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“A única hipótese do têxtil português competir no mundo global é através da inovação, da qualificação e de incorporar o ADN português”

A Cottonanswer é uma marca 100% portuguesa, sediada em Barcelos e cujos clientes são 100% internacionais. Esta empresa têxtil com 5 anos de vida, mas com mais de 30 anos de experiência no setor, através do seu Presidente do Conselho de Administração, António Santos, tem como principal objetivo revitalizar a área têxtil. A marca, triplicou a faturação, mas olha para o setor têxtil nacional como um todo e afirma: “a única hipótese do têxtil português competir no mundo global é através da inovação, da qualificação e de incorporar verdadeiramente o ADN português”.

CRESCIMENTO E PRESENÇA EM MAIS DE 100 MERCADOS INTERNACIONAIS

A marca triplicou a faturação em 5 anos, passou de 5 milhões/ano para 16 milhões/ano e duplicou o número de colaboradores – em 2014 empregava 80 colaboradores e agora emprega mais de 190. O mercado de trabalho desta empresa têxtil é inteiramente internacional, atuando em mais de 100 mercados, desde o Japão, França, Austrália, Holanda, Noruega, Espanha, Itália, Suíça, Bélgica, Alemanha, Suécia, Estado Unidos da América, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Inglaterra, Dinamarca, entre muitos outros.

“CRIAR UMA IDENTIDADE NACIONAL NA TÊXTIL” (…)

PORQUE “A ÚNICA VANTAGEM QUE TEMOS EM RELAÇÃO AOS MERCADOS DE BAIXO PREÇO É EXATAMENTE ISSO, ‘SER PORTUGUÊS’”

Para este Engenheiro Têxtil (Universidade do Minho), “o Têxtil Português deve apostar na inovação, nas matérias-primas, nas malhas, nos tecidos, mas ao mesmo tempo no fitting, no design e nas novas ideias e novos criadores, para se diferenciar. Porque nunca nos podemos esquecer que temos (o país) um Know-how de mais de 150 anos.” António Santos sublinha ainda que “o país deve sobretudo criar uma imagem e um produto que incorpore o ADN português: a sua multiculturalidade, a sua versatilidade e capacidade de adaptação, porque é com isso que o consumidor moderno se identifica. Isto é no fundo criar uma identidade nacional na têxtil. Porque nós, portugueses, temos essa capacidade de nos reinventarmos constantemente.” Para este empresário português, com mais de 30 anos de experiência no setor, “a única vantagem que temos em relação aos mercados de baixo preço é exatamente isso, ‘Ser Português’”.

No capítulo da qualificação da mão de obra, António Santos defende que “os recursos humanos devem possuir duas valências essenciais: a valência técnica e a valência multicultural. A primeira é dada, no local de trabalho, pela entidade produtora em cooperação com os centros de formação. Já a segunda prende-se com a necessidade de que os nossos jovens tenham vivências e experiências além-fronteiras. Isso é fundamental.”

Qualidade como estratégia de competitividade

O resultado de Portugal reflete a melhoria da avaliação da economia nacional nas quatro dimensões avaliadas: performance económica, eficiência governamental, eficiência nos negócios e infraestruturas.

O ranking do IMD destaca a competitividade dos custos, a mão-de-obra qualificada, a qualidade das infraestruturas, a mentalidade aberta e atitude positiva, assim como o elevado nível de educação.

Por conseguinte, debruçamo-nos sobre qual o verdadeiro impacto de um sistema de gestão da qualidade na competitividade das organizações e, consequentemente, do mercado?

Anteriormente, quando falávamos em qualidade e de forma algo elementar, estávamos a caracterizar atributos de um produto, de um serviço ou de algo passível de qualificar. Nos dias de hoje o conceito de qualidade é muito mais abrangente, pode estar relacionado com a estratégia de uma organização, com os objetivos definidos, com os resultados alcançados, com o nível de competência, bem como, com a sustentabilidade organizacional. Se, em tempos passados, era visto como um atributo desejável, nos tempos atuais é uma condição fundamental.

O principal fator para esta mudança de paradigma foi, essencialmente, o maior grau de exigência por parte dos consumidores. A qualidade passou a ser o fator estratégico de competitividade e sustentabilidade das organizações, presente não só nos produtos e/ou serviços, mas também nas infraestruturas, nos processos, na relação com o cliente, na capacidade de inovar, na procura de novas soluções tecnológicas, no conhecimento organizacional, entre outros, e nos resultados.

