto de desafios identificados, incluindo questões de segurança, falta de competências e preocupações com o tempo e os custos para as implementações.

Apesar desta morosidade relativa, estamos prestes a atingir um momento crucial em 2019, quando os ERP baseados na cloud conquistarem o seu posicionamento no mercado. As empresas estão a aperceber-se de que os ERP na cloud oferecem as melhores soluções para os desafios atuais, e é por isso que se estima que o mercado de ERP na cloud cresça para quase 30 mil milhões de dólares até 2021. A única exceção no que respeita a esta tendência é a indústria de produção, onde os analistas preveem uma adoção mais demorada.

Noutros setores, existe um conjunto de fatores que promovem esta adoção, tais como a melhoria da qualidade dos produtos, a necessidade de uma maior mobilidade, a gestão em tempo real e a monitorização de processos. Saber gerir, de forma inteligente, o crescimento rápido é, também, um fator essencial. Dada a rapidez com que os negócios modernos tendem a crescer, o ERP na cloud ajuda as empresas a lidarem com este crescimento e a melhorarem o desempenho do negócio.

  1. Um passo em frente para a Inteligência Artificial e Machine Learning

Já não é novidade as capacidades da inteligência artificial e do machine learning são funções fundamentais no futuro de software ERP. Estas ferramentas oferecem uma enorme variedade de benefícios, em particular, a capacidade de automatizar processos, aumentar as eficiências, gerar conclusões e aumentar a capacidade humana na tomada de decisões.

Por exemplo, a IA pode poupar tempo considerável às empresas ao destacar anomalias nos dados empresariais, ao invés da necessidade de análise de relatórios por parte dos colaboradores, ajudando a identificar potenciais problemas antes que estes ocorram, evitando tempos de inatividade e resultando em poupança de tempo, dinheiro e produtividade.

Em vez de substituírem os seres humanos, as ferramentas de IA e de machine learning irão apoiá-los nas suas funções ao proporcionarem elevados níveis de inteligência e de conhecimento.

  1. O ERP, na vanguarda

Com a Internet das Coisas (IoT) sem sinais de desaceleração, os fabricantes investiram mais em soluções periféricas de ERP para alargarem os seus sistemas centrais e aumentarem a sua produtividade em 2019. Isto irá simplificar a comunicação entre o número cada vez maior de dispositivos IoT e ajudará na interpretação de dados recolhidos.

Ao ligar as soluções periféricas a dispositivos e produtos conectados à Internet, os dados IoT podem canalizar-se automaticamente ao sistema ERP principal. O que, por sua vez, proporciona às empresas uma melhor supervisão das operações da sua cadeia de distribuição e acelera o processo de tomada de decisões.

Também pode melhorar a inteligência empresarial. Fazendo a transferência para o edge-computing, as empresas podem monitorizar as operações das máquinas desde qualquer lugar do mundo e realizar análises em tempo real para gerirem a manutenção e minimizarem as interrupções. Esta informação ajuda os gestores a tomarem melhores decisões táticas e permite-lhes saber exatamente o que se passa ao longo de toda a cadeia de distribuição.

Além destes benefícios, as soluções periféricas baseadas na IoT irão continuar a ser mais acessíveis nos próximos meses, o que irá impulsionar cada vez mais fabricantes a implementarem esta tecnologia em 2019. Os que não o façam, irão provavelmente deparar-se com uma situação de desvantagem em relação à sua concorrência.

  1. Dados por todo o lado

A recolha de enormes quantidades de dados deixou de ser suficiente. As organizações têm de ser capazes de utilizar esses dados corretamente para tirar partido dos vários benefícios operacionais que estes podem oferecer. A utilização de ferramentas analíticas ligadas ao software ERP ajudará as empresas a realizar previsões que podem ser utilizadas para informar as suas estratégias de negócio e ir ao encontro das necessidades dos seus clientes. Tirar partido dos dados recolhidos é essencial para identificar quaisquer processos ineficientes. Ao longo dos próximos meses, a utilização de dados no sentido de melhorar procedimentos internos será a chave para manter uma vantagem competitiva e assegurar níveis de produtividade otimizados.

