Inicio Tags Casa Branca 2016

Tag: Casa Branca 2016

Sábado Obama apela ao voto dos negros e domingo ao das mulheres

O Presidente Barack Obama sugeriu este domingo que o sexismo e a persistência dos respetivos preconceitos poderão estar a prejudicar a campanha de Hillary Clinton.

“Há um motivo para que nós nunca tenhamos tido uma mulher como Presidente; para nós, enquanto sociedade, ainda sermos reticentes em relação a mulheres com poder”, afirmou durante uma ação de recolha de fundos em Nova Iorque.

Estas declarações foram proferidas um dia depois de Obama ter lançado um forte repto aos afro-americanos para que apoiem a candidata democrata às presidenciais. Aproveitando a sua intervenção numa gala de uma fundação afro-americana em Washington, que também contou com a presença de Hillary Clinton, o atual Presidente foi mesmo ao ponto de afirmar que caso tal não aconteça encarará isso como um insulto pessoal.

“O meu nome pode não estar no boletim (de voto) , mas o nosso progresso está (…) A tolerância está no boletim. A democracia está no boletim. A justiça está no boletim”, declarou.

Durante as primárias, Clinton teve grande apoio de eleitores afro-americanos, em especial de mulheres idosas negras, que contribuíram para a sua vitória frente ao senador Bernie Sanders. As sondagens dão lhe agora 83% das intenções de voto dos afro-americanos, face à fraquíssima popularidade popularidade que o seu rival, Donald Trump, tem entre este grupo.

A questão é que muitos jovens negros associam-na a políticas implementadas pelo seu marido enquanto foi Presidente, o que poderá levar muitos deles a pura e simplesmente não se deslocarem às urnas. “As pessoas dizem, ‘não interessa se Hillary Clinton obtiver 90 % do voto afro-americano’ (…) A questão é, ‘90% do quê?’”, questionou Charlie King, destacado democrata de Nova Iorque, em declarações citadas pelo “The New York Times”.

Jimmy Fallon despenteou Trump. E foi criticado

Decidido a desfazer os boatos sobre o cabelo de Donald Trump, Jimmy Fallon aproveitou a presença do candidato republicano no seu programa The Tonight Show para perguntar se o podia despentear. O milionário, que muitos suspeitam usar uma peruca, começou por fazer uma careta e abanar a cabeça, mas lá acabou por concordar. “Vamos lá!”, disse para Fallon. E este não hesitou: meteu a mão na cabeleira loira do candidato e começou a despentear.

A subir nas sondagens, sobretudo depois de a rival democrata, Hillary Clinton, ter admitido estar com uma pneumonia, Trump mostrou o seu lado mais moderado. E as críticas a Fallon não se fizeram esperar, dos media tradicionais à internet. O The Hollywood Reporter publicou um artigo intitulado “Jimmy Fallon ajuda Donald Trump a parecer simpático na televisão”. E no Twitter os internautas também não esconderam a irritação com o apresentador. “Quando se é neutro na presença do racismo e da intolerância, é-se parte do problema, Jimmy Fallon”, escreve um. Outra garantia: “Não volto a ver o Jimmy Fallon. É assim que me sinto por ele ter humanizado um monstro”.

Pouco antes de ir ao The Tonight Show, Trump, de 70 anos (o quer faria dele o presidente dos EUA mais velho de sempre), estivera no programa do Dr.Oz, onde revelou algum do seu historial médico, garantindo sentir-se tão bem como quando tinha 30 anos.

Onde nasceu Obama? Campanha de Trump vira jogo contra Clinton

A campanha de Trump, mas não o próprio Trump, diz que Obama nasceu nos Estados Unidos.” Foi assim que a CNN e outros media noticiaram esta sexta-feira o comunicado enviado às redações pela equipa do candidato presidencial republicano, onde é reconhecido que o atual Presidente norte-americano nasceu de facto no país que lidera — e não no Quénia, como foi defendido por vários republicanos durante a campanha presidencial de Obama para as eleições de 2008.

