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“Sucesso é poder dizer que continuo a ser uma pessoa feliz”

De bem com a vida, Ana Paula Carvalho é hoje uma profissional realizada, sendo uma pessoa que está disponível para novos desafios e que tem um gosto muito próprio de aprender, ajudar os outros e estar em constante evolução. Satisfeita com a sua carreira e percurso profissional, a nossa entrevistada está ainda mais feliz pela vertente familiar que tem sido um verdadeiro pilar, principalmente o seu marido, filhos, pais e irmão. “Acima de tudo sou mulher, mãe, filha e irmã e esta vertente mais próxima e mais familiar é fundamental para mim e complementa a minha perspetiva profissional”, diz, assegurando que ao longo da sua caminhada, “nunca tive um plano delineado. Nunca iniciei um determinado projeto a pensar que hoje quero ser isto e amanhã quero estar naquela função. Deixei que as coisas acontecessem naturalmente e no momento certo estava no local certo. Fui aproveitando as oportunidades da melhor forma que sabia e podia, nunca permiti que o desconhecido ou o medo em relação à mudança me paralisasse ou manietasse as minhas intenções”, afirma Ana Paula Carvalho.

Sempre com os olhos no presente e no futuro, interessa contudo perceber, principalmente no caso da entrevistada, um pouco do passado da mesma, isto para compreendermos como a sua carreira tem sido um avolumar de desafios interessantes e relevantes e como Ana Paula Carvalho tem sabido retirar mais valias dos mesmos, aprendendo e ensinando o que sabe, isto numa perspetiva de ajudar os outros e contribuir decisivamente para o projeto da Pfizer. Vamos por partes. A nossa entrevistada foi Diretora Geral da Pfizer Portugal durante cinco anos, desde 2008 a 2013, tendo sido a primeira personalidade em toda a Europa a assumir este cargo depois de uma mudança radical da Pfizer a nível mundial. Coadjuvado a isso, no último ano e meio, assumiu ainda a Vice-Presidência da APIFARMA. será relevante afirmar que a nossa interlocutora cumpriu estes dois desafios na perfeição e em 2013 surgiu um novo convite. Para onde? Para assumir a parte do negócio da Pfizer em Itália. “Fiquei honrada, claro, até porque este convite surgiu num momento em que colocaram à minha consideração a possibilidade de liderar a vertente do negócio, na altura denominada por Pfizer Essential Health, que era a maior unidade de negócio de todo continente europeu e quarta maior a nível mundial”, revela a nossa entrevistada, que esteve em terras italianas durante cinco anos. O que se seguiu? No final dessa meia década, a Ana Paula Carvalho foi oferecido o lugar de Central Europe Cluster Lead, que incluía todo o negócio retail, ou seja, a parte respiratória, cardiovascular, dor e inflamação, oftalmologia, doenças do homem e mulher, os medicamentos hospitalares e o portfolio de biosimilares, entre outros. Com mais uma experiência, em dezembro de 2018, assumiu o lugar de Europe Lead para a Unidade de Negócios Hospitalar com responsabilidades sobre mercados como França, Reino Unido, Espanha, todos os mercados nórdicos e da europa ocidental nos quais se inclui Portugal e integra a equipa de liderança mundial desta área de negócios da Pfizer. No início de 2020 assume a sua mais recente função como Vice-Presidente- Chief Commercial Officer da Pfizer para todos os mercados emergentes, ou seja, onde está incluída a China, toda a Ásia emergente, África e Médio Oriente e América Latina, num negócio que ronda os oito biliões de dólares. “Estou ainda em fase de transição e proximamente irei mudar-me para Nova Iorque para começar esta nova aventura!”.

Mas quais são as sensações de Ana Paula Carvalho para este novo desafio? “Extraordinário. Estou a adorar, embora tenham sido semanas caóticas, conheço muito bem a Europa e estive exposta ao Japão e aos Estados Unidos neste último ano, mas os mercados emergentes são um novo mundo para mim. Nos mercados emergentes temos um modelo mais tradicional e assim temos todos os portfolios da Pfizer”, salienta a nossa entrevistada, que com esta metodologia, “voltei a ter uma perspetiva totalmente holística em relação à própria Pfizer, onde voltei a trabalhar com áreas como a oncologia, as vacinas, as doenças raras, imunologia e inflamação, entre outros, e isso deixa-me naturalmente satisfeita”.

