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Acorfato aposta na Gerber: Precisão no planeamento garante maior rentabilidade

A Acorfato, Indústria de Confeções S.A., situada em Tábua num envolvimento paisagístico idílico e inspirador, foi fundada em 1989 por António Correia, alfaiate de profissão, com uma vasta experiência na sua arte com apenas um objetivo: a total satisfação do cliente, primando pela qualidade e inovação através de uma resposta eficaz e de maior rapidez ao cliente.

A empresa de cariz familiar dedicada à confeção de calças e casacos para homem começou como muitas outras empresas da região numa garagem com apenas 28 colaboradores. Foi passando por várias fases de reestruturação, mudanças de instalações e superando com mestria, algumas crises no setor têxtil através da subcontratação de algumas empresas da localidade.

Foi desta forma que foi consecutivamente aumentando os quadros de pessoal, crescendo através dos grandes investimentos feitos em novas tecnologias e equipamentos essenciais para dar resposta à política de internacionalização para novos mercados como França, Alemanha e Espanha.

Com o intuito de levar os seus artigos a novos mercados, a empresa conta atualmente com 247 funcionários e tem uma capacidade diária de 400 peças. A Acorfato que conta com a Gerber Technology como seu parceiro tecnológico desde 1997, investiu cerca de 1 milhão de euros em equipamentos de apoio à equipa de desenvolvimento de coleções, modelagem, CAD, planeamento e sala de corte.

NECESSIDADE DO CLIENTE:

A abertura de novos mercados como é atualmente o caso do mercado americano e mais recentemente o holandês, ambos ainda em estado embrionário, colocam novos desafios em termos de análise de consumos, desperdícios, otimização de stocks e apoio ao departamento comercial.

Para dar resposta a esta exigência dos clientes, a Acorfato necessitava de um software de planeamento e análise que ajudasse a planificar e a otimizar antecipadamente a quantidade de matéria-prima necessária para determinado pedido, de forma a evitar o máximo desperdício possível.

Na maior parte das vezes, o planeamento da ordem de corte com o AccuPlan permite uma redução da margem de corte entre 3 a 5% e ajuda o departamento comercial a determinar o preço, fazendo face ao rigor do cliente no corte, no ato de encomendar os tecidos.

O DESAFIO

Antes da implementação do AccuPlan na Acorfato, todo o processo era efetuado de forma manual, sendo por isso mais moroso, dando origem a uma maior margem de erro no cálculo por parte do utilizador, requerendo pessoal mais qualificado e tornando o acesso à análise de consumos mais difícil.

SOLUÇÃO

A implementação do software de planeamento da ordem de corte AccuPlan da Gerber, permitiu à Acorfato analisar ao pormenor os consumos de matéria-prima que iriam necessitar para produzir um determinado pedido, apoiando assim a gestão de stocks, eliminando desperdícios e apoiando a política comercial da empresa.

Os relatórios emitidos pelo AccuPlan conseguem reduzir a margem de corte até 5%, dando resposta ao rigor do cliente no ato de encomenda dos tecidos, propondo também a melhor opção de corte, o que em termos de planeamento é bastante rápido e eficaz.

Estes relatórios facultam também a possibilidade de saber com precisão quais os consumos exatos antes ou depois da encomenda com posterior análise dos desvios.

Uma vez que a Acorfato dispõe de várias soluções de CAD e CAM da Gerber, a integração e o encadeamento do AccuPlan em todos os outros programas contribui para um aumento da transparência no processo de produção e consequentemente um aumento da produtividade e qualidade dos artigos confecionados.

PRINCIPAIS VANTAGENS

  • Com o AccuPlan da Gerber a Acorfato conseguiu uma maior precisão e rigor na otimização de consumos.
  • Redução de 3% a 5% da margem de corte, permitindo uma melhor gestão de stocks e consequente economia da matéria-prima.
  • Maior celeridade na entrada e execução das ordens através da sugestão de vários planos de corte, o que em termos de planeamento é bastante eficaz.
  • Aumento de produtividade através da aceleração de todo o processo.
  • Fluxo de trabalho melhorado devido à integração entre programas o que evita duplicação de trabalho e elimina o recurso a programas externos.
  • Emissão de relatórios dos planos de corte para simulação ou análise de resultados por parte das chefias.
  • Permite aos quadros da direção não estar dependente do CAD para obter a informação dos consumos. ▪

Alexandra Costa

TESTEMUNHO DO CLIENTE

Filipe Pinto, CEO DA Acorfato S.A.

