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Volkswagen: Centro de desenvolvimento de software em Lisboa

Segundo uma nota de imprensa da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento dará emprego a cerca de 300 especialistas, entre os quais se incluem engenheiros informáticos, programadores web e designers UX, que irão dedicar-se ao “desenvolvimento de soluções de software baseadas na nuvem (cloud) para uma maior digitalização dos processos corporativos no seio do Grupo e para os veículos conectados”.

Segundo Martin Hofmann, CIO (Chief Information Officer) do Grupo, citado no comunicado da Volkswagen, o novo centro de desenvolvimento de software em Lisboa representa “um passo decisivo para o futuro”.

“Estamos a transferir a história de sucesso dos nossos laboratórios digitais de Berlim para Portugal”, diz Martin Hofmann, adiantando que o objetivo é “aliar tarefas empolgantes aos métodos de trabalho agilizados mais avançados no setor das Tecnologia de Informação”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, também citado no comunicado da Volkswagen, a vinda deste centro de desenvolvimento de software para Lisboa vai ajudar a “captar talentos e a criar emprego especializado nos setores do digital e da mobilidade do futuro”.

“É com grande alegria que fazemos parte da próxima geração de soluções para o Grupo Volkswagen e podem contar com o nosso total apoio no futuro”, acrescenta o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

LUSA

CGTP quer Governo a discutir nova estratégia para a Autoeuropa

Arménio Carlos adianta, num artigo de opinião divulgado hoje no jornal Público, que a CGTP considera “que este é o momento certo para discutir uma estratégia de médio e longo prazo para a fábrica”.

“Neste sentido, e no momento em que a Volkswagen já chegou a um acordo com o Governo alemão relativamente à substituição de uma parte da produção dos carros com motor a combustão por viaturas com motor elétrico, assim como às condições de condicionamento da circulação dos primeiros e apoios à comercialização dos segundos, é altura de o Governo assegurar as condições necessárias junto da multinacional para que a Autoeuropa seja parte integrante desta nova fase da estratégia produtiva”.

Arménio Carlos adianta que a proposta já foi apresentada ao Governo e que “se espera seja tratada em tempo útil, para bem dos trabalhadores, do emprego e da economia do país”.

De acordo com o secretário-geral da CGTP, os trabalhadores já provaram que estão empenhados na consolidação e desenvolvimento da fábrica.

No artigo de opinião, o sindicalista lembra que os “mesmos trabalhadores que ontem eram endeusados por dar aval a vários acordos são hoje enxovalhados por se oporem a propostas da administração da empresa e ostracizados por se indignarem contra uma administração que fala em diálogo social e recorre à imposição para tentar forçar a aplicação de medidas repudiadas pela comunidade laboral”.

“Por muito que alguns pretendam fazer crer, o conflito laboral na Autoeuropa não resulta de confrontos entre a CT e os sindicatos nem de qualquer manipulação partidária, mas de um descontentamento generalizado dos trabalhadores que se vem expressando de forma clara e inequívoca ao longo dos últimos anos”, disse.

No entender de Arménio Carlos, o que se discute “é o direito dos trabalhadores serem parte ativa na discussão e decisão sobre a organização e gestão do tempo de trabalho face à importância deste para a retribuição, a saúde, o repouso e a articulação da vida profissional com a vida pessoal e familiar”.

A fábrica da Volkswagen Autoeuropa, em Palmela, distrito de Setúbal, vai interromper a produção de 26 a 29 de dezembro “devido a quebra no fornecimento de peças”, segundo a empresa.

A interrupção da produção ocorre num período conturbado da empresa, devido à rejeição pelos trabalhadores de dois pré-acordos sobre os novos horários de laboração contínua que tinham sido negociados previamente entre a administração e a Comissão de Trabalhadores.

Face à ausência de um acordo, a administração da Autoeuropa avançou na semana passada, unilateralmente, com um novo horário de laboração contínua que deverá entrar em vigor do final de janeiro de 2018, mas trabalhadores e sindicatos já fizeram saber que não concordam com o modelo que lhes foi imposto.

