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31ª edição dos Prémios Dona Antónia Adelaide Ferreira

O Prémio Consagração de Carreira, atribuído nesta edição a Isabel Furtado, pretende homenagear um percurso de vida consolidado e merecedor de inequívoco reconhecimento público, e o Prémio Revelação, agora concedido a Cristina Fonseca, visa reconhecer um percurso de vida com relevância em fase de afirmação e desenvolvimento.
O prémio foi criado para prestigiar mulheres portuguesas cujo percurso de vida revele uma identificação estreita com os valores pessoais e profissionais personificados por Antónia Adelaide Ferreira. Personagem ímpar na história do Douro, Dona Antónia ficou para sempre associada à figura de empreendedora e humanista que inspirou, de forma determinante, o desenvolvimento da marca Porto Ferreira e de toda a viticultura duriense.
Isabel Furtado nasceu em Famalicão a 25 de junho de 1961. Casada e com 3 filhos, Isabel Furtado é desde 2009 CEO da TMG Automotive, empresa do Grupo que se dedica ao fabrico de interiores para automóveis. Há cerca de 1 ano, Isabel Furtado tomou posse como presidente da COTEC, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo.
Isabel Furtado entrou para a TMG, a maior empresa têxtil nacional, em 1985 e, apesar da sua formação ser em Economia, o seu gosto pela indústria fez com que centrasse a sua carreira inicialmente nas plataformas e processos produtivos. Entre 2000 e 2005 assumiu a direção de Qualidade e Ambiente do Grupo TMG, tendo passado para membro do Conselho de Administração das empresas do Grupo Têxtil Manuel Gonçalves e Casa Agrícola de Compostela em 2005.
Desde muito jovem que estudou fora de Portugal – tendo concluído o ensino básico em Toronto, Canadá, e o secundário em Tunbridge Wells, Inglaterra. Licenciou-se em Economia pela Universidade de Manchester. Em 2014, foi agraciada pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem de Mérito Industrial.
Cristina Fonseca, investidora e empreendedora tecnológica, é co-fundadora da startup Talkdesk, empresa portuguesa que oferece soluções inovadoras para contact-centers que recentemente ascendeu ao patamar de unicórnio com uma avaliação superior a mil milhões de euros. Em janeiro de 2016, integrou a lista Forbes 30 under 30, que identifica os jovens com menos de 30 anos que estão a mudar as empresas de tecnologia, e em 2017 a Talkdesk entrava na lista Cloud 100, da Forbes, como uma das startups que se destacam a resolver alguns dos problemas das grandes empresas.
Cristina Fonseca, foi aluna do Técnico, mestre em Engenharia de Redes de Comunicações, e é uma jovem estrela do empreendedorismo. Mas para chegar ao sucesso trabalhou dia e noite na Talkdesk, a startup que criou com um ex-colega do Técnico. Há cerca de seis anos sentiu que estava na altura de mudar e deixou a Talkdesk. Hoje é Venture Partner na Indico Capital Partners onde investe e acompanha startups tecnológicas a lançar e escalar produtos globais de base tecnológica.
Além disso, integra a Singularity University Portugal, uma comunidade global que visa capacitar e inspirar líderes para aplicarem tecnologias exponenciais na resolução dos grandes desafios da humanidade, onde tem a responsabilidade de fazer apresentações e workshops sobre empreendedorismo. É co-fundadora da Cleverly e, desde abril do presente ano, membro não executivo do Conselho de Administração da Galp.

Defesa do empreendedorismo e dos valores humanistas

Criados em 1988 pelos descendentes da homenageada e pela Sogrape Vinhos, detentora da marca Porto Ferreira, os PRÉMIOS DONA ANTÓNIA ADELAIDE FERREIRA têm o intuito de distinguir, anualmente, mulheres portuguesas que se afirmam publicamente pelas suas qualidades humanas e espírito empreendedor, seguindo o excecional exemplo de vida de Dona Antónia ao contribuírem para o desenvolvimento económico, social e cultural de Portugal.
Em suma, os promotores do Prémio pretendem distinguir mulheres com um posicionamento e ideais que sigam de perto as características e a pauta de valores da “Ferreirinha”, estando a sua escolha a cargo de um Júri presidido por Artur Santos Silva.
Consultando o quadro das mulheres distinguidas até hoje, torna-se evidente a justeza do trabalho desenvolvido pelo Júri. Todas as premiadas partilham de um mesmo espírito empreendedor, capacidade de liderança, abertura à inovação e à criatividade, sentido do serviço público e sensibilidade social.

