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“CPLP? A PARTILHA É A CHAVE DO SUCESSO”

 

Orientado para responder às necessidades do universo empresarial e da sociedade, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) é, cada vez mais, um player de enorme relevo no âmbito da investigação sustentável através da geração do conhecimento do nosso território. Assim, de que forma têm realizado a interação com a sociedade, dando soluções e assistindo as denominadas políticas públicas em prol do país?

O LNEG tem como missão contribuir para o desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida, colocando o nosso conhecimento ao serviço da sociedade. Nas suas áreas core “energia e geologia e recursos geológicos” e como instituição de investigação que somos, procuramos estar sempre a par do que de melhor se faz no mundo. Para isso fizemos um investimento de longo prazo apostando na participação em redes de conhecimento internacional. Participamos, isto é, colaboramos na construção da European Energy Research Alliance (EERA), pilar para a investigação do Strategic Energy Technologies Plan (SET PLAN), onde somos ativos na sua gestão desde 2008. Somos membros da EuroGeoSurveys (EGS) assumido entre 2016 e 2019 o papel de presidente e coordenamos o grupo de trabalho da matérias-primas. Temos vindo a trabalhar de forma muito ativa na ASGMI, associação dos serviços geológicos dos países ibero-americanos. Somos membros da direção da European Sustainable Energy Innovation Alliance (ESEIA). A nível nacional o LNEG caracteriza-se por ser um especialista independente que assiste o Estado português e pelo seu estado de prontidão na resposta às solicitações nas suas áreas de competência. Ao nível mais geral da sociedade, nomeadamente do tecido mais jovem, temos interação com escolas e todas as ações no quadro da divulgação de ciência para além da informação disponível no Portal do LNEG.

De que forma é que o LNEG tem investido no conhecimento aplicado no sentido de explorar os recursos nacionais geológicos, hídricos ou energéticos? Esse foco pode ser medido em resultados práticos para o país?

Somos o repositório do conhecimento dos recursos endógenos do nosso país que se materializa de diversas formas e com resultados práticos nos compromissos do nosso país para o cumprimento das metas acordadas em matéria de Energia e Clima.  Colaboramos ativamente no Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNEC). Construímos o atlas eólico onshore e offshore fundamental para a evolução dos investimentos em energia eólica que neste momento otimizam a exploração do recurso vento, construímos o atlas solar contribuindo para potenciar investimentos na exploração do recurso sol, com resultados práticos no recente lançamento dos leilões solares. Somos líderes do BIOREF – Laboratório Colaborativo para as Biorrefinariasque visa colaborar com o sector industrial na exploração do potencial da biomassa no nosso país, apoiando a resolução de vários problemas, por um lado a mitigação dos fogos florestais, por outro lado aproveitando o valor da abundante biomassa do nosso país. Acabamos de concluir um estudo que visa potenciar o hidrogénio produzido a partir de energias renováveis com enorme potencial para a mobilidade verde. Colaboramos no plano nacional para o lítio que visa responder ao desafio da Europa consubstanciado na European Batteries Alliance.

Em matéria de eficiência energética para além da nossa intervenção no PNAEE. estamos a preparar uma estratégia para o desenvolvimento das comunidades energéticas e redução das debilidades em termos de conforto de grande parte da nossa população.

Tendo consciência da nossa responsabilidade ao nível dos recursos estamos a lançar uma nova área de investigação na economia dos recursos, área transversal que pretende apoiar as políticas públicas em linha com o que se faz nas Nações Unidas na avaliação dos recursos, e do seu papel para responder aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), do nosso planeta.

Qual tem sido o papel do LNEG no domínio da CPLP e como tem a instituição contribuído para o aproximar e estreitar de relações que fomentem mais valias?

Desde longa data temos uma relação estreita com os países da CPLP. Neste momento temos a decorrer um importante projeto em Angola que visa munir este país com ferramentas para o seu desenvolvimento. Trata-se da cartografia geológica de Angola, conhecimento fundamental para o desenvolvimento do país em termos do seu ordenamento do território e do conhecimento dos seus recursos naturais. No quadro de outro projeto internacional colaboramos em ações de capacitação, na área da Geologia, nomeadamente em países da CPLP.

