Inicio Tags Fabrimetal

Tag: Fabrimetal

Fabrimetal lança produto que até à data não é produzido em angola

O lançamento está previsto para finais abril, no meio deste investimento ainda vai surgir um novo forno e assim capacitar a empresa a passar das oito mil toneladas de varão de aço para 15 mil, por mês.

“É preciso uma forte resiliência para estar em Angola e esse tem sido um dos grandes desafios. O maior desafio de um gestor em Angola é criar condições para conseguir colocar o seu produto fora. Este lançamento vai alavancar outros setores como a metalúrgica, serralharia e outros do género sem os quais o setor da construção civil não existe”, começa por dizer Luís Diogo.

A Fabrimetal é uma das organizações angolanas que cria impacto desde que começou a sua produção em 2010. E são ainda um dos grandes produtores de aço nacionais que contribuem para a redução de exportações e consequentemente para a diversificação da economia

Em 2012, a importação média mensal de aço em Angola, de acordo com dados do Conselho Nacional de Carregadores de Angola, era de cerca de 25 mil toneladas por mês, hoje esses números desceram e, no caso da Fabrimetal – que já contribui com 8 mil toneladas por mês – tal facto traduz-se em menos importações e aumento da produção nacional. Por outro lado, em termos do mercado da construção civil, já não se verifica a mesma dimensão mas as empresas de construção civil “começaram a olhar mais para o mercado local – onde estamos – e começam a reconhecer cada vez mais o nosso produto como um produto de qualidade”, afirma o diretor geral, que continua a explicar o impacto económico criado pela empresa produtora de aço: “Empregamos, neste momento, 600 trabalhadores nacionais e cerca de 130 expatriados. Se tivermos em conta que o agregado familiar mínimo em angola tem, em média, cinco elementos, podemos dizer que contribuímos diretamente para o rendimento de 2500 pessoas, e ainda todo o ciclo em torno do negócio, a nível de fornecedores e subcontratados sobre os quais somos também parte do seu rendimento”.

Também a questão ambiental é uma das maiores premissas da Fabrimetal que, só em 2017 transformou 92 mil toneladas de sucata de metal em aço.

Apesar de constituída em 2006, só 2010 a empresa começou a produzir, devido a questões burocráticas.

Começaram por produzir em novembro de 2010, 1000 toneladas por mês e para um segmento muito específico – o mercado informal – que normalmente opta por preços baixos e alto consumo. Das mil toneladas até às atuais oito mil, a Fabrimetal foi crescendo a olhos vistos. Em 2014 foi o grande aumento de produção e em 2015 tomam uma decisão que se tornou crucial para o sucesso alcançado: “Com a crise, o setor da construção civil começou a ter problemas em importar os materiais, havia imensas restrições pela falta de divisas. A Fabrimetal começou a ver o mercado formal/profissional como uma oportunidade e criou as condições necessárias para se tornar num dos principais produtores de aço nacional e abastecer as empresas que estavam com dificuldades”, explica Luís Diogo.

Fizeram investimentos significativos, nomeadamente ao nível da qualidade de produto. A qualidade já existia, mas era preciso mostrá-la. “Aquilo que quisemos mostrar, principalmente, às pessoas é que comprar Fabrimetal é sinónimo de confiança, que sabem onde estamos e que, por isso, podem ver facilmente aquilo que produzimos”.

Mas o que agora está consolidado não foi fácil de alcançar: “Houve uma grande preparação para isto, conseguimos materializar este objetivo e em 2016, 99,9% do nosso volume de negócio transformou-se em mercado formal e não informal como inicialmente. A crise foi assim, um fator determinante de sucesso, fez-nos perceber que tínhamos espaço no mercado e que o caminho era para a qualidade do produto e para a profissionalização do setor e ainda exportar. Numa época em que todos reduziam os investimentos, nós aumentamos”.

“Angola pertence à zona de comércio livre, as portas abriram-se e por isso o país terá que se adaptar”, recomenda e explica que os passos internacionais que a empresa quer dar são direcionados aos países africanos mais próximos.

“Existem barreiras que apesar de menores, continuam problemáticas como a energia e a água. O país tem vindo a melhorar e Luís Diogo, acredita assim que os empresários angolanos têm que apostar essencialmente na qualidade do produto.

A Fabrimetal tem marcado presença em várias feiras e 2019 não será diferente. Desde 2015 que apresentam os seus produtos em feiras e na opinião de Luís Diogo “além de mostrar o que fazemos, temos a possibilidade de procurar mão-de-obra necessária e é importante mostrar ao mercado que as profissões técnicas são essenciais enquanto motor do mundo de trabalho”.

