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Porto Business School distinguida com título honorário da Ordem de Mérito pelo Presidente da República

A Porto Business School encerrou as comemorações do seu trigésimo aniversário, no passo dia 25 de novembro, com o anúncio inesperado, do Presidente da República, de que a escola de negócios da Universidade do Porto seria distinguida com o título honorário da Ordem do Mérito.

Para o Presidente da República, a Porto Business School assume um papel diferenciador “na ligação entre escola e empresa e a sua projeção na vida social”, salientando a sua expectativa de que a atribuição deste título honorário da Ordem do Mérito possa abrir caminho “para outros reconhecimentos honoríficos, respeitando a história de outras escolas”.

O anúncio, feito inesperadamente durante o discurso de encerramento do jantar comemorativo do trigésimo aniversário da Escola de Negócios da Universidade do Porto – já distinguida internacionalmente por meios de referência como o Financial Times –, ressalvou o exemplo de sucesso e o potencial de futuro da Escola, que nunca havia sido “reconhecido pelo Estado português” até à data.

O chefe de Estado recordou ainda que “a Escola de negócios foi pioneira, em 1988, numa altura em que não tinha sido feita ainda a revisão constitucional de 1989, que veio abrir a reprivatização da economia em setores-chave, e percebeu a necessidade da ligação entre universidade e empresas, criando um MBA altamente qualificado para um mundo empresarial, e cujo rumo depois foi seguido por muitas universidades e escolas portuguesas”.

Numa perspetiva económica, o Presidente da República destacou também o papel da Escola na preparação de “quadros fundamentais para a nossa economia, projetando-a no mundo”, acrescentando que este mérito, “mais do que escolar e empresarial, é um mérito social que deveria ser reconhecido”.

Ramon O’Callaghan, atual Dean da Porto Business School, reagiu à distinção, afirmando o seu “profundo orgulho pelo percurso de três décadas da Porto Business School, bem como por todos aqueles que já passaram pela escola, desde os seus parceiros, alunos, antigos alunos, staff e docentes – de entre os quais se destaca o próprio Presidente da República portuguesa, que já fez parte do corpo docente do nosso MBA”. Além de expressar a sua gratidão ao trabalho desenvolvido pelos antigos Diretores da Escola, nomeadamente a Rui Guimarães e Daniel Bessa, presentes na cerimónia, Ramon O’Callaghan recordou ainda a importância de Belmiro de Azevedo na concretização do projeto do “novo campus”, ao qual chegou “há 4 anos, com o objetivo de desenvolver a Escola, aumentar o seu crescimento e aumentar a sua reputação internacional”.

Para o Dean, a determinação da Porto Business School em continuar a fazer a mudança acontecer é um pressuposto adquirido, assegurando que o futuro da Escola passa por continuar a trabalhar para ser uma rede de suporte para que indivíduos e organizações desenvolvam competências que lhes permitam estar preparados para o futuro (e a incerteza do mesmo), e aumentar as oportunidades e as mais-valias no estabelecimento de relações de parceria com instituições internacionais de referência.

Reconhecida como uma Escola pensada pelas empresas para as empresas, a Porto Business School foi criada, em 1988, pela mão de um conjunto de empresas e instituições de referência que se uniram à Universidade do Porto para lançar este projeto. 30 anos depois, a Porto Business School é uma referência no universo das escolas de negócio, sendo acreditada internacionalmente e considerada uma das melhores em formação para executivos, a nível mundial, pelo Financial Times.

Universidade do Porto cede 265 bicicletas para combater o sedentarismo

© iStock

“Pretendemos com este projeto combater o sedentarismo, porque há um sedentarismo muito elevado entre os estudantes e a ideia é criar a mudança de hábitos e estilos de vida mais ativos”, explicou Joana Carvalho, pró-reitora da área do desporto e qualidade de vida, no âmbito da sessão de entrega das primeiras bicicletas deste projeto, que decorreu na Reitoria da Universidade do Porto (UP).

O projeto nacional U-bike, que visa também a “promoção da mobilidade suave” e a adoção de hábitos mais sustentáveis, vai atribuir a 15 instituições de ensino superior um total de 3.234 bicicletas, das quais 2.096 são elétricas e 1.138 são convencionais.

Durante a sessão, alguns membros da direção da Universidade do Porto entregaram “simbolicamente” 20 das 265 bicicletas do projeto local, das quais 220 são elétricas e as restantes 45 convencionais.

“A ideia é as bicicletas irem ‘rodando’ de utilizador, ou seja, depois do tempo de monitorização dos candidatos outros se possam iniciar, e assim darmos continuidade a esta ação”, explicou a pró-reitora.

As restantes bicicletas vão agora ser entregues a membros da comunidade académica da UP, que, consoante as candidaturas, podem utilizá-las durante seis, nove ou 12 meses, sendo que têm de percorrer, no mínimo, sete quilómetros diários.

