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Estas são melhores universidades do mundo. Portugal só aparece no 323º lugar

A seis dias de serem divulgadas as listas de colocação no ensino superior em Portugal, a consultora Quacquarelli Symonds (QS) divulgou o ranking universitário para o ano letivo 2016/2017. A primeira universidade portuguesa surge no lugar 323: é a Universidade do Porto, sete lugares acima da Universidade de Lisboa. Na posição 366 aparece a Universidade Nova de Lisboa, fechando assim o pódio das universidades portuguesas. A universidade de Coimbra está entre no lugar 452, muito acima do último colocado: a Universidade Católica de Lisboa, algures depois da posição 701.

As universidades portuguesas baixaram no ranking em relação à análise feita para o ano letivo passado, com exceção da Universidade de Lisboa, que subiu 151 lugares em relação ao ano passado. Mas também houve uma reviravolta no universo de instituições de ensino superior portuguesas em destaque: embora a Universidade do Porto continue a ser considerada a melhor universidade de Portugal, as universidades Nova e de Coimbra desceram no ranking português, enquanto a Universidade de Lisboa subiu entre as instituições do país. No guia da consultora QS também são destacados os politécnicos portugueses, “bem reputados” e com foco na preparação do estudo para um percurso profissional específico.

As três melhores universidades do mundo são norte-americanas: o Massachusetts Institute of Technology (MIT) foi colocada em primeiro lugar, seguida da Stanford University e da Harvard University. Há cinco bandeiras norte-americanas entre as dez melhores universidades do mundo. De resto, há quatro britânicas (a University de Cambridge em quarto lugar, a University of Oxford em sexto lugar, a University College London em sétimo lugar e a Imperial College London em novo lugar) e uma suíça: a Swiss Federal Institute of Technology, em oitavo lugar.

 

Praia da Salema entre as 50 melhores do mundo

A aldeia piscatória no concelho de Budens, Vila do Bispo, com ruelas e casas tradicionais, tem uma praia com um areal extenso.

Por isso, está classificada por este top como uma das melhores praias da Europa para famílias. No 13.ª lugar do ranking geral, Salema destaca-se ainda pelas pegadas de dinossauros que se encontram nas rochas da praia, pelo facto de ter bandeira azul e ondulação fraca.

Talvez uma das mais fotografadas do mundo, a praia Source d”Argent, na ilha de La Digue, a terceira maior e mais populosa das Seychelles, lidera este ranking.

Em destaque está também a praia da Duna de Pyla, no sudoeste de França, que, como o nome indica, resulta da formação de enormes dunas, as maiores da Europa, do cimo das quais se veem o Atlântico e a floresta da região.

Segue-se a praia de Shoal Bay, Antígua, nas Caraíbas, com areia fina e branca como açúcar e águas cristalinas.

Veja aqui o ranking completo

Numa indústria competitiva, a CMAS destaca-se

Com soluções orientadas para a inovação, a CMAS é composta por equipas dedicadas, focadas no negócio das telecomunicações e que acompanham o cliente em todas as necessidades. Que características fazem parte da vossa identidade e que têm permitido que a CMAS esteja entre as melhores na sua atividade?
A identidade da CMAS tem sido sempre caracterizada pelo empenho em criar competências e pela disponibilidade de partilhar a nossa visão de gerar valor em todas as soluções que produzimos com os nossos clientes. O forte conhecimento em todas as áreas em que nos integramos, onde temos profissionais a colaborar com os nossos clientes, e a vontade de ultrapassar constantemente os desafios a que nos propomos e que nos são feitos fazem-nos acreditar que o expertise adquirido na área das telecomunicações pode ser transportado para outras áreas e indústrias. Diria que o nosso foco é fortalecer a relação dos nossos clientes com os seus clientes e procurar traduzir isso em experiências inovadoras. É com esta vontade que trabalhamos todos os dias com os nossos parceiros.

Entre as soluções que disponibilizam, de que forma se concretiza o vosso ciclo de atuação: análise, implementação e suporte?
Tentamos cobrir sempre todo o ciclo de vida, desde o acompanhamento do cliente no levantamento de requisitos até ao suporte dos seus sistemas, quer sejam desenvolvidos e implementados pela CMAS, quer sejam sistemas que o cliente já disponha.

