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Cuba anuncia nova campanha para tentar eliminar mosquito do zika

Cuba iniciará na segunda-feira uma nova campanha para tentar eliminar o mosquito que transmite o vírus zika, anunciaram as autoridades cubanas no sábado. Nesta segunda campanha, serão usados novos equipamentos de fumigação e serão mobilizados estudantes, que percorrerão todo o país em ações de informação e pedagogia junto da população.

Para a campanha anterior foram chamados nove mil militares e 200 polícias.

O Presidente cubano, Raul Castro, apelou à população para assumir o problema do zika e a luta contra o mosquito que o transmite como “um assunto pessoal”, através de um comunicado.

Numa emissão de televisão, as autoridades cubanas revelaram que diminuiu o nível de infestação na ilha desde o início da primeira campanha de combate ao mosquito, mas reconheceram que a situação está longe do desejado.

O ministro da saúde, Roberto Morales, sublinhou a necessidade de continuar a combater a infestação e todas as possibilidades de transmissão do zika, apontando que continua a aumentar o número de pessoas que viajam para Cuba oriundas de países com muitos casos de infeção.

Cuba confirmou até agora sete casos de zika, um deles autóctone, numa mulher de 21 anos de idade que não tinha viajado para fora do país. Os outros seis casos são importados, sendo o mais recente uma médica grávida que esteve na Venezuela.

O vírus zika tem sido relacionado com o nascimento de bebés com microcefalia. Apesar de ser geralmente transmitido por mosquitos, pode também propagar-se por via sexual.

O Brasil é o país mais afetado pelo atual surto do vírus, com cerca de 1,5 milhões de infetados.

Visita histórica de Obama a Cuba marca a aproximação entre os dois países

(artigo atualizado segunda-feira às 8h30)

Nem a chuva travou o dia histórico. “Que bolá Cuba?”, que é como quem diz, “Que tal, Cuba?”. Foi assim que, via Twitter, Barack Obama fez saber que já tinha aterrado em Cuba. É a primeira vez desde 1928 que um Presidente norte-americano pisa solo cubano, depois de longos e turbulentos anos de corte diplomático. Para a história ficam as fotografias de Barack Obama e a família a sair do Air Force One, de roupa primaveril mas de chapéu-de-chuva em punho.

Além de Michele Obama, das filhas, Malia e Sasha, e da sogra, Marian Robinson, a delegação norte-americana que acompanha o Presidente é bem maior do que isso. Segundo o jornal britânico The Guardian, a comitiva conta com entre 800 a 1200 pessoas – que se deslocaram a Havana para assistir ao fim da guerra fria entre os dois países, separados apenas por 150 quilómetros (entre Cuba e o Estado norte-americano da Florida), os 150 quilómetros mais longos do mundo.

Esta segunda-feira é a vez do encontro mais aguardado: Obama e Raul Castro vão reunir-se no palácio presidencial. Será a terceira vez que os dois se encontram, mas a primeira em território cubano.

Obama é o primeiro Presidente dos Estados Unidos que visita o país em 88 anos. A viagem está carregada de um grande simbolismo, não só porque representa o iminente fim do embargo, que só deverá ser levantado na próxima legislatura, mas também porque é um passo importante para a normalização das relações diplomáticas entre os dois países, que foram cortadas em 1961 – o ano em que nasceu Barack Obama.

Boda molhada, boda abençoada

Debaixo dos holofotes do mundo inteiro, o primeiro dia do Presidente dos EUA em Cuba terminou com um passeio e jantar familiar em Havana Velha, onde Obama foi saudado pelos cubanos que saíram às ruas para o ver – apesar da chuva. A verdade é que há várias semanas que não chovia com tanta intensidade em Havana, adensando ainda mais a mística da visita histórica. Boda molhada, boda abençoada, costuma dizer-se.

Mas não foi a chuva que impediu vários cubanos de saírem para as ruas na zona histórica da cidade para dar as boas-vindas ao Presidente norte-americano. Devido ao mau tempo, a cerimónia de encontro de Obama com o pessoal diplomático norte-americano em Cuba não aconteceu na embaixada dos Estados Unidos da América ao ar livre, como estava previsto, mas numa sala de um hotel.

Teve também de ser modificado o passeio planeado em Havana Velha. Ainda assim, Obama, a sua esposa Michelle, as duas filhas, Malia e Sasha, e a sogra, Marian Robinson, passearam pela Praça de Armas, onde a família contemplou a estátua de Carlos Manuel de Céspedes, um dos líderes independentistas da ilha. Todo o percurso, que continuou pelo Palácio dos Capitães Generais, o edifício do antigo Governo colonial que agora alberga o Museu da Cidade, foi conduzido por Eusebio Leal, o historiador oficial de Havana e responsável pela restauração desta zona da capital.

