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“O que faz uma canção ficar no ouvido de alguém?”

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Joana Espadinha, formada em jazz, explicou que para este segundo álbum de originais queria entrar na pop, nas canções mais universais, com refrões ‘orelhudos’ e convidou o músico Luís Nunes (Benjamim) para produzir e afinar a sonoridade que procurava.

Na pré-produção, foram experimentando ideias e instrumentos, ao mesmo tempo que ouviam a música de nomes como Feist, Fleetwood Mac, Lena d’Água ou Dirty Projectors. A primeira canção que ficou terminada e que acabou por orientar as restantes foi “Leva-me a dançar”.

“Eu queria encontrar canções, não digo mais comerciais, mas que fossem mais universais, aquelas canções que as pessoas ficam com o refrão no ouvido. E isso interessa-me muito: o que é que faz uma canção ficar no ouvido de alguém e ter essa universalidade?”, explicou.

Joana Espadinha lança este álbum quatro anos depois da estreia, com ‘Avesso’. Tem o nome mais ligado ao jazz, depois de ter passado pelo Hot Clube de Portugal e de ter feito estudos em jazz em Amesterdão, onde começou a escrever as primeiras canções.

“As minhas canções sempre foram assim um híbrido. Tinha algumas influências de jazz, mas tinha também influências da adolescência. Adorava as ‘cantautoras’ norte-americanas. (…) Às vezes, para a música, os rótulos são sempre perigosos. Era uma coisa que me chateava, o meu primeiro disco tinha um bocadinho de jazz, um bocadinho de pop, não tinha muita produção. Para quem não me conhece pode ser algo impeditivo. Eu só quero que as pessoas oiçam a música”, defendeu.

Joana Espadinha, 35 anos, chamou ao álbum “O material tem sempre razão”, uma frase que diz ser-lhe familiar e que dá nome também a um dos temas do alinhamento.

“É uma canção que fala da viagem que tem sido o meu percurso artístico, um bocadinho irónico em certos momentos, quase estou a gozar comigo própria nos momentos em que a pessoa quer ser algo que não é, a pressão para agradar a toda a gente. Quando alguém se trai há aqui um curto-circuito, algo que não funciona e o material [a voz] tem sempre razão”, argumentou.

Este segundo álbum é o resultado de dois anos de trabalho, entre composição e produção, e sai poucos meses depois de ter participado no Festival da Canção, ao qual concorreu com a música “Zero a Zero”, escrita por Luís Nunes.

A par do álbum a solo, que é apresentado em concerto na quarta-feira no Passos Manuel (Porto), e no dia seguinte no Teatro do Bairro (Lisboa), Joana Espadinha ainda dá aulas de música na escola do Hot Clube de Portugal e na Universidade de Évora, e integra os grupos Cassete Pirata e The Happy Mess.

LUSA

Lisboa: concertos gratuitos e mais de 500 músicos do jazz reunidos

Entre músicos, promotores, agentes, programadores, responsáveis dos principais festivais de jazz e editoras, os participantes serão mais de 500 – “um recorde de inscrições” – naquela que é, de acordo com a organização, a “edição mais concorrida de sempre”.

Os profissionais irão reunir-se entre quinta-feira e sábado, no Centro Cultural de Belém (CCB), “para trocar conhecimento e experiência numa ‘summit’ [cimeira] sem precedentes”.

Em janeiro, quando anunciou a realização do evento, o programador e saxofonista Carlos Martins explicava à Lusa que este encontro em Lisboa poderia ajudar à internacionalização do jazz português.

“No caso do jazz português, é preciso romper o muro geográfico e promovê-lo fora de Portugal, porque o país não tem dimensão para a qualidade extraordinária do jazz português. É preciso que se expanda e tenha uma estratégica organizada”, disse.

