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Pelo menos dois mortos na Georgia devido a tempestade tropical Irma

A porta-voz da agência de gestão de emergências da Georgia, Catherine Howden, confirmou uma morte, esta segunda-feira, em Sandy Springs, a norte de Atlanta, mas sem revelar mais detalhes.

A tempestade também terá causado a morte de um homem de 62 anos em Worth County, uma zona rural no sudoeste da Georgia.

Segundo Kannetha Clem, porta-voz do xerife de Worth County, o homem usou um escadote para subir a um barracão, quando ventos persistentes ultrapassavam os 65 quilómetros/hora.

Clem relatou que a mulher da vítima contactou os serviços de emergência — 911 — dizendo que o homem tinha sofrido um ataque cardíaco, e os primeiros socorristas encontraram o corpo preso entre duas vigas no teto do barracão, com detritos por cima dele.

O centro da tempestade passou hoje pelo sudoeste da Georgia, em direção ao Alabama.

Os ventos do Irma estendiam-se mais de 640 quilómetros a partir do seu centro, causando estragos em todo o estado da Georgia, desde árvores caídas a inundações na costa.

Uma pessoa morreu na Florida devido à tempestade, que chegou a ser um furacão de categoria 5 (máxima) quando passou nas Caraíbas, onde pelo menos 36 pessoas morreram.

Emissões globais de CO2 podem baixar este ano

São “tendências encorajadoras”, segundo investigadores dos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Noruega, num estudo publicado na revista Nature Climate Change. Mas estão longe de prenunciar o fim do problema das alterações climáticas.

Entre 2013 e 2014, a quantidade de CO2 libertada pela queima de combustíveis fósseis e pelas indústrias – que  juntos representam a esmagadora maioria de emissões mundiais – subiu apenas 0,6%, comparado com 2,4% anuais na década anterior. Em 2015, tudo indica que haverá uma queda de 0,6%, segundo projeções apresentadas pelo estudo.

A notícia circulou rapidamente no centro de exposições de Le Bourget, nos arredores de Paris, onde as Nações Unidas estão a finalizar negociações para um novo tratado contra as alterações climáticas. Em jogo está o que o mundo deve fazer para reduzir drasticamente as emissões de CO2 nas próximas décadas. “As emissões não subiram [nos últimos anos], e isto são boas notícias. Mas estamos focados nas negociações”, disse Todd Stern, enviado especial dos Estados Unidos para a área das alterações climáticas, numa conferência de imprensa.

A evolução dos últimos anos tem um responsável principal claro: a China, que tem reduzido o seu brutal consumo de carvão. Também a procura pelo petróleo e gás natural cresceu menos e as renováveis estão a avançar.

Há um dado que agora surpreende. “Ao contrário de outros períodos onde houve pouco ou nenhum crescimento das emissões, o PIB mundial cresceu substancialmente nestes dois anos”, escrevem os autores do estudo, liderado por Robert Jackson, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

As emissões globais de CO2 tiveram outros momentos de estabilização nos anos 1990, com a recessão no Leste europeu depois da queda do muro de Berlim e em crises económicas mundiais, como a de 2008. Nos três últimos anos, porém, o PIB mundial cresceu a taxas de 3,3 e 3,4% e em 2015 deverá subir mais 3,1%.

“O tempo dirá se esta surpreendente interrupção no crescimento das emissões é transitório ou um primeiro passo em direção à estabilização”, escrevem os autores do artigo.

“Não podemos celebrar ainda. Dois anos de aparente estabilização de emissões não fazem uma tendência”, alerta Martin Kaiser, diretor de política climática da organização ambientalista Greenpeace.

Nas previsões para 2015 do estudo agora divulgado, as emissões deverão cair na China, Estados Unidos e União Europeia – os maiores contribuintes para o total global. Mas subirão no resto do mundo, em particular na Índia – também no topo da lista dos maiores emissores globais de CO2.

Cerca de 150 líderes mundiais cumprem minuto de silêncio por vítimas

Praça da República, Paris

A maior conferência mundial sobre o clima começou hoje em Paris, duas semanas depois dos piores atentados terroristas cometidos em França, a 13 de novembro, que provocaram 130 mortos e 350 feridos.