Debaixo de uma chuva intensa e protegida por guarda-chuvas, a família presidencial chegou à Praça da Catedral, onde Obama se deteve brevemente para cumprimentar algumas pessoas que o esperavam no local. Dentro da catedral foram recebidos em privado pelo cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega, que teve um papel essencial, juntamente com o Papa Francisco, no processo de reaproximação entre Havana e Washington.

Depois, a comitiva presidencial passou pelas estreitas ruas de Havana Velha e Havana Centro, onde centenas de moradores tiraram fotos a partir das varandas e portas, saudando e aplaudindo a família. O dia terminou no restaurante “San Cristóbal”, no centro de Havana. Barack Obama e a família vão ficar hospedados numa mansão da embaixada, que terá sido desenhada para ser uma “Casa Branca de inverno” para Franklin Roosevelt, conta o The Guardian.

Hoje, segunda-feira, Obama vai encontrar-se com Raul Castro no palácio presidencial, naquele que será o terceiro encontro entre os dois desde que foi anunciada a reaproximação entre os países. Na terça-feira, Obama vai discursar perante mil pessoas no mesmo teatro onde, 88 anos antes, Calvin Coolidge, o último presidente dos EUA a visitar Cuba, também o fez. O discurso histórico vai ser transmitido pelas televisões do país.

Damas de Branco pedem “Cuba sem Castros”

Antes da chegada de Obama, o domingo em Havana ficou marcado pela habitual marcha das Damas de Branco, histórico grupo de opositores do regime cubano, que resultou na detenção de dezenas de ativistas. Vestidos de branco, os manifestantes erguiam cartazes com frases como: “A viagem de Obama a Cuba não é por diversão. Não às violações dos direitos humanos”, ou “Obama, nós temos um sonho: ver Cuba sem os Castros”.

Ao início da noite, contudo, a agência de notícia Efe, dava conta de que já tinham sido libertadas. Há meses que as manifestações de domingo terminam com detenções de ativistas. Desta vez, as detenções aconteceram poucas horas antes da chegada a Havana do presidente dos Estados Unidos, que tem na sua agenda um encontro com dissidentes do regime de Castro.

Uma história de encontros e desencontros

Os dois países sempre tiveram relações estreitas, já desde o tempo em que Cuba era uma colónia espanhola. Nessa altura, os Estados Unidos importavam açúcar de Cuba e tentaram, por duas vezes, comprar o país aos espanhóis. Essa compra tinha o aval de Cuba que queria acabar com a dominância espanhola. Assim, o país foi invadido por tropas dos Estados Unidos, que ficaram no país até 1902, ano em que conseguiram a independência, mas com um acordo que dava aos norte-americanos o direito de intervir em Cuba para manter a estabilidade e independência do país. Em 1934, os dois países assinaram o Tratado das Relações, que emendava esta situação, mas garantia que os norte-americanos continuavam a ter direito a arrendar a Base Naval da Baía de Guantánamo.

Em 1959, Fidel Castro ascendeu ao poder e expulsou investidores norte-americanos, para implementar um regime comunista no país. Foi nessa altura que os EUA criaram um embargo, que disseram que só iriam levantar quando Cuba se tornasse num país democrático. As relações foram tensas durante a guerra fria e tiveram o auge com a crise dos mísseis cubanos e com a invasão da baía dos porcos. Em 2006, Fidel Castro demitiu-se e o seu irmão, Raúl Castro, subiu ao poder.

Obama restaurou as relações diplomáticas entre os países vizinhos em 2014, mas o primeiro sinal já tinha sido dado em dezembro de 2013, no funeral de Nelson Mandela, quando Barack Obama e Raúl Castro apertaram as mãos. Em julho do ano passado, Cuba reabriu a sua embaixada em Washington e, no mês seguinte, a bandeira americana foi hasteada na embaixada dos EUA em Havana.

Com esta visita, os líderes dos dois países pretendem cimentar a aproximação que já tem vindo a acontecer desde 2014. A ocasião deverá ser aproveitada para analisar os progressos feitos e para tentar encontrar um consenso em áreas em que há discórdia, como os direitos humanos. Em declarações ao The Guardian, Ben Rhodes, conselheiro de segurança de Obama, diz que esta viagem deverá servir para “tornar o processo de normalização permanente e irreversível”. Isto é particularmente importante tendo em conta que, a partir de novembro deste ano, os Estados Unidos terão um novo presidente.

Cuba no centro de debate entre Hillary Clinton e Bernie Sanders

“O povo cubano merece que os seus direitos sejam respeitados. Os [irmãos Raúl e Fidel] Castro devem ser considerados autoritários e ditadores. Espero que um dia haja em Cuba líderes que sejam eleitos pelo povo”, afirmou Clinton, ao ser questionada sobre o início da normalização das relações entre os Estados Unidos e Cuba, durante o debate que decorreu em Miami (Florida).