O reacender do chamado “movimento birther”, iniciado durante o primeiro mandato de Barack Obama e que punha em causa a sua certidão de nascimento, emitida no Hawai, teria sido uma surpresa para os jornalistas, não fosse o facto de, no mesmo documento, a campanha do magnata tornado candidato republicano acusar Hillary Clinton de ter sido ela, e não Trump, a dar início a esta campanha de “difamação”.

Como com outros temas abordados pela equipa do candidato à Casa Branca, não há quaisquer provas que sustentem esta versão. O mesmo não se pode dizer do envolvimento de Donald Trump nas primeiras acusações a Obama, comprovadas em inúmeros artigos, como esta reportagem que o “New York Times” publicou em julho deste ano, sobre a forma como Trump tentou capitalizar as acusações em 2011.

Reagindo a mais esta teoria da conspiração, a candidata democrata, que serviu como secretária de Estado no primeiro mandato de Obama, escreveu no Twitter que o próximo Presidente dos EUA “não pode e não vai ser o homem que liderou o movimento racista” sobre a “verdadeira” naturalidade de Obama.

O comunicado emitido na quinta-feira à noite, madrugada desta sexta em Portugal, e assinado pelo conselheiro de Trump Jason Miller, surge depois de uma entrevista dada pelo candidato republicano ao “Washington Post”, na qual se recusou a admitir que Obama nasceu efetivamente nos Estados Unidos, declarando que não queria responder a essa questão.

As acusações surgidas em 2008 tinham por base o argumento de que, como Obama nasceu no Quénia e não nos EUA, não podia ser eleito Presidente do país. Alguns media norte-americanos sugeriram na altura que o movimento tinha sido lançado por fortes apoiantes de Hillary Clinton, que à data já sabia que ia perder a nomeação democrata para Obama. Contudo, não existem quaisquer provas de que a antiga senadora ou qualquer pessoa da sua equipa tenham estado envolvidos nas acusações.

Hillary Clinton está “saudável e em boa forma”

A candidata democrata à presidência dos EUA está “saudável e em boa forma para servir” como Presidente, garante a médica de Hillary Clinton. Num comunicado à imprensa revelado esta quarta-feira à noite, Lisa Bardack diz que a ex-secretária de Estado está “a recuperar bem com antibióticos e descanso” de uma “pneumonia moderada, bacteriana e não-contagiosa”, detetada num exame na sexta-feira passada, dois dias antes de Clinton se ter sentido mal e ter sido retirada da cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque.

Também esta quarta-feira, a equipa de campanha da candidata disse que Hillary, atualmente com 68 anos, foi sujeita a uma série de novos exames que mostram que está em “excelente condição mental” e que a sua saúde está “normal” apesar da infeção pulmonar, com níveis de colesterol e pressão sanguínea dentro dos parâmetros normais.

Na mesma carta, Bardack explica que a candidata toma medicamentos para a tiroide e para as alergias, bem como Coumadin, um medicamento para liquidificar o sangue que lhe foi prescrito há quatro anos na sequência de uma operação a um coágulo sanguíneo numa veia localizada entre o cérebro e o crânio, por trás da orelha direita. A equipa diz que Clinton deverá voltar ao terreno para prosseguir com a sua campanha já esta quinta-feira.

A revelação de toda a ficha médica atualizada da democrata surge depois de o seu rival na corrida presidencial ter anunciado que vai revelar pormenores sobre a sua situação clínica num programa de televisão sobre questões médicas, o Dr. Oz Show, que será transmitido esta quinta-feira à noite nos EUA. Ambos estão entre os mais velhos candidatos de sempre à Casa Branca, sob crescente pressão para divulgarem pormenores sobre as suas situações clínicas.

A campanha do magnata do imobiliário tornado candidato presidencial recusou-se a publicar de imediato o sumário dos resultados do últimos exames médicos a que Trump foi submetido. Os media avançam que, no programa, o republicano diz que neste momento pesa 107 quilos, o que a confirmar-se quer dizer que está acima do peso normal para uma pessoa da sua altura.

Esta quarta-feira à noite, já madrugada de quinta em Portugal, Trump voltou a atacar a rival por causa de questões médicas durante um evento de campanha em Canton, no Ohio. À multidão de apoiantes, Trump questionou: “Pensam que Hillary seria capaz de estar aqui uma hora em pé a fazer isto? Penso que não, penso que não”, acusou o candidato de 70 anos, antes de dizer que a democrata “está na cama a mentir e a ficar melhor”.

