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LNEG e o universo Lusófono

Orientado para responder às necessidades do universo empresarial e da sociedade, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) é, cada vez mais, um player de enorme relevo no âmbito da investigação sustentável através da geração do conhecimento do nosso território. Assim, de que forma têm realizado a interação com a sociedade, dando soluções e assistindo as denominadas políticas públicas em prol do país?

O LNEG tem como missão contribuir para o desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida, colocando o nosso conhecimento ao serviço da sociedade. Nas suas áreas core “energia e geologia e recursos geológicos” e como instituição de investigação que somos, procuramos estar sempre a par do que de melhor se faz no mundo. Para isso fizemos um investimento de longo prazo apostando na participação em redes de conhecimento internacional. Participamos, isto é, colaboramos na construção da European Energy Research Alliance (EERA), pilar para a investigação do Strategic Energy Technologies Plan (SET PLAN), onde somos ativos na sua gestão desde 2008. Somos membros da EuroGeoSurveys (EGS) assumido entre 2016 e 2019 o papel de presidente e coordenamos o grupo de trabalho da matérias-primas. Temos vindo a trabalhar de forma muito ativa na ASGMI, associação dos serviços geológicos dos países ibero-americanos. Somos membros da direção da European Sustainable Energy Innovation Alliance (ESEIA). A nível nacional o LNEG caracteriza-se por ser um especialista independente que assiste o Estado português e pelo seu estado de prontidão na resposta às solicitações nas suas áreas de competência. Ao nível mais geral da sociedade, nomeadamente do tecido mais jovem, temos interação com escolas e todas as ações no quadro da divulgação de ciência para além da informação disponível no Portal do LNEG.

De que forma é que o LNEG tem investido no conhecimento aplicado no sentido de explorar os recursos nacionais geológicos, hídricos ou energéticos? Esse foco pode ser medido em resultados práticos para o país?

Somos o repositório do conhecimento dos recursos endógenos do nosso país que se materializa de diversas formas e com resultados práticos nos compromissos do nosso país para o cumprimento das metas acordadas em matéria de Energia e Clima.  Colaboramos ativamente no Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNEC). Construímos o atlas eólico onshore e offshore fundamental para a evolução dos investimentos em energia eólica que neste momento otimizam a exploração do recurso vento, construímos o atlas solar contribuindo para potenciar investimentos na exploração do recurso sol, com resultados práticos no recente lançamento dos leilões solares. Somos líderes do BIOREF – Laboratório Colaborativo para as Biorrefinariasque visa colaborar com o sector industrial na exploração do potencial da biomassa no nosso país, apoiando a resolução de vários problemas, por um lado a mitigação dos fogos florestais, por outro lado aproveitando o valor da abundante biomassa do nosso país. Acabamos de concluir um estudo que visa potenciar o hidrogénio produzido a partir de energias renováveis com enorme potencial para a mobilidade verde. Colaboramos no plano nacional para o lítio que visa responder ao desafio da Europa consubstanciado na European Batteries Alliance. Em matéria de eficiência energética para além da nossa intervenção no PNAEE. estamos a preparar uma estratégia para o desenvolvimento das comunidades energéticas e redução das debilidades em termos de conforto de grande parte da nossa população. Tendo consciência da nossa responsabilidade ao nível dos recursos estamos a lançar uma nova área de investigação na economia dos recursos, área transversal que pretende apoiar as políticas públicas em linha com o que se faz nas Nações Unidas na avaliação dos recursos, e do seu papel para responder aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), do nosso planeta.

Qual tem sido o papel do LNEG no domínio da CPLP e como tem a instituição contribuído para o aproximar e estreitar de relações que fomentem mais valias?

Desde longa data temos uma relação estreita com os países da CPLP. Neste momento temos a decorrer um importante projeto em Angola que visa munir este país com ferramentas para o seu desenvolvimento. Trata-se da cartografia geológica de Angola, conhecimento fundamental para o desenvolvimento do país em termos do seu ordenamento do território e do conhecimento dos seus recursos naturais. No quadro de outro projeto internacional colaboramos em ações de capacitação, na área da Geologia, nomeadamente em países da CPLP.

Sente que ainda existem lacunas no domínio da CPLP para que esta se possa afirmar como ator global no mapa da energia mundial? Que caminho deve ser seguido?

África é um continente com um enorme potencial onde maioritariamente os países da CPLP estão. Há um caminho a percorrer que pode aproveitar dos erros e sucessos dos países mais desenvolvidos. É pela potenciação da experiência em prol de medidas urgentes para ajudar estes países, com população muito jovem, que a nossa responsabilidade nos deve orientar. À nossa escala, é o que estamos a fazer.