Por seu lado, Sanders defendeu que “o embargo deve terminar” e ser preciso “avançar para uma relação totalmente normalizada com Cuba”.

“Espero que tão breve quanto possível seja um país democrático. Mas, por outro lado, não seria bom não admitir que avançaram na saúde e na educação. Estão a enviar médicos para todo o mundo”, realçou o senador do Vermont, autoproclamado socialista democrata.

“Creio que restaurar as relações diplomáticas por completo com Cuba melhoraria a vida dos cubanos e ajudaria os Estados Unidos”, insistiu.

A ex-secretária de Estado atacou o seu rival, recordando-o de que, numa entrevista em 1985, falou da “revolução dos valores” em Cuba.

“Não posso estar mais em desacordo. Se os valores são reprimir, fazer desaparecer, prender pessoas por emitirem a sua opinião, não é o tipo de revolução que gostaria de ver”, afirmou.

Sanders e Clinton encontraram-se na noite de quarta-feira num debate com moderação e intervenções bilingues em inglês e espanhol (ainda que os dois apenas tenham falado em inglês), organizado conjuntamente pela Univisión e pelo The Washington Post.

Sanders e Clinton disputam a nomeação com candidatos do Partido Democrata nas eleições presidenciais norte-americanas marcadas para novembro.

Barack Obama prepara viagem a Cuba no próximo mês

Barack Obama

A concretizar-se, Obama tornar-se-á no primeiro Presidente dos Estados Unidos no ativo a pisar a ilha em mais de 80 anos.

Segundo a ABC News, o anúncio oficial da viagem vai ser feito hoje na Casa Branca por um alto quadro do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos.

A visita a Cuba constituiria o culminar do processo de normalização das relações anunciado por Washington e Havana em 2014, e a primeira desde a de Calvin Coolidge, em janeiro de 1928, que se deslocou à ilha para a Sexta Conferência Anual dos Estados Americanos, em Havana.

Segundo a ABC (American Broadcasting Company), a viagem está prevista para 21 e 22 de março, antes de Obama seguir para a Argentina.

Fonte oficial norte-americana, que também falou sob a condição de anonimato, confirmou à agência AFP que o anúncio da visita de Barack Obama a Cuba, inserida numa viagem à América Latina, vai ser feito hoje, bem como que esta terá lugar “nas próximas semanas”.

O antigo Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter foi a Cuba em 2002, ou seja, 20 anos depois de deixar o cargo, a convite do ex-líder cubano Fidel Castro.

Empresas nacionais vão investir 30 milhões em Cuba

“Neste momento, os investimentos já acordados e em fase final de negociação das empresas portuguesas em Cuba já devem ascender a cerca de 30 milhões de euros. Já se celebraram diversos memorandos de entendimento com empresas portuguesas que querem investir em Cuba, desde o sector da indústria de moldes plásticos, de componentes para automóveis (cerca de 12 milhões de euros de investimento), na área do papel (cerca de 10 milhões), ou na indústria da construção (cerca de dois milhões) ”, revela ao Diário Económico Américo Castro, presidente da Câmara de Comércio Portugal-Cuba (CCPC).

Segundo este responsável, “também já foi feito o registo da empresa e iniciou-se o processo negocial para uma empresa portuguesa do sector das conservas”, que não quis revelar.

“Há ainda mais duas empresas portuguesas, a Raclac, integrada num grupo que fatura cerca de 400 milhões de euros por ano, e a Docworld, que entraram agora na área dos produtos hospitalares. Há também interesse de empresas portuguesas em Cuba no sector do turismo, no segmento de ‘sightseeing’ e dos cruzeiros”, acrescenta Américo Castro.

Este crescente interesse das empresas portuguesas pelo mercado cubano foi visível na recente FIHAV – Feira Internacional de Havana de 2015, que se realizou na capital cubana de 2 a 7 de novembro do ano passado. O certame contou este ano com a presença de mais de 90 empresários portugueses e teve 17 empresas nacionais a expor. Ocorreram as visitas do presidente da Aicep, Miguel Frasquilho, e do novo embaixador de Portugal em Cuba, Luís Faro Ramos.

“Já durante a feira foi assinado um negócio entre uma empresa portuguesa de câmbios, a Realtransfer, e o Estado cubano. Esta empresa tem agora a possibilidade de entrar em Cuba como operador de câmbios, que é sempre uma área delicada da economia, e para a qual já tem licença”, adianta Américo Castro, revelando mais um negócio de uma empresa lusitana em Cuba.

