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“Edward Snowden não é um traidor”

MOSCOW, RUSSIA - DECEMBER 2013: (EXCLUSIVE ACCESS; PREMIUM RATES (3X) APPLY) Former intelligence contractor Edward Snowden poses for a photo during an interview in an undisclosed location in December 2013 in Moscow, Russia. Snowden who exposed extensive details of global electronic surveillance by the National Security Agency has been in Moscow since June 2012 after getting temporary asylum in order to evade prosecution by authorities in the U.S. (Photo by Barton Gellman/Getty Images)

Excertos do filme, com estreia marcada para 12 de junho no canal de cabo norte-americano CBS Showtime, mostram Putin ao volante de um automóvel, no Kremlin (sede da presidência russa) e numa das suas residências, respondendo a perguntas do cineasta, três vezes vencedor de um Oscar.

Oliver Stone pergunta ao presidente russo se, enquanto antigo agente do KGB, despreza Edward Snowden por ter divulgado documentos secretos.

Snowden “não é um traidor” e “não deu nenhuma informação a outro país que possa prejudicar o seu povo”, respondeu Putin, através de um intérprete.

Mas, quando Stone lhe pergunta se está de acordo com as ações do ex-analista informático da Agência de Segurança Nacional (NSA), o presidente russo responde “não”.

“Penso que não devia tê-lo feito. Se não gostava de alguma coisa no seu trabalho, devia ter-se simplesmente demitido”, afirmou Putin, acrescentando que o Snowden agiu “mal”.

Oliver Stone, considerado um cineasta antissistema, estreou em 2016 o documentário “Snowden”.

Frequentemente interessado por questões políticas, Stone filmou nomeadamente a trilogia presidencial ‘JFK’ (1991), ‘Nixon’ (1995) e ‘W.’ (2008), a série documental ‘A História Não Contada dos Estados Unidos’ (2012-2013) e os documentários ‘Comandante’ (2003), sobre Fidel Castro, e ‘Ao Sul da Fronteira’ (2009), com entrevistas a Hugo Chávez, Cristina Kirchner e Rafael Correa.

Oliver Stone anunciou em 2014 que queria fazer um filme sobre Putin, com base numa série de entrevistas.

Oficial: Partido de Putin conquista maioria absoluta nas legislativas

Nas eleições de domingo, a Rússia Unida aumentou a representação parlamentar em 105 lugares, disse Pamfilova, em conferência de imprensa.

“É possível que se registem algumas pequenas correções, mas não se esperam alterações significativas”, acrescentou Pamfilova, uma vez que estes resultados correspondem a 93,1% dos votos contados.

A Rússia Unida obteve 140 lugares através de listas partidárias e 203 em círculos eleitorais uninominais.

Em segundo lugar ficou o Partido Comunista com 42 lugares, seguindo-se o ultranacionalista Partido Liberal Democrático, que elegeu 39 deputados.

A Rússia Justa, que declara ser social-democrata, surgiu em quarto lugar, com 23 deputados.

Dois partidos sem representação parlamentar, o nacionalista Rodina e o liberal Plataforma Cidadã, elegeram um deputado cada um.

Um candidato independente, em representação da República russa da Adiguésia, no Cáucaso Norte, foi também eleito.

De acordo com dados não definitivos da CEC, apenas 47,8% dos eleitores votou contra 60% nas anteriores legislativas de dezembro de 2011.

Nestas eleições, os deputados da Duma foram eleitos mediante um sistema misto: 225 por listas partidárias e 225 por círculos eleitorais uninominais.

Erdogan visita hoje a Rússia para confirmar reaproximação com Vladimir Putin

Esta visita, a primeira ao estrangeiro de Recep Tayyip Erdogan desde a dramática noite de 15 de julho, é resultado da reconciliação que se seguiu às desculpas do líder de Ancara pelo derrube em novembro de um bombardeiro russo pela aviação turca na zona de fronteira com a Síria.

Este incidente originou uma grave crise político-diplomática entre os dois países, mas a rapidez com que Moscovo aceitou as justificações turcas — que de forma velada admitiu que o avião russo não violou o seu espaço aéreo, o motivo para o derrube e a morte de um dos pilotos — não deixou de surpreender.

Erdogan apreciou a reação russa à abortada intentona militar de 15 de julho: Putin foi um dos primeiros dirigentes estrangeiros e telefonar-lhe para condenar o golpe, e sem surpresa não manifestou as reticências dos líderes europeus sobre a repressão que se seguiu e que não atingiram apenas os supostos seguidores do clérigo Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos e acusado de mentor do golpe.

