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Fidelidade Moçambique é inovação e qualidade

A Fidelidade Moçambique pretendia, aquando da sua entrada no mercado em 2015, assumir-se como uma das seguradoras de referência neste país em três a cinco anos. Sente que esse desiderato foi alcançado?

Consideramos que estamos a cumprir o objetivo que definimos, a Fidelidade Moçambique distingue-se por estar associada às principais inovações efetuadas neste período:

  • Lançamento da cobertura de Assistência em Viagem Auto;
  • Lançamento da Seguro Saúde adaptado à realidade de cada Cliente;
  • Forma de divulgação e comercialização produtos, com principal enfoque na utilização das Redes Sociais, através da utilização do Chatbot, WhatsApp, Youtube e Facebook onde já angariámos quase 20.000 fãs;
  • Ferramentas descentralizadas colocadas à disposição dos mediadores para cotação e emissão de seguros.

Mas também pela qualidade do serviço prestado, com um grau muito reduzido de litigiosidade.

Destaco, ainda, o facto de num recente estudo mercado sobre notoriedade das marcas, a Fidelidade constar entre as cinco seguradoras com maior notoriedade no país, a par com as companhias tradicionais deste mercado.

Quais são hoje os níveis de intervenção da marca perante o mercado e de que forma é que a vossa atuação é distinta de outros players do setor?

Desde a primeira hora que a Fidelidade tem pautado a sua atuação em Moçambique pela procura de soluções que vão de encontro às efetivas necessidades da população, daí a inovação em produtos, na forma de comunicar e explicar o que é um seguro e para que serve, utilizando para tal as novas tecnologias. A Fidelidade distingue-se igualmente por procurar, de forma ativa e consistente, efetuar ou associar-se a ações de literacia financeira na área seguradora, prevenção rodoviária e saúde.

Temos igualmente dado apoio/patrocínio a eventos culturais e musicais que criam uma ligação às gerações mais jovens, com ações de ativação e promoção da marca, onde em simultâneo desempenhamos um papel educativo junto deste target.

Existindo oportunidades para inovar, como o têm feito ao nível da qualidade do serviço prestado?

A nossa aposta na área da qualidade do serviço prestado passa pela transmissão da informação adequada aos clientes, com entrega de toda a documentação referente ao produto que estão a contratar, pelo acompanhamento dos mesmos nos processos de sinistro e pela informação atempada quanto à cobrança dos prémios. Esta forma de atuar contrasta com as práticas existentes no mercado que muitas vezes resultam num grande desconhecimento por parte dos clientes do que efetivamente contrataram e dos seus direitos.

Em que áreas é que têm apostado mais ao nível de produtos?

Nos Seguros de Saúde, Automóvel e Acidentes Trabalho.

Uma das principais caraterísticas da marca assenta na sua capacidade de apoiar iniciativas locais. Como tem vindo a Fidelidade a impulsionar o denominado empreendedorismo local?

A Fidelidade tem vindo desde 2015 a impulsionar o empreendorismo local através do seu Projeto de Gestores Profissionais de Seguros. Este projeto consiste em formar e certificar os formandos com desempenho positivo como Agentes Exclusivos da Fidelidade.

Estes agentes têm um plano de apoio e acompanhamento muito próximo durante os primeiros anos de atividade, visando que consigam ter um nível de comissionamento que lhes permita dedicar-se em exclusivo à atividade, existindo exemplos muito positivos de jovens que dado o seu empreendedorismo viram o seu nível de vida melhorar significativamente.

Destaco, ainda, o lançamento em 2018 do Protechting em Moçambique, projeto da Fidelidade e Fosun a nível global que visa a descoberta e premiação de start-ups com projetos inovadores em áreas pré-definidas. O projeto foi muito bem acolhido pelas start-ups locais, sendo apresentados projetos de qualidade o que permitiu que uma start-up de Moçambique fosse selecionada para participar durante uma semana na última fase do processo de premiação realizada em Portugal.

Quais os desafios a curto/médio prazo da Fidelidade Moçambique?

Os desafios passam por continuar a crescer a um ritmo elevado, tal como ocorreu em 2017 e irá ocorrer em 2018, onde pelo 2º ano consecutivo prevemos duplicar o volume de Prémios, permitindo assim que ao 4º ano de atividade incorporemos o grupo das seguradoras de dimensão média em Moçambique.

Por outro lado, e como forma, de assegurar um crescimento mais célere e atingir uma dimensão que nos permita estar entre os líderes do mercado, mantemos em aberto a possibilidade de aquisição de outros operadores com relevância no mercado moçambicano.

SEDE FIDELIDADE MAPUTO

“Desafio? Potenciar ao máximo o talento de cada colaborador”

Mariana Coruche foi Diretora de Recursos Humanos da Ocidental Grupo e agora é Diretora de Capital Humano da Ageas em Portugal. O que é mais desafiante para si neste cargo?

O maior desafio nesta posição é criar uma cultura comum em Portugal a todas as empresas que fazem agora parte da Ageas no nosso país, respeitando as particularidades de todas as linhas de negócio, característica que pauta a presença da Ageas em todo o mundo e que inclusive se encontra nos nossos valores: respeito pelo local.

Por outro lado, temos uma missão clara de posicionar a Ageas em Portugal como uma referência para trabalhar na área seguradora. Queremos desmistificar que trabalhar nesta área é aborrecido e cinzento. Na verdade, há poucas áreas aonde podemos lidar com Big Data, Digital e Internet of Things como na área seguradora, para além de que estamos presentes em todas as alturas da vida de um cidadão. Desde o nascimento até à idade mais avançada, desde a nossa viagem de férias ao conforto da nossa casa. Toda a informação que recebemos todos os dias, todas as conversas ao nosso redor podem ser relacionadas com o nosso trabalho, e isso torna-se fascinante.

Ao longo dos últimos dez anos tem conquistado experiência em gestão de recursos humanos, talentos e carreiras. Que características são fundamentais para se ser um bom gestor de pessoas e um bom líder?

Eu digo sempre que um bom líder tem que ter os quatro C´s. Capacidade de antecipar, Comunicação, Carisma e Cuidado com as suas pessoas. As equipas sentem quando têm alguém que se preocupa verdadeiramente com o seu desenvolvimento e é quando sentem que isso acontece que dão o seu máximo. Já assisti a fenómenos de alto compromisso em alturas de crise por lealdade a uma liderança. Ação gera reação, sempre. Quando sentimos que alguém se preocupa genuinamente connosco respondemos com energia.

Por outro lado, todos nós necessitamos que nos definam claramente uma visão e o caminho para lá chegar. Se a par com isto, um líder tem a capacidade de envolver as suas pessoas na melhor forma de alcançar os resultados, assegurando que todos partilham a responsabilidade de definir esse mesmo caminho, a fórmula é imbatível. 

As pessoas são o veículo mais valioso para alcançar resultados nas organizações, por isso é preciso investir no seu desenvolvimento, motivação e crescimento. Esta é, sem dúvida, a fórmula do sucesso de qualquer organização?