  1. O crescimento do Blockchain

Não é segredo que, à medida que o blockchain se vai desenvolvendo, esteja a ganhar cada vez mais adesão em muitas áreas do software empresarial, e os sistemas de ERP não constituem exceção. Apesar desta tecnologia ainda estar a dar os primeiros passos, nos próximos meses irão surgir novas utilizações blockchain em ERP, em particular no que respeita à transformação da indústria.

A gestão da cadeia de distribuição está já a mostrar bastante potencial como aplicação inicial da tecnologia blockchain ERP, devido à visibilidade e rastreabilidade que esta oferece. Por exemplo, a gestão do inventário é, tradicionalmente, um processo complexo e difícil, especialmente para as organizações globais, mas a tecnologia blockchain tem a capacidade de agilizar consideravelmente as operações através do estabelecimento de ligações entre as redes de fornecimento através de um sistema descentralizado.

Do lado da visibilidade, os sistemas ERP com tecnologia blockchain poderão permitir a todas as partes envolvidas identificar com precisão todo o percurso de um produto, da fábrica até a prateleira da loja, sem preocupações com a perda ou falsificação de registos. Esta será sobretudo importante no setor da alimentação e das bebidas, em que a tecnologia blockchain oferece transparência e a garantia de origem dos produtos validada desde o local onde foram produzidos até ao local onde serão consumidos.

Esta tecnologia irá também possibilitar a automação de processos de negócio por meio de “contratos inteligentes”, que essencialmente garantem as relações por meio de código criptográfico. De forma semelhante aos pagamentos automáticos, os contratos inteligentes irão tornar obsoleta a necessidade de enviar faturas e procurar todos os pagamentos, resultando em poupanças de tempo consideráveis e garantindo que todos recebem os pagamentos pontualmente.

Ainda é muito recente, mas a capacidade de um ERP com blockchain fortalecer a integridade e a automação das cadeias de fornecimento está a tornar-se cada vez mais evidente, o que irá sem dúvida ajudar a que se estabeleça como a opção envolvente para as empresas à medida que o ano de 2019 avance.

“As novas tecnologias chegaram para ficar e nenhum setor as pode ignorar. Concretamente, a indústria dos ERP vai passar por grandes mudanças, que, sem dúvida, terão um impacto positivo na produtividade e na eficiência das empresas que agarrem a transformação digital” afirma Cristina Francisco, Head of Product Marketing da Sage. “Na Sage, prevemos que 2019 será o ano do verdadeiro avanço tecnológico na área dos ERP e é fundamental que as empresas estejam cientes dos benefícios que a Inteligência Artificial, o blockchain e o Machine Learning podem trazer aos seus negócios”, conclui.

Sobre a Sage:

A Sage (FTSE: SGE) é líder global no fornecimento de tecnologia que ajuda empresas de todas as dimensões na sua gestão empresarial diária, desde os recursos financeiros aos humanos – quer sejam uma start-up, scale-up ou grande empresa. Fazemo-lo através da Sage Business Cloud – a única solução de gestão empresarial de que os clientes precisam, que inclui as áreas de Contabilidade, Financeiro, Gestão Empresarial, Recursos Humanos e Salários, Pagamentos & Banking.

A nossa missão é libertar os empreendedores dos encargos administrativos, para que possam ter mais tempo disponível para fazer o que mais gostam – e fazemo-lo todos os dias para três milhões de clientes em 23 países, através de 13.000 colaboradores e uma rede abrangente de contabilistas e parceiros. Comprometemo-nos em trabalhar de uma forma ética e correta, apoiando as comunidades locais através da Sage Foundation. Para mais informação, visite www.sage.pt.

Portugal debate viagem digital

As empresas Amazon Portugal, Deloitte, Havas Creative, IBM, Microsoft Portugal, PACSIS e Sonae MC vão marcar presença no painel de oradores convidados.

A inscrição no evento tem um custo de 50€ para Associados GS1 Portugal e 95€ para Não Associados, sendo de carácter gratuito para Estudantes e Associações.