A qualidade sustenta três pilares que compõem uma estrutura organizacional: estrutura de recursos humanos (quem é quem, quem faz o quê?), a estrutura dos processos (quais são os processos chave? Como se relacionam entre si? Quais os seus indicadores de desempenho?) e a estrutura de produto/serviço (recursos necessários para fabricação do produto e/ou entrega do serviço).

O referencial ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, possui um conjunto de requisitos que, devidamente implementados, contribuem significativamente para o sucesso de uma organização, como a necessidade de compreender a mesma e o contexto em que se enquadra, compreender as necessidades e as expectativas das partes interessadas, o pensamento baseado no risco, a necessidade de um forte envolvimento da gestão de topo e a definição das competências necessárias para todos os colaboradores que afetam o desempenho e eficácia do sistema de gestão.

De acordo com o ISO SURVEY de 2017, dados a 31 de dezembro de 2017, foram emitidos 1.058.504 certificados ISO 9001 – Sistema de Gestão da Qualidade, em todo o mundo. O que procuram estas organizações com a implementação e posterior certificação de um sistema de gestão da qualidade? Que benefícios esta ferramenta de gestão proporciona às organizações? Estes superam o esforço financeiro da organização em implementar e manter o sistema de gestão?

Estas são alguma das questões que nos são colocadas diariamente. A decisão de implementar um sistema de gestão da qualidade pode ter origem em motivações internas e/ou externas.

A  necessidade de definir de uma forma clara, as funções e responsabilidades dos colaboradores, os critérios de recrutamento adequados aos perfis de competência desejados, os processos chave e de suporte à atividade, os indicadores e objetivos de desempenho, os métodos de monitorização e medição do desempenho dos processos, o método de avaliação da satisfação dos clientes e as metodologias para melhorar continuamente os resultados da organização, são os principais fatores motivacionais (internos) para uma organização decidir pela implementação de um sistema de gestão da qualidade.

Por outro lado, e como principais fatores motivacionais externos, surgem a exigência por parte dos clientes, a pressão da concorrência, o acesso a novos mercados e a melhoria de imagem da organização no mercado.

Concluindo, a norma ISO 9001 é uma ferramenta de gestão por excelência, assim o comprova o número de certificados emitidos em todo o mundo, que as organizações devem integrar no seu modelo estratégico de negócio, permitindo assim uma eficaz monitorização e medição dos resultados provenientes da sua implementação. Olhar a qualidade como estratégia para a competitividade não é apenas mais um fator de diferenciação, é uma premissa essencial.

André Ramos, Diretor de Marketingna APCER e Auditor Coordenador ISO 9001

“Sustentabilidade é Competitividade”

A sessão decorre no âmbito do projeto PME Sustentável, promovido pela APEE, que visa capacitar as PME portuguesas para responder aos novos desafios do mercado, designadamente os decorrentes da Diretiva 2014/95/EU, que obrigará as empresas de interesse público a reportar informação sobre direitos humanos, mecanismos anticorrupção, ambiente, entre outros. As PME, ao pertencerem à cadeia de abastecimento destas grandes organizações, estarão, cada vez mais, pressionadas a, também elas, reportar este tipo de informação. Urge prepará-las para responder aos novos desafios, aumentando o seu potencial competitivo num mercado global.

A sessão “Sustentabilidade é Competitividade” irá, assim, levar ao tecido empresarial do Porto cinco grandes temáticas, complementadas pela partilha de boas práticas por parte das empresas J.A.M. Fernandes & Filhos, Lda e Catari Indústria S.A

PROGRAMA

Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Sustentabilidade – Motor de Competitividade para as PME

Oportunidades emergentes na Economia Verde para as Empresas

Diretiva 2014/95/UE  – Relato da Informação não-financeira – Como cumprir

Ferramentas e instrumentos de implementação

Práticas de Sucesso

Casos Práticos e Debate

A sessão de sensibilização, conduzida por Mário Parra da Silva, Network Representative da iniciativa da ONU United Nations Global Compact – Network Portugal e reconhecido especialista em Ética, Responsabilidade Social e Sustentabilidade, contará também com a intervenção de (nome – a preencher), (cargo – a preencher) do IAPMEI, para uma mensagem de boas-vindas aos empresários locais.

