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Carnaval da Madeira com mais dinheiro e com maior ocupação hoteleira

“O investimento feito pelo governo regional neste cartaz é de cerca de 337 mil euros, são mais 30 mil euros do que o ano passado”, referiu a secretária regional do Turismo e Cultura, Paula Cabaço.

Segundo a governante, uma sondagem realizada a 25 de janeiro indicou uma taxa de ocupação hoteleira de 77% no Carnaval, mas a governante acredita que aquele número irá ser maior e que este “venha a ser um ano recorde”.

O momento alto do Carnaval, o cortejo alegórico, está marcado para as 21:00 de sábado e contará com 11 trupes participantes, num total de 1.450 pessoas, para o tema “Madeira: seis séculos de alegria”: João Egídio Rodrigues, Turma do Funil, Associação de Animação Geringonça, Associação Fura Samba, Escola de Samba – Os Cariocas, Associação ANIMAD, Associação Cultural Império da Ilha, Fitness Team, Sorrisos de Fantasia, Associação de Animação Tramas e Enredos e Escola de Samba Caneca Furada.

A temática deste ano é uma alusão aos 600 anos da descoberta do arquipélago e terá “um reforço da animação de rua e um maior envolvimento da população”.

Na animação existirão, este ano, mais bandas filarmónicas a ajudar ao período de Carnaval, num total de 13 atuações, mantendo-se as atividades para as crianças.

Há outras ações pensadas para este carnaval madeirense que envolvem os museus tutelados pela secretaria.

Na terça-feira gorda está previsto o tradicional cortejo trapalhão, aberto à população.

LUSA

Educação multilingue, um leque de oportunidades

A Madeira Multilingual School é a única escola internacional, multilingue e multicultural na Ilha da Madeira com certificação IB, International Baccalaureate, para o Ensino Básico. Qual é a grande diferença de estudar numa escola IB?

Júlia SantosA IBO é uma organização educacional que oferece uma qualificação de reputação mundial para estudantes que querem um currículo que os ajude a desenvolver as habilidades necessárias para o sucesso na vida académica e na vida profissional. A grande diferença na metodologia do nosso ensino é o facto de trabalharmos com turmas com um máximo de 17 alunos, permitindo assim um trabalho mais individualizado com cada aluno e uma adequação às suas características de aprendizagem. Este acompanhamento personalizado desafia os alunos a pensar de forma crítica e analítica sobre as mais diversas temáticas, respeitando as diferenças de uma sociedade cada vez mais globalizada.

Em conjunto com a APEL criaram a Cape Verde Multilingual School em 2013 e as Equatorial Guinea Multilingual Schools em 2014. Estes projetos surgiram para colmatar que necessidades?

O nosso principal objetivo é desenvolver em todo o mundo uma rede de escolas internacionais, multiculturais e multilingues com o intuito de preparar as novas gerações para um mundo cada vez mais globalizado e com permanentes mudanças económicas, sociais, culturais e politicas. Este projeto pretende nos próximos anos chegar a todos os países da CPLP, que representa um universo de mais de 350 milhões de habitantes com acesso a uma educação cada vez mais integrativa de visão ampla, para se compreender melhor o mundo, no seu todo e em todas as suas especificidades.

A cooperação bilateral entre Portugal e os países integrantes da CPLP no domínio da educação deveria ser mais fomentada?

Em Portugal ainda é insipiente a cooperação entre agentes públicos e agentes privados em matéria de internacionalização da educação e da promoção do ensino da língua, bem como na divulgação da cultura portuguesa no estrangeiro. Há exceções, naturalmente, e domínios mais explicitamente económicos, como o AICEP no fomento às exportações. Mas ao nível da educação, da promoção da cultura e da língua, cujo valor económico começa a ser cada vez mais irrefutável, as organizações do Estado são ainda tímidas no seu relacionamento e cooperação com as instituições privadas para este desiderato.

Que vantagens advêm para os jovens de uma educação internacional, multicultural e multilingue?