Sobre Dona Antónia Adelaide Ferreira

Dois séculos depois do nascimento de Dona Antónia Adelaide Ferreira (1811-1896), que os seus conterrâneos apelidaram carinhosamente de “Ferreirinha”, evocar esta figura ímpar da história do Douro Vinhateiro é prestar uma justa homenagem a uma mulher que se tornou um símbolo não só do empreendedorismo e da viticultura duriense, mas também um exemplo maior do altruísmo e da generosidade para com os mais necessitados.
Dona Antónia faleceu a 26 de março de 1896 quando estava prestes a completar 85 anos de uma vida intensa ao serviço da causa do Douro Vinhateiro e dos seus habitantes, principalmente os mais pobres e desfavorecidos, tendo sido sem dúvida uma das personalidades mais marcantes da história de uma das primeiras e mais importantes regiões demarcadas da viticultura em todo o Mundo.
Esta mulher franzina, mas também vibrante e corajosa, tornou-se um símbolo raro de empreendedorismo e é hoje recordada como um exemplo de tenacidade no combate ao drama e à miséria que se abateram sobre a região do Douro em consequência da praga da filoxera, destruidora de grandes vinhedos e dos sonhos de muitos agricultores arruinados. Um cenário de desolação a que a Ferreirinha soube responder com firmeza na luta contra a doença das videiras, através da investigação dos processos mais evoluídos de produção do vinho, de novas grandes plantações de vinha e de aquisições avultadas de terras e de vinhos a proprietários temerosos e descapitalizados.
Herdeira de uma família abastada do Douro com uma importante atividade no cultivo da vinha e na produção de Vinho do Porto, Dona Antónia viu-se na contingência, aos 33 anos de idade, após ter enviuvado, de assumir a liderança dos negócios familiares e de desenvolver aquela que viria a ser a casa FERREIRA – missão que cumpriu com raro brilhantismo, revelando uma extraordinária vocação empresarial.
Mas Dona Antónia não se limitou a gerir a fortuna recebida por herança. Antes investiu, de forma apaixonada e intensa, na Região do Douro que tanto amou, sem esperar pela proteção ou apoio do Estado. Da Ferreirinha se dizia que era generosa com os pobres e mais fracos, mas altiva com os mais ricos e poderosos; e que estava com a mesma naturalidade em casa dos trabalhadores mais modestos ou no Palácio Real. Todos estes atributos, a que se juntaram os seus vinhos finos, de qualidade premiada nas mais prestigiadas exposições internacionais, contribuíram para que esta mulher ímpar tenha adquirido uma aura mítica no mundo dos negócios e na Região do Douro.

Chefes de Estado de Portugal, Itália e Espanha encontram-se em Nápoles para discutir a Administração Pública e o Mundo Digital

A evolução da importância e natureza estratégica da Administração Pública, face à introdução e disseminação das novas tecnologias digitais. Este é o tema central do XIII Encontro COTEC Europa: “PA 4.0: Rethinking the Public Administration for a Digital World”, o encontro anual das associações nacionais para a Inovação e desenvolvimento competitivo dos países mediterrânicos Itália, Espanha e Portugal.

Este evento, que decorre no Teatro San Carlo, contará com a presença do Presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, o Rei de Espanha, Felipe VI e o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

Líderes empresariais e figuras institucionais de renome, dos três países, vão encontrar-se para delinear planos de acção comuns, em temas relacionados com as políticas de inovação e implementação de actividades de cooperação, constituindo uma grande oportunidade para relançar o tema da Inovação da Administração Pública, numa altura caracterizada por uma grande revolução industrial e tecnológica. Neste contexto é vital a modernização dos sistemas e processos administrativos.

A abertura do Encontro caberá aos Directores-Gerais das três associações COTEC – Jorge Barrero, COTEC Espanha, Jorge Portugal, COTEC Portugal, e Claudio Roveda, COTEC Itália.

Com base numa análise do estado da computorização da Administração Pública nos três países europeus e nos programas previstos para promover o seu desenvolvimento, a mesa-redonda focará nos desenvolvimentos a meio prazo das tecnologias digitais pertinentes para a AP, na necessidade de repensar as políticas de recursos humanos e repensar os processos regulatórios.

