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“Resumindo”: o documentário da Netflix sobre a Covid-19 que todos deviam ver

Texto e foto: NIT

e costuma acompanhar os vários documentários em que a Netflix tem apostado ao longo dos anos, é bem provável que conheça a coleção “Resumindo” — ou, em inglês, “Explained”. Trata-se de uma série documental que explora vários temas de forma científica, desmistificando e desconstruindo conceitos complexos — tanto há temporadas sobre a mente humana como sobre as relações sexuais.

Em novembro do ano passado, a equipa lançou um documentário sobre como prevenir uma pandemia global. Apesar de não poderem adivinhar, o timing foi perfeito: um mês depois, os primeiros casos do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, estavam a ser identificados na China.

Em meados de março, o problema era já global — e pareceu óbvio à produção que tentassem explicar o novo coronavírus a todos os subscritores da Netflix espalhados pelo mundo. Em duas semanas e meia, produziram a partir de casa o episódio que chegou este domingo, 26 de abril.

Tem cerca de 25 minutos e faz parte de uma mini temporada dedicada em exclusivo à Covid-19, que terá pelo menos mais dois episódios, que deverão estrear no verão, diz a revista americana “The Hollywood Reporter”.

Em Portugal, já se encontra em oitavo nos conteúdos mais vistos da Netflix nas últimas 24 horas. Tal como os outros documentários de “Resumindo”, explica de forma muito sucinta e imparcial tudo aquilo que se passou, e fornece informações de contexto valiosas para compreendermos tudo aquilo que está a acontecer nas nossas vidas.

Em apenas 25 minutos, o episódio aborda a inevitabilidade de estarmos expostos a vírus vindos de animais, que as pandemias não são um fenómeno minimamente novo, foca-se na origem deste coronavírus em particular — num mercado de animais vivos em Wuhan, na China —, explica como se espalhou tão rapidamente e quais são as várias formas de lidarmos com o problema, dando exemplos do passado e também daquilo que aconteceu nos últimos meses.

Apesar de já serem temas que são abordados neste episódio, a temporada vai ter um capítulo mais focado nas vacinas que estão a ser preparadas, e outro centrado na reação da população às medidas de confinamento e sobre aquilo que todos deveríamos estar a fazer.

Eis as séries mais vistas em 2017 reveladas pelo Netflix

A Netflix revelou no seu balanço do ano as séries que mais foram ‘devoradas’ pelos seus subscritores e que mais deram azo a autênticas maratonas.

Mesmo que fosse durante a semana, as séries acima são aquelas que lhe fizeram sempre dizer “só mais um episódio”. Por muito tarde que fosse.

Eis o top 10:

10. The Confession Tapes

9. The OA

8. The Keepers

7. Travelers

6. Ingobernable

5. Riverdale

4. Anne with an E

3. 13 Reasons Why

2. 3%

1. American Vandal

Criador dos ‘Simpsons’ apresenta série de animação na Netflix

SAN DIEGO, CA - JULY 22: Writer/producer Matt Groening attends "The Simpsons" panel during Comic-Con International 2017 at San Diego Convention Center on July 22, 2017 in San Diego, California. (Photo by Mike Coppola/Getty Images)

Chama-se ‘Disenchantment’ e já tinha sido alvo de rumores. Mas segundo a Deadline vai finamente ser oficial.

A Netflix assegurou 20 episódios (duas temporadas de dez episódios cada) desta série de animação para um público adulto, projeto da autoria de Matt Groening, o mesmo criador de ‘Os Simpsons’ e ‘Futurama’. A estreia está agendada para 2018.

Abbi Jacobson Nat Faxon e Eric Andre são os atores que vão dar vozes às personagens principais.

A série vai passar-se num ambiente medieval e de fantasia, num reino chamado ‘Dreamland’ que terá pouco de ‘terra dos sonhos’.

Uma princesa com queda para a bebida, um elfo e um demónio serão as personagens principais.