Informações adicionais em: http://www.gs1pt.org/events/iv-forum-digital-engagement/

As empresas Amazon Portugal, Deloitte, Havas Creative, IBM, Microsoft Portugal, PACSIS e Sonae MC vão marcar presença no painel de oradores convidados.

A inscrição no evento tem um custo de 50€ para Associados GS1 Portugal e 95€ para Não Associados, sendo de carácter gratuito para Estudantes e Associações.

Informações adicionais em: http://www.gs1pt.org/events/iv-forum-digital-engagement/

Data Science: Qual é o seu papel na economia?

É Cofundador e Vice-Presidente da Data Science Portuguese Association (DSPA), a primeira do género no território nacional. Qual é a missão da DSPA?

A DSPA é uma associação privada sem fins lucrativos, fundada por pessoas ligadas a variados setores de atividade, públicos e privados, que tem como missão o fomento do recurso à Data Science para a construção de um mundo melhor. A DSPA quer ser o veículo para a cooperação nacional e internacional entre agentes do setor, com vista ao seu desenvolvimento nas vertentes económica, de investigação, de divulgação e de desenvolvimento de competências.

A DSPA pretende representar a criticidade e o impacto crescentes deste setor no mundo pessoal e empresarial. A verdade é que Data Science ou Ciência de Dados é uma área que já existe há mais de 30 anos. Qual é, portanto, o impacto deste setor nos dias de hoje?

A Data Science é importante porque permite reduzir custos e aumentar receitas, mas, para ser eficaz, necessita da congregação de evoluções tecnológicas, científicas, e económicas, que, não sendo novas, somente agora atingiram uma maturidade profícua.

Em primeiro lugar, o desenvolvimento tecnológico originou computadores velozes capazes de tratar grandes quantidades de dados em tempo oportuno. Em segundo lugar, o desenvolvimento científico deu-nos novos algoritmos para tratar esses dados. Por último, os dados – matéria prima para os algoritmos e computadores -, são hoje ubíquos na economia dada a crescente transformação digital verificada nas organizações. Estão assim criadas as condições para que a Data Science assuma um papel cada vez mais relevante no desenvolvimento económico sustentado.

É, ainda, autor do primeiro livro português sobre Blockchain, “Introdução à Blockchain”. Os negócios podem estar à beira de uma mudança fundamental e radical graças a esta nova tecnologia, a blockchain?

Sim. Quando uma tecnologia reduz substancialmente o preço de algo importante para um conjunto significativo de consumidores, essa tecnologia prevalece sobre as outras propostas, entrando, estas últimas, primeiro em crise de competitividade e, por último, porventura desaparecendo. A Google fez descer significativamente o preço da pesquisa e isso fez desaparecer serviços alternativos como as Yellow Pages. A tecnologia digital permitiu reduzir substancialmente o preço de produção de fotografias dizimando toda uma indústria baseada na alternativa química. Lembremo-nos do que sucedeu à Kodak. A Blockchain ainda não está suficientemente amadurecida, mas existe uma probabilidade grande de no futuro ela permitir reduzir significativamente o preço da confiança, das transações e da automação das relações contratuais. A acontecer, os negócios atuais baseados em propostas alternativas entrarão em crise de competitividade.

Afinal, o que é tecnologia Blockchain e que importância assume?

É uma resposta tecnológica nova a um problema antigo, o de como conseguir gerar confiança suficiente entre duas entidades para que estas possam realizar trocas de forma pacífica, nomeadamente, trocas de valor.

Reduzindo custos, a Blockchain poderá no futuro prevalecer sobre as alternativas atuais, colocando em crise os atuais modelos de negócio nelas baseados. Baseando-se num modo de relacionamento descentralizado, fará uma enorme pressão para a mudança das estruturas das redes económicas atuais no sentido da desintermediação.

A necessidade de basear a tomada de decisão na análise de dados é crescente face ao aumento exponencial de dados ao dispor das empresas. É aqui que entra o Business Analytics. De que se trata?

O Business Analytics corresponde à aplicação de técnicas avançadas de análise de dados sobre conjuntos de dados captados no interior e exterior duma organização tendo em vista o incremento da eficácia e eficiência dessa organização. Por exemplo, para reter clientes e captar novos, para incrementar vendas e reduzir custos, para desenhar novos produtos e serviços, ou para melhorar a experiência de utilização.

