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“O talento aliado aos nossos valores, é fundamental para o sucesso no campo da inovação”

Pela primeira vez, a Gilead lidera o 2019 Pharmaceutical Innovation Index. Em que se traduz este Índice de Inovação da Indústria Farmacêutica?

A Gilead tem tido um desempenho consistente desde 2016, ano em que integrou este índice, tendo subido um lugar por ano até primeiro da tabela. O Pharmaceutical Innovation Index avalia, pontua e celebra a capacidade das Empresas para entregar inovação aos doentes, avaliando objetivamente o seu desempenho com base num período de cinco anos (no caso, 2013-2018) e classificando-as quanto às suas competências para trazer produtos para o mercado e comercializá-los com sucesso.

Permita-me também referir o lançamento do relatório global Corporate Reputation of Pharma 2018 (Reputação Institucional da Indústria Farmacêutica 2018), o qual avaliou a Gilead como a segunda companhia farmacêutica mais reputada no mundo, de acordo com um estudo realizado junto de Associações de doentes. O relatório baseia-se nos resultados de uma pesquisa do PatientView, de novembro de 2018 a fevereiro de 2019, explorando a opinião de 1.500 Associações de doentes, de 78 países em todo o mundo, e avaliando 46 empresas farmacêuticas.

Esta posição é sinónimo de orgulho, mas também de um acréscimo de responsabilidade?

A Gilead, enquanto empresa biofarmacêutica especializada nas áreas do VIH/SIDA, das Hepatites Víricas e da Oncologia, tem investido em investigação e desenvolvimento para transformar e simplificar os tratamentos de pessoas com doenças potencialmente fatais em todo o mundo. Liderar o ranking da inovação farmacêutica e sermos reconhecidos pelas Organizações de doentes no relatório anual de reputação da indústria farmacêutica deixa-nos naturalmente orgulhosos.

A verdade é que farmacêutica integrou esta lista em 2016, tendo subido um lugar por ano, até chegar ao primeiro da tabela. O que tem vindo a ser feito durante estes anos? Qual tem sido a estratégia da Gilead Sciences?

A Gilead integra no seu ADN a participação ativa e empenhada na busca de soluções que permitam potenciar as mais-valias da inovação que introduz no mercado. É o que acontece no apoio que tem prestado a instituições científicas e a associações de doentes para a definição de estratégias que permitam cumprir objetivos de saúde pública propostos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), como a eliminação da hepatite C e controlo epidemiológico da infeção pelo VIH até 2030, plasmada no objetivo 90x90x90 que traduz a meta, de nesse ano, 90 por cento da população infetada conheça a sua situação, que destes, 90% estejam a fazer tratamento e que destes, 90% não tenham carga viral detetável, interrompendo deste modo o ciclo da transmissão.

Também na área da oncologia, a Gilead Sciences dispõe no seu pipeline de um conjunto de linhas de investigação muito promissoras, em diferentes estádios de desenvolvimento.

O Pharmaceutical Innovation Index avalia, pontua e celebra a capacidade das empresas para entregar inovação aos doentes e classifica-as quanto às suas competências para trazer produtos para o mercado e comercializá-los com sucesso. É cada vez mais desafiante trazer inovação para os doentes e para o mercado?

Inovar e investigar em saúde requer resiliência e arriscar caminhos difíceis. E sabemos que esses caminhos são mais bem-sucedidos se os trilharmos em parceria com quem pesquisa, investiga e repensa soluções terapêuticas.  Por isso mesmo, temos vindo a colaborar com as mais variadas instituições académicas de primeira linha, empresas de biotecnologia e farmacêuticas, centros de investigação e claro, unidades hospitalares de todo o mundo que nos permitem consolidar os resultados em verdadeira inovação para as pessoas.

De acordo com o relatório global Corporate Reputation of Pharma 2018 a Gilead é avaliada como a segunda companhia farmacêutica mais reputada no mundo. Que fatores considera contribuírem para esta posição?

Na Gilead Sciences o sucesso das descobertas é medido por diferentes métricas, três delas, fundamentais. A da dimensão do que se desenvolveu, do quanto a inovação vem alterar, para melhor, o que existia até aí, independentemente da área terapêutica em que se integra a inovação.

Outra medida é a do sucesso valorizado pela Gilead, ou seja, em saber se o medicamento inovador chegou efetivamente a quem dele necessita, independentemente da sua situação económica. Finalmente, enquanto empresa que investiga e desenvolve novos produtos, o reconhecimento dos profissionais de saúde e dos doentes, que são quem, no final da linha mais beneficia da inovação que trazemos ao Mundo.

Vítor Papão realça que a Gilead, enquanto empresa biofarmacêutica especializada nas áreas do VIH/SIDA, das hepatites víricas e da Oncologia, tem investido em investigação e desenvolvimento para transformar e simplificar os tratamentos de pessoas com doenças potencialmente fatais em todo o mundo. O que importa saber sobre o mundo da indústria farmacêutica e da complexidade dos trabalhos de investigação, fulcrais para esta indústria?

