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Aleksander Ceferin eleito presidente da UEFA

Ceferin, de 48 anos, que sucede a Michel Platini, suspenso por quatro anos de toda a atividade ligada ao futebol, cumprirá um primeiro mandato de dois anos e meio, o que restava ao francês.

No Congresso Extraordinário eleitoral, em Atenas, o esloveno, que concorria com Michael van Praag, presidente da Federação Holandesa de Futebol, recebeu 42 votos a favor, contra 13 para o holandês, de 68 anos.

 

Marcelo admite celebrar o Dia de Portugal no Brasil em 2018

“A minha ideia como Presidente de Portugal é celebrar o Dia de Portugal alternadamente em Portugal e fora de Portugal. Este ano foi em Paris, onde há uma grande comunidade portuguesa. É possível que daqui a dois anos possa ser no Brasil”, avançou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

No penúltimo dia da sua visita oficial de seis dias ao Brasil, o Chefe de Estado esteve com a comunidade portuguesa e luso-descente, na Casa de Portugal em São Paulo, em clima de 10 de Junho, com o hino nacional a ser entoado em jeito de fado pela cantora Fafá de Belém.

Marcelo começou o dia a depor uma coroa de flores no Monumento aos Fundadores da Cidade de São Paulo, acompanhado pelo prefeito da cidade, Fernando Haddad (PT), e visitou rapidamente o histórico edifício da Estação da Luz, onde funcionou o Museu da Língua Portuguesa desde a sua criação, em 2006, até em dezembro do ano passado ter sido destruído por um incêndio.

“Há o empenho do Estado português, o empenho do Instituto Camões, há a aposta do Governo Estadual. O projeto deve estar pronto até ao final deste ano, as obras devem começar no ano que vem e estará em condições de ser inaugurado em 2018”, declarou o Presidente aos jornalistas.

O Museu de celebração a língua portuguesa, caracterizado pela sua inovação e interatividade, foi criado e desenvolvido numa parceria entre a Fundação Roberto Marinho e o Governo do Estado de São Paulo, e terá a sua revitalização paga em cerca de dois terços pelo seguro que cobria o edifício.

Para o restante investimento necessário, o Presidente disse, sem especificar, que empresas portuguesas no Brasil já sinalizaram que darão um contributo.

O Presidente foi recebido antes na Casa de Portugal num ambiente festivo, entrando por um corredor formado por portugueses e luso-descendentes vestidos com trajes tradicionais do Minho, ao som do hino de Portugal, interpretado por Fafá de Belém.

A Casa de Portugal em São Paulo tem sido um local obrigatório para todos os chefes de Estado e de Governo em ditadura e democracia que visitaram a cidade, que tem uma comunidade portuguesa e luso-descendente de 250 mil pessoas.

As visitas dos Presidentes da República Craveiro Lopes, Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio e Aníbal Cavaco Silva estão documentadas em placas à entrada, bem como a do presidente do Conselho Marcelo Caetano, e dos primeiros-ministros Mário Soares, António Guterres, Durão Barroso e José Sócrates.

“Eles não vieram numa mera formalidade, para inaugurar uma lápide, não fosse, de repente faltar a lápide de algum deles. Estas lápides não são uma formalidade. São um testemunho de uma presença espiritual do Portugal que está lá, mas que e de todos, junto do Portugal que está cá. Cá vieram em várias décadas de várias orientações políticas, de vários partidos, de vários regimes. Não interessa, unia-os Portugal”, disse, perante a comunidade.

O Presidente começou a falar logo a seguir à entoação do hino e depois de cumprimentar Fafá de Belém, a quem agradeceu a interpretação que foi “um retrato da fraternidade luso-brasileira”, com “a doçura que só uma grande cantora brasileira, mas também portuguesa, no coração, pode ter”.

De vestido comprido vermelho integral pautado apenas com um coração dourado de Viana do Castelo a cantora emocionou-se com o elogio: “Queria fazer do hino aquilo que eu vejo em Portugal, o país mais ousado do mundo”, disse Fafá de Belém aos jornalistas.

“O português tem um jeito muito próprio, da conquista, de se jogar nas coisas, de ser às vezes um pouco bruto, ríspido, porque diz o que pensa”, contou a cantora que diz encontrar-se “em cada curva do Minho” e “cada céu de Lisboa”.

