Inicio Tags Clara Saúde

Tag: Clara Saúde

Grupo Clara Saúde doa EPI’s a Hospitais da Distrito de Setúbal

O Grupo Clara Saúde, que desde 2010 se dedica à prestação de cuidados de saúde nas áreas Clínicas de ambulatório, Diagnóstico laboratorial, Anatomia-patológica e de Imagiologia e que conta já com 22 unidades e mais de 100 postos de colheita, tem a sua sede na margem Sul, mais concretamente no Pinhal Novo e distribui as suas unidades pela região da grande Lisboa e Alentejo.
O Grupo, atento à pandemia COVID19 e a todo o esforço que os hospitais do SNS têm vindo a realizar, vai oferecer aos Hospitais que apoiam a população do Distrito de Setúbal, vários milhares de máscaras cirúrgicas, luvas e viseiras assim como a Oferta de testes RT-PCR para Covid19 aos profissionais de cada um dos hospitais.
No dia 07 de Maio as 12h serão entregues no Hospital Garcia de Orta
No dia 08 de Maio as 15h serão entregues no Hospital de São Bernardo
No dia 06 de Maio as 16:30 serão entregues no Centro Hospitalar Barreiro/Montijo

SEMPRE PREPARADOS PARA FAZEREM O MELHOR QUE SABEM

No trajeto do Grupo Clara Saúde, qual é a característica primordial que permitiu a vossa diferenciação?

Penso que temos várias características de diferenciação. A primeira e iniciando pelo campo da investigação, deve-se a atenção que temos com a Inovação e o a preocupação que temos na evolução da ciência médica.

E depois, a proximidade que mantemos com os nossos utentes e com o valor humano, neste nosso trajeto. Estas têm sido as nossas prioridades e temos tido sucesso com elas.

No sector da Saúde, o Grupo CS é referenciado com experiência, rigor e profissionalismo, como chegou até aqui?

Com excelentes profissionais sem dúvida, a escolha que fazemos quando escolhemos as equipas com que trabalhamos para qualquer um dos nossos projetos, é fundamental para sermos reconhecidos.

Todas as áreas de negócio do Grupo Clara CS, estão preparados para responder a necessidade dos utentes nesta Pandemia?

Na verdade, penso que ninguém estava preparado para uma Pandemia em Portugal, toda a nossa estrutura em qualquer uma das nossas áreas vivia de acordo com as suas necessidades; com a Pandemia tivemos que nos estruturar e criar novos acessos a Saúde, para responder com rapidez a todos os que necessitam.

Tendo os seus serviços centrais no distrito de Setúbal, preocupa-o o numero e casos neste distrito, pensa que este numero pode aumentar?

Sem dúvida que vão aumentar. Parece-me, no entanto, que estão subvalorizados.

 

De que forma está neste momento, o Grupo a ajudar o seu Distrito e o Pais a ultrapassar a fase Covid-19?

A maior ajuda que podemos neste momento oferecer é disponibilidade, as pessoas neste momento precisam de respostas rápidas e alguém que os ajude, principalmente na sua saúde não relacionada com a pandemia atual. Não podemos deixar a nossa população adoecer e morrer por falta de assistência, que neste momento está a ser canalizada para o Covid19. E isto já está a acontecer por todo o País.

E toda a estratégia e planificação que criamos foi nesse sentido, criamos as teleconsultas, musculamos as equipas de enfermeiros com mais domicílios, mais técnicos nas colheitas, criamos uma linha de especialistas para responder com todo o profissionalismo ao Covid-19.

A nossa abordagem assenta numa estratégia de triagem em massa que possa sinalizar as situações que necessitam de testes de diagnóstico RT-PCR, as que não necessitam e as que necessitam ficar em vigilância para serem triados novamente. De extrema importância é o início do estudo da imunidade da população por forma a devolver o maior número de pessoas aos seus locais de trabalho, testes esses que já começámos a fazer.

Na fase da Pandemia, assumiu como Medico e CEO do Grupo, que teriam que continuar de portas abertas e ajudar quem mais precisa, que são os seus doentes. Que medidas teve de tomar e como consegue manter equipas unidas e motivadas para assumir ao seu lado este desafio?

Em primeiro lugar assegurar a todos que tudo farei para que não haja desemprego no nosso Grupo. Por outro lado, implementar as normas necessárias para que todos os colaboradores estejam o mais seguros possíveis, no que diz respeito a questões sanitárias.

Por último, lançar projetos desafiantes, que os nossos colaboradores abraçaram com o empenho, alegria e motivação que os caracteriza: equipas especiais para rastreio de Covid-19; equipas para “fabrico” de máscaras e outro material de proteção individual; constituição de uma equipa científica para efetuar estudos epidemiológicos e de investigação sobre o Covid-19.

Diz-se que “nada será como dantes “; na sua opinião a Pandemia atual irá mudar a forma como a sociedade e a saúde se organizam e comportam?

Eu gostaria de dizer que não, mas acredito que isso vai acontecer. Mas julgo que nem tudo vai ser pior: espero que a nossa atitude, como humanidade, vá mudar perante ameaças globais desta natureza; penso que irá existir uma reflecção sobre a organização dos sistemas de saúde que imporá mudanças importantes. A globalização, tal como a conhecemos, sofrerá um retrocesso. As consequências disso não são previsíveis.

Como Médico, quando acha que será possível voltarmos a vida normal?

Embora se tenha gerado uma desconfiança relativa à interação humana, penso que a nossa vida de relação voltará progressivamente ao normal. Já o mesmo não acontecerá, tão cedo, à estrutura da sociedade portuguesa, cujo descalabro económico trará feridas muito difíceis de sarar.

Estará Portugal preparado para uma pandemia de grande dimensão como esta?

Nenhum País estava preparado. Portugal não é exceção. Mas, atendendo aos nossos recursos e (pouca) autonomia industrial na área da saúde, não nos estamos a sair mal. O mesmo não se vai poder dizer das consequências económicas.

EMPRESAS