Sem dúvida. Desenvolver no sentido de potenciar ao máximo o talento de cada colaborador, é esse um dos grandes desafios de uma área de Capital Humano nas grandes organizações. As estratégias de desenvolvimento e retenção deverão ser adaptadas ao perfil de cada um. Um alto potencial desenvolve-se de maneira diferente de um colaborador de alto desempenho, da mesma forma que regra geral o perfil de um atuário é diferente do perfil de um gestor comercial até mesmo nas ações que procura para a sua motivação, não falando obviamente nas estratégias de desenvolvimento que deverão ser adaptadas à carreira de cada um.

Como é que podemos desenvolver, motivar e fazer crescer os colaboradores? Qual é o primeiro passo a ser dado?

Depende da maturidade organizacional no que respeita ao desenvolvimento dos colaboradores e da cultura dessa mesma organização. Organizações muito voltadas para tecnologias com média de idades abaixo dos 30 comparando com empresas tradicionais têm estratégias diferenciadas, mas diria que um bom primeiro passo caso nunca tenha sido dado é ouvir os colaboradores. Uma estratégia de recursos humanos tem que ser feita com base numa análise SWOT.

Se a cultura de feedback é um ponto a desenvolver deverá a estratégia focar-se em áreas como a avaliação de desempenho, cultura e liderança, se o desafio está na retenção de colaboradores, poderemos ter que trabalhar com maior intensidade, na proposta de valor como um todo (Interna e Externa).

Hoje em dia, e vejo isto de forma muito positiva, os colaboradores já exigem bastante maturidade na estratégia de capital humano quando são contratados. Uma politica forte de desenvolvimento, transparência no seu posicionamento interno e externo com o mercado, carreiras alinhadas com um plano de formação alinhado com a progressão de formatos inovadores nas estratégias de desenvolvimento e retenção, politicas de bem-estar, posicionamento forte na responsabilidade social e flexibilidade na forma de trabalhar.

Convicta da importância do capital humano, a Ageas em Portugal criou uma academia de talento. Fale-nos um pouco sobre a Academia.

A ideia surgiu quando quisemos posicionar a nossa estratégia de recursos humanos através dos princípios culturais que tanto nos caracterizam. A Ageas Portugal que detém as empresas Ocidental Seguros, Medis, Ageas Seguros, Ocidental Pensões, Direct e Ageas seguros tem no seu ADN o empreendedorismo, a inovação e a constante abertura para a mudança. Quisemos construir uma proposta de valor alavancada por estes valores que permitisse atrair e reter o melhor talento. 

Não basta encontrar o talento, mas sim reter e desenvolver. Qual é, portanto, a estratégia da Academia?

A missão da academia é oferecer a todos os nossos colaboradores a oportunidade de gerirem a sua carreira desde o momento que entram na empresa até à sua maturidade de forma integrada e autónoma. Na verdade, sendo uma academia digital podem aceder a qualquer hora e em qualquer lugar ao seu plano de integração, ao progresso dos objetivos individuais, aceder a vídeos corporativos, ações de strategic thinking, workshops de mindfulness ou aceder ao seu plano de desenvolvimento.

Temos vindo a falar de gestão de talento. E o que é, de facto, a gestão de talentos?

A gestão de talentos é acima de tudo a potencialização do talento de cada um, orientando as nossas pessoas no seu caminho profissional com estratégias adaptadas ao seu perfil e carreira dentro de uma empresa. Claro que quando falamos de gestão de talentos também deveremos referir os vários outputs do processo que se prendem com a própria estratégia da área de Capital Humano como preparar a empresa para o futuro através de planos de sucessão que servirão proativamente as estratégias de desenvolvimento e retenção da empresa. É um ciclo bem preparado, alinhado igualmente  com a avaliação de desempenho e com as políticas de compensação e benefícios. Acima de tudo, hoje em dia, os profissionais da nossa área têm que ter capacidade estratégica e de criar interligações. É necessário ter visão de helicóptero porque por definição, todas as áreas são nossos clientes internos e é com todas que temos que alinhar a nossa visão.

Gestão de talentos é considerado o maior desafio da área de Recursos Humanos?

Não sei se é o maior, é um dos desafios. O segredo é ser consistente nas políticas que implementamos. Para além da consistência tem que haver alinhamento em todas estas políticas, a máquina tem que estar bem oleada para criar confiança no negócio e nas nossas pessoas.

As organizações estão suficientemente consciencializadas e cada vez mais orientadas para definirem e implementarem estratégias tendo em vista assegurar que o talento dos seus colaboradores é colocado ao serviço da empresa?

Sim, cada vez mais. Eu falo pela Ageas em Portugal. As pessoas são um dos quatro pilares da nossa estratégia, por isso a consciencialização de que é através dos nossos colaboradores que conseguimos todos os outros pilares está já bastante enraizada em todos nós.

“A FRAUDE AOS SEGUROS TEM VÍTIMAS CONCRETAS”

A fraude sempre existiu, mas hoje assume formas refinadas e cada vez mais complexas. O agravamento da crise financeira e económica é apontado como uma das causas que tem vindo a fazer crescer a fraude em Portugal. Que outros fatores podem contribuir para este fenómeno?

Quando nos referimos a este tema, naturalmente que se fala da fraude detetada (por ser aquela que é conhecida) e não da fraude executada. Nessa medida, o crescimento da fraude em Portugal pode ser mais acentuado na deteção. E aqui as causas não são apenas do lado do defraudador, mas também do lado dos seguradores e das autoridades policiais que ao longo dos anos melhoraram o conhecimento sobre fraude e, consequentemente, o sistema de deteção.

A fraude aos seguros é um fenómeno complexo com diferentes causas/motivações. A crise financeira é uma das justificações sobretudo para o empolamento (agravamento) de danos, mas não é a única. Hoje temos casos identificados na imprensa de grupos organizados que se dedicam à fraude aos seguros de forma reiterada e estratégica com um alto nível de sofisticação.

Num estudo levado a cabo pela APS (Associação Portuguesa de Seguradores) e pelo OBEGEF (Observatório de Economia e Gestão de Fraude) junto da população portuguesa sobre a perceção da fraude aos seguros em Portugal, a quase totalidade das pessoas inquiridas revelaram ter uma opinião sobre seguradores francamente positiva. Dos inquiridos que dizem ter uma perceção sobre a fraude, 30% expressam que a fraude é inaceitável e injustificável. Ainda assim, 29% dos inquiridos consideram a fraude normal e merecida.

O motivo que reúne maior acordo entre os inquiridos como justificação de fraude é o funcionamento das empresas de seguros no momento do pagamento das indemnizações.

“Pode não ter a noção, mas todos os dias todos nós podemos estar a ser roubados. Como? A fraude aos seguros é um crime cometido por alguns mas que todos nós pagamos”. É o alerta deixado pela Liberty Seguros. Quais são as consequências da fraude?

A fraude aos seguros tem vítimas concretas: O cliente quando o prestador de serviço não repara os danos de acordo com o definido pelos serviços do segurador como forma de reduzir custos; a clínica que fatura serviços não prestados ao sinistrado; o condutor que provoca intencionalmente o acidente na via pública contra terceiro de boa-fé. Nestes casos, a segurança e o bem-estar da sociedade são postos em causa.