A esta mesa redonda seguir-se-ão intervenções de fornecedores tecnológicos de cada país, que apresentam as competências necessárias para dinamizar a transformação digital do sector da Administração Pública. Esta partilha vai ser acompanhada pelos contributos de Trinidad Jimenez, Director of Public Affairs and Global Strategy, na Telefónica, Miguel Sobral, CEO da Vortal e Carlo Nardello, Chief Strategy Customer Experience & Transformation Office na Tim, que vão falar das suas experiências enquanto “digital champions”.

What are the new challenges awaiting Public Administration 4.0? constituirá o tema de debate do painel moderado por Riccardo Luna, Editor in Chief na Agi Agenzia Italia, que contará com Roberto Viola, General Director, DG Connect, European Commission, Rogelio Velasco, Consejero de Economía, Conocimiento, Empresas y Universidad, do Governo Regional da Andalucía, Maria Manuel Leitao Marques, Antiga Ministra da Modernização Administrativa de Portugal e Luca Attias, Comissário para a Agenda Digital Italiana. Cada país ilustrará os seus programas para o desenvolvimento da transformação digital nas suas estruturas, métodos operativos e processos.

Durante o evento serão também conhecidos os vencedores do Hack.Gov, uma maratona criativa que contou com a participação de 200 jovens de todo o Mundo, que competiram na Apple Developer Academy, no campus da Universidade de Nápoles, Frederico II, para criar soluções no âmbito da Administração Pública, através de tecnologias “state-of-the-art”.

Serão ainda apresentados os resultados finais, na forma de um MoU, da sessão promovida pelas três COTEC no dia 6 de Maio, na Universidade de Nápoles, Frederico II, dedicada ao tema Space and digital transformation in Public Administration, na qual se debaterá a colaboração dos três países COTEC na investigação, desenvolvimento e inovação do sector do Espaço

O XIII Encontro COTEC Europa será encerrado pelos discursos dos três Chefes de Estado, introduzidos pelo Presidente da COTEC Itália, Luigi Nicolais.

Por razões de segurança, para acesso aos eventos e acreditação é imprescindível enviar um e-mail para a organização italiana ufficio.stampa@agi.it, beniamino.cacciapuoti@interno.it e ufficiostampa-pref_napoli@interno.it, com conhecimento de mariana.goncalves@cotec.pt, com um pedido de acreditação em papel timbrado com a indicação do primeiro e último nome, data e local de nascimento (cidade) e n.º de carteira de jornalista. Operadores de foto e vídeo devem também indicar o número de cartão de cidadão ou BI. Este pedido deve ser enviado até 4 de Maio, pelas 11h00.

As acreditações poderão ser levantadas no Press Office da Prefettura de Nápoles, no dia 6 de Maio das 16h00 às 19h30. Para qualquer informação adicional por favor contactar +39 081 7943375/368/366. Press office: ufficio.stampa@agi.it; +393371458938

A RAI – Radiotelevisione italiana vai cobrir o evento na íntegra com sinal próprio. O sinal áudio/ vídeo vai ser estendido, em streaming, aos meios que o solicitem, por e-mail para raiquirinale@rai.it, ou por telefone: 0636863124.

Em anexo pode encontrar os programas referentes à sessão de dia 6 de Maio e ao evento de dia 7.

 

Sobre os Encontros COTEC Europa

Organizados desde 2005 alternadamente em Portugal, Espanha e Itália, os Encontros COTEC Europa contam com a participação de empresários, decisores políticos e académicos. Para além da oportunidade de contacto entre Associados e Parceiros das três organizações COTEC, os Encontros constituem um espaço de debate cujo propósito é produzir uma contribuição positiva dos países do Sul para as políticas de inovação, na construção de novas respostas aos desafios de competitividade, emprego e crescimento inclusivo que se colocam à Europa, às suas empresas e aos cidadãos.

Nos últimos Encontros, realizados em Mafra e Madrid, foram discutidos os temas do Trabalho 4.0 e da Economia Circular.

 

Certificação e normalização são instrumentos de confiança para o mercado

As empresas que tiram partido destes instrumentos de gestão vêem o investimento recompensado. O desempenho económico é, em regra, mais positivo do que as empresas que o fazem em menor grau. Há, no entanto, ainda um caminho a percorrer em matéria de criar uma cultura orientada para a valorização da adopção e utilização das normas e certificações nas empresas, em particular nas empresas de menor dimensão.

