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Dois distritos sob aviso amarelo devido ao frio

De acordo com o Instituto, Bragança e Guarda estão sob aviso amarelo devido à persistência de valores baixos da temperatura mínima desde as 05:46 de hoje e até às 09:00 de quinta-feira.

O aviso amarelo é emitido sempre que há situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu geralmente limpo e vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando moderado na faixa costeira ocidental até ao início da manhã e durante a tarde, sendo moderado a forte nas terras altas.

A previsão aponta ainda para uma descida da temperatura mínima e formação de geada, em especial nas regiões do interior.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre -3 (na Guarda e em Bragança) e os 06 graus Celsius (em Faro) e as máximas entre 08 graus (na Guarda) e os 17 (em Faro e Braga).

O outono mal começou mas as temperaturas têm-se revelado típicas de inverno

Efeitos positivos do frio:

-Aumenta a queima de gordura, pois o corpo gasta mais energia para manter a temperatura.

-Melhora a função cerebral. Vários estudos sugerem que o cérebro humano funciona melhor quando está frio.

-Reduz a inflamação. Treinar ao ar livre pode ser benéfico pois além de queimar mais gordura, o exercício provoca menos inflamação por causa do efeito da temperatura

Quanto a efeitos negativos do frio:

-Enfraquece o sistema imunitário. Não, o frio não o deixa doente mas deixa-o mais vulnerável aos vírus e bactérias pois pode ter um efeito supressivo no sistema imunitário.

-Efeitos negativos do frio – Pode espoletar ataques de asma. Respirar o ar frio rapidamente e pela boca, como quando está a praticar desporto ao ar livre, pode espoletar espasmos pulmonares e ataques de asma. 

-Efeitos negativos do frio – Pode provocar dores de cabeça. Com a queda das temperaturas va pressão barométrica também cai. Esta é uma mudança atmosférica que pode ser tão intensa, que leva a problemas de sinusite e enxaquecas. © ISTOCK

-Efeitos negativos do frio – Libido reduzida. A redução da luz solar, que reduz a produção de serotonina, combinada com o efeito depressivo do frio nos neurotransmissores pode pôr a sua libido em modo de ‘hibernação’.

NASA confirma: Agosto foi o mês mais quente desde há 136 anos

A NASA confirmou que o mês de Agosto foi o mais quente do ano a nível global desde há 136 anos, igualando o valor de Julho, revelou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em comunicado, o IPMA adiantou que nos últimos dois meses – Julho e Agosto – a temperatura média na Terra foi a mais alta desde que há registos instrumentais globais que remontam a início de 1880.

De acordo com a informação disponibilizada esta quarta-feira, desde Outubro de 2016, onze meses consecutivos, que se verificam recordes mensais de temperatura média global.

O IPMA avançou ainda que a agência federal norte-americana para a Atmosfera e os Oceanos (NOAA, na sigla em inglês) ainda não publicou os valores relativos a Agosto de 2016, mas referiu recentemente que o mês de Julho de 2016 “tinha sido o 379.º mês com valores superiores à média do século XX, o último com anomalia negativa foi Dezembro de 1984”.

Já em Portugal continental, os meses de Julho e Agosto “igualaram o valor mais alto de temperatura máxima mensal de agosto de 2003 (32,2° Celsius), sendo os únicos três meses cujos valores estão acima de 32° Celsius, de acordo com os boletins climatológicos.

Em relação à temperatura média do mês de Julho de 2016, o IPMA esclareceu que foi o segundo mais quente desde 1931 (início da série), já que apenas Julho de 1989 apresentou um valor de temperatura média mais alto.

Já Agosto de 2016 foi o quinto mais quente, só superado pelo de 2003, 1949, 2010 e 2005.

Nos últimos três meses – Junho, Julho, Agosto – o valor da temperatura máxima do ar, em Portugal continental, foi o mais alto desde 1931, 30,6° Celsius, cerca de 2,9° Celsius acima do valor normal 1971-2000.

Foi ainda o segundo Verão mais quente desde 1931 (depois de 2005) com o valor da temperatura média de 23 graus Celsius, cerca de 1,8° acima do valor médio.

Desde 1931, seis dos 10 verões mais quentes ocorreram depois do ano 2000, sendo o Verão de 2005 o mais quente em 86 anos.

Vem aí (muito) calor. DGS deixa alguns alertas e conselhos

“Estamos preocupados com a população em geral, mas sobretudo com os grupos mais vulneráveis, que podem ter mais suscetibilidade aos efeitos do calor, desinadamente as crianças, as pessoas com mais de 65 anos, os doentes crónicos e quem desenvolve atividade no exterior, sejam estas profissionais ou de lazer”, disse à Lusa Andreia Silva, diretora do serviço de prevenção da doença e promoção da saúde da DGS.