Do ponto de vista económico, o aumento dos custos com sinistros fraudulentos dificulta o investimento na melhoria dos serviços ao cliente honesto e a todos aqueles que beneficiam dos seguros como sejam os lesados.

Por outro lado, nos sinistros simulados, existe a ideia errada de que enganar seguradores não tem consequências. Ora por exemplo, nos furtos simulados (automóveis e habitação) que são participados não só aos seguradores mas também às autoridades policiais, estão em causa dois crimes – pois para além do crime de burla, a denúncia de crime à autoridade competente sabendo que não se verificou, também é crime.

O que é afinal a fraude aos seguros e que tipos de fraudes existem?

O Instituto de Seguros de Portugal (atual Autoridade de Supervisão Financeira) definiu em 2009 o conceito de fraude aos seguros. Consiste na “prática de atos ou omissões intencionais, ainda que sob a forma tentada, com vista à obtenção de vantagem ilícita para si ou para terceiro, no âmbito da celebração ou da execução de contratos de seguro ou da subscrição de operações de capitalização, designadamente os que visem uma cobertura ou pagamento indevido”.

Os tipos de fraude mais frequentes são: Empolamento dos danos/lesões – quando são reclamados mais danos do que os resultantes do sinistro. Por exemplo, trovoada provoca danos num LCD e reclamam danos no computador que já não funcionava muito antes da trovoada; Sinistros fictícios – evento reclamado não ocorreu, nem foi produzida qualquer lesão/dano, naquela data e circunstâncias. Exemplo: lesão no âmbito da vida privada e depois participa como tendo ocorrido no tempo e no local de trabalho; ocorrido fora do âmbito da apólice – por exemplo, contratar o seguro após o sinistro e declarar que o mesmo ocorreu em data posterior; e simulação de furto/roubo.

Fraude no Seguro Automóvel, Fraude nos danos corporais ou Fraude nos Seguros de Acidentes de Trabalho. Existem diversas maneiras de cometer fraude. Qual é o peso, atualmente, de cada um?

Esse peso está diretamente relacionado com o volume de sinistros e custo médio do sinistro do ramo. Em termos de frequência o ramo auto é onde se deteta mais casos, mas as fraudes em sinistros com danos corporais assumem muitas vezes valores mais altos. Seguros de MR, nomeadamente de Lar apresentam atualmente uma taxa de frequência alta, sobretudo nos riscos elétricos.

As fraudes nos sinistros de massa, tem aumentado tendencialmente, não só porque os seguradores desenvolveram sistemas de deteção e prova eficazes, mas também porque se arrisca cada vez mais por valor baixos. Seja para substituir um vidro, pagar despesas médicas ou substituir um telemóvel – com facilidade se participa ilegalmente sinistro que não ocorreu.

Até que ponto estão as seguradoras protegidas da fraude?

Nunca se está completamente protegido contra a fraude aos seguros, pois este é um processo que está em constante mutação. O que se verifica atualmente é maior celeridade na resposta aos novos desafios da fraude, por parte dos seguradores. Acresce que, as polícias estão cada vez mais atentas e iniciam investigações nesta área.

Como é que as seguradoras, e em concreto a Liberty Seguros, combatem as fraudes?

A prevenção é um instrumento fundamental de controlo da fraude aos seguros. A consciencialização de todos os intervenientes (cliente, agente, segurador, perito e reparador) para este problema e para a sua tarefa neste combate é fundamental. Na Liberty Seguros, todos contribuem para o combate à fraude aos seguros. Daí que a formação e sensibilização de todos é fundamental.

Pelo contrário, com as novas tecnologias e as compras online em crescente, também o cidadão está exposto a esquemas fraudulentos. Que tipo de fraudes existem online?

O livro negro da fraude refere um conjunto de fraudes levadas a cabo online. Das mais recentes vindas a público prendem-se com os supostos compradores de veículos online que usam artifícios para burlar o proprietário do veículo e retirar-lhe a posse do mesmo. Com os pagamentos online via cartão de crédito vem também o problema da clonagem de cartões e da usurpação de identidade.

Como é que o cidadão se pode proteger?

Existe um ditado português que pode muito bem servir aqui: “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”. Devemos certificar-nos daquilo que nos estão a propor e não nos deixarmos iludir. A internet está cheia de falsas informações, mas também tem denúncias de outras pessoas que já foram burladas em situações semelhantes. O primeiro passo para verificar a veracidade e legalidade do negócio que lhe propõem pode ser através da pesquisa na internet. Mas contactar diretamente as entidades oficiais é também uma boa opção. E não adianta pensar que enganou os outros, mas a si não irá conseguir.

Que desafios enfrenta o setor segurador no mercado português?

A maior parte dos clientes são honestos e por isso o setor segurador procura servir cada vez mais e melhor este cliente dentro do mais curto espaço de tempo. Um dos grandes desafios será conseguir este objetivo sem descurar o controlo de fraude.

Por outro lado, existem grupos organizados a operar nesta área da fraude aos seguros cuja atuação ultrapassa os limites da averiguação de sinistro levada a cabo pelas seguradoras e só poderá ser controlada por forças policiais. Hoje em dia, o tema da fraude aos seguros já não é desconhecido das forças policiais, mas ainda não é reconhecido como um fenómeno e por isso a sua investigação criminal ainda é tratada caso a caso. Isto cria limitações ao trabalho de investigação e tem impacto nos resultados.

Nova diretiva dá continuidade à postura assumida pela Prévoir

Com mais de cem anos de existência, o Groupe Prévoir personifica os valores de proximidade, solidariedade e de proteção que sempre o caracterizaram desde os primórdios de uma atividade centrada nos seguros de pessoas, mais concretamente nas áreas da previdência, poupança e reforma. Por ser um paradigma de excelência a operar no mercado nacional, a Revista Pontos de Vista foi conhecer a visão da Prévoir acerca da mais recente diretiva sobre a distribuição de seguros e resseguros na União Europeia. Em traços gerais, o que importa saber acerca destas regras? Face à legislação de 2002, o que muda? O que continua a falhar?

Luiz Ferraz, Mandatário Geral da Prévoir-Vie, assume uma postura muito tranquila e positiva perante os novos desafios que se avizinham. “É de realçar que esta nova diretiva tem uma extensão e cobertura a nível da proteção dos clientes. Passamos de uma diretiva de 2002 da área da mediação para uma diretiva na área da distribuição e aqui houve a preocupação de estabelecer três categorias: os mediadores, os mediadores com atividade acessória na área dos seguros e, por fim, as empresas de seguros que ficam ao mesmo nível dos mediadores”, explicou. Estar ao mesmo nível significa que as seguradoras têm de ter uma preocupação adicional relativamente aos seus produtos no sentido de os identificarem com clareza para o seu público-alvo. “Esta nova diretiva não permite que sejam apresentados, sugeridos ou comercializados produtos para pessoas cujo escopo, finalidade de vida, idade ou situação económica não aconselhem a realização daquele seguro”, esclareceu Luiz Ferraz. Além de mais, com uma abrangência europeia, a nova diretiva dará o mesmo grau de garantia em todos os Estados-Membros, não havendo discrepâncias pelo facto de ser cidadão de um determinado país e estar a viver noutro.

