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JD Sports é a maior retalhista de moda desportiva da Península Ibérica

A informação confirma a tendência de crescimento que a JD Sports definiu para Portugal logo em 2017, ano em que abriu a primeira unidade no país, ao mesmo tempo que reforça a dinâmica com que tem operado em Espanha, onde desde 2012 abriu 56 lojas. No total dos dois países, a JD Sports emprega hoje 1.650 colaboradores, distribuídos por escritórios e lojas, cuja área total (de venda e armazém) atinge os 290.000m2 de superfície.

“Podemos considerar concluída a primeira fase do nosso plano de expansão, que tinha como objetivo abrir lojas nos centros comerciais mais relevantes e sermos o retalhista de moda urbana líder na Península Ibérica. Já estamos a trabalhar para iniciar 2020 com a segunda fase do plano, que irá levar a JD a estar presente em todas as regiões ibéricas e a abrir lojas ‘flagship’ nas grandes capitais. Apesar de termos alcançado a liderança no setor, estamos certos de que o potencial do mercado ibérico nos permitirá continuar com um plano de expansão ambicioso, ao mesmo tempo que disciplinado e alinhado com a estratégia do grupo”, comenta Gabriel Bocci, diretor de expansão da JD Sports para Portugal e Espanha.

Para Portugal, a empresa conhecida pela venda de modelos exclusivos de marcas como Nike, Adidas, New Balance ou Puma confirma a inauguração de dois novos espaços nos mercados estratégicos de Lisboa e do Porto, concretamente nos centros comerciais Vasco da Gama e NorteShopping, ainda antes do final do ano.

Em Espanha, cinco novas unidades elevarão ainda mais os números da retalhista no país e no total da zona Ibéria: Sevilla, Lagoh, Zaragoza, Puerto Venecia e uma loja flagship em Granada – Nevada, com nada menos do que 1.300m2, são as cidades que se seguem ainda em 2019.
Recorde-se que a JD Sports pertence ao Iberian Sports Retail Group (ISRG), que integra 175 lojas Sprinter, 90 lojas Sport Zone e 76 lojas JD, perfazendo um total de 341 unidades.

Conveniência é tendência

Mas porque é que estes são os formatos do momento? E qual a diferença entre os dois “MVPs” (most valuable players)?

Conveniência: o denominador comum

Atualmente, as pessoas valorizam cada vez mais o seu tempo. Isso faz com que a velha máxima do “mais é melhor” vá por água abaixo e, por isso, é que se tem vindo a registar uma queda nas vendas dos hipermercados. É precisamente aí que as nossas estrelas brilham.

As lojas de proximidade ganham na conveniência por apresentarem uma pequena área de venda em que o cliente rapidamente encontra o que procura. Para além disso, a localização destas lojas deve ser próxima das residências ou do trabalho dos clientes alvo. A grande maioria dos clientes deste formato, para não dizer a totalidade, não vai de carro até à loja.

Por sua vez, o e-commerce está um passo à frente na comodidade de deslocação por parte do cliente. Neste caso, o cliente não vai até à loja nem de carro nem de outra forma. É a comodidade no seu expoente máximo. À distância de alguns clicks, o cliente recebe a sua compra à porta de casa. O único senão neste modelo está relacionado com a obrigatoriedade de disponibilidade do cliente para receber a sua compra quando esta for entregue.

Abordada a grande vantagem destes formatos em relação a todos os outros, vale a pena agora entrar na discussão do que difere estes dois formatos entre si.

Atendimento e frescor: a balança tende para um lado

O atendimento é uma das principais vantagens das lojas de proximidade.

Numa pequena loja em que os clientes são na sua maioria habituais, torna-se mais fácil entender as suas necessidades e criar uma relação amigável. As diferenças em relação aos restantes formatos de grande porte como os hipermercados e os grandes supermercados são fáceis de perceber. Quando se compara ao e-commerce, no qual pode nunca existir algum contacto pessoal (nos Estados Unidos até as entregas já estão a ser feitas por robots), penso que são ainda mais óbvias.

Para pesar um pouco mais na balança, entra a necessidade dos consumidores gostarem de sentir e escolher o que vão comer. Uma vez já escolhido o modelo e a marca de um telemóvel ou um par de ténis, é indiferente se este é comprado na loja x, y ou se vem por correio. As características e qualidade desse tipo de bens duráveis não variam. Porém, quando falamos em comprar cebolas ou peixe, a qualidade e frescor pode variar muito consoante o local de compra e de quem escolhe o produto. E, infelizmente para alguns, no e-commerce não existe essa possibilidade.

Sortido e preços: a balança tende para o outro lado

Para quem gosta de muita variedade e possibilidade de escolha entre produtos e marcas, nas lojas de proximidade pode ficar facilmente desiludido com o que encontra devido ao seu limitado espaço. Por outro lado, o e-commerce pode oferecer aos seus clientes um sortido “infinito”, dependendo do modelo de negócio.

Outra vantagem que se pode apontar ao e-commerce é a facilidade de comparar preços com outras lojas online. Basta simplesmente abrir as janelas do navegador em dois e-supermercados e escolher os produtos mais baratos, se esse for realmente um aspeto diferenciador na decisão de compra. Porém, um aspeto contra o formato caso o preço seja realmente um fator importante é que é rara a cadeia de supermercados no mundo que não cobra pelas entregas em casa.

Execução: o fator crítico de sucesso

Ambos os formatos podem ter bastante sucesso com os clientes que procuram as vantagens indicadas. Porém, a execução no dia-a-dia da operação tem de ser perfeita, caso contrário a loja corre um risco elevado de proporcionar uma primeira má experiência a estes clientes que estão predispostos a experimentar um novo local de compra.

