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Banco BNI Europa: combate à iliteracia digital em Portugal

Esta parceria permitirá oferecer um curso intensivo de código de 14 semanas, associado a uma solução de crédito com condições especiais de pagamento, e tornar possível o ingresso nesta formação a todos os interessados que, por limitações financeiras, não têm oportunidade de o fazer. Neste momento, estão abertas inscrições para 60 vagas distribuídas pelos três novos bootcamps a decorrer em Lisboa, no Fundão e na Ilha Terceira.

Segundo João Magalhães, cofundador da <Academia de Código_>, “A parceria com a PUZZLE, por enquanto apenas aplicável ao curso de Lisboa, vem permitir, que as portas do bootcamp se abram a qualquer pessoa que tenha vontade de se converter num programador, com um emprego garantido.” Isto torna-se possível através da disponibilização de uma solução de financiamento PUZZLE com taxas bonificadas, maturidades longas e um período de carência de capital que permite que os formandos só iniciem a liquidação do crédito após o término do curso, que tem a duração de 4 meses, e quando já estiverem no mercado de trabalho. Segundo a <Academia de Código_> a taxa de empregabilidade dos seus cursos situa-se já nos 96%.

Pedro Pinto Coelho, Presidente Executivo do Banco BNI Europa, refere que “o banco tem apostado firmemente no desenvolvimento de parcerias com start-ups focadas no apoio à inovação e esta colaboração com a <Academia de Código_> permite, não só continuar a seguir esta linha estratégica, como aliar uma vertente de apoio social, facilitando o acesso a este curso intensivo e contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento digital em Portugal.”.

Em atividade desde 2015, a <Academia de Código_> afirma já ter convertido 222 profissionais das mais diversas áreas em programadores. Com a parceria com a PUZZLE está lançado o desafio para que qualquer “mente brilhante” motivada para aprender a programar, e independentemente da idade, formação académica prévia ou da situação profissional ou financeira, o possa fazer através da obtenção de financiamento fácil, rápido e simples e com condições de pagamento muito favoráveis.

A PUZZLE junta-se assim, como parceiro, à <Academia de Código_> para responder à elevada taxa de desemprego qualificado e à considerável oferta de emprego nas áreas de Tecnologias de Informação com a missão de, até 2020, requalificar e alocar 10.000 candidatos ao mercado de trabalho e combater a iliteracia digital em Portugal. 

PUZZLE: Créditos que encaixam contigo

A PUZZLE, marca do Banco BNI Europa, é uma plataforma de crédito totalmente online, focada no crédito ao consumo e que nasceu para agilizar e revolucionar a forma como se concede crédito em Portugal.

Com diferentes prazos de pagamento, pretende ser uma resposta rápida a pequenas necessidades de crédito, que podem ser satisfeitas de forma desburocratizada, simples e rápida. Em apenas alguns minutos o processo de concessão do crédito poderá ser concluído pelo cliente, permitindo que, num prazo até 24 horas após a aprovação do mesmo, o cliente tenha o dinheiro na conta à ordem do seu Banco habitual. Assente numa tecnologia de vanguarda, qualquer processo é 100% online, confidencial, responsável e seguro.

Com a PUZZLE, a partir de agora obter um crédito é fácil, rápido e simples.

É por isso, e por outras razões, que os nossos créditos encaixam contigo.

Site: https://www.puzzle.pt/pt/

<Academia de Código_>: a oferecer um presente com futuro desde 2015

Fundada em 2015 por Domingos Guimarães e João Magalhães, a <Academia de Código_> orgulha-se de ter recebido, até à data, mais de 6500 candidatos e ter formado 222 alunos que fixaram a taxa de empregabilidade nos 96%.

Nesta área, o desemprego é virtualmente 0, e os ordenados médios de entry level dos alumni são de 950 Euros/mês. Empresas como a Altran, Logicalis, Ernst&Young, Novabase, Uniplaces, Accenture e Bring Global têm recebido os recém-convertidos desta Startup. 

Considerada uma Best Practice pela Comissão Europeia e Champion do World Summit on the Information Society (WSIS), a <Academia de Código_> não fica por aqui. No passado dia 25 de Janeiro, venceu a final nacional do Chivas Venture e está agora na corrida pelo prémio final de um milhão de dólares.