Há, portanto, a preocupação de dar ao consumidor o máximo de informação que lhe permitirá tomar decisões que satisfaçam verdadeiramente as suas necessidades. As novas regras conferem, por isso, uma maior transparência uma vez que será facultada informação mais abrangente sobre os produtos seguradores. Mas tal não significa que o mercado peque por falta de transparência. Pelo contrário, realçou Luiz Ferraz. “Sempre que se fazem inquéritos à população sobre o grau de satisfação relativamente aos seguros, a opinião é esmagadoramente positiva. Aliás, de acordo com o último estudo divulgado pela Associação Portuguesa de Seguradores, o grau de satisfação relativamente às seguradoras foi até superior ao grau de satisfação relativamente aos bancos”, partilhou o responsável.

Esta postura de total transparênIMG_2008cia e informação não é, no entanto, uma total novidade para a Seguradora Prévoir, sendo uma melhoria e não uma obrigação de reverem os seus processos e produtos. A adaptação da Prévoir não será, de todo, uma “revolução” mas sim uma evolução lógica num processo para o qual a seguradora já se tem vindo a adaptar ao longo do tempo. Dizer, por isso, que esta nova diretiva força as seguradoras a adotarem uma nova forma de estar no mercado, para Luiz Ferraz, é sinónimo de que até ao momento estavam a atuar de forma “inadequada ou incompetente”. Mas não é isso que acontece. “Estas regras realçam as notas e informações pré contratuais que devemos dar ao consumidor no momento da tomada de decisão para que ele tenha plena consciência de que está a comprar algo de que realmente precisa”, disse Luiz Ferraz, avançando com um exemplo: “a nova diretiva, no fundo, acautela determinadas áreas, como os produtos de investimento com componente de risco em que este deve ser previamente identificado e só depois as pessoas tomarão a sua decisão”.

Cada um dos Países-Membros da União Europeia terá 24 meses para transpor a diretiva para as suas legislações nacionais. Será tempo suficiente? “Terá de ser”, precaveu, desde logo, Luiz Ferraz, acreditando que embora os prazos sejam “apertados”, as seguradoras “terão de encontrar meios para se adaptarem”. A Prévoir está atenta e aguarda o aparecimento do decreto-lei em Portugal e da intervenção da ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) que assumirá o papel de entidade reguladora.

Sendo, de um modo geral, uma mudança que a Prévoir considera positiva, por outro lado, há ainda uma boa margem para melhorias. “Acredito que a diretiva será enriquecida na medida em que vai ser transposta para o direito português e terá em linha de conta a realidade nacional, na medida do possível. Estando as seguradoras ao mesmo nível da distribuição, não se podem isentar da responsabilidade porque não basta criar produtos e comercializá-los. Importa assumir a responsabilidade na forma como eles são distribuídos e no que diz respeito aos objetivos que pretendem alcançar”, referiu.

Esta será a postura assumida pela Prévoir. A par de outros objetivos, como a manutenção da rede comercial e do nível de qualidade, a seguradora permanecerá atenta à evolução dos produtos. Além disso, para 2016, outro dos objetivos passará pelo alargamento das parcerias no sentido de continuarem a assumir a posição de “seguradora de referência na solução dos seguros de vida das pessoas”, não esquecendo ainda que “quando se fala em recuperar Portugal e fazer crescer a economia, os seguradores querem estar na primeira linha”, concluiu Luiz Ferraz.

Prévoir assume  nova imagem

“Uma nova identidade, uma nova forma de assumir os nossos valores”. É desta forma que o Groupe Prévoir define esta nova identidade visual, materializada através de um novo logotipo que simboliza o “coração da atividade de segurador de e para pessoas”.

 

Maior Transparência e Rigor? A VICTORIA aplaude

Entrou recentemente em vigor uma nova diretiva sobre a distribuição de seguros e resseguros na União Europeia, que determina, entre muitas outras normas, que os clientes tenham os mesmos padrões na escolha dos produtos, independentemente do Estado-Membro. Como é que a VICTORIA Seguros analisa estas novas regras?
Na VICTORIA Seguros, acreditamos que estas medidas poderão ajudar a aumentar a confiança do Cliente final no setor, na medida em que clarificam e uniformizam procedimentos, garantindo uma maior transparência, objetividade e idoneidade na atuação de todos os Distribuidores. Por outro lado, estamos perante um enorme desafio para o setor segurador, que nos vai levar a refletir sobre os atuais modelos de distribuição.

Em traços gerais, o que importa saber acerca desta nova diretiva?

Carlos SuárezfinalPrimeiramente importa saber que esta diretiva pretende trazer maior igualdade de condições e concorrência entre os Distribuidores. O facto de alargar o âmbito das medidas a todos os canais de distribuição de seguros, sejam pessoas ou instituições (ex. banca, outros novos canais, etc.) assegura que todos os que atuam neste ramo, seja como atividade principal ou acessória/secundária, se regem pelas mesmas medidas e atuam sob as mesmas regras. Desta forma, o consumidor beneficia sempre do mesmo tipo de proteção, independentemente das diferenças entre os canais de distribuição. A diretiva assegura ainda a qualificação profissional do Distribuidor, qualificação esta que deverá ser proporcional à complexidade dos produtos que comercializa (e à sua função). Se a esta medida juntarmos o facto dos distribuidores de seguros terem de reforçar as informações detalhadas sobre os produtos que comercializam ou aconselham, seja em termos preço, custos, comissões ou outras informações relevantes, estamos perante um cenário que permite garantir ao consumidor o acesso a toda a informação que lhe permita uma tomada de decisão mais consciente e completa, minimizando possíveis conflitos de interesse.

Face à legislação de 2002, que principais lacunas, a seu ver, esta nova diretiva vem colmatar? Em contrapartida, o que continua a falhar?

No nosso entender, uma das grandes vantagens da nova diretiva é a garantia de que todos os canais de distribuição de seguros, seja com atividade principal ou secundária, passam agora a reger-se pelo mesmo normativo, ou seja, passam a atuar sob as mesmas condições de equidade, com os mesmos deveres e direitos. Por outro lado, a disponibilização de informação mais abrangente sobre produto, o preço e os custos, ajudará a que os consumidores saibam exatamente o que estão a contratar.

Quanto à segunda parte da questão, é certo que esta não será uma diretiva perfeita, como aliás não é nenhum normativo! Mas o mais importante nesta fase é reconhecermos o impulso positivo na alavancagem do setor e o foco nas medidas necessárias para nos adaptarmos à nova realidade.

Esta nova diretiva tem como principal objetivo cobrir toda a cadeia de distribuição, dando-lhe mais transparência e obrigando todos os agentes a disponibilizar aos clientes uma informação mais abrangente sobre os produtos seguradores. Na sua opinião, o mercado nacional peca por “falta de transparência”? Justificava-se esta mudança?