Para a monitorização destes veículos, o Centro de Desporto da UP desenvolveu uma aplicação interativa que vai calcular os quilómetros, as calorias, a distância, a energia, a emissão de dióxido de carbono (CO2) e os níveis de poupança de cada utilizador.

Sara Soares, estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina da UP e residente em Matosinhos, no Porto, foi uma das 265 candidatas que recebeu uma bicicleta elétrica.

“Aderi a este projeto sobretudo pela preocupação ambiental. Num mundo em que vivemos, devemos procurar alternativas ao uso do carro e dos transportes públicos, e tentar diminuir a nossa pegada ecológica”, disse, em entrevista à Lusa.

A estudante, que trabalha no Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), conta agora que “não seja muito difícil” percorrer, todos os dias, os quatro quilómetros que a separam de casa ao trabalho.

“Acho que o Porto não está preparado como as outras cidades europeias, mas à medida que as pessoas começarem a andar de bicicleta a cidade também vai ter necessidade de se adaptar”, acrescentou.

A sessão realizada hoje contou com a presença do Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, com o Secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, com o reitor da UP, António de Sousa Pereira, e representantes da Comissão Diretiva do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) e do Instituto da Mobilidade dos Transportes (IMT).

O projeto U-Bike, que se enquadra no Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) do Portugal 2020, conta com um investimento total de cerca de seis milhões de euros, dos quais 4,7 milhões são financiados pelo Fundo de Coesão.

LUSA

National Geographic traz a Portugal a maior “arca fotográfica” do mundo

Lemuria Land, Nosy Be, Madagascar -Joel Sartore smiles as he feeds a Lemur that's perched on his back.(WGBH Educational Foundation/Chun-Wei Yi)

O projeto Photo Ark nasceu pelas mãos de Joel Sartore, materializando o compromisso de fotografar todas as espécies em cativeiro do mundo. O intuito do projeto é levar as pessoas a encantarem-se pela biodiversidade do nosso planeta e a protegê-la. O projeto teve início em 2006 e, desde então, o fotógrafo da National Geographic já documentou 7.000 espécies.

Presente em vários países, como os Estados Unidos e a Austrália, a exposição Photo Ark estreia em Portugal pelas mãos da National Geographic, e vai estar em exibição na recém-inaugurada Galeria de Biodiversidade – Centro Ciência Viva, do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, com a missão muito especial de sensibilizar os portugueses para um desafio à escala mundial: a necessidade de preservação da vida selvagem e da biodiversidade. O tema não poderia ser mais premente: a biodiversidade é fundamental para a alimentação humana, para a qualidade do ar e da água, para a contenção de pragas e doenças; afinal, para a manutenção do equilíbrio do clima e do planeta. Ao protegermos a biodiversidade, estamos de facto a salvar o planeta e a espécie humana.

Para Vera Pinto Pereira, Executive Vice-President da National Geographic Partners em Portugal e Espanha, “O projeto Photo Ark é uma das missões mais importantes da National Geographic. Através do extraordinário trabalho de Joel Sartore, esperamos inspirar e sensibilizar os portugueses para esta missão. Sabemos que até os mais pequenos gestos podem ter um impacto muito positivo no futuro destas espécies e do mundo animal. Por isso é tão importante mobilizar todos, porque todos podemos fazer a diferença.”

Nuno Ferrand de Almeida, Diretor do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, elogia o teor da mensagem do Photo Ark. “O que transmite vai muito além das fantásticas fotografias com que o autor nos presenteia. Ao olharmos para as espécies da exposição é impossível ficarmos indiferentes a este problema, que é de todos nós e para a resolução do qual todos podemos contribuir.

Nos 250 m2 de exposição, vão estar patentes cerca de 40 fotografias, infografias e vídeos de espécies em perigo, através dos quais os visitantes podem ficar a saber mais sobre os animais representados e olhá-los nos olhos, sabendo que estão em vias de extinção.

Recentemente, Joel Sartore fotografou o 7.000.º animal a integrar o Photo Ark. Trata-se de um pequeno marsupial da família Petauridae que vive na Austrália (da espécie Gymnobelideus leadbeateri), também conhecido por “Fada da floresta”. Estima-se que existam menos de 50 espécimes vivos.

O objetivo de Joel Sartore é conseguir reunir no Photo Ark 12 mil fotografias de espécies cativas. Para o fotógrafo este é o momento de agir: “Esta é a melhor altura para salvarmos espécies porque são tantas as que precisam da nossa ajuda”, afirma.

PHOTO ARK

Quando em 2005 a sua mulher Kathy foi diagnosticada com um cancro da mama, entre quimioterapia, tratamentos de radiação e intervenções cirúrgicas, Joel Sartore, fotógrafo da National Geographic, decidiu fazer uma pausa para poder estar junto da família e cuidar dos seus três filhos. Durante um ano ficou em casa, aproveitando para pensar na sua carreira.

