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APDP cria linha de atendimento telefónico para pessoas com diabetes

A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) criou uma linha de atendimento telefónico gratuito para prestar aconselhamento especializado às pessoas com diabetes, evitar deslocações desnecessárias e reduzir a possibilidade de contágio no período em que durar pandemia de COVID-19, reforçando assim a comunicação com este grupo de risco.

“Face à situação de previsível calamidade provocada pela pandemia mundial do COVID-19 e para reduzir a possibilidade de contágio, esta medida é uma atitude preventiva, pois evitará deslocações desnecessárias, inclusive às urgências, e dará resposta às necessidades de uma população de elevado risco, que necessita de manter um bom controlo e não pode ser abandonada nas suas casas”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

“Falamos especialmente das  pessoas com mais de 60 anos e com diabetes que devem manter uma quarentena rigorosa, não se deixando infetar e evitando todas as hipóteses de contágio. No entanto, estas pessoas continuam a necessitar que todas as suas dúvidas sejam esclarecidas, nomeadamente sobre os ajustes da própria terapêutica e de um encaminhamento eventual para uma consulta de urgência ou outro tipo de apoio por parte de equipas de saúde”, conclui José Manuel Boavida.

Serão quatro os enfermeiros especializados que darão a voz, o conforto e os cuidados à distância às pessoas com diabetes que recorram a este serviço, prevendo-se a mobilização de mais profissionais ao longo das próximas semanas.

Para que esta iniciativa possa chegar a todos aqueles que dela necessitam, a APDP apela à solidariedade das empresas de telecomunicações para que estas possam apoiar esta linha, bem como as pessoas com diabetes e seus cuidadores que dela necessitam.

O número de telefone é o 21 381 61 61 e, numa primeira fase, estará disponível das 8.00h às 20.00h, incluindo fins de semana.

O acesso a bombas de insulina tem de ser garantido às pessoas com diabetes tipo 1 de qualquer idade

As” bombas” de insulina são dispositivos médicos que permitem a infusão contínua de insulina sub-cutânea de acordo com as necessidades das pessoas com Diabetes tipo 1, substituindo a necessidade das várias injeções diárias. Além disso, permitem, na maioria dos casos, um melhor controlo da doença. Apesar destas bombas de insulina existirem há muitos anos, o seu acesso por parte dos portugueses com diabetes tem sido muito difícil ao contrário do que acontece em outros países europeus.

A Iniciativa Legislativa traduz-se no texto de um projeto de lei que, assim que recolher as 20 mil assinaturas de cidadãos necessárias, será admitido para discussão e votação no parlamento. Esta pode ser assinada aqui e podem ser encontradas mais informações aqui, sendo que defende que a estratégia de Acesso a Tratamento com Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI) – correntemente denominadas de Bombas de Insulina – deve prosseguir os seguintes objetivos:

  • Assegurar que até ao final de 2022, todos os utentes elegíveis para tratamento com Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina inscritos na Plataforma PSCI da DGS, independentemente da sua idade, serão abrangidos pela atribuição de um dispositivo PSCI;
  • Assegurar anualmente, a partir do início de 2023, a cobertura de todos os utentes elegíveis para tratamento
  • Assegurar que todas as mulheres grávidas ou em preconceção têm acesso imediato ao tratamento com dispositivos de PSCI, desde que elegíveis.”

Sérgio Louro, responsável da associação Diab(r)etes, destaca: “A diabetes tipo 1 não escolhe idades, podendo ser diagnosticada tanto em crianças com em adultos, sendo, portanto, injusto que só as crianças e jovens até aos 18 anos tenham acesso a esta tecnologia que tanto contribui para a qualidade de vida das pessoas que precisam de insulina diariamente para viver”.

“O acesso a bombas de insulina é um direito que tem de ser garantido a todas as pessoas com diabetes tipo 1, independentemente da idade”, completa Rui Duarte, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), que reforça que “a lei atual é muito limitadora, uma vez que deixa de fora milhares de pessoas com diabetes que poderiam beneficiar desta tecnologia. Pelo menos 20 a 30% das pessoas com diabetes tipo 1 beneficiariam do uso das bombas de insulina, mas simplesmente não lhes é garantido este direito de escolha”.

