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Doente vai escolher hospital público onde será tratado

Hospital Santa Maria

A decisão será feita com o médico de família e pretende dar uma resposta mais rápida em áreas com maiores tempos de espera, seja cirurgia, consultas ou exames. As primeiras experiências vão avançar em 2016 e a medida faz parte da lista de prioridades que o Ministério da Saúde quer pôr em marcha nos primeiros cem dias de governação.

“Dentro do SNS queremos criar um mercado interno de competitividade, criando mais capacidade para executar mais atos em áreas em que o tempo de espera é mais relevante”, disse o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, na conferência onde apresentou os coordenadores da reforma do SNS. A liberdade de escolha faz parte da carta de deveres e direitos do utente e chegou a ser anunciada pelo anterior ministro Paulo Macedo, sem se concretizar.

Segundo Fernando Araújo, o objetivo é aproveitar os recursos disponíveis em alguns hospitais para resolver carências de outros. “A ideia é que o doente discuta com a equipa de família, em função da sua doença, e possa optar pelo hospital que melhor pode tratar o seu problema e dar resposta em consultas, cirurgias e exames. Se temos capacidade de resposta dentro do SNS, o ideal é funcionar em rede. Queremos que o doente possa optar pela unidade mais eficaz”, afirmou.

Haverá linhas de financiamento próprias, à semelhança do que já acontece com as criadas para o combate às lista de espera para cirurgias, para compensar os hospitais que realizem estes atos. “Queremos em 2016 ter experiências reais, aferir os resultados e estender ao resto do país”, acrescentou, revelando que vão apostar nas equipas fixas nas urgências: “Temos de olhar para as experiências que existem e perceber se é possível ou não aplicá-las. A realidade dos hospitais é muito diferente e pode fazer sentido serem equipas mistas.”

Dentistas nos centros de saúde

Nos cuidados de saúde primários, a aposta passa por reforçar a ofertas com exames e análises nos centros de saúde. “Temos de estudar se o modelo será aberto a convencionados ou a hospitais do SNS”, disse. O papel do enfermeiro de família vai ser materializado, existirão mais unidades de saúde familiar e serão criados projetos-piloto para ter dentistas em centros de saúde “com projetos bem definidos e que tragam benefício aos utentes”. O tema está a ser discutido com a Ordem dos Dentistas.

O ministério também reuniu com a Ordem dos Farmacêuticos e associações de farmácias para avançar em 2016 com projetos-piloto na entrega de remédios para o cancro e doenças infeciosas nas farmácias comunitárias. “Tudo será feito em estreita ligação com o hospital onde o doente é tratado. Queremos perceber se a medida aumenta a adesão, melhora os resultados clínicos e torna mais fácil ir buscar a medicação. Estamos a escolher os melhores locais para o fazer”.

Nos cuidados continuados pretende-se avançar com as redes na saúde mental e pediatria. E com as equipas domiciliárias, que vão a casa ajudar doentes e familiares. “Há equipas que estão a ser usadas a 50% e 60% da sua capacidade. Há um ganho potencial de uma solução que agrada muito às pessoas e é mais barata. Temos de perceber o que é melhor em cada região e o que é mais urgente. Há pessoas com elevadas carências que não estão a ter resposta e que têm de ser integradas com a segurança social e o terceiro setor”, disse Manuel Lopes, coordenador dos cuidados continuados.

Outra das medidas passa pela alteração do modelo de funcionamento das urgências, criando equipas fixas para esta área. De acordo com o secretário de Estado, esta possibilidade vai ser discutida com cada um dos hospitais, tendo por base “boas experiências” verificadas em algumas unidades hospitalares.

Adotar um cão ou um gato? Saiba qual é o melhor para si

Se tem uma casa pequena e sem jardim, o melhor é optar por um gato. Se dispõe de muito espaço, pode adotar um cão. Contudo, há muitos outros fatores a ter em conta, nomeadamente a disponibilidade de tempo, financeira e até a personalidade do animal. Lembre-se, em primeiro lugar, de que adotar é assumir um compromisso para a vida.

“Para fazer uma adoção responsável é necessário ter condições psicológicas, físicas e financeiras”, destaca Ana Fernandes, presidente da União Zoófila. Um animal precisa de “amor, atenção da família, estímulos (brincar, correr), alimentação e cuidados de saúde regulares.” Garantidas estas condições, a responsável pela associação que ajuda cães e gatos abandonados diz que quem gosta de ambos e precisa de escolher deve ter em conta as dimensões da casa.

Uma habitação mais pequena e sem jardim será mais indicada para gatos. “Tendo estímulos e luz natural, adaptam-se mais facilmente”, indica Ana Fernandes. Se o dono tiver disponibilidade para o passear, um cão de pequeno porte pode adaptar-se a um apartamento. “Mas dependerá sempre da personalidade do animal.” Quanto aos cães de médio e grande porte, “como têm de correr mais, precisam de um espaço maior”.

Pouco tempo? Opte pelo gato

Quanto à disponibilidade, Maria do Céu Sampaio, presidente da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal (LPDA), diz que “se a pessoa não dispõe de muito tempo o ideal é adotar um gato, porque são animais que depois de se habituarem ao seu espaço ficam bem sozinhos, não precisam de ser passeados, são muito asseados e, ao contrário do que muita gente pensa, são animais muito apegados aos donos e não são barulhentos”. Desde que tenham o caixote limpo, comida e água fresca, refere, ficam bem em casa ao fim de semana, o que não acontece com os cães. É certo que um gato não precisa da mesma atenção de que um cão necessita. Mas “não se pode pensar que os gatos não precisam de que os donos lhes façam companhia”.

A entrada de um cão ou de um gato numa família deve ser muito bem pensada, lembra a presidente da LPDA. É preciso “tempo para levar o animal à rua, pelo menos duas vezes ao dia, levá-lo a passear para exercitar os movimentos, treiná-lo para um bom relacionamento com outros animais. Isto para os cães”.

Só quando é aceite por todos deve ser admitido como membro da família. O ideal, destaca Ana Fernandes, é, antes da adoção, “tentar perceber o comportamento do animal e como se dão. Há uns mais inquietos e que precisam de mais atenção e há outros mais calmos”. A presidente da União Zoófila destaca que “o animal pode não ser o certo para a família” ou vice-versa. E é importante que sejam feitas contas às despesas. “Os animais têm de ter uma alimentação saudável todos os dias e ir, pelo menos, uma vez por ano ao veterinário”. Um cão saudável de médio ou grande porte implica uma despesa mensal de 60 a 100 euros.

Há poucas adoções

No que diz respeito ao abandono de animais, Maria do Céu Sampaio considera que, atualmente, “a consciencialização das pessoas é muito maior. Mas, devido à difícil situação económica que se tem verificado, desde 2013 que começou a crescer não o abandono, mas a procura de locais onde as pessoas possam entregar os animais por não os poderem manter.” Há várias razões para o fazerem: “Perda de habitação, de emprego, divórcios, idosos que são transferidos para lares, entre outras.” Segundo a presidente da liga, não existem estatísticas de quantos animais aguardam adoção, “mas são milhares. Os canis camarários e das associações superlotados”.

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