Inspirado por John James Audubon, ornitólogo americano do século XIX que pintou várias aves que hoje já estão extintas, por George Catlin, Edward Curtis e outros pintores e fotógrafos, uma questão surgiu na sua mente: como posso levar as pessoas a preocuparem-se com o facto de podermos perder metade de todas as espécies do mundo até ao final do século?

Assim, em 2006, Joel Sartore apresentou a ideia ao seu amigo John Chapo, presidente do Jardim Zoológico Lincoln Children’s, e pediu autorização para fotografar alguns animais. Apesar da doença de Kathy, o zoológico ficava perto de casa e podia trabalhar um pouco. Ao chegar ao zoológico, o fotógrafo pediu apenas um fundo branco e um animal que permanecesse quieto. Randy Scheer, o curador do zoológico, sugeriu um rato-toupeira-pelado e, por incrível que pareça, esta criatura pequena e humilde inspirou Joel Sartore na sua missão de fotografar as espécies cativas do mundo e levar o público a preocupar-se com o seu destino.

Assim nascia o projeto Photo Ark, que, através da comovente documentação de extraordinários animais cativos em todo o mundo, dá voz à biodiversidade, reclamando a sua preservação.

JOEL SARTORE

Joel Sartore é, há mais de 20 anos, um conceituado fotógrafo, porta-voz, autor, professor, conservador, parceiro e colaborador regular da National Geographic.

Desde cedo, Joel Sartore revelou interesse pela natureza e os seus primeiros trabalhos para a National Geographic introduziram-no na fotografia de natureza. Desde então, e muitas cicatrizes e sustos depois teve já oportunidade de fotografar uma vasta variedade de espécies como lobos, ursos, leões elefantes e ursos polares.

Em 2006, abraçou o projeto de criar uma documentação fotográfica de 12 mil espécies de animais cativos e em vias de extinção. O resultado é a maior “arca fotográfica” de animais do mundo.

Praxes na Universidade do Porto geram polémica

“Repudio todas as práticas que levem à humilhação dos mais novos pelos mais velhos. Educar só é possível num espírito de abertura e tolerância”, afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, à margem da abertura da 12ª edição do YES (Young European Scientist) Meeting, que decorre na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Respondendo aos jornalistas relativamente a um “manual de sobrevivência do caloiro” distribuído nas imediações da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, que define os novos estudantes como seres irracionais, o governante frisou que perceber se os factos decorreram fora ou dentro da instituição “é uma discussão que não interessa”, frisando que “a responsabilização é de todos”.

A edição de hoje do Jornal de Notícias refere que, durante esta semana, tem sido distribuído aos novos estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto um manual em que se refere que “o caloiro não é um ser racional”, “não goza de qualquer direito”, deve ser “incondicionalmente servil, obediente e resignado” e ser “sempre moderado no uso da palavra”.

Manuel Heitor diz que não tem conhecimento do caso, mas assegurou fazer “o que sempre” fez: repudiar “todas as práticas que levem à humilhação dos mais novos pelos mais velhos”

“Continuarei a evitar praticas como essa. Sabemos que persistem boas práticas com más práticas de humilhação. Temos de valorizar as boas e combater a persistência das más”, defendeu.

Melhor aluno a entrar na Universidade do Porto desistiu da vaga

O melhor aluno a entrar este ano lectivo na Universidade do Porto (UP), com média de 20 valores a tudo, acabou de desistir da vaga para continuar os estudos no estrangeiro, informou nesta quarta-feira aquela instituição de ensino superior.

Carlos Miguel Gomes foi o melhor aluno a entrar este ano lectivo na Universidade do Porto, candidatando-se com 20 valores ao Mestrado Integrado em Engenharia Informática e Computação na Faculdade de Engenharia da UP, lê-se na listagem ordenada de candidatos ao ensino superior na primeira fase de 2016 a que a agência Lusa acedeu e que é pública.

O estudante optou, no entanto, por não aceitar a vaga para frequentar aquele curso na UP, porque preferiu “ir estudar para o estrangeiro”, avançou hoje à Lusa fonte das relações públicas da Universidade do Porto.

Como o estudante se candidatou em simultâneo à Universidade do Porto e a uma universidade do Reino Unido e foi aceite em ambas, acabou por decidir ir estudar para o estrangeiro, adiantou a mesma fonte da UP.

Com a desistência do melhor aluno a ingressar na Universidade do Porto, sobem para primeiro lugar na lista dos alunos brilhantes daquela instituição duas candidatas ao concurso nacional ao ensino superior público, Mariana Malonek e Benedita Viana, que entraram para o Mestrado Integrado de Medicina, na Faculdade de Medicina, ambas com 19,9 valores.

Violinos e Medicina

Em entrevista telefónica à Lusa, Mariana Malonek, 18 anos, conta que estudou no Colégio Alemão do Porto, e que entrar para o curso de Medicina era um “sonho” que começou a desenhar-se no 9.º ano de escolaridade, com 15 anos.