A saúde de Hillary Clinton estava a dominar a campanha do republicano ainda antes do episódio de “desidratação” durante a cerimónia do passado domingo que marcou os 15 anos dos ataques às Torres Gémeas. Ao longo das últimas semanas, Trump e os seus apoiantes acusaram a candidata de mentir sobre a sua saúde e de não estar em condições para assumir a liderança dos EUA, sobretudo depois de ter sofrido um ataque de tosse enquanto proferia um discurso há duas semanas no Ohio.

Presidente Barack Obama alerta que a corrida presidencial vai ser renhida

PHILADELPHIA, PA - SEPTEMBER 13: U.S. President Barack Obama campaigns for Democratic nominee Hillary Clinton on September 13, 2016 outside the art museum in Philadelphia, Pennsylvania. Hillary Clinton stayed home to rest Monday after she called off a fundraising event and the rest of her planned travel in California this week following her pneumonia diagnosis on Friday. (Photo by Jessica Kourkounis/Getty Images)

“Isto não deveria ser renhido, mas é renhido,” disse o presidente Barack Obama na noite de terça-feira, 13 de Setembro, durante um evento de angariação de donativos para a Comissão de Campanha Congressional Democrata, realizado em Nova Iorque. “A corrida presidencial, nós devemos ganhar. Mas Donald Trump conseguiu a nomeação, por isso coisas estranhas acontecem,” acrescentou.

O presidente Obama fez campanha por Hillary Clinton, candidata do Partido Democrata e ex-Secretária de Estado, na manhã de terça-feira, em Filadélfia, e disse repetidamente que tem a certeza de que Trump não vai ganhar, segundo relata o Politico. No que foi interpretado como uma forma de pressão sobre os doadores, Obama sublinhou a importância da eleição presidencial. “É um ‘cliché’ que cada eleição é mais importante do nosso tempo de vida, mas eu tenho que vos dizer, esta conta,” declarou Obama.

“Eu acredito genuinamente que o carácter básico deste país está dependente do que acontecer agora. As apostas são realmente elevadas,” insistiu o presidente, referindo-se à escolha entre a democrata Clinton e o republicano Trump. De resto, mais do que a enaltecer Clinton (que apoia assumidamente), focou o seu discurso nas críticas a Trump: “Vocês têm um nomeado de um grande partido que demonstra não ter consciência de princípios básicos de política doméstica ou externa, promove a sua ignorância todos os dias, proclama que o seu modelo de liderança é Vladimir Putin.”

Saúde de Clinton já é (realmente) um assunto de campanha

A candidata democrata às presidenciais norte-americanas está a receber tratamento para uma pneumonia, informou a sua médica após Hillary Clinton ter sido retirada por dois agentes secretos da cerimónia de homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova Iorque, na manhã deste domingo.

Em comunicado, Lisa Bardack diz que Hillary foi diagnosticada com uma infeção pulmonar na sexta-feira, para a qual lhe receitou um antibiótico, dois dias antes de sofrer de “desidratação” durante a cerimónia que este domingo marcou os 15 anos dos atentados contra as Torres Gémeas e o Pentágono.

No mesmo comunicado à imprensa, a médica diz que a candidata já estava a sentir-se melhor e “a recuperar muito bem” em casa da filha, Chelsea. Mas esta segunda-feira de manhã, a sua campanha informou que, por causa da doença, a candidata foi obrigada a cancelar uma viagem de dois dias que tinha programada para a Califórnia, onde ia fazer um discurso sobre economia aos seus apoiantes naquele estado e participar em eventos de angariação de fundos.

“A [ex-]secretária [de Estado] Clinton tem estado a sofrer de tosse por causa de alergias”, disse Bardack. “Na sexta-feira, durante uma avaliação de rotina por causa dessa tosse prolongada, foi diagnosticada com pneumonia. Foi colocada a antibiótico e aconselhada a descansar e a alterar a sua agenda e planos.”

