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Ironhack e LeWagon estabelecem parceria com Banco BNI Europa para formar programadores em Portugal

A Ironhack e a LeWagon juntam-se ao Banco BNI Europa – através da sua marca Puzzle – no projeto de conversão de desempregados ou profissionais de outras áreas, em especialistas em IT.

Neste momento já são três as escolas de código associadas a este projeto, que permitirão oferecer cursos intensivos de cerca de quatro meses, associados a uma solução de crédito com condições especiais de pagamento. Estas parcerias visam tornar possível a todos os interessados, ingressar numa formação especializada com elevada procura no mercado de trabalho, e com o apoio financeiro da Puzzle.

Segundo Gonçalo Santos, responsável pela área de Plataformas Digitais da Puzzle: – “se tivermos em conta que estes tipos de cursos estão vocacionados para desempregados, o financiamento com taxas bonificadas, as maturidades longas e o período de carência de capital, permitem que os alunos só iniciem a liquidação do crédito após o término do curso, quando já estiverem no mercado de trabalho e com rendimentos para o poder fazer”.

Sobre as novas parcerias da Puzzle com a Ironhack e a LeWagon, os bootcamps, à semelhança da Academia de Código, também têm a duração de quatro meses ou no caso da formação em part-time um pouco mais. No entanto, os objetivos e conteúdos dos cursos são diferentes, abordando o empreendedorismo e especializações com elevada procura como por exemplo UI/UX design.

Focados também em novos públicos-alvo, nomeadamente o público feminino, foram criadas bolsas de estudo no sentido de promover o aumento do número de mulheres no mundo da programação.

Recomendado programa de estágios para futuros professores

A recomendação surge na sequência do pedido feito pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência ao CNE de parecer sobre os dois projetos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP que revogaram a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Competências (PACC).

Aquele órgão consultivo do Ministério da Educação recomenda a criação de um “programa de indução com caráter probatório, claro e exequível”, lê-se no parecer datado de 12 de fevereiro.

Depois de terminarem o curso numa instituição de ensino superior, os jovens candidatos a professores devem realizar um estágio numa escola sob a responsabilidade de um professor do agrupamento.

Os candidatos a docentes são acompanhados e avaliados “de forma contínua no decorrer do período probatório”, de forma a permitir ao orientador e ao futuro professor “conhecer a evolução formativa e o nível de desempenho atingido, com base num acompanhamento personalizado”, recomenda o CNE.

A avaliação final deve ser feita por um júri, segundo o CNE, que defende que o processo de profissionalização só fica concluído depois de terminado o estágio com aproveitamento, sendo esta apenas “a primeira etapa de uma formação continua adequada ao desenvolvimento do percurso profissional do professor”.

A recomendação, incluída no Parecer sobre a Formação Inicial de Educadores e Professores e o Acesso à Profissão, dá também indicações sobre o orientador/supervisor de estágio, defendendo que este deveria ter formação e competência adequada para poder dar apoio.

O CNE recomenda ainda a realização de um concurso nacional para os candidatos conseguirem um lugar numa das escolas disponíveis para fazer o estágio.

No concurso nacional para estágio, os candidatos poderiam escolher o local de estágio recorrendo a uma rede de escolas com capacidade formativa (professores experientes, recursos e equipamentos), que deveria ser criada em colaboração com as instituições formadoras e da divulgação de um conjunto de vagas por escola/agrupamento.

O parecer sobre a Formação Inicial de Educadores e Professores e o Acesso à Profissão foi aprovado por unanimidade em sessão plenária do CNE, encontro durante o qual foi ainda apreciado o projeto de parecer sobre o Projeto de Decreto-Lei que procede à terceira alteração ao Decreto-Lei nº 139/2012, de 5 de julho (modelo integrado da avaliação externa das aprendizagens no ensino básico).

No entanto, neste caso, “não foi possível obter uma base consensual mínima que permitisse votar o texto do projeto em discussão conforme previsto” e, por isso, a posição do CNE sobre modelos de avaliação continua a ser a expressa no parecer nº2/2016 publicado em Diário da República no passado dia 11 de fevereiro, refere o CNE em comunicado enviado para a Lusa.

Uma escola orientada para a educação para a vida

Francisco Vitorino

Proporcionando aos vossos jovens a melhor qualidade na sua formação, lecionada em infraestruturas renovadas que proporcionam um cómodo ambiente de estudos, no final dos seus percursos, que alunos esperam ter preparado?
A ES Marques de Castilho, sede do Agrupamento de Escolas de Águeda Sul, é uma antiga Escola Industrial e Comercial que comemorou no dia 29 de janeiro 89 anos de existência e que se orgulha de manter na sua matriz histórica fundamental uma profunda ligação ao meio em que está inserida. Tendo desempenhado um papel importantíssimo na educação e formação de várias gerações de aguedenses que viriam a estar na base do dinamismo empresarial do concelho de Águeda e da região envolvente, a ESMC, bem como o Agrupamento, procuram prestar, do ponto de vista dos princípios orientadores do serviço educativo, uma particular atenção à educação para a vida. Sabemos hoje que um dos principais desafios com que os nossos jovens se irão defrontar ao longo do seu percurso prende-se precisamente com a sua capacidade de resolver problemas, de se adaptar a uma realidade que estará em constante mudança e que muito exigirá da sua capacidade empreendedora.