“Comecei a perceber que o corpo humano me fascinava e, antes de tudo, percebi que podia ajudar pessoas. Ainda estive indecisa entre Matemática e Medicina, mas acabei por optar por Medicina por causa da componente humana”, explica a jovem, filha de professores universitários de Matemática.

Questionada pela Lusa sobre dicas para se ter boas notas, Mariana revela que o seu “truque” terá sido “prestar atenção nas aulas e depois rever a matéria para os testes”, mas confessa que não é propriamente o exemplo de organização.

“Eu não sou muito direitinha e organizada, mas entendia muito bem a matéria nas aulas e isso é uma grande vantagem”, explica a nova caloira da Universidade do Porto, que desde os cinco anos de idade que estuda violino na Academia de Música de Espinho.

“O meu pai, que é alemão, também tocava violino”, recorda, reflectindo que talvez, de forma “inconsciente”, o estudo musical a tenha ajudado a ter mais sucesso na escola.

Mariana não tem muito tempo livre, por causa do estudo do violino, mas quando tem oportunidade gosta de ir ao cinema e de ir ver concertos na Casa da Música com os pais.

A Universidade do Porto registou este ano o maior número de candidatos em primeira opção por vaga disponibilizada no concurso nacional de acesso ao ensino superior, pois por cada uma das suas 4160 vagas houve 1,9 candidatos que colocaram a UP como primeira opção para frequentar o ensino superior, ou seja, a UP teve quase o dobro dos candidatos às vagas disponíveis.

A UP foi a instituição de ensino superior com a mais elevada classificação média ponderada do último candidato colocado, com 157,2 valores, acima dos 151 valores registados pela Universidade Nova de Lisboa. Registou, globalmente, as mais altas notas de entrada no ensino superior.

São da Universidade do Porto quatro dos seis cursos com as mais altas médias de entrada do país, ou, num universo mais alargado, nove dos 25 cursos (36%) com as notas mais elevadas”, disse à Lusa o reitor da UP, Sebastião Feyo Azevedo.

Os quatro cursos da UP que estão no top seis são Engenharia e Gestão Industrial, da Faculdade de Engenharia (184,8 valores o último candidato), Medicina, na Faculdade de Medicina (184 valores), Medicina, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (182,5 valores), e o curso de Bioengenharia da Faculdade de Engenharia (182 valores).

AS CIÊNCIAS FORENSES: DA INOCÊNCIA À CULPA E DA FICÇÃO À REALIDADE PERICIAL

As Ciências Forenses (CF) são hoje um muito complexo mas muito atrativo “mundo novo”, muito devido ao seu amplo objeto: a pessoa enquanto vítima de violência. São a aplicação das diferentes ciências a questões do direito, seja no âmbito penal, civil, trabalho, ou outro e estão dotadas de grande mediatismo motivado pelos constantes desafios a que estão sujeitos os peritos forenses. Na verdade cada caso é único. Não há dúvida também que para este mediatismo, muito contribuem os meios de comunicação social, nomeadamente através as séries televisivas. Mas deparamo-nos uma enorme barreira entre o CSI da realidade e da ficção. A verdade é que sempre que contactamos com jovens investigadores que pretendem ingressar nesta área do conhecimento, as questões repetem-se: Aquele equipamento existe? Aquilo é possível? Os resultados são obtidos de forma tão rápida? É muito comum vermos as personagens a trabalhar no escuro para criar uma atmosfera de drama… andarem de helicópteros… interrogarem os suspeitos e a liderar a investigação… e de repente temos o agente da força policial a fazer atividade pericial laboratorial produzindo resultados em 20 segundos; o Windows demora mais tempo a abrir! A verdade é que esta máquina de gerar receitas, de bater recordes de audiência é caso raro de longevidade. O CSI despediu-se recentemente dos grandes palcos com dezenas de prémios e um património de milhões de euros. Na minha perspetiva deixa um legado inequívoco que foi o despertar dos investigadores e académicos para esta área do conhecimento.

Pois veja-se o crescimento galopante da produção científica que veio a reboque das séries televisivas. Provavelmente a área das CF terá sido uma das que mais cresceu em termos de número de artigos científicos indexados e em revistas com fator de impacto. Por exemplo vários investigadores nacionais são hoje reconhecidos pelo desenvolvimento de técnicas para a quantificação de substâncias psicoativas no cabelo, unhas e outras matrizes alternativas; pelo grande contributo que aportam à descoberta do “Santo Graal” das CF (i.e., o intervalo postmortem); e do terreno fértil que são os casos forenses para o progresso de outras áreas científicas, nomeadamente o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.