A programação da conferência, a decorrer de manhã à noite, inclui palestras da cantora portuguesa Maria João, que falará sobre o percurso no jazz, e do francês François Pachet, diretor da área de pesquisa da plataforma de música Spotify, e vários ‘showcases’ de música portuguesa: Impermanence, Bode Wilson Trio, Axes, Pedro Melo Alves’ Omniae Ensemble, Quarteto Beatriz Nunes e TGB.

Aproveitando a celebração do Ano Europeu do Património Cultural, os participantes serão convidados a visitar um espaço cultural ou museu da zona de Belém. A visita será feita por um narrador ou um músico de jazz, que atuará no local.

Ainda durante a conferência, a associação Europe Jazz Network fará uma assembleia geral, terá grupos de discussão sobre temas como educação pelo jazz, inclusão social e igualdade de género. Serão ainda atribuídos prémios entre os membros associados – festivais, promotoras, produtoras – e apresentado um livro sobre a história do jazz europeu.

Além disso, haverá vários concertos abertos ao público, “que visam mostrar o melhor jazz que se faz atualmente na Europa”.

O Grande Auditório do CCB será palco, na quinta-feira, de um espetáculo da Orquestra de Jazz de Matosinhos, com a participação especial de Maria João, do pianista João Paulo Esteves da Silva, do acordeonista João Barradas e do saxofonista João Mortágua.

Na sexta-feira, juntam-se em palco o trio norueguês Espen Eriksen e o saxofonista britânico Andy Sheppard e, no sábado, atua o projeto New Conception of Jazz, do pianista e compositor norueguês Bugge Wesseltoft.

A conferência é organizada pela Europe Jazz Network, em parceria com a associação Sons da Lusofonia e com o CCB.

No ano passado, a Conferência Europeia de Jazz aconteceu em Liubliana, na Eslovénia.

LUSA

Lisboa acolhe pela primeira vez uma ‘jazz summit’

“Pela primeira vez na história do jazz português, haverá um ‘jazz meeting’ europeu entre nós. Nunca houve uma ‘jazz summit’ em Portugal”, sublinhou Carlos Martins, a propósito desta reunião internacional promovida pela Europe Jazz Network, da qual a Associação Sons da Lusofonia faz parte.

A quinta edição da European Jazz Conference decorrerá de 13 a 16 de setembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), com debates, ‘workshops’, visitas culturais, um concerto de gala e atuações de bandas portuguesas.

Carlos Martins explicou que, através da associação Sons da Lusofonia, apresentou uma candidatura à organização desta ‘jazz summit’ – superando candidatos de Roma e Colónia, por exemplo – e contou com o apoio do CCB e da autarquia de Lisboa, com um orçamento de cerca de 100 mil euros.

Com a presença esperada de algumas centenas de pessoas ligadas ao universo do jazz, entre músicos, investigadores, promotores de festivais, editores discográficos, Carlos Martins sublinhou que o objetivo não é ter mais uma feira de negócios e de contactos.

“No caso do jazz português é preciso romper o muro geográfico e promovê-lo fora de Portugal, porque o país não tem dimensão para a qualidade extraordinária do jazz português. É preciso que se expanda e tenha uma estratégica organizada”, disse Carlos Martins.

Ainda sem programação revelada, a organização anunciou que está em curso o processo de candidaturas para os ‘showcases’, abertas a músicos e grupos de nacionalidade portuguesa, na área do jazz.

Os candidatos serão avaliados por um júri internacional e os escolhidos terão oportunidade de fazer uma digressão internacional.

LUSA

Festival Cool Jazz 2018 muda-se para Cascais

Para a 15.ª edição, a organização tinha já anunciado os concertos de David Byrne, a 11 de julho, e Van Morrison, no dia 28, ambos no Parque dos Poetas, e de Gregory Porter, no dia 20, no Jardim Marquês de Pombal, sendo que todos eles são agora transferidos para o Hipódromo de Cascais.

O festival aconteceu pela primeira vez em 2004, repartido por palcos nos concelhos de Mafra, Sintra, Oeiras e Cascais, onde agora se fixa para a edição de 2018.

