Inicio Tags Ponte 25 de abril

Tag: Ponte 25 de abril

Infraestruturas de Portugal diz que obra na Ponte 25 de Abril “não é urgente”

“Não é uma obra urgente nem emergente”, apesar de ser “prioritária” para a IP, declarou o responsável, que falava em conferência de imprensa na sede da empresa, em Almada.

António Laranjo admitiu que a IP já sabia da existência de fissuras na Ponte 25 de Abril – que liga as duas margens do rio Tejo entre Almada e Lisboa – há dois anos, mas rejeitou perigo, alegando que, nessa situação, “a ponte estaria fechada”.

De acordo com o responsável, o concurso público internacional de reabilitação da estrutura deve ser lançado no dia 22 de março e estimou que as obras arranquem no final deste ano, início do próximo.

A revista Visão noticiou hoje que o Governo recebeu no mês passado um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil que alerta para a necessidade de “medidas urgentes” de reparação da ponte, depois de “terem sido detetadas ‘fissuras’ numa zona estrutural da travessia”.

LUSA

Domingo sem carros: Lusoponte impede travessia da ponte 25 de Abril em bicicleta

Ainda não é desta que a celebração da Semana da Mobilidade e do Dia Sem Carros pode contar com a travessia da Ponte 25 de Abril, entre Almada e Lisboa, de bicicleta e sem automóveis.

O Expresso apurou que a Câmara Municipal de Almada gostaria este ano de aliar a celebração da mobilidade sustentável à dos 50 anos da ponte, promovendo a travessia desta via rodoviária sobre duas rodas não motorizadas, na manhã de domingo, 20 de setembro. Porém, a Lusoponte não autoriza.

A concessionária alega questões de segurança relacionadas com o acesso às duas zonas em grelha aberta do tabuleiro que, “pela diversidade de participantes e tipos de bicicletas possíveis de utilizar carece de medidas excecionais de segurança”, lê-se no parecer emitido a que o Expresso teve acesso. A concessionária também invoca que, tendo em conta o tempo do evento e o tempo necessário para a montagem e desmontagem do mesmo, fechar a ponte ao trânsito afetaria 50 mil veículos, “o que para um mínimo de dois passageiros por viatura perfaz cerca de 100.000 pessoas afetadas na sua liberdade de circulação”.

Em resposta escrita, a Câmara Municipal de Almada lamenta “a falta de abertura e recetividade” da Lusoponte para acolher as soluções propostas, e lembra que teve pareceres positivos de associações de utilizadores de bicicleta, dos organizadores da Maratona e de entidades com competência em matéria de segurança que “garantiriam a segurança dos participantes”.

Há quatro anos que o programa “Duas Margens, Duas Rodas”, uma iniciativa coorganizada pelas câmaras municipais de Almada e de Lisboa, permite a travessia de bicicleta gratuitamente nos barcos da Transtejo ou nos comboios da Fertagus. Assim continuará a ser este ano para aqueles que se inscreverem até 17 de setembro.

Ponte 25 de Abril com acesso condicionado na quarta-feira

De acordo com um anúncio colocado na imprensa, os condicionamentos de trânsito na ponte devem-se aos trabalhos de repavimentação, no âmbito do programa de manutenção estabelecido.

O acesso da A5 (Autoestrada de Cascais-Lisboa) para a Ponte 25 de abril estará também totalmente encerrado entre as 02:00 e as 07:00 de quarta-feira.

Os desvios alternativos vão estar devidamente assinalados junto aos locais, sendo que os constrangimentos podem terminar antes do período previsto caso os trabalhos sejam concluídos mais rapidamente, refere ainda a Lusoponte.

Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril, em Lisboa, vai custar 4,3 milhões de euros

A construção do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril vai atingir um investimento de 4,3 milhões de euros, devendo estar concluído no prazo de um ano, anunciou esta terça-feira o diretor-geral da Associação do Turismo de Lisboa.

O investimento será suportado pela Associação do Turismo de Lisboa, entidade que vai explorar o espaço durante 15 anos.

Segundo o diretor-geral da Associação do Turismo de Lisboa, Vítor Costa, está aberto um concurso público para adjudicação da obra, prevendo que esteja concluída ainda durante o ano de comemoração do cinquentenário da Ponte 25 de Abril, até 06 de agosto de 2017.