A CMAS está em quinto lugar no ranking nacional do Relatório 2015 EMEA 500 Technology Fast Track da Deloitte. Num mercado tão competitivo e volátil, o que significa estar entre as melhores empresas de tecnologia desta região?
É sempre uma grande honra. É o terceiro ano consecutivo que temos esta distinção e conseguirmos estar entre empresas dinamizadoras e que são reconhecidas por criarem valor numa área que traduz inovação e de elevada competição, só nos enche de grande orgulho e premeia a excelente equipa de profissionais que fazem parte da empresa.

Acredita que este reconhecimento tem sido também encarado por outras empresas como uma inspiração para que também elas apostem sistematicamente na inovação e no seu crescimento sustentado?
Acreditamos que sim. Num mundo global, existir uma distinção por parte de uma entidade globalmente reconhecida, só pode servir de inspiração para que outros possam atingir esses níveis.

Com empresas e empresários que têm conseguido competir com os melhores do Mundo, Portugal tem demonstrado que é um país inovador. No entanto, o que é preciso fazer para que mais do que cinco organizações portuguesas integrem este top 500 da Deloitte?
Portugal é um país com excelentes condições para a criação de nichos e de clusters. É um excelente país para que as start-ups possam iniciar e desenvolver o seu processo de crescimento. Acredito, no entanto, que falta dinamização para que, internacionalmente, o trabalho efetuado por estas equipas/empresas seja reconhecido e potencie o desenvolvimento de negócios internacionais pois só assim é possível ter um crescimento efetivo.

O top 5 dos países mais representados é muito idêntico ao de 2014, incluindo a França, o Reino Unido, a Noruega, a Holanda e a Suécia. O que é que Portugal tem a aprender com estes mercados?
São mercados globais ou então que têm uma dinamização interna bastante grande. São mercados que dão grande foco ao que é feito internamente e focados na expansão internacional desses agentes. Portugal é um mercado interno bastante mais pequeno e que ainda não tem implementada a cultura (salvo raras exceções) de criar dinamismo internacional.

Competir através da inovação num mercado tão competitivo e dinâmico não é fácil. Para o futuro da CMAS, que desafios acredita que terão de enfrentar para que continuem a fazer parte deste ranking e, mais do que isso, para que continuem a responder às necessidades dos seus parceiros?
Dinamizar e inovar para que os nossos parceiros atuais ou futuros (que mais do que clientes, consideramos parceiros) possam continuar a acreditar em nós e na nossa qualidade. Acreditar que podemos desta forma continuar a aumentar o nosso volume de negócios, continuar a potenciar crescimento e procurar aumentar o nosso leque de competências.

Uma escola orientada para a educação para a vida

Francisco Vitorino

Proporcionando aos vossos jovens a melhor qualidade na sua formação, lecionada em infraestruturas renovadas que proporcionam um cómodo ambiente de estudos, no final dos seus percursos, que alunos esperam ter preparado?
A ES Marques de Castilho, sede do Agrupamento de Escolas de Águeda Sul, é uma antiga Escola Industrial e Comercial que comemorou no dia 29 de janeiro 89 anos de existência e que se orgulha de manter na sua matriz histórica fundamental uma profunda ligação ao meio em que está inserida. Tendo desempenhado um papel importantíssimo na educação e formação de várias gerações de aguedenses que viriam a estar na base do dinamismo empresarial do concelho de Águeda e da região envolvente, a ESMC, bem como o Agrupamento, procuram prestar, do ponto de vista dos princípios orientadores do serviço educativo, uma particular atenção à educação para a vida. Sabemos hoje que um dos principais desafios com que os nossos jovens se irão defrontar ao longo do seu percurso prende-se precisamente com a sua capacidade de resolver problemas, de se adaptar a uma realidade que estará em constante mudança e que muito exigirá da sua capacidade empreendedora.