A visita do Presidente da República ao Brasil enquadra-se na realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, onde esteve na cerimónia de abertura, incluindo também passagens por São Paulo e pelo Recife, de onde parte na segunda-feira para Portugal.

“Se conhecerem toxicodependentes, matem-nos”

Dir-se-ia que o discurso de tomada de posse de Rodrigo Duterte na quinta-feira, após ter vencido as eleições presidenciais de maio com maoiria absoluta, foi moderado – dentro da moderação possível quando se fala de um homem, cognome “O Justiceiro”, cuja campanha incendiária de exaltação de violações, insultos ao papa e a vários políticos e organizações internacionais e promessas de execuções em massa lhe valeu comparações ao aspirante à presidência dos EUA, Donald Trump.

No seu discurso oficial, Duterte estendeu a mão às elites das Filipinas, depois de, na campanha eleitoral, as ter atacado pelas críticas que lhe teceram, e também a organizações internacionais como a ONU e a políticos estrangeiros, que também atacou – mostrando-se relativamente comedido na retórica de combate ao crime que lhe valeu o primeiro lugar nas eleições.

“No plano internacional e na comunidade de nações, deixem-me reiterar que a República das Filipinas vai honrar os tratados e obrigações internacionais”, garantiu a uma pequena audiência no palácio presidencial, depois de voltar a prometerque vai pedir ao Congresso que reinstaure a pena de morte por enforcamento.

Horas mais tarde, já perante uma multidão de mais de 500 pessoas numa favela de Manila, na capital, que celebraram a tomada de posse do seu novo líder, Duterte voltou à carga, repescando as promessas violentas de campanha de eliminar traficantes de droga e toxicodependentes.

“Esses filhos da puta estão a destruir as nossas crianças. Aviso-vos, não se metam nisso [na droga], mesmo que sejam da polícia, porque eu vou matar-vos”, declarou o chefe de Estado para gáudio dos presentes. “Se conhecerem toxicodependentes, matem-nos vocês mesmos, porque é demasiado doloroso para os pais deles fazerem-no.”

Repetindo um dos seus lemas favoritos de campanha, o novo Presidente sublinhou que faz todo o sentido do ponto de vista empresarial abrir novas agências funerárias. “Garanto-vos que não vão à falência. E se o vosso negócio abrandar, direi à polícia ‘Façam-no mais rápido [matar traficantes, toxicodependentes e outros criminosos] para que as pessoas ganhem dinheiro’.”

Horas antes, no discurso oficial de tomada de posse, Duterte tinha apesar de tudo deixado bem delineado o negrume que aguarda os filipinos nos próximos seis anos. “A viagem vai ser dura, mas mesmo assim juntem-se a mim. Os problemas que assolam o nosso país hoje e que precisam de respostas urgentes são a corrupção, tanto nos escalões mais altos do Governo como nos mais baixos, a criminalidade nas ruas e a venda galopante e ilegal de drogas em todos os estratos da sociedade filipina, bem como o colapso da lei e da ordem.”

Durante a corrida presidencial, o advogado que foi autarca da cidade de Davao durante mais de 20 anos prometeu dar ordens às forças de segurança para atirarem a matar contra qualquer suspeito criminoso, oferecer recompensas em dinheiro a quem lhe entregar os corpos de narcotraficantes, encher a baía de Manila com os 100 mil corpos das pessoas que vai matar na campanha para “limpar” as ruas do país e reintroduzir a pena de morte que foi banida há dez anos.

Várias organizações não-governamentais acusam Duterte de, enquanto líder de Davao e procurador da mesma cidade, ter dirigido uma campanha de execuções extrajudiciais levadas a cabo por grupos violentos de ‘vigilantes’ que gerou mais de duas mil vítimas.

Essas mesmas organizações temem que, sob a sua presidência, o fenómeno das execuções extrajudiciais se alastre a todo o país, agora que a polícia e até os habitantes têm carta branca para matarem cidadãos. Desde que foi eleito há um mês, as autoridades deram início a operações de segurança nas ruas que, segundo vários media, já resultaram em dezenas de mortos.