Em Portugal, a utilização dos dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina para administração da insulina às pessoas com diabetes tipo 1 tem permitido uma melhoria do seu controlo metabólico, com redução das hipoglicemias graves e dos episódios de cetoacidose.

Esta abordagem terapêutica proporciona uma assinalável melhoria da qualidade de vida, refletindo-se em vantagens relevantes para os doentes, como a redução da fobia às agulhas em crianças, adolescentes e adultos, com consequente aumento da adesão à terapêutica; a melhoria do tratamento quando a pessoa tem turnos e horários irregulares.

Não tendo acesso a este dispositivo, as pessoas com diabetes tipo 1 têm de injetar insulina várias vezes ao dia, fazendo a gestão desta administração de acordo com os valores adquiridos com a medição da glicemia, que também pode exigir picadas no dedo, no caso das pessoas que não têm acesso ao dispositivo de monitorização de glicemia.

Diabetes: Nova solução de Inteligência Artificial apoia a tomada de decisão dos médicos na prescrição de medicamentos

A Federação Internacional de Diabetes estima que 425 milhões de pessoas no mundo têm diabetes e cerca de um milhão em Portugal International Diabetes Federation (IDF) – IDF Diabetes Atlas 8th Edition study – onde o diabetes representa 10% do orçamento da saúde e cerca de 1% do PIB entre 1.000 e 1.500 milhões Diabetes – Facts and Numbers 2015, SNS (National Healthcare Service) https://www.sns.gov.pt/wp-content/uploads/2017/03/OND-2017_Anexo2.pdf
(*) Therapeutic inertia has been defined as the failure of health-care provider to initiate or intensify therapy when therapeutic goals are not reached, according to US National Library of Medicine National Institutes of Health. Acredita-se que uma grande parcela desse custo seja devida a uma variedade de causas, desde complicações macro e microvasculares, até um controlo deficitário da doença causado principalmente pela inércia terapêutica (3); até eventos adversos de prescrição inadequada ou interações medicamentosas, entre outros.

Com base nos serviços de conversação com inteligência artificial, chatbots, esta ferramenta foi concebida inicialmente para ajudar os Médicos de Família a obter os principais dados que podem estar relacionados com a condição dos seus pacientes.

W.AI.DI é uma aplicação tecnológica multicanal que os médicos podem usar facilmente durante a sua prática diária ou tempo de estudo, recorrendo ao website da Mundipharma ou através da App no seu smartphone. A interface é uma conversa guiada em que os médicos que recorrem à aplicação W.AI.DI respondem a questões sobre a condição do paciente. Com essa informação dos pacientes, os médicos que utilizaram a ferramenta no projeto piloto, verificaram que a mesma permite ajudar a identificar os fatores-chave para um tratamento mais individualizado no tratamento do diabetes tipo 2, como o perfil do paciente baseado nas suas características físicas e psicológicas, a definição de um alvo terapêutico e a substância ativa que melhor se adapta à sua condição. Uma vez identificados esses aspetos-chave, os médicos – que têm em média 15 minutos por consultas com os seus pacientes no sistema nacional de saúde de Portugal – podem usar essa informação para prescrever mais rapidamente um tratamento muito mais personalizado.

W.AI.DI, ferramenta totalmente desenvolvida em Portugal, é uma solução baseada em cloud com uma base que combina as “Diretrizes – Federação Internacional de Diabetes”, disponibilizadas pela comunidade médica e científica. Paralelamente, a solução foi enriquecida com procedimentos de gestão médicas identificadas através de 4.000 sessões de treino com cientistas de dados da IBM e equipa médica da Mundipharma. “Num projeto de desenvolvimento e teste de seis meses de W.AI.DI, 100 médicos – pertencentes ao universo Mundipharma e também do Serviço Nacional de Saúde – tiveram a oportunidade de utilizar a ferramenta no ponto de atendimento, indicando que a W.AI.DI ajudou a reduzir o tempo de inércia terapêutica e o tempo para a adequação correta dos medicamentos prescritos. Esta solução simples e de fácil acesso também fornece indicações sobre rastreios e outros fatores para monitorizar em pacientes com diabetes”, afirma Dr. Pedro Carrilho, Especialista em Medicina Geral e Familiar, Diretor Clínico da Clínica Familiar da Amadora (CLIPEDAM) e um dos médicos que faz parte do grupo piloto.