Sente que para o país é essencial que a CPLP se possa transformar num player dinamizador de um modelo global de soberania energética e desenvolvimento para o séc. XXI

Se o nosso país conseguir ter um papel importante na capacidade dos países da CPLP garantirem a sua autonomia energética em linha com os objetivos do acordo de Paris estamos a contribuir para a nobre missão da sustentabilidade do nosso planeta. O LNEG tem apostado neste apoio que se materializa em projetos como por exemplo o PLANAGEO que se desenrola em Angola.

De que forma é que fundamental que se continue a apostar na partilha e a desenvolver modelos de exportação de conhecimento para criar, ainda mais, essa rede de parcerias no domínio da CPLP?

A partilha é a chave do sucesso. Dito isto, é nossa obrigação trabalhar para partilhar o que é o nosso saber e saber fazer com os nossos parceiros da CPLP. É o que temos feito em Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde através de projetos no domínio da Energia e Geologia. Também temos tido contactos exploratórios com Timor.

No âmbito do desenvolvimento sustentável ao nível da CPLP, o que podemos continuar a esperar por parte do LNEG?

O nosso lema “Construir um futuro mais limpo e melhor” explica de uma forma simples como nos posicionamos em termos de objetivos a cumprir. Lutamos por projetos que nos permitam contribuir para o desenvolvimento sustentável, também na CPLP.

 

Um edifício com certificação LEED pode diminuir o seu consumo energético em aproximadamente 50% e o consumo de água até 40%

Um dos objetivos deste encontro foi dar visibilidade aos benefícios dos edifícios com Certificação LEED, desenvolvida pelo US Green Building Council. Esta certificação reconhece as estratégias e melhores práticas de construção quer em edifícios novos, quer em contexto de reabilitação, garantindo que o edifício terá um menor impacto ambiental e que a sua rentabilidade, valorização e conforto dos seus ocupantes sejam maiores.

Para uma construção sustentável

Fatores como a crise energética, as alterações climáticas, a falta de recursos ou o crescimento populacional, estão a promover uma mudança de paradigma no setor da construção. Edifícios com consumo de energia zero, neutralidade das emissões de CO2, respeito pelo meio ambiente e elevado conforto para os ocupantes, são os novos requisitos da construção sustentável.

A possibilidade de monitorizar instalações e controlar a energia pode ser a chave para dar resposta a estes desafios. A implementação de metodologias e sistemas de controlo e automação, podem ser o próximo passo para a obtenção de certificações tão exigentes quanto a LEED. Uma certificação que envolve a identificação dos valores ambientais de um edifício, aplicando uma metodologia de avaliação reconhecida a nível global. Alguns desses processos são obrigatórios, como o DL226/2005, atualizado pela portaria 252/2015, o RTIEBT (Regras Técnicas de Instalações Elétricas de Baixa Tensão), que estabelece a regulamentação em instalações elétricas de baixa tensão, ou o DL118/2013 (Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação e o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Comércio e Serviços ). Fernando Ferreira, Ecobuildings Manager da Schneider Electric afirma que “Um edifício com certificação como a LEED® pode reduzir o seu consumo de energia em aproximadamente 50%, o consumo de água até 40% e aumentar seu valor imobiliário em 7,5%”.

Graças a soluções de IoT, como o EcoStruxure for Hotels, os gestores deste tipo de instalações podem efetuar uma gestão inteligente da sua rede elétrica, ao mesmo tempo que controlam a energia e a sustentabilidade do edifício, dos quartos, das zonas comuns, da segurança e até da zona de máquinas.

A Schneider Electric já participou em diversos projetos que seguem estes critérios como o Hotel Glória de Sant Jaume em Palma de Maiorca, o Hotel Evolution em Lisboa, ou recentemente no Lasala Plaza de San Sebastián, que conseguiu melhorar em cerca de 30% a sua eficiência energética através das soluções inteligentes da Schneider Electric.

Todos estes projetos de hotelaria beneficiaram da integração do EcoStruxure para controlar as suas instalações a partir de uma plataforma única, otimizando a manutenção através da manutenção preditiva que permite aumentar a poupança energética e melhorar o conforto dos cliente e trabalhadores, ao personalizar o ambiente dos quartos e zonas comuns.

O EcoStruxure for Hotels integra o ecossistema de EcoStruxure, a arquitetura aberta e interoperável da Schneider Electric. A plataforma EcoStruxure acrescenta valor aos dados traduzindo-os em informação útil que permite aos gestores tomar melhores decisões de negócio que resultem em maior competitividade e eficiência.