Numa outra nota à imprensa, o porta-voz de Clinton, Nick Merrill, disse que a candidata “assistiu à cerimónia de comemoração do 11 de Setembro durante apenas uma hora e 30 minutos para prestar homenagem e cumprimentar algumas das famílias das vítimas” dos atentados. Durante essa cerimónia, acrescentou, “sentiu-se desidratada, pelo que partiu para o apartamento da filha e está a sentir-se muito melhor”. Pouco depois de ter abandonado o Ground Zero, foi divulgado um vídeo em que se vê dois agentes a ajudarem uma Clinton combalida a entrar para um carro.

Há várias semanas que os seus rivais têm questionado as suas capacidades físicas para se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, a dizer no mês passado num discurso aos seus apoiantes que Hillary Clinton “não tem o vigor físico e mental” necessário para liderar o país e lutar contra o autoproclamado Estado Islâmico (Daesh).

Há um mês, Bardack tinha garantido que Clinton está “de excelente saúde e capaz de servir como Presidente dos Estados Unidos”, após ter “recuperado totalmente” de uma cirurgia a que foi submetida em 2012 por causa de um coágulo sanguíneo, informou a médica.

Até agora, a campanha da democrata tem acusado os seus opositores de estarem a criar e a alimentar “uma conspiração demente sobre a saúde de Clinton”, sobretudo após a candidata ter tido um ataque de tosse durante um evento de campanha no Ohio na semana passada e ter sido filmada a expelir alguma expectoração para um copo de água.

Na imprensa e blogues conservadores, muitos questionaram-se sobre a “substância misteriosa” que a candidata tinha cuspido para o copo, com algumas pessoas a criarem longos debates em fóruns na internet dedicados a analisar até se a candidata teria cuspido ovos alienígenas.

Num artigo publicado este domingo à noite, um jornalista do “Washington Post” refere que, embora tenha sido um dos primeiros a criticar e a desmistificar as teorias da conspiração recentemente surgidas em torno da saúde da aspirante presidencial, o facto de ter sido diagnosticada com pneumonia — e de isso só ter sido tornado público dois dias depois, quando se sentiu mal numa cerimónia pública — vem ajudar e muito os rivais republicanos, a menos de dois meses das eleições presidenciais convocadas para 8 de novembro.

“Quer Clinton goste quer não, o seu episódio de ‘desidratação’ surge numa altura muito má para a sua campanha”, escreve Chris Cillizza, referindo um facto que muitos têm apontado, sobre a temperatura registada em Nova Iorque à hora em que a candidata quase desmaiou ser bastante amena. “Graças a gente como Rudy Giuliani [republicano ex-autarca de Nova Iorque] e uma base pequena mas audível de elementos republicanos, a conversa sobre a sua saúde tem estado em ebulição na última semana, por causa de um episódio de tosse durante um comício no Labor Day. Essa conversa tem estado largamente confinada a um grupo de republicanos convencidos de que Clinton está, há muito, a esconder uma doença séria. Escrevi com desdém sobre essa teoria da conspiração nesta coluna de opinião na semana passada […]. Tossir, escrevi, simplesmente não é prova suficente de qualquer grande doença que Clinton pudesse estar a esconder. Muito menos, claro, é a ‘desidratação’. Mas essas duas coisas acontecerem no espaço de seis dias a uma candidata que tem 68 anos torna as conversas sobre a saúde de Clinton em mais do que teorias da conspiração.”

Cillizza e vários outros jornalistas e analistas referem que, se até agora, Clinton e a sua campanha podiam rir-se das questões sobre a sua saúde, o episódio de ‘desidratação’ torna quase impossível continuarem a fazê-lo. “Não só isto surge numa altura em que existem crescentes conversas — com base em muito poucas provas — sobre a sua saúde ser um problema, como aconteceu no evento de homenagem do 11 de setembro, um momento incrivelmente mediático cheio de câmaras e jornalistas por todo o lado”, sublinha o jornalista do “Washington Post”.