 

 

 

 

 

FABRIMETAL marca presença na Feira Internacional de Benguela 2017

Enquanto diretor comercial, que desafios destaca no percurso da Fabrimetal, desde a sua génese até aos dias de hoje, e que considera como fundamentais para que a organização tenha atingido o nível de referência que é hoje? 

Desde a minha chegada à Fabrimetal, foram muitos os desafios encontrados, todavia penso que posso considerar dois grandes e fundamentais; O primeiro passo para um reposicionamento no mercado, passando a dar maior enfoque no mercado profissional, formal, em detrimento do mercado informal. Esta alteração tornou-se fundamental e oportuna, ainda mais com o agravar da crise, pois a procura pela produção nacional aumentou significativamente e era necessário estar preparado para este mercado, pelo que foi necessário aumentar significativamente os investimentos na Qualidade, quer do processo produtivo quer no produto, seguido de um plano de reestruturação interna. O outro grande e fundamental desafio, foi a alteração da nossa imagem no mercado, a todos os níveis.

Que estratégias empresariais têm contribuído para uma consolidação no mercado? 

A consolidação da Fabrimetal no mercado, tem assentado essencialmente em três grandes estratégias, a saber: a aposta continua na qualidade do produto; a consistência nas políticas comerciais e o enfoque no cliente.

A carência de divisas teve que consequências para a empresa? Houve projetos que foram adiados?

Esta crise afetou toda e qualquer agente económico e nós não passamos ao lado disso.

Efetivamente, em 2016, pela incerteza associada a estes períodos crise, adiamos uma nova expansão, com aumento da capacidade produtiva e de produtos complementares ao Varão de Aço. Mas vamos avançar este ano.

Por outro lado, com esta crise também encontramos oportunidades, começamos a exportar em 2016, para solver as necessidades de pagamentos externos, pois o mercado nacional absorve a nossa produção, mas deu para perceber que existem outras oportunidades.

O papel da produção nacional tem sido fulcral para a diversificação económica de Angola? Porquê? 

Mais vale tarde que nunca! De facto, o país demorou tempo a dar a importância devida ao aumento da produção interna, nos setores primário e secundário, e nas políticas associadas em detrimento da dependência excessiva do petróleo. Por vezes as crises fazem bem…

Hoje a produção nacional tem maior relevância que algum dia teve na economia nacional, não tanto ainda pela contribuição que já dá para o orçamento anual do estado, mas sim pela potencial contribuição que pode vir a dar, caso a aposta se mantenha, associada a grande diversidades de recursos naturais que o país tem.  Produzindo localmente, as vantagens são transversais a toda a economia nacional, quer pela via do emprego que se gera quer pela contribuição que damos na redução das importações. Estes dois efeitos combinados são de uma relevância muito grande para qualquer economia.

A FIB (Feira Internacional de Benguela) tem tido um papel relevante enquanto rede de contactos, na oportunidade de criação de negócios e dinamizadora para o desenvolvimento de Benguela. Este ano, que perspetivas tem a Fabrimetal sobre a feira que já é o maior evento da região sul de Angola? 

A Fabrimetal vai mais uma vez marcar presença neste grande evento. Para nós, tal como referimos anteriormente, somos consistentes e temos no cliente o nosso grande foco, logo não poderíamos deixar de estarmos juntos com os nossos clientes da região sul.

Acima de tudo queremos transmitir que estamos cá e que podem contar connosco, assim como transmitir que a curto prazo iremos ter mais produtos para comercializar.

2017 Será que ano para a Fabrimetal? 

Para nós este ano, continuará a ser um ano de afirmação e consolidação no mercado nacional. Queremos fazer mais e melhor. Vamos decididamente avançar com uma nova expansão. Mais produtos e mais quantidade de produção.

“O COMPROMISSO COM ANGOLA É DE AÇO”

Não obstante ao atual contexto económico, o setor da construção é um dos setores mais promissores em Angola, em termos de evolução e fundamental na regeneração das economias locais e nacional. O contexto económico despertou novas oportunidades de negócios para a empresa?

