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Bâloise lança o primeiro livro branco 100% digital para ajudar as pessoas a decifrar seguros

A Bâloise Vie Luxembourg, filial do Grupo suíço Bâloise, propõe soluções de investimento inovadoras e personalizadas. Um dos vossos fatores diferenciadores é que tais soluções podem ser moldadas consoante as necessidades dos clientes. Pode explicar-nos melhor este método?

Somos especialistas em seguros de vida no Luxemburgo e possuímos um verdadeiro know-how através das nossas equipas que possuem um vasto conhecimento jurídico e fiscal a nível internacional sobre os vários produtos oferecidos pela nossa empresa. Assistimos os nossos clientes na implementação de soluções tailor-made e que vão ao encontro da situação de vida dos mesmos bem como das suas necessidades.

Os seguros oferecidos pela Bâloise são, assim, seguros flexíveis, associados a ter uma poupança a médio e longo prazo através de um contrato de seguro e que possibilitam a escolha de estratégias de investimento diferenciadas.

Os nossos clientes podem encontrar no Luxemburgo um leque de possibilidades tais como os fundos internos dedicados, fundos externos, fundos de seguro especializado bem como fundos internos coletivos, para não falar do acesso a uma vasta gama de ativos, como OICVM, ações e obrigações cotadas ou produtos estruturados, mas também todos os fundos públicos ou não públicos, emitidos em diferentes jurisdições europeias ou mundiais.

Podemos ainda dizer que um acompanhamento jurídico e fiscal constante aliado às nossas competências técnicas e linguísticas, recetividade na abordagem e implementação de soluções tradicionais e inovadoras que vão ao encontro das necessidades dos clientes e parceiros para a criação de valor acrescido fazem igualmente parte da nossa metodologia.

Além de personalizarem contratos para os clientes, a vossa atuação também sofre mutações de acordo com o país de atuação. Estando presentes em 12 países, de que forma articulam os vossos serviços? Quais são as principais diferenças entre eles?

Temos equipas multidisciplinares organizadas por países e que são especializadas no suporte de contratos de seguros de um ponto de vista comercial, jurídico, fiscal e planeamento patrimonial e sucessório. Não obstante existirem diferenças entre os diversos países onde atuamos, todos os nossos contratos têm como fator comum a legislação luxemburguesa, diferenciando-se no respeito pelo direito local de cada jurisdição.

Quais diria que são, atualmente, as tendências de mercado e evolução do mercado segurador em Portugal e em Luxemburgo?

Cada vez mais se verifica uma preocupação sucessória e uma procura de soluções de planeamento patrimonial, pelo que a procura de soluções como o seguro de vida Luxemburguês tem vindo a desempenhar sem dúvida um papel importante no planeamento patrimonial porque permite uma proteção acrescida dos ativos e uma distribuição equitativa entre os beneficiários da apólice.

Que análise faz acerca da economia portuguesa e respetiva conciliação com os seguros unit linked do Luxemburgo?

O país tem vindo a ter alguma recuperação económica tendo em conta que toda a economia mundial está de boa saúde, mas o receio dos nossos clientes tem sido o abrandamento da economia considerando que são empresários ou particulares com uma faixa etária elevada e que têm como objetivo a preservação do património.

O Luxemburgo oferece aos subscritores uma proteção e uma segurança únicas na Europa, através de um contrato de seguro de vida subscrito numa Companhia de seguros luxemburguesa, o triângulo de segurança. Em Portugal, uma medida assim seria popular?

Com certeza, porque é uma preocupação dos particulares que é a segurança do seu património.

O Grão-Ducado do Luxemburgo oferece uma proteção única na Europa: através do seu famoso “triângulo de segurança” que assegura a separação jurídica e física entre os ativos dos tomadores, por um lado, e os ativos dos acionistas e outros credores da Companhia de seguros, por outro.

