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“O recrutamento já não é só encontrar/procurar candidatos, mas sim atraí-los”

O que está a mudar no Recrutamento em Portugal?

Durante muito tempo a definição de recrutamento foi “um conjunto de processos por parte da entidade empregadora com objectivo de encontrar potenciais candidatos aptos, qualificados e com o perfil adequado para determinada posição dentro de uma organização”. Em Portugal, onde a procura é maior que a oferta, o recrutamento acabou até por ser tornar banal e ser considerado uma tarefa, mais do que uma função a full-time, e as boas práticas de recrutamento eram reservadas para as multinacionais ou grandes infraestruturas e não para as PME’s, que representam a maioria do tecido empresarial do país.

Atualmente, com o acesso cada vez mais fácil a informação, a melhoria do estado económico do país e das empresas, a entrada de investimento estrangeiro e, até, com a própria geração “Millennial”, a interação dos candidatos com as empresas deu uma volta de 180º graus e, automaticamente, mudou o significado de Recrutar em Portugal – o Recrutamento já não é só encontrar/procurar candidatos, mas sim atraí-los.
Os departamentos de Recursos Humanos & Recrutamento são actualmente um dos pilares estratégicos das empresas em Portugal –  não só nas grandes infraestruturas e multinacionais. Subtilmente, as empresas vêem-se  na obrigação de criar uma cultura organizacional, employer-branding, políticas de benefícios e compensações, apostar na formação e no desenvolvimento de pessoas, gestão de carreiras, assim como alinhar os Recursos Humanos aos objetivos de negócio da empresa, de modo a que os candidatos também tenham interesse na organização. Consequentemente, hoje em dia uma entrevista não têm só o objetivo de conhecer o candidato, mas sim de, o candidato interessar-se pela empresa e questionar, de forma saudável, as suas práticas de RH.  O processo de “conquista” tornou-se bidirecional.

Por fim,  esta nova maneira das empresas se inovarem também leva ao aumento de custos internos, o que faz com que os processos de recrutamento hoje em dia se tornem mais exigentes e longos. A importância está cada vez mais em encontrar a pessoa certa, não só pelas suas core skills, mas também pelas suas soft skills, e em ter a certeza que se mantém os níveis de turnover baixos.

A tecnologia e o digital terão um impacto significativo na forma como trabalhamos, estaremos preparados para esta revolução? As empresas estão a adaptar-se para recrutar a geração “millennial”?

Como todas as revoluções, existem pontos positivos e negativos, e nenhuma revolução aconteceu do dia para a noite. Na minha perspetiva, a Era Digital / Revolução Tecnológica já está acontecer desde dos anos 90, em que os acessos aos telefones e Internet foi ficando acessível a toda a população; os computadores começaram a fazer o material de trabalho de todos os colaboradores; cada vez que os negócios tornam-se mais mecanizados e todas as áreas de negócio estão a ficar cada vez mais dependentes das novas tecnologias, como consequência, também nós estamos.

Vamos adequando-nos e preparando-nos para o que vem a seguir, mantendo o foco no lado positivo de cada novidade tecnológica que vai entrando nas nossas empresas e adaptando os cargos que deixaram de existir, para novos vão surgindo.
A tendência do mercado português e, das novas gerações – quer a Millennial quer a Y  – são de serem atraídas pelo que lhes é novo, do que é um desafio e do inatingível, levando a luta constante para se destacarem e para se sentirem realizados. A segurança e estabilidade no local de trabalho já não é que o que cativa esta geração, os jovens estão há procura de um propósito maior que cabe às organizações fornecer.

Cada vez mais conseguimos ver grandes empresas nacionais a apostarem forte na diferenciação e em tentarem atrair quem se consegue destacar num mercado cada vez mais competitivo. Isto é um reflexo de toda esta digitalização e o facto de cada vez mais vivermos numa aldeia global.

Desde empreendedores, líderes, team-players, multifunções, inovadores,  cada jovem vai-se adaptando às suas próprias capacidades e vai oferendo à empresa a sua própria visão de trabalho. As novas empresas já são conhecidas por apostar nestes profissionais e, as estrangeiras que se têm vindo a instalar em Portugal agradecem este positivismo, personalidade e produtividade que os millenial trazem à dinâmica das suas organizações. Quanto às empresas mais antigas em Portugal, estão a começar a apostar em Programas de Trainee, adaptando as políticas de RH e apostando em novas reestruturação da organização e da sua cultura.

O talento é base fundamental para os desafios de um candidato a um cargo na respetiva selecção no âmbito nacional? 

Falando da minha experiência na The Virtual Forge, o talento é efetivamente importante mas não mais relevante do que as soft skills. Sem esforço, dedicação, compreensão, partilha e foco, o talento não traz necessariamente resultados. Baseia-se, no fundo, numa questão de dar e receber. Uma dança entre as oportunidades que a empresa providencia a um colaborador talentoso e a resposta do mesmo perante essas oportunidades. Por esse motivo, nem sempre o talento é a escolha certa versus dedicação. Adicionalmente, o talento nem sempre está à vista num processo de recrutamento, o que o torna uma base menos segura de decisão quando procuramos o candidato ideal. Dedicação, por outro lado, assegura que o candidato vai estar presente na empresa e provavelmente estará disposto a aprender quaisquer skills necessários.