Estas são algumas das ilações que se podem retirar do estudo sobre a maturidade das empresas em certificação e normalização, inédito no país, junto de uma amostra representativa do tecido empresarial português.

A utilização de normas na produção de bens e serviços é essencial para assegurar a qualidade da produção. Já o sistema de certificação é um instrumento que assegura o cumprimento dos procedimentos definidos. No conjunto, permitem assegurar nos processos de gestão o que uma empresa faz e como o faz. Sem estes instrumentos, a economia seria caracterizada por muito menor nível de controle da qualidade, maior incerteza nos resultados e menor confiança nos resultados finais e, com isso, menor riqueza criada.

O estudo permitiu aferir o nível de desenvolvimento da gestão de processos nas empresas e conhecer o grau de utilização e conhecimento sobre sistemas de certificação e normas e assim identificar necessidades e lacunas de capacitação das empresas.

O Índice de Maturidade das Empresas Portuguesas em Certificação e Normalização situa-se nos 61,7 pontos (numa escala de 0 a 100). Os resultados do índice são determinados pela estratégia e planeamento da gestão, os métodos e sistemas de informação disponíveis e a orientação para a utilização dos instrumentos. Esta última dimensão é a de menor desempenho, especialmente nas empresas de menor dimensão.

O estudo revela que as empresas que mais utilizam normas e certificações são também aquelas que apresentam um melhor desempenho em indicadores económicos como Valor Acrescentado Bruto e Exportações.

“Há uma relação virtuosa entre a adopção pelas empresas de sistemas de certificação e normas e a vocação e desempenho com sucesso em mercados globais”, assinala Jorge Portugal, Director-Geral da COTEC Portugal.

Este estudo foi realizado no âmbito do Programa Indústria 4.0. e da Plataforma Pi4.0, coordenada pela COTEC Portugal e insere-se na actividade do Grupo de Trabalho dedicado à Certificação de Processos e Normas Industriais, no qual participaram a APCER, GS1 Portugal, IAPMEI, IPQ e ISQ. A coordenação técnica é da responsabilidade da NOVA IMS, que apresentará o estudo num evento no dia 29 de Abril, pelas 17h30, na GS1 Portugal.

COTEC Portugal lança II edição do prémio “Portugal, País de Excelência em Engenharia”

Depois de um ano de interregno, a COTEC Portugal vai lançar a segunda edição do prémio Portugal, País de Excelência em Engenharia, em parceria com o Ministério da Educação e a Ordem dos Engenheiros.

Quarenta e uma empresas associaram-se à iniciativa e apoiaram a primeira edição do Prémio, que distinguiu projectos de equipas de alunos, professores e escolas de todo o país, incluindo projectos de plataformas de programação, sistemas de demonstração de economia circular, automação e robótica, entre outras aplicações.

Os 48 projectos a concurso, que mobilizaram mais de 300 alunos e professores representam novas formas de aprendizagem assente no ensino experimental, aplicação de conhecimento, descoberta científica e experimentação, estimulando o pensamento crítico, trabalho de equipa, a experimentação e a capacidade de resolver problemas complexos.

Podem participar nesta segunda edição Alunos, Professores e Escolas do terceiro ciclo do Ensino Básico (7.º a 9.º anos), dos ensinos público e privado, de todo o país. As candidaturas de projectos poderão ser apresentadas até 7 Junho. Para mais informação consulte o site do Prémio em https://bit.ly/2GjGc7E.

O Prémio Portugal País de Excelência em Engenharia foi criado na sequência do Estudo Transforma Talento, que preconiza um sistema educativo com maior influência do espírito critico e científico, mais curiosidade e gosto pela experimentação, pelo trabalho de equipa e resolução de problemas.

Trabalho: Incerteza é a norma para o curto e longo prazo

A COTEC Portugal promove o 8.º Encontro PME Inovação, esta terça-feira, 20 de Novembro de 2018, pelas 14h00, no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, em Alcobaça. O objectivo desta reunião, que irá juntar num mesmo espaço trabalhadores, empresários, educadores e investigadores, é discutir o maior desafio do nosso tempo: a preparação e adaptação das pessoas para a mudança constante nas competências para o mercado de trabalho. (Consulte aqui o programa do evento).