Sabemos que este pode ser um setor técnico e com uma linguagem própria, nem sempre compreendida da melhor forma. No entanto não se justifica falar de falta de transparência ou má-fé! Aliás, ao longo dos últimos anos, tem inclusivamente havido um esforço por parte das seguradoras, associações e entidade reguladora para reforçar os níveis de transparência e confiança junto do consumidor. Claro que com esta diretiva acreditamos que poderemos ajudar a reforçar ainda mais este caminho.

Para a VICTORIA, qualquer iniciativa conducente a uma maior transparência e rigor na relação com o Consumidor será sempre bem vinda!

Seguro de Crédito com cobertura de risco comercial e político

As empresas devem procurar novos mercados para potenciar o seu crescimento contando com a assessoria de uma seguradora de crédito que as vai ajudar a encontrar clientes solventes, decidir sobre as condições de venda, fazer o seguimento dos clientes e decidir transferir risco para cobertura de seguro, estabelecer um protocolo de cobrança e recuperação de dívidas e financiar as necessidades de circulante que gera o crédito a clientes.
Entender esta mudança de tendência levou a CESCE a renovar as suas soluções adaptando-as às novas circunstâncias económicas e do mercado.
Neste contexto económico, quando uma empresa tem a oportunidade de analisar, examinar e avaliar os riscos comerciais concretos que enfrenta, as suas probabilidades de êxito aumentam exponencialmente. A solução integral CESCE MASTER OURO permitiu às empresas dispor de um serviço personalizado de consultoria na gestão de créditos e riscos comerciais, tanto no que diz respeito a ferramentas específicas para o conhecimento de mercados, como em questões de transferência de risco.
Dentro deste ambiente inovador criado pela CESCE MASTER OURO, desenvolvemos o Risk Management, um sistema de seguimento em tempo real dos possíveis riscos derivados do crédito da carteira de clientes. O valor diferencial desta ferramenta reside na configuração de modelos estatísticos de decisão relativos aos diferentes comportamentos de pagamento dos clientes, uma solução que permite às empresas controlar o risco de cada um dos seus clientes e antecipar-se a qualquer circunstância suscetível de ser um problema ou contingência no momento de tomar decisões.
Para além do Risk Management a CESCE desenvolveu o serviço de Transferência do Risco, pensado para cobrir as necessidades concretas de cobertura de riscos, oferecendo a possibilidade de controlar a evolução de riscos da carteira de clientes e devedores, definindo que clientes quer cobrir e estabelecer os valores sobre os quais a empresa deseja aplicar uma cobertura de riscos.
Temos duas soluções disponíveis e configuráveis consoante as necessidades de cada cliente: a “Full Cover”, com a cobertura da totalidade da carteira de devedores e onde os preços também são distintos consoante a qualidade dos mesmos, e a “Pay Per Cover” onde oferecemos uma flexibilidade única no mercado uma vez que as empresas não têm a obrigatoriedade de cobrir a totalidade da sua carteira de clientes, podendo decidir quando e quais os riscos que pretendem transferir para seguro ou podendo mesmo nunca transferir riscos mas ter toda a sua carteira de clientes em vigilância de uma empresa como a CESCE, especialista em risco de crédito comercial.
O Pay Per Cover está estruturado de acordo com umas características de flexibilidade únicas, como a possibilidade de não cobrir toda a carteira de devedores (elemento comum tradicional no setor do seguro de crédito) e proporciona a opção de decidir que riscos concretos se transferem para a CESCE e em que momento.
O cliente escolhe que clientes segurar, só comunica as vendas dos clientes segurados e decide com quem segura as suas vendas. Além disso, a empresa não assume nenhum compromisso de pagamento de prémio, ou seja não tem prémio mínimo. Só paga pelos clientes que segurar, tanto portugueses como internacionais, e pode incluir novos clientes ou deixar de segurar os existentes em qualquer momento.
Neste produto, o que o diferencia dos seguros de crédito tradicionais, é que não estabelece limite de Indemnização Máxima Anual e cobre até 95% do valor das faturas dos clientes segurados.
Perante a importância da internacionalização empresarial, um dos nossos principais objetivos é manter a transversalidade dos nossos produtos e serviços. Deste modo podemos proporcionar aos nossos clientes um aconselhamento integral global em qualquer parte do mundo.
No nosso portfolio de produtos, acabámos de incluir também a cobertura de Risco Politico. Neste momento os nossos clientes podem incluir na garantia do seguro além do risco comercial, o risco político, consubstanciado em acontecimentos políticos ou dificuldades económicas de especial gravidade que ocorram no estrangeiro, como crise na balança de pagamentos, alterações da paridade monetária de valor significativo ou a acumulação catastrófica de prejuízos, que originem uma situação generalizada de insolvência no país do seu cliente.
Cada vez mais os nossos empresários procuram destinos de exportação onde são mais competitivos, onde a procura pelos nossos produtos é grande mas onde por vezes existe um risco politico. Com esta cobertura os nossos clientes estão protegidos não só do risco comercial dos seus clientes mas também do risco político do país onde estes estão inseridos.

Tranquilidade oferece mensalidades nos Planos de Saúde e descontos no seguro Automóvel

Nesta nova campanha, os principais Planos de Saúde da Tranquilidade – Tranquilidade Saúde Individual, Funcionários Públicos e Sénior – têm uma oferta de 2 mensalidades, enquanto no seguro Automóvel existem descontos especiais.

O cliente encontra nos Planos Tranquilidade Saúde diversas soluções que, para além de situações de internamento, salvaguardam outras necessidades de assistência médica tais como consultas, análises e exames auxiliares de diagnóstico. Dispõe de uma rede médica abrangente, com copagamentos baixos, consultas ao domicílio ilimitadas e, para confirmação de diagnóstico, pode consultar uma 2.ª opinião médica sem custos adicionais, entre outras coberturas.  Estas e muitas outras vantagens, sempre garantidas pela qualidade da rede e do serviço da Advancecare.
É por acreditar que “não se brinca com a saúde” que a Tranquilidade apostou no desenvolvimento de uma oferta de Planos de Saúde ainda mais reforçada, completa e competitiva, com soluções que endereçam as mais diferentes necessidades, sempre apoiada na experiência da Advancecare. Da opção Light (a partir de 7 euros por mês)  para dar resposta a situações de hospitalização, até à opção Extra-Care (a partir de 40 euros por ano) destinada a clientes que pretendem garantir situações específicas de internamento muito graves, são muitas as opções de planos de saúde existentes na Tranquilidade. Para soluções específicas, orientadas a determinadas especialidades médicas, a seguradora conta também no seu portefólio com o Saúde Visão (oftalmologia), o Saúde Sorriso (estomatologia) ou o Saúde Check-Up.
Ao abrigo desta campanha, para além dos dois meses grátis em saúde, ao fazer um novo seguro para o seu automóvel o Cliente beneficia também de um desconto especial. O Tranquilidade Auto oferece, entre outras, a cobertura “Proteção especial do condutor”, que pode ser subscrita em todas as opções do seguro automóvel. Com capitais até 500 mil euros e garantias muito completas, idênticas às que a lei prevê para o seguro de responsabilidade civil obrigatório, esta cobertura pode fazer toda a diferença em caso de acidente quando a responsabilidade pertence ao condutor.