Como poupar energia: a Audax sugere as melhores dicas de poupança

@ Audax Energia Portugal
  • Desligue a luz quando esta não for necessária

Parece simples, mas desligar a luz quando se sai de uma divisão também ajuda a poupar. São várias horas em que não está a gastar eletricidade.

  • Apague os aparelhos sempre que não estejam em uso. O standby consome energia

Deixar o computador ou a televisão ligados durante a noite, por exemplo, já soma muitas horas de gastos de energia. Desligue sempre os aparelhos que não está a utilizar.

  • Utilize multi-tomadas com interruptor ou tomadas inteligentes para ligar vários aparelhos e desligue-as quando não precisar que estejam ligadas

As tomadas com interruptor ou inteligentes permitem desligar todos os aparelhos nela contidos simultaneamente, de modo a poupar energia de várias fontes de uma só vez. O stand-by também consome energia, por isso é melhor desligar tudo.

  • Desligue os carregadores de telemóveis se não estão a ser utilizados

Muita gente mantém o carregador de telemóvel ligado à corrente 24h por dia, sempre disponível quando é necessário utilizar. Ao final do mês, todos os consumos acumulam e contam para a sua fatura.

  • Utilize lâmpadas de baixo consumo

Se utilizar lâmpadas de baixo consumo, já está a poupar sempre que estiver de luz acesa, comparativamente com lâmpadas de alto consumo.

  • Aproveite ao máximo a luz solar

Ao final de tarde, por exemplo, por vezes ainda podemos deixar entrar a luz solar em vez de ligar a luz artificial. Pense na sua fatura e abra os cortinados para deixar o sol brilhar.

  • Compre equipamentos com a etiqueta Energy Star

A etiqueta Energy Star, de poupança e eficiência energética, é um padrão internacional para o consumo eficiente de energia originado nos Estados Unidos. Os equipamentos que cumpram este padrão estão sempre identificados, para que possa sempre fazer a melhor escolha.

  • Instale isoladores térmicos nas janelas e portas para manter a temperatura

O isolamento nas janelas e portas pode fazer bastante diferença na temperatura que se sente dentro das divisões. Ao instalar isoladores térmicos, certifica-se que tem sempre a melhor temperatura, ao menor custo.

  • Programe os termostatos de ar condicionado entre 19-21 e os de aquecimento entre 24-26

Estas são as temperaturas ideais para que mantenha uma atmosfera agradável e confortável, poupando ao mesmo tempo na sua fatura.

EDP Renováveis vai avançar com construção de dois parques eólicos

“Os dois parques, que já estão aprovados, vão avançar para o ano. Houve um concurso […] e, portanto, nós vamos avançar como previsto”, disse à agência Lusa o presidente da EDP Renováveis, João Manso Neto.

Falando à margem do nono encontro promovido em Lisboa pela Associação Portuguesa das Empresas do Setor Elétrico (ELECPOR), na qual Manso Neto é presidente, o responsável precisou que, no próximo ano, as obras vão “começar e acabar”.

Questionado sobre montantes, João Manso Neto referiu que “o investimento é um pouco mais [do que estava previsto], para aí de 60 milhões de euros”, já que “os dois parques juntos terão cerca de 50 megawatts”.

Inicialmente previa-se que o investimento rondasse os 50 milhões de euros.

Manso Neto desvalorizou a demora na decisão do Executivo, apontando que “tem o seu tempo”.

“Estamos em hora, sem problema”, adiantou.

Em causa estão os parques eólicos de Maunça (20 megawatts), no concelho da Batalha, distrito de Leiria, e de Vigia (28 megawatts), no concelho de Tarouca, no distrito de Viseu.

De acordo com uma informação divulgada no final de outubro pelo gabinete do secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, “a instalação destes projetos, ainda com tarifas ‘feed-in’ (isto é, tarifas subsidiadas), insere-se na lógica de estabilidade contratual e regulatória assumida pelo Governo para o setor”.

Segundo o Executivo, os projetos terão “uma considerável incorporação industrial nacional, de acordo com as contrapartidas do contrato, assumidas pelo promotor com o Estado”.

Na nota, a secretaria de Estado da Energia realçava também que “a evolução tecnológica, entretanto registada nos últimos anos, combinada com o forte potencial solar nacional impôs, no entanto, uma mudança de paradigma no setor das energias renováveis”, que se traduz no fim das tarifas subsidiadas à produção de eletricidade.

“É neste contexto que assenta a atual aposta do Governo na promoção de projetos renováveis, sem tarifa ‘feed-in’, que penalizem a fatura de energia, em especial das famílias”, acrescentava a secretaria de Estado.

Os projetos da empresa liderada por Manso Neto aguardavam aprovação desde 2008, pelo que seguirão as condições então vigentes.