Interessa ainda perceber que esta mudança na vida profissional de Ana Paula Carvalho lhe vai permitir conhecer novas regiões. Isso, alinhado com o surto do coronavírus, aumenta o desafio da nossa entrevistada, até porque este vírus surgiu na China, um mercado extremamente importante para os desideratos da Pfizer. “Esse facto trouxe dificuldades, mas também está a ser interessante porque estou exposta a novos colegas, a novas culturas e a uma perspetiva muito forte em termos de inovação”, esclarece, tendo agora algo que não tinha no passado, ou seja, toda a área de Business Development e Commercial Development bem como a estratégia de marketing digital “que são uma das partes mais atrativas desta nova função”.

“As pessoas foram sempre a chave do sucesso”

Assumindo que é uma líder que delega, mas que está atenta, para Ana Paula Carvalho a sua liderança ao dia de hoje é um reflexo da sua experiência e do seu trajeto profissional, assegurando “que nunca foi sobre mim, mas sobre o todo, as minhas equipas, as minhas pessoas e se faço uma análise retrospetiva de tudo o que foi e é a minha carreira e se eu ao longo dos anos sempre tive sucesso, foi porque tive a clarividência de saber que podia ter as melhores táticas, estratégias, ferramentas e investimentos, mas que isso de pouco valia sem as pessoas. Elas foram o elemento chave e o segredo para o sucesso”, assume convicta a nossa entrevistada, lembrando que a humildade que sempre teve foi e é algo que não abdica. “Ninguém sabe tudo e sozinhos não vamos a lado algum. Assim, tive sempre a consciência e a humildade para, nas áreas que não tinha um vasto conhecimento, ir à procura de quem tinha essas competências e capacidades para me ajudar a concretizar um determinado objetivo, sem esquecer a importância da diversidade, porque o que dá origem à verdadeira inovação e aporta valor acrescentado é esta capacidade da diversidade que leva a pensar fora da caixa e suporta profundamente o pensamento disruptivo e olhar para as coisas de uma forma distinta”.

E são estes os principais pontos que Ana Paula Carvalho considera essenciais numa liderança positiva e salutar, isto sem esquecer que é uma mulher que nunca perdeu a vontade de sorrir e até de rir consigo própria, assegurando que tenta sempre levar alegria para o local de trabalho. “Adoro a perspetiva de podermos trabalhar com seriedade, competência e exigência sem deixarmos de ser seres humanos, de nos rirmos e trazermos boa disposição com quem trabalhamos e interagimos. Temos de perceber uma coisa, as equipas felizes estão mais disponíveis para dar tudo pelo projeto”, salienta a nossa interlocutora.

Women Inspiring Women

Igualdade do género e equilíbrio de oportunidades entre homens e mulheres são temas que têm estado na ordem do dia e que muitos têm falado. Mas será que a nossa entrevistada alguma vez se sentiu manietada ou impossibilitada de chegar a um determinado desafio ou desiderato? Negando qualquer tentativa de boicote na sua carreira pelo simples facto de ser do género feminino, Ana Paula Carvalho assume, contudo, que por vezes se sentiu altamente escrutinada, embora isso não a detivesse de chegar onde achava que podia chegar, dando dois exemplos concretos disso mesmo. “Na minha chegada à APIFARMA, onde adorei trabalhar, lembro-me perfeitamente de que nas primeiras reuniões me senti avaliada”, revela, assumindo também que essa imagem “pode ter sido a minha perceção e não a realidade, mas senti que tinha de me preparar muito bem porque era muito nova comparativamente à idade média dos meus parceiros e senti em alguns momentos que tinha de demonstrar que estava ali por valor e por direito próprio. Outro exemplo que tenho, foi quando cheguei a Itália, em 2013, onde o primeiro contacto com o board of directors não foi fácil. Era a primeira mulher com a responsabilidade de negócio, e isso na altura não era comum e vinha de fora, o que pode ter criado algum ceticismo”, advoga, assegurando, contudo, que na Pfizer “sempre senti muito apoio e nunca associei essa ajuda ao facto de ser mulher, mas como algo natural, que aconteceu comigo e com outras colegas, em termos de apoio na progressão na carreira e no desenvolvimento de competências”.