A principal vantagem desta oferta é a possibilidade de ingressar, a nível superior, tanto numa escola portuguesa como numa instituição de ensino de língua inglesa em qualquer parte do mundo. Para isso, implementamos a aprendizagem do português e do inglês desde o início do percurso académico, saindo os alunos da nossa escola com o Ensino Básico completo e ainda a falarem fluentemente cinco línguas das sete que fazem parte do nosso plano curricular, sendo o português, o inglês, o alemão, o mandarim e o russo obrigatórias, e o francês e o espanhol optativas. As gerações futuras serão em breve confrontadas com uma crescente necessidade de compreensão e capacidade de trabalhar com línguas e culturas diferentes, e esta nossa metodologia de ensino vem precisamente contribuir para esta preparação a nível académico e abrir o leque de oportunidades futuras. A par com a educação multilingue, temos uma base de atuação multicultural, pois temos mais de uma centena de alunos que representam 19 nacionalidades e sabemos como é essencial à construção da aprendizagem e crescimento individual a interligação cultural.

A Madeira Multilingual School procura parcerias no continente e quer estar, nos próximos anos, em todos os países lusófonos. Que mais-valias a escola procura nestas parcerias?

A Madeira Multilingual School faz parte do projeto International Sharing Schools – Multilingual Education, da Sharing Foundation, e procura tanto a nível nacional, como noutros países da CPLP, parceiros com vocação para a educação e o desenvolvimento social, para abrir novas escolas com este sistema de ensino internacional, multicultural e multilingue. A nível nacional procuramos entidades públicas ou privadas, nas cidades de Lisboa, Porto ou na região do Algarve, com instalações disponíveis em localizações adequadas que nos permitam implementar este projeto e possam ser concessionadas com um custo reduzido, numa perspetiva de desenvolvimento social. Estas escolas poderão posteriormente candidatar-se também à Certificação International Baccalaureate.

Avião da EasyJet aterra de emergência na Madeira

Um avião Airbus 320 da EasyJt aterrou de emergência no aeroporto de Porto Santo, na Região Autónoma da Madeira, no início da tarde de esta terça-feira. O piloto terá detetado a presença de fumo na cabine do avião que fazia a ligação entre Tenerife, nas ilhas Canárias, e o aeroporto de Gatwick, em Londres. Já em terra, os bombeiros verificaram que não havia qualquer anomalia no aparelho.

Todos as 173 pessoas a bordo do avião, entre os quais 163 passageiros, foram evacuados por motivos de segurança. O voo vai ser retomado ainda esta terça-feira às 19h30 com destino ao mesmo aeroporto britânico.

Alberto João Jardim começa a ser julgado por difamação esta sexta-feira no Funchal

O ex-presidente do Governo da Madeira, Alberto João Jardim, começa esta sexta-feira a ser julgado pelos crimes de difamação, injúrias e abuso de liberdade de imprensa contra o historiador e militante do PS António Fernandes Loja.

Alberto João Jardim tinha julgamento marcado para 17 de fevereiro, mas o tribunal da Instância Local da Comarca da Madeira adiou-o para esta sexta.

O ex-governante responde pelas expressões utilizadas em dois artigos de opinião – sob o título “A loja dos rancores” – publicados no Jornal da Madeira a 23 e 26 de novembro de 1994 e consideradas por António Loja “atentatórias do seu bom nome, honra e consideração”.

“Era marxista há menos de oito dias, agora é só interpretação histórica”, “tão pirado que não vê as próprias grosserias e descobre-as nos outros”, “não fui eu que andei com perseguições após o 25/4 [25 de Abril]”, “nunca andei a espreitar funcionários policialmente”, “a criatura endoidou”, “ordinarote” e “o homenzinho, ao ler isto, caem-lhe mais três dentes, dois de raiva e um de senilidade”, foram algumas das expressões e frases utilizadas pelo então líder madeirense, segundo a acusação.

No processo, foi deduzida acusação particular e feito um pedido cível de indemnização no valor de 600.000 escudos (perto de 3.000 euros) contra o social-democrata.

O ex-governante riposta, por seu lado, que as expressões foram utilizadas no âmbito do debate político.

Alberto João Jardim foi presidente do Governo Regional da Madeira entre 18 de março de 1978 e 12 de janeiro de 2015, mantendo-se como presidente em exercício até 20 de abril de 2015, dia da tomada de posse do XII Governo Regional de Miguel Albuquerque, que lhe sucedeu na liderança do PSD/Madeira.