O preço para visitar o Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril — Experiência Pilar 7, no pilar de Alcântara, em Lisboa, deverá ser de sete euros por pessoa, referiu Vítor Costa, esperando receber 175 mil visitantes por ano.

Na cerimónia de apresentação do futuro Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril esteve presente o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, que considerou que este “é um bom projeto para a cidade [de Lisboa] e para o país.

“Será um elemento importante de valorização da própria ponte, […] mais um impulso do ponto de vista turístico, mais um impulso para a economia, mais um elemento de promoção da cidade, de promoção das duas margens do Tejo”, declarou Pedro Marques, expressando que “é um excelente investimento”.

Para o governante, a Ponte 25 de Abril é “um elemento central de união entre o Norte e o Sul do país, um fator de coesão territorial”, que aproxima as pessoas e a economia do país.

“É uma ponte para hoje, mas para as próximas décadas também”, afirmou Pedro Marques, salientando a importância da infraestrutura do ponto de vista da mobilidade, assim como do desenvolvimento da Área Metropolitana de Lisboa.

Passados 50 anos da inauguração da Ponte 25 de Abril, obra que para o ministro do Planeamento e Infraestruturas é o “orgulho da engenharia portuguesa”, vai ser desenvolvido um projeto turístico e cultural sobre a ponte, que integra “um miradouro panorâmico e uma experiência sensorial, física e intelectual no pilar de Alcântara”.

De acordo com o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal, José Serrano Gordo, a ideia de construção do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril surgiu devido “inúmeros pedidos” de pessoas interessadas em filmar, fotografar e escrever livros sobre a ponte.

No âmbito dos 50 anos da Ponte 25 de Abril, o projeto turístico e cultural pretende abrir a infraestrutura à população, assegurou o responsável da Infraestruturas de Portugal, entidade que gere a ponte.

Uma das principais atrações do Centro Interpretativo da Ponte 25 de Abril — Experiência Pilar 7 vai ser um elevador que sobe cerca 80 metros de altura a partir da base do pilar de Alcântara, permitindo uma vista sobre Lisboa, o rio Tejo a margem Sul.

A Associação do Turismo de Lisboa espera que o projeto sobre a história da Ponte 25 de Abril contribua também para “uma maior mancha de utilização turística de Lisboa, desde a Baixa até Belém”, disse Vítor Costa.

Neste sentido, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, crê que o projeto vai dar “a conhecer um outro olhar sobre a ponte”, principalmente o interior da infraestrutura, e que coloca “mais uma varanda sobre a cidade de Lisboa, sobre a região de Lisboa, sobre a margem Sul, sobre o rio Tejo”.

O autarca destacou a importância desta nova atração turística para a cidade de Lisboa, nomeadamente pela sua localização, uma vez que descentraliza as zonas já densamente procuradas como a Baixa, Castelo e Chiado.

Inaugurada a 06 de agosto de 1966, a primeira ponte sobre o rio Tejo em Lisboa, batizada com o nome de Salazar e que depois da Revolução de 1974 passou a ser conhecida como Ponte 25 de Abril, foi um marco da engenharia em Portugal e, passados 50 anos, continua a ser um elemento fundamental do sistema de transportes do país, utilizada diariamente por cerca de 300 mil utentes, por rodovia e ferrovia.

A PONTE FAZ 50 ANOS

A 6 de agosto de 1966, Cerejeira benzia, Américo Thomaz inaugurava e Salazar rejubilava. A travessia sobre o Tejo estava finalmente pronta, seis meses antes do prazo previsto. No dia de inauguração da ponte Salazar, o regime em peso marcou presença em Almada – longe de saberem que a obra mudaria de nome menos de dez anos depois.

A Ponte 25 de Abril “parece uma vaca. Está toda malhada”

Rosa Lopes conta que os trabalhadores recebiam cerca de 90 escudos por dia, o que representava "os ordenados maiores que havia no país" | ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Apelidado de “dono” da Ponte 25 de Abril, António Rosa Lopes dedicou uma vida à construção e manutenção do desejado “sonho português”. Já reformado, continua a não tirar os olhos da infraestrutura que no sábado comemora 50 anos, preocupando-se com o atual estado de conservação.