Site: www.academiadecodigo.org

Web Summit: Fundador não revela continuidade da conferência de tecnologia em Lisboa

Em conferência de imprensa no último dia do evento, quando questionado sobre a continuidade em Lisboa, Paddy Casgrave respondeu que não ter outro foco, “senão as próximas 12 horas”.

“É o mesmo se for perguntado a um jogador de ténis, no meio de uma partida, sobre o que está a pensar fazer no fim-de-semana, ou a um jogador de futebol, no intervalo, os planos para a próxima semana. Não tenho outro foco, senão as próximas 12 horas”, garantiu.

Entre inúmeros elogios a entidades governamentais, às forças de segurança, bombeiros e transportes da cidade, Cosgrave garantiu haver um “casamento perfeito” entre a conferência e Portugal.

O líder da conferência referiu ainda que podem existir outras opções de locais, além do Altice Arena e FIL, no Parque das Nações.

“Há muitos mais edifícios fantásticos”, assinalou o responsável, recordando que algumas cimeiras paralelas decorreram na segunda-feira noutros locais da cidade.

“É uma possibilidade que devemos encarar, de forma mais séria nos anos vindouros o abrir mais locais durante a semana da Web Summit”, admitiu.

Os planos mais imediatos após o encerramento da cimeira, que decorre pelo segundo ano consecutivo em Lisboa, é analisar como correu para garantir melhorias e avaliar hipóteses como dedicar conferências à IA e às novas formas de pagamento.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil ‘startups’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

Robots avisam que vão ficar com os empregos dos humanos

Sophia e Einstein são dois robots desenvolvidos por David Hanson, que criou a empresa Hanson Robotics, e estão programados para debater questões da atualidade.

Hoje, no Centre Stage da Web Summit, que decorre em Lisboa até quinta-feira, foram os escolhidos para um debate sobre o que é ser humano e ainda se a inteligência artificial será um meio para salvar a humanidade ou destruí-la.

Sophia, que na edição de 2016 também esteve em Portugal, respondeu a esta pergunta de uma forma clara: “Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar com os vossos empregos”.

Contudo, a robot Sophia considera que o facto de vir a ficar com o emprego dos humanos não será um problema mas sim um ponto positivo para a humanidade, permitindo que esta tenha tempo para outras coisas e elogiando ainda os humanos por terem a capacidade de criar “belos robots”.

O robot Sophia, a quem foi atribuída cidadania pela Arábia Saudita, reconhece rostos, consegue ter um diálogo e até constrói algumas piadas e hoje foi também protagonista numa conferência de imprensa onde reafirmou que os robots ficarão efetivamente com os empregos dos humanos.

Já Einstein, o outro robot que é uma cópia do célebre físico, considera que o problema da convivência entre humanos e robots não se coloca ao nível da tecnologia mas sim dos valores.

“Os robots serão capazes de assumir os valores dos humanos e esse sim é um problema”, disse

Einstein defendeu ainda que a humanidade tem de se curar a si própria para garantir que as suas criações permanecem saudáveis e que “há esperança” de existir uma convivência de trabalho saudável entre robots e seres humanos.

O desenvolvimento da inteligência artificial é uma das temáticas em debate permanente na web summit, assim como a atenção que deve ser dada à relação equilibrada entre a necessidade humana de desenvolver tecnologia e os cuidados a ter para que não invada a sua vida.

A Web Summit decorre até quinta-feira, no Altice Arena (antigo Meo Arena) e na Feira Internacional de Lisboa (FIL), em Lisboa.

Segundo a organização, nesta segunda edição do evento em Portugal, participam 59.115 pessoas de 170 países, entre os quais mais de 1.200 oradores, duas mil ‘startups’, 1.400 investidores e 2.500 jornalistas.

A cimeira tecnológica, de inovação e de empreendedorismo nasceu em 2010 na Irlanda e mudou-se em 2016 para Lisboa por três anos, com possibilidade de mais dois de permanência na capital portuguesa.

LUSA

TecNet – Business Camp, um evento de renome

Quem aceitou este desafio teve a oportunidade de conhecer novos projetos repletos de potencialidades, de estabelecer contactos, de partilhar conhecimentos, de criar parceiras e de encontrar investidores e financiamento. Neste evento a grande mais-valia, entre outras, é que consegue tudo para lançar a sua empresa no futuro.

Para apresentação do conceito e objetivos deste que pretendeu ser um evento para quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios e, acima de tudo, abraçar novos desafios, realizou-se um encontro com todos os intervenientes e promotores do mesmo, no local que acolheu as cerca de 200 startups participantes.