O presidente da CCPC sublinha que já foi publicado um novo caderno de oportunidades para o investimento em Cuba, apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz. Foram também apresentados os projetos já aprovados para a zona especial de Mariel, dos quais oito são de megadimensão. Há mais de 200 projetos de investimentos que aguardam aprovação para a zona económica especial de Mariel, que poderão interessar às empresas portuguesas.

Américo Castro adianta ainda que a CCPC vai dentro em breve assinar um protocolo com a Aicep com vista à divulgação e promoção de oportunidades em Cuba, à realização de eventos e à organização da presença portuguesa na FIHAV em 2016.

“Estou convencido que até lá se fecharão muitos negócios entre empresas portuguesas e Cuba. Penso que 2016 será um ano fortíssimo de negócios portugueses em Cuba.

A FIHAV trouxe resultados para algumas empresas portuguesas. Houve umas que se expuseram pela primeira vez e que, por isso, já iniciaram o processo de registo em Cuba”, realça Américo Castro. O presidente da CCPC considera que “o embargo dos Estados Unidos está no fim, esse processo não vai parar” e, por isso, “temos aqui uma oportunidade única para as empresas portuguesas poderem, no momento mais assertivo de todos, entrar em Cuba e poder crescer”.

Kerry destaca cimeira do clima e acordo com Irão como conquistas

John Kerry

Numa coluna de opinião publicada no diário The Boston Globe, John Kerry decidiu manter a tradição de fazer uma avaliação geral ao chegar ao final do ano e elencou as maiores conquistas de 2015, um ano que serviu para o país se preparar para “os testes” que aguardam os Estados Unidos no próximo ano.

“Apesar das perturbações e tragédias, o ano proporcionou uma nova esperança à comunidade internacional, que pôde unir-se e enfrentar os problemas mais difíceis”, afirmou Kerry, que viveu boa parte da sua vida em Boston e que durante 28 anos foi senador pelo estado de Massachusetts.

Um dos acontecimentos mais significativos do ano foi, segundo Kerry, o içar da bandeira na embaixada dos Estados Unidos em Havana (Cuba), inaugurada pelo próprio chefe da diplomacia norte-americana a 14 de agosto, um dia histórico que abriu um novo capítulo na relação entre os dois países, antigos inimigos.

A visita de Kerry a Cuba foi a primeira realizada por um secretário de Estado à ilha em 70 anos.

“Enquanto caminhava pelas ruas de Havana Velha senti, de uma forma mais forte, que nunca devíamos permitir que as nossas diferenças com o regime cubano continuem a impedir uma relação mais estreita com o povo cubano”, escreveu Kerry na coluna de opinião.

Outro dos “feitos” destacados por Kerry foi a cimeira do clima (COP21), em Paris, que fechou no início deste mês, com um acordo em que cerca de 200 países se comprometem a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, incluindo manter o aumento da temperatura média global, em que foi fundamental o papel dos Estados Unidos e da China, dois dos países mais poluidores.

“Agora temos uma responsabilidade partilhada para manter o impulso gerado em Paris e para que os objetivos alcançados ali não se convertam num limite do que podemos alcançar, mas antes na plataforma sobre a qual podemos conseguir maiores conquistas”, apontou o chefe da diplomacia norte-americana.

Outra das conquistas elencadas por Kerry foi o acordo nuclear alcançado em julho entre o Irão e as potências do grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha), que contempla o fim das sanções contra o país persa em troca da limitação das suas reservas de urânio e plutónio e acesso à vigilância.

Destacado é também o Acordo de Associação Transpacífico (TPP), um acordo de comércio firmado em outubro entre 12 países da bacia do Pacífico e que, segundo Kerry, “reduzirá as barreiras às exportações e ajudará a nivelar o jogo entre trabalhadores e empresários”.

O ano de 2015 “também foi marcado por importantes avanços democráticos em países como a Nigéria, Birmânia, Sri Lanka e Venezuela”.

E, “com a ajuda dos Estados Unidos, a Colômbia aproxima-se de pôr fim à mais longa guerra civil do mundo”, acrescentou.

O Governo colombiano mantém há 13 anos em Havana um processo de negociações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para alcançar um acordo que acabe com o conflito armado, que dura há mais de meio século e é o mais antigo do continente.

As partes acordaram que, mais tardar, a 23 de março do próximo ano, devem firmar um acordo definitivo de paz.

Os Estados Unidos reforçaram este ano o seu apoio às conversações entre Bogotá e as FARC com a nomeação, em março, de Bernie Aronson como enviado especial para o processo de paz.

Aronson não se senta à mesa das conversações que decorrem na capital cubana, já que os Estados Unidos continuam sem fazer parte do processo, mas mantém reuniões com ambas as partes em apoio à agenda do Governo colombiano.

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