O que está a mudar no Recrutamento em Portugal?

O que está a mudar no Recrutamento em Portugal?

Vivemos num Mundo em constante mudança e o Recrutamento em Portugal acompanha esta tendência. A área do recrutamento está a mudar no mundo inteiro e o próximo emprego pode estar à distância de um clique, pelo que surgem novas oportunidades para quem procura novos desafios profissionais, assim como para os recrutadores, podendo ambas as partes tirar partido das redes sociais e de plataformas digitais, como são exemplo o Facebook, o Indeed e o LinkedIn.

Passámos da era do papel para o digital, do envio de CV, das cartas de apresentação e de resposta a anúncios de jornal por correio para correio eletrónico e muitas vezes para plataformas próprias. E o futuro caminha para a utilização de tecnologia aplicada ao recrutamento com algoritmos, cálculos preditivos, Inteligência Artificial, neurociência e transformação de Dados em Informação…

Do lado dos recrutadores surgem também novas oportunidades no âmbito do digital como a pesquisa e mapeamento de pessoas mais fácil e através de redes sociais, a pesquisa digital de referências e as plataformas autónomas de gestão de candidaturas, assim como as entrevistas à distância por conference call e ainda se tem notado uma crescente preocupação com o fit pessoal e cultural de cada candidato relativamente a determinados empregadores.

O papel do candidato também tem vindo a mudar, embora a Argo Partners trabalhe desde início com dois eixos com a mesma importância, cliente e candidato.

Também assistimos cada vez mais à globalização e, atualmente, candidatos e empresas são globais: existe movimentação de pessoas entre países, as pessoas já não procuram oportunidades de trabalho apenas no seu país e as empresas também já não se cingem a procurar talento no seu país.

A proposta de valor também tem vindo a alterar-se, com um foco maior na função, o que permitirá ao candidato desenvolver-se, no ambiente e formação que estarão contempladas…

A tecnologia e o digital terão um impacto significativo na forma como trabalhamos, estaremos preparados para esta revolução?

Sim, no entanto, há um caminho longo a percorrer ainda. A tecnologia tem mudado a forma como trabalhamos, nos mais variados prismas. Desde a forma como hoje em dia podemos trabalhar a partir casa ou qualquer parte, até podermos reunir com pessoas do outro lado do mundo de forma instantânea, devido a estarmos constantemente “conectados”. A revolução digital através de plataformas como o Linkedin e outras redes sociais também disponibilizou informação relevante e muito útil para os profissionais de recrutamento que têm acesso ao Big Data, permitindo um mapeamento e identificação de profissionais de forma imediata. Depois surge a Inteligência Artificial, que permite através de algoritmos realizar tarefas como screening de CVs, automatização de respostas, que permitem uma maior rapidez do processo.

Como empresa de recrutamento, procuramos estar na vanguarda da tecnologia, aderir às novas tendências digitais e realizar os nossos processos de forma competitiva quer na qualidade do trabalho, quer nos timings, contudo, não podemos esquecer que trabalhamos para pessoas, com pessoas e por isso a componente relacional e humana é algo que a tecnologia nunca poderá substituir. 

As empresas estão a adaptar-se para recrutar a geração “millennial”?

A geração millennial já é considerada a nova geração de líderes. Muitos já ocupam lugares de peso destaque nas empresas, outros acabam de chegar, mas é comum a todos a mentalidade e forma de pensar muito própria.

Os seus ideais de work life balance (ou blend), rápido desenvolvimento profissional, e a necessidade de trabalhar com propósito, culminam em alguma falta de “lealdade” e vontade de mudança constante de organização. Estes factos não são desconhecidos das empresas que já percebem que além da necessidade de um employer branding atrativo, é necessário apostar na retenção das camadas mais jovens de profissionais. As organizações já se tentam adaptar às gerações millennial e compreendem que de certa forma, isso tem implicações na cultura organizacional.

Mais do que competências, hard e soft skills, diplomas e habilitações, é procurado hoje o fit cultural do profissional com a organização. Como empresa de recrutamento, defendemos e trabalhamos segundo este princípio. Procuramos ser um aliado para ambos os eixos – cliente e candidato – para nós é fundamental encontrar o melhor talento, mas sobretudo aquele que melhor se irá identificar com a cultura da empresa, criando uma relação candidato-empresa mais feliz e duradoura. 

O talento é base fundamental para os desafios de um candidato a um cargo na respetiva seleção no âmbito nacional?

Sem dúvida, talento é uma das variáveis fundamentais para a contratação de um candidato que supra as necessidades das organizações e fomente uma relação duradoura e de sucesso. O talento remete para um nível elevado de competência e performance, e as empresas querem sempre ter consigo os melhores profissionais do mercado, que entreguem com qualidade. No entanto, o talento não é tudo, também é necessário considerar o alinhamento estratégico e cultura entre o candidato e a empresa, para que a relação funcione.

As empresas muitas vezes vêm o talento como base impulsionadora da vantagem competitiva, mas esquecem-se de medir o fit cultural. Nós, como mediadores desta relação entre empresa e candidato, procuramos aferir não só as competências e requisitos críticos aliados à função, mas sobretudo procurar identificar, através do lado mais humano e relacional, se existe fit cultural com a empresa, isto é, se o candidato está alinhado com a cultura, valores e forma de estar e agir na empresa.

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