Destaca-se ainda o aparecimento de Ciclos de Estudos que proporcionaram competências académicas e científicas. E a este nível, Portugal falhava de forma significativa até há pouco mais de uma década. Contrariamente a outros países, como por exemplo o Reino Unido, que forma licenciados em CF há mais de 20 anos, Portugal só muito recentemente acordou para esta realidade; a Norte está assegurada pelo IUCS-CESPU, a qual tem ainda um Mestrado em CF. Acreditamos por isso, que Portugal tem hoje condições de formar melhores profissionais capazes de resolver problemas inerentes às perícias forenses e criminais, segundo procedimentos validamente reconhecidos e respeitando os princípios científicos, sociais e éticos, tendo em vista a boa administração da justiça.

Repare-se que só em janeiro de 2015 nasceu a Associação Portuguesa de Ciências Forenses (APCF), também com sede na CESPU cujo objetivo geral passa pela união dos peritos forenses em prol da promoção, desenvolvimento e divulgação da investigação científica no domínio das CF. Pretende ainda contribuir para a definição do estatuto profissional e das condições do exercício da atividade incentivando e divulgando as perícias forenses e a importância das mesmas; integrar comissões de estudo junto do Governo para salvaguardar a importância da classe; emitir pareceres sobre a atividade pericial, quando consultada; e a colaboração científica, pedagógica e pericial com outras instituições, públicas e privadas. De destacar que a APCF tem neste momento a maior cobertura de profissionais forenses com cerca de 30 áreas científicas. A este nível a APCF patrocinou em conjunto com a CESPU e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto a edição de uma das mais completas obras introdutórias às CF (Dinis-Oliveira RJ, Magalhães T. O que são as Ciências Forenses? Conceitos, abrangência e perspetivas futuras, 2016) que foi recentemente editada em Português e Inglês. Portugal pode por isso perspetivar um bom futuro e orgulhar-se de estar hoje muito bem cotado a nível mundial na área forense. A abertura à atividade forense de enquadramento privado é um sinal de vitalidade, permitindo deste modo o direito fundamental ao contraditório.

 

Investigadora regressa à Universidade do Porto com bolsa internacional

A investigadora Joana Moscoso estudou na Universidade do Porto mas nunca trabalhou em Portugal. Agora, depois de nove anos no estrangeiro, regressa à antiga Faculdade com uma bolsa Marie Sklodowoska-Curie no valor de 150 mil euros.

Segundo a Universidade do Porto a verba servirá para instalar no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde um seu projeto de investigação sobre a “linguagem” da bactéria Listeria.

“Quero estudar os mecanismos que ela [a bactéria Listeria] usa para se adaptar ao meio ambiente em que vive”, contou a investigadora citada pela instituição no seu site oficial.

“Ao conhecer estes mecanismos, estou também a perceber como é que estas bactérias causam infeções no homem”, explicou.

Natural de Valença, Joana Moscoso trabalhou na Suécia, na Austrália, e Reino Unido. Conta já com várias distinções e há três anos, em conjunto com outra investigadora portuguesa, fundou a Native Scientist, uma empresa sem fins lucrativos que usa a ciência como veículo para a aprendizagem de línguas e cujo público-alvo são crianças dos 7 aos 12 anos.

 

Mostra da Universidade do Porto abre amanhã as portas a mais de 10.000 pessoas

Reitoria da Universidade do Porto

O Reitor da U.Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, vai dar início ao evento com uma visita guiada pelos stands das 14 faculdades e 14 centros de investigação presentes no local, experimentando as mais de 100 atividades, demonstrações e experiências científicas que estão disponíveis para todos os visitantes.

A decorrer até domingo e com entrada livre para todo o público, a Mostra da U.Porto é o local ideal para conhecer em primeira mão algumas das mais recentes inovações científicas e descobertas da Universidade do Porto. Os 10.000 visitantes esperados poderão ver o balão de hélio que irá levar a internet até ao alto mar, experimentar como as suas expressões faciais podem ser automaticamente transferidas para uma personagem de cinema de animação, conhecer os mecanismos de um carro elétrico de competição, descobrir como um estetoscópio digital pode detetar as irregularidades do batimento cardíaco ou assistir à primeira apresentação de aplicações móveis construídas com base na nova tecnologia europeia SafeCloud.

Quem se deslocar ao Pavilhão Rosa Mota poderá também meter mãos à obra e participar em mais de uma centena de atividades interativas, abertas à participação de todos: desde aulas de pintura e desenho, até experimentar produzir um medicamento, assistir a simulações de escavação arqueológica, descobrir porque não cai a Torre de Pisa ou conhecer os mistérios das ondas e dos sismos.

Mas a Mostra da Universidade do Porto é também uma oportunidade para os estudantes do ensino básico e secundário recolherem informação sobre o Ensino Superior e, até quem sabe, escolherem a sua vocação profissional. Para isso podem contar com a ajuda de centenas de estudantes, professores e investigadores da U.Porto disponíveis para esclarecer dúvidas sobre cursos e formas de acesso ao Ensino Superior.