“A mais-valia do AccuPlan encontra-se no apoio prestado à otimização de consumos, dando sequência em termos de tempo e custos em toda a empresa”, referiu Filipe Pinto, CEO DA Acorfato S.A..

O CEO da Acorfato referiu ainda: “Com um grande rigor nos consumos em função dos tamanhos, vai ao encontro das exigências dos clientes que não pretendem gerar stock de tecidos. O AccuPlan complementa a nossa política de digitalizar toda a fábrica e impulsionar novas formas de trabalho mais produtivas e eficientes dando assim resposta aos clientes mais exigentes nos vários mercados”.

Empreendedorismo ágil A fórmula para o sucesso

Por um lado, a indumentária individual expressa inquestionavelmente a personalidade própria, promovendo-a. Em contrapartida, com o uso de uniformes há menos “rivalidade” entre crianças e jovens e como tal, menos necessidade de usar as roupas “certas”. Assim sendo, em escolas onde o uso de uniforme é obrigatório, há muito menos bullying. Por este motivo, apresentamos aqui a história de sucesso da Colex S.L. uma empresa de confeção situada no país vizinho que duplicou a capacidade e as vendas em apenas ano, através de uma compreensão clara das necessidades dos clientes, oferecendo vestuário personalizado e mantendo o ritmo dos investimentos em tecnologia.

Sob a sua forma atual, a empresa Colex Uniformes, SL (colexuniformes.com), com sede em Moncada i Reixac / Barcelona, foi fundada em 2005. Em 2016 foram fabricados mais de 200.000 uniformes, sendo este valor ultrapassado em 2017 para as 400.000 unidades. A duplicação da produção num ano foi possível graças ao foco atribuído ao produto, ao aumento das oportunidades de venda como resultado da política comercial e à capacidade de responder através de um aumento das instalações de produção. A implementação da tecnologia certa foi a base deste passo em frente.

Como tudo começou

Apesar de ser uma empresa liderada entretanto pela terceira geração, a Colex é uma empresa muito jovem que começou praticamente do zero: Os avós confecionavam capas têxteis para TVs, dado que havia empresas naquela área que fabricavam esses televisores. A partir do momento em que as proteções de Porexan substituíram estas capas, a pequena empresa começou a confecionar casacos escolares para venda em lojas especializadas. A segunda geração deu seguimento ao negócio, abrindo uma loja de uniformes escolares, sweatshirts e outro vestuário, concentrando-se agora também na venda a retalho.

Quando a terceira geração, liderada pelo atual proprietário Xavier Colmenero, assumiu o negócio, deu a volta por cima em apenas dois anos. A Colex aumentou significativamente as suas instalações, passando de uma cave de 40m2 para uma loja de 160m2. Em 2009, foi dado o próximo passo: atualmente a empresa reside nas imediações de Barcelona, onde foram recentemente anexados dois prédios para produção, armazenamento e administração perfazendo uma área total de 1 200m2. A Colex conta agora com cerca de 90 funcionários para cobrir o volume de produção atual.

O crescimento foi rápido mas sustentado, mantendo o foco no design, qualidade de produto e venda de uniformes escolares, descontinuando a venda na pequena loja original – embora muito recentemente as atividades de venda a retalho direto tenham sido iniciadas na loja online – a Colex Online Shop.

Uma nova dimensão de uniformes escolares.

Primeiro o produto: Precisamente por ser uma empresa muito jovem, com um proprietário e gerente de renome, relembrando a sua própria experiência dos dias de estudante, Xavier Colmenero sabia que teria uma oportunidade ao lançar os uniformes com uma nova abordagem. As crianças estavam entediadas com uniformes quase idênticos em todos os lugares, e cada vez mais as escolas aspiravam a distinguir as suas próprias roupas através de elementos de personalização.

“Capturamos a filosofia da escola e transferimo-la para o uniforme alterando golas, cores e design”, referiu Xavier Colmenero, gerente e fundador da empresa na sua forma atual.