Apesar do diferendo, a administração da Autoeuropa já anunciou que está disponível para negociar um novo modelo de horários de laboração contínua, para vigorar, inclusive, a partir do segundo semestre de 2018.

LUSA

Volkswagen apresenta: A Pão de Forma do século XXI

O segundo modelo da futura gama de elétricos da Volkswagen tem um formato curiosamente familiar. O seu interior esconde muita tecnologia e uma visão vanguardista de mobilidade.

Volkswagen vai cortar 30 mil postos de trabalho até 2020

A Volkswagen anunciou hoje o despedimento de 30 mil trabalhadores, em todo o mundo, 23 mil dos quais na Alemanha, no quadro de um plano de recuperação e de desenvolvimento dos veículos eléctricos.

Herbert Diess, responsável máximo da empresa, disse nesta quinta-feira, em conferência de imprensa, em Wolfsburg, que a supressão de 23 mil postos de trabalho vai atingir as fábricas da Alemanha durante os próximos quatro anos. Os restantes sete mil trabalhadores vão ser despedidos no resto do mundo, mas os locais não foram especificados.

Segundo a Volkswagen, a medida vai conseguir uma poupança de 3,7 mil milhões de euros por ano, até 2020.

Esta medida é tomada um ano depois de rebentar o escândalo das emissões fraudulentas.

Fonte da Autoeuropa em Portugal disse à Lusa que as comissões de trabalhadores da Volkswagen a nível mundial vão reunir-se na Alemanha entre os próximos dias 5 e 8 de Dezembro. A questão dos despedimentos vai “naturalmente” ser analisada durante as reuniões dos trabalhadores que, depois, “tal como previsto”, devem reunir-se com a administração da empresa, disse a mesma fonte.

Nova geração up! disponível a partir de 11.882€

Já disponível em Portugal, o up! começa por exibir uma imagem refrescada, muito por culpa das secções dianteira e traseira redesenhadas, agora com vários apontamentos capazes de lhe conferir um visual mais dinâmico e desportivo, como é o caso do novo difusor traseiro. Ao mesmo tempo, as ópticas dianteiras passam a contar com luzes diurnas por LED, os farolins traseiros foram redesenhados e os retrovisores exteriores integram agora as luzes de mudança de direcção.

Estão ainda disponíveis treze cores para a carroçaria, três cores para o tejadilhos e dez decorações diferentes para o painel de instrumentos e tablier. Bem como o volante multifunções, a câmara de visão traseira, o tecto de abrir panorâmico, o ar condicionado electrónico e o sistema de som da Beats, com 300 Watt de potência e sete altifalantes.

A gama tem início com a versão 1.0 de 60 cv, disponível a partir de 11 882€, seguindo-se-lhe a variante de 75 cv deste mesmo motor, proposta desde 12 542€. Novidade de relevo, a chegada da derivação turbocomprimida desta mesma unidade motriz, com 90 cv e prestações ao nível do primeiro Golf GTI, à venda entre nós desde 14 478€. Da oferta faz ainda parte o up! equipado com a versão alimentada a gás natural comprimido (GNC) do mesmo motor de 999 cc, com 68 cv, proposta desde 15 358€.

Papa-léguas. Alemão vai bater recorde em Lisboa

Confirmando a validade da teoria de que “há gostos para tudo”, Rainer Zietlow como que se especializou em percorrer, ao volante, grandes distâncias no mais curto espaço de tempo. Aliás, são já vários os recordes detidos pelo alemão neste domínio. Em 2016, Zeitlow e a sua equipa Challenge4 propuseram-se enfrentar um novo desafio: ligar as duas mais extremas cidades da Europa ao volante de um Volkswagen Touareg.

O papa-léguas

Em 2011, Rainer Zietlow ligou a Argentina ao Alasca em 11 dias e 17 horas, percorrendo 23 mil km. No ano seguinte, percorreu a mesma distância, ligando Melbourne a São Petersburgo, em 17 dias e 18 horas. Em 2014, foi a vez de unir o Cabo Norte ao Cabo Agulhas em 21 dias e 16 horas, tendo para isso percorrido 17 mil km. E o ano passado fez o percurso inverso, mas gastando apenas 9 dias e 4 horas.