Energia em Conserva quer ser a número um em Portugal na área da instalação e manutenção de centrais fotovoltaicas

 

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Metade de 2017 já passou… que ano tem sido este para a Energia em Conserva?

Tem sido extremamente positivo e desafiante, com elevadas expectativas de futuro. Nos primeiros meses do ano na Energia em Conserva ganhámos vários projetos e estabelecemos novos contratos com empresas parceiras e assinamos contratos de elevado potencial com investidores na área do fotovoltaico e eficiência energética. Alcançámos já o volume de faturação de 2016 e contamos duplicar o mesmo até final do presente ano.

Questões ambientais assim como redução de custos são algumas das vantagens que poderão ser enunciadas quando se fala em eficiência energética e produção de energia renovável. De todas as vantagens, quais são aquelas que raramente são referidas e que devem fazer parte do conhecimento geral?

As vantagens das energias renováveis, talvez menos faladas são:

Podem ser consideradas inesgotáveis à escala humana comparando aos combustíveis fósseis;

O seu impacto ambiental é menor do que o provocado pelas fontes de energia com origem nos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), uma vez que não produzem dióxido de carbono ou outros gases com “efeito de estufa”;

Oferecem menos riscos do que a energia nuclear, centrais térmicas, e outras;

Permitem a criação de novos postos de emprego (investimentos em zonas desfavorecidas);

Permitem reduzir as emissões de CO2, melhorando a qualidade de Vida (Ar mais puro);

Conferem autonomia energética a um país, uma vez que a sua utilização não depende da importação de combustíveis fósseis;

Conduzem à investigação em novas tecnologias que permitam melhor eficiência energética;

É possível pagar investimentos elevados através da poupança gerada pela eficiência energética ou produção de energia renovável, existindo investidores ativos e focados nesta área de negócio;

Neste momento o fotovoltaico é considerado a energia com menor custo Instalação/produção.

Por outro lado, que desvantagens deverão ser igualmente conhecidas?

A desvantagem poderá passar pelo desmantelamento de centrais de energia renovável no fim do seu tempo de vida. No entanto esta desvantagem é aplicável a qualquer outra central de produção de energia elétrica.

De que forma podem as empresas perceber se dispõem das características ideais para adotar um sistema de autoconsumo?

Todas as empresas ou instituições podem usufruir de elevadas poupanças com a instalação de uma central fotovoltaica em regime de autoconsumo (UPAC). A engenharia da Energia em Conserva efetua uma análise pormenorizada dos consumos do edifício em questão apresentando soluções com poupanças reais e garantias de produção.  O cliente pode ainda usufruir de uma UPAC com todos os seus benefícios de redução de emissões e redução de custos na fatura elétrica a custo zero, sendo o investimento efetuado por investidores focados neste género de negócio permitindo que o cliente reduza custos de operação mantendo o foco no seu negócio.

O que diria que distingue a Energia em Conserva dos demais players do setor?

Oferecemos soluções que se propõem reduzir os custos associados ao consumo energético, tornando as empresas mais competitivas no mercado onde atuam, isto aliado aos vários anos de experiência na área das energias renováveis.

Além disto, realizamos projetos personalizados caso a caso que vão de encontro às necessidades reais e individuais de cada cliente, garantindo assim a máxima eficiência das soluções apresentadas. Fomos a empresa de Engenharia, dentre muitas, selecionada pela Ciel & Terre para a execução de Engenharia, Procurement, Construção e Comissionamento da primeira instalação fotovoltaica flutuante em Portugal, um projeto inovador da EDP Produção que alia a energia hídrica com a energia solar.

De acordo com um relatório do Eurostat, Portugal foi terceiro país da EU a apresentar as maiores reduções em emissões de CO2. Que está Portugal a fazer de diferente?

Portugal, através das suas políticas assertivas, está a obter reduções reais nas emissões, no passado através da bonificação da venda de energia renovável. Neste momento Portugal é pioneiro na produção de energia renovável a preço de mercado! O custo das centrais de energia renovável, principalmente as de tecnologia fotovoltaica têm reduzindo consideravelmente levando a que este género de central seja rentável por si só, não necessitando de comparticipações ou incentivos!

Falando especificamente em inovação na indústria da energia solar, qual diria que tem sido o contributo que a Energia em Conserva tem tido?

A Energia em Conserva vai desde o mais ínfimo detalhe no que respeita à apresentação de soluções que sirvam não só o propósito de cada cliente, mas que sejam sempre as mais vantajosas, desenvolvemos muitas vezes soluções inexistentes no mercado de forma a que a solução final seja a mais vantajosa para o cliente. A Energia em Conserva tem um departamento de IDT de onde já surgiu uma spin-off de estruturas de suporte para instalações fotovoltaicas e está neste momento a trabalhar no armazenamento de energia de baixo custo para industrias.