“Eu olho para a ponte e vejo que parece uma vaca. Está toda malhada. Está toda esquisita. A ponte nunca esteve assim”, frisou Rosa Lopes, que foi pintor da Ponte sobre o Tejo, que liga Lisboa e Almada, desde o início dos trabalhos em 1962, quando tinha 23 anos, até se reformar, em 2005.

“Os donos dela agora são outros”, referiu Rosa Lopes, sustentando que o “abandono e o desprezo” que foi dado à Ponte 25 de Abril não se justifica, tendo em conta a receita das portagens.

A ponte é como “uma vaca leiteira, em que o leite nunca acaba”, disse.

Habituado a percorrer os cabos de aço da ponte, de uma ponta à outra, a uma altitude máxima de quase 200 metros do nível das águas do rio, o antigo pintor conhece a ponte melhor do que ninguém. Antigamente, começava numa ponta a pintar, percorria toda a estrutura e voltava ao ponto de partida para repetir o trabalho, garantindo que a cor do gigante de aço se mantivesse uniforme.

“Zelei sempre por fazer o melhor na ponte”, afirmou Rosa Lopes à agência Lusa, acrescentando que era ele quem mandava na infraestrutura e foi daí que surgiu a alcunha de “dono da ponte”.

Além de pintor, Rosa Lopes assumiu as funções de encarregado de obra no Gabinete da Ponte Sobre o Tejo, controlando a entrada dos trabalhadores. Tinha de haver muita segurança – não permitia que alguém, mesmo se fosse engenheiro, entrasse na obra sem capacete, sem luvas e sem calçado apropriado.

“Trabalhava-se de noite e dia. Era muito intenso e era trabalho duro”, recordou o antigo operário, lembrando que, às vezes, chegava a passar ali quase 20 horas diárias.

A ponte foi como uma segunda casa, na qual depositou muito empenho. Os mais de 40 anos dedicados à ponte continuam bem conservados na memória do pintor, que guarda ainda algumas ferramentas utilizadas na obra, como uma trincha, bem como algumas medalhas atribuídas por ter participado na concretização do “sonho português”.

A construção da ponte, adjudicada à empresa norte-americana United States Steel Export Company, envolveu “muitos trabalhadores”, a maioria portugueses, em vários turnos, com “os ordenados maiores que havia no país” para a época, na ordem dos 90 escudos por dia.

Ao salário normal, Rosa Lopes somava uma gratificação, que vinha sempre num envelope ao fim do mês com quase outro ordenado a mais, contou o antigo funcionário, expressando que “foi muito bom” trabalhar para uma empresa norte-americana.

“Os americanos trabalhavam muito bem”, mas também tiveram “boas ajudas” dos operários portugueses, sustentou o pintor.

a Ponte 25 de Abril ficou concluída antes do prazo previsto

“O português não era inferior aos americanos para trabalho. Não era inferior e portámo-nos muito bem”, comentou, referindo que não eram então exigidas habilitações profissionais aos operários, mas provou-se que existiam técnicos à altura para a obra.

Prova do desempenho dos trabalhadores, a Ponte 25 de Abril ficou concluída antes do prazo previsto.

“Qualquer obra que se faça hoje em Portugal ou fica naquele prazo ou passa sempre do prazo. Esta não. Acabou-se com alguns seis meses de antecedência”, sublinhou.

Para o pintor, que morou sempre na margem sul do Tejo, a ponte foi “uma grande obra”, que facilitou as deslocações até Lisboa e vice-versa, uma vez que antes só era possível através dos cacilheiros.

Sobre a verdadeira denominação da ponte, Rosa Lopes garante que o nome é Ponte Sobre o Tejo, acrescentando que os títulos de Ponte Salazar e Ponte 25 de Abril não lhe dizem nada.

Entre novas amizades e muitas vidas salvas de gatos, cães e pessoas, o antigo funcionário do Gabinete da Ponte sobre o Tejo faz um balanço positivo dos anos em que lá trabalhou.

Ainda sem saber se vai ser convidado para as comemorações dos 50 anos da ponte, António Rosa Lopes afirmou: “Se não me convidarem, eu venho à mesma. Venho ali acima à entrada da ponte com uma garrafa de champanhe e ver a celebração”.

A ponte foi inaugurada a 06 de agosto de 1966.