A aventura começou a 1 de Julho em Magadan, na Rússia, e está prestes a terminar, em Portugal, já amanhã, com a chegada a Lisboa e um novo recorde. No total, serão percorridos cerca de 16 mil km em aproximadamente oito dias, com passagem por que sete países: Rússia, Bielorússia, Polónia, Alemanha, França, Espanha e Portugal.

Para cumprir aquilo a que chamou “Touareg Eurasia”, Zietlow utiliza um Touareg com motor 3.0-V6 TDI de 225 cv, sujeito apenas a ligeiras modificações, nomeadamente a introdução de um “roll bar”, para incremento da segurança, e de um depósito de combustível de maior capacidade, para aumentar a autonomia, elemento essencial para poder transpor zonas mais inóspitas.

Como símbolo da aproximação entre as duas cidades, a equipa de Rainer Zietlow traz consigo uma carta do presidente da câmara de Magadan dirigida ao seu homólogo lisboeta. E faz ainda questão de apoiar a associação Aldeias de Crianças SOS, através da doação de 10 cêntimos por cada quilómetro percorrido ao longo de mais esta quimérica viagem.

Nova Amarok faz a quadratura do círculo

Chega em Setembro ao mercado nacional a nova geração da Amarok, um modelo que tem constituído um extraordinário êxito para a Volkswagen desde o seu lançamento, em 2010. A par de uma actualização das linhas exteriores e dos conteúdos interiores, a pick-up germânica impor-se-á ainda por ser o primeiro modelo do seu segmento a ser exclusivamente proposto com um motor V6 turbodiesel, no caso com 2967 cc de capacidade e disponível com três níveis de potência.

Comecemos, então, pela melhor parte: os atributos mecânicos da nova Amarok. A ênfase vai para o motor, que tem por missão permitir-lhe que se sinta tão à vontade na estrada como fora dela, oferecendo-lhe uma utilização agradável e um conforto acústico digno de um automóvel de passageiros convencional.

Preços não foram ainda revelados

A cerca de três meses da sua chegada ao mercado luso, ainda não são conhecidos os preços da nova Amarok, que continuará a ser proposta com os níveis Trendline, Comfortline e Highline. Por decidir está, também, se será comercializada entre nós a nova versão de lançamento Aventura, dotada de logos específicos e de um completo equipamento de série, onde se incluem elementos como o arco na cor carroçaria logo após a cabina; as jantes de 20”; o sistema de monitorização da pressão dos pneus em tempo real; o sistema de auxílio ao estacionamento com sensores dianteiros e traseiro e câmara de marcha-atrás; o sistema de infoentretenimento com ecrã a cores e navegação 3D; os bancos em pele ergoComfort com costuras contrastantes, o volante multifunções com patilhas de comando da caixa; os pedais em inox; os faróis bi-Xénon; as luzes por LED diurnas; e as embaladeiras iluminadas também por LED.

O bloco em questão é o V6 a 90° estreado no A7 em 2014, dotado de série da tecnologia BlueMotion, para reduzir consumos e emissões poluentes. Com 3,0 litros e turbocompressor VGT de geometria variável, é disponibilizado em três patamares de rendimento: 163 cv e 450 Nm, 204 cv e 500 Nm e 224 cv e 550 Nm – sendo o binário máximo atingido, em qualquer dos casos, logo às 1.400 rpm.

Consoante a versão em questão, são distintos os tipos de transmissão disponíveis, ainda que seja de série em todas as Amarok o diferencial dianteiro de bloqueio electrónico EDl (nas versões com tracção integral), que actua através dos travões para fornecer maior binário à roda que tiver maior motricidade.

A variante de 163 cv está sempre associada a uma caixa manual de seis velocidades, podendo dispor de tracção apenas traseira, ou integral permanente 4Motion, com caixa de transferências (as famosas “redutoras”) e diferencial central autoblocante Torsen com uma repartição estática de 40/60, e bloqueável a 100% através de um actuador eléctrico.

