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Cerca de 1000 imigrantes tentaram novo assalto na fronteira de Ceuta com Marrocos

A tentativa de assalto massivo aconteceu apenas 24 horas depois de cerca de 300 imigrantes subsarianos terem tentado passar o posto fronteiriço de Tarajal, em Ceuta, a correr, sem que os agentes das forças de segurança tenham conseguido evitar a passagem de um total de 187 imigrantes.

Hoje, porém, a Guarda Civil espanhola estava alertada para esta nova tentativa e estava articulada com as autoridades marroquinas, cuja atuação contundente conseguiu que apenas umas três centenas de imigrantes alcançassem a vala fronteiriça, onde foram travados pelo corpo especial da Guarda Civil espanhola.

De acordo com fontes da Guarda Civil à agência de noticias espanhola Efe, o grupo numeroso de subsarianos atuou com uma violência extrema, com lançamentos de pedras, lanças improvisadas, paus e objetos contundentes, o que causou ferimentos em três agentes da autoridade espanhóis e em uma dezena de agentes marroquinos.

Há cerca de uma semana, depois de não se terem registado assaltos desde fevereiro, um total de 73 migrantes conseguiu entrar em território espanhol, tendo as autoridades marroquinas e espanholas conseguido travar um grupo mais numerosos de pelo menos 300.

LUSA

Número de mortos na fronteira entre México e EUA aumentou

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), de janeiro a julho de 2017 foi registada a morte de 232 migrantes naquela fronteira.

No mesmo período do ano anterior, o número de mortos ascendeu a 204, de acordo com dados do Projeto Imigrantes Desaparecidos (MMP na sigla em inglês) do Centro de Dados Global sobre migrantes da OIM.

Julho foi o pior mês dos últimos sete, com 50 mortes.

Os números são preocupantes, segundo a OIM, tendo em conta que as autoridades fronteiriças norte-americanas indicam serem menos os migrantes que atravessam a fronteira e ainda assim o número de mortes aumentou.

De janeiro a julho de 2017, as patrulhas fronteiriças detiveram 140.024 migrantes, metade dos registados durante os primeiros seis meses de 2016.

Desde 2014, o MPP registou mais de 1.250 mortes na fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Merkel anuncia restrições à entrada de refugiados

Angela Merkel

“Nós pretendemos – e vamos conseguir – reduzir a entrada de refugiados”, declarou Angela Merkel, que falava em Karlsruhe, no estado de Baden-Württemberg, perante cerca de mil delegados presentes no congresso da CDU, que teve início ontem e hoje se conclui nesta cidade. No final da intervenção, a chanceler foi longamente aplaudida de pé, indicando a Reuters que a ovação se prolongou por oito minutos.

Números oficiais de Berlim revelam que, na passada semana, se ultrapassou o milhão de refugiados entrados este ano na Alemanha, a maioria proveniente da Síria, mas também do Iraque, Afeganistão e outros países do Médio Oriente. A média de entradas nas últimas semanas, anunciou ontem a Deutsche Welle, tem sido de dez mil pessoas por dia. Merkel reconheceu que aplicar as restrições constitui “um desafio enorme”, mas terá de ser feito de forma a alcançar-se uma diminuição “significativa”.

Noutro plano, citando Portugal e Espanha, “onde vemos crescimento económico”, Merkel afirmou não estar ainda “totalmente superada esta crise”. Uma crise que atribuiu aos “erros fundamentais” da “criação da união monetária, que não foram ainda corrigidos”.

“Efeito devastador”

Nomeada Pessoa do Ano pela Time e pelo Financial Times pela sua decisão de abrir as fronteiras aos refugiados, Merkel reiterou a necessidade daquela redução “significativa”, retomando um termo que consta de uma resolução da direção da CDU apresentada ao congresso. Esta resolução foi uma iniciativa de última hora da liderança para travar a contestação às políticas de Merkel na questão dos refugiados e nela se afirma, de forma inequívoca, que “a continuação do presente fluxo [de refugiados] acabaria por ter um efeito devastador para o Estado e a sociedade, mesmo num país como a Alemanha”.

As críticas da Merkel têm crescido na CDU, no partido irmão da Baviera, a CSU, e em diferentes setores da sociedade alemã. A seguir a um período de aceitação geral, um número importante de dirigentes e militantes da CDU têm vindo a desferir duras críticas às decisões de Merkel nesta matéria. Recentemente, o líder da CSU, Horst Seehofer, considerou ser um “erro” Merkel não estabelecer um valor limite para o acolhimento de refugiados. Opção que continua a não ser contemplada na resolução aprovada ontem em Karlsruhe.

Uma sondagem Emnid, publicada domingo no Bild am Sonntag, mostrava que 62% dos inquiridos querem um limite máximo para a entrada de refugiados. A mesma sondagem mostrou que as intenções de voto na CDU-CSU continuam em queda, tendo passado de 43% em agosto para 37% hoje.

Apesar destes indicadores e da contestação interna no partido, Merkel defendeu a linha seguida na questão dos refugiados – que considerou em novembro ser o “maior desafio que enfrentamos desde a unificação da Alemanha” -, declarando que “é parte da identidade do nosso país alcançar grandes feitos”. A chanceler afirmou estar-se perante “um teste histórico para a Europa e eu pretendo – melhor, espero que possa dizer que todos nós pretendemos – que a Europa passe este teste”.

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