Sente que ainda existem lacunas no domínio da CPLP para que esta se possa afirmar como ator global no mapa da energia mundial? Que caminho deve ser seguido?

África é um continente com um enorme potencial onde maioritariamente os países da CPLP estão. Há um caminho a percorrer que pode aproveitar dos erros e sucessos dos países mais desenvolvidos. É pela potenciação da experiência em prol de medidas urgentes para ajudar estes países, com população muito jovem, que a nossa responsabilidade nos deve orientar. À nossa escala, é o que estamos a fazer.

Sente que para o país é essencial que a CPLP se possa transformar num player dinamizador de um modelo global de soberania energética e desenvolvimento para o séc. XXI

Se o nosso país conseguir ter um papel importante na capacidade dos países da CPLP garantirem a sua autonomia energética em linha com os objetivos do acordo de Paris estamos a contribuir para a nobre missão da sustentabilidade do nosso planeta. O LNEG tem apostado neste apoio que se materializa em projetos como por exemplo o PLANAGEO que se desenrola em Angola.

De que forma é que fundamental que se continue a apostar na partilha e a desenvolver modelos de exportação de conhecimento para criar, ainda mais, essa rede de parcerias no domínio da CPLP?

A partilha é a chave do sucesso. Dito isto, é nossa obrigação trabalhar para partilhar o que é o nosso saber e saber fazer com os nossos parceiros da CPLP. É o que temos feito em Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde através de projetos no domínio da Energia e Geologia. Também temos tido contactos exploratórios com Timor.

 No âmbito do desenvolvimento sustentável ao nível da CPLP, o que podemos continuar a esperar por parte do LNEG?

O nosso lema “Construir um futuro mais limpo e melhor” explica de uma forma simples como nos posicionamos em termos de objetivos a cumprir. Lutamos por projetos que nos permitam contribuir para o desenvolvimento sustentável, também na CPLP.

 

LNEG e o universo Lusófono

Orientado para responder às necessidades do universo empresarial e da sociedade, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) é, cada vez mais, um player de enorme relevo no âmbito da investigação sustentável através da geração do conhecimento do nosso território. Assim, de que forma têm realizado a interação com a sociedade, dando soluções e assistindo as denominadas políticas públicas em prol do país?

O LNEG tem como missão contribuir para o desenvolvimento económico e melhoria da qualidade de vida, colocando o nosso conhecimento ao serviço da sociedade. Nas suas áreas core “energia e geologia e recursos geológicos” e como instituição de investigação que somos, procuramos estar sempre a par do que de melhor se faz no mundo. Para isso fizemos um investimento de longo prazo apostando na participação em redes de conhecimento internacional. Participamos, isto é, colaboramos na construção da European Energy Research Alliance (EERA), pilar para a investigação do Strategic Energy Technologies Plan (SET PLAN), onde somos ativos na sua gestão desde 2008. Somos membros da EuroGeoSurveys (EGS) assumido entre 2016 e 2019 o papel de presidente e coordenamos o grupo de trabalho da matérias-primas. Temos vindo a trabalhar de forma muito ativa na ASGMI, associação dos serviços geológicos dos países ibero-americanos. Somos membros da direção da European Sustainable Energy Innovation Alliance (ESEIA). A nível nacional o LNEG caracteriza-se por ser um especialista independente que assiste o Estado português e pelo seu estado de prontidão na resposta às solicitações nas suas áreas de competência. Ao nível mais geral da sociedade, nomeadamente do tecido mais jovem, temos interação com escolas e todas as ações no quadro da divulgação de ciência para além da informação disponível no Portal do LNEG.

De que forma é que o LNEG tem investido no conhecimento aplicado no sentido de explorar os recursos nacionais geológicos, hídricos ou energéticos? Esse foco pode ser medido em resultados práticos para o país?