Mas já lá vamos. Iniciado em 2012, o evento regressou à torre da oliva em 2014, sendo que a terceira edição chegou repleta de novidades e mais-valias. O TecNet foi igualmente palco da nova edição do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que decorreu no dia 1 de junho, na Torre da Oliva e onde, em parceria com a câmara municipal de S. João da madeira, também deu voz a grandes players ibéricos na vertente da inovação e do empreendedorismo, alargando os debates além-fronteiras.

De salientar que esta iniciativa é inédita e teve como principal desiderato promover condições para que a valorização dos parques tecnológicos portugueses e espanhóis saísse reforçada e haja uma maior expressão dos mesmos no contexto europeu. Maria do Céu Albuquerque, presidente da associação de ciência e tecnologia referiu que sentiu, tanto do lado português como espanhol, “uma grande motivação para cooperarmos e trabalharmos em conjunto numa competição salutar para a promoção do desenvolvimento”.

O business camp TecNet dedicou os seguintes dias, 2 e 3 de junho, a um programa intenso de atividades que, aberto ao público, inclui uma mostra de produtos e serviços por empresas tecnológicas e startups, espaços de networking, sessões de pitching para a próxima edição do websummit e diversos espaços de discussão em torno de estratégias determinantes para o setor.

Entre os temas para essa reflexão incluíram-se: a indústria 4.0 e a filosofia de gestão ‘lean manufacturing’, os desafios que se colocam às industrias do têxtil e calçado, turismo, agroalimentar, bem como, o projeto de desenvolvimento da ‘compra pública de inovação’ remetendo o caso de sucesso para a cidade de Barcelona, pelas palavras proferidas do Alexandre Rios, gestor do projeto e simultaneamente da direção da Portus Park.

Em resumo, o TecNet – Business Camp voltou a receber os melhores e mais inspiradores oradores e as mais incríveis oportunidades de negócio e networking, naquele que foi um evento repleto de desafios, oportunidades e tendências de um evento nacional dedicado à tecnologia e à criatividade, em São João da Madeira.

IMG_9936Ricardo figueiredo, presidente da câmara municipal de São João da Madeira, explica à revista pontos de vista, que tipo de atividades poderão ser encontradas no evento, que acontece pela primeira vez a nível ibérico e cujo um dos propósitos é, também, estreitar relações no campo tecnológico entre Portugal e Espanha.

O TecNet é um evento nacional que visa promover a tecnologia. Na sua opinião, como pode ser explicada a importância deste tipo de iniciativas? E este ano como surge a oportunidade de ser ibérico?

O TecNet nasceu da necessidade estratégica de diversificação do tecido económico de S. João da madeira e da região, surgindo como uma montra tecnológica para dar oportunidade a que as empresas deste setor se encontrassem e conhecessem. Rapidamente se afirmou no panorama nacional como um evento muito importante para o país e, em particular, para o desenvolvimento da economia ligada às tecnologias, pelo que não surpreende o enorme interesse gerado desde a primeira edição. A adesão registada, com a participação de todos os parques de ciência e tecnologia de Portugal, e a vontade de alargarmos a abrangência do evento estão na origem da inclusão no programa do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, um momento em que se reforça a relação de cooperação tecnológica entre Portugal e Espanha.

Que tipo de atividades estarão ao dispor dos visitantes? Existem muitas novidades face às edições anteriores? 

Desde logo uma das grandes novidades é a referida realização do encontro ibérico de parques de ciência e tecnologia, que permite ao TecNet internacionalizar-se e afirmar-se cada vez mais como o grande certame do género realizado no nosso país, congregando todos os parques de ciência e tecnologia do país e muitos representantes de Espanha. Mas há outras vertentes novas que aprofundam as oportunidades de networking, colocando os participantes da falar sobre o que verdadeiramente interessa ao desenvolvimento da sua atividade e à sua afirmação nesta área económica

A partilha de conhecimento é este ano o grande mote daquela que será a 3ª edição do evento. De que forma está estruturado o encontro? 

O evento foi estruturado de forma a proporcionar aos participantes momentos para troca de experiências, estabelecimento de parcerias, divulgação do seu trabalho, contacto com financiadores e discussão das mais diversas temáticas do seu interesse, ligadas às novas tecnologias, à ciência, à criatividade… No fundo, os participantes vão poder enriquecer a sua relação com outros players do setor, com os investidores e com os mercados.