Com base nos dados do Ministério da Educação e Ciência, todos os anos é publicado um ranking das escolas do ensino básico e secundário de acordo com as notas dos exames nacionais. Como tem sido a evolução do Agrupamento ao longo dos últimos anos? Que principais pontos, a seu ver, devem ser mantidos e, por outro lado, melhorados?
Muito se tem escrito e dito sobre a oportunidade, natureza e relevância da publicitação de dados pelo MEC que depois são tratados pelos órgãos de comunicação social e publicados sob a forma de rankings. Sabemos que apesar do esforço desenvolvido nos últimos anos de modo a fornecer alguns dados de contexto, a qualidade de uma escola está longe de se traduzir por resultados obtidos nos exames nacionais. Muito embora eles possam traduzir, em parte, a qualidade e a eficácia das aprendizagens, o que é facto é que pouco nos dizem sobre a “qualidade” dos alunos e do seu contexto familiar. É por isso injusto e até talvez despropositado qualificar de boa ou má uma escola pela sua posição num ranking. Desde logo porque ele nada nos diz sobre o esforço desenvolvido pelos professores no combate ao abandono escolar por parte de alunos que, claramente, não querem estar na escola; nada nos diz sobre a qualidade da formação para a vida, para o empreendedorismo e para a capacidade de singrar no mundo do trabalho; nada nos diz sobre a qualidade da formação profissional ministrada e sobre as taxas de empregabilidade dos cursos ministrados. Enfim, o ranking nada nos diz sobre o que é essencial para o futuro dos alunos que, sabemos, está longe de se reduzir a uma média de entrada no ensino superior.
Sobre a evolução do agrupamento, devo referir que, de acordo com os dados disponibilizados, a sua posição relativa tem vindo a melhorar de forma sustentada. No ano letivo de 2014/2015, as escolas do Agrupamento subiram consideravelmente no dito ranking, sendo de destacar a ESMC que, no ensino secundário, subiu cerca de 80 lugares, tendo a média de diversas disciplinas se situado acima da média nacional.

Há oito anos que não há escolas públicas nos primeiros dez lugares, sendo que a última foi a Infanta D. Maria, de Coimbra, que, em 2007, ocupou o oitavo lugar. Na sua opinião, o que explica este “domínio” das entidades de foro privado?
Sem querer proferir juízos de valor sobre o ensino privado, relativamente ao qual nada me move, penso que não é possível, sendo até perverso, colocar a questão nesses termos. Desde logo porque a escola pública, e ainda bem que assim é, recebe todos os alunos e responde a todas as solicitações, coisa que, eventualmente, não acontecerá em todo o ensino privado, com tudo o que daí se possa advir. De todo o modo, não partilho desta dicotomia “publico/privado”, pois assim como haverá com certeza excelentes escolas públicas, também haverá más escolas privadas.

De acordo com o estudo “Ranking das escolas: impacto nas escolas públicas e privadas”, publicado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o fosso entre as secundárias e públicas e privadas agravou-se e a explicação não passa pela falta de qualidade mas sim pela disparidade nos recursos disponíveis. Concorda com esta visão?
Concordo. Quando falamos de recursos disponíveis deveremos considerar também os recursos das próprias famílias que maioritariamente frequentam umas e outras. E quando falamos de recursos das famílias não nos referimos apenas aos recursos materiais, mas também às referências culturais e ao acesso à cultura e à informação nas suas diversas expressões, os/as quais não são de todo despiciendos quando está em causa a (des) valorização da escola enquanto projeto de vida. Por outro lado, quando falamos de recursos das próprias escolas (humanos e materiais), sabemos bem o quanto se tem vindo a desinvestir na escola pública, facto que em nada tem contribuído para a promoção da Escola e de tudo o que ela representa em termos civilizacionais. De resto, alimentar esta dicotomia entre público e privado através da extração de conclusões (fáceis) a partir de rankings nacionais serve claramente os interesses de determinados sectores da sociedade que, numa perspetiva claramente ideológica, procuram desvalorizar e diminuir a função do Estado de proporcionar a todos os cidadãos uma educação e formação de qualidade.

IMG_0707Escolas e empresas devem estar ligadas, criando sinergias em prol do emprego. Desta forma, como é que o Agrupamento tem promovido ofertas formativas organizadas e diversificadas de forma a responder à procura, sem descurar as necessidades do mercado de trabalho?
O AEAS tem definido a sua oferta educativa em diálogo com o tecido empresarial, procurando aliar os interesses e os anseios da comunidade que serve àquelas que são as necessidades das empresas e do mercado de trabalho. Temos protocolos com mais de 150 empresas e instituições, colocando anualmente mais de 250 alunos em Formação em Contexto de Trabalho.

O Agrupamento foi um dos sete a nível nacional a ver selecionada uma candidatura ao projeto EMA – Estímulo à Melhoria das Aprendizagens, da Fundação Gulbenkian. O que importa saber acerca destes “cursos de ciências experimentais para alunos do 4º e 9º ano e do ensino secundário”?
Desde há três anos a esta parte, o Agrupamento mantém uma parceria com o Instituto de Educação e Cidadania (IEC) – Mamarrosa – Oliveira do Bairro – que muito tem contribuído para a criação e dinamização de Cursos Avançados de Ciência que procuram levar mais longe os alunos que revelam interesse e vontade de aprofundar os conhecimentos adquiridos nas aulas curriculares. Trata-se de cursos avançados, de aprofundamento, com uma duração trimestral, que proporcionam a grupos de 10/12 alunos, voluntários, o contacto com as mais modernas técnicas de investigação científica. São cursos lecionados por docentes doutorados ou mestrados que têm contribuído para desenvolver nos alunos do 9º ano, do ensino secundário, e agora também do 4º ano, o gosto pela ciência e pela investigação, fazendo-o em laboratórios devidamente equipados, quer na ESMC quer no IEC. De resto, este conceito tem vindo a criar uma interessante dinâmica interna que tem levado professores do Agrupamento a dinamizarem eles próprios, por sua iniciativa, fora do seu horário, cursos noutras áreas do saber. Estão a decorrer neste momento cursos avançados em “Arduíno”, em Línguas e Culturas Clássicas e em Inglês.
A candidatura ao Projeto EMA da Fundação Gulbenkian deu um importante impulso a esta linha de atuação, pois permitiu-nos equipar melhor os nossos laboratórios e viabilizar os recursos necessários a um trabalho de qualidade.