A segregação dos ativos é controlada trimestralmente pelo Commissariat aux Assurances, o organismo regulador e de supervisão de seguros no Luxemburgo. A principal vantagem deste regime de proteção dos investimentos reside na obrigação legal de confiar todos os ativos do tomador a um banco depositário independente da Companhia de Seguros de Vida e aprovado pelo Commissariat aux Assurances do Luxemburgo.

Os tomadores luxemburgueses dispõem de um privilégio especial que lhes confere a qualidade de credores privilegiados de primeira linha da companhia de seguros. Graças a este privilégio, o tomador tem prioridade sobre todos os credores, inclusive o Estado. O capital também é protegido em caso de falência da Seguradora. É considerado um privilégio absoluto para os credores de seguros por prioridade sobre outros credores muitas vezes considerados privilegiados. Evidentemente, este é exatamente o tipo de mecanismo de proteção de ativos que os clientes procuram ao abrigo de uma apólice de seguro de vida luxemburguesa.

Na sua opinião, os portugueses são pessoas consciencializadas sobre a importância dos seguros?

Hoje, muito mais do que antes, a apólice de seguro de vida é uma ferramenta essencial para efeitos da gestão patrimonial familiar, pelo que temos visto que as pessoas têm desenvolvido os seus conhecimentos e, nesse sentido, temos dado o nosso contributo para dizer que é um produto com uma vertente de organização patrimonial e não um produto de índole fiscal.

De modo a contribuirmos para o desenvolvimento do setor de seguros, em março de 2019 a Bâloise Vie Luxembourg lançou o primeiro livro branco 100% digital (Life-insurance360.com – https://lu.linkedin.com/company/baloise-international), cujo objetivo é reinventar a forma como as pessoas aprendem os seguros de vida, decifrando o setor de uma nova maneira. Constatamos que, em geral, não é fácil encontrar informação nas páginas Web das companhias de seguro, pelo que desenvolvemos uma plataforma moderna na sua conceção e filosofia, com conteúdos escritos por especialistas da Bâloise Vie Luxembourg, mas também aberta a colaboradores externos (empresas de auditoria, advogados, family offices, private bankers, intermediários e personalidades do centro financeiro). Estamos muito satisfeitos com o feedback entusiasta que temos recebido.

A escrita do livro digital testemunha, sem dúvida, o lugar predominante que a companhia de seguros ocupa hoje em dia. Com uma excelente classificação (A +), experiência multi-mercado e uma gama muito diversificada de produtos ligados a unidades de participação, queremos ir ao encontro das necessidades dos nossos clientes contribuindo para uma maior consciência da importância dos seguros.

Que tipos de seguros são os mais contratados em Portugal?

Essencialmente seguros de vida e de capitalização.

Quais são as diferenças mais evidentes entre Luxemburgo e Portugal quando o assunto é seguros?

Credibilidade da praça através do profissionalismo que se encontra associado à mesma, pela essência da área financeira, a existência de bons profissionais, boas empresas e naturalmente a segurança oferecida pela proteção em caso de catástrofe. Outro elemento diferenciador tem sido o sigilo profissional, que apesar de só poder ser excluído em determinadas situações, tem sido considerado pelos clientes como um nível adicional de segurança em termos da sua própria proteção, mas também da proteção dos seus bens e ativos.

A médio e longo prazo, quais são os planos do Grupo Bâloise em Portugal?

Em conjunto com o mercado Francês, Belga e Itália, Portugal sendo um dos mercados prioritários da Bâloise Vie Luxembourg, a médio e longo prazo os planos passam pelo desenvolvimento do mercado através de novas soluções e otimização de soluções existentes mas ainda proceder ao reforço da equipa (já temos sete pessoas dedicadas ao mercado português), visto esta ser uma preocupação que existe no mercado, isto é, ter um suporte que entenda as necessidades do tomador na sua língua materna.

 

“Num mundo cada vez mais digital, damos valor às relações e ao contacto personalizado com os nossos parceiros e clientes”

A Letícia é Country Manager em Portugal da WEALINS,SA – a nova marca da companhia de ramo vida internacional do Grupo Foyer, que surge em 2017, após a fusão da Foyer internacional com a IWI – International Wealth Insurer, antiga BIL-Vie. O que mudou com esta fusão?