Exemplos? A Pfizer é uma marca diferente em tudo e até nestas questões da igualdade do género tem marcado a diferença e basta ver que há um ano a marca iniciou um projeto denominado por «Women Inspiring Women», em que foram selecionadas 12 mulheres a nível mundial, entre elas Ana Paula Carvalho, sendo que um dos pontos abordados foi perceber como é que no seio da Pfizer se poderia aumentar a representatividade de mulheres em posições de liderança a nível mundial. “Acreditamos piamente que o sucesso de uma mulher vai inspirar outras mulheres”.

“As mulheres estão mais assertivas e menos receosas”

Se Ana Paula Carvalho é hoje uma mulher realizada e feliz, muito se deve também ao apoio familiar que tem tido, principalmente por parte do seu companheiro e dos seus filhos. “Se estou onde estou e consegui o que consegui, acima de tudo, devo também ao meu parceiro e marido”, revela, dando a conhecer um facto no mínimo curioso. “Sempre que me ofereceram uma nova posição/desafio a minha reação inicial era recusar. Depois falava com o meu marido que me ajudava a refletir, reconsiderar e então avançava. O meu sucesso é o sucesso dele e vice-versa. Se eu não contasse com o apoio da família mais próxima não teria conseguido chegar até aqui.”

Assegurando que hoje as mulheres estão mais assertivas e menos receosas de liderar e aceitar desafios, sendo ela exemplo disso. Para Ana Paula Carvalho é importante que as mulheres continuem nesta senda e que “sejam gentis com elas próprias. Esta mensagem é essencial. Não devemos ter pudor por sermos bem-sucedidas ou por tentarmos ser. Não nos podemos reduzir ao julgamento dos outros. Há que ter confiança no futuro e em nós próprias”, revela, quase em jeito de mensagem pelo Dia Internacional da Mulher que se comemorou no passado dia 8 de março.

“Sou uma Mulher feliz e realizada”

E se entrevistarmos a nossa interlocutora no final de 2020? O que espera ela dizer-nos? “Sucesso no final do ano é poder dizer que continuo a ser uma pessoa feliz, com saúde e que a minha carreira e profissão continuam a impactar positivamente os outros, a valorizar-me profissionalmente e a ter uma performance de acordo com as expetativas da Pfizer. Sucesso no final do ano será olhar para trás e dizer que esta mudança para Nova Iorque valeu a pena. Poder dizer que contribuí para o propósito da Pfizer que é entregar “inovações, medicamentos e ou vacinas que mudam a vida dos doentes, que no fundo são os mais importantes”. Eu estarei a fazer o que mais gosto e sempre com um sorriso no rosto, porque sou uma Mulher feliz e realizada”, conclui a Ana Paula Carvalho, Chief Commercial Officer (CCO) da Pfizer.

“TOME A ATITUDE CERTA”

PAULO TEIXEIRA-PAULO MERGULHÃO-PFIZER

Semana Europeia do Antibiótico comemorou-se entre os dias 18 e 24 de novembro. Antes de tudo, qual a importância que esta efeméride tem no domínio da sensibilização da população, no que concerne à utilização excessiva e incorreta dos antibióticos?

Paulo Teixeira (PT) – Os antibióticos revolucionaram a medicina e aumentaram significativamente a esperança média de vida nas últimas décadas. No entanto, reconhecemos que estamos a esgotar este recurso valioso e como tal é importante recorrer à sensibilização de todos.

Os antibióticos são salva-vidas, mas a sua eficácia está cada vez mais ameaçada devido ao crescente desenvolvimento de bactérias resistentes. O consumo inapropriado de antibióticos é uma das maiores causas para este problema e, se nada for feito, corremos o risco de podermos regressar ao passado, onde infeções fáceis de tratar estarão em risco de ser não tratáveis e procedimentos médicos de rotina poderão ser fatais.

A este ritmo, em 2050 problemas relacionados com a resistência aos antibióticos matarão mais do que o cancro, afetando pessoas de todas as idades e de todos os países, com efeitos laterais também para a sociedade e o ambiente.