“O uso desta tecnologia é certamente uma excelente ferramenta para ajudar a fornecer recomendações de tratamento e reduzir o tempo de acesso à informação. Ainda estamos num estágio inicial da utilização do W.AI.DI, mas as melhorias já podem ser facilmente alcançadas. Pode ajudar nos pacientes com processos mais complexos, nestes casos determinar o alvo terapêutico pode ser mais desafiador e demorar mais tempo. Agora, com apenas alguns clicks, recebemos uma resposta mais objetiva num período de tempo mais curto. Economizar apenas um minuto com W.AI.DI é um enorme avanço”. Reforça Dr. Alexandre Rebelo-Marques, diretor médico da Mundipharma Portugal.
“Na Mundipharma, temos o propósito de preparar um sistema de saúde otimizado para as gerações futuras (To Move Medicine Forward), capacitando as atuais gerações de médicos com as ferramentas para fornecer um serviço de saúde mais eficiente para os seus pacientes”, afirma Salvador Lopez, Ex Diretor Geral da Mundipharma Portugal, e atual Diretor Geral da Mundipharma Suíça. “Estamos a investir fortemente em áreas inovadoras avançadas, como IA, análise de dados ou serviços de business intelligence, e pretendemos expandir esta primeira solução baseada em evidências para diabetes em Portugal para outros países europeus e alargá-la a muitos outros serviços de saúde”. Uma opinião também partilhada por Sofia Ferreira, a atual Diretora Geral da Mundipharma Portugal
A IBM Cognitive Platform foi o ponto de partida que permitiu à equipa de Serviços da IBM seguir uma abordagem de prototipagem rápida combinada com a metodologia Design Thinking, ajudando todos os envolvidos no projeto a entender melhor o caso de estudo e as principais fontes de dados relevantes para responder aos objetivos da Mundipharma no combate a esta doença. A tecnologia implementada é uma solução baseada em cloud que utiliza os serviços IBM Cloud Infrastructure, IBM Functions e IBM Watson.

Nova geração de insulina basal comparticipada em Portugal para tratamento das pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 1

Esta nova geração de insulina apresenta no entanto outros benefícios para pessoas com diabetes. Por um lado, tem uma duração ultralonga de ação que dura mais de 42 horas, o que permite maior flexibilidade na hora de administração no dia a dia da pessoa com diabetes. A insulina degludec permite igualmente uma menor variabilidade glicémica levando ao referido menor risco de hipoglicemia, grave e noturna e redução comparável dos níveis de glicose no sangue versus insulina glargina U100 em pessoas com diabetes tipo 1. Os estudos clínicos indicam que em pessoas com diabetes tipo 1, este medicamento proporciona uma redução de 11% dos casos de hipoglicemia sintomática global, redução de 36% das hipoglicemias sintomática noturnas e ainda uma diminuição de 35% dos casos de hipoglicemia grave.

As hipoglicemias, especialmente as noturnas e graves, têm um impacto significativo na vida das pessoas com diabetes, o que se traduz num aumento do risco de morte cardiovascular e também num menor controlo glicémico com todas as suas complicações associadas. Segundo o estudo Hipodiab desenvolvido em Portugal, apenas 3 em cada 10 das pessoas notificaram sintomatologia de hipoglicemia (30%) e quase metade teve um episódio de hipoglicemia sem qualquer sintoma associado, o que aumenta o perigo de as hipoglicemias não serem devidamente tratadas e identificadas pelo doente. Este tratamento representa uma inovação e avanço no tratamento da diabetes, que vai ao encontro das necessidades das pessoas com diabetes.