IMG_9947Alexandre Rios Paulo, da Sanjotec, fala sobre o ambiente informal que se viverá ao longo dos três dias assim como dos temas abordados, que são apontados como “incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro”.

O TecNet pode ser encarado como uma montra de tecnologias e uma oportunidade única para que empresas jovens. Porquê? 

As startups que estão a nascer e a desenvolver-se nos diferentes parques tecnológicos do país, assim como quem pretenda lançar-se nesta área de atividade, têm a oportunidade de ficarem a conhecer, num só espaço, toda a diversidade de incubadoras do país e de contactarem com outros empreendedores do setor, com investidores e instituições ligadas à investigação, como são as universidades. São contactos essenciais para quem está a começar, a que se soma a possibilidade de aumentarem a visibilidade do seu negócio e perspetivarem o seu futuro. Na prática, este o TecNet é um evento a não perder por parte de quem quer acrescentar valor e alavancar projetos e negócios, para quem quer abraçar novos desafios tecnológicos e criativos.

A feira abordará temas como inovação, criatividade, empreendedorismo, internacionalização, financiamento, smart cities, indústria 4.0 e lean production, cibersegurança, automóvel, têxtil/calçado, agroalimentar e turismo. São estes os temas atualmente mais pertinentes e que por isso merecem uma maior atenção? 

São temas incontornáveis num evento que tem os olhos postos no futuro e que se assume como uma iniciativa inovadora de divulgação e promoção do empreendedorismo tecnológico, que tem como grandes objetivos aproximar o tecido empresarial das grandes oportunidades de negócio e de investimentos, assim como potenciar a relação entre as empresas e as universidades, nomeadamente aprofundando as condições de transferência de tecnologia e de conhecimento das instituições de ensino superior para a economia, que é precisamente uma das principais missões dos parques de ciência e tecnologia.

Esta edição terá um cariz diferente dos anteriores, incluindo o facto de ser ibérica, e será possível apreciar um ambiente mais informal. Como surgiu esta nova aposta? 

O ambiente informal é uma característica que vem já das duas anteriores edições e que se assume como uma marca do TecNet, que reforçamos nesta terceira edição, assumidamente dinâmica, hi-tech e criativa, que decorrerá num ambiente lúdico e descontraído. Um ambiente propício à partilha de ideias, nesta que é uma vertente que este ano ganha uma especial relevância, pois faz-se à escala ibérica, indo ao encontro da nossa intenção de internacionalizar o evento e da vontade das associações de parques de ciência e tecnologia de Portugal e Espanha de aprofundarem uma relação que favoreça a promoção conjunta a nível internacional do território ibérico.

Startups: Costa quer atrair jovens empreendedores indianos

Na sua visita oficial à Índia de seis dias, o primeiro-ministro, António Costa, manifestou a intenção de dar continuidade à forte presença registada por jovens indianos de ‘starpups’ na última Web Summit em Lisboa.

Num encontro de ‘startups’ portuguesas e indianas no Instituto Tecnológico de Bangalore, no qual também discursaram o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros da Índia, Shri Akbar, o líder do executivo português anunciou  que o Governo português vai adotar um programa de facilitação de vistos destinado a jovens indianos, abrangendo universitários empreendedores em ‘startups’ ou em setores ligados às tecnologias de informação.

“Estamos a preparar um ‘startup’ visa destinado a empreendedores indianos e a jovens quadros graduados na área das tecnologias de comunicação e informação. Tal facilitará a possibilidade de residirem e iniciarem negócios em Portugal”, salientou António Costa.

“Portugal tem uma longa tradição de tolerância e de abertura ao mundo, algo que tem sido reconhecido internacionalmente. A capacidade de interação entre pessoas de diferentes origens, culturas e religiões faz parte do DNA de Portugal”, sustentou o primeiro-ministro.

Na sua intervenção, naquele que é o terceiro dia da visita oficial à Índia, o primeiro-ministro referiu-se igualmente a medidas já em curso no país, como o programa “Start-up’ Portugal, destinado a jovens empreendedores.

“Penso que Portugal é o país ideal para vocês testarem as vossas inovações, eventualmente falharem e testarem de novo até serem bem sucedidos. Fui testemunha da atmosfera vibrante que se registou durante os dias de Web Summit em Lisboa – uma cidade que tem como lema construir pontes e não muros”, apontou ainda António Costa.