A Mostra da Universidade do Porto estará aberta a todo o público de 17 a 20 de março, no seguinte horário: quinta e sexta-feira das 10h00 às 19h00, sábado das 11h00 às 20h00 e domingo das 11h00 às 19h00. Em anexo seguem fotografias de edições anteriores da Mostra da Universidade do Porto para utilização livre.

Identificado novo vírus idêntico ao VIH que ameaça os cavalos

Chama-se NEV, sigla em inglês de “novo vírus equino”. E chamam-lhe “novo”, porque já existe um “velho”, muito parecido, que se chama VAIE, de vírus da anemia infecciosa equina, também conhecido por febre dos pântanos. Este lentivírus mais antigo já era reconhecido como um “primo” do VIH e provoca uma doença infecto-contagiosa que todos sabem ser fatal. Agora, o novo vírus será um “irmão” do vírus da sida, avisam os cientistas envolvidos na investigação. A equipa responsável pela descoberta contactou o Ministério da Agricultura e a Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e já reuniu com os responsáveis do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) para avaliar a adopção de eventuais medidas de controlo

O NEV, ainda sem nome oficial em português, é muito parecido com o conhecido VAIE, manifesta-se com sintomas semelhantes ainda que pareça ser ainda mais agressivo. “É mais perigoso porque, para este vírus, não existe despiste ou protocolos de controlo da doença como os que já estão definidos para o VAIE há dezenas de anos e acaba, inevitavelmente, na eutanásia do animal infectado”, explica a investigadora Isabel Carvalho, que fundou a empresa de biotecnologia Equigerminal com engenheiro agro-pecuário Alexandre Pires. “É muito diferente do que conhecíamos. É muito mais parecido com o VIH. Normalmente, estes cavalos com o novo vírus morrem com cólicas graves. Morrem em pouco tempo, têm febres altas”, diz a veterinária, que acrescenta: “O que determina se é um vírus novo é o genoma do vírus e as proteínas. [Neste caso] são de tal maneira diferentes que concluímos que é um novo vírus. O VAIE não é patogénico e o nosso [o NEV] mata as células em pouco tempo. Em sete ou dez dias, as células estão praticamente todas mortas.”

Há quase 20 anos que Isabel Carvalho persegue este vírus de forma determinada. A história começa em 1997, quando a investigadora se encontrava a fazer o seu estágio de licenciatura, no laboratório do biólogo Nuno Ferrand, da Universidade do Porto, analisando amostras de cavalos com anemia. Durante o trabalho, percebeu que tinha amostras com um resultado negativo quando eram submetidas aos testes tradicionais que ainda hoje existem para a grave e conhecida forma de anemia (teste de Coggins) nos cavalos – a VAIE. Mas os testes mais apurados e sensíveis acusavam positivo para um agente patogénico misterioso. Seria outro vírus? Hoje, Isabel Carvalho garante que sim.

Entrou no programa doutoral da Universidade do Porto fazendo parte da equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), foi para Pittsburgh, nos EUA, com uma bolsa e terminou lá o doutoramento. Foi directora do Biotério do IBMC entre 2004 e 2010. Encontrou mais casos de cavalos que manifestavam alguns sinais de doença e com o mesmo resultado nos laboratórios: negativo nos testes tradicionais, positivo nos mais sensíveis. “Eram cavalos em estado livre, selvagem, do Norte de Portugal”, diz ao PÚBLICO com alguma reserva, adiantando que já detectou o vírus também em algumas coudelarias noutras regiões do país. Mais sobre quem e onde, prefere não dizer. “Essa informação é confidencial. Mas existe mais nos animais que estão no ar livre, nas pastagens. Menos nos estábulos”, adianta apenas.

Já com a empresa constituída e a equipa da Equigerminal formada, tentaram identificar e amplificar o genoma do VAIE neste vírus. “Nunca conseguimos.” O que conseguiram foi “isolar as partículas virais na microscopia electrónica e ver que era um lentivírus [um tipo de vírus de incubação lenta e que é próximo do VIH-1]”. “E quando pegámos em todas as sondas – e já pegámos em todas as sondas! –, não conseguimos amplificar nada do genoma do VAIE no NEV. Por outro lado, as proteínas foram analisadas por espectrometria de massa e os péptidos [pequenas porções de proteína] que temos aqui são de HIV e não de VAIE”, reforça.