Que desafios se colocam para o Agrupamento de Escolas de Águeda Sul? A vossa posição estratégica será a mesma ao longo de 2016?
Sim, sem dúvida. O Projeto Educativo em vigor vai até 2017, pelo que o pensamento estratégico que norteia o Agrupamento deverá manter-se: melhoria sustentada dos resultados escolares; combate ao abandono e insucesso escolares, consolidação de uma cultura de avaliação e de melhoria contínua; aprofundamento das relações com o tecido empresarial e com o meio envolvente.

“Consideramo-nos uma escola alinhada”

Escola Secundária da Trofa

Qualidade de ensino, estabilidade do corpo docente e acompanhamento do aluno em todas as fases são algumas das características das linhas educativas seguidas por qualquer uma das escolas que integram o Agrupamento de Escolas da Trofa. No final dos seus percursos, que alunos esperam ter preparado?
O Agrupamento de Escolas, com a configuração atual, foi constituído com a agregação da Escola Secundária da Trofa ao Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa em julho de 2012. O corpo docente é bastante estável, com exceção do 1.º ciclo que em ano de concursos é permeável a situações de mobilidade. As escolas têm um clima muito calmo uma vez que não temos casos de indisciplina muito graves. Constatamos, como eventualmente acontecerá em muitas escolas do nosso país, que a indisciplina se desloca dos recreios para o interior da sala de aula. É o “está quieto”, “está atento”, “trabalha”, “tira o material da mochila”, que provoca casos de rejeição da autoridade do professor e potencia situações de indisciplina. Sendo uma instituição de interesse público, o Agrupamento de Escolas da Trofa propõe-se a garantir uma educação de qualidade para todos. Para atingir esta finalidade, o nosso Projeto Educativo apresenta algumas políticas educativas que são o nosso ideário:
a) Promover a aquisição de competências sociocognitivas que habilitem para escolhas ético-sociais e cívicas adequadas – educação para valores;
b) Estimular uma cultura organizacional cooperante, participativa, tendente ao fomento de uma liderança dinâmica e participada, promotora de um bom clima organizacional;
c) Promover a igualdade de oportunidades;
d) Criar uma interface entre a escola e a vida ativa, potenciando um espaço de diálogo entre a escola e as atividades económicas da região, através dos estágios profissionalizantes;
e) Fomentar a participação da comunidade educativa nas dinâmicas da escola.

Com base nos dados do Ministério da Educação e Ciência, todos os anos é publicado um ranking das escolas do ensino básico e secundário de acordo com as notas dos exames nacionais. Como tem sido a evolução do Agrupamento ao longo dos últimos anos? Que principais pontos, a seu ver, devem ser mantidos e, por outro lado, melhorados?
O histórico comparativo é reduzido. O Agrupamento foi constituído em julho de 2012. Os resultados escolares obtidos em 2015, com algumas exceções pontuais que estamos a analisar, são muito semelhantes aos de anos anteriores com ligeiras melhorias em algumas disciplinas. Consideramo-nos uma escola alinhada. Os desvios entre os resultados internos e externos situam-se, em média, em três pontos de diferença.
Os pontos considerados fortes e que devem ser objeto de acompanhamento e de reflexão que a nosso ver têm potenciado os resultados escolares obtidos são:
a) A participação ativa da comunidade educativa, designadamente, das associações de pais e encarregados de educação, em todas as dimensões da vida escolar, contribuindo para a melhoria do serviço educativo prestado;
b) A diversidade das atividades dinamizadas no âmbito do plano anual enquanto estímulo à melhoria das aprendizagens;
c) O trabalho desenvolvido de forma articulada entre estruturas internas e externas do Agrupamento com impacto na prevenção da desistência e do abandono escolar;
d) O empenho da direção na mobilização de recursos e no estabelecimento de parcerias com instituições da comunidade com impacto positivo na gestão dos materiais pedagógicos, na requalificação dos espaços e nas aprendizagens e vivências das crianças e dos alunos;
e) A existência de circuitos e mecanismos de comunicação, especialmente a utilização de uma plataforma digital, com reflexos na qualidade da partilha de documentos e de informações.
Entendemos que as áreas onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria são:
a) A identificação de fatores explicativos do insucesso, designadamente ao nível das práticas de ensino, que possibilite a definição e implementação de estratégias pedagógicas, visando a promoção do sucesso educativo;
b) O reforço da participação e reflexão cívicas, contribuindo para a corresponsabilização dos alunos nos seus desempenhos e para a melhoria dos comportamentos em sala de aula.

Há oito anos que não há escolas públicas nos primeiros dez lugares, sendo que a última foi a Infanta D. Maria, de Coimbra, que, em 2007, ocupou o oitavo lugar. Na sua opinião, o que explica este “domínio” das entidades de foro privado?
Alunos de contextos socioeconómicos não muito favorecidos e com expectativas muito baixas em relação à escola e consequentemente beneficiários em percentagens muito elevadas dos apoios do ASE. O contexto socioeconómico tem influência nos resultados escolares das nossas escolas. Temos a consciência, por conhecimento empírico, porque temos a noção da nossa realidade (contexto não muito favorecido), o esforço que desenvolvemos para que os nossos alunos alcancem estes resultados.

De acordo com o estudo “Ranking das escolas: impacto nas escolas públicas e privadas”, publicado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o fosso entre as secundárias e públicas e privadas agravou-se e a explicação não passa pela falta de qualidade mas sim pela disparidade nos recursos disponíveis. Concorda com esta visão?
Temos que saber interpretá-los e dar-lhe o valor que têm para nós, escola (Comunidade Educativa) e para os media. Enquanto ordenação (ranking) das escolas boas e más tem pouco valor.