“A sua campanha bem pode tentar diminuir esta história a nada mais que um incidente isolado sem qualquer significado. […] Clinton até pode estar bem e espero certamente que assim seja. Mas estamos a 58 dias de escolher a pessoa que vai liderar o país durante os próximos quatro anos e ela é um dos dois candidatos com reais hipóteses de vencer. Acreditar na palavra da equipa de Clinton sobre a sua saúde, à luz do episódio de domingo de manhã, já não chega. Pessoas razoáveis podem e vão ter questões reais sobre a sua saúde.”

O ataque de tosse de Hillary: “Sempre que penso no Trump fico com alergias”

Hillary Clinton, a candidata democrata às eleições presidenciais americanas, interrompeu um discurso no Ohio por causa de um ataque de tosse. Ainda sem estar completamente recuperada, Hillary lançou uma farpa contra o seu adversário republicano: “Sempre que penso no Trump fico com alergias”.

Tim Kaine, a escolha de Hillary para ser o seu possível vice-presidente, e o público não contiveram o riso depois da piada de Hillary, que teve dificuldade em conseguir continuar o seu discurso durante o comício em Cleveland.

A responsável pela campanha de Donald Trump, Kellyanne Conway, aproveitou a oportunidade para atacar a candidata através do Twitter.

[Deve ser alérgica aos meios de comunicação social. Finalmente passou um minuto com eles. A Hillary teve um ataque de tosse de quase 2 minutos]

Photo published for Hillary Has A Nearly 2 Minute Long Coughing Fit [VIDEO] Via @dailycaller

De Niro compara Trump a personagem, totalmente louca, que interpretou em “Taxi Driver”

O ator norte-americano Robert De Niro comparou Donald Trump à personagem mentalmente instável que interpretou no icónico filme “Taxi Driver” (1976), considerando o candidato republicano às presidenciais norte-americanas “totalmente louco”.

O veterano ator, premiado com dois Oscares, fez os comentários no Festival de Cinema de Sarajevo, que começou na sexta-feira com a exibição do clássico de Martin Scorsese, remasterizado digitalmente para o seu 40.º aniversário.

Em “Taxi Driver”, De Niro — há muito um apoiante dos democratas— interpreta Travis Bickle, um veterano da guerra do Vietname que conduz um táxi em Nova Iorque e que sucumbe lentamente à paranoia e esquizofrenia.

“O que é significativo para mim é esta ironia de no final ele (Travis) estar a conduzir novamente o seu táxi e… congratulamo-nos. O que é de alguma forma, de um modo estranho, pertinente também hoje”, comentou o ator numa conversa pública à margem do festival, do qual é convidado de honra.

Fazendo a ligação com a corrida presidencial norte-americana, De Niro disse que Trump, como Bickle, está onde não devia estar. “Não sei, é uma loucura, mas pessoas como Donald Trump (…) nem deveriam estar onde ele está, por isso, Deus nos ajude”, adiantou.

“Penso que as pessoas agora estão a começar a rejeitá-lo”, disse, adiantando: “Os media deram-lhe toda esta atenção e finalmente estão a começar a dizer: ‘Vá lá Donald, isto é ridículo, isto é uma loucura’. (…) Porque o que ele tem dito é realmente completamente louco, coisas ridículas … completamente loucas”.

Trump tem vindo a descer nas sondagens e está sob crescente pressão, mesmo entre os republicanos, pela sua aparente incapacidade de parar de fazer afirmações controversas e observações extemporâneas.

No início da semana, Trump acusou o Presidente Barack Obama de ser o “fundador” do grupo extremista Estado Islâmico e a sua rival democrata, Hillary Clinton, de ser “cofundadora”. Depois de manter as declarações por diversas vezes, sugeriu na sexta-feira que estava a ser sarcástico.

50 republicanos peritos em segurança nacional avisam: Trump seria o presidente mais perigoso

Cinquenta republicanos que exerceram funções importantes na segurança nacional norte-americana denunciaram na segunda-feira a ignorância e incompetência do candidato à Casa Branca do partido, Donald Trump, considerando que seria “o presidente mais perigoso da história” do país.

A denúncia foi feita através de uma carta aberta cujos signatários trabalharam na Casa Branca, no Departamento de Estado ou no Departamento da Defesa, para os presidentes republicanos, de Richard Nixon a George W. Bush.