Como disse, e bem, a Gilead atua maioritariamente nessas áreas. E a investigação tem sido fundamental para a indústria, mas especialmente para milhões de pessoas em todo o mundo. A infeção pelo VIH passou de uma doença potencialmente fatal para uma doença crónica em pouco mais de três décadas; no campo das hepatites estivemos na linha da frente da cura e eliminação da doença. Na oncologia estamos a dar os primeiros passos, apostando em inovação de vanguarda, procurando trazer alguma esperança onde no passado não havia nenhuma. Mas existem tantos outros motivos de orgulho:  a Gilead foi também responsável pelo desenvolvimento da molécula que curou a enfermeira inglesa em 2015 e o primeiro recém-nascido documentado como tendo sobrevivido à infeção congénita com o vírus do Ébola em 2017. E o nosso medicamento está neste momento a ser utilizado no combate ao surto de Ébola a decorrer na África Ocidental. A Gilead foi ainda a empresa que doou centenas de milhares de ampolas de um dos seus medicamentos para tratamento de 50 mil pessoas com leishmaniose visceral em países endémicos na sub-região de África Oriental e Sudeste Asiático, ajudando a mitigar esta doença que afeta trabalhadores rurais e que, se não tratada desta forma, pode ser potencialmente letal. Este é o nosso percurso.

Afirma que há muito talento em Portugal. A captação e formação de talento é, sem dúvida, fulcral para a inovação nos tratamentos? Uma não existe sem a outra?

A cultura de excelência da gilead começou a ser construída há 32 anos. Na gilead, sem exceção, trabalhamos e assumimos o compromisso de melhorar a vida das pessoas que usam os nossos medicamentos. Os nossos valores – integridade, inclusão, trabalho em equipa, responsabilidade e excelência – estão presentes em tudo o que fazemos. E por isso, tanto localmente como internacionalmente, estamos rodeados de talento. E sim, diria que o talento aliado aos nossos valores, é fundamental para o sucesso no campo da inovação.

 

“O ecossistema está a mudar e nós estamos a mudar em harmonia com ele”

Comprometidos com a missão de melhorar a vida dos pacientes que usam os vossos produtos, a Gilead é, sobretudo, uma organização de pessoas para pessoas?

Sim diria que a Gilead é uma empresa de pessoas para pessoas, embora considere que qualquer organização o deva ser. Posso, todavia, concordar que sendo a nossa missão encontrar soluções terapêuticas para necessidades médicas não preenchidas, a responsabilidade é ainda maior, pois esta missão permite-nos ter um propósito comum, que nos dá outra energia para nos levantarmos da cama todos os dias para fazermos o nosso trabalho, independentemente das complexidades e dificuldades do mercado.

Por isso mesmo podemos dizer que enfrentam um duplo desafio no que diz respeito ao capital humano e à sua gestão?

O desafio pode ser duplo, triplo, enfim… Preocupamo-nos em ter as pessoas certas nos lugares certos, para contribuirmos para entregar as nossas soluções terapêuticas do modo mais eficiente possível. Nesse sentido, e em tempo de super-heróis, diria que com uma “missão destas” vem sempre uma grande responsabilidade. Para cumprirmos aquilo a que nos propusemos temos de assegurar que as pessoas se sentem bem a trabalhar connosco, sentem que estão a crescer, a evoluir, porque pessoas satisfeitas e felizes dão mais, aprendem mais depressa, dedicam-se mais. Sem esquecer que são as pessoas que representam a nossa marca e que a sua forma de estar no mercado é a forma de estar da Gilead, para quem interage connosco.

Com o capital humano a influenciar cada vez mais nos resultados da empresa, como é que a Gilead tem procurado responder a este desafio?

A Gilead procura encontrar oportunidades de futuro no seu negócio atual. O nosso objetivo é que o peso do nosso capital humano para a Gilead como um todo seja consideravelmente maior que o peso das nossas vendas. O facto de não sermos grandes em número de pessoas ainda que, por vezes, implique alguma sobrecarga de trabalho, permite que o nosso trabalho seja sempre em equipa. Quando há novos projetos, e há muitos, ou não fossemos uma empresa de biotecnologia, todos dão um pouco mais do seu tempo para preparar a entrada de uma nova área terapêutica, por exemplo. E assim exploram-se áreas que não fazem parte do nosso quotidiano profissional, descobrindo, desse modo, possíveis evoluções de carreira para funções diferentes das que se exercem agora, tornando o nosso espectro de competências cada vez mais abrangente.

Apesar da nossa pequena dimensão incentivamos, também, as rotações internas nacionais e internacionais. Arranjamos forma de, através de trainees, colmatarmos essas ausências e, ao mesmo tempo, aumentamos a diversidade geracional das nossas equipas, dando oportunidades de desenvolvimento a jovens saídos da faculdade, e beneficiando do maior conhecimento e motivação de quem fez a rotação. Reconhecemos o trabalho bem feito e comunicamos sobre ele, o que coloca os elementos das nossas equipas em evidência, quando há recrutamentos internacionais. Acreditamos que o nosso exemplo pode ser benchmark e procuramos sempre fazer diferente e melhor.

Com a transformação digital e com os novos conceitos a ela associados, o recrutamento e seleção de recursos humanos nas organizações ganhou uma nova dimensão e complexidade?

Diria que ganhou uma nova dimensão, que tem muito a ver com o diagrama em rede que subjaz a qualquer rede social de recrutamento ou outra. Não considero que tenha ficado mais complexo, ficou menos padronizado. As descrições de função estanques deixam de fazer sentido pela velocidade a que o mundo evolui e pelo natural princípio da incerteza com que todos vivemos nos dias de hoje, as competências e as inteligências emocional e moral ganham protagonismo. Se o futuro do trabalho para situações padronizadas e não só, está na robótica, temos de investir naquilo que nos diferencia dessa força de trabalho, não numa perspetiva de competitividade e de se ser insubstituível, mas numa perspetiva de diferenciação, de apostarmos naquilo que torna o ser humano diferente e naquilo que nos faz sentir bem. Estas características vêm de processos de aprendizagem contínuos e de raciocínios indutivos e dedutivos que nos libertam “endorfinas” na resolução de problemas, muitas vezes entre pessoas e para as pessoas, cujas variáveis não são padronizáveis. Assim, a intuição ganha nesta transformação um peso ainda maior, nomeadamente no recrutamento das pessoas certas para as necessidades presentes e futuras do negócio.