Um ano chegou para mudar muita coisa na Madeira e abrir “novo ciclo”

O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e o representante da República na região são unânimes ao considerarem que, um ano passado sobre as eleições legislativas regionais, “muita coisa mudou” e abriu-se “um novo ciclo” no arquipélago.

“Mudou muita coisa no parlamento [da Madeira] e, em geral, no funcionamento do sistema regional”, diz o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) à agência Lusa. Segundo Tranquada Gomes (PSD), a Madeira caminha “para uma credibilização das instituições, um melhor diálogo entre a República e a região” e há “uma nova forma de fazer política”.

O responsável da ALM aponta que foi encetado um conjunto de reformas do sistema político na região que “tem beneficiado muito a autonomia”, nomeadamente a revisão do Regimento da Assembleia e do Estatuto Político-Administrativo, visando “aprofundar a autonomia” que tem “40 anos, é adulta e responsável”.

Tranquada Gomes considera que “tem sido um ano muito produtivo” e existe “uma nova dinâmica parlamentar”, tendo sido realizadas 74 reuniões plenárias, quatro debates mensais com a presença do Governo Regional — o que não acontecia com o anterior executivo liderado por Alberto João Jardim –, mais de 200 reuniões de comissões e cerca de 30 audições parlamentares.

“Há uma interação muito positiva entre o Governo e o parlamento”, sublinha este responsável, realçando que o atual Governo Regional “tem dado mostras de uma cultura democrática, porque tem respeitado o parlamento, tem interagido bem com as funções parlamentares e tem-se deixado fiscalizar, não só a nível das reuniões de comissões, como dos próprios requerimentos da oposição”.

O presidente do Assembleia Legislativa da Madeira sublinha, por outro lado, que “hoje, praticamente, não há nada escondido, é uma administração transparente, também por via do exercício desta função fiscalizadora do parlamento”, e admite que esta “era a vertente em que, talvez, o parlamento [regional] pecasse mais no passado”.

Tranquada Gomes salienta que existe, igualmente, um “apaziguamento nas relações com a República, que é positivo, porque a democracia faz-se de cooperação, de diálogo”.

O presidente da ALM reconhece, no entanto, “ainda, uma das fragilidades do parlamento” regional: os episódios caricatos protagonizados pelo deputado do PTP, José Manuel Coelho. “Ficam mal ao senhor deputado” e são já uma “questão de justiça, está entregue aos tribunais, que devem avaliar se esses desempenhos constituem ou não crime”, diz Tranquada Gomes.

Também o representante da República na Madeira argumenta que, no último ano, “se abriu um novo ciclo, com novos protagonistas, com novas formas de atuação, talvez com novas visões sobre aquilo que deve ser a governação da região”. Ireneu Barreto declara que, “descontando algumas peripécias” que de vez em quando ainda acontecem, “o ambiente na própria Assembleia [Legislativa] melhorou, há menos crispação atualmente entre os seus diversos componentes”.

Numa outra esfera, o juiz-conselheiro é de opinião de que o mau relacionamento entre a região e a República nos mandatos do anterior Governo insular, liderado por Alberto João Jardim, “muitas vezes era mais aparente que real”.

“Era uma forma de fazer política, discutida ou não discutida. Mas o que interessa, no fundo, na política são os resultados e nós podemos dizer que, no tempo do dr. Alberto João Jardim, a região conseguiu alguns bons resultados”, diz Ireneu Barreto, acrescentando que o atual chefe do executivo, Miguel Albuquerque (PSD), “tem outra maneira de fazer política, que também tem dado bons resultados à região”.

Para o futuro, o representante da República — cuja extinção do cargo é desejada por muitos responsáveis políticos no arquipélago — deseja que a Madeira “continue a ter uma boa relação” com o poder central e “continue, pelo menos, a obter os bons resultados que merece nesta relação dialética que se estabelece entre a Região Autónoma e a República em geral”.

O PSD conquistou no dia 29 de março de 2015 a sua 11.ª maioria absoluta consecutiva nas eleições legislativas regionais da Madeira, as primeiras sem Alberto João Jardim. O PSD/Madeira, liderado por Miguel Albuquerque, alcançou 44,33% dos votos e 24 dos 47 deputados eleitos, menos um do que nas eleições anteriores.

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