Com base nos dados do Ministério da Educação e Ciência, todos os anos é publicado um ranking das escolas do ensino básico e secundário de acordo com as notas dos exames nacionais. Como tem sido a evolução do Agrupamento ao longo dos últimos anos? Que principais pontos, a seu ver, devem ser mantidos e, por outro lado, melhorados?
Muito se tem escrito e dito sobre a oportunidade, natureza e relevância da publicitação de dados pelo MEC que depois são tratados pelos órgãos de comunicação social e publicados sob a forma de rankings. Sabemos que apesar do esforço desenvolvido nos últimos anos de modo a fornecer alguns dados de contexto, a qualidade de uma escola está longe de se traduzir por resultados obtidos nos exames nacionais. Muito embora eles possam traduzir, em parte, a qualidade e a eficácia das aprendizagens, o que é facto é que pouco nos dizem sobre a “qualidade” dos alunos e do seu contexto familiar. É por isso injusto e até talvez despropositado qualificar de boa ou má uma escola pela sua posição num ranking. Desde logo porque ele nada nos diz sobre o esforço desenvolvido pelos professores no combate ao abandono escolar por parte de alunos que, claramente, não querem estar na escola; nada nos diz sobre a qualidade da formação para a vida, para o empreendedorismo e para a capacidade de singrar no mundo do trabalho; nada nos diz sobre a qualidade da formação profissional ministrada e sobre as taxas de empregabilidade dos cursos ministrados. Enfim, o ranking nada nos diz sobre o que é essencial para o futuro dos alunos que, sabemos, está longe de se reduzir a uma média de entrada no ensino superior.
Sobre a evolução do agrupamento, devo referir que, de acordo com os dados disponibilizados, a sua posição relativa tem vindo a melhorar de forma sustentada. No ano letivo de 2014/2015, as escolas do Agrupamento subiram consideravelmente no dito ranking, sendo de destacar a ESMC que, no ensino secundário, subiu cerca de 80 lugares, tendo a média de diversas disciplinas se situado acima da média nacional.

Há oito anos que não há escolas públicas nos primeiros dez lugares, sendo que a última foi a Infanta D. Maria, de Coimbra, que, em 2007, ocupou o oitavo lugar. Na sua opinião, o que explica este “domínio” das entidades de foro privado?
Sem querer proferir juízos de valor sobre o ensino privado, relativamente ao qual nada me move, penso que não é possível, sendo até perverso, colocar a questão nesses termos. Desde logo porque a escola pública, e ainda bem que assim é, recebe todos os alunos e responde a todas as solicitações, coisa que, eventualmente, não acontecerá em todo o ensino privado, com tudo o que daí se possa advir. De todo o modo, não partilho desta dicotomia “publico/privado”, pois assim como haverá com certeza excelentes escolas públicas, também haverá más escolas privadas.

De acordo com o estudo “Ranking das escolas: impacto nas escolas públicas e privadas”, publicado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o fosso entre as secundárias e públicas e privadas agravou-se e a explicação não passa pela falta de qualidade mas sim pela disparidade nos recursos disponíveis. Concorda com esta visão?
Concordo. Quando falamos de recursos disponíveis deveremos considerar também os recursos das próprias famílias que maioritariamente frequentam umas e outras. E quando falamos de recursos das famílias não nos referimos apenas aos recursos materiais, mas também às referências culturais e ao acesso à cultura e à informação nas suas diversas expressões, os/as quais não são de todo despiciendos quando está em causa a (des) valorização da escola enquanto projeto de vida. Por outro lado, quando falamos de recursos das próprias escolas (humanos e materiais), sabemos bem o quanto se tem vindo a desinvestir na escola pública, facto que em nada tem contribuído para a promoção da Escola e de tudo o que ela representa em termos civilizacionais. De resto, alimentar esta dicotomia entre público e privado através da extração de conclusões (fáceis) a partir de rankings nacionais serve claramente os interesses de determinados sectores da sociedade que, numa perspetiva claramente ideológica, procuram desvalorizar e diminuir a função do Estado de proporcionar a todos os cidadãos uma educação e formação de qualidade.

IMG_0707Escolas e empresas devem estar ligadas, criando sinergias em prol do emprego. Desta forma, como é que o Agrupamento tem promovido ofertas formativas organizadas e diversificadas de forma a responder à procura, sem descurar as necessidades do mercado de trabalho?
O AEAS tem definido a sua oferta educativa em diálogo com o tecido empresarial, procurando aliar os interesses e os anseios da comunidade que serve àquelas que são as necessidades das empresas e do mercado de trabalho. Temos protocolos com mais de 150 empresas e instituições, colocando anualmente mais de 250 alunos em Formação em Contexto de Trabalho.