Portanto, se o VAIE era um primo do vírus da sida, o NEV será um irmão. “Será sem dúvida um parente mais próximo, sendo que alguns péptidos são mesmo idênticos”, confirma a investigadora. Foi um processo longo e difícil, sublinha.  Primeiro, houve muitos obstáculos quando quis “importar” uma amostra do VAIE para usar em testes e comparações no laboratório. Depois, também conseguiu amostras de vírus de cavalos de outros países. Hoje tem provas suficientes para afirmar que o vírus está em vários países – Brasil, França e EUA, por exemplo – e acredita que o NEV afecta cerca de 10% dos cavalos em todo o mundo, incluindo Portugal. Uma percentagem bastante mais alta do que a conhecida anemia infecciosa equina que, de forma geral, afectará menos de 1% (excepto na população de cavalos no Brasil, que terá uma taxa entre os 5 e 10%). Em Portugal, oficialmente não há registo de casos de VAIE. A tradicional forma da doença conhecida como febre dos pântanos foi descrita pela primeira vez no século XIX em França, o vírus foi isolado em 1904 e o teste de Coggins que continua a ser usado hoje começou a ser feito em 1972.

Porém, o NEV existe em Portugal, avisa Isabel Carvalho. “Estamos a falar de uma doença provocada por um vírus que está a matar os cavalos em Portugal e no mundo”, sublinha, adiantando que a semelhança com o HIV é “muito intrigante”.

A equipa conseguiu isolar o vírus, cultivá-lo em laboratório, sequenciou parte do seu genoma, caracterizando-o de uma forma completa. Além disso, fez inúmeros testes in vitro para ver como o NEV se comportava e têm imagens que ilustram a forma como sai das células e como se replica. E os cientistas até desenvolveram testes para o detectar e distinguir rapidamente do VAIE. Pelo meio, já identificaram um anti-retroviral capaz de o matar, pelo menos in vitro.  “Começámos a desenvolver uma terapia. Temos um antiviral que consegue bloquear a replicação tanto do VAIE como do novo vírus. Entregámos o pedido provisional de patente [no Reino Unido] e em Junho vamos submeter o pedido final internacional de patente”, diz.

Para o registo da descoberta do NEV, já foi feito um outro pedido de patente, também no Reino Unido com pedido de urgência”.  A 27 de Novembro a Equigerminal recebeu o relatório “com classificação de excelente”. Porém, o relatório referia que havia mais do que uma invenção no mesmo pedido de patente. Assim, foi preciso dividir o pedido para várias patentes, o que foi feito a 6 de Janeiro último. “Se tudo continuar a correr bem, esperamos ter a patente aprovada até final de Março de 2016”, diz Isabel Carvalho.

Mas estamos longe de estar no fim desta história já com décadas. “Trata-se de uma doença debilitante, que põe em causa a performance, a saúde e talvez a sobrevivência dos cavalos”, diz Isabel Carvalho, avisando que “não existem ainda estudos epidemiológicos nem estudos de infecção para se conhecer bem a doença”. “Os custos deste tipo de trabalho são muito elevados e requerem um investimento que é incomportável para empresas biotecnológicas tão jovens”, lamenta.

Segundo explica os estudos da Equigerminal foram desenvolvidos com o apoio financeiro do QREN para as pequenas e médias empresas (PME) e capitais de risco. “Este é um projecto de vida, que começou antes do doutoramento, gerou uma empresa, dá emprego a sete pessoas, e já obteve um financiamento de 1,4 milhões de euros”, refere, sublinhando que o “único modo de desenvolver este projecto foi através de um plano de negócios e mostrando viabilidade económica e patentes”. E, desta forma, explica por que decidiu avançar para pedidos de patentes em vez de publicar artigos científicos sobre o novo vírus: “Na Europa a regra é first to file, nos EUA é o first to invent. Ou seja, na Europa primeiro temos de proteger (patentear) e só depois tornar público. Estamos neste momento a escrever os artigos científicos.”

Ainda falta saber muita coisa. Se há animais sem sintomas mas infectados com o vírus, se os dois vírus interagem um como o outro e de que forma, se podem coexistir, se o NEV é transmitido por um vector (moscas) como o VAIE. “Esta história tem 20 anos e posso passar toda a minha vida a tentar responder a estas questões”, promete Isabel Carvalho. “As autoridades de saúde veterinária, nacionais ou internacionais, têm de investir em estudos transversais de grande envergadura”, avisa a investigadora, que remata: “O vírus está aí, afecta a saúde dos cavalos e do mercado que os envolve, e é urgente tomar medidas como se fez para o VAIE.”

cavalosMinistério da Agricultura à espera de validação internacional?
Isabel Carvalho garante que quando as suspeitas sobre o vírus equino ganharam força suficiente, para serem consideradas um possível risco de saúde pública animal, começaram também os contactos com as autoridades portuguesas.

O primeiro contacto com a DGAV foi em 2004, depois novamente em 2008, e em 2014 falaram com o então secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Brito, lembra a investigadora. “As autoridades foram alertadas ainda numa fase em que pensávamos que podia ser uma variante do VAIE”, refere, lamentando que ao longo dos anos nunca tenha sido dada importância à descoberta. “O que nos foi dito é que iam tentar discutir isto no seio da União Europeia [o problema não era exclusivo de Portugal], num pequeno grupo. E nunca mais nos foi dado mais feedback”, queixa-se Isabel Carvalho, que sublinha que foram feitas várias tentativas de contacto, por telefone e por email, com as várias direcções gerais de veterinária. Sempre sem resposta.
“Recentemente, ainda no anterior governo, quando soube que estávamos mesmo perante um novo vírus, voltámos a enviar um email. Também não tivemos resposta. Agora com a nova direcção voltámos a alertar.”