Paulino Macedo
Paulino Macedo

Escolas e empresas devem estar ligadas, criando sinergias em prol do emprego. Desta forma, como é que o agrupamento tem promovido ofertas formativas organizadas e diversificadas de forma a responder à procura, sem descurar as necessidades do mercado de trabalho?
A definição de uma adequada qualificação profissional é importante para inserir jovens e adultos no mercado de trabalho. Não podemos esquecer que ela é imprescindível no crescimento das pessoas, na formação de cidadãos e na elevação da autoestima. A qualificação profissional de facto muda as pessoas, as suas famílias e a comunidade onde elas vivem.
Para que essa mudança ocorra é necessário que a formação profissional seja feita corretamente, isto é, de maneira consciente e de acordo com a demanda do mercado de trabalho em termos latos, por um lado, e da região onde vive o aluno/adulto por outro. A escolha de um curso ou o encaminhamento para uma formação profissional não pode estar desvinculada da realidade que circunda o formando, sob pena de não o levar à tão sonhada realização profissional.
Nesta encruzilhada somos entidade promotora do CQEP da Trofa. Destaque ainda para a candidatura de um projeto conjunto de instituições de educação e formação, das instituições empresariais aglutinadas na AEBA e Câmara Municipal, para permitir a articulação das diferentes ofertas formativas, contribuindo para o aumento dos níveis de qualificação da população da região.

A prioridade da ação educativa nos sistemas de ensino deve estar direcionada para o bem-estar e para a formação pessoal e social do aluno”. Na realidade nacional, acredita que esta tem sido a linha de atuação dos agentes deste setor? Qual tem sido o papel do Agrupamento?
Desenvolvemos um programa de apoios e tutoriais aos alunos identificados com dificuldades de aprendizagem. Criamos um gabinete do aluno (GA) que acolhe, com uma tarefa de natureza pedagógica prescrita, os alunos que são colocados fora da sala de aula, criamos um gabinete de informação ao aluno (GIA) com o objetivo de os informar e acompanhar e criamos um gabinete de acompanhamento de situações de carência económica. O nosso Plano Anual de Atividades é rico e nele integramos as atividades das várias associações de pais, da associação de estudantes e, com maior predominância, todas as atividades propostas pelos Departamentos Curriculares. Para coordenar estas valências utilizamos uma plataforma (sharepoint) onde criamos várias aplicações informáticas.
Faz parte da nossa ação o desenvolvimento da cultura de mérito e o aprofundamento do reconhecimento daqueles que pelo seu esforço e competência se destacam para tornar concretizável um maior envolvimento de interação entre alunos e permitir o aprofundamento de práticas de solidariedade e de ajuda entre si. Criamos os quadros de mérito escolar e os melhores são distinguidos com o “Prémio Eurico Ferreira” (empresa de renome internacional sediada na Trofa e que protocolou com a escola esta distinção).
Em todas as escolas do Agrupamento está formalmente constituída uma Associação de Pais e Encarregados de Educação. Os presidentes destas constituem uma comissão de presidentes (CAPEAT) com o objetivo de reunir com o Diretor e outros Órgãos. Além desta comissão, cada turma elege dois encarregados de educação que os representa em assembleia de representantes para tratar de assuntos de interesse do Agrupamento em geral ou de cada turma em particular.
Digamos que é uma escola aberta à comunidade cuja intervenção/participação dos pais é sempre bem-vinda.

Que desafios se colocam para o Agrupamento de Escolas da Trofa? A vossa posição estratégica será a mesma ao longo de 2016?
O nosso Projeto Educativo orienta o nosso trabalho no sentido da construção de uma escola aberta à comunidade e a uma crescente colaboração com os pais e encarregados de educação, criando oportunidades para uma maior participação na vida da escola.
Pretendemos ir ao encontro dos problemas detetados que dizem respeito às competências sociais e escolares dos alunos (o respeito por todos, a tolerância, o desenvolvimento do espírito de igualdade, a aquisição de saberes) e à participação da família na vida escolar dos seus educandos.
Procuramos estabelecer novas parcerias e reforçar as já existentes, nomeadamente com o ME, com a Câmara Municipal, com a AEBA, com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, com o Centro de Saúde, Centro de Formação maiatrofa, Eurico Ferreira, instituições/entidades reconhecidas legalmente e cuja participação beneficiará a nível pedagógico e científico a população escolar.

Governo disponível para acolher refugiados no superior e profissional

O levantamento “já feito, quer no ensino superior universitário quer politécnico, permitirá passar de 150 para 2.000 estudantes” refugiados a acolher, disse hoje o ministro adjunto Eduardo Cabrita, que falava no final de uma visita à Escola de Penela, em que contactou com as crianças sírias e sudanesas que estão há três meses a viver neste concelho do distrito de Coimbra.

Segundo o ministro, este acolhimento no ensino superior vai contar com “alojamento, aulas de português e noutros casos com frequência de aulas em inglês”.

Quanto às escolas profissionais, também foi feito um levantamento nacional, que irá permitir a Portugal “acolher, numa primeira fase, perto de mil estudantes” nessas mesmas escolas.

Em declarações aos jornalistas, Eduardo Cabrita sublinhou que Portugal tem uma “posição de abertura” relativamente ao acolhimento de refugiados, sendo que será possível “aprofundar experiências de integração”.

“Podemos ir mais além neste esforço de inclusão que tão bem contribui em municípios como Penela”, marcados pela baixa densidade demográfica, apontou.

Hoje, o primeiro-ministro, António Costa, oferece à chanceler alemã Angela Merkel, apoio na integração de refugiados, nomeadamente para receber estudantes.