Presidente do Tajiquistão cria feriado nacional em sua honra

Segundo a imprensa oficial local, o “Dia do Presidente ” será festejado a 16 de novembro e destina-se a celebrar “a experiência política e a enorme contribuição para a paz” de Emomali Rakhmon, que assinou este sábado a lei aprovada pelo Parlamento em abril último.

“(A lei) tem em conta a experiência política significativa e a enorme contribuição” do presidente para a paz e para a unidade nacional, lê-se num comunicado de imprensa presidencial.

A data de 16 de novembro corresponde ao dia em que Rakhmon, antigo dirigente de uma empresa, foi eleito para a chefia do Parlamento, em 1992, dois anos antes de ser eleito chefe de Estado.

As autoridades tajiques têm-se multiplicado em iniciativas para glorificar o presidente, cujas manobras políticas envoltas em corrupção e repressão são frequentemente denunciadas por organizações de defesa dos Direitos Humanos.

Em fevereiro deste ano, o Comité de Juventude lançou um concurso nas escolas do país, premiando a melhor redação sobre os feitos do presidente.

Obama acredita que Donald Trump não vai chegar a Presidente

Barack Obama

“Continuo a pensar que Donald Trump não será Presidente e a razão é que tenho muita fé nos norte-americanos”, assegurou Barack Obama, na conferência de imprensa realizada após um encontro com os representantes da Associação das Nações do Sudeste Asiático, na Califórnia.

Barack Obama afirmou que estar à frente do Governo dos Estados Unidos é um “trabalho sério” e não se trata de “apresentar um programa de televisão ou um ‘reality show'”, referindo-se à carreira televisiva de Donald Trump.

“Acredito que os observadores estrangeiros estão preocupados com parte da retórica que têm ouvido nestas primárias republicanas”, sublinhou o Presidente norte-americano.

Em relação à batalha no campo dos democratas, Barack Obama considerou que os aspirantes, antiga secretária de Estado Hillary Clinton e o senador Bernie Sanders, que estão a fazer um “debate são” sobre os assuntos que interessam ao eleitorado democrata.

Barack Obama recusou posicionar-se a favor de um ou de outro, mas admitiu que conhece melhor Hillary Clinton porque foi sua secretária de Estado entre 2009 e 2013, depois de o atual Presidente a ter vencido nas primárias para as eleições de 2008.

Marcelo prepara entrada em Belém e já afina regras com Costa

Marcelo Rebelo de Sousa

Após receber três ministros (Defesa, Finanças e Negócios Estrangeiros), Marcelo Rebelo de Sousa recebeu ontem o primeiro-ministro no seu gabinete de Presidente eleito (no palácio de Queluz), num encontro que durou duas horas e meia. António Costa admitiu à saída que tinha acabado de ter uma “excelente reunião de trabalho”, considerando “natural” que – neste momento de “transição de poderes” – o Governo mantenha o Presidente eleito “ao corrente dos assuntos do Estado” .

Costa disse ainda que estão a ser definidas “regras de trabalho em comum” e até referiu que estão a ser feitos “com o consentimento” e “sem desconsideração” pelo atual Presidente da República, Cavaco Silva, “que está no pleno exercício das suas funções”. Porém, poderá haver aqui uma tentativa de encostar Cavaco, como adverte ao DN o antigo assessor político de Soares e Eanes, Joaquim Aguiar (ver entrevista ao lado). Também o ex-membro da casa civil de Soares e Sampaio, Pedro Reis, diz ser já claro que “o que importa é o pós 9 de março”.

Presidente a 100%

Fonte próxima de Marcelo explicou ao DN que “todos estes contactos estão a ser feitos como um trabalho de casa do presidente eleito como trabalho de casa para quando chegar o dia 9 de março entrar a 100% no cargo”.

Sobre o facto de receber o ministro das Finanças, Mário Centeno, a mesma fonte justifica que está relacionado com o facto de “um dos dossiers que o Presidente terá como prioridade ser o Orçamento do Estado para 2016”. Nesse mesmo sentido já ouviu os ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, pois são pastas sob as quais incidem os poderes presidenciais.