Na primeira edição estiveram os músicos Buddy Guy, Ravi Coltrane, Roy Ayers, Barbara Hendricks, Camané, Jacinta, Ed Motta e Adriana Calcanhotto. Desde então já acolheu mais de 130 concertos e 300 mil espectadores.

Segundo o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel Pinto Luz (PSD), o “bom filho à casa torna” e o festival CoolJazz volta ao concelho onde nasceu há 15 anos.

“Fechámos um acordo de quatro anos, mas queremos que seja um casamento muito, muito mais longo”, afirmou o autarca.

Karla Campos, da organização do EDP CoolJazz, explicou que “o festival foi pensado para Cascais há 15 anos”, e mostrou-se satisfeita por “voltar a casa” e poder ficar “em Cascais por muitos e bons anos”.

O regresso do EDP CoolJazz foi um dos diversos eventos anunciados hoje pela autarquia num encontro com jornalistas, instalado num espaço do novo ‘campus’ da Nova SBE (School of Business & Economics), que será inaugurada em setembro, em Carcavelos.

LUSA

Ciclo ‘Guarda In Jazz’ começa na quinta-feira

O ciclo ‘Guarda In Jazz’ começa na quinta-feira, com um concerto do duo Filipa Lopes e Pedro Vieira de Almeida, às 22:00, no café concerto do TMG, com entrada livre.

“O duo de Filipa Lopes [soprano] e Pedro Vieira de Almeida [piano] interpreta neste concerto um repertório eclético e intimista, baseado nos mais famosos ‘standards’ de jazz e musicais”, segundo a organização.

Na sexta-feira, às 21:30, o pequeno auditório do TMG acolhe um concerto do quinteto Spinifex (Holanda/Portugal/Alemanha), grupo que “procura o desafio de cruzar fronteiras estilísticas”.

Spinifex é formado por Tobias Klein (saxofone alto), Jasper Stadhouders (guitarra), Gonçalo Almeida (baixo), Philip Moser (bateria) e Luís Vicente (trompete).

No sábado, às 21:30, é a vez de o público da Guarda assistir, no pequeno auditório do TMG, ao concerto do Trio de um Grilo e Ensemble Super Modern.

Trio de um Grilo é liderado por João Grilo (piano) e inclui Filipe Louro (contrabaixo) e Pedro Almiro (bateria). Ensemble Super Modern é formado por José Pedro Coelho (saxofone), Rui Teixeira (saxofone), Ricardo Formoso (trompete), Paulo Perfeito (trombone), Eurico Costa (guitarra), Carlos Azevedo (piano), Miguel Ângelo (contrabaixo) e Mário Costa (bateria).

Para dia 09 de junho, uma quinta-feira, às 21:30, também no pequeno auditório, está agendado o concerto com Espécie de Trio (Hugo Raro – piano, Filipe Teixeira – contrabaixo e António Torres Pinto – bateria) e Eduardo Cardinho Quinteto (Eduardo Cardinho – vibrafone, José Soares – saxofone, Mané Fernandes – guitarra, Filipe Louro – contrabaixo e Pedro Almiro – bateria).

O ciclo de jazz termina no dia 11 de junho, um sábado, com um espetáculo de Maria João, às 21:30, no grande auditório do Teatro da Guarda.

Segundo a organização, Maria João apresentará na cidade mais alta do país ‘Ogre’, a sua “mais recente aventura”, um “híbrido musical que mistura o jazz com a eletrónica”.

Maria João (voz) estará em palco acompanhada por João Farinha (fender rhodes & sintetizadores), André Nascimento (laptop & eletrónica), Joel Silva (bateria) e Júlio Resende (piano).

Ainda no âmbito do mesmo evento cultural, no sábado, às 15:00 e às 17:00, o compositor Paulo Perfeito orientará uma oficina de jazz, destinada a estudantes de música e a músicos e, na terça-feira, às 21.30, será exibido o filme “Chico & Rita”, de Tono Errando, Javier Mariscal e Fernando Trueba.

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