A geração ‘Millennials’ veio revolucionar a forma de consumir, mas também o mercado de trabalho. Estão as empresas preparadas para a geração que cresceu no mundo da Internet?

Atrevo-me a dizer que esta é uma evolução natural e as empresas têm de antecipar esta evolução, mais até do que se adaptar à mesma. As empresas em geral estão em processo de mudança, subjacente a isto está a tão velha lei da oferta e da procura. Os Millennials são os trintões do momento e, portanto, uma importante força de trabalho e determinantes como consumidores, logo para as empresas continuarem a ter sucesso, necessitam de ter pessoas motivadas e empenhadas e para isso, têm de encontrar forma de as atrair e reter.

Assim, de repente fala-se mais de equilíbrio pessoal e profissional, de benefícios de formação em vez do automóvel e fundo de pensões, de pequenas licenças sem vencimento para permitir aos nossos colaboradores fazerem voluntariado do outro lado do mundo e fala-se menos de hierarquia, de estatuto e de poder. Procura-se mais o projeto, a empresa que seja sustentável, mas que ofereça diversidade de oportunidades para poder continuar a aprender. Sobretudo, não devemos ter soluções padrão, mas soluções adaptadas à realidade de cada um. Se pensarmos bem, esta necessidade surge de forma marcada com esta geração, mas nós, que fazemos parte das gerações anteriores também conseguimos perceber o benefício destas mudanças e tirar proveito delas, razão pela qual as apoiamos e implementamos.

De que forma a própria Gilead tem procurado receber estes novos talentos que são mais ligados à qualidade de vida, ao mundo tecnológico e ao empreendedorismo e que, segundo um estudo, com 35 anos, começam a assumir cargos de liderança e já estão a mudar o ecossistema das empresas?

A Gilead é também pela sua idade uma millennial, e tem procurado flexibilizar o seu modo de funcionamento para facilitar a retenção de talento. Introduziu aulas de yoga semanais, protocolos vários com ginásios, restaurantes, entre outros. Importa, todavia, reiterar, que as medidas de horários flexíveis, possibilidade de trabalhar a partir de casa alguns dias por semana, a ausência de controlo de ponto, as sextas-feiras com jornada mais curta são medidas também apreciadas pelas gerações mais velhas, pelo que estas alterações, ainda que tenham implicado algum tempo de adaptação natural, são hoje valorizadas por todos e em benefício de todos. O ecossistema está a mudar e nós estamos a mudar em harmonia com ele, o que torna todo o processo mais natural.

A GILEAD EM PORTUGAL

A Gilead Sciences é uma empresa biofarmacêutica que investiga, desenvolve e comercializa terapêuticas inovadoras em áreas da medicina com maior necessidade. A missão da empresa é a de proporcionar tratamento a doentes com doenças potencialmente fatais, em todo o mundo.
A Gilead em Portugal está em funcionamento desde 1996. A empresa iniciou a sua atividade como Nexstar Farmacêutica, Lda. e em 2001 tornou-se oficialmente Gilead Sciences Lda. A filial da Gilead em Lisboa proporciona suporte de vendas, marketing, médico e regulamentar aos produtos da Gilead em Portugal.

Conferência “GSK – 50 anos a respirar inovação”

A iniciativa inclui um debate sobre “O contributo da inovação na resposta aos principais desafios da área respiratória em Portugal”, no qual participam representantes das principais sociedades médicas e associações de doentes ligadas à saúde respiratória em Portugal (ver programa abaixo). David Allen, SVP Medicine Design – Medicine Science & Technology da GSK, Silvia Guichardo, Diretora-Geral da GSK em Portugal, e Christopher Sainty, Embaixador Britânico em Portugal, são também presenças confirmadas.

As doenças respiratórias são um verdadeiro problema de saúde pública mundial. Calcula-se que, em todo o mundo, existam 300 milhões de pessoas a sofrer de Asma, 210 milhões de pessoas afetadas por Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e 3 milhões com outras patologias respiratórias crónicas[1]. Segundo a Organização Mundial de Saúde, as doenças respiratórias são responsáveis por 3,9 milhões de mortes por ano, sendo que, em 2030, a DPOC pode tornar-se na terceira causa de morte em todo o mundo[2].

De acordo com o mais recente relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias estas patologias foram causa de 13.474 mortes em 2016[3]. Isto é, morrem cerca de 48 pessoas por dia (duas pessoas por hora) em Portugal devido a doenças respiratórias[4]. (13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias).

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Com uma história que começou há 300 anos atrás, a GSK emprega mais de 100 pessoas em Portugal na área farmacêutica. A sua ambição é ser uma das empresas farmacêuticas mais inovadora, com melhor performance e de maior confiança do mundo. Para saber mais: www.gsk.pt.

[1] Dados do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção Geral da Saúde.