“Estamos muito satisfeitos que os doentes portugueses com diabetes tipo 1 possam, agora, ter acesso a um tratamento que lhes permite uma melhor qualidade de vida, especialmente para aqueles em que o risco de hipoglicemia é elevado. Manter um bom controlo da glicose no sangue quando do tratamento com insulina pode ser um desafio para profissionais de saúde e pessoas com diabetes devido a preocupações com o risco de hipoglicemia. Esta comparticipação fornece assim mais uma possibilidade de melhoria da qualidade de vida às pessoas com diabetes e possibilita a Portugal mais um passo na direção de garantir uma maior acessibilidade a medicamentos inovadores que trazem benefícios efetivos para a vida das pessoas”, avança Olga Insua, diretora-geral da Novo Nordisk Portugal.

Os episódios de hipoglicemia podem representar uma barreira importante na manutenção dos objetivos de tratamento definidos e na adesão terapêutica dos doentes, uma vez que, por medo, ansiedade e depressão, ou por se associarem à perceção de uma redução da qualidade de vida, aumento do absentismo, redução da produtividade e aumento dos custos de saúde, podem desencadear comportamentos defensivos.

Sobre hipoglicemias

A hipoglicemia acontece quando os níveis de glicose no sangue descem abaixo dos 70 mg/dl. Os sintomas podem ser mais ligeiros, como visão turva, fadiga, dor de cabeça ou mais graves, como perda de consciência. A hipoglicemia pode ser provocada por erros na alimentação, como passar várias horas sem comer ou ingerir quantidades insuficientes de hidratos de carbono; erros na administração de medicação oral ou excesso de insulina; exercício físico não programado e sem suporte alimentar antes e, depois e consumo de álcool em excesso e/ou fora das refeições.

 

AJDP chega ao Porto para ajudar jovens a lidar com a diabetes Associação cria primeiro núcleo funcional na cidade do Porto

O núcleo do Porto inicia a sua atividade no dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde e, à semelhança do de Lisboa, organizará ao longo de todo o ano várias atividades como caminhadas e workshops de informação nas escolas e instituições interessadas, para proporcionar mais informação a docentes, estudantes e pessoas interessadas. A inauguração decorre às 14h30 no Centro Hípico do Porto e Matosinhos e na Quinta da Conceição em Leça da Palmeira. Para além de poderem ter uma experiência equestre e montar a cavalo, o dia será ainda preenchido com um piquenique e jogos em equipa. A inscrição para as atividades é gratuita e deverá ser feita atá ao dia 6 de abril, sendo que as vagas são limitadas, através do email nucleo.porto@ajdp.org ou do telemóvel 919 380 284.

Há 23 anos a apoiar jovens com diabetes e respetivas famílias, a AJDP expande-se para a zona norte do país com o objetivo de se aproximar das pessoas que já recorriam à associação, mas que por se encontrarem mais deslocadas, não conseguiam participar em todas as atividades, bem como chegar a quem vive com diabetes e ainda não tinha contacto com a associação.  “É com satisfação que iniciamos este projeto e nos juntamos à família AJDP que tanto nos ajudou quando mais precisámos. A decisão de criar este núcleo é uma forma de retribuir todo o apoio e de nos associarmos ainda mais à missão da associação”, refere Bárbara Yu Belo, uma das responsáveis pela criação do núcleo, que conta ainda com o apoio de Cátia Geraldes e Marco Geraldes.

“Os meus dois filhos vivem com diabetes e vi na AJDP uma grande ajuda para aprender a lidar com a doença. É muito importante que mais crianças e famílias possam ter esse apoio, e se puder ser na sua cidade, ainda melhor. Era uma pena ver que muitos jovens gostariam de participar em algumas atividades e não o faziam devido a uma questão geográfica”, comentou.