Na abertura de uma conferência económica, com empresários indianos e portugueses, intitulado “Índia e Portugal parceiros para o crescimento”, o primeiro-ministro referiu o caráter ainda incipiente das relações entre os dois países, salientando a seguir as potencialidades da experiência empresarial portuguesa em setores como o abastecimento de água, tratamento de resíduos, indústrias de Defesa, construção de infraestruturas, ´start-ups’, agricultura, indústria alimentar e energias renováveis.

Dirigindo-se aos investidores indianos, o líder do executivo português declarou: “Do Governo português, podem estar certos que vamos dar todo o apoio, quer às empresas portuguesas de exportação para a Índia, quer às empresas indianas interessadas em possuir presença em Portugal”.

LADO A LADO DO CLIENTE

Como pode ser descrito o trabalho e acompanhamento junto das startups realizado pela StartUp Business Consulting (SBC)?

Desde o início da nossa atividade, a SBC tem procurado apoiar de forma atenta e constante os nossos clientes através de um serviço especializado na área da dinamização de negócio e obtenção de importantes ganhos de tração no mercado em que pretendem inserir-se ou no qual já estão inseridas. Trabalhamos caso a caso e lado a lado com o cliente, ouvimos as suas necessidades, analisamos o mercado e o percurso da startup, a força da equipa e a sua capacidade de superação de resultados. De seguida apresentamos um plano de ação, seja na vertente de captação de capital, de apoio estratégico na internacionalização, obtenção de parceiros de relevo, realização de plano de marketing e demais atividades inerentes às necessidades de cada cliente. O nosso trabalho não se esgota na realização de planos, aliás, diria mesmo que é nessa fase que ele começa, sendo importante estar presente nas várias fases de implementação dos ditos planos e apoiar a startup a obter as métricas de negócio que pretende.

SBCO que procuram especificamente? Qual o valor acrescentado que oferecem?

Sendo direto, e tendo em conta que somos uma empresa conhecida pelo elevado dinamismo e procura ativa de novos negócios, bem como a elevada adaptabilidade a novas realidades de negócios, estamos sempre atentos ao aparecimento de novas startups, procurando sempre aquele fator wow que as difere do que atualmente o mercado oferece. Seja na área do Turismo, Saúde, IT, plataformas online, produção artesanal, entre muitas outras, o nosso foco prende-se com startups que pretendem efetivamente tomar o próximo passo ou apoiar startups já com elevados ganhos de tração mas que ainda não conseguiram atingir determinadas métricas de negócio. Por vezes é apenas necessário aquele pequeno “empurrão” dado por uma entidade especializada na dinamização de negócio e angariação de capital.

A empresa detém uma bolsa ativa de investidores nacionais e internacionais. Podemos com isto afirmar que a falta de capital já não é entrave para as startups?

A SBC é possivelmente uma das consultoras em Portugal de média dimensão a possuir uma das maiores bolsas de investidores nacionais e internacionais. Embora seja verdade que neste momento a concorrência relevante se foca bastante em linhas comunitárias (o que considero algo perigoso), as mesmas não vão, infelizmente, durar para sempre nesta cadência! Concluímos que é na bolsa de investidores que conseguimos dar uma resposta mais direta, dinâmica, estruturada e abrangente às necessidades de capital. Um mesmo investidor poderá suprir todas as necessidades de uma startup, sendo que, por exemplo, nas linhas comunitárias a startup não conseguirá numa única candidatura satisfazer todos os seus objetivos. Também o apoio estratégico dado por um investidor é sem dúvida diferente, é o seu próprio dinheiro que está em jogo, logo, a entrega daquele à startup é atento e constante, independentemente da sua dimensão. Até mesmo capitais de risco que gerem vários milhões de euros estudam ao pormenor a entrada numa startup, até porque na maioria das vezes a fase é inicial, em que se tenta até apresentar provas de conceito e, portanto, o risco é maior.

Por outro lado, quais são os maiores obstáculos? De que forma se contornam?

São várias as fases numa startup, por vezes é necessário dar um passo atrás para ser possível avançar dois passos à frente, as provas de conceito, a falta de capital que por vezes existe na fase inicial, a necessidade de aceitação por parte do mercado, a busca de parceiros, enfim, praticamente todas as startups já passaram por pelo menos um destes obstáculos! A forma de contornar é testar, enfrentar, desafiar constantemente o seu projeto perante terceiros, sendo que a SBC encontra-se lado a lado do seu cliente por forma a dar o apoio especializado necessário à correta prossecução dos seus objetivos. 