O atual contexto económico tem sido bastante adverso, dada a drástica descida da cotação do Barril do Petróleo, principal fonte de receita para o Orçamento de Estado Angolano. Enquanto produtores nacionais, não podemos dizer que a procura não tivesse aumentado, porque aumentou efetivamente, todavia também nós fomos e continuamos a ser atingidos pela falta de divisas, o que afetou consideravelmente a importação de algumas matérias primas, pois apesar de adquirirmos grande parte da nossa matéria prima no mercado nacional, temos também necessidade de importar alguns produtos que são essenciais para manter os níveis de qualidade do nosso produto. Apesar de tudo isto, temos vindo a conseguir manter os níveis de produção e não fizemos despedimentos, pelo contrário!

A Fabrimetal tem desenvolvido um trabalho de forma muito comprometida com Angola, gerando um valor acrescentado significativo à economia nacional. Que produtos a empresa conseguiu introduzir este ano de forma a corresponder às exigências do mercado atual?

Efetivamente o compromisso da Fabrimetal com Angola é de “aço”. O valor agregado que geramos para a economia nacional é substancial, quer no nível de emprego gerado quer no contributo que damos à redução das importações. Tínhamos previsto para este ano um investimento com vista à produção de produtos complementares ao Varão de Aço, tais como Barras, Cantoneiras e Perfis, todavia face à situação macroeconómica não nos foi possível avançar. Reforçamos a nossa presença no mercado com a nossa atual gama de produção, Varões de Aço Reforçado FM TMT dos diâmetros 8 a 32. Apostamos continuamente na qualidade do nosso produto.

Denotam-se fortes avanços no setor da construção em Angola, porém a crise evidenciou algumas debilidades que teimam em persistir. Que principais desafios enfrentam no setor enquanto produtores nacionais de forte presença no país?

Um dos principais desafios que temos é, face à atual conjuntura, mantermos a nossa estrutura e os níveis de produção. Estamos convictos de que o pior da crise já tenha passado e como tal, verificando-se melhorias no ambiente económico, o nosso compromisso com Angola será certamente reforçado.

No ano passado estiveram presentes na Projekta, a maior feira dedicada à indústria da construção, obras públicas, urbanismo e arquitetura, em Angola. Uma feira que fomenta oportunidades de contacto, negócio e investimento internacional necessárias à revitalização e reconstrução das infraestruturas base do país. A Fabrimetal tem novidades promissoras para apresentar na edição deste ano da feira?

Estivemos efetivamente presentes no ano passado e estaremos também este ano. A nossa presença estará em linha com a do ano anterior. Temos hoje uma notoriedade maior no mercado, tendo um nível maior de responsabilidade também para com os nossos clientes. As novidades serão o que já materializamos até ao momento, a introdução do sistema de vazamento contínuo para obtenção de Bilets (Lingotes), o novo sistema de empacotamento do nosso produto e obviamente o reforço contínuo que temos depositado no sistema de qualidade. A Fabrimetal tem caminhado ao lado de Angola no seu progresso e afirmação no mundo global. Na sua opinião, o potencial do mercado angolano continua a ser devidamente reconhecido? Nós acreditamos que sim. No nosso caso em particular, com dados precisos podemos afirmar que temos potencial para crescer quer ao nível do mercado interno quer ao nível do mercado externo! Isto é demonstrativo de que o mercado continua a ser reconhecido, não obstante o atual ambiente macroeconómico.

FABRIMETAL_ImprensaAngola_220x55

Fabrimetal: um contínuo compromisso com o povo angolano

Luís Diogo

No rápido desenvolvimento das infraestruturas de Angola, na criação de emprego, no apoio ao crescimento do setor da construção e na diminuição da poluição ambiental, a Fabrimetal tem procurado estar nas principais linhas da frente?
Nós acreditamos que temos feito o nosso trabalho e de forma muito comprometida com Angola. Empregamos hoje cerca de 450 colaboradores nacionais, e apesar da crise não demitimos qualquer trabalhador. Em 2015, aumentámos em 15% a massa salarial e este ano já efetuamos um ajustamento no subsídio de transporte. Produzimos um produto, com qualidade, que gera um valor acrescentado significativo à economia nacional, pois trata-se de um produto de base para o setor da construção civil. Além disso, concluímos recentemente a implementação de um sistema de controlo de poluição e estamos a aumentar os espaços verdes na fábrica.

De que modo têm conseguido antever as necessidades do mercado, de modo a conseguirem dar uma resposta imediata e adequada às solicitações que vão surgindo?
Temos vindo a reforçar a nossa capacidade produtiva, estando neste momento com uma capacidade mensal de 7.000 tons/mês, não obstante a crise que Angola atravessa. Debatemo-nos ainda com algum receio ou diria mesmo desconhecimento de alguns players que continuam a colocar bastantes entraves à produção nacional, apesar de cumprirmos na íntegra os standards internacionais ao nível do processo produtivo. A nossa aposta continua a ser na qualidade do produto e no reforço dos conhecimentos do nosso capital humano.