[2]  World Health Statistics; Geneva, WHO, 2008

[3] 13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

[4] 13º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias

Jornalista da RTP vence primeira edição do prémio de jornalismo “GSK Vacinas: a face visível da prevenção”

© ORDEM DOS MÉDICOS DENTISTAS

“Numa altura em que disparam os casos de sarampo em todo o mundo devido à falta de vacinação, com o aumento da mortalidade e sequelas e em que percebemos que, até em países como Portugal, com taxas de vacinação acima dos 95%, o risco persiste devido à fácil mobilidade de pessoas e a movimentos anti-vacinação contraproducentes e atentatórios da saúde pública, considero da maior importância o destaque que a GSK decidiu dar à área da vacinação, com sensibilização e incentivo aos media. Esta é uma causa de todos, que nos toca a todos e à qual todos nos devemos empenhar. A comunicação social tem aqui um papel de serviço público incontornável, de literacia em saúde e, consequentemente, assim faz parte da solução. Essa causa foi o móbil que motivou a reportagem agora premiada e que é mais um contributo no combate a doenças para as quais há vacinas cientificamente comprovadas”, explica Paula Rebelo.

O Prémio de Jornalismo “GSK Vacinas: a face visível da prevenção” foi lançado em abril de 2018, com o objetivo de distinguir trabalhos jornalísticos, cujo conteúdo abordasse aspetos relevantes relacionados com a mais-valia da vacinação e a importância da mesma na prevenção de patologias. Os critérios de avaliação foram a coerência com os objetivos da iniciativa, criatividade, investigação, relevância e qualidade geral do trabalho jornalístico.

Os membros do júri destacam no trabalho vencedor, “a atualidade do tema, a relevância e o interesse público. Adicionalmente, a abrangência de pontos de vista considerados, bem como as diferentes perspetivas apresentadas, demonstram uma preocupação clara em reunir informação factual e objetiva, que contribua para esclarecer a opinião pública relativamente a um tema tão pertinente”.

“As vacinas não salvam vidas, mas a vacinação sim. A vacinação é uma das principais conquistas da ciência e o seu impacto na saúde pública é enorme, sendo uma das intervenções mais custo-efetiva no setor da saúde. Numa altura em que tanto se fala de uma maior aposta na prevenção, é importante debater o que pode ainda ser feito para fortalecer o Programa Nacional de Vacinação, um dos maiores ativos do Serviço Nacional de Saúde e com resultados inquestionáveis de ganhos em saúde para a nossa população”, defende Silvia Guichardo, Diretora-Geral da GSK.

A vacinação evita a morte de dois a três milhões de pessoas, por ano, prevenindo cerca de 60 mortes por hora, em todo o mundo, por ano1 Segundo a Organização Mundial de Saúde, somente a água potável, rivaliza com a vacinação na sua capacidade de salvar vidas2 Por cada euro investido em vacinas são poupados cerca de 22€ entre custos diretos e indiretos, sendo esta uma das intervenções mais custo-efetiva no setor da saúde3. Em Portugal, para além de contribuir para a erradicação da varíola, a vacinação permitiu eliminar outras cinco e controlar outras sete doenças4

A GSK tem mais de 40 vacinas desenvolvidas, que ajudam a proteger as pessoas de 22 doenças (2/3 das doenças preveníveis por vacinas)5,6. Cerca de 40% das crianças de todo o mundo são imunizadas por, pelo menos, uma vacina da GSK6.

Sobre a GSK

A GSK é uma multinacional farmacêutica, impulsionada pela ciência e inovação, com um propósito especial: ajudar as pessoas a fazerem mais, sentirem-se melhor e viverem mais tempo. Com uma história que começou há 300 anos, a GSK emprega mais de 100 pessoas em Portugal na área farmacêutica. A sua ambição é ser uma das empresas farmacêuticas mais inovadora, com melhor performance e de maior confiança do mundo. Para saber mais: www.gsk.pt.

“É importante que os nossos consumidores se sintam informados e satisfeitos”

Há quase 20 anos a operar no mercado farmacêutico de Angola, hoje que papel assume a Mosel?

Temos vindo a assumir um papel importante no que se refere à distribuição de produtos farmacêuticos com qualidade reconhecida a nível internacional, em quase toda a extensão do país, sendo um parceiro ativo do Ministério da Saúde, respeitando as boas práticas de armazenamento e distribuição, representando as marcas Nutribén, Bluepharma, Sandoz, Indas, Interapothek, Suavinex, Avizor, Kin e Tecnyfarma.

São quase 20 anos de…?

Superação de enormes dificuldades e desafios de várias ordens. Angola é um país emergente de uma guerra em que o mosaico empresarial estava devastado, as empresas deparavam-se com dificuldades na sua implantação no mercado que por sua vez estava desregulado. A falta de infraestruturas, de pessoal com conhecimento e experiência no setor, obrigou-nos a procurar parceiros no exterior com experiência reconhecida para alavancar o negócio.

Enquanto empresa distribuidora de medicamentos em Angola, que principais desafios enfrentam atualmente num mercado cada vez mais competitivo e global?

A concorrência é boa, pois permite-nos analisar os nossos métodos e estratégias de negócio de maneira a procurarmos ser melhor. Basicamente tudo está inventado no mercado, simplesmente o nosso principal desafio neste mundo global é ser diferente.

Os desafios passam muito pela internacionalização da empresa e a necessidade de um posicionamento regional mais visível devido à abertura do mercado livre da SADC, seguir algumas tendências, criar um ambiente impulsionador da criatividade, inovação e empreendedorismo interno, tornar a empresa cada vez mais saudável, não só financeiramente, mas também em termos energéticos (menos poluição, menos ruído e desperdícios), atraente (estimulando e influenciando os jovens a aderir e explorar este mercado) e estando mais envolvida com a sociedade em geral, apoio comunitário e networking, em outras áreas.

Qual tem sido o verdadeiro impacto da transformação digital na indústria farmacêutica?