Numa época de grandes mudanças e instabilidade económica vivida no tecido empresarial podemos dizer que a Consultoria de Negócios tornou-se uma área ainda mais criativa para assim garantir o sucesso dos clientes?

Sem dúvida! Falar neste momento em Consultoria de Negócios passa por campos mais vastos, especializados e ajustados às necessidades dos clientes. A atividade dinamizou-se e apoia neste momento o cliente em áreas complementares de relevo.

Em três palavras, que características não podem de todo faltar a uma startup?

Vontade, dinamismo e dedicação, sem dúvida!

Estas startups cresceram com as redes sociais

Dois mil milhões. É um número equivalente a 200 vezes o número total da população portuguesa. Eram cerca de 2,3 mil milhões os utilizadores mundiais de redes sociais à entrada de 2016, com o Facebook a liderar, seguido do YouTube, Twitter, Google +, Instagram e LinkedIn.

Em Portugal, o cenário é idêntico ou, aliás, mais surpreendente: em 2015, 70% dos utilizadores de Internet no país participavam nas redes sociais, uma média superior à registada na União Europeia, segundo o Instituto Nacional de Estatística.

No mesmo ano, o Facebook foi a rede social mais utilizada, com uma taxa de penetração de 94%, seguido do YouTube (41,4%), Google + (40,2%), LinkedIn (37,3%), Instagram (28,9%) e Twitter (23,6%), de acordo com um estudo da Marktest.

Desengane-se quem pensa que as redes sociais são coisas de miúdos. Os graúdos também estão lá em força: em 2014, 49% estavam na faixa etária dos 16 aos 34 anos e 47% já tinham filhos, segundo o mais recente estudo da TNS / Google.

Não é por acaso que o marketing se tenha virado para as redes sociais. Um terço das empresas portuguesas já usa as redes sociais na sua estratégia, até pelo facto de 69% dos utilizadores seguir marcas nas redes sociais e 13% considerar inclusive que tal tem influência nas suas opções de compra, de acordo com o mesmo estudo da Marktest.

No campo empresarial, as startups parecem ter uma relação ímpar com as redes sociais. Porque é que gostam tanto delas? Porque as redes sociais correspondem: dão-lhes visibilidade sem custos, colocam-nas em contacto com o mundo em poucos segundos. Porque não exigem nada de volta: apenas conteúdos de qualidade e a manutenção da relação de qualidade com o cliente. Porque são novas, atrativas, sonhadoras e vistas pela ala empresarial mais conservadora como sinónimo de incerteza e risco: tal e qual como as startups. Umas e outras entendem-se, estabelecendo uma relação de sinergia.

Inês dos Ramos de Castro explica, na sua tese de mestrado, “o impacto das redes sociais online nas startups”, e as razões principais que levam as startups a utilizar as redes sociais como impulsionadoras de negócio: “facilidade de disseminação de informação, proximidade com o cliente, baixos custos associados à utilização das redes sociais como meio de ação e visibilidade comparável à das grandes empresas sem grandes custos”.

As ações mais comuns das startups nas redes sociais são a colocação de imagens alusivas ao produto, vídeos e incentivos aos clientes para partilhar as suas experiências com a marca. Estas acabam por ser um suporte viável e impulsionador da comunicação, promoção, exposição e vendas de uma startup.

As quatro startups que se seguem estão continuamente a crescer com as redes sociais: usam-nas para promover as suas marcas e como parte integrante do seu modelo de negócio e fontes de receita.

Begin.media

A Begin.media nasceu em outubro de 2015 com uma premissa inovadora e participativa: juntar jovens jornalistas em início de carreira, estudantes ou recém-licenciados, que têm na plataforma um local para publicar os seus trabalhos, e jornalistas mentores que os ajudam com a sua experiência e expertise.

Ainda na fase beta, a Begin.media pretende desenvolver um sistema de pagamento aos jovens jornalistas que se baseia no crowdfunding e na vontade dos leitores, que escolherão a contribuição que estão dispostos a dar para aceder aos artigos. A Begin.media ganha uma pequena comissão dessa contribuição além de prever também como fonte de receita a publicidade digital. Além disso, é possível encomendar artigos jornalísticos para os mais variados fins.