O Agrupamento foi um dos sete a nível nacional a ver selecionada uma candidatura ao projeto EMA – Estímulo à Melhoria das Aprendizagens, da Fundação Gulbenkian. O que importa saber acerca destes “cursos de ciências experimentais para alunos do 4º e 9º ano e do ensino secundário”?
Desde há três anos a esta parte, o Agrupamento mantém uma parceria com o Instituto de Educação e Cidadania (IEC) – Mamarrosa – Oliveira do Bairro – que muito tem contribuído para a criação e dinamização de Cursos Avançados de Ciência que procuram levar mais longe os alunos que revelam interesse e vontade de aprofundar os conhecimentos adquiridos nas aulas curriculares. Trata-se de cursos avançados, de aprofundamento, com uma duração trimestral, que proporcionam a grupos de 10/12 alunos, voluntários, o contacto com as mais modernas técnicas de investigação científica. São cursos lecionados por docentes doutorados ou mestrados que têm contribuído para desenvolver nos alunos do 9º ano, do ensino secundário, e agora também do 4º ano, o gosto pela ciência e pela investigação, fazendo-o em laboratórios devidamente equipados, quer na ESMC quer no IEC. De resto, este conceito tem vindo a criar uma interessante dinâmica interna que tem levado professores do Agrupamento a dinamizarem eles próprios, por sua iniciativa, fora do seu horário, cursos noutras áreas do saber. Estão a decorrer neste momento cursos avançados em “Arduíno”, em Línguas e Culturas Clássicas e em Inglês.
A candidatura ao Projeto EMA da Fundação Gulbenkian deu um importante impulso a esta linha de atuação, pois permitiu-nos equipar melhor os nossos laboratórios e viabilizar os recursos necessários a um trabalho de qualidade.

Que desafios se colocam para o Agrupamento de Escolas de Águeda Sul? A vossa posição estratégica será a mesma ao longo de 2016?
Sim, sem dúvida. O Projeto Educativo em vigor vai até 2017, pelo que o pensamento estratégico que norteia o Agrupamento deverá manter-se: melhoria sustentada dos resultados escolares; combate ao abandono e insucesso escolares, consolidação de uma cultura de avaliação e de melhoria contínua; aprofundamento das relações com o tecido empresarial e com o meio envolvente.

“Consideramo-nos uma escola alinhada”

Escola Secundária da Trofa

Qualidade de ensino, estabilidade do corpo docente e acompanhamento do aluno em todas as fases são algumas das características das linhas educativas seguidas por qualquer uma das escolas que integram o Agrupamento de Escolas da Trofa. No final dos seus percursos, que alunos esperam ter preparado?
O Agrupamento de Escolas, com a configuração atual, foi constituído com a agregação da Escola Secundária da Trofa ao Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa em julho de 2012. O corpo docente é bastante estável, com exceção do 1.º ciclo que em ano de concursos é permeável a situações de mobilidade. As escolas têm um clima muito calmo uma vez que não temos casos de indisciplina muito graves. Constatamos, como eventualmente acontecerá em muitas escolas do nosso país, que a indisciplina se desloca dos recreios para o interior da sala de aula. É o “está quieto”, “está atento”, “trabalha”, “tira o material da mochila”, que provoca casos de rejeição da autoridade do professor e potencia situações de indisciplina. Sendo uma instituição de interesse público, o Agrupamento de Escolas da Trofa propõe-se a garantir uma educação de qualidade para todos. Para atingir esta finalidade, o nosso Projeto Educativo apresenta algumas políticas educativas que são o nosso ideário:
a) Promover a aquisição de competências sociocognitivas que habilitem para escolhas ético-sociais e cívicas adequadas – educação para valores;
b) Estimular uma cultura organizacional cooperante, participativa, tendente ao fomento de uma liderança dinâmica e participada, promotora de um bom clima organizacional;
c) Promover a igualdade de oportunidades;
d) Criar uma interface entre a escola e a vida ativa, potenciando um espaço de diálogo entre a escola e as atividades económicas da região, através dos estágios profissionalizantes;
e) Fomentar a participação da comunidade educativa nas dinâmicas da escola.