Um estilo inédito

As audições (ontem recebeu também o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa) que Marcelo está neste momento a fazer, com tanto formalismo, acabam por ser inéditas. Pedro Reis – que esteve na casa civil de Mário Soares e de Jorge Sampaio e foi um dos organizadores das “presidências abertas” – recorda que no tempo de Soares “foram feitos contactos, mas mais informais e de forma muito diferente. Ele, aliás, esteve muito tempo fora e era o indigitado chefe da casa civil, Alfredo Barroso que fazia alguns contactos”.

Ao DN, Alfredo Barroso recorda-se que, antes de ser eleito, Soares fez apenas “audiências informais e pontuais”, até porque “aproveitou para estar muito tempo a descansar na Serra da Estrela”. O antigo chefe da casa civil recorda-se até que Soares estava na serra quando teve de lhe ligar a “informar do assassinato do Olor Palme [o carismático social-democrata sueco]”.

Daí que Soares só tenha reunido, e de forma informal, com “os candidatos vencidos antes das eleições. Chamou o Freitas do Amaral, Salgado Zenha e Maria de Lurdes Pintassilgo para mostrar que era o presidente de todos os portugueses”. Isto porque, “ganhou por pouco e a direita até tinha autocolantes a dizer: “Este não é o nosso Presidente””.

Já no caso de Sampaio, Pedro Reis conta que foi “tudo mais informal”, até porque “havia pessoas que transitavam de uma casa civil para outra”, caso de Carlos Gaspar, de José Manuel dos Santos e do próprio Pedro Reis. Quanto à relação com o primeiro-ministro, Sampaio e Guterres dispensavam apresentações e encontros formais. Conheciam-se há anos e eram do mesmo partido.

Pedro Reis, que apoiou Sampaio da Nóvoa, destaca que Marcelo “está a ser muito mais acelerado, por exemplo, na escolha dos nomes do Conselho de Estado”, num estilo que “faz parte das características pessoais do próprio”. Pedro Reis acredita que foi eleito um “heterónimo de Marcelo, o Marcelo Presidente”, que parece estar a querer “ir buscar o que de melhor houve nas outras presidências”.

Alfredo Barroso também considera “legítimo” que Marcelo esteja a querer ser o Presidente de todos os portugueses e elogia o facto de querer copiar o “bom exemplo” das presidências abertas de Soares. Os três antigos membros das casas civis (que incluem as de Eanes, Soares e Sampaio) concordam que “Marcelo tem perfil” para pôr em prática um modelo de presidências abertas.

Polícia faz buscas em casa de ministros e presidente da Câmara dos Deputados

Eduardo Cunha

De acordo com o sítio de notícias G1, estas ações foram batizadas de Catilinárias e fazem parte das investigações da Operação Lava Jato, que já realizou várias detenções de políticos de vários partidos e outras pessoas envolvidas em esquemas de corrupção e branqueamento de capitais.

Pelo menos 12 polícias foram deslocados para a casa de Cunha em Brasília, que fica na Península dos Ministros, onde estão as residências dos ministros de Estado. A busca na casa de Cunha foi autorizada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O objetivo da operação é recolher provas nos inquéritos que investigam se o presidente da câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e branqueamento de capitais. Entre os bens apreendidos está o telemóvel de Eduardo Cunha, segundo o G1.

Eduardo Cunha já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao STF por corrupção e lavagem de dinheiro, devido à suspeita de ter recebido pelo menos 5 milhões de dólares (4,5 milhões de euros) por contratos de aluguer de navios-sonda pela Petrobras. O STF ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia. O presidente da câmara dos deputados também é alvo de inquérito que investiga suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais através de quatro contas na Suíça atribuídas ao parlamentar. A existência das contas é apontada em documentação enviada à Procuradoria-Geral da República pelo Ministério Público suíço.

Nestas ações de hoje da PF, também são alvo de mandados de busca e apreensão o deputado federal Aníbal Gomes, o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, o ministro de turismo, Henrique Eduardo Alves, e o senador Edison Lobão, todos do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, e o senador Fernando Bezerra Coelho, do Partido Socialista Brasileiro.

De acordo com o G1, citando a PF, ao longo da operação Lava Jato foram emitidos 53 mandados de busca e apreensão e o principal objetivo das autoridades é que os investigados não destruam as provas e apreender bens adquiridos pela prática criminosa.

Os três políticos pertencem ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), da base aliada da Presidente Dilma Rousseff.