Todas as atividades desenvolvidas terão o apoio da direção da AJDP de Lisboa, que ajudou na criação e desenvolvimento deste núcleo. “Ficámos muito contentes com a proposta para a criação deste núcleo no Porto, pois reflete o trabalho realizado pela associação ao longo dos anos. Esta iniciativa, que se junta ao núcleo funcional da AJDP em Santarém, criado em 2018, mostra que o nosso trabalho está a chegar cada vez mais longe e que as pessoas se identificam com o que fazemos, querendo levar as mensagens e as atividades da associação a cada vez mais jovens com diabetes e respetivas famílias”, refere Paula Klose, presidente da AJDP.

A diabetes

A diabetes tipo 1 é uma doença crónica, que se desenvolve quando o pâncreas para de produzir a insulina de que o corpo necessita e, consequentemente, os níveis de açúcar no sangue sobem. A diabetes tipo 2, mais predominante, é caracterizada pela resistência à insulina e é provocada essencialmente por hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e hereditariedade, entre outros fatores. Estima-se que em Portugal 13,3% dos indivíduos têm diabetes, embora quase metade dos casos não estejam diagnosticados (5,7%). A Diabetes tipo 1 afetava, em 2015, 3.327 indivíduos até os 19 anos (0,16% da população no escalão etário), manifestando uma ligeira tendência de crescimento desde 2008 [1]. Em 2015 foram detetados cerca de 13,3 novos casos por cada 100.000 jovens com idades entre 0-14 anos.

[1] – Dados do Relatório “Diabetes: Factos e Números” de 2015 do Observatório Nacional da Diabetes

Campanha “IR(S) é o melhor remédio” vai renovar pediatria para crianças e jovens com diabetes

“Uma nova pediatria na APDP também depende de si!” é o mote desta campanha, cujos fundos vão permitir a remodelação e ampliação do serviço de pediatria da APDP. A pediatria da APDP tem atualmente 5 salas de consulta e uma pequena zona de espera dedicada aos mais jovens, que beneficiarão de melhorias significativas graças a esta campanha.

“Esperamos aumentar a capacidade das salas de consulta e criar um espaço de convívio e de refeições para dar melhor conforto e condições às mais de 600 crianças e jovens com diabetes tipo 1 que acompanhamos anualmente na APDP”, explica José Manuel Boavida, endocrinologista e presidente da APDP.

O jornalista Martim Cabral, coapresentador da rubrica televisiva “Ir é o melhor remédio” é o embaixador desta causa e explica no vídeo como todos podem ajudar a APDP, doando 0,5% do seu IRS sem qualquer custo.

Para ajudar a APDP a renovar o serviço que ajuda a associação a cuidar das crianças com diabetes, basta inserir o NIF da APDP, 500 851 875, no quadro 11 do modelo 3, selecionando “Instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública”.

“A pediatria da APDP já é um centro referência a nível europeu, reconhecido como “Centro Sweet” e estamos certos de que a renovação desta ala vai contribuir para melhorar o trabalho dos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, os cuidados prestados às crianças e jovens com diabetes tipo 1”, conclui João Filipe Raposo, Diretor Clínico da  APDP.

A diabetes tipo 1 caracteriza-se pela incapacidade do pâncreas em produzir insulina, o que implica que as pessoas com este tipo de diabetes tenham de realizar terapêutica com insulina durante toda a vida. De acordo com os números mais recentes do Observatório Nacional da Diabetes 2016, referentes a 2015, estima-se que a diabetes tipo 1 afete 3.327 crianças e jovens entre 0 e 19 anos.

Sobre a APDP

Fundada em 1926, a APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo. Com cerca de 15 mil associados, desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença, tendo sempre como meta a integração das pessoas com diabetes enquanto elementos ativos na sociedade. A APDP tem sido pioneira na prevenção, na educação e no acompanhamento personalizado. Conhecer melhor a doença e explorar novas formas de tratamento são os seus principais objetivos, a par da criação de estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a diabetes.

www.apdp.pt

É urgente uma resposta mais agressiva na gestão do risco cardiovascular em pessoas com diabetes

“Atualmente é muito clara a necessidade de gerir de forma mais agressiva o risco de doença cardiovascular nas pessoas com diabetes, visto que são as doenças cardiovasculares a causa mais comum de morte entre os adultos com diabetes”, alerta José Luís Medina, presidente do 2.º O Coração da Diabetes, encontro organizado pela Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP), que junta no Porto centenas de profissionais de saúde em torno das principais questões relevantes na diabetes e doenças cardiovasculares.