Ano de 2005 mantém recorde de trânsito na Ponte 25 de Abril em 50 anos

A ponte do estuário do Tejo, inaugurada a 06 de agosto de 1966, cresceu no final do século XX com a ampliação do tabuleiro rodoviário de quatro para seis faixas e a introdução da circulação de comboios.

A criação de novas faixas rodoviárias aconteceu em 1998, com o objetivo de responder ao elevado volume de tráfego, mas já em 1990 tinha sido aberta uma quinta faixa, conhecida como “a noiva”, por ser pintada de branco, e que funcionava como via reversível, aberta para norte de manhã e para sul ao fim da tarde.

Já a intenção de instalar um comboio na ponte “esteve sempre presente nos planos dos projetistas, que desde cedo idealizaram e conceberam a travessia do Tejo”, disse à agência Lusa o arquiteto e autor do livro “A Ponte Inevitável”, Luís F. Rodrigues.

A travessia só passou a ter um tabuleiro ferroviário em 1999. Atualmente, atravessam a ponte todos os dias úteis 143 comboios da Fertagus, que circulam em intervalos de dez minutos nas horas de ponta, segundo informação da empresa.

Ao nível do fluxo rodoviário, em 1970 atravessaram a Ponte 25 de Abril cerca de seis milhões de veículos (6.133.000), enquanto em 2015 foram mais de 50 milhões de viaturas (50.564.545), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) enviados à Lusa.

Ao longo dos 50 anos da existência da ponte, o tráfego rodoviário foi aumentando, ano após ano, até 2005, altura em que se verificou a mais elevada afluência de que há registo, com a circulação de mais de 57 milhões de viaturas (57.028.695).

A tarifa a pagar por um veículo de classe 1 era de dez escudos em 1966, tendo-se verificado, posteriormente, sucessivos aumentos.

“Em 1994, o Governo anunciava um aumento de portagens na Ponte 25 de Abril na ordem dos 50%” — de 100 para 150 escudos (50 para 75 cêntimos) -, o que motivou o protesto dos automobilistas a 24 de junho de 1994, conhecido por ‘buzinão'”, refere o arquiteto Luís F. Rodrigues.

Hoje, atravessar a ponte custa 1,70 euros (corresponde a 340 escudos) para os veículos de classe 1, de acordo com informação da LusoPonte, entidade que explora a infraestrutura desde 01 de janeiro de 1996 – antes estava sob responsabilidade da Junta Autónoma das Estradas.

No livro “A Ponte Inevitável”, Luís F. Rodrigues assegura que a obra foi um projeto viável economicamente.

“Apesar do custo de construção da ponte ter sido avaliado em cerca de dois milhões de contos, as despesas relacionadas com o financiamento, manutenção e exploração resultaram num custo final em 1986 (data referente ao prazo de amortização do financiamento, 20 anos após a conclusão da obra — 1966) de 4,49 milhões de contos”, escreveu Luís F. Rodrigues.

O valor acumulado das receitas de portagens, acrescentou, perfez o custo final da obra em 1983, “três anos antes do prazo previsto para o final do pagamento do empréstimo à banca”.

Segundo o arquiteto, “a contabilidade de receita acumulada gerada pela ponte não parou de crescer: em 1976, esse valor situava-se em 1,83 milhões de contos; em 1986, 7,34 milhões de contos; em 1996, 29,30 milhões de contos; em 2006 — passados quatro anos da entrada em vigor do euro -, esse valor ascendia a 407,90 milhões de euros; em 2013, 657,01 milhões de euros”.

Porém, aos valores da receita “há que deduzir os custos permanentes de manutenção (os quais são variáveis, mas rondam, em média, 15% a 20% do valor das receitas)”, sublinhou Luís F. Rodrigues.

Sobre o futuro da Ponte 25 de Abril, que comemora este ano o cinquentenário, o autor da obra “A Ponte Inevitável” defende que existe “zelo civilizacional” para com a infraestrutura, como prova a abertura do procedimento de classificação, “justificado pelo seu ‘valor singular, valor urbanístico, valor simbólico, valor artístico/estético, valor de engenharia e valor histórico'”.

Este processo foi uma iniciativa da Direção-Geral do Património Cultural, num despacho de 27 de janeiro de 2015.

Apesar de ainda não existir uma decisão quanto à classificação, a infraestrutura de aço, pintada de vermelho alaranjado, já é um ícone da zona de Lisboa, com relevância a nível nacional e internacional.

EMPRESAS