China. Dono da Fidelidade detido em investigações de corrupção

Guo Guangchang

Depois de especulações sobre o paradeiro de Guo Guangchang, que ficou incontactável na quinta-feira, a empresa confirmou ontem que o gestor estava a ser ouvido pelas autoridades judiciais chinesas. Na terminologia utilizada pelo grupo de Xangai, “estava a dar assistência em algumas investigações”.

O motivo concreto do interrogatório não foi revelado oficialmente, mas a revista chinesa “Caixin” adiantou que as investigações deverão estar relacionadas com corrupção e venda de ações.

Segundo os relatos na imprensa chinesa, Guangchang foi interpelado por agentes da autoridade quando chegou ao aeroporto de Xangai, oriundo de Hong Kong. Saiu sob escolta e os responsáveis da empresa deixaram de conseguir contactá-lo desde essa altura. As chamadas para o telemóvel não tinham resposta.

A negociação das ações da Fosun na bolsa de Hong Kong foi suspensa depois do desaparecimento, até que as diligências para encontrar o presidente deram frutos.

Em comunicado, a Fosun explica que, depois de ter questionado as autoridades, ficou a saber que o gestor estava retido pelas autoridades em “investigações levadas a cabo pela China continental”.

A empresa adianta que o gestor pode continuar a participar nas tomadas de decisão da empresa, mas “através dos meios adequados”. O grupo garantiu ainda que a investigação não tem qualquer impacto negativo sobre as operações da empresa, que “permanecem normais”. A negociação das ações será retomada na segunda-feira.

Caça à corrupção

À luz das poucas informações oficiais que vão sendo conhecidas, Guo Guangchang aparenta ser o mais recente alvo do programa anticorrupção que o Presidente Xi Jinping está a conduzir.

No regime de ‘socialismo de mercado’ que a China segue, a mão do Estado não é invisível. Embora haja serviços financeiros liberalizados e um consumo voraz de telemóveis, computadores e serviços na internet, o Partido Comunista é omnipresente na sociedade chinesa, sobretudo depois do crash da bolsa de Xangai, no Verão.

Numa economia fluorescente mas ainda a braços com uma elevada desigualdade de rendimentos, a crise financeira e os casos de corrupção e de favorecimento em empresas têm agitado o país asiático. E a pressão das autoridades intensificou-se.

O Presidente pôs em prática um plano anticorrupção, chamando a si cada vez mais poderes do controlo sobre o Estado. Uma das medidas foi criar estruturas para-governamentais, nomeadas pelo seu gabinete, para controlar a atuação dos organismos públicos.

Com a crise da bolsa de Xangai, no Verão, a vigilância reforçada foi alargada aos gestores de topo do sistema financeiro. Os casos de empresários ‘incontactáveis’ – o eufemismo utilizado no país para quem está a ser ouvido pela polícia – são cada vez mais comuns no país.

Segundo um estudo da consultora Eurasia Group, citado pelo” Wall Street Journal”, as investigações anticorrupção quadruplicaram desde 2013, quando foi lançado o plano de Xi Jinping. O número de entidades inspecionadas – que vão desde empresas estatais e privadas a agências do Partido Comunista – subiu de 20 em 2013 para 83 este ano.

“Nos círculos empresariais e políticos chineses, as conversas voltam frequentemente a uma questão familiar: quando vai a campanha anti- corrupção do presidente Xi Jinping acabar?”, escreve o “Wall Street Journal”.

Gu o Guangchang deverá ser o caso mais recente das investigações anticorrupção. O gestor é visto como um elemento reformista no universo empresarial de Pequim. Embora pertença a um órgão consultivo do Partido Comunista Chinês, não tem qualquer ligação oficial às autoridades, e o império que construiu nos últimos 20 anos faz sombra a muitas empresas estatais, que veem a sua posição dominante ameaçada.

Há outros casos recentes de empresários ‘incontactáveis’ ou ‘desaparecidos’. No último domingo, a Citic Securities, uma empresa de corretagem, revelou que não estava a conseguir contactar dois dos executivos de topo. Outra empresa do sector financeiro, a Guotai Junan, disse em novembro que não sabia do seu presidente, Yim Fung. Está desaparecido há um mês.

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