“Eu gostaria de dizer à senhora Merkel que além do esforço que estamos empenhados, quer na vigilância das fronteiras externas da União, quer nos trabalhos dos ‘hotspots’ (registos de refugiados), estamos disponíveis numa base bilateral para colaborar e ajudar a Alemanha”, referiu o chefe do executivo.

Essa colaboração é uma “excelente oportunidade” para Portugal, ao manter alunos nos politécnicos e universidades, “onde por via do efeito demográfico têm vagas”.

30% dos professores estão exaustos emocionalmente

Durante três anos – entre 2010 e 2013 – uma equipa de investigadores do ISPA – Instituto Universitário inquiriu cerca de mil docentes que davam aulas a alunos do 2.º e 3.º ciclos mas também do ensino secundário.

O objetivo era perceber se existiam muitos docentes em stress ou burnout e, no final, descobriram que 30% dos professores estavam em burnout, contou á Lusa a investigadora do ISPA responsável pela coordenação do estudo, Ivone Patrão.

“Esta percentagem fica um pouco acima dos números habituais registados nos outros países, que rondam entre os 15 e os 25%”, sublinhou a psicóloga clínica.

A maior parte dos docentes em burnout são mais velhos, têm um vínculo à função pública e dão aulas no ensino secundário, acrescentou a responsável, explicando que a média de idades dos inquiridos é de 49 anos.

O estudo hoje divulgado revela ainda que existem entre 20 a 25% de docentes que sofrem de stress, ansiedade e depressão.

“O bem-estar dos professores é considerado essencial para o sucesso de todo o projeto educativo. Tendo em conta todas as mudanças sociais e políticas, o burnout começa a ser um problema social de extrema relevância”, sublinhou a especialista, lembrando que este problema representa exaustão emocional e falta de realização profissional.

A psicóloga salienta o facto de todos estes docentes estarem no ativo quando responderam ao inquérito, o que representa um risco muito elevado com a relação que se estabelece com os alunos e com a aprendizagem.

O burnout afeta não só o professor, mas também o contexto educacional, uma vez que o mal-estar sentido pode originar problemas de saúde, perda de motivação, irritabilidade, aumento dos níveis de absentismo e abandono da profissão, o que pode interferir na realização de objetivos pedagógicos.

Para a especialista, falta formação continua e oferta formativa que permita aos docentes ter ferramentas para saber como lidar com situações de conflito em sala de aula.

Segundo a investigadora, estes professores “não se sentem satisfeitos com o seu trabalho nem com o sistema educativo tal como ele estava quando foram inquiridos”.

O estudo foi feito numa altura em que se registaram algumas mudanças tais como a avaliação de professores, o aumento de alunos por sala de aula ou o aumento da idade de reforma.

Ivone Patrão sublinha que os resultados do estudo não são representativos da realidade que se vive entre os docente, mas pela sua experiência clínica “é possível perceber que o burnout é uma prática constante”.

O estudo será apresentado hoje na Assembleia da República, durante a conferência levada a cabo pela Federação Nacional de Professores (FENPROF), que assim pretende denunciar este problema, apontando causas e consequências e apresentando propostas para a sua resolução.

Governo propõe provas de aferição e um só exame no ensino básico

“Teremos uma solução integrada de avaliação e aferição que chegará à comunidade educativa como um todo e que não vai interferir com o bom funcionamento das escolas”, disse Tiago Brandão Rodrigues, no final de uma visita à Escola Secundária da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, no regresso às aulas para o segundo período do ano letivo.

O titular da pasta da Educação, que estava acompanhado do secretário de Estado João Costa, não adiantou pormenores sobre o novo projeto, referindo apenas que integrará “avaliação e aferição”, nem informou sobre a data de apresentação.

Porém, o PÚBLICO soube que a apresentação do novo modelo será entre quarta e sexta-feira e que a proposta passa por um meio-termo entre o que existe e aquilo que defendem os outros partidos de esquerda na Assembleia da República. Depois de ter sido decidido o fim do exame nacional do 4.º ano, PCP e BE querem acabar também com os exames do 6.º e do 9.º ano, mas a proposta do PS não chegará a tanto, prevendo abolir apenas os exames do final do 2.º ciclo do ensino básico.

O modelo desenhado pela equipa de Brandão Rodrigues trata o ensino básico como um todo, pelo que até ao 9.º ano passará a haver um sistema integrado, com aferição e avaliação, em que haverá somente um exame nacional, provavelmente no 9.º ano, e testes de aferição nos outros ciclos, designadamente no 4.º e 6.º anos.

Com este modelo, o Governo socialista procura o consenso, não apenas aproximando-se dos demais partidos de esquerda com representação parlamentar, de cujo apoio precisa na Assembleia da República, mas também dos sindicatos e outros agentes do setor da educação. É precisamente em nome do maior consenso possível que o ministro admite apresentar o seu projeto apenas no final da semana, para dar tempo a que todos os parceiros do setor possam dar o seu parecer sobre a proposta antes da sua revelação pública.

Além deste cuidado, há um outro no mesmo sentido de facilitar a aprovação e entrada em vigor do novo modelo. O sistema que vai ser apresentado prevê uma aplicação faseada no tempo.

O novo “protocolo de avaliação/ aferição”, como lhe chama o ministro, inclui também os exames de Cambridge que os alunos do 9.º ano começaram a fazer há dois anos e que este ano começam a contar para a sua classificação final. “Os exames do Cambridge, como podem entender, fazem parte deste protocolo, deste procedimento, e também ao longo desta semana terão informação sobre esta questão”, disse nesta segunda-feira Brandão Rodrigues.