Quais os objetivos da EEC em 5 anos?

Temos como pretensão ser a número um em Portugal na área da instalação e manutenção de centrais fotovoltaicas e adoção de medidas de eficiência energética na indústria de elevada qualidade e fiabilidade. Estamos neste momento a trabalhar na possível integração de um projeto fotovoltaico de 17MW em França pais onde pretendemos abrir escritórios em 2 anos. Já em Espanha iremos acompanhar um grupo de investidores, onde pretendemos abrir escritórios no inicio do próximo ano. O nosso departamento de internacionalização está a trabalhar em outras operações assertivas com parceiros já existentes em outras regiões do globo onde pretendemos atuar sempre com a base em Portugal.

Império Amorim estende-se do imobiliário à energia

Américo Amorim morreu na quinta-feira, aos 82 anos, estando o funeral agendado para sábado de manhã, no Mosteiro de Grijó, no concelho de Vila Nova de Gaia.

“Américo Amorim liderou o grupo Corticeira Amorim durante décadas, sendo o percursor da profissionalização, da modernização, da inovação e da sustentabilidade, tanto do grupo, como de todo o setor da cortiça”, diz a corticeira em nota hoje divulgada, prestando sentida homenagem.

empresário de Mozelos, Santa Maria da Feira – que em tempos afirmou que não se considerava “rico”, mas “trabalhador”, numa referência ao percurso que o levou desde a pequena empresa fundada pelo avô em 1870 a líder mundial no setor da cortiça – tem hoje uma atividade empresarial que vai desde a banca à bolsa, casinos, luxo, unidades turísticas e empresas petrolíferas.

Nascido em 21 de julho 1934, Américo Ferreira de Amorim terminou o Curso Geral do Comércio e ingressou na empresa de cortiça da família, cuja origem remonta a 1870, tendo participado com os seus irmãos na fundação da Corticeira Amorim, da Ipocork e da Champcork, empresas do setor dos derivados da cortiça.

Posteriormente tornou-se responsável executivo da ‘holding’ Corticeira Amorim, que controla as empresas corticeiras, e, através de outra ‘holding’ – a Amorim Investimentos e Participações – estendeu os seus investimentos aos setores da energia, do turismo e da banca, tornando-se num dos principais acionistas do Banco BIC Português e concentrando em nome individual participações sociais de relevo na Galp Energia (detém a maioria do capital da Amorim Energia, que, por sua vez, controla 38,34% da Galp Energia, SGPS) e no Banco Popular Español (que entretanto vendeu).

Atualmente, o Grupo Amorim detém posições em dezenas de empresas nos cinco continentes e em diversas áreas económicas, desde a cortiça (através da Corticeira Amorim) ao têxtil (através da centenária Gierlings Velpor, especializada em veludos e têxteis técnicos), à vitivinicultura e ao enoturismo.

Na área da cortiça, o Grupo Amorim é o líder mundial através de 78 empresas, das quais 28 são unidades industriais de transformação, estando os seus produtos presentes em mais de 100 países. A família Amorim gere áreas de floresta e montado de sobro superiores a 12.000 hectares.

Já no setor imobiliário a presença do grupo remonta aos anos 50, sendo atualmente detentor de ativos imobiliários em Portugal e Brasil, sobretudo concentrados no segmento imobiliário e turístico.

Américo Amorim detém ainda uma experiência de 30 anos no lançamento de operações no setor financeiro, num percurso que começou em 1981 como acionista fundador da Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI) – a primeira sociedade financeira privada em Portugal após a revolução de 1974 e que esteve na base da criação de diversas instituições financeiras em Portugal, Angola e Moçambique – e que se prolonga até hoje com participações relevantes em instituições bancárias na Península Ibérica e em África.

Em Moçambique, o Grupo Américo Amorim (GAA) lançou em agosto de 2011 um banco universal de retalho designado Banco Único e, em 2012, tornou-se acionista do Banco Luso Brasileiro, que opera no Brasil há mais de duas décadas.

O setor de bens de luxo é considerado “uma área de negócio de forte potencial futuro” onde o grupo apostou através da marca Tom Ford, criada em 2005 pelos antigos diretor criativo e o presidente executivo da Gucci (respetivamente Tom Ford e Domenico de Sole) e a cujo projeto Américo Amorim se associou adquirindo uma participação de 25% em finais de 2007.

É precisamente na área da moda que se especializou a filha mais velha de Américo Amorim, Paula, que é vice-presidente do GAA e dona das lojas de moda Fashion Clinic e Gucci, que em outubro de 2016 substituiu o pai na presidência do Conselho de Administração da Galp Energia.