Qual é a diferença entre Business Intelligence e Business Analytics?

É usual encontrarmos as seguintes subcategorias de Analytics: a Descriptive e Diagnostic Analytics, que nos dá uma visão descritiva do que ocorreu e porque ocorreu; a Predictive Analytics, que nos dá previsões sobre o que poderá ocorrer; e a Prescriptive Analytics, que nos dá recomendações de atuação. É usual chamar-se Business Intelligence à primeira e Busines Analytics ou Advanced Analytics às duas últimas. Assim, o Business Intelligence está orientado à explicação do passado e o Business Analytics à previsão e atuação no futuro.

Inovações portuguesas podem alterar o mercado energético

A utilização de energias renováveis tem tido um crescimento elevado nos últimos anos. No entanto, este crescimento tem-se centralizado em centros produtores como parques eólicos, barragens hidroelétricas e, residualmente, em parques com painéis solares.

Através da utilização da tecnologia Blockchain e de smart contracts o desafio promovido pela REN passa pela criação de uma plataforma para a negociação da compra e venda de energia onde os micro e/ou mini-produtores possam ter uma fonte de rendimento adicional e os consumidores a opção de escolher o fornecedor mais barato.

Entre as propostas que passaram à próxima fase incluem-se soluções para uma plataforma de negociação da compra e venda de energia e pequenas redes que permitem um mercado aberto peer-to-peer entre residentes da mesma cidade ou área de residência,

“Ficou patente que os estudantes e empresários portugueses estão desde cedo a apostar em Blockchain e a desenvolver soluções que, sem esta tecnologia, seriam impossíveis de fazer”, explica Rui Serapicos da Aliança Portuguesa de Blockchain. “O desafio lançado pela REN abre portas para algo que nunca foi visto em Portugal, a compra e venda de energia diretamente aos micro e mini-produtores. Em breve, de acordo com as soluções apresentadas pelas equipas proponentes, isto poderá ser uma realidade no nosso país”.

Sobre Blockchain

O Blockchain é uma maneira notavelmente transparente e descentralizada de registar listas de transações. A forma como as transações baseadas em Blockchain criam registos públicos rápidos, baratos e seguros, que podem ser usados para muitas tarefas de cariz financeiro e não-financeiro, como o voto eletrónico ou provar a existência de um documento num dado momento. 

O Blockchain é particularmente adequado para situações em que é necessário conhecer e rastrear um registo de propriedade de um determinado ativo. Também pode ajudar a resolver o problema da pirataria de ativos digitais, ao mesmo tempo que os medias digitais podem legitimar, vender, herdar e entregar livros em segunda mão, vinil, entre outros. Este paradigma emergente também apresenta oportunidades em todos os tipos de serviços públicos, como pagamentos de saúde e bem-estar.

Sobre a Aliança Portuguesa de Blockchain

A Aliança Portuguesa de Blockchain (all2bc.com), promovida pela CIONET Portugal, tem como principal objetivo o desenvolvimento de um ecossistema que reúne empresas, academia e entidades governamentais portuguesas de forma a dotar o sistema empresarial de conhecimentos sólidos sobre Blockchain.

Esta Aliança pretende que todos os intervenientes da economia portuguesa estejam o mais bem preparados possível para a revolução que esta tecnologia implicará em grande parte dos setores económicos. Em paralelo, a Aliança tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de soluções baseadas em Blockchain de origem nacional.

Entre as entidades envolvidas nesta Aliança estão a Abreu Advogados, AICEP, AMA, Associação Portuguesa de Seguradores, BCSD Portugal, Católica Lisbon School of Business & Economics, CIONET, EMEL, Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Escola de Engenharia da Universidade do Minho, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Fidelidade, IAPMEI, IBM, ISEG – Lisbon School of Economics & Management, Israeli Blockchain Association, IP Telecom, Nordic Blockchain Association, PME Investimentos, Porto Business School, REN, Universidade Lusófona e Vodafone.

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