Com estas soluções integradas, os clientes da Tranquilidade conseguem, não só, obter descontos adicionais na compra destes produtos como também assegurar uma maior comodidade na gestão da sua carteira de seguros. A Tranquilidade oferece ainda aos seus clientes condições especiais em muitos outros produtos, caso concentrem as suas apólices na seguradora.

A Importância estratégica do Solvência II

Marta Alarcão Troni

O Solvência II será um novo regime mais exigente e rigoroso no contexto da análise de risco e de cálculo de solvência, prevendo uma supervisão mais ativa e uma regulamentação mais harmoniosa. Como encaram esta nova era no setor? Este era o próximo passo, necessário e urgente para o mercado segurador?
Sem dúvida. O regime atualmente em vigor, o denominado Solvência I, é um regime ultrapassado, estático, e que não considera a envolvente em que a Seguradora se insere. No atual cálculo não há qualquer contemplação dos riscos inerentes à atividade e que podem exigir um esforço significativo ao capital da Seguradora, colocando em risco a sua própria existência e a sua razão de ser, que é proteger bens e pessoas.

Este novo regulamento pode entender-se como uma consequência ou solução no seguimento da crise económica que a Europa tem enfrentado?
Nem uma coisa nem outra. O regime do Solvência II tem vindo a ser preparado desde 2004, muito antes da chamada crise financeira de 2008. O que é um facto inquestionável é que este regime já antevia a possibilidade de crises como a que sucedeu pois trata-se de um regime essencialmente assente em quantificação de riscos e nesse sentido de monitorização de todos os sinais que a economia possa transmitir e que possam originar situações extremas. A base deste regime é a preparação do setor segurador para eventos, cíclicos ou não, de dimensão e que possam afetar a capacidade das seguradoras honrarem os seus compromissos.

Baseada em três grandes pilares, o Solvência II divide-se em cálculo de fundos, gestão de risco e reporte de informação. Como veem estas três vertentes do novo regime?
Os três pilares do regime Solvência II são como o próprio nome nos indica o ponto fulcral de todo o regime. E digo-o no singular porque nunca podem funcionar por si só. São essenciais no seu todo. Senão vejamos: no Pilar I procedemos ao cálculo quantitativo, seja através de uma fórmula padrão, igual para todos, seja através de um modelo interno definido seguradora a seguradora e aprovado pela entidade reguladora; mas este pilar tem um horizonte temporal mais redutor pois é anual – é aqui que entra o Pilar II, na chamada Gestão de Risco, ou mais propriamente, na Avaliação Prospetiva dos Próprios Riscos (“ORSA – Own Risks Self Assessment”). Este para mim é o Pilar mais importante de todo o regime pois é através desta avaliação que cada Seguradora irá gerir o seu capital disponível, o seu retorno ao acionista e a sua capacidade de gerar dividendos. Neste Pilar iremos projetar as necessidades de capitais futuras da Seguradora, de acordo com a estratégia planeada. É essencial que a Seguradora antecipe em cada momento se a estratégia que planeia prosseguir nos próximos anos é geradora ou consumidora de capital. E se for este o caso, tem de identificar quais serão aa formas de financiamento.
Por último temos o Pilar III com todo o seu reporte de informação, para as diversas partes interessadas – acionistas, clientes, colaboradores, auditores e entidades reguladoras -, público e privado. É com a definição constante neste Pilar que poderemos comparar as Seguradoras entre diferentes países da EU de uma forma semelhante. Digo semelhante, porque apesar de toda a legislação existente, imensa (mais de 7.000 páginas!), continua a existir algum índice de julgamento por parte de cada entidade reguladora dos diferentes Estados Membros.

De que modo as novas regras, aquando da sua implementação, permitirão efetivamente uma maior e mais conscienciosa gestão de riscos e um cálculo de fundos mais seguro? Estas serão as grandes mais-valias do Solvência II no âmbito do desenvolvimento e da segurança deste mercado?
Como já referi anteriormente, o regime Solvência II incide em riscos e na sua mensuração ou aderência a choques, partindo de um balanço contabilístico valorizado ao valor de mercado. Só neste ponto já temos um cálculo mais seguro pois toda a volatilidade inerente ao justo valor em oposição ao custo histórico fica desde logo refletida no cálculo do capital disponível. Senão vejamos: um edifício pode estar valorizado ao valor pelo qual foi adquirido, ser avaliado ciclicamente e de acordo com as regras contabilísticas de 3 em 3 anos e apenas ter o seu valor ajustado caso exista um decréscimo do valor. No regime de Solvência II, teremos que ajustar esta valorização imediatamente para o valor de mercado, com as devidas implicações no capital disponível da empresa. Para além deste facto iremos calcular risco a risco qual o impacto de uma situação extrema – no caso dos imóveis o choque determinado é uma descida imediata de 25% no valor de mercado, sendo que o diferencial entre as duas situações com e sem choque determinará o montante adicional de capital a reter. Depois existirão as situações de correlações, em que um ou mais riscos sofrerão mitigações por estarem interrelacionados… Esta é de facto a mais-valia deste regime pois permite-nos identificar aqueles riscos em que estamos mais expostos para que situações extremas não nos apanhem desprevenidos.

O terceiro pilar, referente ao reporte de informação, obrigará a alterações na recolha de dados, implementação de sistemas tecnológicos mais apropriados e maior cuidado na prestação de informação às autoridades de supervisão e outros stakeholders. Qual é a importância destes requisitos no dia a dia das seguradoras?
O Pilar III vai obrigar todas as Seguradoras a disporem de repositórios de informação, os chamados Data Wharehouse, e de processamento de informação (Business Intelligence (BI)) com capacidade para processamento de grande quantidade de dados. Estamos na era do Big Data e o regime Solvência II terá o seu grande suporte neste tipo de processadores. Toda a prestação de informação terá que ser auditável e fidedigna pois não nos podemos esquecer que estamos a falar de capital.

As áreas de regulamentação e revisão serão reestruturadas de modo a tornarem-se elementos mais ativos e harmonizados. Esta questão trará vantagens efetivas nos procedimentos?
Nós portugueses já estamos habituados a uma entidade supervisora (Instituto de Seguros de Portugal, agora Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões) muito incisiva e reguladora. Os reportes de informação ao longo dos anos têm vindo a ser continuamente sistematizados e aprofundados. Esperamos agora com a entrada em vigor do novo regime que a reestruturação aconteça, que toda a informação requerida seja readaptada e sobretudo que a formação ocorra de uma forma célere pois também a nossa entidade supervisora tem de se preparar para a entrada do novo regime. É aqui que residirá a grande vantagem deste regime pois ao ser transversal a toda a EU, nomeadamente no reporte do Pilar III, com reportes quantitativos iguais entre os Estados Membros, teremos forçosamente informação comparável entre diferentes países.

Esta regulamentação, reunida no Solvência II, pretende consolidar e reforçar o aspeto financeiro do setor. Acreditam que esta será uma missão possível e concretizável a curto prazo através da deteção e prevenção precoces de riscos que o regulamento permitirá?
Sem dúvida. O regime anterior estava obsoleto, era estático e perigoso pois não considerava o impacto da nossa envolvente. Nisso a banca adaptou-se mais rapidamente com o Basileia.