As mudanças foram subtis, mas muito relevantes para a nossa atividade.

O Grupo Foyer decidiu comprar em 2016 a IWI e considerando que a atividade desta era similar à da Foyer Internacional, que trabalhava o mercado internacional em ramo vida, aquando da fusão legal das duas companhias, o grupo decidiu lançar uma nova marca exclusiva para o mercado internacional.

A WEALINS continua a ser uma companhia com sede no Luxemburgo detida a 100% pelo Grupo Foyer, o maior grupo financeiro privado no Luxemburgo.

Passamos a ter soluções noutros mercados onde não estávamos tão ativos, como por exemplo a Itália e o Reino Unido, aumentámos a nossa eficiência e expertise, bem como ganhámos sinergias com esta fusão. No entanto, os valores do grupo continuam a ser os mesmos (Confiança, Excelência, Inovação, Integridade e Independência), bem como o ADN único que o Grupo Foyer tem no Luxemburgo.

Para além disso, com esta fusão passamos a fazer parte do Top 5 de companhias de seguros de vida a operar no Luxemburgo através do regime da livre prestação de serviços, com quase nove mil milhões de ativos sob gestão.

Que tipo de seguro comercializa a WEALINS e qual o perfil do consumidor português que contrata este tipo de seguros?

Com mais de 25 anos de experiência, a WEALINS disponibiliza “soluções à medida” de seguros de vida e capitalização. Na realidade, criamos soluções via seguros de vida de gestão de património, considerando o país de residência do cliente, a sua situação familiar, bem como as suas necessidades e objetivos.

Este tipo de produto destina-se a uma clientela internacional de elevado património que procura estruturar, preservar e transmitir o seu património em total segurança bem como beneficiar de uma optimização fiscal, dentro do enquadramento legal de cada país.

Cada vez mais verificamos que a mobilidade é um facto muito importante na gestão da vida profissional e familiar. Esta solução permite ao cliente não só decidir como pretende transmitir e preservar o seu património, mas também alterar a sua residência fiscal a qualquer momento, sem ter que se preocupar com o seguro. Apenas tem que informar a WEALINS antes da mudança e nós confirmamos se as características do seguro atual estão em conformidade com a legislação do novo país de residência. Caso contrário, faremos as alterações necessárias para que o produto mantenha a classificação de seguro de vida.

A  WEALINS  beneficia  do  conhecimento  de  colaboradores  multilingues  que  representam  11 nacionalidades  diferentes.  Compostas por profissionais experientes, as equipas multidisciplinares conhecem ao pormenor as expectativas e as situações de cada um dos seus clientes. Além disso, têm um conhecimento aprofundado do quadro legal em vários países europeus.

Quais as condições para um cliente ter acesso a este tipo de seguro? Existe uma idade máxima, prazo mínimo?

As condições são muito simples para o nosso produto português: ser nacional português ou residir em Portugal. Esta é um dos requisitos que o cliente tem que preencher obrigatoriamente.

Não existe idade máxima para subscrever este tipo de seguro, tal como o cliente não é obrigado a manter o seguro durante um prazo mínimo. Pode resgatar quando entender.

Existe uma idade mínima, porque a legislação portuguesa não permite que um menor de 14 anos seja pessoa segura. Nada mais.

Em 2018, segundo estatísticas da ACA, Associação de seguradoras e resseguradoras do Grão-ducado do Luxemburgo, o setor de seguros no Luxemburgo teve uma produção superior a 27 mil milhões de euros. Qual a divisão por seguros de vida e não vida e quanto representa Portugal como mercado?

O ramo não vida representa 3,7 mil milhões de euros (14%) e o vida mais de 23 mil milhões de euros (86%).

O mercado nacional representa 10% deste volume, sendo 6% seguros ramo vida e 4% seguros ramo não vida.

Em ramo não vida internacional, estamos a falar de 2,7 mil milhões de euros (10%) e ramo vida internacional mais de 21 mil milhões de euros (80%).