 

O GIS – Grupo de Infeção e Sepsis, em conjunto com a Pfizer, tem vindo a promover a campanha – “Tome a Atitude Certa”, com vista à prática de comportamentos diferentes e mais conscientes sobre a utilização de antibióticos. Antes de tudo, de que forma é fundamental que este género de iniciativas continuem a ser criadas e o que espera desta?

Paulo Mergulhão (PM) – A campanha “Tome a Atitude Certa” tem como objetivo fundamental a sensibilização de todos os intervenientes para a dimensão do problema da resistência aos antimicrobianos (RAM) e das atitudes que podem ser adotadas nos diversos níveis de intervenção no sentido de melhorar a situação.

Sem serem os únicos instrumentos disponíveis, as campanhas de sensibilização alargada são muito relevantes uma vez que permitem o contacto com um segmento muito alargado da sociedade. Esta abrangência é relevante se se reconhecer que o combate à RAM não se limita ao microcosmo da Medicina Humana. A realidade é que o consumo de antimicrobianos ocorre em múltiplos contextos e que a sua utilização racional deve ser um objetivo aceite de forma transversal pela sociedade e não apenas por alguns setores.

Esta necessidade decorre do facto do antibiótico ocupar um lugar fundamental na prática da Medicina moderna. Este papel encontra-se atualmente em risco devido à emergência crescente de bactérias resistentes aos antibióticos.

 

“Tome a atitude Certa” _ Qual o objetivo desta campanha? De que forma é que este mote deve funcionar como uma chamada de atenção?

PT – Esta iniciativa pretende esclarecer e informar a população portuguesa dos perigos que a automedicação tem para a saúde, assim como alertar para os riscos da utilização incorreta de antibióticos em situações onde os mesmos não são eficazes, como por exemplo: infeções virais, como gripes e constipações.

Decisores políticos, administradores hospitalares, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, comunicação social e público em geral são o alvo desta campanha, para que em conjunto possamos caminhar para uma utilização mais correta dos antibióticos. A resistência aos antibióticos é uma preocupação e um problema de saúde pública mundial e é importante que cada um assuma a sua responsabilidade e “Tome a atitude certa”.

Com este projeto, pretende-se alertar para a problemática da situação, bem como sobre quais são, na prática, as atitudes certas que todos devemos tomar. Para elucidar o nosso leitor, quais são realmente as atitudes corretas a tomar?

PM –  Existe um enorme leque de estratégias sensatas que abrangem múltiplos intervenientes. Muito recentemente foi publicado o “Plano Nacional de Combate à Resistência aos Antimicrobianos 2019-2023” que tenta apresentar uma perspetiva mais detalhada sobre a questão, identificando diversas entidades, públicas e privadas, que podem e devem ter uma palavra nesta matéria.

É um tema demasiado vasto para uma resposta curta mas há aspetos que merecem realce. Desde logo a necessidade de envolver o público. Há medidas simples, acessíveis a todos e que podem contribuir significativamente para preservar a eficácia dos antibióticos.

Atitudes como tomar antibióticos apenas quando prescritos por um médico e garantir que entendemos como o fazer, nomeadamente ter os cuidados de perceber quando se deve parar. Outro aspeto relevante é o de evitar partilhar antibióticos. A utilização destes fármacos ocorre em situações muito específicas e altamente variáveis. Logo, a prescrição que é apropriada para uma determinada pessoa dificilmente o será para outra, por muitas semelhanças que pareçam existir. A questão da partilha de antibióticos pode ser amplificada pela inexistência da possibilidade de prescrever antibióticos em “unidose”, ou seja, o médico poder prescrever o número de comprimidos necessário à duração de tratamento que pretende. Uma vez que as embalagens têm tamanhos fixos (p. Ex. 8 ou 16 comprimidos) isto leva frequentemente a que, no final do tratamento prescrito, sobrem alguns comprimidos. Idealmente estes devem ser devolvidos nos locais apropriados para o efeito. Não devem ser guardados para uma qualquer eventualidade nem eliminados no saneamento público uma vez que isso vai aumentar a pressão de seleção sobre os microrganismos e contribuir para agravar o problema da RAM.

Por outro lado, a prevenção da infeção é igualmente um aspeto que não deve ser descurado. O cumprimento rigoroso das recomendações referentes à vacinação, ter atenção à higiene das mãos e minimizar (na medida do possível) o contacto com outros em situação de doença aguda podem também ser eficazes ao reduzir o risco de infeção e, logo, a necessidade de usar antibióticos.

