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Serviço de streaming Disney+ chega à Europa a 24 de março e a Portugal no verão

Texto e foto: Observador.pt

O serviço de streaming da Disney chega à Europa a 24 de março. Reino Unido, Irlanda, França, Alemanha, Itália, Espanha, Áustria e Suíça serão os primeiros países a receber o Disney+. Em Portugal, a plataforma vai estar disponível no verão. A informação foi avançada pelo grupo Disney, em comunicado oficial.

 Os preços estão confirmados: 6,99 euros no caso de se tratar de uma assinatura mensal, 69,99 se optar por uma subscrição anual. O Disney+ reúne conteúdos da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, National Geographic entre outras produtoras.

O Disney+ surgiu no final de 2019 nos EUA, resultado da vasta bibiloteca de conteúdos criada pela Disney, com as produções próprias mas sobretudo depois de aquisições de grupos de media feitas ao longo dos anos: a compra da Marvel garante-lhe o controlo dos filmes e séries de super-heróis mais procurados; a Lucasfilm também faz parte do universo da Disney e representa tudo o que faz parte da saga Star Wars, dos filmes principais aos spin-offs às séries de animação. Por ter controlo sobre a Fox, a Disney disponibiliza em streaming alguns conteúdos desse mesmo grupo, como “Os Simpsons” (todas as 30 temporadas).A produção de conteúdos próprios é uma das prioridades do Disney+. Por enquanto, um dos títulos mais fortes é “The Mandalorian”, precisamente um spin-off da saga Star Wars criado por Jon Favreau, que conta a história de um mercenário que viaja pela galáxia. A ação passa-se algures entre os filmes “O Regresso de Jedi” e “O Despertar da Força”. Pedro Pascal (“Narcos”) é o protagonista.Da lista de produtoras cujo conteúdo vai estar disponível no Disney+ fazem também parte os filmes da 20th Century Studios, Searchlight Pictures, Hollywood Pictures e Touchstone Pictures. Alguns conteúdos da Hulu (produtora e plataforma de streaming que opera nos EUA e que é responsável por séries como “The Handmaid’s Tale”) estarão também disponíveis no Disney+, já que a Disney é proprietária de parte da Hulu.

O mesmo comunicado garante que o Disney+ vai funcionar em todas as principais plataformas, dispositivos móveis, consolas de videojogos ou smart TVs. O serviço não tem anúncios, será possível ter quatro dispositivos ligados na mesma conta em simultâneo, a transmitir conteúdos diferentes e será permitido o download ilimitado de episódios em até dez aparelhos (smartphones, computadores) diferentes, para poderem ser vistos offline. Quanto aos perfis de utilizador em cada conta, podem ser sete e há a hipótese de criar perfis específicos para crianças, com um interface mais simples de utilizar e com conteúdo apropriado.

De acordo com o site TechCrunch, a app do Disney+ foi a mais descarregada nos EUA no quarto trimestre de 2019, com mais de 30 milhões de downloads, mais do dobro do Tik Tok, em segundo lugar. A Disney+ vai juntar-se a outras plataformas de streaming que já estão a funcionar em Portugal, serviços como o Netflix, HBO, Amazon Prime Video, a Apple TV+, a NOS Play, a Fox+ ou o Q Play.

As princesas da Disney podem afetar o desenvolvimento infantil? Estudo diz que sim

Um estudo da Universidade Brigham Young, no estado do Utah, indica que a cultura criada pelas princesas da Disney limita o desenvolvimento das crianças. A imagem das personagens contribui para problemas de autoestima nas raparigas e reforça uma ideia limitadora dos estereótipos de género. O estudo, intitulado “Pretty as a Princess” (Linda como uma princesa), avaliou a influência de produtos das princesas da Disney em quase 200 crianças, rapazes e raparigas, em idade pré-escolar, explica o The Guardian.

A investigação provou que as raparigas que se identificam com um estereótipo feminino, como o que é perpetuado pelas personagens em questão, sentem que há algumas atividades que lhes são vedadas ou para as quais não são tão propensas, como a matemática ou a ciência. É também menos provável que explorem o meio ambiente ou façam experiências, já que não gostam de se sujar. Este é um indicador preocupante, já que prova que desde muito cedo as crianças são levadas a acreditar que há experiências reservadas a cada género. Há também a perigosa noção de que cada rapariga precisa de um homem para a salvar.

As Princesas da Disney têm, para além disso, um grande impacto na autoestima e no conceito de ideal de beleza. O estudo provou que raparigas com maiores problemas de autoestima têm maior probabilidade de envolverem-se mais com as personagens. Imagens de mulheres altas, magras e com corpos tonificados fazem parte do dia-a-dia de todas as mulheres, mas a noção de que esse é o tipo de corpo ideal é incutido nas crianças em idades tão tenras como os três ou quatro anos.

A marca Princesas da Disney foi lançada em 2000 e rende milhões de euros anualmente, mas não está livre de polémica. Artigos como “What’s wrong with Cinderella” escrito por Peggy Orenstein e publicado no New York Times em 2006 ou o “The Problem with Princesses”, lançado pela Time, enfatizam o mau exemplo que as princesas representam para as crianças.

Outra das queixas feitas em relação à marca é a sua falta de representatividade de raça. Esmeralda, uma princesa de etnia cigana, foi excluída da linha da Disney em 2008, o que gerou várias críticas. A primeira princesa negra, Tiana, só surgiu em 2009. Mas mesmo assim, reina a supremacia branca no conjunto de princesas.

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