Com base nos dados do Ministério da Educação e Ciência, todos os anos é publicado um ranking das escolas do ensino básico e secundário de acordo com as notas dos exames nacionais. Como tem sido a evolução do Agrupamento ao longo dos últimos anos? Que principais pontos, a seu ver, devem ser mantidos e, por outro lado, melhorados?
O histórico comparativo é reduzido. O Agrupamento foi constituído em julho de 2012. Os resultados escolares obtidos em 2015, com algumas exceções pontuais que estamos a analisar, são muito semelhantes aos de anos anteriores com ligeiras melhorias em algumas disciplinas. Consideramo-nos uma escola alinhada. Os desvios entre os resultados internos e externos situam-se, em média, em três pontos de diferença.
Os pontos considerados fortes e que devem ser objeto de acompanhamento e de reflexão que a nosso ver têm potenciado os resultados escolares obtidos são:
a) A participação ativa da comunidade educativa, designadamente, das associações de pais e encarregados de educação, em todas as dimensões da vida escolar, contribuindo para a melhoria do serviço educativo prestado;
b) A diversidade das atividades dinamizadas no âmbito do plano anual enquanto estímulo à melhoria das aprendizagens;
c) O trabalho desenvolvido de forma articulada entre estruturas internas e externas do Agrupamento com impacto na prevenção da desistência e do abandono escolar;
d) O empenho da direção na mobilização de recursos e no estabelecimento de parcerias com instituições da comunidade com impacto positivo na gestão dos materiais pedagógicos, na requalificação dos espaços e nas aprendizagens e vivências das crianças e dos alunos;
e) A existência de circuitos e mecanismos de comunicação, especialmente a utilização de uma plataforma digital, com reflexos na qualidade da partilha de documentos e de informações.
Entendemos que as áreas onde o Agrupamento deve incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria são:
a) A identificação de fatores explicativos do insucesso, designadamente ao nível das práticas de ensino, que possibilite a definição e implementação de estratégias pedagógicas, visando a promoção do sucesso educativo;
b) O reforço da participação e reflexão cívicas, contribuindo para a corresponsabilização dos alunos nos seus desempenhos e para a melhoria dos comportamentos em sala de aula.

Há oito anos que não há escolas públicas nos primeiros dez lugares, sendo que a última foi a Infanta D. Maria, de Coimbra, que, em 2007, ocupou o oitavo lugar. Na sua opinião, o que explica este “domínio” das entidades de foro privado?
Alunos de contextos socioeconómicos não muito favorecidos e com expectativas muito baixas em relação à escola e consequentemente beneficiários em percentagens muito elevadas dos apoios do ASE. O contexto socioeconómico tem influência nos resultados escolares das nossas escolas. Temos a consciência, por conhecimento empírico, porque temos a noção da nossa realidade (contexto não muito favorecido), o esforço que desenvolvemos para que os nossos alunos alcancem estes resultados.

De acordo com o estudo “Ranking das escolas: impacto nas escolas públicas e privadas”, publicado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, o fosso entre as secundárias e públicas e privadas agravou-se e a explicação não passa pela falta de qualidade mas sim pela disparidade nos recursos disponíveis. Concorda com esta visão?
Temos que saber interpretá-los e dar-lhe o valor que têm para nós, escola (Comunidade Educativa) e para os media. Enquanto ordenação (ranking) das escolas boas e más tem pouco valor.