No caso das lojas de proximidade, o que pode levar rapidamente um cliente a desistir de uma loja é a profundidade do sortido oferecido. Se o cliente vai à loja e procura por produtos que não encontra, mas são essenciais no seu dia-a-dia, o cliente deixará de frequentar essa loja. Daí ser importantíssimo a forma como o sortido da loja é definido, com base em dados concretos de mercado e não na opinião de cada gestor.

No caso do e-commerce, as principais razões que levam os clientes a desistir de realizar uma segunda compra estão relacionadas com a qualidade dos produtos rececionados e com a falta de produto entregue face à encomendada. Como já referido anteriormente, o frescor é essencial na alimentação dos portugueses logo não pode ser comprometido. Os produtos têm de chegar em boas condições e com bom aspeto. Por outro lado, também não podem faltar produtos que o site indicava estarem disponíveis. Se um dos pontos fortes é o e-commerce ter a possibilidade de ter um sortido mais completo, não pode depois cair no erro de não entregar o que promete.

 

Miguel Murta Cardoso, CEO na Compracá

GS1 Portugal renova estratégia de comunicação para reforçar posicionamento

A GS1 Portugal relança a estratégia de Comunicação com o objetivo de tornar mais clara, presente e percetível a atuação da Associação no mercado nacional e a relevância dos serviços que disponibiliza. Simultaneamente, pretende tornar a comunicação mais alinhada com o Plano Estratégico definido em 2015 para o horizonte 18/20. Tendo surgido associada à aplicação de um sistema de código de barras em Portugal – Sistema GS1 – a GS1 alcança hoje uma realidade alargada enquanto entidade responsável pela adoção e implementação de normas que revolucionam a forma de fazer negócio, em setores tão diversificados como o Retalho e Bens de Consumo, a Administração Pública ou a Saúde, num total de aproximadamente 8 mil Associados.

A estratégia idealizada integra um plano de posicionamento sustentado no contacto dirigido aos órgãos de comunicação social, na presença em plataformas online, em eventos nos quais a organização intervém e na relação de proximidade estabelecida com os Associados da GS1 no mercado nacional, em particular com as Micro e PMEs. Vai ser implementada em parceria com a Say U Consulting.

JOAO_CASTRO_GUIMARAESPara João de Castro Guimarães, Diretor-Executivo da GS1 Portugal, “a realidade de atuação da GS1 Portugal é hoje claramente distinta do início da sua atividade, quando em 1985 a Associação introduziu o sistema de códigos de barras uniformizados em Portugal. A GS1 é hoje mais do que uma organização de standards comerciais, assumindo-se enquanto agente neutro na rede de parceiros que colaboram para melhorar a eficiência das operações, a qualidade da informação comercial, promover o desenvolvimento dos negócios e a partilha de boas práticas numa comunidade empresarial, vital ao sucesso do mercado. Esta intervenção de caráter diversificado é visível na inauguração, no ano passado, da nossa nova Sede e Centro de Inovação e Competitividade, mas também na forte dinamização de projetos de valor acrescentado e na consolidação do nosso papel enquanto parceiro de confiança dos nossos Associados e empresas nacionais”.

A GS1 Portugal tem como principal visão ser o parceiro de confiança dos seus Associados e Stakeholders. É com esta premissa que procura estar ao lado das empresas no sentido de acompanhar a evolução do mercado e apresentar as melhores soluções para responder aos atuais e futuros desafios de mercado, sempre com o objetivo de melhorar a eficiência dos negócios. Desta forma a definição das macrotendências globais[1] – sustentabilidade, saúde e bem-estar, segurança alimentar e economia end-to-end – estão na base da definição das prioridades da GS1 Global, designadamente: transparência, fidelização do cliente, rastreabilidade e modelo de loja de futuro; prioridades que foram consideradas no Plano Estratégico da GS1 Portugal, elaborado em 2015 para o horizonte temporal de três anos, e que é hoje implementado em todas as soluções que são desenvolvidas a nível nacional. Um plano que define, de forma clara e objetiva, qual o posicionamento da GS1 Portugal: um agente neutro, que promove uma rede colaborativa de parceiros de negócio e fomenta a unidade de ação entre as empresas sempre com o objetivo final da satisfação do cliente. Desta forma, a inovação (especialmente na área de serviços para a transformação digital), a garantia da qualidade dos dados dos produtos e a promoção da partilha segura de informação fidedigna ao longo das cadeias de valor são prioridades no trabalho diário da GS1 Portugal.

A Associação assegura que a informação dos serviços, produtos, bens e ativos dos seus Associados é identificada, capturada e partilhada com os seus parceiros comerciais – e recebida por estes com a mesma exatidão e rigor, em qualquer ponto da cadeia de abastecimento, em qualquer parte do mundo. O caráter neutro e sem fins lucrativos permite à GS1 Portugal reunir hoje empresas de toda a cadeia de valor, muitas vezes concorrentes entre si – desde produtores de matérias-primas, detentores de marcas, distribuidores e retalhistas a associações industriais e prestadores de serviços tecnológicos – atuando como um parceiro de confiança na conquista de negócios mais eficientes e sustentáveis.

Sobre a GS1 Portugal:

Fundada em 1985 pela Indústria da Produção e do Retalho, a GS1 Portugal é uma das 112 organizações-membro da GS1 e a entidade autorizada para gerir o Sistema de Standards GS1 em Portugal – desenvolve, adota e implementa normas (standards) que revolucionam a forma de fazer negócios. Perto de 8.000 empresas dos diferentes setores de atividade aderiram e acreditam no Sistema GS1 para transformar a maneira como trabalhamos e vivemos. Informações adicionais em http://www.gs1pt.org.

[1] Estudo The Future Value Chain com a participação da GS1 Global

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