A filha Marta tem também cargos no GAA e desempenha funções noutras empresas detidas pela família, enquanto Luísa, apesar de já ter passado “por todas as áreas da corticeira” — atualmente liderada pelo primo, António Rios Amorim — ficou à frente do negócio de vinhos do grupo na Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo e na Quinta de S. Cibrão, em Sabrosa, no Douro, num total de 250 hectares.

Cônsul-geral honorário da Hungria em Portugal, a 24 de novembro de 1983 Américo Amorim foi feito Comendador da Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial Classe Industrial, a 16 de janeiro de 1997 foi feito 121.º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense e a 30 de janeiro de 2006 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Foi no ‘ranking’ de 2010 dos 500 mais ricos da revista Forbes que Américo Amorim passou a surgir como o homem mais rico de Portugal, ultrapassando Belmiro de Azevedo e ocupando a 212.ª posição entre as maiores fortunas do mundo. Na lista de 2016, o empresário surge na posição 385, uma descida de 16 lugares, apesar de a sua fortuna ter aumentado de 4,1 mil milhões de dólares para 4,4 mil milhões de dólares (3,7 mil milhões de euros).

Biocombustíveis agravam preço do gasóleo até dois cêntimos em Janeiro

Ainda sem certezas absolutas sobre se o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP) está no grupo dos impostos indirectos que o ministro das Finanças admitiu aumentar no próximo ano, já é possível, no entanto, antecipar um agravamento nos preços que os portugueses vão pagar nas bombas em 2017. O Governo aprovou no mês passado um diploma que introduz uma fiscalização trimestral à incorporação de biocombustíveis no gasóleo e na gasolina, mas o PÚBLICO sabe que o diploma enviado para promulgação do Presidente da República também mantém o calendário de metas intercalares para as quantidades de biocombustíveis que devem ser adicionados aos combustíveis rodoviários.

Actualmente, as empresas têm de incorporar nos produtos que colocam em mercado 7,5% de biocombustíveis (medidos em conteúdo energético e não quantidade). A partir de Janeiro, esta percentagem irá subir para 9%, voltando a subir em 2019 para 10%, em antecipação da meta europeia de 10% em 2020. O PÚBLICO contactou o Ministério da Economia, mas não foi possível obter comentários.

Apesar de o diploma ainda não estar publicado, é já num cenário de aumento das metas de incorporação (e de subida dos custos de produção) que a indústria está a trabalhar há meses, reconheceu o presidente da Apetro – Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, António Comprido. Pelas contas das empresas, a subida dos objectivos de incorporação de biocombustíveis deverá traduzir-se num “agravamento de entre 1,5 a 2 cêntimos no preço do litro de gasóleo”, adiantou o responsável.

“São opções de natureza política, fiscal e ambiental, mas consideramos que teria havido oportunidade para [o Governo] repensar as metas dentro do quadro económico e de custos para o consumidor que atravessamos”, disse o representante da indústria petrolífera. Notando que o sector “já teria ficado satisfeito se as metas se mantivessem nos 7,5%”, António Comprido sublinhou que, mais uma vez, Portugal está a aumentar o fosso face aos preços espanhóis, que além da menor carga fiscal reflectem menores custos de incorporação (as metas espanholas estão nos 4,5% e deverão subir para 5% em 2017).

Actualmente, os biocombustíveis pesam cerca de 5 cêntimos (com IVA) no litro de gasóleo, enquanto em Espanha o peso ronda os três cêntimos. O impacto desta medida no preço final será sempre “mais relevante no gasóleo”, explicou o presidente da Apetro. No preço da gasolina, o peso da incorporação, é menor, de um cêntimo por litro, porque, ou por questões técnicas ou por opções de estratégia comercial, as empresas imputam a maioria do custo da adição de biocombustíveis ao gasóleo (a meta de 7,5% é para o conjunto dos produtos e só a gasolina tem um limite mínimo fixado, que é de 2,5%).

Sustentando que “há actualmente um debate sobre a verdadeira eficácia dos biocombustíveis” actuais, António Comprido também desvalorizou o impacto da subida de metas no desenvolvimento da indústria nacional de biocombustíveis e nas contas externas nacionais: “Não temos a matéria-prima e vamos ter de importar sempre, tal como importamos crude”.

Mas também há na indústria petrolífera quem reconheça “a coragem” da medida: “Era mais fácil anunciar uma descida de um ou dois cêntimos por litro, mas preferimos a estabilidade nas metas, sejam agressivas ou não, porque é disso que as empresas precisam para investir”, adiantou ao PÚBLICO o presidente da BP Portugal, Pedro Oliveira. Recordando que a empresa investiu em estruturas de incorporação de etanol (para a gasolina), o gestor lembrou que pior seria que a BP Portugal tivesse “assumido esse risco e agora as metas deixassem de estar lá”.

