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Homem paga promessas por outros a troco de dinheiro

Carlos Gil assume-se como um pagador de promessas e cobra 2500 euros pelo serviço. “Achei que era justo. Ao princípio era em dólares, mais tarde é que passou a ser euros. Porque o serviço é vocacionado para o mundo lusófono, sobretudo para quem está longe”, cita a Magazine Notícias.

“É um serviço que presto ao próximo”, pode ainda ler-se neste órgão de comunicação.  “Por estes dias, está novamente a caminho de Fátima a pé – desta vez são 120 quilómetros – para cumprir um voto feito por outra pessoa. A Igreja, naturalmente, não vê isto com bons olhos”, menciona a revista.

Já perdeu as contas às vezes que preparou a mochila para caminhar até Fátima, pelo menos “duas a três vezes por ano”.

Agente imobiliário de profissão, Carlos Gil assegura ganhar mais a vender casas, mas não esconde já ter ganho muito dinheiro com o nobre serviço de peregrinar a pedido de outras pessoas.

Publicita na internet o negócio que o leva a Fátima para pagar promessas alheias: “Se tem uma promessa para cumprir e não o pode fazer, ou simplesmente quer a agradecer a Nossa Senhora de Fátima as boas graças recebidas ao longo da vida, Carlos Gil caminha por si até Fátima”.

Demora sete dias a chegar a Fátima, sempre pelo mesmo caminho, mas por intenção de clientes diferentes.

As promessas de Costa

António Costa

António Costa está convencido de que “o relançamento do crescimento económico exige a melhoria do rendimento disponível das famílias “. Para isso, estão já em apreciação parlamentar “iniciativas sobre a reposição integral em 2016 dos vencimentos devidos aos funcionários públicos e a eliminação progressiva da sobretaxa de IRS” – iniciativas que não foram votadas em plenário, baixando para a discussão na especialidade.

Salário mínimo em 600 “ao longo da legislatura”

Costa promete, contudo, ser mais célere numa promessa: a de aumentar o salário mínimo nacional para os 600 euros. Mesmo que admita que esse objetivo é para ser alcançado “ao longo da legislatura “, o primeiro-ministro anunciou que convocou “hoje mesmo” uma reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, para a próxima semana para analisar essa subida.

Com uma farpa ao anterior Governo, Costa lembrou que o programa Portugal 2020 “disponibilizou apoios a 15 empresas”. E prometeu acelerar a execução dos fundos comunitários e sincronizar “o ciclo de planeamento de infraestruturas com o ciclo de definição das perspetivas financeiras da UE”.

Plano de obras públicas só em 2018

Nesse sentido, António Costa faz um anúncio já para 2018, o ano em que promete apresentar à Assembleia da República “um programa de investimento em infraestruturas” que deverá ser aprovado por maioria de dois terços, “de modo a assegurar um consenso alargado”. Costa já o tinha dito na campanha e reafirma-o: quer apoio alargado para avança com obras públicas.

Ainda assim, Costa está convencido de que as políticas públicas são um dos motores que vai permitir o crescimento económico que quer alcançar nesta legislatura.

“Não podemos ignorar nem desprezar o papel decisivo que as políticas públicas podem e devem desempenhar na criação de condições para a atração, incentivo e potenciação do investimento privado “, frisou o primeiro-ministro, que assegura o empenho do Governo na promoção da Língua e na valorização do território.

E é esse o pensamento que justifica o anúncio de um reforço de 35 milhões de euros ao Sistema de Garantia Mútua, para ajudar as pequenas empresas a conseguir as garantias necessárias para aceder a fundos comunitários.

Costa que ajudar a combater “o baixo nível de autonomia financeira da generalidade das empresas “, através da criação de um Fundo de Capitalização e de uma linha de adiantamento de crédito fiscal aos investimentos em investigação e desenvolvimento “.

Na mesma linha, António Costa anunciou o Programa Semente, que irá apoiar o empreendedorismo e a criação de start ups.

Simplex volta em força

Se Costa foi cauteloso no regresso das obras públicas, ao querer um apoio de dois terços no Parlamento para o seu plano de infra-estruturas, não teve qualquer problema em recuperar uma das bandeiras de Sócrates: o programa Simplex.

Costa tem, de resto, a ‘mãe ‘ do Simplex no seu elenco governativa: Maria Manuel Leitão Marques é a ministra da Modernização Administrativa. E não é, por isso, de estranhar este “regresso em força do Simplex”, avançado hoje por Costa no debate do seu programa de Governo.

A receita para criar empregos

Para Costa, é preciso “romper com a ilusão de um modelo de desenvolvimento assente no empobrecimento e na precarização do trabalho” e apostar na Cultura, na Educação e na Ciência.

O primeiro-ministro dá “prioridade máxima ” ao combate à precariedade e à educação de adultos. Mas anuncia também um “contrato de geração ” que permita o acesso à reforma a tempo parcial com contrapartida da contratação de jovens a tempo inteiro.

O plano para criar empregos passa também por políticas direccionadas a sectores “com forte capacidade de criação de postos de trabalho como os serviços de apoio pessoal à infância e aos idosos”. Mas também na construção civil, com “um amplo programa de reabilitação urbana”.

Valorização do SNS e da Educação pública

António Costa é claro na valorização da escola pública, do Serviço Nacional de Saúde e na “sustentabilidade de uma segurança social pública”.

O discurso social foi, de resto, central na apresentação do programa do Governo, com Costa a anunciar um crédito fiscal negativo “que assegure a todos os que declaram rendimentos de trabalho vençam o limiar de pobreza ” e uma “estratégia integrada de combate à pobreza infantil e juvenil “.

Uma coisa é certa, Costa está convencido de que estas políticas “permitem uma consolidação saudável e sustentável das nossas finanças públicas, com uma consecutiva redução do défice orçamental e da dívida pública “.

Feita a promessa a Bruxelas de que Portugal continuará a ser um parceiro “responsável “, Costa não deixa de responder às preocupações dos partidos mais à esquerda que apoiam o seu Governo.

“Este Governo não servirá os cidadãos portugueses contra ou apesar da Europa, mas com a Europa. E não servirá a Europa contra os cidadãos portugueses, mas antes mobilizando-os para participarem nas mudanças que a Europa, para ser fiel aos seus valores fundadores, necessita concretizar “, garante Costa.

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