Na sua opinião, o combate à resistência aos antibióticos deve ser uma prioridade de saúde pública para os próximos anos? Sente que estamos no caminho certo nesta temática?

PM – O combate à RAM e prevenção da infeção foram já assumidos como programa de saúde prioritário, integrados numa estrutura única denominada Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA). A criação do PPCIRA em 2013 representa um passo importante de reconhecimento, por parte da tutela, da dimensão do problema e da necessidade de atuar sobre ele. No entanto as equipas no terreno, que têm a responsabilidade de implementar as recomendações sobre boas práticas de prevenção de infeção e de utilização de antibióticos continuam a deparar-se com inúmeros obstáculos e constrangimentos que carecem de identificação e resolução.

Como já foi dito, o problema não se coloca apenas ao nível da Medicina Humana. Áreas como a agropecuária e a Medicina Veterinária são também intervenientes importantes neste assunto. A Aliança Portuguesa para a Preservação do Antibiótico reflete este entendimento alargado. Promovida em parceria entre o Grupo de Infeção e Sepsis e a Direcção Geral de Saúde, nasceu em 2011 e engloba parceiros tão diversos como Administrações Regionais de Saúde, Apifarma, Associação Nacional de Farmácias, Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral, DECO, Direcção-Geral de Veterinária, Instituto Nacional da Saúde, Ordem dos Enfermeiros, Ordem dos Farmacêuticos, Ordem dos Médicos e Ordem dos Médicos Veterinários. Este é talvez um bom momento para a relançar revendo os seus objetivos e criando iniciativas para os levar a bom porto.

De que forma é que o GIS – Grupo de Infeção e Sepsis tem vindo a contribuir decisivamente para tentar alterar este cenário?

PM – O GIS tem em 2020 o seu 25º aniversário. Na sua génese está o objetivo de promover a utilização racional e otimizada dos antimicrobianos. Inicialmente mais dedicado à questão da infeção grave (“sepsis”), o avolumar do problema da RAM tem levado o grupo a dedicar cada vez maior atenção ao tema da boa utilização de antimicrobianos nos mais diversos contextos.

Já em 2011 foi lançada a campanha de divulgação “Antibióticos a mais, saúde a menos”, em parceria com a Direcção Geral de Saúde e que tinha como objetivo fundamental aumentar a visibilidade de um problema que já na altura era preocupante.

Especificamente na área da saúde humana o GIS tem desenvolvido vários instrumentos de formação pós-graduada dirigidos para a melhoria das práticas de utilização de antimicrobianos. O congresso anual do Grupo (Simpósio de Infeção e Sepsis) que é, reconhecidamente, uma das principais reuniões Nacionais sobre infeção dedica atualmente uma proporção significativa da sua duração à discussão sobre a RAM e como a combater.

Para a Pfizer, quão relevante tem sido esta “luta” em prol desta consciencialização e sensibilização?

PT – Desde o nosso trabalho pioneiro com a penicilina em 1940 que a Pfizer tem tido um papel ativo no desenvolvimento de medicamentos e vacinas inovadoras e na criação de ferramentas, políticas e programas educacionais para atender às crescentes necessidades dos doentes e profissionais de saúde na área das doenças infeciosas.

Possuímos o maior e mais variado portfólio de antimicrobianos da indústria farmacêutica, nomeadamente no tratamento de infeções bacterianas por gram-negativos e infeções fúngicas invasivas e orgulhamo-nos de assumir a liderança na luta contra o problema das multirresistências. Prova disso, é o facto da Pfizer ter sido reconhecida este ano pela Access to Medicines Foundation, no 2020 Antimicrobial Resistance Benchmark Report, como uma das principais empresas da indústria farmacêutica a estar na vanguarda desta problemática.

O relatório (Benchmark 2020) destaca a liderança da Pfizer no desenvolvimento e acesso a novos medicamentos e vacinas, na aplicação de medidas de produção responsável que minimizam o impacto na saúde humana e no meio ambiente, tanto nas nossas fábricas, como na gestão de riscos com os nossos fornecedores. É ainda destacado o nosso compromisso com o banco de dados “Atlas”, um programa de vigilância inovador para ajudar os profissionais de saúde a compreenderem melhor os padrões das resistências.