A especialista explicou ainda que este alerta serve sobretudo para a população de risco, mas também para a população em geral, tendo em conta a subida brusca das temperaturas, a manutenção durante alguns dias do tempo muito quente e ao facto de as temperaturas mínimas se manterem igualmente elevadas, levando às chamadas “noites tropicais”, o que não permite o arrefecimento natural das casas.

“Devemos estar atentos a nós, mas também aos que nos rodeiam, a quem sabemos que pode ter mais suscetibilidade aos efeitos do calor, a idosos que vivam isolados, familiares ou vizinhos que sabemos estar dentro deste grupo de risco”, acrescentou.

A DGS aconselha a população a manter o corpo fresco e hidratado, usar roupas largas, procurar sombras e locais frescos ou climatizados com recurso a ar condicionado, usar protetor solar, óculos de sol e chapéus de aba larga.

O tempo quente e seco estará de regresso no fim de semana, com previsão de temperaturas máximas de 39/40 graus e mínimas a rondar os 20, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Segundo o IPMA, as temperaturas mínimas vão subir no sábado e no domingo, ficando próximas dos 20 graus, podendo em algumas regiões ser superiores.

Semana começa com aguaceiros mas amanhã as temperaturas sobem

Em declarações à agência Lusa, a especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) disse que, para hoje, está prevista alguma nebulosidade nas regiões do norte e centro, assim como nevoeiro, que deverá dissipar às primeiras horas da manhã.

“No interior das regiões do norte e centro está prevista alguma nebulosidade, que vai persistir até meio da tarde e podem ocorrer aguaceiros fracos nas regiões de montanha. A partir do meio da tarde, o céu vai tornar-se pouco nublado”, adiantou.

De acordo com Paula Leitão, na terça-feira, o estado do tempo vai sofrer uma melhoria significativa, prevendo-se uma subida das temperaturas.

“Amanhã [terça-feira] já temos um dia com céu limpo, algum nevoeiro durante a manhã, a dissipar-se logo nas primeiras horas da manhã, subida da temperatura e vento geralmente fraco do quadrante norte”, salientou.

Segundo a meteorologista, as temperaturas deverão subir significativamente, entre 03 a 05 graus, prevendo-se para o Porto 21 graus, para Braga 26, para Lisboa 24, Viseu 23, Évora e Beja 27 e 28 graus, respetivamente, e 27 em Faro”, disse.

De acordo com Paula Leitão, na quarta-feira está também previsto céu pouco nublado e uma nova subida da temperatura.

“Contudo, a tendência para quinta-feira é para um ligeira descida das temperaturas”, disse.

O IPMA prevê para hoje no continente períodos de céu muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade a partir do meio da tarde, aguaceiros fracos nas regiões norte e centro, mais prováveis nas regiões montanhosas durante o início da tarde.

A previsão aponta também para vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste a sul do Cabo Raso e nas terras altas a partir do início da tarde, neblina ou nevoeiro matinal, pequena descida da temperatura mínima e subida da máxima nas regiões do interior.

Na Madeira prevê-se céu geralmente pouco nublado e vento em geral fraco do quadrante norte.

Para os Açores prevê-se períodos de céu muito nublado, tornando-se encoberto, neblinas durante a madrugada, condições favoráveis à ocorrência de trovoada a partir da tarde e períodos de chuva pontualmente forte, passando a aguaceiros nos grupos ocidental e central e vento sudoeste bonançoso, tornando-se fresco a muito fresco com rajadas até 70 quilómetros por hora e soprando temporariamente de sul.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão variar entre 12 e 21 graus Celsius, no Porto entre 12 e 18, em Vila Real entre 08 e 18, em Viseu entre 07 e 18, em Bragança entre 07 e 19, na Guarda entre 07 e 15, em Coimbra entre 12 e 19, em Castelo Branco entre 09 e 21, em Santarém entre 11 e 22, em Évora entre 11 e 24, em Beja entre 10 e 24, em Faro entre 14 e 25, no Funchal entre 16 e 22, em Ponta Delgada entre 16 e 20, na Horta entre 17 e 21 e em Santa Cruz das Flores entre 15 e 19.

 

Temperatura mínima em março foi a mais baixa dos últimos 32 anos

De acordo com o boletim climatológico do IPMA, publicado na sua página da Internet, os valores médios da temperatura máxima (15,69 graus Celsius) e da mínima (5,26 graus), foram inferiores ao normal. “O valor da temperatura mínima do ar foi o mais baixo dos últimos 32 anos e o 6.º mais baixo desde 1931”, adiantou o instituto.