O novo responsável do Ministério da Educação assume “a luta e o combate ao insucesso escolar” como a sua “maior prioridade” e afirma a “promoção do sucesso escolar” como a “pedra basilar, a base onde assenta toda a atividade de todas as escolas deste país”. Uma estratégia que, segundo o ministro, tem de ser “centrada na escola, centrada, acima de tudo nas soluções que os professores, na sua fortaleza, com o seu conhecimento, possam encontrar, soluções locais, muitas tem que ser encontradas na comunidade, com as autarquias, os pais e os alunos, para que em cada escola se possa ter uma intervenção precoce, preventiva e atempada”.

Pelo menos para já, a política de combate ao insucesso escolar passa por incentivar os professores para essa causa. “Os professores foram, ao longo destes últimos anos, foram duma resiliência e duma estoicidade única, mostraram uma capacidade de superação de todas as dificuldades a que foram sujeitos e é preciso pô-los como atores principais e centrais deste combate, desta promoção do sucesso escolar”, disse Brandão Rodrigues.
Um desígnio compatível com a avaliação, no entender do ministro. “Essa tem que ser uma base, o entender a aprendizagem. A avaliação não é um fim último mas pode ser, acima de tudo, uma ferramenta para nós criarmos caminho, para melhorar a promoção do sucesso escolar”.

Questionado pelo PÚBLICO sobre a questão das metas curriculares, que têm sido objeto de contestação por parte das associações de professores de Matemática e de Português e também por parte do PCP que tem agendada para sexta-feira, dia 8, uma iniciativa parlamentar a favor da sua suspensão, Brandão Rodrigues adianta que o PS está a tentar chegar a um acordo com os partidos à esquerda.

“Estamos a trabalhar também a nível parlamentar para auscultar os nossos parceiros para podermos, efetivamente com eles, e, acima de tudo, para a escola, dar uma informação sólida, coesa, que se quer pensada e trabalhada”, disse.

Para o governante é “preciso, sobretudo, estabilizar o trabalho nas escolas”. Na mesma linha, o deputado do PS André Pinotes Baptista, disse ao PÚBLICO que o grande desafio do atual Governo na Educação é precisamente o de estabilizar o sistema, depois de “o anterior ministro Nuno Crato ter-se proposto implodir a Educação e, infelizmente, quase o ter conseguido”.

Ensino artístico com nova portaria na calha

O ministro da Educação prepara-se para mudar as regras no pagamento dos subsídios às escolas de ensino artístico financiadas pelo Estado. “Para não repetir os processos de anos anteriores, o que nós faremos é também uma portaria que muda a calendarização de financiamento ao ensino artístico para que, efetivamente, não se reproduzam os problemas que existiram neste ano letivo e no ano letivo transato”.

A revelação foi feita nesta segunda-feira por Brandão Rodrigues, no mesmo dia em que o ministro anunciou esta que “estão reunidas as condições” para o ministério regularizar os pagamentos em atraso de financiamento ao ensino artístico. Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à Escola Secundária da Baixa da Banheira, no concelho da Moita, Tiago Brandão Rodrigues informou que o Tribunal de Contas já deu visto prévio ao pagamento à “generalidade das escolas” e que algumas já receberam as verbas. “Os pagamentos começaram a ser feitos já antes da passagem do ano, a seguir ao Natal. Basicamente tivemos o visto prévio do Tribunal de Contas e com isso foi possível começar a fazer os pagamentos às escolas do ensino artístico”.

Segundo o governante, neste momento, falta fazer apenas as transferências para as escolas que ainda não pagaram os emolumentos e que são “um universo muito pequeno”. “Cabe agora às escolas pagar os emolumentos e com isso terem as condições para junto dos seus professores poderem regularizar a situação”, afirmou.

Fenprof mantém greve no ensino artístico para proteger professores

Federação Nacional dos Professores (FENPROF)

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) entregou em dezembro um pré-aviso de greve dos professores das escolas de ensino artístico especializado, para uma paralisação com início hoje e que se estende a todo o mês de janeiro, podendo ser “prolongada mensalmente enquanto se justificar”, admitia a federação há algumas semanas, num comunicado.

A federação justificava a decisão com “a situação dramática” de docentes que não recebem salário “há vários meses”, defendendo a demissão do diretor-geral dos Estabelecimentos Escolares, “pela forma incompetente como tem atuado neste processo”, e a abertura de um processo de inquérito por parte da Inspeção-Geral de Educação.

É essa mesma “situação dramática” que leva a que agora, no dia marcado para o arranque da greve, o pré-aviso se mantenha, mesmo depois de a Fenprof ter admitido levantá-lo quando começou a receber confirmações de que estaria em vias de resolução a situação de salários em atraso a estes docentes.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, explicou que não há da parte do Ministério da Educação qualquer ação que justifique a manutenção da greve, uma vez que os pagamentos têm chegado às escolas, à medida que os procedimentos burocráticos vão permitindo desbloquear as verbas.

Segundo Mário Nogueira, que admitiu que a federação não tenciona fazer qualquer levantamento do impacte desta greve, a paralisação dos docentes do ensino artístico especializado apenas se mantém numa perspetiva de proteção aos docentes que, estando sem receber há vários meses, já não têm meios para pagar deslocações diárias de dezenas de quilómetros para chegarem às escolas onde dão aulas.

“O que queremos evitar é que estes professores venham a sofrer processos disciplinares por acumularem faltas injustificadas. A greve serve para, nestes casos, justificar a falta dos professores”, disse à Lusa Mário Nogueira.

Ainda que muitas escolas já tenham recebido a transferência de verbas que permitem pagar ordenados em atraso, há outras em que a regularização pode demorar mais alguns dias, sendo estes os casos que preocupam a Fenprof, que pretende evitar que estes professores continuem a ter que se apresentar ao serviço sem receber os ordenados em falta.