Netflix confirma terceira e quarta temporadas de “Narcos”

A Netflix confirmou esta terça-feira que o original “Narcos¨ foi renovado para mais duas temporadas. A série, até agora protagonizada por Wagner Moura (no papel de Pablo Escobar), continuará após a morte do traficante de droga mais conhecido de todos os tempos. José Padilha , showrunnner de “Narcos”, já havia referido em julho deste ano que “a série não é sobre Pablo Escobar”, mas sim “sobre traficantes que vendem cocaína”.

Quanto ao futuro da produção original Netflix, Eric Newman explicou que a equipa não está autorizada a “dizer qual é o plano” mas, mesmo antes de o gigante da televisão por streaming ter confirmado o prolongamento da série, já havia levantado a ponta do véu. Para o responsável, era lógica a necessidade de o projeto continuar: “Há um motivo para termos chamado ‘Narcos’ e não ‘Pablo Escobar’ à série”, concluiu durante a apresentação do primeiro episódio, em Los Angeles.

No primeiro teaser, divulgado esta terça-feira, Pablo Escobar (Wagner Moura) é substituído por Gilberto Orejuela (Damián Alcázar), líder do Cartel de Cali. As temporadas 1 e 2 de “Narcos” estão disponíveis no serviço de streaming e a terceira temporada tem estreia marcada para o próximo ano. “Vamos parar quando o tráfico de cocaína acabar”, contou divertido o produtor-executivo Eric Newman.

Stranger Things. A nostalgia dos anos oitenta, o fantástico e as conspirações

A Netflix estreia amanhã uma das séries mais viciantes do ano. Stranger Things, que marca a estreia de Winona Ryder em televisão, passa-se em 1983 e transporta-nos para uma pequena cidade do estado do Indiana, numa era sem internet nem telemóveis. Revisita as teorias da conspiração, as experiências secretas da CIA, e introduz um elemento sobrenatural que no início parece estranho mas depois se torna fascinante.

A premiere da série aconteceu em Los Angeles, num edifício em que a Netflix recriou o cenário da ação, com telefones de disco, decoração retro e um ambiente sinistro.

“Se pudéssemos assistir a qualquer série no mundo, qual gostaríamos de ver? Perguntámos isso um ao outro e foi esta a resposta”, explica ao DN Ross Duffer, um dos gémeos que compõe a dupla de criadores, os irmãos Duffer. “Desde pequenos que gostávamos de contar histórias fantásticas. Gostamos de ficção científica e horror, mas contadas a partir de uma perspetiva muito humana e pés no chão”, acrescenta Matt Duffer. Os irmãos estavam extáticos na premiere, depois de um tweet do mestre do medo, Stephen King, ele próprio uma enorme referência para os Duffer. “A minha única questão sobre a série da Netflix Stranger Things é se será ou não popular o suficiente para deitar abaixo os servidores deles. É capaz de ser”, escreveu King esta semana. É o maior elogio que os Duffer podiam ter recebido – se não fosse suficiente o facto de Winona Ryder, a estrela do cinema, ter aceite protagonizar uma série de televisão.

“Enviámos-lhe o guião e tivemos uma boa reunião com ela, mas acho que foi menos por nós e mais por causa de pessoas como o Matthew McConaughey e o Woody Harrelson [True Detective] que transitaram para a televisão e abriram as portas para que estrelas de cinema fizessem o mesmo.” Ao DN, Winona Ryder explicou que teve algumas dúvidas, mas acabou por se lançar no projeto porque era algo de muito diferente.

Winona interpreta Joyce Byers, mãe de um rapaz de 12 anos que desaparece subitamente. A história desenrola-se quando toda a gente começa à procura de Will Byers, incluindo os seus três melhores amigos – e depois uma menina muito estranha que esbarra neles ao fugir de um local bizarro. Os talentos pré-adolescentes são incríveis: Caleb McLaughlin, Gaten Matarazzo, Fin Wolfhard e Millie Brown tornam a série num potencial clássico instantâneo, com uma amizade ao nível de Goonies e Stand By Me.

“Dei por mim tão comovido com estes miúdos, a lembrar-me de quando tinha 11 anos e o mundo parecia fantástico e tão grande e estranho”, confessa David Harbour (Quantum of Solace, Revolutionary Road, Black Mass, Suicide Squad), que interpreta o chefe da polícia, Chief Hopper. “Temos esta experiência de seguir estes miúdos. É uma sensação de voltar a ser criança.”