Num país que, apesar dos avanços dos últimos anos, continua a estar em reconstrução, ainda existem fortes privações e debilidades. Quais continuam a ser as principais carências de Angola que afetam significativamente a vossa atividade, enquanto Produtor Nacional?
Efetivamente foram dados fortes avanços mas esta crise que estamos a viver evidenciou ainda mais fortes debilidades que persistem. Todavia entendo que despertou “adormecidos”. No nosso caso particular, temos ainda problemas graves ao nível do fornecimento de energia à fábrica pois o funcionamento da mesma com recurso a geradores é economicamente inviável. Sem energia não conseguimos produzir e sem produção não conseguimos satisfazer os nossos clientes, colocando em causa a própria sobrevivência da empresa. Teremos de fazer investimentos adicionais para garantir o fornecimento contínuo de energia! Entendemos que deve ser feito um esforço adicional no sentido de serem criadas as condições para que a indústria nacional possa continuar a crescer.

Em qualquer organização os recursos humanos desempenham um papel fulcral. Na Fabrimetal, que políticas de desenvolvimento do vosso capital humano têm sido desenvolvidas? Na vossa atuação, a formação contínua ocupa um dos lugares cimeiros?
O capital humano para nós reveste-se de primordial importância. Temos neste momento em curso/execução o plano anual de formação, que decorrerá durante o corrente ano, cuja formação in-job, irá cobrir cerca de 90% do nosso quadro de pessoal. Além da formação completamos também uma parceria com uma entidade de saúde, que além de nos garantir uma melhor gestão dos sinistros de trabalho, irá proporcionar uma formação exaustiva ao nosso pessoal interno afeto ao nosso Posto Médico e também, em caso de necessidade, providenciará cuidados de saúde aos nossos trabalhadores. De forma complementar, estamos também a melhorar as condições de trabalho, com a construção de um novo balneário e de um novo refeitório.

Apesar de estar na vanguarda dentro da área em que atua, a Fabrimetal não coloca nunca de lado a vertente da responsabilidade social. O que têm procurado fazer a este nível? Neste sentido, qual tem sido a importância da vossa plataforma de Responsabilidade Social Corporativa?
Ao nível da responsabilidade social temos feito algumas ações que julgamos serem de primordial importância. Saliento a doação de um camião com 30 toneladas de aço e alguns colchões para a população da Província de Benguela, quando esta foi assolada pelas cheias em 2015. Durante o mês de fevereiro do corrente ano providenciamos a vacina da Febre Amarela a todos os colaboradores. Temos planos para fazer mais ações durante o corrente ano.

Mais do que numa busca pelo retorno imediato dos seus investimentos, qual tem sido a postura das empresas portuguesas no mercado angolano? Dentro da sua visão, neste universo empresarial e na senda da responsabilidade social, há uma espontânea preocupação em fazer a diferença nas comunidades com as quais se envolvem?
A postura da maioria das empresas, aquelas que ainda se mantêm, tem sido de investimento contínuo com uma visão de longo prazo. Congratulo-me hoje por representar uma empresa que, apesar de não ter capitais portugueses, tem uma postura de longo prazo, de compromisso com o povo angolano.
A longa permanência que já tenho neste mercado permite-me hoje afirmar que as empresas portuguesas são as que, na economia real, mais apostam neste mercado. Se olharmos para o setor industrial de Angola, facilmente poderemos verificar que o maior número e com mais antiguidade no mercado são empresas de capital português ou misto (parcerias entre portugueses e angolanos).

Para o decorrer deste ano, que objetivos serão realizados para que a Fabrimetal se continue a afirmar como “o seu parceiro no aço”?
Pretendemos manter sempre os princípios fundamentais que estão no ADN da empresa e do grupo a que pertence. Ética e honestidade na condução dos negócios e uma contínua aposta na qualidade do produto e na valorização do capital humano.
Temos noção que este ano será difícil, teremos de ser prudentes e também resilientes, sem, contudo, deixar de aproveitar as oportunidades que surjam. A nossa postura no mercado é muito transparente e os clientes sabem valorizar isso! Pretendemos este ano concluir a Certificação ISO 9001 e o processo de Acreditação dos nossos laboratórios junto do IAC – Instituto Angolano de Acreditação.

EMPRESAS