A segunda edição deste encontro nacional realiza-se a 22 e 23 de março na Fundação Engenheiro António de Almeida, centrando o debate na diabetes e na relação desta doença crónica com as doenças cardiovasculares e outras complicações, o seu peso na qualidade de vida dos doentes e cuidadores e para o próprio Estado e Serviço Nacional de Saúde.

A prevalência da diabetes tem vindo a aumentar nos últimos anos, o que realça a importância de diagnosticar e tratar a diabetes de forma adequada e explica o empenho da APDP na organização deste encontro.

“A diabetes afeta mais de um milhão de portugueses. 30% dos internamentos por acidente vascular cerebral (AVC) são em pessoas com diabetes e perto de 1/3 dos internamentos por enfarte agudo do miocárdio ocorrem em pessoas com diabetes. Não podemos ignorar esta doença nem as complicações a ela associadas”, afirma o endocrinologista.

O 2º O Coração da Diabetes vai juntar mais de 200 participantes, entre profissionais de endocrinologia, cardiologia, medicina interna e medicina geral e familiar, as áreas que mais lidam com o flagelo da diabetes e das suas complicações.

“Apesar dos progressos já alcançados na gestão dos níveis glicémicos e no tratamento dos fatores de risco cardiovascular, a taxa de mortalidade em pessoas com diabetes tipo 1, por exemplo, ainda é elevada”, explica José Luís Medina, acrescentando que “por se manifestar mais cedo na vida do doente [por exemplo em criança ou adolescente] na diabetes tipo 1 as complicações vasculares começam a desenvolver-se cedo, logo no início da doença, embora se manifestem depois na idade adulta”. Os temas a abordar no encontro têm uma relação direta com a prática clínica, procurando respostas para as importantes questões que assolam médicos e doentes na gestão da diabetes e das complicações a ela associadas. Obesidade, hipertensão arterial e insuficiência cardíaca, cirurgia bariátrica como meio de proteção vascular, síndrome metabólica na mulher e biomarcadores e outras formas de diagnóstico em doentes sem sintomas são alguns dos temas em foco neste encontro.

A diabetes é hoje uma das principais causas de morte, principalmente por implicar um risco significativamente aumentado de doença coronária e de AVC. Em 2014 a diabetes representou cerca de oito anos e meio de vida perdida por cada óbito por diabetes na população com menos de 70 anos.

Sobre a APDP

Fundada em 1926, a APDP é a associação de pessoas com diabetes mais antiga do mundo. Com cerca de 15 mil associados, desenvolve a sua atividade na luta contra a diabetes e no apoio à pessoa com esta doença, tendo sempre como meta a integração das pessoas com diabetes enquanto elementos ativos na sociedade. A APDP tem sido pioneira na prevenção, na educação e no acompanhamento personalizado. Conhecer melhor a doença e explorar novas formas de tratamento são os seus principais objetivos, a par da criação de estruturas capazes de dar resposta aos diversos problemas que envolvem a diabetes. www.apdp.pt

Sabia que o seu IRS pode ajudar jovens a aprender a lidar com a diabetes?

Esta angariação de fundos irá permitir a organização de mais atividades que promovam a atividade física e desmistifiquem as ideias erradas associadas à diabetes, mostrando que a diabetes não é uma limitação para quem quer ter um estilo de vida ativo. Para ajudar a AJDP com 0,5% do seu IRS basta escolher a opção de consignar o seu IRS e indicar o NIF da associação: 503 763 055.