A roupa standard para os alunos em Espanha era até recentemente um casaco às ricas, calça/saia cinza, com um polo branco e uma sweater azul-marinho ou castanha, mais um agasalho. Além da linha clássica, a Colex também oferece coleções diferentes, com detalhes que as tornam únicas. A Colex começou a lançar uniformes escolares trabalhando especialmente para as escolas públicas das redondezas, uma vez que este ramo está tradicionalmente ligado a fornecedores das proximidades, havendo apenas algumas grandes empresas a trabalhar à escala nacional.

Em 2008, surgiu a recessão econômica no país, os orçamentos familiares diminuíram e muitas escolas públicas, com a intervenção de associações de pais organizadas, tornaram-se menos exigentes em termos de uniformidade. Houve por exemplo uma proliferação de Sweatshirts de 9.95€ distribuídas por lojas de desporto low-cost como a Decathlon. A Colex estava então em fase de crescimento, conquistando novos clientes e quase não foi afetada pela recessão. A empresa começou a trabalhar com agrupamentos escolares compostos por várias escolas. Um agrupamento de 3 escolas pode ter até 1 500 estudantes com alunos de diferentes províncias ou comunidades.

A extensão das vendas para além da região da Catalunha representou o próximo passo empresarial subsequente para a Colex no novo milênio. A presença em feiras e congressos foi apenas uma das várias atividades para que isso acontecesse: Atualmente a Colex SL tem clientes em todas as províncias espanholas, incluindo as Ilhas Canárias, e também vende para o mercado externo. Na Guiné Equatorial, estabeleceu contatos com a França e países latino-americanos, onde Xavier Colmenero identificou oportunidades para um maior crescimento. Formar alianças estratégicas com empresas de diversos setores fez com que, coletivamente, esses parceiros pudessem oferecer soluções conjuntas às escolas, desde a uniformidade ao material para o desporto, passando pela logística e pelos serviços.

Três Canais de marketing

O mercado de uniformes escolares tem as suas particularidades. Xavier Colmenero explica que existem três canais de venda para o segmento:

O canal clássico com intermediário, pode ser uma loja ou um grossista especializado nas necessidades de um ou mais clientes. Eles recebem os pedidos e obtêm os artigos de fabricantes como a Colex.

A negociação direta entre escolas e fabricantes, que está ganhando força: as escolas montam a sua própria loja onde os pais podem comprar os uniformes e todos os materiais escolares. Nesse caso, o negócio é feito diretamente entre o fabricante e a escola.

A terceira opção, completamente nova é a venda online. Colocando os pais diretamente em contato com o fabricante. Esta é a fórmula complementar implementada pela Colex que chega a acordo com o fabricante, mas prefere não trabalhar como uma loja ou lidar com os pedidos. Em vez disso faz a compra no início da campanha, mas não lida com reabastecimentos ou compras adicionais ao longo do ano, que os pais delegam no fabricante através da loja online.

Desafios: Personalização, previsão e garantia de qualidade

O pico de atividade de produção de uniformes escolares vai de Maio a Outubro, incluindo as encomendas para o início do ano e os ajustes da previsão de pedidos, determinada pela quantidade de crianças que necessitam de sua primeira roupa, a procura de nova compra com a mudança de tamanho, sucesso ou fracasso em antecipação ao sortimento de tamanhos, etc.

“A diferença entre a indústria de moda e o mercado de uniformes escolares está na relativa previsibilidade dos volumes, no entanto, não há certezas absolutas”, explica Xavier Colmenero: o fabricante de uniformes trabalha com a procura e pedidos individuais, assim como programas baseados no número de alunos que a escola possui, faixas etárias e a distribuição aproximada dos tamanhos usuais.

Além da procura para produzir programas de vestuário personalizado com tudo o que é preciso e mantê-los em stock, a garantia de qualidade é fundamental também continuar a competir com as importações asiáticas com preços mais acessíveis.

O critério de qualidade aplica-se ao uniforme escolar sob todos os aspetos. “A t-shirt ou polo-shirt que todos nós vestimos não é usada com tanta frequência como a dos alunos na escola”, o empresário alerta-nos para o fato de que os uniformes escolares “são usados e lavados com frequência. Somos obrigados a produzir um produto de qualidade. Se desbotar ou estiver danificado a consequência é a devolução. Por exemplo, usamos os melhores zipes do mercado, cujo preço é dez vezes superior aos mais baratos. Eles têm que durar sob as mais duras condições…».