Já o motor de 204 cv é sempre combinado com o sistema 4Motion, mas propondo de série a caixa manual de seis relações, sendo uma opção a caixa automática de oito velocidades. Neste caso, devido à ausência de redutoras, a caixa conta com uma primeira relação bastante curta, para ajudar nos arranques mais decididos, assim como na transposição de obstáculo mais exigentes no todo-o-terreno.

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Com 3,0 litros e turbocompressor VGT de geometria variável, o V6 é disponibilizado em três patamares de potência

A versão mais potente e equipada

A mais dotada versão de 224 cv está sempre associada ao sistema 4Motion e à caixa automática de seis velocidades. Numa breve deslocação a Munique, foi precisamente com estes atributos que pudemos conduzir, em várias condições de utilização, a nova Amarok com o mais requintado nível de equipamento Highline.

Ao volante, confirma-se a proximidade com um SUV convencional em domínios como o conforto em estrada ou a sofisticação do habitáculo, mesmo que a maioria dos materiais continue a estar de acordo com a filosofia de produto de um automóvel que também se propõe a enfrentar as mais duras tarefas numa utilização profissional, ou mesmo de lazer.

O elemento em maior destaque é o motor, pela sua reposta suave, mas sempre decidida e progressiva, com as prestações anunciadas a indicarem valores a que não é fácil ficar indiferente, até porque estes, a pecarem, será por defeito: 7,9 segundos nos 0-100 km/h e velocidade máxima de 193 km/h. Como se isto não bastasse, o consumo médio também não andará longe dos 7,6 l/100 km homologados, assim se pratique uma condução minimamente comedida. Condução que tende a ser fácil e muito agradável, também por via de um conforto de marcha apreciável, e de o V6 não fazer sentir em excesso a sua presença no habitáculo. E congratulem-se os amantes do fora de estrada: com os pneus certos e o auxílio de bons ângulos característicos (pendente máxima de 45°; ataque de 29°; saída de 24°; ventral de 23°; passagem a vau de 500 mm), a Volkswagen Amarok estará, na maioria vezes, mais limitada pela ousadia de quem a conduz do que pelas suas próprias capacidades.

O modelo exibe agora uma aparência mais moderna, imponente e apelativa

O modelo exibe agora uma aparência mais moderna, imponente e apelativa

Frente mexida

Visualmente, as alterações operadas na Amarok incidiram sobretudo na secção dianteira, agora marcada por linhas verticais e horizontais, que lhe conferem uma aparência mais moderna, imponente e apelativa. De resto, tudo se mantém, basicamente, na mesma, à excepção do aumento da medida das rodas – que pode chegar às 20” –, o que não é, propriamente, criticável, tendo em conta a aceitação que o modelo tem registado.

O mesmo conceito de formas verticalizadas e horizontalizadas foi aplicado no interior, com o intuito de torná-lo mais actual e sofisticado, já que a marca alemã aspira a que a nova Amarok possa constituir também uma alternativa para os clientes dos SUV, principalmente aqueles que querem um veículo que possa “mesmo” circular fora de estrada.

No habitáculo é de referir o novo painel de instrumentos, com indicadores com moldura cromada nas versões mais equipadas, capaz de oferecer muita informação de forma extremamente legível. E também o novo sistema de infoentretenimento, dotado de um ecrã táctil e proposto com várias especificações, as mais evoluídas contando com elementos como ecrã a cores, sistema de navegação 3D, ligação à Internet, acesso a várias “app” e sistemas de som condicentes com o seu grau de sofisticação.

Na sua nova geração, a Amarok estará disponível apenas em versão de cabina dupla, pelo menos na Europa. O acesso ao interior é facilitado pelo generoso ângulo de abertura das portas e pela colocação de pegas nos pilares dianteiros e centrais, sendo que, atrás, é possível acomodar três passageiros adultos com razoável desafogo.

O espaço disponível na frente é bastante generoso e a posição de condução, apesar de elevada, nem difere assim tanto da conhecida de outros modelos da moda que vão pululando pelas nossas estradas. A correcta ergonomia é outro dos pontos a reter, a par do conforto oferecido pelos bancos com razoável encaixe – em opção, estão disponíveis os bancos dianteiros ergoComfort, com regulação eléctrica em 14 vias. Uma palavra, igualmente, para a segurança, garantida por elementos como os airbags frontais, laterais e de cortina, e pelo sistema Post-Collision Braking System, destinado a evitar colisões múltiplas em caso de embate pela traseira.