“A AJDP tem como principal objetivo ajudar crianças, jovens e as suas famílias a lidar com a diabetes de uma forma mais natural. Nesse sentido, ao longo do ano desenvolvemos várias iniciativas como caminhadas, palestras nas escolas e colónias de férias, onde os jovens podem aprender a viver com a diabetes tipo 1, tendo como exemplo os membros da associação que já vivem há muitos anos com diabetes tipo 1. Portanto, pretendemos que esta angariação de fundos sirva para conseguirmos desenvolver cada vez mais iniciativas, que permitam à AJDP chegar a cada vez mais pessoas”, realça Paula Klose, presidente da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

Para consignar o IRS deverá colocar o Número de Identificação Fiscal da entidade que pretende que beneficie com 0,5% do seu IRS. Assim, bastará apenas aceder ao Portal das Finanças e escolher a opção “Comunicação do agregado familiar/Entidade a consignar”, escolhendo posteriormente a opção “instituições particulares de solidariedade social ou pessoas coletivas de utilidade pública”. Para doar parte do seu IRS para a AJDP, deverá indicar o NIF 503 763 055. A consignação é feita com base no montante que teria de pagar ao Estado, sendo que, desta forma, o seu reembolso será o mesmo. No caso de optar por consignar também o IVA, este montante irá ser retirado do valor que seria creditado no seu saldo de IRS.

A AJDP, procura ainda o apoio de voluntários durante todo o ano que queiram participar nos projetos da AJDP ou que pretendem estender a atuação da AJDP para outras zonas do país. Para além disso é ainda possível ser associado, através do pagamento de quotas como forma de contribuição.

 

10 mandamentos para jovens com diabetes terem um Natal sem percalços

Para desmitificar esta ideia a nutricionista Jenifer Duarte da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP) deixa os 10 mandamentos para que as crianças e jovens com diabetes, consigam disfrutar de um Natal igual a de tantos outros portugueses, sem prejudicar a sua saúde.

  1. Proibir a ingestão de qualquer tipo de alimento não é benéfico – Reduzir as quantidades de macronutrientes ingeridos e a quantidade de hidratos de carbono e lípidos é uma das principais recomendações.
  2. Aumentar o valor nutricional das refeições – Numa época em que asneiras alimentares são norma, é necessário que assegure o consumo de vegetais, hortícolas e fruta durante as maiores refeições do dia.
  3. Fazer pequenas refeições ao longo do dia – Deve fazer pequenas refeições ao longo do dia ou optar por alimentos como frutos secos. Esta é uma ótima forma de saciar a fome e de impedir que se coma em excesso durante a refeição principal. Começar a refeição com uma sopa ou um queijo fresco, também é sempre uma boa opção e mais saudável.
  4. Optar pelos pratos tradicionais mais saudáveis – Um dos pratos principais do Natal é o bacalhau cozido com alguns vegetais e leguminosas, no entanto se se quiser fugir do tradicional deve optar por grelhados ou assados no forno. Em especial no prato principal deve evitar os fritos e a gordura em excesso.
  5. Manter sempre o corpo hidratado – Deve beber muita água ou chás quentes para manter o corpo hidratado e quente. Para acompanhar a refeição deve evitar as bebidas alcoólicas e optar por água ou sumos naturais.
  6. Moderar o consumo de sobremesas – A grande tentação natalícia vem na altura das sobremesas, no entanto ao seguir as dicas acima sentir-se-á mais saciado na altura das sobremesas, o faz com estas sejam ingeridas com mais moderação.
  7. Substitua os ingredientes das tradicionais receitas de Natal por opções que permitam um melhor nível glicémico – Atualmente já existem receitas de Natal mais saudáveis, sem perderem as características e os sabores natalícios. Já existem sonhos e rabanadas que podem ser feitos no forno, evitando a fritura e que podem ser polvilhados com adoçante e canela, em vez de açúcar.
  8. Aproveitar esta época para passear em família – A quantidade de filmes e de séries que passam na televisão durante a época natalícia parecem ser sempre o melhor plano familiar, principalmente se o tempo estiver frio. No entanto se tiver oportunidade, caminhar em família é sempre uma boa opção, pois o exercício físico é um dos aliados no controlo da doença. Nos dias em que se tiver desencaminhado na refeição , deve fazer uma caminhada de trinta minutos para compensar.
  9. Ajustar a medicação – O ajuste da medicação é muito importante, especialmente para pessoas que vivem com diabetes tipo 1. Deve aumentar-se a quantidade de insulina que se administra às refeições, em função do aumento do número de hidratos de carbono que se consomem.
  10. Comer de uma forma mais cuidada e mais devagar – Comer mais devagar ajuda a ingerir uma quantidade menor de alimento e contribui para uma melhor saúde digestiva.