Mas o gestor nem por isso deixou de lamentar o que considera “a falta de transparência” do sector dos biocombustíveis em Portugal, “ainda mais quando o Estado exige, e bem, a transparência total da cadeia de valor e os biocombustíveis são, cada vez mais, uma parte importante dessa cadeia”.

A legislação portuguesa “obriga as empresas a comprarem a produção nacional de biocombustíveis que é mais cara” e não chega para as necessidades do mercado nacional, tornando a importação uma inevitabilidade, explicou António Comprido. Mas, para cumprir a lei, as empresas também são obrigadas a encontrar caminhos alternativos. No caso específico do gasóleo, uma vez que os motores apenas comportam uma incorporação de Fame (um biocombustível para gasóleo) na ordem dos 7% em volume, e uma vez que esta quantidade corresponde a cerca de 5% em teor energético, as petrolíferas compõem o restante com a adição de outro biocombustível mais avançado, que tem menores restrições técnicas, mas também é mais caro e tem de ser importado, o HVO. A solução foi obter “uma situação de excepção” junto da Entidade Nacional do Mercado dos Combustíveis (ENMC) para poder importar, explicou Pedro Oliveira.

Sunenergy possibilita a venda da energia produzida a partir do sol à INETO em Aveiro

Trata-se da instalação de uma Unidade de Pequena Produção Fotovoltaica (UPP), antiga minigeração (produção descentralizada de eletricidade em pequena escala), que conta com 214 painéis fotovoltaicos de 250W para produção de energia elétrica através do sol. A UPP permitirá, ao contrário do autoconsumo, a venda da energia na sua totalidade à rede elétrica. Este novo projeto conta com 53.50 kW de potência instalada, produzindo aproximadamente 78.000 kWh de energia por ano.

Segundo Rui Oliveira da Sunenergy, “o valor anual de venda de energia que estimamos é de 8.000€, o que representa uma rentabilidade superior a 15% ao ano, muito superior a qualquer outro investimento de baixo risco como é este o caso”.

Para o Eng. Idílio Neto, responsável da INeto, “este investimento faz todo o sentido do ponto de vista económico mas também do ponto de vista ambiental, sobretudo para uma empresa como a nossa que tem uma vertente muito forte nessa área”.

Em termos de emissões de CO2, estima-se que este projeto permita uma redução de emissões de CO2 de 40 toneladas por ano.

Cada cliente pode escolher o modelo mais apropriado para si, autoconsumo (UPAC, Unidade de Produção de Autoconsumo) ou venda (UPP, Unidade de Pequena Produção), contando com um serviço de aconselhamento da Sunenergy, que analisa fatores como o perfil de consumo, o consumo anual de energia, entre outros.

Sobre a SunEnergy:

A SunEnergy é uma empresa especializada em soluções de energias renováveis com vários anos de experiência.

A SunEnergy é composta por um conjunto de delegações espalhadas pelo país e suportadas por uma rede de profissionais especializados.

Através da implementação de sistemas energéticos limpos e eficientes para climatização, produção de água quente e geração de eletricidade, contribui para um desenvolvimento sustentável, otimizando o consumo de recursos energéticos e melhorando o bem-estar das pessoas.

Vai ser possível ir de Lisboa ao Algarve de carro elétrico

O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, inaugura, na segunda-feira, o primeiro corredor de carregamento rápido para veículo elétrico da rede MOBI.E, com os primeiros quatro postos a entrar em funcionamento.

“A partir de segunda-feira, vai ser possível viajar de Lisboa até ao Algarve de veículo elétrico sem correr o risco de ficar apeado”, refere uma informação do Ministério, hoje divulgada.

João Matos Fernandes e o secretário de Estado adjunto e do Ambiente vão utilizar veículos elétricos para se deslocarem entre as áreas de serviço de Palmela e de Aljustrel, onde apresentam o plano do Governo para a mobilidade elétrica até final de 2018.

Além de permitir a deslocação sem interrupções entre Lisboa e o Algarve, o corredor “irá contribuir para a redução de emissões de gases com efeito estufa e simultaneamente para a melhoria da qualidade ambiental a sul do Tejo”, salienta o Ministério.

Em fevereiro, o Governo garantiu que iria concluir a Rede MOBI.E com a instalação ou atualização de 174 pontos de carregamento, resultado de um investimento de 1,9 milhões de euros.

Estava previsto o início da instalação dos pontos de carregamento para setembro, para que os veículos elétricos passassem a conseguir fazer viagens por toda a extensão do território português, já que os carregadores rápidos permitem carregar a bateria do veículo em cerca de 30 minutos, explicava o Ministério.