Por esse motivo o Luxemburgo é considerado o maior centro de distribuição de seguros da Europa.

O maior mercado deste tipo de produto é a França, com um peso de 35% na produção, seguida pela Itália com 26%.

Portugal representa 3% como mercado. Por isso se considerarmos o tamanho do nosso país em comparação com a vizinha Espanha, que representa 2%, podemos concluir que o mercado português é forte neste tipo de produto.

A WEALINS trabalha em livre prestação de serviços. O que significa isso?

Significa que com o passaporte europeu WEALINS pode ter atividade e distribuir seguros em outros países da União Europeia sem a presença física de uma sucursal.

A WEALINS está registada na ASF – Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões – como uma companhia de seguros luxemburguesa a operar em Portugal em livre prestação de serviços. No entanto, a WEALINS reporta e é supervisionada pelo regulador no Luxemburgo – CAA: Commissariat aux Assurances.

Todos os nossos produtos estão sempre em conformidade com as regras da CAA, mas também com a lei tributária do país onde são comercializados.

No caso de Portugal, o nosso produto respeita a lei fiscal portuguesa.

No Luxemburgo, o mecanismo do “triângulo de segurança” oferece ao tomador de um contrato de seguro de vida ou um título de capitalização, um dos modelos de segurança mais robustos da Europa. Poderia explicar-nos em que consiste este mecanismo?

O mecanismo do “triângulo de segurança” é único na Europa. Nenhum outro país na Europa tem na sua legislação este sistema de proteção dos tomadores de seguros de vida.

Tal mecanismo é tão importante, que a loi du 10 août 2018 veio reforçar esta proteção.

A lei luxemburguesa obriga a que todos os ativos referentes a estas apólices sejam segregados no balanço das companhias de seguro, o que significa que estes ativos (chamados de provisões técnicas) tem que estar separados e geridos de forma diferenciada dos ativos próprios da companhia.

Estas provisões técnicas devem ser obrigatoriamente depositadas em um banco. Esse banco, chamado de “depositário” tem que assinar um acordo tripartido com o regulador e a seguradora e só após autorização expressa do regulador, o banco pode receber estes ativos.

O regulador faz um controlo deste tripartido, bem como um controlo trimestral do montante desses ativos e da forma como estão a ser investidos e geridos.

Este tripartido permite a CAA poder intervir nestas contas para assegurar que os ativos não são usados para pagar a nenhum outro credor em caso de insolvência da companhia de seguros.

Para além disso, os tomadores de seguros são credores privilegiados relativamente a estes ativos, o que significa que nenhum credor da companhia de seguros, em caso de insolvência desta, pode ter acesso aos mesmos, nomeadamente o Estado, os organismos de segurança social, os acionistas ou mesmo os colaboradores da empresa.

A estratégia de abordagem Wealins é diferenciadora. Pode explicar-nos como funciona a mesma?

Em todos os mercados onde desenvolvemos atividade, trabalhamos em B2B2C, ou seja, trabalhamos em  articulação  com  grandes  parceiros  internacionais  líderes:  private bankers,  gestores  de  património,  family  offices,  consultores  financeiros  e  profissionais  do setor  financeiro. Ao fazer parte das abordagens e dos processos dos seus parceiros, a WEALINS oferece a melhor solução possível, garantindo o respeito pela natureza exclusiva e privilegiada da relação entre o cliente e o parceiro em questão.

Com vista a dar resposta às necessidades específicas de cada cliente, a WEALINS adota uma abordagem personalizada de alto nível, assente numa vasta gama de serviços e numa rede independente de especialistas.

Para além disso, sabemos o quanto a qualidade de serviço é importante neste tipo de mercado, por isso estamos a investir em um novo sistema informático, bem como na formação dos nossos colaboradores, para que possamos sempre apresentar o melhor nível de serviço aos nossos parceiros e clientes.

Num mundo cada vez mais digital, damos valor às relações e ao contacto personalizado com os nossos parceiros e clientes.

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