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AS VANTAGENS DOS PAGAMENTOS POR DÉBITO DIRETO NAS EMPRESAS

Muito recentemente, a EuPago começou a oferecer um serviço de cobranças por débito direto para empresas portuguesas, particularmente as de menor dimensão. Porquê esta aposta e quais os desideratos da mesma?

Foi com satisfação que percebemos que conseguimos fazer parte de um sistema que permitiu a democratização dos meios de pagamento, criando assim um ecossistema onde as pequenas empresas têm ao seu dispor as mesmas ferramentas que as grandes empresas. Deste modo, diminuindo a desigualdade entre empresas, a Eupago ajuda as mesmas acreditando que a melhoria do seu serviço resultará num aumento das vendas. Este é um caso em que ambas as partes beneficiam.

Estas empresas são de menor dimensão, logo com menos poder para negociar o custo destas operações com os bancos. Era uma lacuna que existia no sistema financeiro português?

A maior lacuna detetada foi, sem dúvida, a automatização do processo e não o custo por si só. Com a chegada da Eupago ao mercado, este processo tornou-se mais ágil e prático. Os nossos clientes conseguem fazer cobranças via Débito Direto sem necessitarem de efetuar login no banco para enviar os ficheiros estruturados. Esta operação é simples e requer poucos passos.

A EuPago é a segunda fintech portuguesas a entrar em concorrência direta com a banda tradicional, possível a partir do momento em que foi introduzida a transposição da diretiva dos pagamentos, denominada por DSP 2. Quão importante é esta concorrência com a banca e de que forma é que esta medida vem ajudar e apoiar o universo empresarial português?

A Eupago não tem como objetivo ser concorrente de nenhuma entidade. A nossa entrada no mercado foca-se em dois aspetos essenciais. Um dos nossos objetivos passa por acrescentar valor aos produtos/serviços já existentes para que o comerciante possa ter acesso a um serviço superior ao seu atual, independentemente de este ser comercializado por bancos ou instituições financeiras. Igualmente importante, é a criação de novas soluções aproveitando as oportunidades apresentadas com o surgimento de novas diretivas. Sermos pioneiros na incorporação DSP2 nos nossos serviços é, sem dúvida, um motivo de orgulho.

A redução do custo é um dos desideratos da DSP 2, alinhado com outros pilares como inovação financeiras, eficiência e outros. Desta forma, é possível massificar o serviço de débito direto com preços mais competitivos? Se sim, como?

Mais importante do que o aparecimento de novas diretivas, é o aparecimento de novas soluções que estimulem o crescimento dos meios de pagamentos. Uma solução como a nossa é uma solução que permite um aumento significativo do serviço: o comerciante deixa de ter a necessidade de enviar os ficheiros de cobrança ao banco, passando a fazer a cobrança num único backoffice, recebendo a comunicação da boa cobrança via e-mail ou webhook, não sendo requisito consultar os ficheiros de confirmação no seu banco. Não vou focar o preço, uma vez que apesar de termos um preço competitivo, não é esse o fator principal para o comerciante. O comerciante procura um bom serviço e a Eupago tem esse serviço.

O débito direto é o segundo meio de pagamento mais utilizado em Portugal, logo a seguir aos cartões. Que vantagens é que o débito direto aporta para as empresas? Estamos somente a falar de redução de custos ou também de otimização de processos no seio das empresas?

A principal vantagem das cobranças via Débito Direto é o facto da boa cobrança não depender da boa vontade do pagador. O Débito Direto tem influência em diversos fatores, dos quais destaco o menor tempo despendido a cobrar a fatura, a automatização na disponibilização do serviço e o maior controlo sobre a tesouraria. Estes três pontos têm um impacto de grande dimensão na economia das empresas, sobretudo nas de menor dimensão onde se revelam vitais.

Perante esta nova realidade dos débitos diretos, que expectativas aportam ao vosso volume de negócios para 2020?

Naturalmente, são apenas projeções, mas esperamos um aumento do volume de negócio em cerca de 5%.

De futuro, quais são os grandes desafios que se colocam à EuPago e ao sistema financeiro em Portugal?