A nosso ver a era digital só trouxe benefícios à indústria farmacêutica, pois permitiu dar maior celeridade à fabricação de produtos como também uma maior otimização de recursos. Atualmente trabalhamos indiretamente com a Indústria e tal transformação é visível na rapidez com que os nossos fornecedores hoje nos podem responder aos pedidos, cumprindo, claro, com um plano de fabricação.

E quais são os verdadeiros benefícios e as expectativas para este setor com a transformação digital?

Para o nosso setor de distribuição, especificamente, é de todo positivo. Vivemos hoje a era digital, com isso estamos a falar de facilidade de inovação e criatividade. Os benefícios são vários, tanto internamente, como na realização e gestão dos processos de qualidade e fiscalização dos produtos e equipamentos, reduzindo desperdícios e aumentando a eficácia e eficiência, bem como na melhoria do relacionamento entre todas as entidades afetas à produção e comercialização do produto até ao consumidor final, a população. Hoje o consumidor tem acesso a uma informação especializada e tratada para cada tipo de consumo, influenciando na sua qualidade de vida.

É importante que os nossos consumidores se sintam informados e satisfeitos, que consigam comparar e avaliar a qualidade do produto antes mesmo de consumirem e terem facilidade de interagir com o distribuidor.

O sucesso da indústria farmacêutica depende de muitas variáveis. Sendo hoje a inovação, a investigação e desenvolvimento pontos fulcrais, que estratégia tem adotado a Mosel?

Temos vindo, ao longo deste tempo, a criar sinergias com os nossos parceiros de maneira a acompanharmos a evolução das coisas, assim como, temos em desenvolvimento projetos de maneira a reduzir as nossas importações e tornarmo-nos numa referência em termos de exportação na zona da SADC.

São representantes de empresas de renome espanholas. O futuro da Mosel passa pela criação de parcerias internacionais?

É sempre importante aprendermos com quem já domina determinadas áreas, contudo temos também feito parcerias com empresas angolanas. Reconhecemos a importância em criarmos parcerias internacionais, bem como desenvolver as já existentes, pois o grande desafio é a transferência de conhecimento e tecnologia, tendo como foco o mercado interno e da região austral (SADC).

O Banco Sol disponibiliza o produto “Mosel”, destinado a micro e pequenos empresários do ramo da saúde e farmácias para aumento do capital circulante e em espécie, através de uma parceria com o Grupo Mosel. Como é que surge esta parceria? Que resultados se têm obtido da mesma?

Esta parceira surge de uma análise mútua do mercado, pois o angolano sempre foi propenso aos negócios e no ramo de farmácias fomos identificando profissionais com muita força de vontade, com conhecimento e instalações, mas sem muitos recursos financeiros para que pudesse ter outra capacidade de resposta aos seus fornecedores e clientes e, por outro lado, sem qualquer histórico bancário. Sendo o Banco Sol uma instituição financeira com uma vertente de Microcrédito bem trabalhada, a pioneira em Angola, levou-nos a desenvolver tal parceira.

Os resultados têm sido razoáveis. Como todo e qualquer projeto em fase de execução vão surgindo algumas questões pelo meio, por isso mesmo estamos atualmente a restruturar o projeto para o relançarmos no primeiro trimestre de 2019.

Afirma-se que o potencial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está sobretudo na cooperação económica e empresarial. A estratégia da Mosel passa por promover esta cooperação económica e de negócios na CPLP?

Não deixa de ser uma possibilidade, pois aqui neste espaço temos, para além de Angola onde nos encontramos já implantados, Cabo Verde e Moçambique que consideramos ser um mercado próximo e onde pretendemos, numa primeira fase, encontrar parceiros para estabelecer cooperação aqui. Contudo, não estamos de maneira alguma a esquecermo-nos do Brasil e Portugal, países que possuem uma indústria muito desenvolvida no ramo farmacêutico e dermocosmética.

Indústria quer novo acordo sobre despesa com medicamentos

© Getty Images

presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), João Almeida Lopes, reconheceu o esforço que o Ministério da Saúde tem feito na aprovação de novos medicamentos em Portugal, mas entendeu que é preciso “fazer mais” e recusou “raciocínios frios e impessoais que resultam em cortes” na saúde e barram o acesso a cuidados.

“Em Portugal temos até agora conseguido encontrar os diferentes equilíbrios necessários, mesmo durante o período de assistência financeira [‘troika’]”, disse João Almeida Lopes na abertura da conferência “Um Compromisso Com as Pessoas”, que decorre hoje em Lisboa.

O representante da indústria farmacêutica lembrou a importância do acordo assinado com o Estado português para o triénio 2016-2018, sublinhando que “é fundamental que o acordo seja confirmado em 2018”.

Nesse acordo, a indústria farmacêutica compromete-se a colaborar para atingir os objetivos orçamentais para a despesa pública com medicamentos em meio hospitalar e em ambulatório, tendo como objetivo “garantir a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

O acordo fixa para cada ano um referencial de despesa pública com medicamentos.

O presidente da Apifarma rejeita “visões puramente economicistas” que agravem a qualidade dos tratamentos dos doentes portugueses e reconhece que é necessário “evoluir para uma metodologia que permita otimizar os resultados em saúde”, colocando o doente no centro do sistema.

Na conferência de hoje está a participar o presidente da Federação Europeia da Indústria Farmacêutica, Stefan Oschmann, e é também esperada a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

LUSA

10 dicas para que neste verão a bexiga hiperativa não o pare

Viver com bexiga hiperativa é um desafio, uma vez que os sintomas podem levar ao isolamento, mas não está sozinho. Os profissionais de saúde podem ajudá-lo no diagnóstico e tratamento deste problema – sim, há tratamentos! Outras pessoas que sofrem deste problema e até os seus amigos e familiares também podem ajudá-lo a controlar os sintomas desta patologia.