“A reação russa contrasta fortemente com a dos aliados ocidentais da Turquia”, considera Jeffrey Mankoff, do Center for Strategic and International Studies (CSIS), com sede em Nova Iorque, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

As relações entre a Turquia e a Rússia, dois países que disputam a sua influência nas regiões estratégicas do Mar Negro e Médio Oriente, nunca foram fáceis. No entanto, antes do derrube do bombardeiro russo, os dois países tinham promovido um “acordo tácito” face às delicadas questões da Síria e Ucrânia, para se concentrarem na cooperação estratégica: gasoduto TurkStream em direção à Europa, construção de uma central nuclear russa na Turquia, ou alcançar o objetivo de 100 mil milhões de dólares (90 mil milhões de euros) no comércio bilateral.

A aliança Putin-Erdogan foi construída na base de uma amizade entre os dois combativos dirigentes sexagenários, que conseguiram restaurar a dignidade dos seus países após duras crises económicas e contenciosos geopolíticos em particular com o Ocidente, mesmo que internamente à custa de uma degradação da situação dos direitos humanos. E após Erdogan ter manifestado o seu sentimento de abandono pelos Estados Unidos e a União Europeia, Moscovo não deixou de aproveitar de imediato essa oportunidade.

“Mesmo que [estas] relações conheçam as suas próprias incertezas, a deterioração das relações com as potências ocidentais poderá acelerar uma reaproximação”, sugere um analista do European Council on Foreign Relations, também citado pela AFP.

A Turquia pretende resolver com urgência os nefastos efeitos das sanções russas em particular na sua agricultura, construção civil e turismo. Os números do Kremlin indicam que as trocas comerciais recuaram 43% para 5,5 mil milhões de euros entre janeiro e maio, enquanto as chegadas de turistas caíram 93% entre junho de 2015 e junho de 2016. Desde então o turismo começou a recuperar, enquanto o projeto de gasoduto TurkStream, que deverá fornecer por ano à Turquia 31,5 mil milhões de metros cúbicos, e a central nuclear de Akkuyu, deverão ser retomados em breve.

Para o conselheiro de política externa de Putin, Yuri Ouchkalov, o facto de Erdogan se ter deslocado à Rússia tão rapidamente após o fracassado golpe militar demonstra a importância que Ancara concede às suas relações com Moscovo. Em declarações à agência noticiosa russa Tass, reproduzidas na segunda-feira pelos ‘media’ turcos, Erdogan considerou que a sua visita vai abrir “uma nova página”.

Num gesto de boa vontade, o portal na Internet de informação oficial russo Sputnik, bloqueado desde abril, voltou a estar acessível aos turcos. No entanto, e após uma crise muito aguda, será necessário tempo para reparar todos os danos. Moscovo está em posição de força face a uma Turquia que ainda importa da Rússia mais de metade do gás que consome.

A Rússia, a mais poderosa aliada do Presidente sírio Bashar al-Assad, um inimigo de Erdogan, também alterou as relações de força ao intervir militarmente na Síria desde setembro, uma decisão que colidiu com os planos de Ergodan face ao seu vizinho árabe.

“A única pessoa que Erdogan teme chama-se Vladimir Putin”, assinala Steven Cook, do European Council on Foreign Relations. E para Jeffrey Mankoff, do CSIS, as tensões entre a Turquia e o Ocidente suscitaram “uma ocasião de ouro para que Ancara se virasse na direção da Rússia”.

“O que vamos observar será uma relação mais duradoura mas de uma forma mais pragmática, que não será construída através de relação pessoal ou ideológica mas em torno de interesses práticos comuns”, prevê por sua vez Alexander Baunov, do Centre Carnegie de Moscovo.

Vladimir Putin “comovido” com hospitalidade dos gregos

“Fiquei verdadeiramente comovido pela calorosa e cordial receção que foi feita à delegação da Federação Russa que visitou o vosso país”. Quem fala — ou escreve — é Vladimir Putin, o Presidente russo, que esteve em Atenas e noutros locais da Grécia no final da semana passada para uma visita de dois dias. Putin diz que a Rússia e a Grécia não são apenas “velhos parceiros, mas também velhos amigos“.