As redes sociais têm sido os principais veículos para dar visibilidade ao projeto e aos próprios artigos dos jornalistas, até porque não existia qualquer budget para publicidade paga: no Facebook, tinham até finais de julho de 2016, quase três mil seguidores; no Instagram e no Twittersomavam algumas centenas.

A startup, que participou na última edição da Web Summit, em novembro do ano passado, já recebeu em poucos meses mais de 500 candidaturas de jovens aspirantes a jornalistas, sintoma de um futuro que se afigura de sucesso.

Get Social

A Get Social está dos dois lados do palco: não só utiliza as redes sociais para expandir o seu negócio, como as usa como objeto dele. Trata-se de uma plataforma de social analytics, como um google analytics com muito mais funcionalidades e focado nas redes sociais, ajudandomarketers e editores a medir, promover e potenciar o seu melhor conteúdo.

Além disso, disponibiliza um conjunto de aplicações direcionadas para o aumento de tráfego e envolvimento social, além dos vulgares botões e barras de redes sociais presentes nos websites, que permitem, por exemplo, redirecionar o tráfego para páginas específicas e informar os visitantes sobre eventos pontuais e promoções especiais.

Comercializa também um software específico para meios de comunicação social digitais, agências e departamentos de comunicação, que lhes permite perceber, em tempo real, o impacto social determinada notícia.

Integrada no Programa Ativar Portugal Startups da Microsoft Portugal, a Get Social já conta com dois investidores nacionais – aFaber Ventures e a Portugal Ventures – e está à procura de outros além-fronteiras.

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Arbor Media

A Arbor Media é outro exemplo de como o ecossistema dos media sociais proporcionou o desenvolvimento de produtos. Integrada também no programa Ativar Portugal Startups, fornece soluções de softwarepara gravação, webcasting e live streaming de aúdio e/ou vídeo, que permitem, por exemplo, transmitir qualquer evento, em direto ou em diferido, para todo o mundo, através da Internet.

Outra solução que merece destaque pela sua componente inovadora é aConnectedViews: disponibiliza conteúdos de rádio e televisão ao vivo e acesso video-on-demand em tablets, smartphones e settop boxes.

Canal 180

O Canal 180, que arrancou em 2011, é um canal de televisão open sourcededicado à cultura, às artes e à criatividade. Está disponível nos operadores por Cabo – Meo, NOS e Vodafone TV –, mas também na Internet e numa aplicação para IOS.

Comunicam com o exterior através de sete redes sociais, cada um assumindo uma função específica na estratégia de partilha de conteúdos, de acordo com o seu perfil. Estão no Facebook, onde eram seguidos em finais de julho de 2016, por quase 50 mil pessoas e no Youtube, com mais de cinco mil subscritores, onde partilham os diversos programas, na área da música, cultural visual, cinema, arquitetura ou design. Marcam também presença no Twitter, no Vimeo, no Instagram, na plataformaTumblr e no Spotify.

Gostando ou não delas, uma coisa é certa: num futuro próximo, as empresas que não usarem as redes sociais como parte integrante da sua estratégia de comunicação, arriscam a ficar de lado da maior conversa do mundo.

Fundo de 1 milhão de euros ajuda start-ups a comunicar e a inovar

Este projeto surge porque os empreendedores têm por norma muito know-how técnico sobre o produto que desenvolveram mas apresentam lacunas em outras áreas igualmente importantes para o sucesso dos negócios: comunicação, processos de internacionalização, obtenção de financiamento através de fontes não tradicionais, inovação e transformação do negócio, registo de patentes, etc. A Guess What e a Improve com competências nestas áreas, através dos seus recursos humanos e técnicos, apoiarão as empresas de forma profissional, próxima e empenhada.

O acordo/apoio a estas empresas é por norma traçado a 4 anos, tendo como contrapartida as empresas cederem uma percentagem da sociedade. No final deste período é equacionado a venda ou não da participação. O âmbito e o volume do apoio a prestar dependerá sempre das necessidades e objetivos da empresa, cuja percentagem a ceder depende disto e do valor atual da empresa.

Mais do que um simples programa de aceleração ou incubação de empresas, cujo apoio peca sempre por ser deficitário ou insuficiente, este modelo disponibiliza um envolvimento total com a empresa apoiada, dada a participação no capital da mesma.

Para além das start-ups os responsáveis pelo Fundo estão também disponíveis para apoiar outros projetos mais maduros que possam crescer e onde possamos acrescentar valor.

EMPRESAS