Investimento: recursos humanos e tecnologia

A evolução da Colex de um pequeno player para uma empresa forte, com altas expectativas de crescimento, foi apoiada por investimentos em equipamentos. “Sem a tecnologia contemporânea, não estaríamos onde estamos hoje”, enfatiza o nosso interlocutor. Enquanto que o departamento de costura, com exceção dos protótipos é tratado por empresas subcontratadas, as competências centrais são cobertas internamente na Colex: para otimizar o desenvolvimento de produtos, a modelagem e o corte, era necessário investir num software CAD com estendimento semiautomático.

Em 2016, o volume de produção cresceu ao ponto de ser necessário aumentar a aposta. Após uma avaliação cuidadosa, a escolha foi para o software e hardware da Gerber Technology: atualmente a Colex conta com o software de modelagem AccuMark PDS-GMS , um plotter e ainda com um equipamento fundamental que mobilizou as outras duas aquisições em prol da mais perfeita integração e compatibilidade: o GERBERcutter Paragon® HX.

O que é que a Colex mais valoriza na Gerber Technology – perguntamos: “Basicamente, a produtividade”, afirma Xavier Colmenero. “A máquina de corte Paragon trabalha a alta velocidade e é muito confiável. A manutenção não é barata, mas o custo é compensado pelo desempenho desse sistema automatizado de alto nível. Estamos também muito satisfeitos com o serviço e suporte fornecido pela equipa técnica da Gerber, que nos ajudou muitíssimo na integração de todos os sistemas nos nossos processos de trabalho”.

Foram feitos Investimentos adicionais em duas máquinas de bordar da Barudan e dois silkscreen, de quatro e doze cabeças, para integrar mais processos de personalização dos produtos no fluxo de trabalho. A implementação de um sistema ERP para melhorar o planeamento dos recursos da empresa é agora o próximo passo a dar para a Colex.

Adicionalmente, um dos segredos de qualquer negócio bem sucedido é os recursos humanos, enfatiza Xavier Colmenero. “Na Colex, estamos todos muito próximos e todos os nossos colaboradores estão altamente envolvidos em suas tarefas reais. Além disso, mantemos o nível de formação muito alto e – crescemos juntos”.

* O Christ’s Hospital School, em Londres, acredita-se ter sido o primeiro instituto educacional a usar uniformes escolares em 1552.

 

[Nota de rodapé:]

Este Case-Study foi-nos facultado
por Humberto Martinez, TEXTIL EXPRES,

www.aramo-editorial.com/aramo/  and Yvonne Heinen-Foudeh.

K-Way – Cape Union Mart: Inteligente e Sustentável

Além de ser líder do mercado local de vestuário de desporto para o ar livre, a empresa possui um número impressionante de novos lançamentos e novidades, incluindo ser o primeiro fabricante certificado Gore-Tex com costuras seladas a quente e também para a tecnologia Sew Free®.

A Confeção, o conhecimento dos processos técnicos para a roupa funcional, como o processo de costura impermeável até 10.000 mm de coluna de água, têm sido comparados com uma escritura à mão. Isto reflete-se numa silhueta bastante estreita, atualmente bastante simples, renunciando aos remendos da & Co. K-Way. Típicos são os intervalos de cores individuais com acentos inteligentes. Down ainda é importante no K-Way e, por isso as alternativas ao uso questionável da plumagem inferior de gansos e patos são avaliadas com rigor.

São produzidas cerca de 500 mil peças de vestuário todos os anos. As gamas de preços de retalho variam entre os 300 ZAR (20 €) e os 5 000 ZAR (350 €), por exemplo, para produtos do Programa de Expedição Antártica K-Way.

As vendas são feitas exclusivamente através do canal comercial da empresa sob a alçada do Cape Union Mart Group. Estas incluem Old Khaki, Poetry, Tread + Miller, Keedo e as lojas emblemáticas projetadas especificamente para toda a área ao ar livre do Cape Union Mart, que também possui sucursais na Namíbia e no Botswana, com um total de cinco cadeias de retalho. O vestuário K-Way, também com equipamentos de marca, representa a marca de retalho mais vendida do grupo, com um total de 250 lojas.

Rumando a uma nova direção

O espírito de inovação é provavelmente a expressão mais poderosa para caracterizar o estado atual da empresa que foi fundada em 1981 por Philip Krawitz: na terceira geração da família, o fundador adaptou a mudança das raízes para roupas personalizadas, em seguida, a produção de uniformes e casacos para medidas individuais e especializadas em roupas impermeáveis para polícia e segurança.