Somos o repositório do conhecimento dos recursos endógenos do nosso país que se materializa de diversas formas e com resultados práticos nos compromissos do nosso país para o cumprimento das metas acordadas em matéria de Energia e Clima.  Colaboramos ativamente no Plano Nacional Integrado de Energia e Clima (PNEC). Construímos o atlas eólico onshore e offshore fundamental para a evolução dos investimentos em energia eólica que neste momento otimizam a exploração do recurso vento, construímos o atlas solar contribuindo para potenciar investimentos na exploração do recurso sol, com resultados práticos no recente lançamento dos leilões solares. Somos líderes do BIOREF – Laboratório Colaborativo para as Biorrefinariasque visa colaborar com o sector industrial na exploração do potencial da biomassa no nosso país, apoiando a resolução de vários problemas, por um lado a mitigação dos fogos florestais, por outro lado aproveitando o valor da abundante biomassa do nosso país. Acabamos de concluir um estudo que visa potenciar o hidrogénio produzido a partir de energias renováveis com enorme potencial para a mobilidade verde. Colaboramos no plano nacional para o lítio que visa responder ao desafio da Europa consubstanciado na European Batteries Alliance. Em matéria de eficiência energética para além da nossa intervenção no PNAEE. estamos a preparar uma estratégia para o desenvolvimento das comunidades energéticas e redução das debilidades em termos de conforto de grande parte da nossa população. Tendo consciência da nossa responsabilidade ao nível dos recursos estamos a lançar uma nova área de investigação na economia dos recursos, área transversal que pretende apoiar as políticas públicas em linha com o que se faz nas Nações Unidas na avaliação dos recursos, e do seu papel para responder aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), do nosso planeta.

Qual tem sido o papel do LNEG no domínio da CPLP e como tem a instituição contribuído para o aproximar e estreitar de relações que fomentem mais valias?

Desde longa data temos uma relação estreita com os países da CPLP. Neste momento temos a decorrer um importante projeto em Angola que visa munir este país com ferramentas para o seu desenvolvimento. Trata-se da cartografia geológica de Angola, conhecimento fundamental para o desenvolvimento do país em termos do seu ordenamento do território e do conhecimento dos seus recursos naturais. No quadro de outro projeto internacional colaboramos em ações de capacitação, na área da Geologia, nomeadamente em países da CPLP.

Sente que ainda existem lacunas no domínio da CPLP para que esta se possa afirmar como ator global no mapa da energia mundial? Que caminho deve ser seguido?

África é um continente com um enorme potencial onde maioritariamente os países da CPLP estão. Há um caminho a percorrer que pode aproveitar dos erros e sucessos dos países mais desenvolvidos. É pela potenciação da experiência em prol de medidas urgentes para ajudar estes países, com população muito jovem, que a nossa responsabilidade nos deve orientar. À nossa escala, é o que estamos a fazer.

Sente que para o país é essencial que a CPLP se possa transformar num player dinamizador de um modelo global de soberania energética e desenvolvimento para o séc. XXI

Se o nosso país conseguir ter um papel importante na capacidade dos países da CPLP garantirem a sua autonomia energética em linha com os objetivos do acordo de Paris estamos a contribuir para a nobre missão da sustentabilidade do nosso planeta. O LNEG tem apostado neste apoio que se materializa em projetos como por exemplo o PLANAGEO que se desenrola em Angola.

De que forma é que fundamental que se continue a apostar na partilha e a desenvolver modelos de exportação de conhecimento para criar, ainda mais, essa rede de parcerias no domínio da CPLP?

A partilha é a chave do sucesso. Dito isto, é nossa obrigação trabalhar para partilhar o que é o nosso saber e saber fazer com os nossos parceiros da CPLP. É o que temos feito em Angola, Moçambique, Guiné e Cabo Verde através de projetos no domínio da Energia e Geologia. Também temos tido contactos exploratórios com Timor.

No âmbito do desenvolvimento sustentável ao nível da CPLP, o que podemos continuar a esperar por parte do LNEG?

O nosso lema “Construir um futuro mais limpo e melhor” explica de uma forma simples como nos posicionamos em termos de objetivos a cumprir. Lutamos por projetos que nos permitam contribuir para o desenvolvimento sustentável, também na CPLP.

 

“Perdoem-me as mulheres, não tenho razão de queixa”

É doutorada em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, docente na FEUP, investigadora sénior do INESC no Porto e desde 2009, Presidente do Conselho Diretivo do Laboratório Nacional de Energia E Geologia (LNEG). É uma mulher das geociências e das engenharias. O que a fascina nestes dois mundos?

