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Sporting faz acordo com a NOS por 515 milhões

Apesar de o contrato iniciar-se a 1 de julho de 2018 nos 515 milhões de euros está refletida uma revisão dos direitos televisivos e de publicidade estática para a época em curso e ainda para as duas temporadas seguintes, as que antecedem o início do contrato propriamente dito com a NOS.

A camisola da equipa principal de futebol também vai ter a NOS como patrocinadora a começar já no clássico do próximo sábado com o FC Porto. E será assim até junho de 2029, ou seja nos próximos 12 anos e meio.

A NOS garante ainda a transmissão e distribuição da Sporting TV por 12 épocas a iniciar-se a 1 de julho de 2017, para além da exploração da publicidade estática e virtual do Estádio José Alvalade, de 1 de julho de 2018 a 30 de junho de 2028.

Eis o comunicado enviado pelo Sporting à CMVM

A SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, Futebol SAD informa, nos termos do art. 248.º, n.º 1 do Código de Valores Mobiliários, que chegou hoje aos seguintes acordos:

1) com NOS LUSOMUNDO AUDIOVISUAIS, S.A. um contrato para a cessão dos seguintes direitos:

(i) direito de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa da Equipa A de Futebol Sénior da Sporting SAD e direito de exploração da publicidade estática e virtual do estádio José Alvalade pelo período de 10 épocas desportivas com início em 1 de Julho de 2018;

(ii) direito de transmissão e distribuição do Canal Sporting TV, pelo período de 12 Épocas desportivas, com início em 1 de Julho de 2017;

(iii) direito a ser o seu Principal Patrocinador, pelo período de 12 épocas e meia, com início a 1 de Janeiro de 2016

2) com a PPTV- Publicidade de Portugal e televisão, S.A. um aditamento ao contrato atual pelo qual foram revistos os valores a pagar pelos direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa da Equipa A deFutebol Sénior da Sporting SAD e direito de exploração da publicidade estática e virtual do estádio José Alvalade para as épocas 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018.

As contrapartidas financeiras globais resultantes do valor dos contratos, incluindo as épocas 2015-2016, 2016-2017 e 2017-2018, o referido no ponto 1 e o aditamento referido no ponto 2 ascendem ao montante de euro 515.000.000.

Farmacêuticas: Sanofi e Boehringer em negócio de 22,8 mil milhões

Segundo avançou a Sanofi num comunicado de hoje, o objectivo passa por trocar o seu negócio de saúde veterinária, avaliado em 11,4 mil milhões de euros, pela operação de saúde humana da germânica Boehringer, com um valor de 6,7 mil milhões de euros. As negociações preveem ainda pagamento em “cash” de 4,7 mil milhões de euros por parte da Boehringer.

As ações da Sanofi estão a beneficiar do anúncio de hoje, registando a maior subida desde Junho– seguem a valorizar 4,98% para os 78,45 euros na bolsa de Paris – já que este negócio permitirá redesenhar a companhia farmacêutica francesa que se prepara para enfrentar nos próximos dois anos um abrandamento dos seus resultados devido à queda das vendas de insulina. A troca de ativos permitirá à Sanofi ficar com a maior quota de mercado no segmento mundial de saúde do consumidor, enquanto a Boehringer se torna a segunda maior empresa de saúde veterinária do mundo.

As empresas pretendem ver concluída esta operação no quarto trimestre de 2016, que está sujeita à aprovação dos reguladores.

Uma troca de ativos entre a Sanofi e a Boehringer segue um padrão de negócio estabelecido entre a GlaxoSmithKline e a Novartis, que no início deste ano fecharam um negócio de 20 mil milhões de dólares (18 mil milhões de euros) em que a empresa britânica trocou o seu negócio de medicamentos para o cancro pela operação de vacinas do gigante suíço.

Fábrica de tomate Conesa em Mora teve a sua maior produção de sempre

Produção de tomate

“Esta fábrica existe desde 1966 e, este ano, fizemos a nossa maior campanha de sempre, em termos de volume”, salientou hoje à agência Lusa António Praxedes, um dos administradores da unidade industrial e responsável pela área agrícola da empresa.
Segundo o responsável, o anterior recorde de produção da fábrica tinha sido alcançado “há quatro anos”, aquando do processamento de “113 mil toneladas de tomate.
“Agora, ultrapassámos este número e atingimos as 150 mil toneladas”, congratulou-se.
Esta fábrica de transformação de tomate, sediada na vila de Mora, no distrito de Évora, funcionou durante décadas como Sopragol, mas, há alguns anos, transformou-se na Conesa Portugal, após integrar o Grupo Conesa – Espanha.