Paulino Macedo
Paulino Macedo

Escolas e empresas devem estar ligadas, criando sinergias em prol do emprego. Desta forma, como é que o agrupamento tem promovido ofertas formativas organizadas e diversificadas de forma a responder à procura, sem descurar as necessidades do mercado de trabalho?
A definição de uma adequada qualificação profissional é importante para inserir jovens e adultos no mercado de trabalho. Não podemos esquecer que ela é imprescindível no crescimento das pessoas, na formação de cidadãos e na elevação da autoestima. A qualificação profissional de facto muda as pessoas, as suas famílias e a comunidade onde elas vivem.
Para que essa mudança ocorra é necessário que a formação profissional seja feita corretamente, isto é, de maneira consciente e de acordo com a demanda do mercado de trabalho em termos latos, por um lado, e da região onde vive o aluno/adulto por outro. A escolha de um curso ou o encaminhamento para uma formação profissional não pode estar desvinculada da realidade que circunda o formando, sob pena de não o levar à tão sonhada realização profissional.
Nesta encruzilhada somos entidade promotora do CQEP da Trofa. Destaque ainda para a candidatura de um projeto conjunto de instituições de educação e formação, das instituições empresariais aglutinadas na AEBA e Câmara Municipal, para permitir a articulação das diferentes ofertas formativas, contribuindo para o aumento dos níveis de qualificação da população da região.

A prioridade da ação educativa nos sistemas de ensino deve estar direcionada para o bem-estar e para a formação pessoal e social do aluno”. Na realidade nacional, acredita que esta tem sido a linha de atuação dos agentes deste setor? Qual tem sido o papel do Agrupamento?
Desenvolvemos um programa de apoios e tutoriais aos alunos identificados com dificuldades de aprendizagem. Criamos um gabinete do aluno (GA) que acolhe, com uma tarefa de natureza pedagógica prescrita, os alunos que são colocados fora da sala de aula, criamos um gabinete de informação ao aluno (GIA) com o objetivo de os informar e acompanhar e criamos um gabinete de acompanhamento de situações de carência económica. O nosso Plano Anual de Atividades é rico e nele integramos as atividades das várias associações de pais, da associação de estudantes e, com maior predominância, todas as atividades propostas pelos Departamentos Curriculares. Para coordenar estas valências utilizamos uma plataforma (sharepoint) onde criamos várias aplicações informáticas.
Faz parte da nossa ação o desenvolvimento da cultura de mérito e o aprofundamento do reconhecimento daqueles que pelo seu esforço e competência se destacam para tornar concretizável um maior envolvimento de interação entre alunos e permitir o aprofundamento de práticas de solidariedade e de ajuda entre si. Criamos os quadros de mérito escolar e os melhores são distinguidos com o “Prémio Eurico Ferreira” (empresa de renome internacional sediada na Trofa e que protocolou com a escola esta distinção).
Em todas as escolas do Agrupamento está formalmente constituída uma Associação de Pais e Encarregados de Educação. Os presidentes destas constituem uma comissão de presidentes (CAPEAT) com o objetivo de reunir com o Diretor e outros Órgãos. Além desta comissão, cada turma elege dois encarregados de educação que os representa em assembleia de representantes para tratar de assuntos de interesse do Agrupamento em geral ou de cada turma em particular.
Digamos que é uma escola aberta à comunidade cuja intervenção/participação dos pais é sempre bem-vinda.

Que desafios se colocam para o Agrupamento de Escolas da Trofa? A vossa posição estratégica será a mesma ao longo de 2016?
O nosso Projeto Educativo orienta o nosso trabalho no sentido da construção de uma escola aberta à comunidade e a uma crescente colaboração com os pais e encarregados de educação, criando oportunidades para uma maior participação na vida da escola.
Pretendemos ir ao encontro dos problemas detetados que dizem respeito às competências sociais e escolares dos alunos (o respeito por todos, a tolerância, o desenvolvimento do espírito de igualdade, a aquisição de saberes) e à participação da família na vida escolar dos seus educandos.
Procuramos estabelecer novas parcerias e reforçar as já existentes, nomeadamente com o ME, com a Câmara Municipal, com a AEBA, com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, com o Centro de Saúde, Centro de Formação maiatrofa, Eurico Ferreira, instituições/entidades reconhecidas legalmente e cuja participação beneficiará a nível pedagógico e científico a população escolar.

Os melhores países para se viver após a reforma; Portugal consta da lista

Atentos ao crescimento e potencial dessa tendência, vários países têm facilitado a concessão de vistos e benefícios para essa importante fatia da população mundial. Um ranking feito há mais de duas décadas, aliás, mostra quais são os melhores locais para quem pretende ter uma nova vida a partir deste ano.

Publicado há 25 anos pela revista americana International Living, o Índice Global de Aposentadoria elegeu os 23 melhores países para quem pretende viver no estrangeiro na velhice.