Agora que o Verão se aproxima a bexiga hiperativa pode ter um impacto ainda maior na vida social das pessoas que sofrem desta patologia, uma vez que as roupas são finas e claras, não ajudando a esconder uma possível perda de urina, e os eventos sociais são muitos e muitas vezes não têm uma casa de banho por perto. Idas à praia, ‘sunsets’, concertos no jardim ou caminhadas à beira mar podem ser imediatamente riscados da lista de planos para este verão.

“Quem sofre de bexiga hiperativa dificilmente consegue esperar para urinar, já que tem urgência em esvaziar a bexiga e, quando não consegue encontrar uma casa de banho, pode mesmo ter perdas de urina. Isto pode fazer com que as pessoas se isolem”, destaca o Dr. Paulo Temido, presidente da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia (APNUG).

Felizmente é possível tomar certas precauções para controlar os sintomas de bexiga hiperativa. O blogue Na Bexiga Mando Eu – plataforma criada pela Astellas Farma que partilha conselhos para ter uma bexiga mais saudável – destaca 10 dicas práticas para não deixar que a bexiga o impeça de aproveitar este verão:

  1. Limite a ingestão de líquidos e o consumo de estimulantes (comida picante, café, chocolate, etc) umas horas antes de sair de casa e assim que chegar ao local verifique onde se localizam as casas de banho;
  2. Se vai a um evento público, vá à casa de banho assim que chegar, para evitar filas, e tente ficar numa zona próxima da casa de banho.
  3. Quando for comer fora, corte no consumo de bebidas alcoólicas, pois o álcool é um estimulante e pode agravar os sintomas de bexiga hiperativa;
  4. Se vai viajar de carro, verifique onde ficam as estações de serviço e planeie as paragens de forma a poder ir esvaziando a bexiga.
  5. Se vai viajar de transportes públicos ou avião, ao comprar os bilhetes reserve os lugares junto à casa de banho e faça check-in online;
  6. Em viagens longas, leve absorventes e uma muda de roupa;
  7. Se está a tomar medicação para tratar a bexiga hiperativa e vai de férias, certifique-se de que leva medicação suficiente para o período em que vai estar fora e continue a seguir os horários da sua toma;
  8. Para as férias, quando reservar hotel/hostel, certifique-se de que o quarto tem casa de banho privativa, para poder estar mais à vontade, especialmente durante a noite;
  9. Especialmente se sofre de noctúria (vontade de urinar durante a noite) certifique-se que não tem obstáculos no trajeto para a casa de banho.
  10. Não deixe de beber água para tentar conter os sintomas de bexiga hiperativa, pois pode ser contraproducente. A falta de ingestão de líquidos deixa a urina concentrada, o que irrita a bexiga e pode provocar espasmos e levar a perdas de urina;

“Se sofre de algum dos sintomas anteriormente descritos procure o seu médico assistente pois é possível tratar a bexiga hiperativa e ter mais qualidade de vida”, conclui o médico urologista, Dr. Paulo Temido. 

Mais sobre a Bexiga Hiperativa

A bexiga hiperativa consiste numa contração ou aperto involuntário e repentino do músculo da parede da bexiga, mesmo quando esta contém um volume reduzido de urina.

As contrações involuntárias criam uma necessidade urgente de urinar, diminuindo o controlo que a pessoa tem sobre a sua bexiga.

Estas contrações dão origem a sintomas associados à bexiga hiperativa, tais como necessidade urgente de urinar, necessidade frequente de ir à casa de banho (oito ou mais vezes por dia, ou uma ou mais vezes por noite) e, em alguns casos, perdas acidentais de urina, por não se conseguir chegar a tempo à casa de banho. 

“Na bexiga mando eu” 

Uma plataforma online que conta com o apoio da Associação Portuguesa de Neurourologia e Uroginecologia  (http://www.nabexigamandoeu.pt/) que vem colmatar a falta de informação que existe sobre esta doença e o seu impacto na qualidade de vida dos doentes, bem como alertar a população para os sintomas com o intuito de reduzir o subdiagnóstico da doença. O portal dedicado a esta patologia é dirigido a doentes, familiares e todas as pessoas que sejam afetadas direta ou indiretamente por esta doença que é um dos problemas de saúde mais comuns por todo o mundo! 

Sobre a Astellas Farma 

A Astellas Farma é uma companhia farmacêutica comprometida com a melhoria do estado de saúde, a nível mundial, fornecendo as mais recentes e inovadoras terapêuticas. O foco da organização está na disponibilização de terapêuticas, ao nível de Investigação e Desenvolvimento (I&D) e da comercialização de tratamentos eficazes, que melhorem a vida dos doentes, continuando a crescer de forma sustentada no seu setor. É uma das 20 maiores empresas farmacêuticas, que emprega cerca de 15 mil colaboradores em todo o mundo.

A Astellas está em Portugal desde 1967, conta com cerca de 50 colaboradores e focaliza-se nas seguintes áreas terapêuticas: Oncologia, Urologia, Transplantação e Anti-infeciosos.

Para mais informações sobre a Astellas visite www.astellas.com.pt/pt

2ª edição do Prémio Janssen Inovação recebe mais de 90 candidaturas

Entrega de premios de investigacao cientifica - Janssen. Lisboa.

O Prémio Janssen Inovação conta com o Dr. Jorge Sampaio como presidente da Comissão de Avaliação e é atribuído de dois em dois anos. A Comissão de Avaliação do Prémio Janssen Inovação é constituída por cinco individualidades com mérito reconhecido na investigação em saúde em Portugal e dois representantes das instituições promotoras desta iniciativa. O Prémio foi lançado em 2016 e este ano, na sua segunda edição, recebeu mais de 90 candidaturas de todo o País.