Os processos habituais das seguradoras serão obviamente modificados. Que alterações serão mais significativas e visíveis no contexto diário das empresas?
A primeira alteração e mais imediata será a quantidade de informação que teremos de preparar, de forma estruturalmente diferente de tudo o que até aqui se tem vindo a fazer. Isto provocou, em especial desde há três anos para cá, um acréscimo substancial no trabalho do dia a dia de uma Seguradora, em que toda a preparação para este novo regime teve forçosamente de coexistir com o regime Solvência I. E este acréscimo não diminuirá muito com a entrada em vigor do Solvência II e a eliminação de todo o trabalho associado ao anterior regime, pois este era bastante redutor. Para além deste aspeto, no dia a dia veremos cada vez mais as implicações de uma gestão de capital baseada nos riscos no desenho de um novo produto, no investimento de uma nova área de negócio, de uma mudança de estratégia global de uma Seguradora, enfim de todo um ambiente que rodeia a Seguradora. O mundo atual em que vivemos sofrerá uma transformação, a meu ver para melhor.

De que modo a interação entre os diferentes players e nomeadamente entre seguradoras e clientes sairá alterada com a implementação do novo regulamento em janeiro de 2016?
A implementação do Solvência II a partir de janeiro de 2016 não significará propriamente uma alteração na interação entre a Seguradora e os seus clientes. O Cliente continuará a ter seguros que cobrem os seus riscos, que lhe serão vendidos pelos mesmos canais como até aqui. A alteração virá forçosamente nos próprios produtos pois as Seguradoras irão adaptar os mesmos por forma a maximizarem o capital alocado, ou o que é o mesmo, a minimizarem o impacto que certa cobertura possa trazer ao seu capital projetado.
Uma das situações que ultimamente temos visto no nosso mercado está associada aos produtos de capital e taxa garantida pelas seguradoras, que não há muitos anos eram feitos por períodos de 8 anos e um dia, com taxas garantidas por todo o período. Agora, apenas vemos produtos que garantem por curtos períodos de tempo, como ano após ano, e no estrangeiro, inclusive, já se fala em produtos sem taxa garantida e em que o capital apenas será garantido numa parte!

Os custos iniciais associados a esta nova regulamentação terão custos elevados. De que modo esta situação trará consequências ao preço final dos produtos e na continuidade da existência de pequenas e médias seguradoras?
A implementação do Solvência II trouxe custos elevados, especialmente para as Seguradoras que procuraram desenvolver modelos internos pois para além do tempo que levou a estabilizar a forma de cálculo, implicou a disponibilização de muitos recursos internos e, na maioria dos casos, externos. Quanto à consequência para o preço final dos produtos, não vejo que vá existir um reflexo direto entre o preço de um produto e os custos de desenvolvimento deste regime. Vejo mais a possibilidade de existir alteração do preço dos produtos por estes apresentarem uma ou mais coberturas mais consumidoras de capital e, nesse caso, o acionista ao exigir um retorno adequado dos seus capitais investidos obrigar por inerência a que o produto aumente os seus preços. Já a continuidade da existência de pequenas e médias seguradoras é uma questão totalmente diferente pois muitas destas pequenas e médias seguradoras poderão vir a desaparecer caso os seus acionistas não estejam disponíveis para reforçarem os seus capitais.

Este regulamento europeu permitirá um novo mercado único e uma maior harmonização entre os diferentes Estados-membros. Estamos perante uma nova Europa, com seguradoras internacionalizadas e regras lineares?
Penso que esse era o objetivo inicial do regime Solvência II mas nunca teremos 100 % dos critérios iguais entre os diferentes Estados Membros pois cada Estado Membro teve que transpor a Diretiva do Solvência II para o direito nacional e cada um fê-lo à sua maneira. Na essência os regimes são iguais mas existirão sempre pequenos ajustes país a país. Contudo, acho que o fundamental do regime, ficou e inclusive já vemos países fora da EU a adotarem regimes equiparáveis, o que é excelente!

Pedro Seixas Vale, presidente da APS, afirma que “o mercado segurador português deverá estar numa posição privilegiada de enfrentar o desafio da implementação do Solvência II, assumindo mesmo significativas vantagens competitivas face a outros mercados europeus”. Concordam com esta opinião? Portugal está preparado para assumir esta regulamentação no mercado segurador?
A grande maioria das Seguradoras portuguesas tem vindo a adaptar-se ao regime desde há pelo menos cinco anos – a participação nos exercícios quantitativos inclusive passou de uma ótica de melhor esforço possível para uma participação obrigatória. Mas isto não significa que nos próximos anos não vamos assistir a movimentos de fusão e aquisição no nosso mercado por forma a otimizar capital…

Apesar de o Solvência II entrar em vigor apenas em janeiro do próximo ano, as seguradoras nacionais começaram cedo a proceder às alterações necessárias. O processo tem sido fácil e eficaz? Como definem a Liberty Seguros neste sentido?
A Liberty Seguros começou desde o primeiro momento a adaptar-se às novas regras. Temos feito todos os exercícios quantitativos do mercado (se a memória não me falha, houve apenas um em que não participámos, por falta de disponibilidade de tempo, uma vez que coincidiu com a elaboração do orçamento) mas tem sido um processo doloroso no sentido em que não é fácil digerir as especificações técnicas (demasiado extensas!) e documentar os processos, da forma que o regime pretende. Contudo, tem sido um processo extremamente eficaz, em que aprendemos muito, tendo crescido à medida que o regime se desenvolveu. Digo hoje com toda a confiança que estamos preparados para o que vem aí a partir de 1 de janeiro de 2016, embora tenha também consciência que ainda temos um longo caminho a percorrer.

Neste momento de mudança, as seguradoras têm tido o apoio e informação necessários à implementação das novas regras?
A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) desenvolveu ao longo dos anos um conjunto de iniciativas que muito contribuíram para a formação das Seguradoras – estas iniciativas passaram por formações específicas e por discussões internas entre os diferentes associados.

Este será um dos maiores desafios vividos pelas seguradoras europeias. De que forma está a Liberty Seguros a vivenciar toda esta alteração no setor?
Como já referi anteriormente, a Liberty Seguros tem procurado desde o primeiro momento adaptar-se às necessidades do novo regime. É certo que não fizemos investimentos avultados como outras Seguradoras em consultores externos e que esta implementação foi à custa de recursos internos mas estamos a colher os frutos desta decisão pois temos uma estrutura neste momento muito adaptada às necessidades do regime. Ainda nos falta um longo caminho em termos de estabilização do dia a dia dos nossos recursos humanos, pois a carga de trabalho é elevada, mas o conhecimento que adquirimos tem sido exponencial.