Com um volume de negócios médio de 20 milhões de euros/ano, a fábrica produz derivados de tomate para indústria, sobretudo tomate triturado, concentrado e em cubos.
A matéria-prima é portuguesa, essencialmente de produtores “da zona de Évora”, onde a empresa também possui uma exploração agrícola direta, “e do Ribatejo”.
Sobre o aumento de produção, António Praxedes explicou que as condições climatéricas foram favoráveis e que, devido aos preços baixos de outras culturas, esta produção foi “mais rentável” para os agricultores.
“Portugal produz muito milho e arroz, mas os preços estão muito baixo e, então, devido a esta falta de alternativas culturais, o produtor optou pela cultura do tomate, que é mais rentável no momento”, afirmou.

A unidade emprega 60 pessoas fixas, mas, nos meses da campanha, entre julho e setembro, em que o tomate é transportado para a fábrica e processado de imediato, tem “mais cerca de 250 trabalhadores temporários”, disse.
Em Portugal, que tem “um dos melhores climas do mundo para a cultura do tomate”, fica “menos do que 5% da produção” da Conesa, que exporta quase todo o seu produto.
“Exportamos praticamente 96% da nossa produção. O tomate produzido em Portugal é dos mais doces do mundo e de alta qualidade e conseguimos ser concorrenciais em termos mundiais”, destacou António Praxedes.
A empresa, que prevê futuramente aumentar a capacidade da fábrica de Mora, num investimento que “não deverá ser inferior a cinco milhões de euros”, vende para países como Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Áustria, Polónia, Eslovénia, Suíça, Arábia Saudita ou São Tomé e Príncipe, entre outros.

Grupo Amorim entra no negócio do jogo ‘online’ em 2016

Amorim Turismo

A expectativa do grupo é que no início do ano “toda a situação esteja resolvida para que se possa iniciar o jogo ‘online’ em Portugal”, prevendo em operação deste segmento no primeiro trimestre do próximo ano.

Sem revelar o valor do investimento, Jorge Armindo salientou que o grupo entra nesta área de negócio em parceria com portugueses. Isto porque a componente da “plataforma informática é o aspeto essencial neste negócio que se tem de comprar ou alugar, criando uma relação de dependência que se queria evitar”. Assim, a Amorim Turismo apostou numa parceria com “dois jovens que conseguiram fazer a sua própria plataforma para o jogo online” e que será utilizada pelo grupo.

Apesar de criticar os moldes como o Estado decidiu a abertura deste mercado, Jorge Armindo admitiu que tinha de “concorrer mesmo estando em desacordo com o não respeito da exclusividade dos casinos” nos jogos de fortuna e azar.

O gestor já antecipa um plano de internacionalização do negócio. “Não se pode deixar de olhar para os países de língua portuguesa” sublinhou, admitindo que “entrar noutros mercados [com o jogo ‘online’] exige capacidade de investimento muito forte”. Ainda assim, realçou que nos “países de língua portuguesa há uma janela de oportunidade que quanto mais cedo o jogo ‘online’ estiver legalmente ativo em Portugal melhor se pode alargar o horizonte”.

Até concretizar a entrada no jogo ‘online’, Jorge Armindo mantém o investimento no tradicional jogo de fortuna e azar nos casinos. Ontem anunciou que a partir do próximo Sábado, dia 21, o Casino da Figueira da Foz passa a contar com novas máquinas de jogo, ‘slot machines’, num investimento de 1,92 milhões de euros. Com este investimento, que se traduz na aquisição de 100 novas máquinas, Jorge Armindo acredita que será possível colocar “a Figueira da Foz no mapa, uma vez que não tem recebido a promoção turística que deveria”.

A aposta na modernização do espaço permitirá inverter a tendência de queda do negócio do jogo. O gestor prevê que o Casino da Figueira da Foz conquiste um aumento de 7% nas receitas já em 2016, face aos 14 milhões de vendas esperadas para o corrente exercício.

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