Clima: Mais de 600 mil mortos em 20 anos, acordo é urgente

Alterações Climáticas

Desde 1995, “as catástrofes meteorológicas mataram 606 mil pessoas, em média 30 mil por ano, deixando mais de 4,1 mil milhões de feridos, desalojados ou a necessitar de ajuda de emergência”, indicou o gabinete da ONU para a redução dos riscos de catástrofes (UNISDR) em relatório.

A grande maioria destas mortes (89 por cento) ocorreu em países de fracos rendimentos e causou perdas financeiras avaliadas em 1,8 mil milhões de euros.

“O conteúdo deste relatório sublinha a importância de um novo acordo sobre alterações climáticas” na conferência COP21 de Paris em dezembro, afirmou a diretora do UNISDR, Margareta Wahlstorm, na apresentação deste documento.

A COP21 vai realizar-se em Bourget, na periferia nordeste de Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro, para que 195 países, sob a égide das Nações Unidas, adotem um acordo mundial para travar o aquecimento climático do planeta.

Nesta reunião trata-se de conseguir o compromisso dos países para conter a subida das temperaturas a 02º centígrados relativamente à era pré-industrial.

“A alteração climática, a variabilidade climática e os fenómenos meteorológicos constituem uma ameaça à erradicação da pobreza extrema” no mundo, explicou Wahlstorm.

A responsável pediu aos países que, entre outras medidas, reduzam as emissões de gases com efeito de estufa, melhorem a urbanização dos seus territórios e impeçam a degradação do ambiente.

De acordo com o relatório, que analisa apenas os últimos 20 anos, “as catástrofes climáticas são cada vez mais frequentes, sobretudo devido ao aumento consistente do número de inundações e tempestades”.

Esta progressão vai continuar “nas próximas décadas”, embora os cientistas ainda não tenham conseguido determinar em que medida o aumento destes fenómenos se deva às alterações climáticas, avisou a ONU.

As inundações representaram, por si só, 47% das catástrofes climáticas entre 1995 e 2015 e afetaram 2,3 mil milhões de pessoas, 95% das quais na Ásia.

Apesar de menos frequentes que as inundações, as tempestades foram as catástrofes climáticas mais mortíferas, com 242 mil mortos.

Ao todo, os Estados Unidos e a China registaram o maior número de catástrofes climáticas desde 1995, devido à dimensão territorial.

Mas a China e a Índia dominam a classificação dos países mais atingidos em termos de população afetada.

Seguem-se o Bangladesh, Filipinas, Tailândia. Na América, o Brasil é o país onde a população foi mais afetada e em África, o Quénia e a Etiópia.

Governo francês cancela marcha pelo clima em Paris

Paris

O Governo francês anunciou que não vai autorizar as manifestações e marchas pelo clima previstas em Paris para 29 de Novembro, um dia antes da abertura da Conferência da ONU sobre as Alterações Climáticas, e 12 de Dezembro, um dia depois de terminar, por motivos de segurança.

A coligação de entidades que promovem a manifestação, liderada pela organização não-governamental 350.org, estava a discutir com as autoridades francesas a possibilidade de manter o evento, apesar do risco de novos atentados. A marcha inicial era o ponto central de mais de duas mil acções, dias 28 e 29 de Novembro, em diferentes pontos do mundo, num alerta para o combate ao aquecimento global. O objectivo da organização é reduzir a actual concentração das moléculas de dióxido de carbono na atmosfera de 400 partes por milhão para 350 partes por milhão.

Centenas de milhares de pessoas são esperadas nas ruas de Paris. O percurso previsto iniciava-se na Praça da República e terminava na Praça da Nação, atravessando o bairro onde ocorreram a maior parte dos ataques terroristas de sexta-feira.

“A situação criada pelos atentados odiosos de 13 de Novembro e as investigações em curso” obrigam “a reforçar as condições de segurança”, diz em comunicado a presidência da conferência (COP21), liderada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius. “Para evitar riscos suplementares, o Governo decidiu não autorizar as marchas pelo clima previstas para Paris e outras cidades de França.”

Há mais de 300 eventos, debates e conferências marcados durante toda a conferência, e esses serão mantidos – à excepção das excursões escolares ao local onde decorrem os trabalhos, em Le Bourget.

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