Entrega de premios de investigacao cientifica – Janssen.
Lisboa.

“O Prémio Janssen Inovação é o resultado da vontade de incentivar e distinguir o que de melhor se faz em investigação no nosso país em diferentes áreas da saúde”, afirma Filipa Mota e Costa, Diretora Geral da Janssen Portugal. “A atribuição deste prémio, que se realiza de dois em dois anos, pretende distinguir investigação desenvolvida em áreas consideradas prioritárias pela Organização Mundial de Saúde”, acrescenta a responsável. “Com este Prémio estamos a dar visibilidade à investigação de ponta que se faz no país, atraindo jovens cientistas, dando-lhes condições para irem ainda mais além, prestigiando o nome de Portugal”, assegura Isabel Capeloa Gil, reitora da UCP.

No dia 9 de maio, a cidade do Porto acolhe a cerimónia de entrega dos prémios da 2ª edição do Prémio Janssen Inovação, sendo nesse dia revelados os vencedores dos prémios que totalizam 60 mil euros.

 

Comissão de Avaliação da 2.ª edição do Prémio Janssen Inovação

Prof. Doutor António Araújo, médico oncologista, diretor do Serviço de Oncologia Médica no Centro Hospitalar do Porto

Prof. Doutora Catarina Resende de Oliveira, médica neurologista, coordenadora do Consórcio CNC.IBILI

Prof. Doutor João Eurico da Fonseca, médico reumatologista, diretor da Unidade de Investigação em Reumatologia do IMM

Prof. Doutor José Azevedo Pereira, professor auxiliar com agregação, FFUL, Departamento de Microbiologia e Imunologia

Prof. Doutor Rui Baptista, Assistente Convidado de Patologia Torácica e Vascular da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Prof. Doutor Alexandre Castro Caldas, diretor do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa

Dr. José Antunes, diretor médico da Janssen Portugal.

Entrega de premios de investigacao cientifica – Janssen.
Lisboa.

A liderança de uma mulher numa das melhores empresas em portugal

A Grünenthal já está presente em Portugal há inúmeros anos, no entanto, a Grünenthal Financial Services é uma empresa recente. Como é que teve início este projeto?

O Grupo Grünenthal é uma empresa com espírito empreendedor, comprometida com a inovação, através de um investimento sustentado em R&D. A ambição do grupo é lançar quatro a cinco novos produtos para doentes com necessidades médicas não satisfeitas até 2022.

Presente em 32 países, com filiais na Europa, América Latina e Estados Unidos da América, bem como presença comercial em mais de 155 países, o Grupo emprega neste momento aproximadamente 5.500 pessoas a nível global.

Em 2016, o grupo Grünenthal decidiu centralizar as suas operações contabilísticas e financeiras. Tendo em conta o peso relativo do negócio do grupo tanto, na Europa como na América Latina, para além da Alemanha, Portugal foi o destino escolhido, visto que cumpria na perfeição o papel de ponte, ligando as operações na Europa ao outro lado do Atlântico, tanto em termos culturais como linguísticos – assim nasceu a Grünenthal Financial Services.

Juntei-me a este projeto no início. Neste momento tenho uma equipa de especialistas financeiros que trabalha e pensa diariamente de uma forma global. A grande maioria vem das áreas de economia, contabilidade, gestão, e fala pelos menos três línguas estrangeiras.

Falemos da gestão de equipas. O que é que mais a inspira na gestão diária das suas equipas?

A diversidade. Acredito no sucesso de equipas diversificadas, onde o conhecimento dos mais velhos e a energia dos mais novos se complementam.  Onde as opiniões de homens e mulheres são ouvidas. E onde as minorias e as maiorias convivem em harmonia.

Na Grünenthal  Financial Services tenho uma equipa totalmente diversificada, não só na vertente operacional, como também na equipa de gestão. 50% da minha equipa de gestão é constituída por mulheres fortes, dinâmicas e com muita experiência acumulada.

E isto não é exceção. A outra empresa do grupo presente em Portugal, responsável pela parte comercial, também é liderada por uma mulher.

A construção de equipas de trabalho tem que ter em conta inúmeros aspetos. Sem querer simplificar em demasia, qual é que considera o elemento fulcral na construção de uma equipa?

Acho que a cultura da empresa tem um papel fundamental. A meu ver, a cultura da empresa tem um valor intangível semelhante ao de uma marca. E constitui uma espécie de  “remuneração emotiva” que tem  um peso cada vez maior na atração de talento.

Culturas empresariais que promovem o  reconhecimento, a aprendizagem constante, o sentido de pertença, o espírito de equipa e o sentimento de que está a contribuir para algo relevante, são mais procuradas pelo talento.

Na Grünenthal acreditamos que esta cultura de empresa facilita o desenvolvimento do potencial de cada colaborador, e ao mesmo tempo permite-lhe sentir-se feliz no seu ambiente de trabalho, ou como nós gostamos de dizer conseguimos a  “workiness”.

A Grünenthal Financial Services tem menos de 2 anos, no entanto, foi recentemente distinguida, em conjunto com a sua empresa irmã, como uma das Best Workplaces 2018. Qual o impacto deste reconhecimento para si?

Adoramos ver o nosso trabalho reconhecido. No entanto, tenho bem presente a responsabilidade acrescida que este reconhecimento significa. Por um lado, tenho uma responsabilidade para com a minha equipa, de garantir que este ambiente de trabalho se mantém num contexto em que a mudança é cada vez mais rápida.