A conclusão da Rede MOBI.E consta de um protocolo entre a INTELI — Inteligência em Inovação, Centro de Inovação, representante do consórcio IDT MOBI.E e a Agência Portuguesa do Ambiente, entidade gestora do Fundo Português de Carbono.

Este protocolo permite a conclusão da Rede MOBI.E, já prevista desde 2001, através da instalação de 124 pontos de carregamento normal e da atualização tecnológica e instalação de 50 pontos de carregamento rápido.

107 horas para os cidadãos

Uma das áreas em que Portugal se destaca com frequência a nível mundial é nas energias renováveis. Fomos pioneiros na eólica, temos muita hídrica e ainda um enorme potencial para explorar.

Mas há pouco tempo houve uma notícia que superou todas as outras, Portugal esteve quatro dias a viver apenas à custa de energia renovável.

Este acontecimento notável, que surge num contexto em que há cada vez maior consenso sobre as alterações climáticas e a necessidade de transição para um modelo energético diferente, atingiu publicações nos 4 cantos do mundo, dos EUA à Nova Zelândia e publicações tão relevantes quanto o The Guardian ou o The Independent. Poucos serão, ou nenhum mesmo, os países que se podem orgulhar de tal feito. É frequente, acontece 2 ou 3 vezes por ano, vermos notícias sobre Portugal, Dinamarca ou Alemanha, num determinado dia ou momento produzirem mais eletricidade renovável do que o consumo total do país, mas quatro dias é de facto obra.

Os mais atentos saberão que não foi de facto assim (há sempre pelo meio algum carvão, gás natural ou importação de eletricidade), mas o que importa reter é que produzimos ao longo desses dias tanto (ou mais) que aquilo que consumimos em todo o país e, portanto, o que não foi até podia ter sido.

Por tudo isto devemos estar orgulhosos, mas há uma pergunta que assalta a mente de muita gente: “e eu, que é que ganhei com isso?”. Prefiro desde logo pensar em “nós”, os cidadãos, e o que é que ganhamos com isso.

Deixando de lado, para variar, o mais importante, os benefícios ambientais e sociais como o ar mais puro, menos recurso de combustíveis finitos ou menos emissões de carbono, podemos focar nos económicos como a redução da dependência energética nacional ou a criação de emprego no cluster das renováveis. E os lucros?

De acordo com as estatísticas da REN, naqueles quatro dias foram produzidos cerca de 560 gigawatts-hora de eletricidade renovável, que devem ter gerado aos produtores entre 25 e 35 milhões de euros. Portugal é um país com pouca tradição de democracia energética, ou energia comunitária (a Coopérnico é pioneira nesse campo) e portanto os lucros foram para os grandes grupos económicos ou energéticos que detêm a potência instalada renovável em Portugal, a quem não retiro o mérito do investimento pioneiro em projetos que foram altamente inovadores, ainda que de risco bastante controlado.

Mas não tem que ser assim. Apesar de contarmos já com um percurso notável nas renováveis, temos ainda um muito longo caminho a percorrer na inevitável descarbonização da economia. O futuro limpo que todos queremos, do ponto de vista energético, assenta em abundância de eletricidade (renovável, claro!) e, desta vez, os cidadãos tem uma palavra a dizer.

Começando pelas fontes de energia, de todas as renováveis, o sol é aquela que tem maior propensão para a democratização, e não é apenas pelo famoso slogan que diz que “o sol é de todos”. É uma tecnologia completamente escalável, aplicável nas mais diversas geografias nacionais, altamente previsível e com uma rentabilidade muito interessante, seja qual for o tamanho do projeto – desde apenas um painel em autoconsumo no Porto a grandes parques solares no interior do Alentejo.

Mas há outras tendências a marcar este caminho para um futuro mais limpo com participação cidadã. Por um lado somos cada vez mais informados e mais exigentes, com aquilo que consumimos e com o que acontece com os nossos impostos ou com o dinheiro que temos no banco, por outro, a internet veio dar, também nisto, um grande empurrão. Há diversos modelos de negócio a surgirem por meio de inovadoras plataformas que nos permitem ser agentes ativos no sistema energético.

Num mundo em que a tecnologia, desde o armazenamento à eficiência energética ou da redução dos custos dos equipamentos de produção à gestão inteligente dos consumos, evolui continuamente e torna o “futuro” cada vez mais próximo, tudo se alinha para cada vez mais sermos parte ativa do futuro que queremos viver.

Aqueles quatro dias foram espetaculares mas ainda melhor era se fossem 365 e para todos nós, em paridade.

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