Regresso ao passado

Quase todas as estrelas da série nasceram depois dos anos oitenta. Millie Brown, artista britânica de 10 anos que desempenha um papel incrível como Eleven, ficou maravilhada quando descobriu o que era um gira-discos, e obrigou o pai a oferecer-lhe um pelo Natal. Caleb McLaughlin, 12, nunca tinha ouvido falar do jogo “Dungeons & Dragons”, que tem um impacto importante na série, até chegar às filmagens.

Joe Keery, que interpreta um quebra-corações adolescente, ficou fascinado com os carros, os penteados e o guarda-roupa. “Assisti a um monte de filmes que saíram nesse ano, 1983, e vi muita coisa do Tom Cruise”, conta ao DN, referindo que descobriu música da época que nunca tinha ouvido.

Mas não é só isso. Esta era uma época com pouca ou nenhuma tecnologia pessoal. “Havia mais silêncio. Havia mais espaço. Não estávamos a ser constantemente monitorizados, seguidos, não tínhamos o Google Maps para saber para onde estávamos a ir”, descreve David Harbour. “Perdemos muito disso. Na série, parece que há mais tempo para ser criança, construir walkie-talkies com os amigos, andar de bicicleta e fazer coisas simples. Tenho sentimentos mistos em relação ao progresso da tecnologia, e olhando para trás, é como uma lufada de ar fresco. Lembramo-nos de como era.”

A série, com uma direção de arte sublime, vai alternando entre situações cómicas – o que ficou provado na premiere, com o público a desatar às gargalhadas várias vezes – e os momentos assustadores, angustiantes. A história está construída de forma a não piscar o olho a referências da ficção científica e centra-se muito mais na exploração das várias camadas das personagens que nos efeitos especiais. Tem uns toques de Ficheiros Secretos, embora os irmãos Duffer confessem que nunca mais viram a série desde a primeira vez que passou na televisão e eles eram adolescentes.

O interessante é que Stranger Things tem cenouras suficientes para cativar tanto quem viveu os anos oitenta e quer reviver a magia, como os jovens cujas referências são muito mais recentes.

Trabalhar com uma lenda

A presença magnética de Winona Ryder, só por si, já justifica o fascínio pela série. Todos os atores disseram algo semelhante sobre trabalhar com ela: incrível. “Ela é ultra profissional, adorei. Deu-me muitos conselhos, sobretudo manter-me humilde e com os pés no chão”, conta Millie Brown, que passava metade do tempo a bater à porta do camarim de Winona para irem comer hamburgueres vegetarianos.

“Ela é fantástica, uma atriz curiosa, sempre a fazer perguntas e a explorar o cenário. Foi muito interessante vê-la a contracenar com o David Harbour, aprendi imenso”, revela Joe Keery.

Ryder, que nunca tinha feito uma série, apareceu descontraída na premiere, mas os jornalistas foram avisados: nenhuma pergunta sobre Johnny Depp. A sua relação mediática e conturbada com o ator voltou à ribalta por causa do divórcio com a atual mulher, Amber Heard. Ryder está noutro patamar, e não quer que as coscuvilhices cor de rosa dominem este regresso. Afinal, é uma nova era que se abre na televisão. E embora os irmãos Duffer não saibam se vai haver uma segunda temporada, a qualidade da série faz entrever o seu regresso.

Nos EUA, já existe a ‘taxa Netflix’

A legislatura do estado norte-americano da Pensilvânia aprovou um novo pacote de receitas e a já existente taxa sobre as vendas de 6% foi aumentada para incluir os downloads digitais, como músicas, aplicações e jogos online, entre outros, e os serviços de subscrição como o Netflix e o Hulu.

O estado da Pensilvânia tornou-se, deste modo, um dos poucos locais que colocou taxas locais em serviços digitais. Diz o Mashable que Chicago tem uma taxa semelhante, chamada de ‘cloud tax’, referindo-se aos alojamentos em nuvem, assim como o estado do Minnesota.