A Pfizer é ainda, desde 2016, uma das empresas signatárias da Declaração de Combate à Resistência Antimicrobiana e temos orgulho de sermos pioneiros no fornecimento de tratamentos e soluções que permitem uma maior proteção contra as doenças infeciosas, agora e no futuro.

Na Pfizer, acreditamos que só as empresas biofarmacêuticas capazes de criar valor significativo para os doentes irão prosperar. É essa a razão para um renovado ênfase no nosso propósito:  Breakthroughs that change patients’ lives – Inovação que transforma a vida dos doentes. Um propósito claro, que define quem somos como empresa e que guia a nossa cultura.

Farmacêutica Pfizer proíbe uso dos seus produtos em execuções nos EUA

A farmacêutica multinacional Pfizer anunciou na sexta-feira restrições à venda de alguns dos seus produtos para evitar que sejam usados nas execuções de condenados à morte nos Estados Unidos da América (EUA).

“Estamos a restringir a distribuição de determinados produtos que integravam os protocolos de execução de determinados estados [norte-americanos]. A Pfizer opõe-se firmemente ao uso destes produtos nas injeções letais”, afirmou a empresa, num comunicado.

Segundo o jornal The New York Times, a Pfizer era a última farmacêutica norte-americana e europeia que ainda não tinha dado este passo.

A empresa publicou uma lista de sete produtos que passará a distribuir de forma restrita a um grupo selecionado de vendedores sob a condição de que não serão comercializados para as injeções letais.

Nos últimos cinco anos, cerca de 20 farmacêuticas europeias e norte-americanas bloquearam a utilização dos seus produtos nas execuções de condenados nos EUA.

Para contornar a situação, estados como o Arizona ou o Texas tentaram comprar os produtos na Índia, mas as substâncias foram confiscadas pelas autoridades federais norte-americanas à entrada no país.

Alguns estados, como Texas, têm conseguido os fármacos para as execuções em pequenos laboratórios que não são identificados.

Há também estados que já aprovaram o recurso a métodos alternativos para as execuções, como fuzilamentos (Utah), cadeira elétrica (Tennessee) ou asfixia com hidrogénio (Oklahoma), embora nenhum deles os tenha usado nos últimos anos.

Noutros casos, como o do Ohio, as execuções foram suspensas por falta de meios para as concretizar.

Pfizer confirma cancelamento da fusão com a rival Allergan

Num comunicado difundido pela Pfizer, com sede em Nova Iorque, a empresa afirmou que a decisão é consequência das novas normas anunciadas pelo Governo dos Estados Unidos que põem restrições a fusões de empresas como a que tinha sido anunciada entre as duas farmacêuticas.

A ideia da Pfizer era unir-se à farmacêutica irlandesa Allergan e transferir os quartéis-generais para a Irlanda para pagar menos impostos, uma movimentação já realizada por outras empresas dos Estados Unidos, apesar das críticas políticas que geraram.

O comunicado da Pfizer, divulgado quase três horas antes da abertura de Wall Street, confirma versões que estavam a ser adiantadas nas últimas sobre o perigo desta operação ser anulada.

Segundo o comunicado, a decisão implica o pagamento pela Pfizer à Allergan de 150 milhões de dólares pelos gastos associados a esta operação, a maior fusão empresarial que se tinha anunciado nos Estados Unidos durante este ano.

 