Sem apelarem ao voto na candidata democrata, Hillary Clinton, escrevem claramente, na carta publicada pelo jornal The New York Times, que nenhum deles vai votar em Donald Trump. Os signatários declaram que Trump não é qualificado para o cargo, devido à falta de competências e à instabilidade do seu caráter.

“O sr. Trump não tem a personalidade, os valores ou a experiência para ser Presidente”, escrevem, sublinhando que isso iria enfraquecer a autoridade moral dos Estados Unidos no mundo.

Dizem ainda que o candidato parece ignorar aspetos elementares da Constituição e do Direito norte-americanos. Não só Donald Trump é “ignorante” no domínio das relações internacionais, como “não manifestou nenhum desejo de se informar”, afirmam.

Ecoando críticas de Hillary Clinton, estas personalidades sublinham que o bilionário não demonstra disciplina, autocontrole e é “incapaz de tolerar críticas pessoais”.

“Tem alarmado os nossos aliados mais próximos por causa de seu comportamento errático”, escrevem, acrescentando que “estas caraterísticas são perigosas num indivíduo que quer ser Presidente (…), com a responsabilidade do arsenal nuclear dos EUA”.

Trump reagiu em comunicado, dizendo que não há “nada melhor do que a elite de Washington que falhou e tenta manter os seus poderes”.

Além disso, acusou os signatários da carta de serem “os autores das decisões desastrosas de invadir o Iraque, de permitirem a morte dos norte-americanos em Bengazi e de serem os que permitiram a ascensão do [grupo terrorista] Estado Islâmico”.

“Eu proponho uma melhor visão para o nosso país e a nossa política estrangeira, uma visão que não é a de uma família governante na política”, afirmou.

Entre os signatários da carta estão Michael Hayden, antigo diretor da CIA, John Negroponte, antigo diretor da agência de segurança nacional e número dois do Departamento de Estado, durante o mandato de George W. Bush, Eric Edelman, antigo conselheiro da segurança nacional do vice-presidente Dick Cheney, e Robert Zoellick, antigo diplomata e presidente do Banco Mundial.

Quer saber quem vai ganhar nos EUA? Olhe para a bolsa

“Eu investi na bolsa, sim, mas saí — e foi uma ótima altura para sair. A bolsa só está onde está por causa das taxas de juro artificialmente baixas, o dinheiro gratuito, tenho medo de cenários muito assustadores“. Assim falou Donald Trump, o candidato do partido republicano à Casa Branca, numa entrevista à Fox Business na semana passada. Para alguns, este pode ser um aviso desinteressado de alguém que se preocupa com os riscos que existem nos mercados. Para outros, esta é uma declaração de um candidato que sabe que é mais fácil derrubar o partido que está no poder se a bolsa cair nos três meses antes das eleições. É a História que o diz.

A partir desta segunda-feira, 8 de agosto, contam-se exatamente três meses para as eleições de novembro. A 8 de novembro saberemos se Hillary Clinton consegue suceder a Barack Obama como Presidente democrata na Casa Branca ou se os republicanos tomam o poder, na figura de Donald Trump. Todos os olhos estarão nas sondagens, que parecem dar cada vez mais vantagem a Hillary Clinton, mas talvez queira manter um olho no mercado acionista de Wall Street. Isto porque se a bolsa subir, o partido democrata (como incumbente) deverá manter-se na Casa Branca; se cair, Donald Trump tem melhores probabilidades de vencer.

A pesquisa da InvesTech Research mostra que este é um indicador fiável, até mais do que se têm mostrado as sondagens nos últimos anos em vários países.

Ano S&P 500 nos três meses Resultado do partido no poder Teoria acertou?
1928 13,6% Ganhou Sim
1932 -2,6% Perdeu Sim
1936 7,9% Ganhou Sim
1940 8,6% Ganhou Sim
1944 2,3% Ganhou Sim
1948 5,4% Ganhou Sim
1952 -3,3% Perdeu Sim
1956 -2,6% Ganhou Não
1960 -0,7% Perdeu Sim
1964 2,6% Ganhou Sim
1968 6,5% Perdeu Não
1972 3,0% Ganhou Sim
1976 -0,1% Perdeu Sim
1980 6,7% Perdeu Não
1984 4,8% Ganhou Sim
1988 1,9% Ganhou Sim
1992 -1,2% Perdeu Sim
1996 8,2% Ganhou Sim
2000 -3,2% Perdeu Sim
2004 2,2% Ganhou Sim
2008 -19,5% Perdeu Sim
2012 2,5% Ganhou Sim

 

A pesquisa revela que em 19 das 22 eleições Presidenciais desde 1928, a teoria dos últimos três meses na bolsa foi certeira — é uma taxa de sucesso de 86,4%.