Explica a mesma publicação que este tipo de taxas são aplicadas quando o cliente utiliza uma morada de faturação de uma cidade ou estado onde estas taxas sobre as vendas são aplicadas.

Podem os Beatles ser a banda-sonora da vida das nossas crianças?

Tudo começou com uma ideia muito simples: levar os Beatles às novas gerações, aos miúdos que se agarram à televisão e aos muitos ecrãs das suas vidas para passar o tempo. Mas a música só por si não chegava para tornar a ideia aliciante ou mesmo uma novidade. Foi então que Josh Wakely se lembrou de criar uma série de animação que teria como ponto de partida as canções dos Fab 4. Não, esta não é mais uma história sobre os Beatles. Na verdade, os heróis aqui são insectos, rapazes e raparigas para quem o quintal de uma casa é todo um universo. Isso e as canções dos britânicos, que servem de mote às histórias – e a novas versões das próprias canções, agora sem John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Temas como All you need is loveHelp! ou Lucy in the sky with diamonds ganharam uma nova vida nas vozes de artistas como Eddie Vedder, Pink, Sia, James Corden, Regina Spektor, Rod Stewart ou Robbie Williams.

Beat Bugs chega esta quarta-feira ao Netflix. E “é um sonho tornado realidade”, diz-nos Wakely. Nisso, o autor e realizador australiano que criou a nova série de animação do serviço de streaming não está a ser modesto. Afinal, não é qualquer um que consegue os direitos do catálogo daquela que é uma das bandas mais importantes da história da música popular. Um catálogo, aliás, bastante disputado, e que o próprio Paul McCartney luta por conseguir. O que Wakely, de 35 anos, obteve foi um acordo raro com a Sony/ATV que o tornou notícia em todo o mundo. O australiano garantiu nada mais, nada menos do que o direito de fazer versões de mais de 300 canções dos Beatles.

“Eu tinha noção de que seria difícil, mas nunca achei impossível. Lembro-me de estar em Los Angeles [onde a sua produtora tem escritório] a apresentar o projecto. Sabia que tinha uma série extraordinária com bons personagens. Só precisava de ter uma boa música”, começa por contar ao PÚBLICO numa conversa telefónica. “E disse então: ‘O que vamos fazer a seguir é conseguir os direitos dos Beatles’. Olharam todos para mim como se eu fosse maluco. Pararam o que estavam a fazer e começaram literalmente a olhar uns para os outros”, lembra, entre risos, Josh Wakely. “As crianças adoram música e eu acreditava mesmo nesta ideia de levar os Beatles a uma nova geração. Era tudo o que tinha. O segredo foi nunca nos termos desviado disso.”

Quando em Março de 2014 Wakely foi notícia por ter garantido o desejado acordo, cujos valores não são conhecidos, o director executivo da Sony/ATV, Damian Trotter, escreveu em comunicado que a “ingenuidade” do autor australiano e a “exploração criativa destas icónicas canções num mundo totalmente imaginativo eram demasiado boas para as deixar passar”. “A ideia de se abrir o maior catálogo de música do século XX à próxima geração é algo que nos entusiasma muito”, acrescentava ainda Trotter.

Para trás, tinham ficado três anos de luta em que Wakely foi provavelmente o único que nunca deixou de acreditar, como contou ao The Sydney Morning Herald. “Houve uma altura, já eu andava atrás dos direitos há um ano, e depois dois anos, em que várias pessoas com mentes mais pragmáticas do que eu, como a minha mulher, me sugeriram fazer uma animação separada dos direitos dos Beatles. Mas não era possível. A série precisava absolutamente disso. Era o combustível celestial da série.”

Ter um filho pequeno a despertar para os desenhos animados também lhe dava motivação para criar algo que não via em mais lado nenhum. Queria sentir-se sossegado quando este se ligasse ao pequeno ecrã, com a certeza de que aquilo que veria teria apenas mensagens positivas. Nada de super-heróis armados ou bonecos vulgares. “Há coisas muito más a passarem na televisão”, atira.