Por outro lado, sinto que tenho uma responsabilidade para com a sociedade. Como mulher à frente de uma empresa, que é reconhecida como uma das melhores empresas para trabalhar em Portugal, tenha a responsabilidade e a honra de servir de farol a outras mulheres que irão ver reconhecida a sua capacidade de liderança.

“Só somos verdadeiramente felizes se gostarmos do que fazemos”

A Cognipharma surge no mercado com uma proposta de valor altamente competitiva, no sentido em que traz um conjunto de soluções no âmbito do digital e tecnologia, consultadoria e recolha de dados, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo.

Atualmente já trabalham com grande parte das maiores empresas da Indústria Farmacêutica, com soluções integradas do ponto de vista digital e com uma performance que se mede em resultados.

A empresa, ainda recente, é o resultado daquilo que Flôr e Ana observam no setor e cuja missão também passa por tentar mudar a visão de como as coisas são encaradas no universo farmacêutico.

Descreve-se como alguém que é apaixonada por tudo o que faz, “em todos os projetos por onde tive o prazer de passar, procurei sempre dar o meu melhor e tudo o que faço, faço-o com empenho, dedicação e prazer, porque só assim somos verdadeiramente felizes e conseguimos chegar aos resultados pretendidos”.

Formada em marketing, com um curso em restauro e pintura, ingressou no setor farmacêutico com a Jaba Farmacêutica e foi aí que começou a perceber que esta era, de facto, uma área apaixonante. E nunca mais parou.

Flôr sempre teve um bichinho de empreendedora e um desejo de mudar o mundo. Com uma carreia de sucesso e uma vida pessoal muito preenchida, com familia, amigos, marido e três filhos, começou a sentir que “gostava de fazer algo diferente, algo que fizesse a diferença”. Este era um sonho antigo. E quando decidiu sair da Bial foi trabalhar para uma empresa onde contactou com diversos laboratórios. começou a perceber que “quando estamos muito focados em resultados não temos muito tempo para refletir no que de facto tem impacto e no que traz valor acrescentado para os vários stakeholders”. Foi aqui que viu um potencial negócio: “procurar soluções diferenciadoras para os vários stakeholders que tragam resultados para os nossos clientes”.

“A sorte é dos audazes”

Em 2016 decidiu aceitar o desafio de fundar a Cognipharma e, com a paixão e determinação que a caracterizam, abraçou este desafio com a missão de contribuir para o desenvolvimento e crescimento dos clientes da Cognipharma. “Quando conheci a Ana Oliveira, tivemos muitas conversas sobre lacunas que víamos no mercado, e decidimos fundar uma empresa para a corrigir essas mesmas lacunas”.

Cognipharma e o crescimento exponencial

De forma a trazerem uma proposta de valor arrebatadora para o mercado, a Cognipharma aliou-se a uma empresa de renome na área do digital e da tecnologia, a Performance Sales, que faz parte do Wygroup. “Foi o casamento perfeito entre empresas. temos uma enorme experiência na área farmacêutica e a Performance Sales na área digital. A primeira coisa que nos falaram quando nos reunimos pela primeira vez foi em resultados, e de imediato percebemos que também eram pessoas muito apaixonadas pelo que faziam. nesse momento descobrimos que tínhamos encontrado os parceiros certos para trazer esta mudança de paradigma para a Indústria Farmacêutica.

A Cognipharma em conjunto com a Performance Sales trazem para o mercado um conjunto de soluções no âmbito da consultadoria, digital e tecnologia, que são uma mais-valia para laboratórios, pacientes e profissionais de saúde, olhando para este setor como um todo. Por isso mesmo a empresa foi fundada por duas mulheres com uma enorme experiência no setor farmacêutico.

“Trabalho há mais de quinze anos na indústria farmacêutica, como gestora de produto e de marketing. Tive a oportunidade de trabalhar em algumas das maiores empresas do setor, Pfizer, Sanofi e Bial. Tais experiências foram muito enriquecedoras, deram-me uma visão muito completa da Indústria Farmacêutica”.

A empresa, apesar de recente, já provou merecer a atenção do mercado. Inclusivé tiveram no ano passado a 1ª edição de um evento Farma, em parceria  com a Performance Sales, a convite da Google, de modo a promover a digitalização do setor farmacêutico. E o primeiro correu tão bem que estão previstos outros eventos com parceiros de renome.

A indústria farmacêutica é encarada muitas vezes como um setor que apenas tem como objetivo vender medicamentos. “A minha experiência diz-me que não é bem assim. A indústria tem sim uma preocupação constante com a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Exemplo disso é um projeto sobre pessoas com uma determinada doença, em que o objetivo é sensibilizar para o facto de que quem tem esta condição tem grandes desafios no seu dia a dia e tem um ritmo diferente, que tem que ser respeitado. há aqui um grande sentimento de missão junto dos doentes, dos médicos e de todos os envolvidos”, explica a fundadora da Cognipharma. E destaca um outro projeto de que muito se orgulha e que passa pela integração de uma plataforma em hospitais que vai acelerar  um processo de um diagnóstico. Entre muito outros projetos.

Conta-nos que o segredo do sucesso é ser resiliente e que, de facto, a sorte dá muito trabalho. “É preciso acreditar muito no projeto, ter a capacidade de ultrapassar todas as dificuldades e ir sempre à luta com muita garra”, afirma com um sorriso constante, que a caracteriza. E a prova de que a “fórmula” é eficaz é que, atualmente, já trabalham com os maiores laboratórios a nível mundial, com vários projetos em Portugal e na Europa.

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