Há uma explicação possível para este fenómeno. A bolsa de valores deve, em teoria, refletir as expectativas de crescimento económico. E uma bolsa mais otimista significa eleitores mais otimistas — e isso é especialmente verdade nos EUA, onde muita gente tem remuneração variável ou pensões de reforma indexadas à evolução das ações e dos dividendos que estas pagam. Ou seja, nos EUA as pessoas sentem no bolso, de forma muito mais imediata, se a bolsa está em alta ou em baixa.

Com os bolsos mais cheios, as pessoas têm uma maior tendência para votar em quem já está no poder. É isso que demonstra a História, em 86,4% das vezes.

E o que vai acontecer na bolsa, então, nos próximos três meses?

A julgar pelas estimativas dos analistas, não parece muito provável que a bolsa tenha grande potencial para subir até ao final do ano. Um prognóstico que deve ser lido à luz do facto de que a bolsa dos EUA tem vindo a renovar máximos históricos, subindo 6,8% desde o início de 2016 e quase 20% desde o ponto mais baixo tocado este ano, em fevereiro.

O índice S&P 500 está a negociar na região dos 2.180 pontos e é aproximadamente nesse ponto que está a média das estimativas de duas dezenas de analistas que seguem a bolsa norte-americana.

Ou seja, o potencial para valorização a partir dos níveis atuais não é significativo e há um analista — Ben Laidler, do HSBC — que vê a bolsa a cair para os 1.960 pontos até ao final do ano. Seria umadescida superior a 10% em menos de cinco meses, ou seja,terreno fértil para Donald Trump poder virar o jogo a seu favor.

Do outro lado do espetro, a casa de investimento Oppenheimer, através do analista John Stoltzfus, está entre as mais otimistas e acredita que a bolsa irá continuar a subir até aos 2.300 pontos — umavalorização de cerca de 5,5%.

SPX Index (S&P 500 Index) Daily 2016-08-03 10-56-10

Depois de um início de ano conturbado, devido à crise nos preços do petróleo e aos receios com a China, a bolsa dos EUA recuperou nos últimos meses à conta de expectativas de que a Reserva Federal dos EUAnão irá subir as taxas de juro tão rapidamente quanto planeava. Isso significa que as ações da maior parte dos setores têm condições para beneficiar de juros mais baixos durante mais tempo.

Mas o caminho da Reserva Federal é muito incerto, e a própria incerteza está a deixar alguns investidores nervosos e a preferirem manter-se à margem da bolsa nos próximos meses, porque juros baixos durante demasiado tempo também têm riscos, nomeadamente o fomento de bolhas especulativas nos ativos com maior risco.

RNC in Cleveland 2016

Os investidores bolsistas estão confrontados com “cenários muito assustadores”, avisou Donald Trump.

São esses os riscos para que alertou Donald Trump na sua entrevista à Fox Business, uma entrevista dada poucas horas depois de um dos mais famosos investidores em todo o mundo, Warren Buffett, ter lançado fortes críticas a Trump — o único empresário que Buffett algum dia conheceu “que gosta de se gabar de quantas vezes foi à falência”.

Os talentos como empresário e como investidor de Donald Trump foram questionados por Buffett, que disse que teria sido melhor investir nas recomendações de um macaco do que “ir na cantiga” de Donald Trump e investir nas suas empresas, que “fizeram os investidores perder dinheiro ano após ano”. Teria sido um melhor investimento pedir a um macaco que atirasse dardos a uma página de jornal com os nomes das empresas cotadas, e investir nas empresas onde caíssem os dardos, defendeu Warren Buffett.

EMPRESAS