A primeira posição ficou com o Panamá, que alcançou uma nota de 93.5 numa escala que vai de 0 a 100. Equador (92.4), México (89.3), Costa Rica (88.4), Malásia (87.8), Colômbia (87.7), Tailândia (84.8), Nicarágua (84.2), Espanha (83.6) e Portugal (82.9) completam o top 10.

O ranking foi elaborado por uma rede de correspondentes e colaboradores da revista espalhados pelo mundo, levando em consideração uma série de características que vão tornar a vida do reformado mais agradável no novo país.

Para a elaboração da lista de 2016, foram considerados 10 critérios: valor de imóveis para compra ou aluguer, benefícios fiscais e descontos para reformados, vistos de residência, custo de vida, facilidade de adaptação, entretenimento, sistema de saúde, estilo de vida saudável, infraestrutura e clima.

«Esse ranking é o melhor recurso para ajudar alguém a encontrar o seu paraíso ideal para gozar a reforma», afirma Jennifer Stevens, directora executiva da International Living.

Uma das estratégias mais populares para atrair reformados é a criação de categorias especiais de vistos – com burocracia menor que a de um processo convencional – e a redução de impostos.

Primeiro colocado no ranking publicado na última semana, o Panamá oferece um visto permanente a reformados, que ainda garante diversos tipos de descontos em bens e produtos.

Outros países latino-americanos, como Costa Rica e México, também fornecem vistos de longa duração com pouca burocracia, geralmente exigindo apenas a comprovação de que o estrangeiro recebe pensão no seu país de origem.

Segundo lugar geral e país sul-americano mais bem colocado na lista da International Living, o Equador destaca-se pelos benefícios fiscais que concede aos aposentados.

«Como cidadão sénior pode ser reembolsado em até 204 dólares por mês só com impostos que estão incluídos em produtos, e ainda possui planos especiais em bancos e supermercados, por exemplo», explica Edd Staton, correspondente da revista.

Em 10º, Portugal tornou-se nos últimos anos um local atractivo para os reformados brasileiros. A facilidade do idioma e as proximidades culturais estão entre os factores que despertam interesse, mas os incentivos fiscais também não podem ser descartados.

Há cerca de três anos, o governo português criou o programa de RNH (Residente Não Habitual), que garante aos aposentados estrangeiros a isenção de impostos durante 10 anos no país europeu.

Para receber o benefício, é preciso alugar ou comprar um imóvel e residir por pelo menos 180 dias por ano em Portugal. Também é necessário que o solicitante não tenha residido em território português nos cinco anos anteriores ao pedido.

Portugal também tem um visto de residência especial para aposentados. Para que o pedido seja aprovado, é necessária um rendimento mensal comprovado de pelo menos um salário mínimo português, que em 2016 subiu para 530 euros. Para casais, deve ser acrescido o valor de meio salário – 795 euros.

Na lista elaborada pela International Living, Portugal destacou-se nos critérios infraestrutura, clima, estilo de vida saudável e sistema de saúde.

Apesar de o país fazer parte da zona euro, o custo de vida também foi bem avaliado.

Quatro países sul-americanos estão entre os 23 do ranking da International Living. Além do Equador e Colômbia, que figuram no top 10, estão presentes o Peru e Uruguai, 15º e 18º colocados, respectivamente.

Segundo a avaliação da revista americana, estes países têm como principais atractivos o custo, clima, infraestrutura e estilo de vida saudável.

Capital portuguesa é das cidades europeias onde é mais barato construir

O ranking ‘International Construction Costs Index 2016’, da Arcadis, revela que Lisboa é a cidade mais barata da Europa ocidental no que toca à construção e a 31.ª mais cara num lote de 44 cidades.

A cidade mais cara do mundo para se construir é Nova Iorque, seguida de perto por Londres. No ponto oposto surge a Taipé, a capital do Taiwan.

Os custos de produção são bastante elevados nas principais cidades europeias, sendo que nos lugares cimeiros da tabela, depois dos já apresentados, estão cidades como Genebra, Copenhaga, Estocolmo, Frankfurt, Paris, Viena, Bruxelas e Milão.

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