“Os Beatles são os melhores contadores de histórias. Quantas gerações influenciaram?”, pergunta-nos Wakely, lembrando-se também da sua infância. Recorda-se de ouvir em miúdo temas como All you need is love e de ficar a pensar no significado daquelas palavras. Lembra-se também de se interrogar sobre quem seria a Eleanor Rigby da música que a sua mãe tanto ouvia. A mãe que lhe cantava ainda a Getting better quando ficava doente. Mensagens tão simples e ao mesmo tempo tão poderosas, explica. “Eles têm as melhores melodias, as melhores canções. Não há recurso mais extraordinário.”

O trabalho de Wakely passou assim por pensar numa nova vida para estas melodias, sem nunca as desvirtuar. Não é possível melhorar o que já está bem feito, argumenta. Mas é possível dar uma nova cor aos temas para que as crianças de hoje se entusiasmem como todos nos entusiasmámos – e continuamos a entusiasmar.

“A premissa é muito simples. As canções dão-nos a história. Há sempre uma ligação entre a canção do episódio e a aventura dos insectos, que são no fundo rapazes e raparigas fictícios, com diferentes personalidades. Um é mais criativo, outro é mais certinho, outro é o líder.”

Os insectos são Jay, Kumi, Crick, Buzz e Walter. Cinco amigos para quem o quintal onde vivem é um mundo. “Eu sabia que se tivéssemos uma animação extraordinária e grandes personagens podíamos fazer alguma coisa de diferente. A ideia de levar estas mensagens a famílias e crianças vale todo o trabalho”, diz o realizador, que se rodeou de alguns dos mais sonantes nomes da música da actualidade. Eddie Vedder foi o primeiro a alinhar na aventura.

Quando Josh Wakely mencionou que gostaria que uma das versões dos Beatles fosse feita pelo músico dos Pearl Jam também o acharam maluco. “Para mim, o Eddie Vedder faria uma extraordinária versão da Magical mystery tour”, explicando-nos, contando que até então não tinha qualquer relação com o músico. Era apenas mais um fã. Mas isso não o impediu de escrever uma carta a Vedder. Falou-lhe de como respeitava a sua carreira e de como gostaria de contar consigo num projecto que passa por levar as músicas dos Beatles às crianças. Vedder, pai de duas crianças com 12 e oito anos, não resistiu. Foi uma questão de dias até Wakely receber uma chamada do próprio a dizer que tinha adorado a ideia.

Em comunicado, quando foi anunciado no projecto, o vocalista dos Pearl Jam mostou-se “agradecido por fazer parte da visão de Josh” e falou de Beat Bugscomo “uma série tremenda para crianças que combina uma bonita animação com grandes histórias e obviamente algumas das melhores canções alguma vez escritas”.

Depois de Vedder, as surpresas seguiram-se umas às outras. O projecto começou a espalhar-se pela indústria e os contactos foram chegando a Wakely, que estava habituado exactamente ao ao contrário. A cantora norte-americana Pink, o actor e apresentador britânico (que nos últimos meses tem dado que falar com o seu Carpool Karaoke) James Corden, e a misteriosa Sia, que actua por estes dias no Festival Sudoeste, foram as seguintes confirmações, aos quais se juntaram entretanto Chris Cornell, Aloe Blacc, Robbie Williams, Frances, Rod Stewart, Regina Spektor, Jennifer Hudson, James Bay, Tori Kelly e ainda os Of Monsters and Men, os Shins e os Lumineers.

Estes são os artistas que se ouvirão nas duas temporadas já confirmadas. A estreia da série é esta quarta-feira, e a primeira temporada terá nove episódios. A 18 Novembro, chegarão as novas aventuras. Mas não será preciso esperar até lá para ouvir os novos Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band,Drive my car, Good day sunshine, Honey pie ou Blackbird, uma vez que com a estreia mundial chega a banda-sonora dividida em dois volumes – disponível em exclusivo no Apple Music.

“Depois de terem visto a animação e a história, todos os artistas foram muito generosos. Fizeram versões extraordinárias. Foi um trabalho maravilhoso de equipa”, destaca o realizador, não afastando a possibilidade de fazer ainda mais aventuras. “Sou um sortudo por ter conseguido este catálogo. A quantidade extraordinária de músicas que tem, todas elas maravilhosas… Só espero que possamos fazer mais temporadas”, diz, fazendo questão de mencionar que há ainda pessoas com quem gostaria de trabalhar. “Mal posso esperar para poder fazer mais, para que mais pessoas queiram entrar no projecto. Estou muito orgulhoso daquilo que fizemos, mas espero ter mais canções incríveis.”