Ainda em Fevereiro, o gabinete de comunicação do ministro da Agricultura, Capoulas dos Santos, confirmava ao PÚBLICO que “a DGAV já se reuniu com o INIAV tendo esta questão em agenda, pelo que o INIAV se disponibilizou para receber a representante da empresa”. “Naturalmente, um processo desta natureza (descoberta, reconhecimento e investigação sobre um novo vírus) é demorado, pois importa saber quais são os seus efeitos e capacidade de transmissão, que ainda não são conhecidos”, adiantava a resposta por email do ministério, que confirmava que a DGAV conhecia o registo deste vírus nas bases de dados europeias, feito pela Equigerminal.

No final de Fevereiro, houve um encontro entre os investigadores da Equigerminal e o INIAV. Isabel Carvalho não está satisfeita com o resultado da conversa com Miguel Fevereiro, director da Unidade de Produção e Saúde Animal. “A resposta foi que não sabia como se faz este reconhecimento, e que do ponto de vista do INIAV só irá dar relevância ao processo quando a comunidade científica internacional assim o fizer. A questão do reconhecimento oficial seria uma questão a colocar a DGAV”, adianta a investigadora, que acusa o INIAV de uma “atitude de negação”.

“Tentámos colaborar com o INIAV para resolver um problema dos cavalos. O doutor Miguel Fevereiro é insensível ao facto de existir um novo lentivírus dos cavalos que anda a circular livremente na nossa população de equinos e, mais grave ainda, que pode fazer reacção cruzada com o vírus da anemia infecciosa equina no immunoblot, o teste confirmatório desta infecção”, refere Isabel Carvalho. “Na falta de resposta da DGAV e do INIAV, teremos de ser nós a tentar iniciar esse processo [de reconhecimento do vírus] noutro país.”

O PÚBLICO tentou obter uma reacção do Ministério da Agricultura após este encontro dos responsáveis do INIAV com os representantes da Equigerminal. Mas sem sucesso, até ao início da noite de ontem (quinta-feira).

E por que é a Equigerminal esperou tanto tempo para vir a público com esta informação? “Para dizer que há um novo vírus é preciso fazer a comprovação. Foi preciso submeter o vírus a um depósito em Inglaterra, o Public Health of England. E eles repetiram as nossas experiências e comprovaram que sim, que o vírus matava, e emitiram um certificado positivo para o novo vírus. Até há pouco tempo, acreditávamos que podíamos estar perante uma variante que escapava ao teste de despiste tradicional. Só há um ano e meio é que sabemos que é um vírus novo e que é um lentivírus”, conta Isabel Carvalho.

As mais recentes inovações da Ciência portuguesa vão estar em exposição na Mostra da U.Porto

Reitoria da Universidade do Porto

Na próxima semana será possível ver o balão de hélio que irá levar a internet até ao alto mar, experimentar como as suas expressões faciais podem ser automaticamente transferidas para uma personagem de cinema de animação, conhecer os mecanismos de um carro elétrico de competição, descobrir como um estetoscópio digital pode detetar as irregularidades do batimento cardíaco ou assistir à primeira apresentação de aplicações móveis construídas com base na nova tecnologia europeia SafeCloud.

Estes são apenas alguns dos exemplos de projetos científicos desenvolvidos na Universidade do Porto que será possível conhecer durante a Mostra da U.Porto. Mas este será também um espaço onde o público poderá meter mãos à obra e participar em mais de uma centena de demonstrações e experiências interativas.

Quem se deslocar ao Pavilhão Rosa Mota poderá, por exemplo, participar em aulas de pintura e desenho, aprender a produzir um medicamento, simulações de escavação arqueológica, descobrir porque não cai a Torre de Pisa, descobrir os mistérios das ondas e dos sismos, realizar aulas de culinária saudável ou aprender como melhor organizar o seu frigorífico, entre muitas outras atividades.

Esta será também uma oportunidade para os futuros estudantes do Ensino Superior perceberam qual o curso universitário que mais se adequa à sua vocação profissional. Para isso, contará com centenas de professores, investigadores e estudantes da U.Porto prontos a esclarecer todas as suas dúvidas sobre cursos e formas de acesso ao Ensino Superior.

Com entrada livre, a Mostra da Universidade do Porto estará aberta a todo o público de 17 a 20 de março, no seguinte horário: quinta e sexta-feira das 10h00 às 19h00, sábado das 11h00 às 20h00 e domingo das 11h00 às 19h00.

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