Uma nova era também foi inquestionavelmente iniciada em 2004, quando o empresário Philip Krawitz trouxe um espírito de administração livre a bordo: “O objetivo era aumentar a nossa produtividade mas também as vendas e a rentabilidade”, explica assim o diretor executivo a estratégia a seguir. Foi o nome Bobby Fairlamb que surgiu. “Tem cerca de três a quatro meses para nos acompanhar”, lembra. – Envolvimento no CCTC interativo e, acima de tudo, o Cape Clothing and Textile Cluster com cerca de 50 empresas membros e uma pesquisa na produção automotiva, para estudar estruturas alternativas de fabrico e organização de processos, o homem de ação inteligente conseguiu o objetivo logo nos primeiros dias.

E atualmente? Ao seguir uma abordagem sistemática enxuta no “time-to-market” na K-Way Manufactures, obteve-se uma redução drástica do processo e tudo isto através de uma melhoria contínua. Tornando assim a operação muito eficiente, apenas com passos de valor acrescentado do início ao fim – Mesmo que o protagonista Fairlamb tenha prevenido ao começar a digressão pela fábrica («Vai ver tudo muito mal, mas asseguro-lhe que antes era bem pior.”), Foram alcançados resultados surpreendentes relacionados coma filosofia ‘Lean’:

-Desenvolvimento de produto mais rápido através de reuniões de estilo de pré-produção onde todos os interessados se juntam para o início da produção.

-Maiores níveis de rotação de stock para outros stocks significativos em tecidos e guarnições de alto desempenho até dois meses e meio até o final de 2017.

-Maior eficiência e maior rendimento com um prazo de quatro semanas a partir do pedido ao serviço de vendas, o que é relevante para 65% da produção total durante a nossa visita.

-Melhor desempenho de prazos de entrega – também, mas não apenas através do monitoramento regular do desempenho do fornecedor.

Processo totalmente integrado com a Gerber

Para descrever a parceria de longa data com o seu fornecedor de soluções automáticas, Bobby Fairlamb, usa uma metáfora: “A Gerber Technology é grande parte do tecido do nosso negócio”. Isto relativamente ao corte de uma grande variedade de tecido de PTFE para materiais revestidos ou laminados nas duas máquinas de corte GTxL, ou no mais recente sistema de corte automático, Paragon® , a K-Way começou a usar o sistema de desenho de moldes, graduação e estudo de marcadas do líder de marketing  com uma rede mundial de vendas e serviços de assistência técnica em meados dos anos 90, apoiado localmente pelo parceiro de longo prazo da Gerber  – a Intamarket. Hoje, o fabricante utiliza toda a gama de software integrado da Gerber também para classificação e encaixe automático de marcadas com o Software AccuNest, assim como soluções de hardware. “Estas tecnologias permitem que a K-Way maximize a qualidade e a rentabilidade, garanta a consistência e obtenha os produtos no mercado da forma mais rápida e inteligente”, resume Bobby. Para além disso, existe uma permanente comunicação com os especialistas da Gerber para beneficiar das últimas tecnologias conforme as demandas das organizações.

“A sustentabilidade compensa”

Em agosto de 2017 a empresa privada instalou uma fábrica de energia solar numa tentativa de reduzir a sua pegada ecológica. Tal investimento servia um propósito: converter a energia solar em eletricidade direta, com esta ajuda seriam economizadas cerca de 136 toneladas de emissões de carbono – algo equivalente a 35 toneladas de resíduos, a poluição de 23 carros num período de um ano ou o uso de 285 barris de petróleo anualmente. Atualmente, a K-Way embarcou num processo para alimentar o excesso de energia para a rede City of Cape Town da eletricidade gerada aos fins-de-semana.

A K-Way instalou ainda uma iluminação de baixo consumo de energia em toda a fábrica e comprou máquinas com um consumo reduzido de energia. Um sistema de furos também foi instalado para alimentar as áreas de ablução de alta utilização da fábrica, o que economizará 1,5 milhão de litros de água municipal por ano. Estas iniciativas complementam o modelo de fabrico enxuta da K-Way, através do qual se esforçam continuamente para melhorar a organização como um todo. Pelos seus esforços a empresa recebeu recentemente outro reconhecimento – o Prémio de Melhoria de Desempenho LEAN do Departamento de Comércio e Indústria da África do Sul e o Cape Clothing and Textile Cluster.

