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Compras online? Portugal lidera

O inquérito, a quase 28 mil consumidores (800 portugueses) online de 32 países, entre os quais a Rússia, Israel, Estados Unidos, México ou Japão, revelou que 70% dos portugueses inquiridos fez, entre setembro do ano passado e outubro deste ano, compras pela internet e que apenas 30% não faz compras pela internet.

No outro lado do ranking, o Japão foi o país com menos compras internacionais, tendo a maioria (95%) dos compradores online realizado apenas compras domésticas, no próprio país.

O estudo revela ainda que a maioria (80%) das compras internacionais realizada em Portugal é feita através de um computador, sendo o smatphone usado em apenas 11% dessas compras e o ‘tablet’ cerca de 6%.

O objetivo do PayPal é aumentar a sua quota de mercado em 14% em 2017, para 2,3 mil milhões de euros , e em 11% em 2018 para quase três mil milhões de euros.

O PayPal, um sistema que permite a transferência de dinheiro usando um endereço de e-mail, conta atualmente com 192 milhões de contas em todo o mundo, das quais cerca de 500 mil em Portugal, segundo dados de junho do ano passado.

AMA: Rede Social quer pôr animais a ‘interagir’

Chama-se Agência Matrimonial Animal (AMA) e é uma rede social portuguesa só para animais.

Esta nova plataforma desenvolvida pela Bydas – Agência de Comunicação Digital – permite aos donos de animais procurar e adicionar amigos para que os seus animais encontrem o melhor par ou amigo.

A ideia foi de Carla Maia, e surgiu depois de ter tido dificuldades em encontrar par para o seu cão, o Big. Em conversa ao telefone com o Lifestyle ao Minuto, Carla explicou que aqui os anúncios nada têm a ver com a procriação de animais nem são para criadores, mas sim uma versão de ‘anúncios amorosos’ – do género: ‘Procuro companheira’.

Este portal pretende “que os utilizadores se divirtam a mostrar não só a beleza mas também as peripécias do seu animal, partilhem dúvidas e eventos, procurem outros animais que partilhem características com o seu, desde localização até ao maior sonho, e encontrem o par perfeito para o seu amigo”, explica um comunicado enviado às redações. Todos os serviços da AMA são gratuitos, exceto os anúncios.

Quanto às questões que esta rede social possa levantar no que diz respeito à sua utilização para levar os animais a procriar, Carla não acredita que “alguém queira pôr o seu animal a procriar desmedidamente”. Mas admitiu que tal como todas as plataformas online, possa ser aproveitado para um uso errado, reiterando que a ideia é promover o contacto e a brincadeira entre os animais mas também os com donos e a partilha dos momentos que se vivem com os patudos.

A este propósito, o Lifestyle ao Minuto falou com Maria do Céu Sampaio, da Liga Portuguesa dos Direitos do Animal, que mostrou desagrado em relação à iniciativa, comentando: “Não podemos pôr os animais à nossa imagem. Eles devem viver segundo as suas características e personalidades”.

A responsável acrescentou ainda que também não são os animais que escolhem os parceiros dos seus donos e ressalvou que isto pode “incentivar as pessoas a fazerem procriação”. “Há muitos animais abandonados” à procura de dono e lar, rematou.

Santa Casa decide não avançar para o jogo online

De acordo com Fernando Paes Afonso, vice-provedor da SCML, a instituição não requereu a licença junto do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos “atenta a sua natureza e os fins estatutários que prossegue”, disse ao PÚBLICO. Tendo em conta a função social que desempenha e que está explícita nos seus estatutos, a mesa da SCML decidiu, assim, tomar a decisão. Em Março, Pedro Santana Lopes, provedor, tinha admitido a possibilidade de a Santa Casa se candidatar a uma licença. É esta instituição que gere os jogos sociais do Estado, como a Raspadinha ou o Euromilhões e a quem cabe liderar a criação das apostas mútuas hípicas em Portugal (disponíveis em 2016).

A previsão do anterior Governo era ter as primeiras autorizações emitidas no último trimestre deste ano, mas até agora ainda não há licenças atribuídas. Fonte oficial do Ministério da Economia adianta que “foram apresentadas 11 candidaturas para atribuição de licenças para exploração de jogos e apostas online”. Todas as propostas estão a ser analisadas para “verificação do cumprimento dos requisitos legalmente exigidos, tendo sido solicitados esclarecimentos e pedidos de informação complementares”, continua.

Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia teve de ser notificada de “todos os regulamentos técnicos” por “imperativo da legislação comunitária”. O Ministério da Economia esclarece, por isso, que ainda está a aguardar a “pronúncia da Comissão relativamente a um deles”. Trata-se do regulamento que define as regras das apostas cruzadas e está no chamado standstill period, em que durante três meses Bruxelas e os Estados-membros podem pronunciar-se. Assim, a expectativa é que os primeiros sites legais de jogo estejam a funcionar em 2016 e depois da publicação em Diário da República do regulamento que estabelece os requisitos técnicos e após “a validação que for feita dos sistemas técnicos” a apresentar pelos candidatos, explica o ministério.

A Amorim Turismo é uma das empresas que estão na corrida a este negócio. Jorge Armindo presidente da empresa que detém, nomeadamente, o casino da Figueira da Foz, manifestou recentemente a expectativa de o jogo online estar no mercado durante os primeiros três meses de 2016. A intenção é, depois de testar o conceito em Portugal, avançar para outros países de língua portuguesa, dependendo do quadro legal existente. “Vamos para o jogo online com uma parceria com portugueses. O aspecto essencial dos jogos online é a plataforma informática e normalmente tem que se comprar ou alugar, criando relações de dependência que queríamos evitar”, explicou à Lusa o gestor, na conferência de imprensa onde anunciou o investimento. Também a Estoril Sol, concessionária do jogo nos casinos de Lisboa, Estoril e Póvoa de Varzim, vai entrar no jogo online. A maior empresa de casinos do país (representa 63% das receitas obtidas no mercado nacional) está a estudar o modelo que pode passar pela presença na Internet de cada uma das suas salas de jogo.