A automação é transversal à generalidade dos sectores empresariais e estão a surgir e desaparecer diferentes tipos de perfis profissionais e postos de trabalho, em simultâneo. Para se preparar para o que aí poderá vir é fundamental ter uma visão comum sobre o futuro e os seus desafios.

Governos, empresários, investidores, educadores, cidadãos têm de alinhar estratégias para encontrar, em conjunto, soluções para uma nova realidade, em que o modelo educacional da era industrial se tornou obsoleto e é necessária uma adaptação a um novo ambiente tecnológico e económico.

O desafio para os trabalhadores que virem os seus postos de trabalho impactados pela automação é o de se reajustar, criar novas competências ou criar condições para abandonar o mercado.

Para debater “as Novas Competências, a Transformação das Profissões e do Posto de Trabalho”, a COTEC Portugal vai reunir um conjunto de actores da sociedade portuguesa, neste 8.º Encontro PME Inovação.

“Estamos a falar do maior problema colectivo da nossa era”, sublinha Jorge Portugal, Director-Geral da COTEC Portugal, ao enquadrar o tema para o debate desta terça-feira que irá dar voz a múltiplos stakeholders desta transformação: empresários, trabalhadores e outros actores sociais incluindo educadores e investigadores.

Será dada voz às experiências do empresário e do trabalhador. O diálogo 4.0, terá continuidade com educadores, formadores, representantes dos trabalhadores e investigadores irão debater a necessidade de encontrar novas respostas para alinhar a oferta e procura de competências, nesta fase de aceleração da transformação tecnológica e económica.

“Esperamos que este diálogo social 4.0 possa contribuir para uma visão partilhada sobre os desafios que teremos de enfrentar e de reinventar o trabalho do futuro”, antecipa Jorge Portugal, dando assim continuidade ao desafio lançado pelo Presidente da República no Encontro COTEC Europa, realizado em Fevereiro em Mafra – http://www.cotecportugal.pt/pt/oquefazemos/think-tank/work-40-/work-40-20180928150945

O Estado da Inovação Empresarial será outro tema do 8.º Encontro PME Inovação, que terminará com a entrega do Prémio PME Inovação COTEC-BPI (clique aqui para consultar mais informação sobre o Prémio e os vencedores das edições passadas). Os seis finalistas da 14.ª Edição deste Prémio já são conhecidos:

  1. CELFINET – Consultoria em Telecomunicações, SA
  2. CONTROLAR – Electrónica Industrial e Sistemas, Lda.
  3. I.C.C. – Indústria e Comércio de Calçado, SA
  4. ITSECTOR – Sistemas de Informação, SA
  5. JPM – Automação e Equipamentos Industriais, SA
  6. MOVECHO, SA

COHiTEC: uma solução “do laboratório até ao mercado”

Pedro Vilarinho

Em Portugal, que principais lacunas o Programa COHiTEC tem procurado e conseguido colmatar?
O Programa COHiTEC foca-se na formação em comercialização de projetos de base tecnológica, em particular nas áreas da biotecnologia, ciências da vida, energias limpas e tecnologias industriais. As principais lacunas que o COHiTEC tem conseguido colmatar prendem-se com o apoio a projetos high-tech/high-growth cuja propriedade intelectual pode ser protegida e o envolvimento dos investigadores que desenvolveram a tecnologia no projeto empresarial.

Acredita que o COHiTEC se distingue com clareza de outros aceleradores de empresas que existem atualmente em Portugal. Quais são os principais requisitos para ser escolhido para participar no programa?
Sim. A maior parte dos aceleradores foca-se no apoio a projetos em que a tecnologia somente serve de suporte, estando a novidade no modelo de negócios (este é o caso de praticamente todos os projetos nas áreas de Web & Mobile). O COHiTEC foca-se em projetos nos quais o elemento diferenciador é a tecnologia, que foi gerada a partir de investigação científica, muitas vezes levada a cabo ao longo de vários anos, e na qual assentará a vantagem competitiva da startup.
As candidaturas ao COHiTEC estão abertas até 15 de janeiro em www.cohitec.com. Podem candidatar-se investigadores ou tecnólogos que proponham uma tecnologia com características únicas. Os participantes têm que ter disponibilidade para, durante quatro meses, frequentar a ação de formação, que decorre simultaneamente na tarde de terça-feira na Porto Business School e na de quinta-feira na Nova School of Business and Economics em Lisboa.