Uma Parceria para o Progresso

A Pfizer Oncology assumiu o compromisso de desempenhar um papel no desenvolvimento de novos medicamentos que possam trazer um valor real e que façam a diferença, quer para os profissionais de saúde quer para os doentes. A Pfizer entrou na Oncologia há mais de uma década, nas áreas do cancro da mama e cancro colorectal. Desde então, a investigação médica progrediu e permitiu-nos um maior conhecimento da doença oncológica. Eu acredito fortemente que apenas com parcerias a vários níveis, os novos medicamentos podem realmente fazer a diferença. O que quero eu dizer com isto? Os nossos esforços em investigação e desenvolvimento estendem-se para além dos nossos laboratórios e incluem instituições governamentais e não-governamentais, médicos e parceiros da indústria farmacêutica.
Sei como é essencial trabalhar em conjunto com os profissionais de saúde., São eles que enfrentam a doença, doente a doente, e que compreendem a realidade médica. A colaboração com associações de doentes é também fundamental para entender o que realmente é importante para os doentes e como podem gerir o equilíbrio entre o tratamento e a vida quotidiana.
Procuramos ainda, em conjunto com os decisores em Saúde, encontrar formas de garantir que os medicamentos são comparticipados e que os doentes tenham acesso ao tratamento mais adequado. No passado, enquanto empresa farmacêutica, pensávamos que o nosso papel era apenas desenvolver e disponibilizar novas terapêuticas e que todos ficariam felizes com isso. Agora vemos que é essencial construir fortes colaborações na oncologia e participar na discussão global.
Em adição ao nosso atual portfolio na oncologia, o nosso pipeline inclui diversas moléculas promissoras.
Acima de tudo, o que importa são os doentes e proporcionar-lhes a melhor resposta possível para enfrentarem a sua doença.

Pfizer Oncology
O nosso percurso na oncologia

O objetivo da Pfizer é desenvolver terapêuticas inovadoras que melhorem e prolonguem a vida dos doentes.
Em 2014, mais de nove mil doentes com cancro do pulmão e oitenta mil doentes com cancro do rim foram tratados com os nossos medicamentos. A aprovação nos E.U.A. de um novo medicamento para o cancro da mama, o primeiro novo tratamento neste tipo de tumor na última década, é um outro exemplo de como o nosso portfolio de medicamentos inovadores tem um impacto positivo na vida das pessoas afetadas por diferentes tipos de cancro.
Atualmente, a Pfizer Oncology está centrada em quatro áreas terapêuticas – o nosso pipeline oferece novas oportunidades

Unidades de Negócio
Lung- Pulmão
Breast- Mama
Kidney- Rim
Hematology- Hematologia

– A Pfizer assume o compromisso de descobrir, investigar e desenvolver soluções de tratamento inovadoras para melhorar o tratamento do cancro a nível mundial.
Em muitos países, o cancro é a segunda causa de morte, a seguir à doença cardiovascular. Contudo, nalguns dos países mais desenvolvidos, o cancro converteu-se já na primeira causa de morte.
A Pfizer está apostada em contribuir para a cura ou controlo do cancro através da descoberta e desenvolvimento de medicamentos inovadores, e trabalhando em conjunto com os médicos e doentes no sentido de proporcionar o tratamento certo no momento certo, a cada doente. Atualmente, a Pfizer destina aproximadamente 20% do seu orçamento de investigação e desenvolvimento ao tratamento do cancro, tendo mais de 200 projetos em curso.
A Pfizer está fortemente determinada em melhorar o nível de tratamento de todos os tipos de cancro, encontrar novas terapêuticas para necessidades não satisfeitas, prosseguir a investigação de terapêuticas adjuvantes inovadoras (em que os tratamentos possam representar a cura dos doentes de cancro) e utilizar a medicina translacional para identificar opções de tratamento personalizado.
Os investigadores da Pfizer estão a investigar tratamentos que incidam em alvos específicos que são determinantes para o crescimento do tumor e que melhorem a sobrevida e a qualidade de vida do doente. A abordagem da Pfizer na luta contra o cancro foca-se em quatro métodos diferentes de tratamento:
• Inibição da angiogénese: bloqueando o crescimento dos vasos sanguíneos que “alimentam” os tecidos cancerosos
• Imunoterapia: estimulação do resposta imunológica do organismo para ajudá-lo a combater o cancro
• Inibição da transdução de sinais: interrompendo os sinais anormais nas células cancerosas
• Potenciadores/citotóxicos: explorando os defeitos das células cancerígenas e evitando a sua reparação e reprodução.
Para além de medicamentos atualmente em comercialização e indicados no tratamento de vários tipos de cancro (carcinoma renal, cancro da mama, tumores gastrointestinais ), a Pfizer tem vários medicamentos em ensaio clínico para o tratamento de diversos tipos de cancro, incluindo o da mama, colo-retal, sarcoma de Ewing, cancro do estômago, da cabeça e pescoço, hepatocelular, glioblastoma multiforme, cancro do pulmão, mieloma múltiplo, melanoma, cancro pancreático, da próstata, das células renais e da tiroide.

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