O futuro é agora. Os desafios são-nos colocados diariamente, seja por parte das entidades reguladoras ou por parte dos nossos parceiros e clientes. Relativamente à regulação, com novas diretivas e oportunidades, surgem novas regras. Estas visam um sistema financeiro mais robusto a nível financeiro e dos sistemas de informação que se refletem no planeamento das “pipelines” de desenvolvimento de produtos. O empenho do nosso departamento de Sistemas de Informação resulta no que considero ser um trabalho bastante positivo. O facto de nos vermos como uma empresa de cariz tecnológico, resulta numa imensa vontade em conseguir satisfazer todas as necessidades dos nossos clientes e parceiros. Não estamos alheados da concorrência colocada pelos grandes players internacionais como a Revolut ou o N26. Os efeitos desta concorrência traduzem-se numa contínua evolução do nosso produto. Aproveito, ainda, para informar os leitores, em especial os nossos clientes, que ainda este ano será lançado o nosso novo backoffice com novas funcionalidades.

euPago: Compromisso, Segurança e Futuro

Para contextualizar o nosso leitor, o que é uma instituição de pagamento? Quais são as suas vantagens? 

De um modo simplista, uma Instituição de Pagamento é uma empresa que tem  autorização de um Banco Central (Banco de Portugal) para gerir os pagamentos/recebimentos de outras entidades. Essa licença pode, ou não, ser transposta para outro país mediante uma autorização prévia.  De um modo geral, a grande vantagem das Instituições de Pagamento é o facto de estas serem especialistas em pagamentos e conseguirem soluções à medida para os comerciantes.

No caso da euPago, orgulhamo-nos de intervir em todos momentos da implementação de um meio de pagamento: a decisão de quais os meios de pagamentos a implementar, a sua integração técnica, a gestão dos pagamentos, emissão de documentos fiscais, envio de alertas por SMS e, claro, no envio dos  fundos.

A euPago é uma instituição de pagamento 100% nacional. Que características diferenciam a euPago das demais instituições de pagamento?

Somos únicos. O que costumamos referir aos nossos clientes e parceiros é que connosco não há impossíveis. Colocamos o nosso foco no desenvolvimento de novas funcionalidades e integrações técnicas. Desde que existimos, temos sido pioneiros na introdução de novos meios de pagamento e em integrações com plataformas de e-commerce. Neste último mês lançámos dois novos meios de pagamento que permitem aos clientes da euPago chegar a um público alvo que antes não chegavam:

– Recebimentos Recorrentes (Débitos Diretos);

– Recebimentos em Numerário em cerca de 25 Países da Europa e no Canadá.

 Uns meses antes, lançámos com muito sucesso a nossa aplicação para Android, o que permite aos nossos clientes uma gestão mais eficaz do seu negócio. Foi mais um produto a pensar nos clientes, mas eles merecem.

Porquê escolher a euPago? Quais são, de facto, as mais-valias?

Diria que nos destacamos em três aspetos:

  1. Rapidez no desenvolvimento de novas soluções (meios de pagamentos, plugins, integrações externas);
  2. Apoio e suporte ao cliente personalizados e humanizados;
  3. Serviço seguro, robusto e eficaz.

Podem parecer mais-valias simples, mas, os dois primeiros, são fruto da qualidade e do esforço dos nossos colaboradores. O terceiro é o resultado dos dois primeiros….

Com especialização no apoio a pagamentos realizados pela Internet, consistindo numa solução ideal desde situações de e-commerce empresarial até vendas particulares, que principais desafios acarretam esta nova era da economia digital?

 O aparecimento de diretivas europeias que têm como um dos objetivos tentar uniformizar os pagamentos a nível europeu (PSD2), representando um desafio tanto para as Instituições de Pagamento como para a Banca Tradicional. Se, por um lado, existem encargos a nível de desenvolvimento, por outro lado, cria novas oportunidades de negócio – as Instituições de Pagamento têm novas oportunidades que vão decerto afetar a Banca. A banca tradicional vai obrigatoriamente ter de melhorar.

Um dos exemplos é a norma que definia a forma como se requer o consentimento dos clientes para que uma terceira entidade aceda à sua informação financeira.

As orientações dadas pela EBA apontavam para que os clientes tivessem que dar o consentimento ao banco. Posteriormente, a Comissão Europeia abriu a possibilidade para que essa autorização também pudesse ser dada às terceiras entidades.  A euPago está atenta e já respondeu com sucesso às alterações que as Instituições de Pagamento tiveram de implementar, de modo a cumprir os novos Regulamentos Europeus.

Podemos afirmar que as instituições de pagamento são mais seguras do que as instituições bancárias?

Não posso falar da “casa dos outros” porque não as conheço com profundidade e seria injusto efetuar essa avaliação. O que posso afirmar é que existe um compromisso da euPago em cumprir todos os padrões e boas regras de segurança.  É um trabalho árduo e constante mas estritamente necessário.

As instituições de pagamento são um novo paradigma? São o futuro dos pagamentos?

Sim e Sim! Não existe futuro sem Instituições de Pagamento e nós temos a consciência da responsabilidade que isso acarreta.