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Quanto à caixa de carga, nada de novo: continua a ser capaz de acomodar uma palete de tamanho normalizado, oferecendo uma área útil de 2,52 m2. Para esta zona estão disponíveis, na linha de acessórios, diversos arcos, coberturas e revestimentos para o piso, bem como uma série de diferentes “hardtop”. A capacidade de reboque da nova Amarok pode ir até às 3,5 toneladas, consoante a versão.

Há cinco anos que a Volkswagen não estava tão mal na Europa

A quota de mercado da Volkswagen caiu para mínimos de cinco anos, um sinal visível das dificuldades provocadas pela polémica fraude das alterações nos motores para esconder as verdadeiras emissões de gases poluentes. Os dados revelados hoje pela Bloomberg dão conta do pior primeiro trimestre desde 2011, com uma percentagem de novos registos de 23,4% entre janeiro e março. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a marca alemã perdeu um ponto percentual; mais preocupante ainda é a perda direta de quota de mercado para as principais rivais como a Mercedes-Benz, a BMW e a Fiat Chrysler.

Para a Volkswagen, a perda de confiança é mais grave na marca que dá nome ao grupo, uma vez que na Audi, Porsche e Skoda a tendência é positiva.

Numa época de aumento da procura de carros no território europeu, a VW é uma das grandes penalizadas graças à crescente falta de confiança provocada pelo escândalo das emissões.

 

CEO da VW propõe corte nos bónus depois de polémica com acionistas

Os problemas na Volkswagen parecem ter chegado para ficar e nem a administração está imune aos efeitos colaterais da polémica das emissões. Matthias Muller, antigo líder da Porsche que assumiu a liderança da maior fabricante automóvel da Europa após a demissão de Martin Winterkorn, quer cortar os bónus dos administradores da Volkswagen em cerca de 30% devido às críticas de um dos principais acionistas, adianta o Bild am Sonntag.

Num ano marcado pela fraude descoberta nos motores dos carros da marca germânica, os gestores que restaram após a razia das emissões preveem receber compensações extra, uma possibilidade rejeitada pelo Estado na Baixa Saxónia.

O território do norte da Alemanha é dono de uma participação de 20% no capital do grupo VW e já assumiu o desagrado com a perspetiva de uma retribuição adicional aos administradores, principalmente tendo em conta que o escândalo das emissões envolveu várias figuras de topo da empresa, garante a agência Reuters.

Em resposta, Matthias Muller irá propor uma redução de 30% no bónus de cada gestor de topo, uma tentativa de acalmar os ânimos e convencer os dois administradores ligados ao Estado da Baixa Saxónia a dar ‘luz verde’ às contas anuais na reunião de hoje do conselho de administração.

A Reuters tentou contactar a Volkswagen para obter a confirmação das notícias, mas a marca germânica recusou adiantar informações.

 

Vendas da Volkswagen sobem 3,7% em janeiro

O presidente da Volkswagen, Matthias Müller, informou em comunicado que “as marcas do consórcio registaram em janeiro um aumento de vendas” em relação ao mesmo mês de 2015.

“O resultado dos mercados a nível mundial mostra-se desigual no início do ano. Brasil e Rússia seguem tensos, a China ganhou de novo velocidade e a Europa tem-se revelado estável”, segundo Müller.

No mês passado, o grupo Volkswagen vendeu na Europa 292.600 viaturas, uma subida de 1,8%. Na Alemanha, a subida foi de 0,4%.

Mas, as vendas na Rússia caíram 29,5% para 9.700 unidades e nos Estados Unidos foi registada uma redução de 7% para 36.400 unidades, porque vários modelos foram retirados após ser divulgado o escândalo da manipulação de emissões poluentes.

Na América do Sul as vendas também desceram (32,2%) para 36.500 veículos, devido à queda de quase 39% no Brasil. Na China, foi registado um crescimento em janeiro e a Volkswagen vendeu 400.100 unidades, um aumento de 13,9%.

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