Atualmente a diabetes tipo 1 afeta 3327 jovens em Portugal e continua a estar associada a vários mitos no que toca ao impacto que tem na vida dos doentes. A ideia de que os jovens estão impedidos de comer certos alimentos é ainda muito presente na mente da população em geral.

“É errado pensar que as pessoas que vivem com diabetes tenham de ter um Natal diferente ou que estão impedidos de comer algumas das iguarias. Apesar de terem de ter um maior controlo dos níveis glicémicos, não estão impedidos de comer nenhuma iguaria de Natal”, explica Jenifer Duarte, nutricionista da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal.

A diabetes

A diabetes tipo 1 é uma doença crónica, que se desenvolve quando o pâncreas para de produzir a insulina de que o corpo necessita e, consequentemente, os níveis de açúcar no sangue sobem. A diabetes tipo 2, mais predominante, é caracterizada pela resistência à insulina e é provocada essencialmente por hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e hereditariedade, entre outros fatores. Estima-se que em Portugal 13,3% dos indivíduos têm diabetes, embora quase metade dos casos não estejam diagnosticados (5,7%). A Diabetes tipo 1 afetava, em 2015, 3.327 indivíduos até os 19 anos (0,16% da população no escalão etário), manifestando uma ligeira tendência de crescimento desde 2008 [1]. Em 2015 foram detetados cerca de 13,3 novos casos por cada 100.000 jovens com idades entre 0-14 anos.

[1] – Dados do Relatório “Diabetes: Factos e Números” de 2015 do Observatório Nacional da Diabetes

‘Seja mais rápido que o seu risco’: campanha alerta para relação perigosa entre a diabetes e comorbilidades

Maior risco de hipertensão arterial, maior risco de doença vascular, de enfarte, de obesidade e de várias outras doenças. Os números e dados dão conta de uma associação perigosa entre a diabetes e várias comorbilidades, “mas mais do que um risco duplo, a diabetes agrava o prognóstico de todas as doenças”, garante José Manuel Boavida, presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), que acrescenta: “cerca de 1/3 das pessoas que sofrem enfarte ou AVC têm diabetes, que aumenta a mortalidade por doenças cardiovasculares, doenças oncológicas ou doenças infeciosas”.

A associação entre a diabetes e estes problemas serve de mote para a campanha, lançada pela APDP com o apoio da AstraZeneca por ocasião do Dia Mundial da Diabetes, que se assinala no próximo dia 14, e que deixa o apelo: ‘Seja mais rápido que o seu risco’. Uma rapidez que importa reforçar, tanto mais que, refere José Manuel Boavida, “tem havido na diabetes uma visão muito centrada na glicemia”. Por isso, o especialista considera que “a compreensão da importância do risco vascular é hoje uma prioridade, não só para os profissionais de saúde, mas também para as pessoas com diabetes. O controlo rigoroso dos fatores de risco é essencial: tabaco, inatividade, obesidade abdominal, hipertensão, dislipidemia, esteatose hepática…”

Neste controlo, o envolvimento da família é, garante, “um facto. Mas ela será tão mais efetiva e eficaz quanto mais apoiada”. O que significa, de acordo com o especialista, abrir “as consultas aos familiares”, assim como criar sessões dirigidas aos familiares, que “serão o meio de o conseguir e de conseguirmos a sua compreensão para a complexidade da diabetes”. Até porque, acrescenta, “o dia-a-dia das pessoas com diabetes é um verdadeiro emprego, imposto pela doença. O controlo da glicemia, da alimentação, da atividade física, da hipertensão e de outros fatores de risco exige uma educação estruturada e uma acessibilidade inequívocas”.

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