Sobre a APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial

Fundada em 2002, a Associação Portuguesa de Ética Empresarial tem assumido a liderança nos processos de normalização nas áreas da Ética e da Responsabilidade Social em Portugal, sendo reconhecida pelo IPQ como Organismo de Normalização Setorial. Paralelamente, é a entidade host da United Nations Global Compact, membro da Post Publication Organization da ISO 26000 e promove, anualmente, o Reconhecimento de Práticas em Responsabilidade Social junto das organizações portuguesas. Do reconhecimento das autoridades nacionais (IPQ) e internacionais (ISO e ONU) advém o empenho na organização de eventos de referência, como a Semana da Responsabilidade Social®. (http://www.apee.pt/ | http://srs.apee.pt/)

Sobre o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P. 

Instituto público de regime especial, integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e

financeira e património próprio.

Tem como missão promover a competitividade e o crescimento empresarial, assegurar o apoio à conceção, execução e avaliação de políticas dirigidas à atividade industrial, visando o reforço da inovação, do empreendedorismo e do investimento empresarial nas empresas que exerçam a sua atividade nas áreas sob tutela do Ministério da Economia, designadamente das empresas de pequena e média dimensão, com exceção do setor do turismo e das competências de acompanhamento neste âmbito atribuídas à Direção-Geral das Atividades Económicas.

Mais informação em: https://www.iapmei.pt/

Sobre o Projeto PME Sustentável

PME Sustentável é um projeto promovido pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial, destinada ao desenvolvimento dos fatores críticos de competitividade das PME exportadoras e com potencial exportador das regiões Centro e Norte.

A finalidade do PME Sustentável é apoiar as PME portuguesas através da comunicação internacional das suas boas práticas de como estas ajudam as grandes empresas a cumprir com os requisitos da Diretiva 2014/95/EU sobre o relato de informação não financeira. Da mesma forma, o projeto visa a capacitação das PME para a economia verde e a utilização mais eficiente dos recursos naturais.

O Projeto PME Sustentável, da Medida Sistema de Apoio a Ações Coletivas – Qualificação, é cofinanciado pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (COMPETE 2020), Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Sobre Mário Parra da Silva

Consultor em Processos de Mudança, Estratégia Comercial, Bem-Estar Organizacional e Desenvolvimento Sustentável.

Fundador da APEE – Associação Portuguesa de Ética Empresarial, da qual foi Presidente da Direção entre 2002 e 2016.

Chefe da Delegação Portuguesa no Grupo de Trabalho ISO 26000 Responsabilidade Social.

Chairman da rede europeia Prepare (Desenvolvimento Sustentável) em 2006/2009.

Fundador e Presidente da Direção do Corporate Wellness International Institute – Associação para o Bem-Estar Organizacional, Saúde Ocupacional e Responsabilidade Social Interna.

Membro do Conselho de Ética e dos Corpos Gerentes da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Membro do Conselho de Ética da CERTIF.

Membro da Comissão de Responsabilidade Corporativa & Anticorrupção da ICC Portugal.

Network Representative do United Nations Global Compact em Portugal.

Presidente da Aliança ODS Portugal

Sobre a J.A.M. Fernandes & Filhos:

PME criada em 1991 e sediada em Guimarães, dedica-se à fabricação de calçado e emprega cerca de 100 trabalhadores(as).

Com um volume de negócio de perto de 4.000.000 €, exporta para: Alemanha, Holanda, Escandinávia, Dinamarca, Grécia, Reino Unido, França, Bélgica, Nova Zelândia, Japão.

Distinguida consecutivamente, desde 2012, com o galardão PME Líder e em 2015 com o prémio PME Excelência.

Certificada pela ISO 9001 e 14001

Mais informação em: www.jamfernandes.com

Sobre a CATARI INDÚSTRIA S.A

PME criada em 1987 e sediada em Arouca, dedica-se à fabricação de máquinas para a construção e emprega cerca de 82 trabalhadores(as).

Com um volume de negócio, consolidado, em cerca de 13.700.000€, exporta cerca de 78% da produção e está presença na Europa  (Be; Es; Fr; Fi + “Balcãs) América do Sul (Br; Pe; Ci) e Africa (Ma; Mz).

Distinguida em diversos anos com o galardão PME Líder: 2010, 2013, 2016, 2017.

Certificada pela ISO 9001

Mais informação em: www.catari.pt

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