Para completar a minha apresentação devo acrescentar que também fui vice-presidente e presidente em exercício entre 2004 e 2009 do ex-INETI, cujas competências em Energia e Geologia transitaram para o LNEG. Saliento este facto, pois a gestão desta transição foi particularmente exigente.

Sou engenheira e nunca teria a veleidade de dizer que detenho competências nas geociências, mas aprendi muito sobre esta área científica, principalmente a perceber e valorizar a importância das Ciências da Terra. Esta área científica combina de forma sistematizada os conhecimentos da física, da geografia, da matemática, da química e da biologia. É interdisciplinar e produz o conhecimento necessário para um adequado ordenamento do território e para aumentar o conhecimento sobre os recursos geológicos. É uma área pilar para garantir a segurança do cidadão e impulsionar a economia. O LNEG é o Serviço Geológico Nacional e, neste momento, sou presidente dos Serviços Geológicos da Europa, EuroGeoSurveys.

Quais as principais alterações que o cargo de Presidente do LNEG implicaram na sua vida? 

Ter uma vida muito menos presente junto da família, estar mais distante da minha carreira como docente universitária, mas em simultâneo permitir-me um conhecimento alargado e uma maior abertura ao que se passa pelo mundo, principalmente nas nossas áreas de trabalho. Ser mais gestora da investigação do que praticante. Ter um pouco de mundo ajuda na clarividência.

Aprendi a importância de constituir boas redes de trabalho e saber partilhar o conhecimento. A adequada partilha é a base do sucesso.

Tanto a engenharia como a ciência foram campos que sofreram inúmeras mudanças ao longo dos anos. Qual o momento mais desafiante da sua carreira e porquê? 

Transformar o LNEG numa instituição capaz de ombrear com os melhores da Europa e do Mundo. Para isso foi necessário mudar a forma como se faz investigação e mudar mentalidades muito enraizadas. Foi necessário investir na internacionalização através da participação ativa em redes de referência como a European Energy Research Alliance ou os EuroGeoSurveys. Foi fundamental criar novas regras de avaliação da atividade necessariamente alinhada com a missão, quer nacional quer europeia. Só o que medimos existe e tudo que se faz no LNEG implica a estimação do impacto para a sociedade e para as políticas públicas.

Ter papel ativo na Energy Transition de que tanto se fala na Europa e no Mundo, em particular nos países da OCDE, tem sido muito gratificante e demonstrativo de que o LNEG segue a trajetoria correta.

Somos uma instituição repositório de uma enorme quantidade de informação, quer na geologia quer na energia. Tem sido uma preocupação constante trabalhar essa informação de modo a colocá-la em estado de prontidão para as necessidades da sociedade.

Em algum momento do seu percurso profissional, o facto de ser mulher, foi um entrave?

Já tive um episódio, no início da minha carreira, em que o facto de ser jovem e mãe prejudicou abraçar um novo desafio. No entanto, não posso afirmar com segurança que esse caminho fosse melhor do que o que segui mais tarde.

Terão as mulheres de se destacar de forma diferente dos homens para que sejam valorizadas no mundo laboral?

Sempre vivi num mundo predominantemente masculino. Primeiro porque o meu curso era pouco escolhido por mulheres, cuja tendência, apesar de mais atenuada, ainda continua. O meu mundo laboral sempre foi altamente masculino, perdoem-me as mulheres, não tenho razão de queixa.

O que considera necessário para se conseguir construir uma carreira sólida e bem-sucedida?

Observar o mundo à nossa volta. Construir parcerias sólidas e criar as condições para trabalhar em rede.

Ter a humildade e a consciência de que não sabemos tudo, que é preciso apostar no aumento do conhecimento institucional. Investir na aprendizagem permanente principalmente das equipas que nos rodeiam.

Saber ouvir sem preconceitos, mas ter uma enorme perseverança na persecução dos objetivos.

Criar equipas de confiança. Sozinhos não conseguimos chegar, os bons resultados são sempre o fruto de um trabalho de equipa.

Saber delegar e acreditar na capacidade dos outros e ter tolerância ao erro.

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