Há 30 mil espanhóis a aprender português nas escolas

Há mais alunos espanhóis a aprender português. Nos últimos cinco anos, o número de alunos do ensino básico e secundário espanhol triplicou.

Neste momento, já 30 mil alunos estão a aprender a língua, avança o Jornal de Notícias. Deste total, 97% são alunos espanhóis e 3% lusodescendentes, segundo a informação da Embaixada de Portugal em Espanha.

Este aumento de interesse prende-se com a inclusão, em 2012, do Português como língua estrangeira, sendo uma opção equiparada ao Inglês ou Francês. Mas também com o facto de a Língua Portuguesa ser cada vez mais vista no país vizinho “como uma língua referenciadora, que pode abrir portas a nível profissional”, indica a conselheira de Educação da Embaixada de Portugal, Filipa Soares.

“Espanha começa também a compreender que o português é uma expansão natural, que pode abrir as portas do mundo lusófono”, explica, sublinhando que, este é um momento em que várias economias emergentes já falam português. Daí o interesse do país vizinho, sobretudo nas regiões fronteiriças como a Extremadura.

“A TECLA é hoje um grupo de empresas, uma marca que agrega diferentes áreas de negócio, que quer estar sempre na linha da frente oferecendo serviços inovadores e diferenciadores”

Pedro Pereira de Carvalho

De facto, sendo a prestação de serviços de formação o principal enfoque da TECLA, a consultoria organizacional, os sistemas de gestão e a gestão de espaços são outras áreas em que atua a empresa. A formação que ministra é tão abrangente que a empresa tem desde áreas mais comportamentais às áreas mais práticas como são o caso das áreas de Eletricidade e Energia, Eletrónica e Automação, ou até mesmo o Desporto. Uma oferta alargada que vai ao encontro das necessidades do mercado de trabalho e das expetativas dos diferentes profissionais. Esta mesma diversidade passa ainda pela atenção que a empresa espelha no seu plano de cursos de pós-graduação, fruto da parceria com o Instituto Politécnico da Guarda, e os Cursos de Especialização Profissional que têm como objetivo final o incremento das competências dos gestores.
“Há uma preocupação na formação dos gestores em áreas como a Liderança e a Gestão de Recursos Humanos, principalmente nos regimes e-learning, ou seja, à distância, e b-learning, que conjuga o ensino presencial com o ensino à distância. Isto porque naturalmente será mais fácil gerirem o seu tempo para atender à frequência destas ações de formação o que se traduz, também, num entrave a uma maior procura”, refere Pedro Pereira de Carvalho.
“Formações, de preferência, de curta duração com uma grande componente prática” é aquilo que a maior parte dos formandos e organizações têm como preocupações quando procuram a TECLA. Por outro lado, “em determinadas zonas do país onde atuamos, temos sentido que as pessoas procuram novas áreas contrariando as que tradicionalmente escolhiam. Exemplo disso temos a delegação do Algarve em que a queda de procura pelo Turismo levou ao elevado crescimento de áreas como a Eletricidade e  Energia e a área do Desporto”, refere o nosso entrevistado.
Pedro Pereira de Carvalho não duvida que “as organizações, de uma forma geral, têm presente a preocupação de fazer o planeamento da formação interna dos colaboradores e colaboradoras”. No entanto, lamenta que “em alturas de crise esta seja uma das primeiras coisas em que as organizações reduzem. Os orçamentos já são limitados em situações normais e, em situações de crise, a formação é uma área negligenciada dentro das organizações. Ao que acresce as obrigações legais, que representam uma grande fatia do orçamento. Apesar de existir a obrigatoriedade legal da entidade empregadora  proporcionar aos seus colaboradores e colaboradoras, anualmente, 35 horas de formação, na maior parte dos casos não acontece, por não existir dotação financeira para tal”.

tecla“O Cheque-Formação é muito recente em Portugal mas trata-se de uma medida que não é nova”
Talvez os tão falados Cheque-Formação surjam como uma solução para este problema, é pelo menos esse o objetivo. Este cheque é um apoio financeiro direto, atribuído às entidades empregadoras, aos ativos empregados e aos desempregados inscritos no IEFP, para acederem a formação. Pretende-se que este novo incentivo seja um mecanismo de reforço à qualificação e à empregabilidade dos trabalhadores portugueses e é direcionado para dois tipos de público: os ativos empregados, considerando o limite de  50 horas de formação, no período de dois anos; e os ativos desempregados, que podem ver apoiada a sua formação até 150 horas, durante esse mesmo período. As candidaturas podem ser feitas em nome próprio, através do net-emprego ou, no caso dos ativos empregados, pode ser a própria entidade empregadora a submeter a candidatura para um ou mais colaboradores. A TECLA tem vindo a apoiar alguns dos seus parceiros na submissão destas candidaturas.
“O Cheque-Formação é muito recente em Portugal mas trata-se de uma medida que não é nova na Europa, de que é exemplo a França, sendo um dos primeiros países a implementar. Em Portugal, é um caminho que estamos a percorrer e, na TECLA, já fizemos candidaturas para alguns parceiros, abrangendo todos os colaboradores e colaboradoras das organizações. Encontram-se agora em fase de análise. Esta medida, na sua essência, é muito interessante porque permite, à semelhança daquilo que já existiu há alguns anos atrás no IEFP, que qualquer ativo tenha a possibilidade de fazer a sua própria candidatura e ver aprovado um apoio financeiro de até 175 euros no caso dos empregados e de até 500 euros, no caso dos desempregados. No entanto, a medida ainda se encontra numa fase muito embrionária de implementação para se poder fazer qualquer avaliação”, afirma.