O Solvência II obrigará a uma modificação dos recursos humanos, financeiros e tecnológicos. A marca encontra-se já com as necessárias alterações neste contexto?
A Liberty Seguros, juntamente com o resto do grupo Liberty International, tem vindo a adaptar-se quer em termos de recursos humanos quer em termos tecnológicos. Estamos confiantes na entrada em vigor do novo regime a 1 de janeiro de 2016, e que esta data será para nós tranquila. Em termos financeiros a Liberty Seguros tem vindo a adaptar-se ao novo regime, fruto do envolvimento sucessivo nos exercícios quantitativos do mercado, tendo muito cedo percebido quais as suas fragilidades em termos de requisitos de capital. Desta forma, apesar de estarmos numa boa posição financeira, eliminámos o risco com maior impacto no nosso capital, sem termos de recorrer a capitais dos nossos acionistas, estando neste momento com uma posição muito confortável.

Numa análise aprofundada, mas global, como definem a situação atual da Liberty Seguros? Todo o organismo está preparado para esta nova era no mercado segurador?
Esta questão está intrinsecamente ligada à anterior – a Liberty Seguros apresenta neste momento e desde há uns anos para cá uma posição confortável não só em termos quantitativos como em termos qualitativos. Temos vindo sucessivamente a implementar medidas de monitorização dos riscos que envolvem a nossa atividade, aplicando o princípio dos 4 olhos de uma forma constante e sistemática.

Como preveem o futuro não apenas da empresa, mas de todo o setor após a implementação do Solvência II? Haverá um desenvolvimento sustentado e benéfico?
Na minha perspetiva, vamos assistir nos próximos anos ao consolidar do mercado e a aquisições / fusões pois todas aquelas seguradoras que não tenham a gestão do capital em vista mas que querem forçosamente crescer, não olhando para as consequências em sede de capital, poderão não ser sustentáveis a muito curto prazo. Dito de outra forma, o futuro não será o mesmo pois as seguradoras terão de considerar quando vendem um seguro quais as consequências que este seguro trará em termos de capital, não podendo contar com a subsidiação de outros ramos para compensar a perda no seguro vendido. De uma forma global o desenvolvimento será sustentado e benéfico, surgirão novos produtos, o mercado irá reinventar-se e estaremos mais protegidos contra os riscos conhecidos. Mas existirão sempre os riscos desconhecido.

Multicare lança seguro de saúde oncológico

É o primeiro Seguro de Saúde Oncológico em Portugal e tem o selo de qualidade Multicare. Este garante a proteção e acesso a cuidados de saúde de referência, mesmo nas situações mais graves. Por cada anuidade, disponibiliza uma cobertura específica com um milhão de euros de capital e, se o contrato vigorar por um período superior a um ano, o respetivo capital máximo para a totalidade do período de vigência do contrato passa a ser de dois milhões. Tudo isto para que o cliente tenha o melhor acompanhamento no tratamento e na recuperação.

Sem Limite de Permanência
Garantir a proteção das pessoas e a sua qualidade de vida é a missão da Multicare. O Seguro de Saúde Oncológico Multicare é a solução para assegurar o melhor tratamento, mesmo em caso de doença oncológica. Pode subscrever o seguro se tiver menos de 60 anos e não há idade limite para a permanência. Para além disso, pode usufruir de descontos no prémio comercial de acordo com o número de pessoas por apólice: 10% para 2 pessoas, 15% para 3 e 20% para 4 ou mais.

Cuidados para mais casos de sucesso
A Multicare sabe que o número de pessoas com doença oncológica aumenta todos os dias. No entanto, graças ao desenvolvimento da medicina e ao diagnóstico atempado, há cada vez mais curas. Igualmente, a melhoria da qualidade de vida das pessoas a quem é diagnosticada uma doença desta natureza verifica-se cada vez mais frequentemente, sobretudo quando os cuidados médicos são de excelência.

A maior rede médica do país
O Seguro de Saúde Oncológico Multicare disponibiliza o acesso a uma rede médica de equipamentos e tecnologia de topo para um adequado diagnóstico e acompanhamento em todo o tratamento oncológico junto de uma rede de prestadores de referência – CUF; Fundação Champalimaud; Hospital da Luz; Lusíadas Saúde.

Medicina Preventiva (Check-up)
O Seguro de Saúde Oncológico prevê a realização de exames de saúde periódicos, que permitem o rastreio e diagnóstico precoce.

Serviço de Apoio Oncológico
A Multicare não o deixa sozinho! Com esta cobertura o cliente passa a ter apoio para as questões que não envolvem a intervenção de foro clínico, como por exemplo:
• Correta utilização do seguro;
• Esclarecimento sobre a Rede Médica disponível;
• Organização e marcação de serviços de apoio doméstico e de acompanhamento durante o período de convalescença pós-internamento hospitalar e no acesso a cuidados de saúde em regime de ambulatório – marcação de consultas, exames auxiliares de diagnóstico, tratamentos…

Segunda opinião médica
Acesso ao serviço de Segunda Opinião através de uma rede médica internacional que analisa a condição clínica da pessoa e elabora um relatório médico com indicação dos cuidados mais adequados.

Internamento hospitalar e ambulatório
Mesmo em situações não relacionadas com a doença oncológica, este seguro garante o pagamento de despesas de internamento hospitalar e em regime ambulatório até ao limite do capital de 500 mil euros para Internamento Hospitalar e dez mil para Consultas/ Exames/ Tratamentos,por anuidade e pessoa segura. É possível aumentar o nível de proteção do seguro, contratando coberturas opcionais, tais como Estomatologia, Próteses e Ortóteses, Medicamentos e Terapêuticas Não Convencionais.

Cuidados que fazem a diferença
No Seguro de Saúde Oncológico da Multicare, a cobertura específica de Oncologia não tem franquias ou copagamentos e garante o pagamento das despesas efetuadas com:
» Tratamentos de quimioterapia, radioterapia e transplante de células estaminais e de medula;
» Internamento;
» Consultas e tratamentos domiciliários;
» Consultas de nutrição;
» Consultas de psiquiatria e/ou psicologia;
» Medicina física e de reabilitação;
» Consultas de naturopatia, osteopatia e acupuntura;
» Internamento em unidades de cuidados continuados;
» Consultas e exames de monitorização.

Empresa oferece seguro contra assédio online

“Nós vemos os seguros como uma forma de ajudar os nosso clientes a voltarem à vida que tinham antes de o incidente acontecer, seja ele algo que afete uma casa ou uma pessoa”, disse, ao jornal inglês “The Telegraph”, Tara Parchment, gestora de clientes da companhia no Reino Unido e Irlanda.

Este serviço, que está agora disponível no Reino Unido, define bullying online como “três ou mais atos pela mesma pessoa ou grupo de assédio, ameaça ou intimidação do cliente” e prevê custear as despesas decorrentes destes atos.

O produto está pensado para pais preocupados, mas há adultos que podem beneficiar do produto em casos, por exemplo, que levem ao desemprego ou prisão errónea, diz ainda o jornal inglês.

O cliente pode ainda contratar um especialista informático para detetar a origem do bullying ou para controlar uma campanha online de difamação.

“Continuamos a restaurar casas, carros e outros bens que possam ter sido estragados, mas este serviço é mais sobre a pessoa e sobre a forma como ela lida com o problema”, explica Tara Parchment.

Este novo tipo de produto foi criado depois de ter sido elaborado um estudo, entre os clientes mais ricos, sobre que extensões de seguro eles desejavam.

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