“Fazemos o que for necessário para ter um cliente feliz”

A euPago é uma instituição de pagamento 100% nacional, acreditada e supervisionada pelo Banco de Portugal e com especialização no apoio a pagamentos realizados pela Internet. Que características diferenciam a euPago no mercado?

A euPago é uma Instituição de Pagamento que nasce de uma empresa de comércio eletrónico, que tem na sua génese dois fundadores com paixão pela tecnologia e pelo desenvolvimento. Esses dois fatores fazem com que a euPago se posicione como uma verdadeira Fintech. Soluções inovadoras e disruptivas são o nosso grande fator diferenciador.

No mercado atual é fulcral criar e oferecer soluções flexíveis que correspondam às necessidades dos clientes. Que vantagens ou mais-valias oferece a vossa instituição de pagamento às empresas e particulares?

Neste momento, somos a única Instituição de Pagamento que permite aos seus comerciantes a aposta em meios de pagamento inovadores. Um bom exemplo é o MBway: só agora é que os nossos concorrentes começaram a pensar em implementar uma solução que nós já implementámos há anos. Temos integração com SMS, módulos para dezenas de plataformas de e-commerce e softwares de faturação.

Para além disso, emitimos referências Multibanco em todas as suas vertentes, com data limite, sem data limite, por tranches, check digit, com ou sem pagamentos duplicados, entre outros. Mais do que um serviço, oferecemos aos nossos clientes a nossa visão, trabalho e dedicação. Fazemos o que for necessário para ter um cliente feliz.

As referências multibanco são um método muito popular para o pagamento de compras online em Portugal, existindo diversos sistemas de referências multibanco. A quem se destina a euPago?

A todos! A euPago é democrata. Não fazemos distinções entre clientes, desde que cumpram os requisitos impostos pelas autoridades competentes.

Crescem as burlas com pagamentos por referência multibanco. De que forma a euPago certifica a segurança dos seus utilizadores?

Tal como referido na pergunta anterior, a euPago cumpre e faz cumprir todas as normas impostas pelos reguladores. Todos os nossos comerciantes são alvo de um escrutínio rigoroso, mas o problema não são os comerciantes. Os nossos clientes são as vítimas e não os criminosos. No entanto, quando as pessoas são alvo de burlas e perdem dinheiro, é natural que fiquem zangadas. Nós compreendemos e tentamos mediar as partes, muitas vezes em nosso prejuízo.

A questão da segurança é muito importante para a nossa empresa, ao ponto de termos criado um manual de boas práticas e de tentarmos ajudar a evitar as burlas. Estamos sempre disponíveis para, quando questionados, dar conselhos que possam ajudar os compradores a identificar uma burla.

Mas é importante referir que os compradores têm, igualmente, de ter cuidado com as compras que fazem e suspeitar, por exemplo, quando artigos de 200€ estão a ser vendidos por 50€. Por outro lado, cabe também à SIBS a divulgação adequada sobre os ordenantes dos pagamentos.

De facto, os portugueses estão muito familiarizados com este meio que utilizam diariamente para pagar todo o tipo de serviços e despesas. Mas estão suficientemente consciencializados para o seu devido uso?

Infelizmente não. Mas é importante referenciar que não é o meio de pagamento em si o problema. O meio de pagamento não é inseguro. Devemos focar-nos na “educação” dos portugueses no que se refere a comprar online.

Que outros riscos estão associados aos pagamentos por referência multibanco?

Os riscos são os mesmos que estão associados a outros meios de pagamento. Efetuar compras num site de classificados ou a uma pessoa através de uma rede social não é o mesmo que comprar num site de comércio eletrónico devidamente identificado. O consumidor deve encarar as compras online da mesma forma que aborda as outras aquisições que efetua. Compra com o mesmo grau de confiança numa loja num shopping e a um estranho que acabou de conhecer na rua? É preciso pensar antes de fazer compras e não comprar por impulso (a preço demasiado baixo). Este é o primeiro passo para evitar burlas.

Como é que o utilizador se deve precaver, proteger os seus dados e certificar-se que está a lidar com um recetor legítimo e seguro?

Antes de fazer uma compra na Internet, aconselhamos vivamente que tome as devidas precauções. Para fazer uma compra segura:

  • Desconfie se o preço do artigo está claramente desvalorizado;
  • Se comprar num portal de classificados ou em redes sociais, não pague adiantado. Se possível, faça o negócio presencialmente;
  • Antes de pagar, certifique-se que os dados do vendedor são fidedignos;
  • Se desconfiar do negócio, investigue antes de pagar;
  • Procure referências do vendedor;

Se a entidade a pagamento for uma entidade da euPago, e se estiver desconfiado do negócio, contacte-nos. Teremos todo o gosto em ajudar a clarificar a natureza da sua compra.

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