Uma das suas grandes esperanças é conseguir uma versão do próprio Paul McCartney. Afinal, este é o catálogo da antiga editora Northern Song, que tinha os direitos das canções compostas pela dupla Lennon-McCartney – e que entretanto foi comprado pela Sony/ATV, já depois de ter estado durante anos na posse de Michael Jackson. “Sou um privilegiado por tudo o que consegui, mas claro que gostaria muito de falar com o Paul McCartney. Levo muito a sério o privilégio de poder trabalhar nas suas canções”, conta, com a certeza de que as crianças de hoje vão adorar os Beatles.

“Daqui a 400 anos ainda se vão ouvir os Beatles. Continuarão a ser uma referência. São geniais. As mensagens das canções não têm tempo”, diz. Para públicos como o português, admite, poderá ser mais difícil compreender devido à língua. “Mas acho que a melodia transcende toda a cultura geracional. Mesmo que os personagens falem noutras línguas”, continua, imaginando os miúdos a trautearem as canções dos Fab 4. “Já estive em várias partes do mundo e os Beatles são universais.”

Amanhã pode ser um bom dia para comprar ações da Netflix

A Netflix pode viver hoje um dia de incerteza. Pioneira da revolução do streaming digital, a empresa norte-americana é um dos nomes mais conhecidos do setor da televisão hoje em dia, mas não escapa à relativa estagnação do crescimento nos útimos meses.

Como acontece normalmente no segundo trimestre do ano, as previsões da Netflix apontam para uma ligeira quebra nos novos subscritores provocada pela revisão em alta dos custos de subscrição. Caso as receitas caiam em linha com a perda de subscritores, espera-se um movimento de venda de ações que poderá ser aproveitado pelos mais oportunistas.

Com dinheiro no bolso para gastar, a oportunidade de apostar numa empresa conhecida por menos do que os atuais 98 dólares por ação deverá ser aproveitada por muitos investidores.

A esperança de conseguir ganhos com a ligeira queda da Netflix é aliciante o suficiente para a  Seeking Alpha recomendar a compra em caso de desvalorização dos títulos em Wall Street. Depois da apresentação dos resultados da Netflix esta madrugada na Europa, o dia de amanhã será decisivo para os interessados na empresa de streaming de vídeo.

Netflix está a piorar nos Estados Unidos?

O Netflix está a diminuir o seu catálogo nos Estados Unidos. O número de títulos no país diminuiu 31,7%, segundo o AllFlicks.Noticia o Business Insider que, no início de 2014, o Netflix tinha 6.494 filmes e 1.609 programas de televisão disponíveis nos Estados Unidos, dando um total de 8.103. A 23 de março deste ano, o serviço tinha 4.335 filmes e 1.197 programas de televisão, dando um total de 5.532.

Em Portugal, o número tem vindo a aumentar, fruto de novas licenças a serem dadas. No entanto, com um total de 1.003 vídeos (746 filmes e 257 séries), ainda fica muito aquém do pior dos Estados Unidos.

 

Netflix é ‘alvo a abater’ para a televisão?

Com serviços de streaming como o Netflix ou o Amazon Prime a ter cada vez mais subscritores é a televisão tradicional e sobretudo os canais por cabo que mais sofrem com esta mudança, uma que está cada vez mais vincada e a retirar uma fatia cada vez mais maior de espectadores.

De acordo com a empresa de pesquisa MoffettNathanson, 42% dos subscritores da Netflix norte-americanos assistiram a menos programas do canal CBS que aqueles sem qualquer ‘afiliação’ a serviços de streaming.

Porém, o estudo também nota que nem tudo são más notícias para os canais por cabo uma vez que os subscritores da Netflix assistiram a 11% mais de programas dos canais da Disney, o que significa que a principal vantagem do serviço de streaming é uma de conveniência de acesso e não de qualidade de programação.

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