Segundo o IPMA, durante o mês de março os valores da temperatura mínima foram quase sempre inferiores ao valor médio diário.

“O número de dias com temperatura do ar inferior ou igual a zero graus foi superior ao normal nas regiões do interior norte e centro, sendo que nestas zonas ocorreram noites frias, nomeadamente no período de 11 a 17 de março”, realçou o instituto.

O menor valor da temperatura mínima foi registado no dia 01 de março em Miranda do Douro (distrito de Bragança), com -3,2 graus Celsius, e o maior valor da máxima ocorreu no dia 30 em Alcoutim (Faro) e Castro Verde (Beja), com 23,4 graus.

O IPMA classifica o mês de março como “muito frio”, destacando que o valor médio da temperatura média do ar em Portugal continental (10,48 graus) foi inferior ao valor normal, sendo o mais baixo dos últimos 31 anos e o 13º mais baixo desde 1931.

No que diz respeito à precipitação, foram registados 67,0 milímetros, sendo próximo do valor médio normal (61,2 milímetros).

O boletim climatológico indica ainda que no final de março mantinha-se a situação de seca na região sul, sendo de destacar o interior do Baixo Alentejo e o Sotavento Algarvio em situação de seca moderada a severa.

De acordo com o índice meteorológico de seca do IPMA, no final de março 24,8% do território estava em situação de seca fraca e 11,3% em seca moderada a severa.

Temperatura da Terra chega à metade do limite para consequências catastróficas

A temperatura média do planeta será 1oC superior à da era pré-industrial, ou seja, metade do caminho até ao limite de 2oC, acima do qual temem-se consequências catastróficas.

A alta nos termómetros é resultado do efeito dos gases com efeito de estufa, combinado com um fenómeno climático periódico – o El Niño ¬– particularmente forte este ano.

Com bases nos dados de janeiro a outubro, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) diz que a temperatura média global este ano está já 0,73oC acima da média de 1961-1990 e aproximadamente 1oC acima dos valores de 1880-1899.  Se a tendência se mantiver, será batido o recorde de 2014, que terminou com 0,69oC acima da média de 1961-1990.

“São más notícias para o planeta”, afirma o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, num comunicado divulgado esta quarta-feira.

A concentração atmosférica de CO2 – o principal gás que está aquecer o planeta – atingiu pela primeira vez uma valor regional de 400 partes por milhão (ppm) na Primavera passada, sobre o Hemisfério Norte. Este número simbólico já tinha sido atingido pontualmente nalgumas estações nos últimos anos, mas nunca se tinha mantido nesse nível durante alguns meses numa escala geográfica maior.

A isto, soma-se um forte El Niño – um fenómeno natural no qual o Pacífico aquece junto à costa Oeste da América do Sul, com efeitos diversos em várias partes do mundo – como secas, cheias e tempestades tropicais. Nos anos de El Niño, a temperatura média da Terra tende a subir. E prevê-se que o fenómeno de agora ainda se vá intensificar até ao final do ano, com consequências a serem sentidas até 2016.

O ano tem sido prolífico em eventos meteorológicos extremos. As temperaturas médias têm sido mais elevadas em várias partes do mundo. Na China, nunca houve um período de janeiro a outubro tão quente como agora.

Muitos países enfrentaram ondas de calor. A OMM cita os casos da Índia, Paquistão e também da Europa, incluindo Portugal – que teve duas ondas de calor em maio, numa das quais os termómetros chegaram aos 40oC, um valor nunca antes atingido nesse mês no país.

Chuvas fortes e cheias afectaram o sul dos Estados Unidos, o México, a Bolívia e o sul do Brasil. O mesmo aconteceu no sul da Europa, no Malawi. Zimbabwe, Moçambique, Marrocos, Argélia e Tunísia.

Até agora, houve 84 ciclones tropicais – um valor que já está próximo da média mundial de 85 por ano.

Segundo a OMM, 2011-2015 foi o período de cinco anos mais quente desde que há registos.

O balanço da OMM surge a quatro dias do início de uma conferência decisiva da ONU, em Paris, onde deverá ser aprovado um novo tratado internacional para travar o aquecimento global. “As emissões de gases com efeito de estufa podem ser controladas. Temos o conhecimento e os instrumentos para agir. Temos uma escolha. As gerações futuras não”, refere Michel Jarraud.

Sobre a mesa das negociações estão compromissos assumidos por mais de uma centena e meia de países, mas que não serão suficientes para manter o aquecimento da Terra abaixo dos 2oC até ao final do século.

Acima deste limite, temem-se consequências com as quais será muito mais difícil e oneroso lidar. Mas mesmo com 2oC, algumas ilhas do Pacífico correm o risco de desaparecer do mapa.

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