As pessoas estão antes do lucro

A K-Way tem cerca de 245 funcionários na produção, cerca de 150 pessoas adicionais que estão empregadas num total de seis operações contratadas. A formação contínua de operadores em corte e costura, colegas de trabalho em todos os departamentos de produção, bem como em gestão, são parte integrante da estratégia corporativa. A coesão e a motivação dentro da força de trabalho também é promovida através de reuniões e eventos regulares da empresa. Philip Krawitz: “Se colocar as pessoas antes do lucro, as pessoas vão recompensá-lo.”

Maquitex de regresso à Exponor

Yvonne Heinen e Francisco Aguiar

Depois de longos anos de sufoco, a indústria têxtil encara hoje números bem mais animadores. De janeiro a agosto do presente ano, as exportações do têxtil e vestuário aumentaram 3,5%, relativamente ao período homólogo de 2014, alcançando os 3,25 milhões de euros. Face a 2013, as exportações cresceram quase 8%, ultrapassando os 4,6 mil milhões de euros. Para a Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP) este crescimento só agora começou, prevendo-se que as exportações atinjam os 5 mil milhões de euros até ao final da década. Estamos a falar de um setor que emprega atualmente 120 mil trabalhadores, dispersos por cerca de cinco mil empresas que se reinventaram em tempos de dificuldades, deram a volta à crise, apostaram na modernização do seu parque industrial, apostaram na tecnologia e inovação e perante o convite do Grupo OFFE para marcarem presença no renascimento daquela que já foi e continua a ser uma das feiras de maior referência do setor no universo da Península Ibérica disseram prontamente “sim”! Foi o caso da Gerber Technology, uma multinacional que tem ajudado empresas de todo o mundo a desenvolverem, fabricarem e levarem os seus produtos ao mercado de uma forma mais inteligente, eficaz e rápida.

Da necessidade de ouvirem permanentemente as solicitações dos seus clientes e parceiros, nasce a importância de marcarem presença em eventos como a Maquitex, que apesar de ter uma escala mais local, assume-se como uma opção estratégica para a empresa, tal como explicou em conversa com a Revista Pontos de Vista, Yvonne Heinen, Responsável de Marketing da Gerber para a região EMEA (Europa, Médio Oriente e África). “A Maquitex desapareceu por onze anos e revitalizou-se para uma nova edição. Quando a Gerber foi contactada pela organização, ficamos muito satisfeitos porque acreditamos que esta indústria está a recuperar e continua a ser necessário que exista uma plataforma onde todos os agentes possam estar reunidos para ouvir os clientes, as suas necessidades, dando a conhecer o que cada um pode oferecer. Por isso, o momento para recuperar a Maquitex não poderia ser o mais oportuno”, explicou. Assumindo ser um evento de elevada relevância para o setor a nível nacional, Yvonne Heinen olha para esta feira como estratégica para as atividades da Gerber e para, mais uma vez, a marca se comunicar com o seu mercado.

Num momento em que Portugal se tornou mais competitivo aos olhos externos, não só pelos custos de produção mas também pelo mais alto nível de qualidade que imprime no seu desempenho nesta área, a responsável acredita que a Maquitex chegou no momento certo. MaquitexQuanto à sua ausência durante 11 anos, Yvonne Heinen não acredita que o desaparecimento tenha sido muito sentido uma vez que o setor se encontrava “adormecido”. “Estes eventos são importantes para comunicar com os clientes mas implicam também um forte investimento por parte das empresas e ao longo dos últimos anos não houve grande potencial de investimento”, ressalvou, acrescentando: “não esperamos vender diretamente na feira mas temos expectativas de retorno”.

“Optimize-se”. Esta é a mensagem central que a Gerber quer comunicar. No final desta 16ª edição da Maquitex, Yvonne Heinen deixou um apelo especial aos parceiros e clientes desta multinacional: “fique ainda melhor connosco. Muitos dos nossos clientes já são muito bons mas têm sempre potencial para serem ainda melhores. Se assim quiserem, juntem-se à Gerber e terão mais produtividade e uma capacidade mais rápida de responder ao mercado. Nós estamos aqui para ajuda-lo a ser melhor, seja qual for o desafio que nos coloque”.