Ano após ano são feitas melhorias no programa. Como vê a evolução do COHiTEC nas últimas edições? Que parâmetros ainda são necessários aprimorar?
Anualmente, no final do Programa COHiTEC, a equipa da COTEC reúne com os participantes (investigadores, estudantes de gestão e mentores) para obter feedback, do qual resultam melhorias na edição seguinte. Atualmente, estamos a proceder a uma revisão aprofundada da metodologia com o apoio de um consultor externo, mas podemos adiantar que uma das áreas em que se irá operar maior transformação é a que tem a ver com os contactos com potenciais stakeholders que cada equipa tem que realizar.

Valorizam uma estreita colaboração entre o mundo empresarial e o académico. Os investigadores estão cada vez mais conscientes e têm uma melhor perceção do conceito de comercialização de tecnologias?
Sim. Como se pode constatar nas conferências plenárias de grandes congressos internacionais, a presença de antigos investigadores que se tornaram empresários é cada vez mais comum, o que denota uma valorização deste tipo de atividade. Infelizmente, em Portugal a criação de empresas por investigadores ainda não é suficientemente valorizada em termos de progressão na carreira.

Portugal é já considerado um dos países europeus com maior taxa de empreendedorismo jovem. No entanto o que continua a impedir que excelentes ideias de negócio se repliquem e se tornem negócios de sucesso?
Na área particular em que o COHiTEC se insere, o rollout de um projeto pode levar cinco anos. Assim, como somente agora se começou a valorizar o empreendedorismo de base tecnológica, estimamos que ainda sejam necessários alguns anos para começarmos a adquirir escala e a testemunhar um crescimento do número de casos de sucesso.

Acredita que a ciência realizada em Portugal tem qualidade e potencial comercial. Contudo, continua a defender que ainda existem reticências à criação de empresas de base tecnológica no nosso país?
Em Portugal, as reticências à criação deste tipo de empresas prendem-se sobretudo com três fatores: a falta de alinhamento entre os incentivos das carreiras académica e de investigação e a comercialização de tecnologias, a escassez de financiamento para a fase que medeia a investigação aplicada e o desenvolvimento de um protótipo (ou prova de conceito) e uma mentalidade de penalização do falhanço que desincentiva o aparecimento de mais projetos empreendedores.

Para o futuro, o que se pode continuar a esperar do Programa COHiTEC como instrumento auxiliador numa fase embrionário de uma ideia de negócio?
O COHiTEC irá manter o modelo de formação atualmente existente, reforçando-o no sentido de, no tempo disponível, aprofundar cada vez mais as propostas de negócio apresentadas pelos participantes. O apoio às equipas na fase seguinte, até à entrada de investidores, será fortalecido no sentido de afirmar cada vez mais o COHiTEC como uma solução “do laboratório até ao mercado”.

COTEC revela finalistas do prémio PME Inovação

Prémio PME Inovação da COTEC

A COTEC anunciou a lista das empresas apuradas como finalistas para o prémio PME Inovação COTEC-BPI 2015. O Prémio será entregue pelo Presidente da República, no Encontro Nacional de Inovação COTEC, a 9 de dezembro.

Este ano, o rol de finalistas inclui duas empresas que operam no sector das tecnologias de informação (Tekever Tecnologias da Informação, SA e i2S – Informática, Sistemas e Serviços, SA), duas empresas do sector do mobiliário (Bi-silque – Produtos de Comunicação Visual, SA e Movecho, SA), uma do têxtil (ERT Têxtil Portugal, SA), uma da engenharia de materiais (Palbit, SA) e outra do calçado (ICC – Indústrias e Comércio de Calçado, SA).

As candidaturas são avaliadas pelo Júri do Prémio, presidido por Artur Santos Silva (BPI) e do qual fazem parte: António Amorim (Grupo Amorim); António Portela (Bial); Carlos Moreira da Silva (BA Vidro); Emílio Rui Vilar (REN); Isabel Mota (Fundação Calouste Gulbenkian); João Lobo Antunes (Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação); João Silveira Lobo; e Manuela Tavares de Sousa (Imperial).

Em 2014, o Prémio PME Inovação COTEC-BPI foi atribuído em ex-aequo às empresas Celoplás – Plásticos para a Indústria, SA e Vision-Box – Soluções de Visão por Computador, SA, tendo o Júri decidido atribuir uma Menção Honrosa à BERD – Projecto, Investigação e Engenharia de Pontes.

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