“Passados quase dois anos após se ter iniciado o novo quadro comunitário, no que respeita à formação profissional, pouco ou nada existe no que concerne à abertura de candidaturas”
Apesar da aposta na qualificação e formação por parte do Governo de Passos Coelho, Pedro Pereira de Carvalho lamenta que “passados quase dois anos após se ter iniciado o novo quadro comunitário, no que respeita à formação profissional, pouco ou nada existe no que concerne à abertura de candidaturas”. Ainda assim, reconhece que “o novo quadro comunitário dá especial atenção à concretização dos resultados e, por isso, incentiva a apresentação de candidaturas mais inovadoras, diferenciadoras e ambiciosas. Hoje em dia quando assinamos um termo de aceitação da decisão de aprovação de um projeto, estamos a assinar um contrato em que nos comprometemos a atingir determinados resultados, ao contrário do que acontecia no QREN”.
Exemplo disso é a questão da empregabilidade em alguns projetos no âmbito da formação profissional. “Contrariamente ao que acontecia no QREN, nos Cursos de Educação e Formação de Adultos, entre outros, existe a obrigatoriedade, por parte da entidade promotora, de empregabilidade, pelo menos, de 50 por cento dos formandos, para que o projeto não fique financeiramente comprometido.”.

Portugal 2020: “tónica na contratualização de resultados e na inovação”
E não é apenas na formação profissional que se nota esta preocupação com os resultados. Sendo hoje a TECLA uma empresa especializada, também, na prestação de serviços de consultoria organizacional, tem trabalhado em candidaturas para alguns dos seus parceiros no âmbito do Portugal 2020, através da sua equipa multidisciplinar. O atual quadro comunitário, segundo o nosso entrevistado, almeja uma mudança no que respeita à concretização dos resultados. “Eu acho que é clara esta diferença entre os dois quadros comunitários: a tónica na contratualização de resultados e na inovação. É isso que se quer com este Portugal 2020.”.

tecla2“Os nossos clientes são os nossos parceiros e responsáveis pelo sucesso da Tecla”
Com uma oferta tão abrangente, muitas das metas da TECLA foram atingidas mais cedo do que o previsto. Para Pedro Pereira de Carvalho, um dos grandes impulsionadores deste projeto, é a relação de transparência e honestidade que a empresa mantém com os seus clientes e é por essa razão que “os nossos clientes são os nossos parceiros e responsáveis pelo sucesso da Tecla”.
De qualquer forma, há sempre ambições e na TECLA está bem delineado o caminho a seguir. “O grande objetivo, a longo prazo, é a abertura das nossas delegações noutros países europeus, como é o caso de França, Luxemburgo, Polónia e Hungria. Já com alguns projetos transnacionais mas onde não temos qualquer estrutura física. A curto/ médio prazo o nosso objetivo é continuar a responder às exigências dos nossos parceiros e da nossa equipa, continuar também a não esquecer a história da TECLA, conservando as nossas raízes, mas apostando na inovação, ambicionando sempre a melhoria contínua como fazendo parte do processo para o sucesso da empresa”, refere.
Quanto à abertura de novos espaços em Portugal, Pedro Pereira de Carvalho afirma que “faz parte dos nossos planos, principalmente, no Norte Interior, onde temos muitos parceiros e onde nos parece fazer sentido. Lisboa, para já, não está dentro dos nossos objetivos, ainda que tenhamos representação comercial e bastantes projetos na capital”.
O sucesso do projeto Tecla deve-se ao empenho e à dedicação de toda a equipa que, diariamente, almeja a perfeição e, à confiança depositada pelos nossos parceiros.

1.    Cursos de Pós-graduação (em parceria com o Instituto Politécnico da Guarda)
– Gestão de Recursos Humanos no Desenvolvimento Estratégico da Organização;
– Sistemas Integrados de Gestão: Segurança, Ambiente e Qualidade;
– Conceção, Gestão e Avaliação da Formação;
– Gestão da Atividade Imobiliária;
– Intervenção Psicossocial em crianças, jovens e famílias de risco;
– Gestão de Instituição da Economia Social;
– Direção Comercial e Gestão de vendas.

2. Cursos de especialização profissional
– Formação Pedagógica inicial de formadores;
– Especialização em Segurança, Higiene e Saúde no trabalho;
– Curso de especialização tecnológica (CET) em Gestão de Redes e Sistemas Informáticos, nível V;
– Planeamento, conceção e gestão da formação.

3. Formação contínua e de curta duração nas áreas de:
– Desenvolvimento pessoal;
– Audiovisuais e Produção dos media;
– Línguas e literaturas estrangeiras;
– Comércio;
– Marketing e Publicidade;
– Contabilidade e Fiscalidade;
– Gestão e Administração;
– Secretariado e Trabalho administrativo;
– Enquadramento na organização/ empresa;
– Direito;
– Ciências informáticas;
– Eletricidade e Energia;
– Eletrónica e Automação;
– Construção e Reparação de Veículos a motor;
– Indústrias alimentares;
– Construção civil e Engenharia civil;
– Floricultura e Jardinagem;
– Saúde;
– Serviços de apoio a Crianças e Jovens;
– Trabalho social e Orientação;
– Hotelaria e Restauração;
– Desporto;
– Serviços domésticos;
– Cuidados de beleza;
– Tecnologia de proteção do Ambiente;
– Segurança e Higiene no Trabalho.

4. Formação “In Company” – Gestão de projetos de formação profissional em organizações do setor público e privado, na modalidade intra-empresa.

5. Consultoria
– Implementação de Sistemas de Gestão;
– Elaboração de candidaturas a Sistemas de Incentivos no âmbito do Portugal 2020;
– Elaboração de candidaturas ao Programa Operacional do Capital Humano e Programa Operacional Inclusão Social e Emprego;
– Implementação de Planos para a Igualdade e Planos Municipal para a Igualdade;
– Gestão de Recursos Humanos.

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