A reafirmação de uma feira de referência

Além da Gerber Technology, pelo Pavilhão 6 da Exponor estiveram cerca de 50 expositores, entre os quais os principais fabricantes e distribuidores de equipamentos para a fileira têxtil a operar em Portugal, que apresentaram as soluções técnicas mais recentes de cerca de duas centenas de marcas. Organizada pelo Grupo Offe, em parceria com a Exponor, recuperar a Maquitex não foi mero fruto do acaso. Houve um intenso trabalho de preparação que durou largos meses e que foram resuPedro Mendonça da Silvamidos por Pedro Mendonça da Silva, do Departamento Comercial do Grupo Offe: “ao longo do tempo fomos recebendo alguns convites por parte de empresas que manifestaram interesse no relançamento da Maquitex. Falamos com diversas entidades do setor para perceber a visão delas, as suas necessidades, os objetivos que queriam ver concretizados e fomos anotando essas sugestões. E hoje aqui estamos na 16ª edição de uma das feiras mais antigas da Exponor”. Este foi “mais um evento que funciona”, com a assinatura de uma empresa vocacionada para a organização de eventos e feiras e que há muito tempo tinha esta ambição de fazer renascer a Maquitex. “Dentro do segmento das feiras profissionais, a Maquitex é a primeira feira que estamos a organizar e queremos continuar a apostar neste formato”, afirmou Pedro Silva.
Num setor que vive melhores momentos, mais um passo firme foi dado. 5, 6 e 7 de novembro foram, assim, três dias enriquecedores ao longo dos quais foi possível conhecer o que de melhor existe no mercado ao nível de máquinas, tecnologias e acessórios.

Informações sobre a Maquitex
Setores em exposição:
– Máquinas e equipamentos; corte; estendimento; acabamento; bordados; costura; transporte; acessórios para máquinas de costura e outras máquinas para a indústria do vestuário; máquinas auxiliares e dispositivos para acabamento; máquinas de costura e outras máquinas para a indústria do vestuário; máquinas de estampar para têxteis; tecnologias de produção; agulhas, fios e etiquetas; impressão e estamparia; packaging; CAD CAM; Software; Componentes e acessórios; matéria-prima; serviços.

Perfil do visitante:
– Empresários; Diretores; Designers; Técnicos especializados; engenheiros de produção.

Estreia da MAQUISHOES

Paralelamente realizou-se a primeira edição da MaquiShoes – Feira de Máquinas, Tecnologia e Acessórios para a Indústria do Calçado. Trata-se da única feira profissional dedicada a equipamento e maquinaria para o setor do calçado, uma das indústrias nacionais que tem vivenciado um substancial crescimento ao longo dos últimos anos. Estiveram presentes 20 expositores e um total de 50 marcas representadas.

O que é o GERBERcutter® Z1?

Trata-se de um “sistema de corte automatizado controlado por computador, sendo a solução ideal para corte de umam folha ou poucas folhas de uma vasta gama de materiais, como compósitos, mobiliário e têxteis técnicos complexos”.
É um sistema adequado para “maximizar a sua produtividade e rentabilidade, reduzir o trabalho em curso, reduzir os tempos de preparação e assegurar que as peças são cortadas com precisão”.

Quem é a Gerber Technology?

É uma multinacional que disponibiliza soluções integradas de hardware e software a mais de 25 mil clientes em 130 países, entre os quais estão mais de cem incluídos na lista Fortune 500, nos setores moda e vestuário, aeroespacial, construção, embalagem, energia eólica, estofos, interiores de meios de transporte e têxteis técnicos.

“A edição de 2015 da Maquitex, que vai na sua 16ª edição, resulta de uma parceria com a empresa Offe – Organização Funcional de Feiras e Eventos e teve, depois de um interregno de mais de uma década, uma adesão extremamente positiva, com as principais marcas e empresas do setor a marcar presença, o que prenuncia um crescimento sustentado de uma feira de um setor importante para a economia nacional”. (Promotores da Maquitex)

“A realização simultânea e no mesmo espaço da MaquiShoes visa reforçar as sinergias existentes decorrentes do facto de muitas empresas serem fornecedoras da indústria têxtil e do calçado, permitindo igualmente por esta via aos visitantes profissionais uma melhor gestão do tempo”. (Exponor)

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