O Presidente russo regressou ao seu país com a “certeza” de que a visita de dois dias à Grécia serviu para fortalecer o espírito de “entendimento mútuo e confiança entre as nossas duas nações”. A declaração surge numa carta que Putin enviou ao jornal Kathimerini e que este publicou nesta quarta-feira.

Putin fez questão de frisar, na carta, que as conversas que foram tidas mostraram que a Grécia e a Rússia estão “em harmonia” no que diz respeito aos “temas” que foram discutidos. A “harmonia” e a “amizade” que, na opinião de Putin, marcavam a visita, “devem-se à tradição que dura há séculos de afinidade cultural e espiritual entre os nossos povos”.

Do que se sabe sobre os temas concretos em discussão, Putin terá voltado a assumir o seu interesse em que a Rússia compre a operadora nacional de ferrovia, a Trainose, e uma participação no capital do segundo maior porto de comércio da Grécia, em Salónica.

Tsipras recebeu Putin no final da semana passada, poucos dias depois de a Grécia ter recebido um ok preliminar à primeira avaliação do terceiro resgate. Sabe-se, entretanto, que por esses dias o governo grego estava a enviar uma carta aos credores europeus e ao FMI a avisar que algumas das medidas acordadas dias antes não poderiam ser cumpridas. No auge das tensões entre a Grécia e os credores europeus, no verão passado, Tsipras esteve várias vezes em contacto com Vladimir Putin, no que foi lido como uma forma de pressionar os parceiros europeus e obter melhores condições para o que viria a ser o terceiro resgate.

Putin e Trump beijam-se num graffiti na Lituânia

Vladimir Putin, o presidente russo, e Donald Trump, na corrida dos candidatos à presidência dos Estados Unidos, dão um beijo na boca — é um graffiti, desenhado na parede de uma hamburgueria em Vilnius, a capital da Lituânia. O trabalho foi revelado na quinta-feira, pelo dono da Keulė Rūkė, o restaurante, e chamou a atenção da imprensa internacional.

Dominykas Ceckauskas, dono da pequena hamburgueria, que também vende costeletas de porco no churrasco, encomendou um mural provocatório para decorar a parede frontal do estabelecimento. A imagem, da autoria de Mindaugas Bonanu, um artista local, alude à famosa fotografia de 1979, em que o líder soviético Leonid Brezhnev beija o seu aliado comunista Erich Honecker na boca (em tempos um modo formal de demonstrar afeto fraternal), que também foi, mais tarde, graffitada numa parede em Berlim.

Num post no Instagram, a Keulė Rūkė agradece a todos a atenção dos últimos dias: “Desde a Reddit ao Washington Post muito obrigado pelo apoio. Sempre acreditámos que a pequena e libertária churrasqueira situada na fronteira da NATO com a Rússia um dia se tornaria viral. Não parem de beijar, pessoal.”

Em entrevista à AFP, o dono da hamburgueria, explicou a ideia:

Vemos muitas semelhanças entre estes dois ‘heróis’, Trump e Putin. Os dois têm egos enormes e é divertido ver que se estão a dar tão bem.”
Trump, que lidera a corrida para representar os republicanos nas próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos, tem demonstrado maior abertura para um entendimento com Vladimir Putin, apesar das relações tensas entre os dois países.

“Este graffiti expressa o medo de alguns lituanos de que Donald Trump se submeta a Vladimir Putin e venha a ser indiferente às preocupações de segurança da Lituânia”, explicou um professor do Instituto de Relações Internacionais e Ciência Política de Vilnius, à AFP.

“Trump já afirmou que Putin é um líder forte e que a NATO é obsoleta e cara”, frisou o professor.

Rússia interrompe operações para a Turquia

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Recorde-se que, em causa, está o acontecimento da passada terça-feira, em que a Turquia abateu um avião militar russo, tendo sido abatido um dos pilotos da aeronave. O Governo turco declarou ter o direito de se defender “contra quem quer que viole” as fronteiras do país, enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, declarou por essa altura que iriam existir “consequências sérias” nas relações entre os dois países.

De acordo a TravelDailyNews, que cita dados do Euromonitor International, a Rússia é o segundo mercado mais importante para a Turquia, logo a seguir da Alemanha, tendo em 2014 representado um total de mais de 4,5 milhões de viagens efectuadas para este destino.

O mercado russo quase que duplicou o número de viagens para a Turquia entre 2009 e 2014, de 2,7 milhões para 4,5 milhões, respectivamente, representando ainda mais de 1.9 milhões de chegadas durante o mesmo período.

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