A evolução do negócio para a web parece ser inevitável. De acordo com a Associação Europeia do Jogo e Apostas (EGBA na sigla inglesa), o jogo online representou mais de 13% do total do mercado do jogo em 2013, com receitas de 10,9 mil milhões de dólares. Prevê-se que este ano pese 14,58%.

A regulamentação do jogo online começou a ser discutida em 2003 durante o Governo de Durão Barroso e voltou à agenda em finais de 2013, quando estavam a ser discutidas a oitava e a nona avaliações do programa de ajustamento. A troika do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia e Banco Central Europeu incluiu-a no rol de medidas a concretizar em 2014.

A nova lei prevê que as empresas candidatas a uma licença têm de cumprir “requisitos de idoneidade” e pagar 18 mil euros pela homologação inicial do sistema técnico, a que se somam dois mil euros pela exploração de cada categoria de apostas e tipos de jogo. A emissão ou prorrogação do prazo de licença para a exploração de apostas desportivas à cota e apostas hípicas online custará 12 mil euros.

A nível da tributação, foi criado o Imposto Especial sobre o Jogo Online, cujo valor varia consoante as modalidades. Nas modalidades online de fortuna e azar e nas apostas hípicas mútuas, a tributação é de 15 a 30% sobre a receita bruta.

O regime permite “liquidez internacional”, ou seja, autoriza jogadores estrangeiros a jogar em Portugal. Os operadores também podem organizar jogos com jogadores de várias nacionalidades. Para poderem jogar, os utilizadores têm de disponibilizar dados pessoais como o nome completo, data de nascimento, nacionalidade, profissão, morada de residência, número de identificação civil ou passaporte, entre outros.

Cabe ao novo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos cessar a atividade de sites ilegais. A exploração ilícita é punida com pena de prisão até cinco anos e a fraude com três a oito anos.

Empresa oferece seguro contra assédio online

“Nós vemos os seguros como uma forma de ajudar os nosso clientes a voltarem à vida que tinham antes de o incidente acontecer, seja ele algo que afete uma casa ou uma pessoa”, disse, ao jornal inglês “The Telegraph”, Tara Parchment, gestora de clientes da companhia no Reino Unido e Irlanda.

Este serviço, que está agora disponível no Reino Unido, define bullying online como “três ou mais atos pela mesma pessoa ou grupo de assédio, ameaça ou intimidação do cliente” e prevê custear as despesas decorrentes destes atos.

O produto está pensado para pais preocupados, mas há adultos que podem beneficiar do produto em casos, por exemplo, que levem ao desemprego ou prisão errónea, diz ainda o jornal inglês.

O cliente pode ainda contratar um especialista informático para detetar a origem do bullying ou para controlar uma campanha online de difamação.

“Continuamos a restaurar casas, carros e outros bens que possam ter sido estragados, mas este serviço é mais sobre a pessoa e sobre a forma como ela lida com o problema”, explica Tara Parchment.

Este novo tipo de produto foi criado depois de ter sido elaborado um estudo, entre os clientes mais ricos, sobre que extensões de seguro eles desejavam.

Grupo Amorim entra no negócio do jogo ‘online’ em 2016

Amorim Turismo

A expectativa do grupo é que no início do ano “toda a situação esteja resolvida para que se possa iniciar o jogo ‘online’ em Portugal”, prevendo em operação deste segmento no primeiro trimestre do próximo ano.

Sem revelar o valor do investimento, Jorge Armindo salientou que o grupo entra nesta área de negócio em parceria com portugueses. Isto porque a componente da “plataforma informática é o aspeto essencial neste negócio que se tem de comprar ou alugar, criando uma relação de dependência que se queria evitar”. Assim, a Amorim Turismo apostou numa parceria com “dois jovens que conseguiram fazer a sua própria plataforma para o jogo online” e que será utilizada pelo grupo.

Apesar de criticar os moldes como o Estado decidiu a abertura deste mercado, Jorge Armindo admitiu que tinha de “concorrer mesmo estando em desacordo com o não respeito da exclusividade dos casinos” nos jogos de fortuna e azar.

O gestor já antecipa um plano de internacionalização do negócio. “Não se pode deixar de olhar para os países de língua portuguesa” sublinhou, admitindo que “entrar noutros mercados [com o jogo ‘online’] exige capacidade de investimento muito forte”. Ainda assim, realçou que nos “países de língua portuguesa há uma janela de oportunidade que quanto mais cedo o jogo ‘online’ estiver legalmente ativo em Portugal melhor se pode alargar o horizonte”.

Até concretizar a entrada no jogo ‘online’, Jorge Armindo mantém o investimento no tradicional jogo de fortuna e azar nos casinos. Ontem anunciou que a partir do próximo Sábado, dia 21, o Casino da Figueira da Foz passa a contar com novas máquinas de jogo, ‘slot machines’, num investimento de 1,92 milhões de euros. Com este investimento, que se traduz na aquisição de 100 novas máquinas, Jorge Armindo acredita que será possível colocar “a Figueira da Foz no mapa, uma vez que não tem recebido a promoção turística que deveria”.

A aposta na modernização do espaço permitirá inverter a tendência de queda do negócio do jogo. O gestor prevê que o Casino da Figueira da Foz conquiste um aumento de 7% nas receitas já em 2016, face aos 14 milhões de vendas esperadas para o corrente exercício.

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